Os últimos anos foram de aprendizados espirituais valiosíssimos pra mim. Compreendi, dei significado para meus sentimentos, encontrei conceitos que colocavam em palavras como eu mais ou menos me sinto em relação ao mundo.

Livros, músicas, experiências, lugares, vídeos, cursos, rituais e, principalmente, conversas com pessoas amados e meditações auxiliam meus processos e minhas descobertas.

Foi um desses vídeos que inspirou esse texto que você está lendo. Pra mim fez muito sentido. Nele, o personagem coloca em perspectiva a criação do universo e nosso papel como humanos.

Vejo isso como um *ideal* e me considero oficialmente nesse caminho. Faz muito sentido pra mim, minha busca é exatamente essa. Como ainda não me iluminei, no entanto, não passo 100% do tempo nesse estado, mas busco meditar e fazer minhas práticas para que, nas circunstâncias da minha vida,  eu consiga alcançar esse ideal.

Quero compartilhar uma parte desse vídeo em texto e fazer minha observações. Queria ter ele inteiro traduzido, mas dá um trabalho enorme, então não tem condições. Se alguém conseguir, seria um favor para os brasileiros e outros que falam português. Traduzi de uma forma meio livre a parte que mais me fez pensar: ‘se eu conseguir viver buscando isso, viverei minha missão‘.

Vídeo a partir de 6min 48s:

Video: “Essa essa é a nossa casa e é nossa responsabilidade – por nós e todo o Planeta – consertar os erros que cometemos”.

Gabi: Nossos ancestrais cometeram erros, mas nós podemos parar de reclamar, de culpá-los, e passar nos responsabilizar por tudo o que está acontecendo hoje, fazendo algo pra melhorar.

O personagem do vídeo diz ainda que as coisas ruins que estão acontecendo não são a causa do nosso drama, e sim o efeito do conflito interno do ser humano.

Pra mim, isso quer dizer que a natureza não tem ego, ela deixa fluir, então toda destruição e efeitos dela é causada pelo ser humano. Ou seja, nosso interior é tão sombrio que deixamos nossa casa sombria.

V: “Essa vibração que nos rasga em pedaços é algo que acontece dentro de nós e a maioria nem sabe o que é. É a sensação de separação. É o medo, é a ansiedade, é o sentimento de ‘não sou bom suficiente’. Tudo isso vem do mesmo lugar: da sensação de separação. A ilusão que você é separado, o medo de estar sozinho. Você não está sozinho, nós não estamos sozinhos.”

G: Mesmo em volta de muita gente eu me sentia sozinha. Ônibus lotado não me preenchia, pois era um vazio interno. Quando mergulhei em mim, me encontrei e consegui me conectar com as outras pessoas que também estão abertas. Não é difícil encontrar amor e gratidão verdadeiro no nosso dia a dia, se cultivamos o mínimo disso ao nosso redor. Se até hoje fizemos tudo errado, mas sentirmos que há ao menos uma pessoa para compartilhar esses sentimentos, podemos reproduzir essa sensação em outros momentos das nossas vidas. Aos poucos, vamos nos conectando mais com as pessoas, com a natureza, com o tempo e tudo mais, passando a viver com mais propósito e feliz, amplificando essa realidade e curando o planeta.

V: “É hora de reconhecer que nós somos o poder, o planeta,  somos quem deve criar uma nova realidade. Não está nas mãos de outras pessoas, de um político, nem é algo que precisamos esperar pra fazermos. É o espaço de onde viemos, de dentro de nós mesmos. Todos os problemas do mundo se resolveriam se todos nós permanecessem nesse estado”.

G: Vejo essa parte como um chamado para que não esperemos dos outros a mudança, mas que façamos cada um de nós, a todo momento. A mudança não será de uma hora pra outra, temos muitas feridas e nem todos estão prontos para ‘permanecer nesse estado’. Mas vejo isso como uma busca, o caminho. Ao menos pra mim, isso tudo faz muito sentido. Quanto mais eu me mantenho equilibrada, mais posso ajudar os outros. Quanto mais curo minhas feridas, mais me sinto melhor pra contribuir para elevação da frequência de quem também está nesse caminho. A medida que todos encontrem, da forma que cada um preferir, sua felicidade e essa vibração amorosa, a vibração do planeta fica mais equilibrada.

“No mundo atual, nós mentimos para nós mesmos, o tempo todo. Nós nos enganamos falando que não somos bons o suficiente e todas as ações que tomamos é em defesa dessa mentira. Mas quando estamos num estado de sinceridade com nós mesmos, começamos a viver de forma autêntica. Ouvimos nossas sombras e queremos resolver. Perguntamos: ‘o que posso fazer com isso?'”

G: Pra mim, isso tem muito e tudo a ver com nossas crenças limitantes e eu me remeto logo ao trabalho de crenças (com o thetahealing). Quando falamos de algo que não gostamos em nós que está no nosso consciente, é relativamente fácil mudar. Normalmente, é questão de analisar racionalmente e tomar decisões para atingir uma meta. No entanto, nem todas as crenças limitantes estão em nosso consciente e, ainda tem essa, nem sempre queremos sair da nossa zona de(s) conforto.

Da forma que eu entendo o mundo, manifestamos a realidade a partir do que emitimos através de pensamentos, palavras e intenções. E tudo tem que estar coerente para fluir. Pensamentos, palavras e intenções densas vão atrair vibrações mais densas, e o oposto é verdadeiro. Quanto mais amor e gratidão emanar, mais você ficará equilibrado.

No entanto, não tem como resolver as questões para estar em equilíbrio sem que sejamos honestos com nós mesmos. Temos que acolher nosso lado sombrio, ouvir o que ele tem à dizer e resolver os conflitos internos primeiro, desconstruir nossas crenças.

V: “Com uma conversa consciente entre nós, podemos dizer ‘desliguem essas máquinas, são venenosas’ (…).

Do lugar que você vem em que esse tipo de conversa é possível é o coração. A união consciente que existe dentro de nós. Ou conhecido apenas como ‘apenas seja sincero’.

É um espaço que não rejeita o que é verdadeiro em troca de uma mentira conveniente. É um espaço em que você é honesto para sentir e ver o que quiser. É um espaço que ouvimos com a intenção de entender o que o outro diz, no lugar de ficar esperando que ele pare de falar para que você volte a falar”.

G: Eu amo a forma que ele fala isso. A ideia é que o coração, o que todo humano tem, seja uma metáfora pra dizer que cada um tem que mergulhar no autoconhecimento para ser autêntico e feliz. De acordo com esse entendimento, todos os seres são o mais profundo e puro amor. Por isso, quando qualquer um se conecta com seu coração, se conecta com o amor incondicional por todas as pessoas e, consequentemente a convivência é mais amorosa. Partindo desse princípio, não existe certo e errado, existe o caminho de cada um para se conectar.

V: “É o espaço de compaixão para todos os humanos e para toda a Vida – todas os seres,  dos ‘melhores aos piores’. Um espaço que considera a Vida como algo Sagrado, algo que podemos explorar num espaço e excitação e liberdade. Você não está sozinho e podemos conseguir isso juntos. Podemos fazer por cada um e por todo nós. De uma maneira que vai funcionar. Na realidade, a única maneira de fazer isso é juntos. Não você sozinho, nenhuma alma líder. Você está envolvido, eu estou envolvida. Se nós fizermos o que amamos, amando o que fazemos, nesse espaço qualquer coisa é possível.

Liberdade verdadeira é a ausência da limitação e presença das possibilidades“.

G: Eu confesso que sou prepotente e ainda acho que posso salvar o mundo. Mas aos 17 anos tive acompanhamento de uma terapeuta holística divina que me deu um toque: ‘não podemos salvar todo o mundo, mas podemos acender uma luz aqui, outra ali’. Demorou 10 anos, mas estou pronta pra mostrar como eu sinto o mundo é me juntar com quem também acha que isso faz sentido. Se quiser iniciar o diálogo, receba o chamado!

Gratidão!