Não tem sido fácil encarar uma nova Gabi. Uma nova Gabitopia. Uma nova Gabriela Pagliuca. Tenho 30 anos, não sou uma menina. Engravidei porque eu quis, consciente das minhas circunstâncias de vida. “Se elas conseguem, eu também consigo”, pensava olhando pra todas aquelas mulheres maravilhosas pelo mundo da maternidade. E o desejo ardente de viver essa experiência de gerar uma vida. Perto ou longe do pai, em Santos ou em São Paulo, sendo uma menina ou um menino – eu sabia que eu daria conta.

Aqui estou, com quase 8 meses de Ângelo, com uma alegria enorme por sentir ele dentro de mim, chutando… de preparar tudo pra ele, por saber que ele tá nascendo de mim, do meu corpo vegetariano, e, ao mesmo tempo sentindo um grande desespero porque ele só depende de mim, e por algum tempo eu serei toda pra ele, já que ele vai depender de mim pra quase tudo.

Mas como vou dar conta? Se eu não dou conta nem de mim? Se eu nem sou auto-suficiente, se sou dependente de outras pessoas. Sou só uma menina… ou não! Sou mãe. Tenho 30 anos, mas mais do que isso, sou mãe. Não sou criança.

Sei que muita coisa vai mudar, vem meus medos. Minha insegurança.

Se eu interajo com pessoas quase 100% do meu dia, que é sempre cheio de coisas a se fazer, pensar e elaborar – não posso parar. O show tem que continuar… ou se adaptar às novas circunstâncias.

Estou em uma nova cidade, grávida tendo que arrumar tudo do Ângelo. Por isso, meus projetos estão lentos, ainda não me acomodei totalmente em casa e não peguei um ritmo, uma rotina.

Mas agora estou grávida. E é esse meu papel agora. Não tem sido fácil enfrentar essa nova Gabi, mas as outras não estão mortas, não estão invisíveis. Só sou tudo aquilo, somando com meu papel de mãe e adaptações pra esse novo cenário.

Ângelo, te amo, meu Ser de Luz.
Vamos em frente 💙