Corpo

Corpo

07 de setembro de 2010 Às vezes nosso lugar preferido é nosso quarto ou o colo da mãe…  Particularmente esses dois são meus preferidos. O que acontece, no entanto, quando não temos nenhum dos dois no momento em que nós precisamos de um lugar quando a raiva, a solidão, a dor ou o medo chegam?  O que fazer? Cheguei a conclusão que fazer do nosso corpo o melhor do lugar do mundo pra se viver é a melhor solução de todas. Nosso próprio corpo, óbvio demais? Pra muita gente não, porque tem gente que só consegue enxergar de fora pra dentro e não de dentro pra fora. Assim era comigo. Nosso corpo é o lugar onde estaremos mais confortáveis e seguros enquanto estivermos vivos. E é a melhor maneira de se viver em paz. Precisamos fazer do nosso próprio corpo nosso alívio. A gente não se separa do nosso corpo em vida. Ele está aí com você, o tempo todo. Às vezes até me pergunto como consigo me aguentar por tanto tempo sem me largar. Sou meu lugar preferido de mim mesma. Eu e meu corpo somos um parte do outro. Você e seu corpo também. É a única coisa que é só nosso e ninguém pode nos tirar. Daí, quando finalmente você fizer do seu corpo o melhor lugar do mundo, qualquer praça, estação de trem, jardim, prédio, café, qualquer bairro, cidade, estado ou país podem vir a ser seu lugar preferido do mundo, porque na verdade, não vai ser o lugar. Falando em corpo. Cuide bem dele. Percebi que o corpo é apenas um empréstimo, o que...
E se fosse verdade?

E se fosse verdade?

Têm acontecido coisas incríveis comigo ultimamente, como por exemplo, o fato de que ninguém pode negar que meu cabelo anda espetacular, ou que eu estou conseguindo tomar meus remédios todos os dias, sem esquecer nenhum. Ainda tem o fato de eu estar conseguindo não gastar compulsivamente só por que recuperei meu cartão de débito, tem também o fato de que eu estou conseguindo comer em restaurante por quilo e comer tudo. Mas o que mais de fantástico aconteceu, foi que ontem superando todas as minhas expectativas, o bonitinho da minha classe veio falar comigo. Eu estava lendo, como de costume, sentada no chão do corredor esperando acabar a aula que eu não havia assistido bem em frente a porta da nossa classe, uma menina saiu de lá e deixou a porta aberta, aberta não, escancarada, ele colocou a cabeça para fora, me viu e veio até mim. Ele ficou parado por três segundos e me deu um “oi” tímido, eu retribuí com um sorriso e um oi mais tímido ainda. Ele perguntou “Está lendo o que?”. CARACOLES! Eu não acredito, ele está falando COMIGO e quer saber o que EU estou lendo! Não pode ser verdade. Pensei, mas só disse o nome do livro e o autor. Que burra! Puxa algum assunto! Hum, o que eu poderia dizer? Estou tão nervosa! . “Você gosta de ler?” Nossa, quanta besteira passa pela minha cabeça, por que perguntei isso? Que I-DI-O-TA! Foi realmente um assunto estúpido para puxar. Mas ele respondeu que sim, gostava de boas histórias. Perguntou se podia sentar ao meu lado. Óbvio, claro que sim, de-mo-rô, gracinha! Pensei....
Para o Rafa

Para o Rafa

Eu me lembro das nossas festas de aniversários, a minha era em um dia e a dele era em outro, o que fazia a cabeça de nossa mãe dar milhões de voltas, nos últimos anos ela não teve o mesmo pique de ficar montando festas, não que agora nós precisássemos dela, afinal de contas, depois de certa idade, os aniversários são comemorados cada um por si ou uma comemoração simples em família. Esse ano nosso aniversário foi na semana do carnaval, foi uma comemoração emocionante, foi como um evento “o aniversário dos gêmeos, não posso faltar”, todos os irmãos presentes, música e conversas, presentes, ganhei uma guitarra de presente, azul, uma das minhas cores preferidas, eu não me lembro o que meu irmão ganhou, mas deve ter sido algum acessório pra guitarra dele. De presentes mesmo eu só me lembro desse ano e quando nós fizemos oito anos. Ganhamos, os dois, um vídeo game, minha mãe me chamou de canto e disse que tinha um presente especial para mim, por que sabia que meus irmãos não iam deixar eu curtir o presente dos dois, o tal vídeo game. Então, quando abri o embrulho vi o presente mais lindo de todos, um fogãozinho que ligava a luz, fazia a água borbulhar, foi perfeito. E realmente, como meus pais imaginaram, meus irmãos não deixavam muito eu jogar o vídeo game, então ia sozinha brincar de casinha com meu fogão a pilha. De todos esses anos, desde que nascemos, estamos morando longe somente esse ano, e há uns anos que ele foi morar no Canadá. Quando ele estava morando no exterior, nós...
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