Violência e tráfico de drogas

“Então… A culpa é de quem? Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado…” (Meninos e Meninas, Legião Urbana) “Em menos de duas horas, tudo será queimado num forno de alta temperatura”, um camboio que transporta toda droga da delegacia no Rio entra em um ferro velho no Caju.  Atrás daquelas latas-velhas, chega um calor mesclado pelo sol e o incinerador. Desfazer-se dessa droga significa mais do que simplesmente dar um fim a ela, pode significar salvar vidas, já que “a expansão do tráfico de drogas a partir da metade da década de 80 é diretamente responsável pelo crescimento de número de homicídios”, frase tirada do documentário Notícias de uma Guerra Particular. Esse cenário descrito é um dos fins para esse causador de tantas mortes. Tem traços de Counter Strike, um polêmico jogo de tiro. Essa batalha tão violenta entre traficantes e policiais no Rio de Janeiro não é muito diferente das batalhas entre terroristas e exército, inspiração para esse jogo. Só que tudo que poderia, se vivêssemos em um mundo perfeito, ser ficção, se baseia em uma grande realidade. “Não penso em fazer maldade com ninguém”, mas em Terra sem Lei, ou que as leis são as dos mais ricos, qualquer um teme ser excluído “primeiro eu fiz isso para me alimentar, comprar comida; depois para me manter, andar arrumado”, diz Adriano, traficante, 29 anos, no mesmo documentário. A culpa é de quem? A culpa é do cara humilhado e considerado marginal desde criança, quando nem ao menos tinha consciência do que é certo e errado? A culpa é de quem? Do garoto que é...

Futebol: por mim e por todas as minhas companheiras

 Palmeirense: “Brother… Tô ficando com uma mina… mas ela é corinthiana!”  Já foi o tempo em que as meninas ficavam em casa reclamando dos namorados fanáticos por futebol. Será que a essa altura do campeonato ainda é feio e meio masculino uma menina apaixonada por esse esporte?  Um belo dia, meu ex casinho me disse, desdenhando: “eu não converso com menina sobre futebol”. Choque. Quando o Corinthians caiu pra 2ª divisão, meu ex namorado riu de mim. Enquanto eu chorava e ele ria, lhe dei um tapa na cara e eu disse: NUNCA MAIS FAÇA ISSO.  Que ódio tenho desses dois… Palmeirense e são paulino, respectivamente. No primeiro jogo da final do Paulista, contra o Santos, olhei nos olhos do meu irmão e do meu pai que iam comemorar um gol do Santos, salvo pelo zagueiro corinthiano, e gritei: CHUPA! Choque deles. “Que horror, tsc, tsc.”, é o que escuto até hoje por causa desse episódio inédito. Bem mais me conquista um torcedor, seja de qual time for, que respeita, conversa de igual pra igual, sabe brincar e, mais importante, não desvaloriza minha paixão só por que eu uso calcinha!  Sou apaixonada sim. Mas futebol não é a minha maior paixão: sou bem mais apaixonada por pessoas. O Corinthians não vem na frente dos meus outros amores, minha família e amigos. Mas sou louca por ti, sim. Sou mais fanática que muitas pessoas (tipo meninas) e bem menos que outros (tipo meninos). Homens, conversem com a gente! Compartilhem suas dores, raivas e alegrias com suas namoradas. Não fique em um silêncio súbito fazendo as meninas pensarem que vocês têm...

Viver com dignidade: uma reflexão histórica e cultural

Porque muitas vezes não sentimos que estamos gozando de todos os recursos para viver com dignidade, para sermos pessoas melhores? Não sou especialista em política (estou muito longe disso), mas de acordo com meus conhecimentos acadêmicos e empíricos vou lançar mais uma reflexão, dessa vez baseada nesse tema. Todos nós queremos crescer, sobreviver, evoluir, ter uma vida digna e uma expectativa dela. Mas por que muitas vezes sentimos que isso não está presente no nosso dia-a-dia? Alguns países vêm de uma formação organizada, têm histórico de luta pelo nacionalismo, guerra entre reinos rivais e alianças entre os que poderiam se ajudar. No nosso país, isso não aconteceu. O Brasil não foi descoberto como muitos dizem e muito menos planificado, ele foi explorado e covardemente dominado, formando-se, assim, de uma maneira mal organizada, com uma cultura patriarcal e cada um pensando no seu próprio interesse e não pelo bem da coletividade. E talvez o sentimento de falta de dignidade em nosso país venha desse crescimento e formação política sem planejamento. E o pior… Muitos enxergam o problema, mas não querem abrir mão do que é seu para tentar mudar em prol da sociedade. E o que podemos tentar fazer para tentarmos melhorar nossa qualidade de vida? Temos que conhecer nossos direitos de cidadão (muito mais do que apenas de consumidor), ser mais politizados (apesar de haver muito preconceito em relação a esse tema), tentar obter o máximo de conhecimento sobre o mundo e não se conformar com o que aparentemente é normal, ainda que seja ruim. Para mim, normal é a gente ter uma vida digna, poder se relacionar de...

Perder de um lado para ganhar de outro.

     Depois de muito refletir sobre as “injustiças” da vida e sobre perdas e aprendizagem, resolvi fazer esse post apenas como uma reflexão. Por que temos a impressão que sempre que vem algo bom, perdemos outra (s) coisa (s)?       Será que tudo isso faz parte da nossa evolução? Eu acredito que sim… Como pessoa, como espírito, para ter mais maturidade e poder superar os problemas com cada vez mais facilidade.       Eu sei que é difícil, mas no fim entendemos o por quê das coisas. Eu estou falando desde as pequenas perdas até as grandes, desde as de nossa escolha ou das que não temos opção.       E por que isso? Para evoluirmos, simplesmente? Crescer aprendendo que não temos tudo o que queremos, para deixarmos de ser seres humanos mimados. E quanto mais isso acontece, mais fortes ficamos.       Por isso temos que, na minha opinião, dar muito valor as coisas que temos, as nossas conquistas, e temos que tentar esquecer um pouco as coisas que abrimos mão, principalmente das que não tem mais volta. Será que esse é o caminho? Não sei, mas ninguém sabe essas coisas, temos que agir como cremos ser certo e justo.       OBS.: não estou dizendo que devemos deixar pra lá tudo que não deu certo, sou super a favor de correr atrás do que desejamos, ok? estou falando naqueles casos que não há nada para...
Os fantasmas do passado e o futuro Bicho-Papão

Os fantasmas do passado e o futuro Bicho-Papão

29 de janeiro de 2011 Ultimamente tenho pensado no meu futuro. Meu maior medo, na verdade, é que ele seja um reflexo do meu passado. Por que eu tenho medo? Bom… eu não era uma pessoa muito brilhante, talentosa, não deixava meus pais muito orgulhosos e muito menos servia de modelo para ninguém. Apesar de sempre ter sido uma “boa menina”, não era, por exemplo, uma aluna nota 10 (nem nota 7, nem nota 6), sempre começava as coisas e não continuava e me sentia mais imatura do que deveria ser. “Ótimo”, vocês devem estar pensando, “agora que você não é mais assim, não precisa temer”. Eu sei. Mas apesar de eu entender que hoje eu faço o que eu gosto com amor e dedicação, trabalho e estudo duro, amadureci bastante, tiro notas boas na faculdade e tenho alguns prêmios (ainda que não sejam tocáveis) porque eu sei que mereço, eu ainda tenho medo. O problema é o fantasma do passado me assombrando. Por isso escrevo esses quatro parágrafos. É porque eu descobri algumas coisas que não podem ficar só para mim, são totalmente compartilháveis. Descobri que não importa mais o que eu tenha sido no passado, eu evoluí. Se eu era daquele jeito, paciência, já foi, sofri, decepcionei pessoas que eu amo, mas eu tentei consertar o erro e acho que consegui, porque agora tudo é diferente. Descobri no que eu sou boa, que eu posso mudar o mundo – pelo menos na parte que me toca – e que algumas pessoas realmente acham que eu mereço uma honra ao mérito. Se você também passa pela mesma situação...

As publicidades dizem que sim.

As publicidades dizem que sim. from gabi pagliuca on Vimeo.          O objetivo desse projeto é mostrar como a publicidade nos faz acreditar em tudo que querem, mas não percebemos quanto lixo e infelicidade estamos criando pouco a pouco. Pensamos que agimos e pensamos por nossa conta, mas não. Ainda que sejamos inteligentes e com estudos, há algo no nosso subconsciente. Não nos damos conta de pequenas coisas. E assim vamos vivendo controlados por uma indústria que cria pessoas e coisas perfeitas que quase não podemos conseguir, e gera muita dor e poluição. É assim sempre: tudo é perfeito e nós somente seremos melhores se adquirirmos isso e quando podemos comprar, não está mais na moda e voltamos a ser os imperfeitos e infelizes de antes.       A música (El Pescao – El Canto del Loco, em espanhol), como quase todas, é aberta para distintas interpretacões. A minha interpretação e a que eu deixo parecer no vídeo é que temos que evoluir e que não temos que ser alguma coisa por ter coisas e temos que tentar melhorar sempre. Talvez nem todas as pessoas vejam a música dessa maneira, mas com um pouco de atenção e imaginação, entenderão quando digo que essa canção tem muito a ver com o significado desse...
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