Minha busca pela paz num mundo cheio de injustiça

Minha busca pela paz num mundo cheio de injustiça

Há algum tempo me deparei no seguinte conflito: como posso estar em paz, num mundo cheio de injustiça? Parecia que carregava em minhas costas todo peso do mundo. Percebi que estar em busca pela paz não significa aceitar situações ruins ou fingir que elas não existem, significa manter um estado de tranquilidade enquanto faço o que estiver ao meu alcance para colaborar por um mundo melhor. No meu caminho de autoconhecimento estou adquirindo algumas convicções, como as premissas: “prefiro estar em paz a estar certa” e “não posso mudar os outros, só posso mudar a mim mesma”. Ao mesmo tempo, como poderia não lutar pelo que acredito? Minha razão diz, então, que eu tenho que fazer algo em relação à realidade do mundo, mas minha intuição me leva para esses conceitos iniciais, e eu me via numa contradição. Se eu paro de lutar e fico em paz, caminho em direção ao conformismo? Estaria me tornando resignada? Com ajuda do meu livro preferido, o dicionário, alguns conflitos semânticos se tornaram mais claros. Em 2013, ganhei do meu irmão o “novíssimo Aulete”. De acordo com ele, alguns dos significados de resignação são: “submissão aliada à constância e paciência face aos infortúnios; paciência no sofrimento, coragem para suportar os rigores dos infortúnios, constância em uma situação sem que se reaja contra ela, ou sem que o paciente se lamente dela”. Já o resignado é quem “se submete voluntariamente a uma força superior, que se conforma com sua sorte”. Coragem e paciência combinam comigo, mas submissão e conformismo – nem de longe! Então, como resolver essa contradição? O que me ajudou foi a...
Talvez você não tenha compaixão, e sim resistência

Talvez você não tenha compaixão, e sim resistência

Uma reflexão sobre o feminismo no paradigma do amor e o direito que as mulheres têm de expressarem seus medos e revoltas como sua consciência mandar. “A tudo que resiste, persiste” (esse texto fala sobre resistência no âmbito pessoal, não da luta do movimento) Um dos argumentos mais furados de pessoas que discordam do feminismo é que o paradigma do movimento é a revolta, ódio e resistência no lugar da busca de mudança pelo amor. Se o argumento é o amor, não deveria haver compaixão pelas mulheres, ao invés de culpar a vítima? Sou feminista e trabalho meu lado espiritual, tentando me manter conectada com meu verdadeiro Ser, em paz. Aos poucos, percebi que não lidava bem com “cantadas” (que são, na verdade, assédios) e minha energia caía muito quando eu ficava revoltada com esse assunto. Trabalho isso, portanto, há algum tempo e cerca de um ano finalmente consegui encontrar um pouquinho de conforto para lidar com essas situações no meu dia a dia. Aqui vou compartilhar meu caminho escolhido e meu argumento a favor das mulheres. Minha ideia foi trabalhar a compaixão e o perdão no momento em que sou assediada na rua, pois parti da premissa que “sentir raiva é como tomar veneno e querer que o outro morra”. Decidi, dessa forma, não deixar que medo e a raiva me possuam. Entendo que me conectar com o meu verdadeiro Ser é não ter resistência ao que é, deixar fluir. Resistência é sinônimo de sofrimento e ter raiva, xingar e querer tirar satisfação de um cara que me mandou um beijo é resistir. De fato, eu sofria muito; tinha...
4 propostas para uma vida mais feliz

4 propostas para uma vida mais feliz

Estive refletindo sobre algumas propostas que eu me fiz nos últimos anos e que têm me ajudado na minha caminhada. Resolvi compartilhar quatro delas, para o caso fazer sentido para outras pessoas também: 1. Praticar o não julgamento O julgamento pode até ser uma ferramenta útil para fazermos escolhas mais adequadas em nossa vida cotidiana. Escolhas essas que vão mais de acordo com nosso propósito e para que utilizemos todo nosso potencial. Minha impressão é, no entanto, que ficamos viciados em julgar e nossa mente coloca rótulos o tempo todo, em tudo e em todos. No lugar do ciclo sem fim de julgamento, a proposta é ter discernimento para que as nossas próprias escolhas sejam feitas com sabedoria. Julgamento excessivo colabora com nossa infelicidade porque resistimos ao que simplesmente é. A medida em que pensamos que se não está dentro dos nossos planos está errado, traçamos uma estratégia para mudar e nunca nos contentamos com o que temos no presente momento. Parar de julgar o tempo todo nos mostra que as coisas acontecem exatamente como devem acontecer e que as pessoas são exatamente como elas devem ser. Parando de julgar conseguimos tirar aprendizado de todas as situações. Ter discernimento auxilia no momento em que precisamos fazer escolhas porque passamos a ser mais conscientes de nossas opções e quais as consequências de cada uma delas. Além de parar de julgar outras pessoas e situações, precisamos, definitivamente, parar de julgar nós mesmos porque esse julgamento sempre vem com comparações injustas e com a sensação de que não somos suficientes. Desde a roupa da colega que você acha de horrível e de mau gosto, até situações em que não vemos nenhum...
6 fatos que me ajudaram a desenvolver minha espiritualidade

6 fatos que me ajudaram a desenvolver minha espiritualidade

Costumo dizer que a espiritualidade mudou minha vida. Sempre senti um vazio enorme no meu coração que não sabia explicar. Aos 18 anos, rompi definitivamente com a Igreja Católica, pois percebi que não me identificava com os dogmas e, principalmente, não concordava com a forma que igreja (pelo menos a que eu frequentava) propagava a palavra de Deus por meio do medo, e não do Amor. Desde que me lembro, sempre tive tristezas repentinas – “crises de depressão” – por causa daquele vazio interior. Minha mãe, muito espiritualizada, sempre me pediu que eu procurasse Deus, independentemente da religião. Após algum tempo da ruptura e resistência, dei ouvidos a seus conselhos e me libertei dos preconceitos para iniciar minha busca pela espiritualidade, entendendo – finalmente – que isso não depende de religião e igreja. A seguir, listo algumas atitudes que, no meu caso, definiram o início dessa jornada que não teve e não terá volta: 1. Desliguei a televisão e passei a vivenciar experiências fora da minha zona de conforto A mídia funciona, em modo geral, assim: o conteúdo difunde medo e os comerciais vendem soluções para nossa infelicidade. Percebi que a realidade não está na televisão e sim nas nossas experiências de vida. Comecei a fazer trabalho voluntário e atuar profissionalmente em ONGs que lidam com problemas sociais e ambientais. Essa, pra mim, é a realidade que precisamos saber: a que podemos, com nosso trabalho, efetivar mudanças. Nenhuma grande reportagem, por melhor que seja, substitui a vivência. Como a mídia tradicional já migrou para os meios digitais, precisamos escolher as fontes e procurar jornalismo independente e confiável. Não precisamos...
Meditação como estilo de vida: um relato pessoal

Meditação como estilo de vida: um relato pessoal

Baixe o PDF com o conteúdo desse post Por Haydée* Esse material foi desenvolvido após reflexão individual e com entes amados, principalmente com meu marido. É a minha colaboração com o tema “meditação”. Esse é um relato de como isso funciona pra mim, portanto pessoal, e espero que ajude quem também estiver nessa busca de felicidade e paz interior. Considere essas palavras como sendo minha verdade, meu caminho, e que pode não ter nada a ver com o seu. Não tem problema, ninguém está errado, cada um tem seu jeito de viver. Também considere a possibilidade de eu estar errada em algum aspecto, principalmente quando se trata de opinião sobre algum tópico. Além de compartilhar, também estou disposta a ouvir outros relatos e sugestões de melhorias para minha prática. Se algo aqui te tocar, saiba que você tem com quem contar, pois há mais gente nessa busca. Porém, saiba que cada caminho é único. Conhecer as experiências dos outros apenas ajuda, então é importante cada um buscar sua verdade. “O Caminho não é como uma estrada; é mais como um pássaro voando no céu sem deixar rastros.” (Tao: Sua história e seus ensinamentos – Osho) 1. Saiba o que você quer, o que te faz feliz   Uma dica, que sistematizando seria um primeiro passo na busca de atingir uma frequência mais elevada de vibração, é olhar para dentro de você e se perguntar o que te faz verdadeiramente feliz. Não estou falando em passar por cima de todos e tudo para conseguir o que se quer. Estou me referindo a buscar um propósito maior para sua vida com amor....
Mais “a favor”: sobre abordagens com amor e generosidade

Mais “a favor”: sobre abordagens com amor e generosidade

Sou ciclista. Moro em numa cidade que tem bastante ciclovia, mas ando fora dela onde não há. A mobilidade é uma causa minha. Pense em uma bandeira que você levanta e faça a reflexão a partir dela. Veja abordagens possíveis pela causa do respeito no trânsito para com os ciclistas: 1) “Respeito ao ciclista! Todos juntos por um trânsito seguro!” 2) “Contra os desrespeito aos ciclistas! Todos juntos combatendo a violência no trânsito!” Hoje fui almoçar em casa, de bicicleta. Pedalava numa rua sem ciclovia. Um/a motorista de carro me deu uma das maiores buzinadas que já levei, sendo que a rua era suficientemente grande para que eu, o outro ciclista que estava ali e o carro passassem tranquilamente. Tendo praticado minha espiritualidade, estou muito mais amorosa e generosa. Tudo que eu senti hoje, quando me recuperei do susto da buzinada, foi compaixão. O que pensei quando meu coração voltou ao normal foi que deve haver alguma razão para essa pessoa ter feito isso e que com certeza ela não sabe o perigo que existe em buzinar para um/a cilista. Percebi também que, infelizmente pra mim, não são todas as pessoas que pensam como eu, que provavelmente @ motorista achou que os ciclistas estavam atrapalhando. Tive a certeza que era de amor o que ele/a precisava. Eu sei que você deve estar pensnado: “você mandou amor, mas o que vai mudar? @ motorista vai continuar buzinando para @s ciclistas”. E se eu ficasse com raiva e irritada? Ele ia mudar? Eu apenas estragaria minha sexta-feira. Se é de amor e respeito que precisamos, porque nossas bandeiras são, em sua maioria, baseadas em...
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