1495541_687929914571167_1318050332_nEm 2013 eu li, pelo menos, dez livros. Talvez eu tenha esquecido de um ou outro, mas aí vai a minha seleção, super eclética.

A Profecia Celestina, de James Redfield: depois de 3 anos na fila por indicação de um conhecido e começando 3 ou 4 vezes, em espanhol e em PDF, finalmente comecei e terminei. Este livro mudou minha vida, abriu minha cabeça em diversas áreas. Se você gosta de esoterismo e busca sua evolução espiritual, é muito indicado.

Putzgrila! Viagens e amores livros nos anos 80, de Lucio Martins Rodrigues: um livro inspirador sobre uma jovem adulta que faz diversas viagens, em diversos contextos. Seus amores e aventuras que aconteceram de verdade são descritos de uma forma leve e que prende muito o leitor. Fiquei com vontade de sair viajando por esse mundão!

My Life in Pink and Green, de Lisa Greenwald: esse livro, até onde sei sem tradução em português, foi escolhido por mim em 2010 para treinar meu inglês. Também deixei ele no armário e esse ano resolvi recuperar. Consegui ler inteiro (o primeiro em inglês que li completo), reforçando, pra mim mesma, minha fluência no idioma. O livro é uma história de uma pré adolescente que tenta salvar o negócio de sua família, uma farmácia/conveniência. A saída que ela encontra é transformar o ambiente em um lugar mais “verde”. É um livro do estilo O Diário da Princesa (Meg Cabot), facinho de ler, história pra adolescente, mas valeu a pena, pois também gosto de escrever esse tipo de história.

A Revolução dos Bichos, de George Orwell: mesmo autor de 1984, um dos meus livros preferidos. Essa clássica história conta a vida de animais em uma fazenda quando resolvem expulsar os homens e tomar conta do lugar. Fazem suas próprias leis e regras, estabelecendo um novo padrão de poder. É um livro tão sensacional que não dá pra descrever. É dele aquela famosa frase que todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros. É um livro extremamente profundo, uma verdadeira obra prima. No link acima, tem mais detalhes sobre o contexto histórico do livro.

Do Nicho ao Lixo – ambiente, sociedade e educação, de Francisco C. Scarlato e Joel Arnaldo Pontin: um livro básico sobre meio ambiente (acabei de ver no site que é indicado para adolescentes), que li para iniciar meus conhecimentos sobre o assunto.

A Culpa é das Estrelas, de John Green: um dos livros mais comentados desse ano entre os jovens adolescentes, destaque em todas as livrarias que entrei (não sei em números) e o livro mais fofo que li no ano. O livro conta a história de uma garota com câncer que está morrendo, mas conhece um menino que começa a frequentar o mesmo grupo de apoio que ela. Os dois passam a conviver e dividir suas aventuras, na medida do possível. Chorei litros com este livro, me tocou bastante, é muito emocionante. Super indicação.

Super Apresentações: como vender ideias e conquistar audiências, de Joni Galvão e Eduardo Adas: Um livro bem interessante sobre como fazer apresentações em power point (ou qualquer programa, na verdade), começando por um roteiro, os elementos de cada slide e a própria apresentação. Para quem quer surpreender em apresentações, livro super indicado.

A arte de argumentar, de Bernard S. Meyer: um livro sensacional que mostra bons caminhos para melhorar seus argumentos e detectar argumentos frágeis. Para quem está treinando sua dialética, é um livro super indicado. Pequeno, simples de ler, rápido e muito eficiente.

De onde vêm as boas ideias?, de Steven Johnson: um livro que abriu minha cabeça para novas ideias surgirem, se fundirem. Assista o vídeo, é mais legal do que ler o que tenho a dizer sobre ele.

Segue meu resuminho sobre os padrões que fala no vídeo (se você gostar, LEIA o livro todo!):

1) O possível adjacente: Boas ideias são como peças de quebra-cabeças e são formadas por peças e habilidades já existentes, que recombinadas expande suas possibilidades. Ou seja, tudo há um pré-requisito para existir. As inovações apenas são executadas se um conjunto específico de descobertas anteriores já existirem.

2) Redes líquidas: uma boa ideia é como uma rede. Não é algo isolado, parece mais um enxame. Essa rede precisa ser densamente povoada e ser capaz de adotar novas configurações. Essa rede deve fazer conexões e devem ser inseridas em ambientes que exploram o limite do possível adjacente.

3) A intuição lenta: uma ideia fica guardada na mente de alguém e precisa de outra para haver uma colisão e gerar uma boa ideia, realmente inovadora. As boas ideias levam tempo para amadurecer.

4) Serendipidade: um dado ou informação que colide com uma ideia inicial ou abre uma porta do possível adjacente para uma ideia realmente inovadora. Isso se dá quando passamos a ser mais multidisciplinares e nos informar sobre os mais diversos assuntos, para que as ideias se conectem de várias maneiras. Podemos encontrar conexão em informações que parecem não terem ligação, mas se ficarmos atentos, encontraremos o elo perdido. Podemos encontrar soluções onde nem imaginamos.

5) Erro: às vezes buscamos solução para algum problema e, por causa de um erro, descobrimos uma solução para outro problema ou uma solução diferente do que imaginávamos a princípio. O erro também é uma maneira de desviarmos de suposições confortáveis. Claro que o erro e caos completo não são positivos, mas devemos deixar um espaço seguro para cometer erros produtivos. A verdade é uniforme e estreita e só tem um caminho para encontrá-la. Mas com os erros podemos aprender muito mais, passando por diversos caminhos até chegar na mesma verdade.

6) Exaptação: É usar um objeto ou tecnologia já existente e reinventar com ela, transformando em uma nova ideia. Dificilmente começamos algo do zero. Normalmente, pegamos emprestadas tecnologias que já estão maduras para usar de solução para um problema. Ser ‘multitarefa’ abre espaço para a multidisciplina necessária para a exaptação.

7) Plataforma: as novas plataformas não só abrem uma porta para o possível adjacente, mas constroem todo um pavimento para novas ideias serem constituídas. Além disso, as mesmas plataformas podem utilizar as ideias para se transformarem. Ou seja, a cooperação entre elas torna muito mais produtivo.

8) Conclusão: então… de onde vêm as boas ideias? faça uma caminhada, cultive intuições; anote tudo, mas mantenha suas pastas em desordem; abrace a serendipidade; cometa erros produtivos; cultive diversos hobbies; frequente cafés e outras redes líquidas; siga os links; permita que os outros se baseiem em suas ideias; tome emprestado, recicle, reinvente; construa uma ribanceira de emaranhado”.

Inovação como rotina: Como Ajudar Seus Colaboradores A Transformar Ideias Criativas Em Realidade: Paddy Miller; Thomas Wedell-wedellsborg: tem bastante a ver com o livro anterior. Os autores mostram casos de sucesso  (e alguns de fracasso!) sobre formas de inovar dentro de organizações. O interessante desse livro é que o foco está em ensinar o leitor a fazer seus funcionários serem criativos, mas eu peguei as ideias pra usar pra mim (rs).

Acho que foram esses, se eu me lembrar de mais algum, eu faço um adendo. Fora os que eu comecei e não terminei :(

Não gostei dessa média, menos de 1 por mês (0,8/mês)… mas ainda assim me diverti mto lendo todos eles!

Espero elevar minha média em 2014.

Indicações de livros nos comentários.