A maior parte das pessoas que vive em sofrimento, ao menos ao meu ver, não está preparada para curar as feridas profundas internas. Não julgo ninguém e até me incluo nessa, já que o processo de autocura pode doer – e muito – afinal, é nesse processo que resgatamos sofrimentos do inconsciente, para jogar luz neles e, assim, podermos ser íntegros. Tem um filme que explica bem o chamado “Efeito Sombra“. Estou falando de feridas emocionais e psicológicas, mas que podem, de alguma forma, se tornarem físicas.

Estou convicta que essa sensação de que só se aprende na dor nada mas é do que apenas uma crença. Frequentemente me pego dizendo “a vida não é fácil mesmo”, “a gente só aprende na dor mesmo” e outras coisas do tipo. São crenças que eu sei que carreguei até aqui, mas elas não têm mais propósito pra mim. Eu resolvi me desapegar delas, porque afirmar que os processos curativos são, necessariamente, dolorosos, me limita. Nas entrelinhas da crença que me curar sempre será doloroso, percebo que também há a crença de que eu não consigo manter minha vibração elevada o tempo todo. Sei do potecial que todos têm de aprender com a vibração do amor.

Auto-cura com amor, e não com dor

Como mudar essa crença, então? Como eu posso deixar a crença de que meu processo de cura deve ser dolorido e passar a ter convicção de que podemos nos curar com amor?

E é nesse desafio que me deparei. Como faz pra marcar a ferro e fogo algum obstáculo superado? Como meu corpo sentirá que foi curado, sem fortes emoções? Foram esses questionamentos que fizeram com que eu, rapidamente, me desse conta de que não é o sofrimento em si que me faz aprender, mas a emoção intensa que é a responsável por isso. É a emoção intensa que marca com ferro e fogo nosso aprendizados. E quem disse que essas emoções não podem ser boas?

É essa minha conclusão, portanto, que eu precisava. Lembro de diversos casos em que eu passei por algum processo e, ao invés de me sentir cada vez mais triste, eu decidi celebrar esse aprendizado.

Primeiro, eu me perdôo. Compreendo qual a lição que aprendi e aceito que estou num processo de aprendizado, numa jornada e celebro. Perdôo  quem tiver que perdoar e comemoro. Dependedo do caso, posso dançar, cantar ou desenhar. Se for necessário, comemoro como se fosse o meu time fazendo um gol.

Pode parecer difícil, mas com a prática podemos nos tornar mestres nisso.

Sou grata!