Meus olhos transbordam minha alma

Meus olhos transbordam minha alma

Meus olhos transbordam minha alma Tenho amor infinito, pois Encontrei com Deus uma vez E nunca mais me separei. Para alguns a Terra é o inferno Pra ninguém o Paraíso. Pra mim, a dualidade. Emoções e sentimentos duais Às vezes paraíso, às vezes inferno Melancolia e alegria Em equilíbrio, a paz é pano de fundo Choro de felicidade e tristeza Respiro e vou pra casa, Meu Ser. Meu lar. Me rodeio de quem me ama De quem sabe amar Me rodeio de quem me ensina De quem vibra na minha frequência Só lamento os infortúnios E por lidar com consciências diferentes Reconheço, com humildade: Sou AMADORA. Sou ERRANTE. Sou APRENDIZ. Mas também valorizo minha força Minhas habilidades As etapas percorridas. Com lágrimas, Meus olhos transbordam minha alma. Não em vão. Nunca em vão. Passo por passa Um dia após o outro Foco no amor, No respeito Na...
Loucura matriz

Loucura matriz

Dizem ser loucura A gente nada muda Mas a mente tudo controla Você precisa controlar Se ligar A realidade pode te assustar Se você não tá preparada Pra se libertar Vai lutar pra perpetuar Se liberte Vai doer Vai sofrer Dores físicas Emocionais Perigos Reais e virtuais Tu vive onde sua mente está, Respirando ou não o mesmo ar Você é forte Pode lutar Se vir um agente Lute sem temer a morte Eles não são tão forte Não tanto assim, Confie em mim. Sair da matriz Como se diz É enamorar-se Ninguém pode dizer Você só vai saber Por isso Não pense que é Saiba que é Liberte sua mente Deixe ir suas descrenças Medos e dúvidas Pare de tentar acertar E acerte Finalmente, liberte-se!  ...
Nós por nós, mulheres

Nós por nós, mulheres

O argumento é: eu não fui oprimida! Não fui oprimida no ponto de vista machista, e não me deixo ser oprimida porque sou feminista e empoderada. Mas minha classe, “mulheres”, é oprimida constantemente. Inclusive nos nossos próprios lares. Somos oprimidas quando, por exemplo, dizem, à mesa, que “mulher não gosta de piada que precisa pensar”, nos inferiorizando e colocando em xeque nossa capacidade intelectual. Quando dizem que “a fulana é uma mulher casada” quando ela vai sair, reproduzindo o padrão de mulher dona de casa, perpetuando que o papel da mulher é do lar, questionando se ela deveria sair. Somos oprimidas quando, mesmo quem nos ama, não faz um esforço consciente para compreender nossos problemas, das micro-agressões à tragédias; quando dizem, sobre assédio, que “não precisa se incomodar, basta ignorar ou mandar tomar no c*” (como se eu nunca tivesse tentado isso antes – e mesmo assim me sinto incomodada). E incomoda muito. A gente se sente oprimida quando um homem quer falar mais sobre feminismo do que ouvir sobre. Quando um homem quer falar sobre “masculinismo”, quando questionam a necessidade da nossa luta. Incomoda. E muito. Diariamente o machismo nos ataca. E é triste, mesmo quando a gente tá firme. É triste pela falta de empatia, um atributo tão importante pra convivência entre seres humanos. Incomoda pela deficiência da empatia cognitiva, que é um atributo que se aprende, porém com força de vontade, fazer um esforço consciente. E por mais amor que haja, se não tem empatia, se não tem compaixão, não é suficiente, porque fere. Porque machuca. E quem ama, teoricamente não quer machucar o outro. E a gente...
A ofensa da generalização

A ofensa da generalização

No meu trabalho como feminista, uma das coisas mais irritantes que tenho que encarar é o fato de que os homens não aceitam que eles, por mais gente boa que sejam, também podem agir de forma inadequada, falar coisas sem sentido para nós e deslegitimar nossa dor. O mais comum dos ataques histéricos dos machistas “gente boa” (às vezes esquerdo-macho) é que nós, mulheres, não podemos generalizar quando falamos de homens. “NEM TODO HOMEM FAZ ISSO, portanto sua fala não é válida”. “Generalizar está errado”  “você está errada em generalizar” e todo mimimi de macho oprimido Pois bem. Outro dia eu tive que ler que os caras não achavam adequado as rappers feministas falarem apenas de machismo, sempre cantar sobre como nós, mulheres, somos objetificadas e abusadas, afinal, para esse rapaz, todo mundo já sabia disso, não precisa falar mais sobre isso. Leia o comentário dele: “(…) (A rapper) perde muito tempo falando sobre estes mesmos assuntos, entendeu? Até nas letras agora só tem homem tem que respeitar mulher, mujer não é objeto e tal, como se precisasse dizer isso as pessoas.” Eu também queria que não fosse necessário, porém, na minha vivência – É NECESSÁRIO, sim. Talvez, a novidade PARA ELE seja que a gente sente a falta de respeito na pele, o tempo todo. E por que não “podemos” falar sobre isso? Quando eu disse que sim, precisamos falar sobre isso pois HOMENS EM GERAL ainda nos tratam com falta de respeito, ele deslegitimou todo meu comentário porque eu generalizei. Eu disse: “PRECISAAAAAAAAAAA!!! A gente tá BERRANDO isso!!! Vc ouviu minha letra (a Resistência das Minas)??? É a nossa vivência!!!! Como...
Somos malandras

Somos malandras

Passei o dia todo lendo e xingando homens em debates superficiais sobre o clipe de Anitta e toda hora me vinha na cabeça: o verdadeiro empoderamento não é midiático, é nosso trabalho diário. É isso eles nunca vão entender. Principalmente se ninguém pegar na mão e explicar. A maioria desses homens vinha com questionamentos do tipo “por que a Anitta pode rebolar a bunda e se objetificar no clipe dela e a gente não pode objetificar vocês numa propaganda de cerveja?” Resposta: EU QUERO Típico argumento de quem realmente finge que se importa com objetificação feminina só pra bater de frente com as feministas nessas horas. Pois bem, homens não sabem um doze-avos do nosso trabalho de base, como feministas. E o machismo deles nos julga HIPÓCRITAS porque defendemos a não objetificação da mulher, mas aplaudimos a Anitta na laje de bunda pra cima. “Vai malandra” é só um hit de verão. Uma polêmica e passa, como tantas outras. Serviria pra eles fazerem autocrítica, mas preferem pegar no nosso pé. Serviria prs eles refletirem sobre como ELES nos objetificam e como ELES querem o protagonismo SEMPRE. Só que eles não sabem como a gente se alimenta de empoderamento 24/7 – independente de Anitta. Não sabem o que significa sororidade, não sabem nossas conversas, nossas reflexões, nossas pautas. Um deles disse que o feminismo “está fracassando”. Muitos dizem isso. Coitados! Isso é o que eles, no fundo, queriam. Isso é o que eles pensam ao ver nossa sociedade fazendo escândalos moralistas. Questionamos, então, “ó sábio feminista” o que devemos fazer para nosso movimento dar certo. Claro, bostejou um pouco mais e se...
Ego Espiritual: uma santa nervosinha?!

Ego Espiritual: uma santa nervosinha?!

Nos últimos tempos, algumas pessoas questionaram se eu ser “espiritualista” e “feminista” ao mesmo tempo não seria uma contradição. Bem… Sim! Talvez, aos olhos treinados, condicionados e cheios de esteriótipos, seria uma contradição eu ser alguém que “odeia homens e acha que as mulheres devem dominar o mundo” versus uma “Santa que aceita tudo o que lhe acontece, incluindo agressões físicas e psicológicas, com extrema paciência”. Para essas pessoas, por eu ser espiritualista, deveria ser imune de opressões e sofrimento, e apenas ficar rezando por melhorias e agradecendo meus privilégios. Enquanto uma feminista sairia às ruas pedindo morte a todos os homens. Mas não, por incrível que pareça, eu me dou o direito de ir contra os esteriótipos que querem perpetuar dessas duas características que nessa vida me faz ser o indivíduo que sou. Sou feminista, sim. Sou espiritualista, também. Uma coisa não anula a outra, ao contrário, me fortalece e eu sou livre pra viver a vida como quero e, mesmo que questionem a legitimidade disso tudo, eu sou livre pra ser quem eu quero ser – mesmo que, para preconceituosos, eu pareça hipócrita. Então, resumindo: não! Não é contradição ser espiritualista e feminista ao mesmo tempo. Bem, na verdade, ser feminista só significa que eu percebo (na pele) a opressão que mulheres sofrem diariamente, percebo que existem atitudes que fazem com que as mulheres sejam diminuídas perante a sociedade e entendo que isso tudo é uma construção muito sutil, embora estrutural. O feminismo me faz enxergar tudo isso com muito mais clareza e também me traz a possibilidade de trabalhar em cima disso por uma mudança, ainda...
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