(versão original)

Depois que as redes sociais passaram a dar a opção de colocar em religião um “tenho um lado espiritual independente de religiões” (Orkut), comecei a usar essa definição, pois foi mais ou menos quando abandonei meu rótulo de católica. Esse lado me faz questionar o que é certo e o que é errado, de acordo com as leis do homem e de Deus.

Não que religião seja ruim, mas gosto de me sentir livre para acreditar no que quiser. Não gosto de ser obrigada a acreditar em algo pré-estabelecido se para mim não fizer sentido. Liberdade me encanta. E como eu gosto dela, comecei a questionar: liberdade é fazer tudo o que queremos, sem pensar em mais nada? Será? Como tomar decisões certas?

Nossa sociedade está cheia de tabus, crenças e principalmente julgamentos que não fazem sentido, pra mim. Há muitas atitudes que tomamos e que não faz mal pra ninguém, mas a sociedade julga. E a religião ajuda muito isso. Não todas e nem todos os religiosos, mas alguns que incomodam por muitos. Muita gente que vive aparentemente sob regras divinas, mas por dentro estão cheias de ódio, rancor, raiva, infelicidade, inveja… É isso que Deus quer?

Tudo o que acredito é que o que vale é nosso coração e nossas intenções. Não importa se parece boa intenção, Aquele que nos vai julgar (seja qual for sua crença) não se importa com aparências. Deus só se importa se você é bom ou ruim, lá no fundo do seu coração.

O que é certo e o que é errado? Como devo agir? Como você achar que é certo. Baseado na sua religião, na sua cultura, nas suas conclusões depois de refletir. Qualquer coisa que você achar certo… Não estou falando para sair matando todos que odeia ou agarrando todas as pessoas que te atraem no mundo só porque você acha que é certo. Sejamos razoáveis. O que eu recomendo é que você coloque em uma balança o que você quer fazer o que deve ser feito.

Nem sempre o que temos vontade de fazer é o certo. O melhor seria que qualquer coisa que te desse um pouco de peso na consciência fosse motivo de reflexão, porque a consciência pesada é o primeiro passo que algo está errado. Mas não faça uma reflexão superficial. Não pense apenas nas consciências primárias, as mais óbvias. Depois de refletir, encontre o meio termo entre o que queremos fazer e o que se deve fazer. Abrir mão de alguma coisinha, mas também não deixar de fazer tal coisa porque é considerado errado por sua religião ou circulo social.

Então, para tomar decisões certas partimos do princípio que vivemos em sociedade e sem essa não praticamos o que mais gostamos de fazer: socializar. Nossas atitudes devem ser baseadas no nosso próprio bem – porque também fazemos parte dessa sociedade – e no bem dos outros. Refletir parece difícil, mas depois que nos acostumamos e vemos os frutos que dá, se torna um hábito gostoso. E lembre-se que você não precisa fazer só porque os outros estabeleceram, você pode se auto-regular.