"Qualquer semelhança com a realidade, é mera canalhice!" Gabi Pagliuca disse isso e tudo o que está nesse blog literário*. Ela tem 21 anos, é paulistana, corinthiana, vegetariana, estudante de jornalismo, participa do Tudo de Blog desde 2006 quando começou a escrever pra valer. Gosta de críticas construtivas (e não destrutivas) e de comentários! Gosta de saber o que o pessoal pensa e sente. Gosta de se comunicar com seus leitores.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Por trás das cortinas de espetáculos teatrais.






                    Quando a gente assiste a uma peça de teatro muitas vezes passa pela nossa cabeça como é o outro lado, como foi a preparação, como os atores se sentem, não é? Eu fiquei pensando nisso e conversei com alguns estudantes de teatro, em São Paulo, na véspera da estreia da primeira montagem de suas carreiras.
                    O nervosismo era nítido em todos os rostos, além de ser a estreia da peça, era a primeira vez que apresentavam um espetáculo para a maioria dali. Ouviam-se desabafos da noite sem dormir ou mal dormida por causa de pesadelos, por exemplo, mas tirando isso, os comentários eram positivos e confiantes. Eles trabalharam o semestre inteiro e conseguiram aplausos de pé – e realmente merecidos.
                    O maior desafio para a estudante Kuthy Aguiar, 35, era entrar no personagem e conseguir manter a calma na hora da apresentação. Uma opinião não muito diferente de seu colega Fernando Moraes, 15: “ter concentração suficiente, na hora que dá um nervoso, para vivenciar o personagem“, em compensação, para ele, no momento vem a emoção e tudo sai com naturalidade, sem pensar.
                    O ambiente é de amizade, e cooperação – gostaria que servisse de exemplo para o resto do mundo -  tanto que para Kuthy a parte mais fácil do processo é a convivência com as pessoas.
                    De acordo com os estudantes, não houve muito tempo de ensaio e a principal preparação foi a de cada personagem. É necessário conhecer, cada um, o passado, a idade, como pensava, como agia e a época que vivia o personagem que interpreta. Só depois que cada um se colocou no lugar do seu, os ensaios começaram pra valer.
                    Para Fernando, o que deu mais trabalho entre cenário, luz, som, figurino foi o cenário porque não era algo individual: “tem que juntar todo mundo e decidir, e não adianta colocar nada ali por colocar, tem que haver um sentido para aquilo estar ali”, ele diz.
É um trabalho duro, o medo vem com uma facilidade tremenda, mas vai embora da mesma maneira. Ao ver a euforia e o brilho nos olhos dos atores na hora de receber os aplausos se consegue apenas ter uma ideia de como estão sentindo. A alegria com que saem do palco é de uma missão cumprida – e muito bem realizada.
                    Se você quer ser ator, Fernando dá as dicas: “procure uma escola de teatro e... Foco! Se você quer ser ator você tem que focar nisso. Não se importe com o que os outros vão falar e com o que sua família vai pensar. Tem que ir atrás de seus sonhos”. 

sábado, 14 de novembro de 2009

Legalização dos imigrantes em situação irregular








         Um dos motivos de eu gostar de sair com amigos é que sempre aparece um assunto interessante. Ontem minha cunhada me convidou para fazer parte de um mutirão para ajudar os imigrantes ilegais, que vivem situações desumanas, para colocar em prática a nova lei da anistia.           De acordo com o site da Polícia Federal, a nova lei de anistia faz com que todos os estrangeiros que chegaram no Brasil até dia 1º de fevereiro desse ano com situação irregular, sejam legalizados. O prazo vai até 30 de dezembro. Ainda de acordo com o site: “Os beneficiados terão direito à liberdade de circulação em território nacional, pleno acesso ao trabalho remunerado, à educação, à saúde pública e à justiça”.


A polêmica





Algumas pessoas são contra essa legalização porque está tirando o emprego dos brasileiros; porque se nem para os brasileiros há emprego e vida digna, não vai ter para estrangeiro; isso pode fazer cada vez mais estrangeiros se mudar para cá; e outros motivos contra.
Por outro lado, há quem diz que mesmo o Brasil não sendo o país dessas pessoas, tendo ou não direito de ficar, essas pessoas são seres humanos e estão vivendo como escravos e acreditam que isso não é certo.
A questão é: é fato há imigrantes ilegais e vivendo em situações deprimentes. Quais são as opções? Tirá-los do país. Legalizá-los. Ignorar a situação.
Se a legalização vai ajuá-los a sair dessa, se vai tirar empregos dos brasileiros, se vai incentivar a vinda de mais estrangeiros para cá, isso eu não sei… talvez, não, sim... o importante é tomar uma atitude.


Argumentos contra, argumentos a favor.


Tirar as pessoas dos países é uma atitude que só se deve tomar em ÚLTIMA das hipóteses, quando não há outras. O Mundo é a casa de todos, todos somos pessoas. Não existe esse negócio de país, de estados... essas coisas foram inventadas pelo homem apenas para organização, mas já se tornou tão forte que cada país tem um ‘dono’.
Uma solução menos intolerante – inclusive isso vale como solução para brasileiros no exterior -, é dar a oportunidade dos imigrantes ilegais sairem sem maiores problemas, já que muitas pessoas querem voltar depois de sofrer com a realidade, mas não têm condições e tem também o medo de serem presos pelo(s) crime(s).
Apenas legalizar esses imigrantes, não vai fazer com que eles fiquem ricos, não vai fazer eles mudarem totalmente de vida. E se melhorar a vida deles, vai prejudicar os brasileiros que estão perdendo esses empregos. Apenas legalizar os imigrantes, pode incentivar a vinda de mais e mais imigrantes para o Brasil e pode haver uma concentração de pessoas onde não cabe mais nem mesmo brasileiros. O que deve ser feito é um programa a longo prazo para o melhoramento de cada país, para que não haja necessidade dessa migração.


Não há conclusão, vamos discutir


Depois que minha cunhada me convidou para fazer parte do mutirão, a discussão começou causou muitas polêmicas e nervos a flor da pele ontem no bar. Posso garantir a você que, mesmo informações sendo adicionadas, cada um manteve sua opinião. Não houve nenhuma conclusão e ninguém conseguiu convencer o outro (mesmo estando em um grupo onde a maioria se diz bom em persuasão, como bons estudantes de direito). E é por isso que eu quis falar sobre isso. Gostaria de saber mais opiniões. Talvez nossas opiniões não mudem por ler a do outro, mas eu acho que é ótimo sabermos mais sobre esse assunto! VAMOS POLEMIZAR!

domingo, 8 de novembro de 2009

As lembranças da casa de madeira

        Aperte o play para escutar a música que eu pensei especialmente para esse texto (se não curtir o estilo, a banda ou a música, pode desligar).

        Nick... Tá acordado? Nesse momento em que lê minha mente, se puder ler, não estou dormindo porque o cheiro do cigarro é muito forte e meu olho arde. Fiquei olhando ao redor do quarto, as coisas continuam no mesmo lugar, as mesmas bagunças e a mesma decoração. Só a TV que ficou maior... 


         A casa de madeira me traz boas lembranças... Costumávamos frequentar há uns 4, 5 anos. Era sempre o mesmo cheiro, a mesma atmosfera, mas agora não é mais. Agora seu quarto cheira cigarro, algumas mulheres já passaram por aqui, a sua cama virou de casal e os livros de escola foram substituídos pelos da faculdade. 
        Estamos mais velhos.
        Quando éramos mais novos, Nick, não nos desgrudávamos, éramos muito amigos e já brigamos muito, se lembra? Por qualquer motivo, alguns bestas, outros não. O que faltava entre nós era mais tolerância, porque amor sempre teve...
       Inclusive era um amor que eu nunca entendi. Amor de amigo, amor de irmão. Andávamos de mãos dadas, em baixo das cobertas nos beijávamos algumas vezes e depois era como se nada tivesse acontecido. Com você foi que eu descobri a amizade colorida, aquelas que é mais que amigo e menos que namorado. 
         Depois dá uma olhada embaixo da TV nova, vou deixar meu colar com um pingente pra você não se esquecer de mim. Notei que de todos os amigos de antes, eu sou a única que não tem uma foto grudada na sua parede.
         Antigamente me interessava pelo seu jeito, era um misterioso fofo que se abria comigo de vez em quando, me fazia até pensar que eu era especial, que a gente tinha algo diferente do que rolava com as outras meninas, mas fui notando e parando de me iludir, percebi que você era mesmo daquele jeito com todos.
        Eu me lembro que em um aniversário seu, depois de eu declarar todo o meu amor por você em uma carta, eu pensei: “que espécie de pessoa é essa que depois de tudo o que eu falei, insistiu e implorou que eu ficasse com seu melhor amigo?”, era porque essa pessoa era apenas um amigo meu... nada mais... talvez não importasse a espécie, iria sempre ser amigo. 
         A medida que fui te conhecendo, poucas vezes me iludi pensando haver algo exclusivo entre mim e você. Uma das vezes estava quase, foi uma promessa que salvou... Foi o dia em que você estava cuidando de mim, pois havia bebido demais de dia e ainda estava um pouco tonta. 
         Lembra? Nos finais de semana costumávamos virar a noite conversando sobre qualquer coisa, desde que estivessemos juntos. Nesse dia que bebi todas, passamos a noite inteira acordados trocando confissões, você disse que eu era parecida com sua ex namorada, até que consegui me iludir e nos beijamos.
        Depois do beijo, você me disse que não era certo e não podíamos ficar juntos. Você me fez prometer que eu não me apaixonaria por você, e eu prometi. Foi uma promessa do fundo do coração que as vezes me arrependo de ter feito. “Eu não vou me apaixonar por você, Nick”. Nunca vou me esquecer.
          Com toda certeza essa promessa viria salvar meu coração de uma grande dor, uma enorme decepção um dia, mas na hora imaginei que fosse acontecer como nos filmes de romance, onde você imploraria para que eu esquecesse a promessa. Mas vejo que foi bom tê-la feito.
          Depois nos beijamos e continuamos igual muitas outras vezes, eu sempre queria, sempre pedia. O desafio era você querer, não por meu beijo não ser bom, você dizia, mas porque não e pronto, completava. Seu beijo era bom, a gente tinha um lance. Seu cabelo era macio, dava vontade de ficar a noite inteira passando a mão nele.
          Quantas vezes eu não dormi aqui? Parece que meus pais confiavam em você. Eles acreditavam que não íamos fazer nada errado, e é claro que estavam enganados. Já aprontamos muito nessa casa de madeira. Lembranças que voltaram assim que pisei no primeiro degrau da escada. Lembrei da vez em que fumei meu primeiro beck, deu um barato diferente das outras vezes.
          Mas hoje não consigo dormir. Quem tá comigo aqui em baixo no colchão não é você. Você nem me abraçou hoje.  Nossos amigos todos reunidos aqui, Nick, estou muito feliz com isso. Seu melhor amigo está aqui comigo, dividindo a cama, como nos velhos tempos de amizade. A gente ficou de novo na hora do filme, sabia? Aposto que sim. E aposto que não se importa.
         Você sabe muito bem que se quisesse, o beijo seria seu. O beijo sempre vai ser seu. O beijo com romance, digo. Eu espero que você realmente não consiga ler pensamentos. E eu sinto muito por tudo o que sinto. Você nem sabe, mas aquela promessa já estava quebrada desde antes do dia que eu a fiz. Quer dizer, talvez você saiba... e talvez seja por isso que está segurando minha mão assim, desse jeito que eu queria pra sempre ficar com você, apertando bem forte pra não soltar. 



Música de: MixPod.com


sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Como votar?





              Esse post começou como um comentário no post do blog Culturítica, do meu BFF e blogueiro do qUATROaNOS, Isaque Criscuolo, mas começou a ficar muito grande, então virou post.
"Votar ou Não Votar Nulo" é um post ótimo e recomendo: É um esclarecimento para quem está na dúvida no que fazer para mudar a área política no nosso país!
Isaque disse no post: "Como escolha consciente, os votos nulos e brancos podem até ser aceitos. Desta forma, o voto nulo indica que o eleitor não aprova nenhum dos candidatos, enquanto o branco indica a aprovação por todos, indiferente de quem seja eleito."
Se há tanta gente honesta e com vontade de mudar o país, porque continuamos votando nessas mesmas pessoas? Mesmo eu tendo influências e pensamentos um pouco de esquerda, acho que o melhor sistema político é a democracia, mas ele precisa funcionar com pessoas nos representando, para melhorarmos alguma coisa, o importante não é votar em branco ou nulo, mas sim  conhecermos em quem vamos votar. 
Sou da opinião que não é possível todos os candidatos serem maus e desonestos. O únido problema é que na mídia e na classe dominante, os candidatos mais famosos que aparecem, os que têm mais visibilidade e influência são aqueles que estão nos partidos mais tradicionais. Mas será que queremos mesmo esses canditados nos representanddo? 
Nunca vou me esquecer que uma vez uma conversa com um amigo:

amigo: - em quem você vai votar?

eu: - em Fulana.
a: - Não, Gabi... a Fulana não tem nenhuma chance de ganhar, então é melhor você votar no Sicrano para o Beltrano não ganhar, porque são os dois que estão nos primeiros lugares.
eu: - ...
(votei na Fulana, mas o Sicrano que ganhou)
Temos que conhecer todos esses candidatos para podermos votar em quem realmente queremos e não para que outro não ganhe, ou para que continue a mesma coisa "melhor deixarmos como está, se mudarmos, pode piorar..." NÃO! Não podemos pensar assim! Temos que conhecer todos os canditados, TODOS, inclusive daqueles partidos considerados menores. 
Quando pensamos em mudar o mundo, a gente precisa fazer o que puder pra isso e votar é a manifestação do nosso desejo. Quando os políticos mais honestos e com boas ideias começarem a nos representar de verdade, podemos nos preocupar mais com outras questões e começar a participar de mudanças.
Eu não sou totalmente contra o voto nulo e branco, sou até a favor se for feito com responsabilidade. 

Seja qual for seu voto, vote consciente, de verdade!