Aceitemos, simplesmente

Aceitemos, simplesmente

Ontem (08/10/2012) vi um vídeo que me deixou extramente emocionada. Pelo amor paterno incondicional. Pelo amor verdadeiro entre duas pessoas. Pelo casamento não tão comum… Por tudo. Era um vídeo sobre a viagem de um pai até o casamento de sua filha com uma pessoa do mesmo sexo. Compartilhei no Facebook dizendo que não queria criar polêmica, mas recebi um comentário que me fez pensar (e escrever). O comentário tinha a seguinte passagem: “para mim [a homossexualidade] é biologicamente não natural”. Simplesmente não acredito que esse argumento seja adequado para o nosso tempo. Com tanta tecnologia, fecundação in vitro, cirurgias e tratamentos para prolongar a vida… O que importa ser ou não ser biologicamente natural? Atualmente, mais do que nunca, nada vale se é natural ou não! A gente precisa parar de ficar tentando rotular se as coisas estão certas ou erradas. É difícil simplesmente aceitar? Tantas coisas que a gente aceita… Aceita trânsito, preço alto, trabalhar o dia todo, que tudo tem um preço, poluição, gente chata, gente feia… E por que diabos não podemos simplesmente aceitar que existem pessoas que amam pessoas do mesmo sexo? A gente não sabe o sentido da vida. O que é certo? O que é errado? O que é justiça? Todas essas perguntas não podem ser respondidas com certeza de que a resposta esteja correta. O “certo” e “errado” são acordos sociais. Nós apenas entramos em um acordo em relação a coisas mais “óbvias” (tipo ‘matar é errado’). Só estou querendo dizer que não importa se a homossexualidade é certo ou errado. Se não houvesse intolerância, amar alguém do mesmo sexo não...
ó liberdade….

ó liberdade….

“Art. 5º da Constituição Federal:  Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da liberdade , em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!” Ando sem pressa esses dias, tudo ao meu tempo e sem correria por causa de atraso. Eu me dei ao luxo de usar chinelos e ficar ouvindo reggae, o que diminui ainda mais meus movimentos e me dá mais tempo de refletir… Percebi como nós somos escravos de relações interpessoais; redes sociais; trânsito, seja ele em nossos carros ou em ônibus apertados; emprego que não gostamos, mas precisamos deles; cidades poluídas, sem nenhuma qualidade de vida; comportamentos que não gostaríamos de aceitar, mas é preciso; sentimentos e vontades reprimidos… Somos livres? Ou simplesmente acostumados? Tenho visto como as mulheres, inclusive eu, em outras circunstâncias, vivem presas: calças apertadas, blusas tão justas que nos obrigam ser mais magras, sapatos incrivelmente desconfortáveis, maquiagens, cabelo, sorriso, postura… Ahhh… Comprar, hoje, é sinônimo de lazer. Felicidade é adquirir, adquirir de novo e depois comprar o mais novo ainda. Compramos porque queremos ou apenas somos livres para escolher o que comprar? Confundimos liberdade com rebeldia, com malandragem, esquecemos que muitas vezes ficamos presos em nossas casas com medo da violência lá fora. Somos livres de verdade? Podemos pegar hoje, se quisermos, nossas bicicletas...

Paranoia Tecnológica

Semana passada entreguei um trabalho sobre obsolescência programada e, para complementar o teórico, tive que fazer uma peça audiovisual. O tema foi escolha minha, ou seja, algo que eu sabia que me interessaria. Fui pesquisando e a cada descoberta me deixava agoniada. Eu me sentia cada vez mais fraca, mais impotente. Mais sem nada a fazer. Fui escrevendo palavras que me deixavam nervosa, angustiada. Olhei ao meu redor, vi que as coisas haviam se tornado mais importante do que deveriam. E depois de 3 latas de energético 2 pacotes de pipoca,  misturando escola de Frankfurt com meu TCC, tive um insight…… ….o resultado vc confere a seguir: Sociedade de Consumo from gabi pagliuca on...
Vou largar tudo e ser FELIZ!

Vou largar tudo e ser FELIZ!

No dia em que eu largar tudo e for morar em São Miguel dos Milagres, minhas amigas do colégio que diziam que eu vivia em outro planeta, em um mundinho perfeito só meu, não vão estranhar e dizer “eu disse”. No dia em que eu largar tudo e for morar em Alto Paraíso de Goiás, meus colegas que me criticaram, tentando me ofender, dizendo que eu vivia em um mundo utópico, que eu mesma criei, vão ficar de queixo caído. No dia em que eu largar tudo e for morar em Belém do Pará, vai ser pra me afastar do caos, do aperto diário nos transportes públicos, do medo da violência urbana e da falta de solidariedade… No dia em que eu largar tudo e for morar em Madre de Deus, não vou estranhar se eu não me adaptar no começo, mas vou me martirizar se eu tiver vontade de voltar. A gente já está mais do que acostumado com essa loucura e eu simplesmente não consigo entender. Como podemos nos adaptar a um sistema que só nos quer mal? O que são as coisas? Ter, não ter… Trabalhar pra ter, descansar para o outro dia voltar a trabalhar. E ter, comprar, ser melhor que o outro “tendo”. Um dos motivos que eu não largo tudo e vou para Oiapoque ou pro Chuí hoje mesmo é porque ainda não consigo ser egoísta assim… É egoísmo, mesmo. Não tem outra palavra pra descrever o que seria largar tudo e tentar a simplicidade de ser feliz. Egoísmo com quem precisa de mim aqui. Mas seria também egoísmo com o sistema e...
Beijo na Boca

Beijo na Boca

Ontem puxei assunto com um colega que faz trabalho voluntário comigo, não somos amigos, mas ele me desperta simpatia. Fiquei sabendo que ele estava em uma vibe muito louca. Fui falar com ele, me disse que estava na vibe de meditação, respiração e boas vibrações… Depois que voltei de Alto Paraíso ando meio querendo virar hippie, mesmo não conseguindo me desapegar de tecnologias, ainda. E comentei isso com ele, trocamos algumas ideias, poucas. Comentei da minha busca por um curso de yoga e eu disse que enquanto não encontrava, (bomba:) eu ia dar um beijo na boca dele para pegar um pouco daquela energia. Ele não disse nada, apenas me ignorou. Pensei em dizer “tô brincando”, ou algo do tipo, mas resolvi ignorar também. Resolvi deixa-lo pensar o que quisesse de mim, e refletir e escrever sobre o que eu disse. Aqui estou. Por que as pessoas relacionam beijo na boca ou qualquer tipo de carinho e manifestação de afeto como algo pesado, como se eu estivesse convidando ele para sair, pedindo pra namorar ou morar junto? E eu nem gosto dele desse jeito, eu disse aquilo porque no momento me identifiquei com a vibe… Não era um beijo social, cara, era um beijo espiritual. O que eu quero dizer com esse lance do beijo é em relação a compartilhar as vibrações. Quando duas pessoas estão se beijando, elas trocam energia. E eu gosto da ideia de trocar energia com pessoas de vibrações positivas. Mas não um beijo social, um beijo espiritual, mesmo que consumado em um ato físico de troca de saliva. Para o beijo ser bom, tem...

Leia Gênesis que você vai entender

A questão foi levantada por um contato meu do Facebook, que sempre traz questões interessantes a serem debatidas. Não coloco a postagem nem as opiniões se não teria que postar tudo, por causa do contexto. Mas foi interessante. A não ser porque fiquei pensando… E pensar é ruim (brincadeirinha!!!), por que quero respostas que nunca terei. Era um papo sobre religião, Deus e extraterrestres. E aí, se Deus e Anjos são seres extraterrestres, será possível haver outros, tipo alienígenas? Acredito que o objetivo era dar mais a opinião mesmo, nada científico. E uma das opiniões foi que Deus não ia deixar seres espalhados ou “esquecidos” pelo Universo, então pra ela não existia. Apesar do respeito que tenho pela opinião, vejo um buraco nessa explicação, “Leia Gênesis que você vai entender” por que essa resposta me parece muito artificial, mecânica. Acho que não é o que essa pessoa acredita, para dar seu ponto de vista, argumentar e por isso só tem uma resposta, que não vem do raciocínio, sensibilidade e reflexões próprias e sim de terceiros. Acreditar na Bíblia… Se você acredita, faça um esforço a mais para entender o que vou dizer agora: qual é a diferença concreta em acreditar na Bíblia ou em qualquer outro livro, de ficção (mesmo sabendo que o autor escreveu fantasias de sua mente) ou de Ciências (tão bem argumentados)? Acredito tanto em Deus que fico com pena de dizer isso, principalmente por que há chances de ser verdade, da mesma maneira que há chances de não ser. Mas o Deus que eu acredito não me julgará por desconfiar, pois ele me fez assim....
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