07 de setembro de 2010

Às vezes nosso lugar preferido é nosso quarto ou o colo da mãe…  Particularmente esses dois são meus preferidos. O que acontece, no entanto, quando não temos nenhum dos dois no momento em que nós precisamos de um lugar quando a raiva, a solidão, a dor ou o medo chegam?  O que fazer?

Cheguei a conclusão que fazer do nosso corpo o melhor do lugar do mundo pra se viver é a melhor solução de todas.

Nosso próprio corpo, óbvio demais?

Pra muita gente não, porque tem gente que só consegue enxergar de fora pra dentro e não de dentro pra fora. Assim era comigo.

Nosso corpo é o lugar onde estaremos mais confortáveis e seguros enquanto estivermos vivos. E é a melhor maneira de se viver em paz.

Precisamos fazer do nosso próprio corpo nosso alívio.

A gente não se separa do nosso corpo em vida. Ele está aí com você, o tempo todo.

Às vezes até me pergunto como consigo me aguentar por tanto tempo sem me largar. Sou meu lugar preferido de mim mesma. Eu e meu corpo somos um parte do outro. Você e seu corpo também. É a única coisa que é só nosso e ninguém pode nos tirar.

Daí, quando finalmente você fizer do seu corpo o melhor lugar do mundo, qualquer praça, estação de trem, jardim, prédio, café, qualquer bairro, cidade, estado ou país podem vir a ser seu lugar preferido do mundo, porque na verdade, não vai ser o lugar.

Falando em corpo. Cuide bem dele. Percebi que o corpo é apenas um empréstimo, o que é nosso de verdade é o que tem por dentro, a carcaça é só cedida por Deus (ou qualquer Criador que você acredite) para cumprirmos nossa missão na Terra.

14 de janeiro de 2016

 

E, então, acho que quis dizer que temos que buscar refúgio para nossos conflitos dentro de nós mesmos, e não fora (colo ou quarto).

Ficando mais introspectivx,construímos nosso templo.

Para isso, temos que nos desidentificar com nossos pensamentos e nos conectando com nossa essência. A melhor forma de explicar é a meditação.

Pra mim, a meditação começou a dar certo de verdade depois de um profundo contato com meu lado sombra, quando aprendi a controlar meus sentimentos, identificando minhas emoções e agindo de forma consciente. Foi quando comecei a ser menos reativa, a meditação começou a funcionar. Quando aprendi a julgar menos e ter menos apego, entendi o que é estado meditativo. E é uma busca diária, sempre que minhas sombras aparecem é uma luta! Difícil enfrentar nossos próprios defeitos, mas é a melhor forma de sermos pessoas melhores – não melhores que outras, mas que nós mesmas, ontem. Fazer meu corpo “casa de sentimento bom” (não duvido nada que a música Morada tenha influenciado esse texto em 2010) me transformou.