Inflação 2

Inflação 2

O ensino já foi privatizado A saúde também O direito de habitação? Já tá privatizado. Sou privilegiada e sei bem Já está privatizado Quem pode pagar, Paga. Só não chega a todos E não é disso que se trata a Constituição? Há muita desigualdade Tem quem prefira olhar pra fora Nos EUA, UE A enxergar a realidade local marginal Aqui, já foi tudo privatizado Há concorrência de mercado Mas não chega pra todo mundo Aí ele, o preso, Ofereceu pra quem não tinha Até bolsa na universidade Já privatizada. Afinal, tava injusto ao extremo. Como já tá tudo privatizado, Mas só usufrui quem tem Tem gente extremamente sem nada Há quem não acredite!!! Claro! Há muita canalhice Lá no congresso Por mais ético, sóbrio e direito, Só está no poder quem? Quem dinheiro tem. É justo e direito, mas é gay Não é levado a sério. Até isso tá na hora de democratizar Além da desigualdade econômica Veja o machismo, o racismo, a homofobia. Mulheres, nativos brasileiros e negros nos cargos de poder, tem? Tem que começar a ter cota Em tudo, todo lugar, Pra maioria finalmente dominar Maioria? Chamadas minorias Porque estão em minoria representadas. Só não vê quem não quer. Você, 1% privilegiado da população Acha que é maioria? Procura tirar o dinheiro da jogada, Quem ganha? Quem tem poder é minoria E a revolução vai ser da maioria Sou privilegiada, minoria Sou mulher, maioria. Estou do lado certo. Sou privilegiada, mas não sou cega Nem conivente Estou aberta para ser cada vez mais...
Inflação

Inflação

Eu já ouvi da boca de Patrão que inflação é bom pro negócio. Me divido em muitas – sou mãe, profissional, namorada, amiga, filha…, mas não desperdiço minha energia com quem pensa sempre nos lucros e não nas necessidades sociais. Prefiro focar em mudar o mundo. Vc muda, o mundo muda Imagem:...
A guerra como instinto humano masculino

A guerra como instinto humano masculino

De fato, há uma explicação sociológica* para alguns homens gostarem tanto de jogos de guerra. É o mesmo motivo que faz as mulheres também que gostarem. Por muitos séculos os homens tinham a função de prover e proteger, e guerras reais acabaram sendo necessárias para isso. O tempo passou e as mulheres lutam para que acabe esse negócio de gênero, lutam para que todas as pessoas tenham as funções que quiserem na sociedade. Não mais essa de nasceu homem tem uma função XY, nasceu mulher tem função XX. Todo mundo cuida da casa, todo mundo trabalha pra trazer recursos, todo mundo cuida dos filhos. Claro que, por uma questão biológica, algumas pessoas acabam engravidando e amamentando, outras não. O bebê é gerado em uma barriga apenas (por enquanto, né), e isso aparentemente não se pode mudar. Em regra, a pessoa que gera, amamenta. Mas é praticamente a única coisa que apenas uma pessoa pode fazer. De resto, todo mundo pode. E temos lutado por essa consciência. Portanto, está explicado porque alguns homens, pais de família, ainda gostam tanto de jogos de guerra. Imagina um casal heterossexual, com uma criança pequena, que ainda mama no peito. Em casa, existem roupas e louça pra lavar, neném pra trocar, pra dar banho, pra entreter, pra cuidar, casa pra varrer, uma pessoa exclusivamente pra dar de mamar no peito e, claro, uma guerra (no vídeo game) para se ganhar. Se o cara do exemplo não ganhar essa guerra virtual, como ele vai se sentir cumprindo sua função? A explicação está exatamente aí, nos resquícios dos nossos antepassados é praticamente não podemos mudar. Essa...
Maternidade e o Agora: como faço para não surtar

Maternidade e o Agora: como faço para não surtar

A maternidade pode enlouquecer. A vida pode enlouquecer. Me lembro em 2015 que eu tava muito cansada com minha rotina. Chegava em casa super cansada, comia, às vezes ia à praia (saudades, Santos), tentava curtir com meu companheiro da época e tentava relaxar, mas dormia mal e o dia seguinte era mais cansativo ainda e eu estava surtando. Cada dia era pior, eu ficava mais cansada e não sabia o que fazer. Fui meditar e tive um insight (visão / luz) que precisava. Eu realmente estava trabalhando bastante, ia e voltava de bicicleta, também não estava no trabalho que eu queria. Minha rotina estava realmente cansativa, física e emocionalmente, porém um detalhe me surpreendeu e mudou tudo: quando eu chegava em casa, que tentava descansar, ficava pensando no cansaço dos últimos dias, no meu incômodo de estar profissionalmente não realizada e como isso se estenderia nos dias seguintes até eu colocar um fim naquele ciclo. Eu juntava o cansaço físico real, a frustração profissional e a projeção de que amanhã e depois seria igualmente cansativo, ignorando completamente que eu teria, entre um dia e outro, noites de sono que poderiam ser reparadoras, se eu conseguisse realmente relaxar. Comecei a perceber que se eu parasse de pensar no futuro e no passado, e focasse no presente, tudo que eu teria que fazer era descansar para poder encarar uma nova jornada no dia seguinte. Também percebi que eu realmente tinha um problema: um trabalho que eu não gostava. Por mais que eu não tivesse uma oportunidade nova de trabalho em vista, então não pudesse simplesmente abandonar aquele trampo, eu tinha detectado o problema...
A sociedade opressora e sua responsabilidade nela

A sociedade opressora e sua responsabilidade nela

Eu não conseguia me sentir à vontade diante de algumas pessoas que, mesmo sendo apresentadas a fatos sobre nossa sociedade, ainda ignoram a estrutura em que vivemos e sua própria responsabilidade nesse contexto. Exemplificando, mesmo em situações de machismo, racismo ou homo e transfobia, algumas pessoas se recusam a admitir que essas opressões são comuns em nossa sociedade e estão em nosso inconsciente, preferem dizer que “nem todo mundo…” ou que “não existe sociedade, depende de cada pessoa”, ou ainda, dizem que alguns comportamentos são apenas brincadeiras e expressões são simplesmente forma de falar (não são realmente o que elas pensam). Muitas dessas pessoas realmente têm boas intenções, não querem fazer o mal. O problema de negar que essas atitudes são parte da nossa cultura e que podemos reproduzir esses preconceitos e opressões sem a gente perceber é que, bem… podemos reproduzir sem perceber. Podemos ofender sem perceber. Podemos magoar sem intenção de magoar. Podemos acionar gatilhos emocionais sem intenção. Podemos oprimir sem querer oprimir. Ou seja, quando uma pessoa não admite que pode ser opressora, mesmo que seja porque ela tem, no fundo, boas intenções, ela acaba agindo de forma tão cruel como uma pessoa realmente mal intencionada. Sim! Mesmo uma pessoa se considerando “respeitosa”, “gente boa”, “pessoa de bem”… Dizer que uma atitude opressora é brincadeira, forma de falar ou apenas costume, é tão cruel como se fosse uma injúria ou atitude intencional, pois a consequência é a mesma! E mais: ainda segue legitimando a violência sofrida pelas pessoas que são alvo daquela ofensa. Quando nós assumimos que nossa sociedade (leia-se sociedade como “grupo de pessoas que...
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