Aproveitando a solidão!

Há momentos em que não queremos ficar em casa, fazendo nada, mas as companhias desaparecem… o que fazer? Três versões de Dancing With Myself (Billy Idol): Blink 182, Glee (série) e Billy Idol. Aperte o play e curta! MixPod.com Eu gosto dessa música porque “there’s nothing to lose, and there’s nothing to prove I’ll be dancing with myself” (não há nada a perder e nada a provar, eu vou dançar comigo mesmo)            Acho que vocês já ouviram falar da frase “a felicidade só é verdadeira, quando partilhada“, não? É de uma história onde um menino de 20 e poucos anos se isola ao norte dos EUA (tipo Alasca) para viver uma vida sem “nada”, inclusive, sem amigos, mas que no fim ele percebe o que essa frase diz. O filme e o livro chamam ‘Na natureza selvagem’ (indico, eu só vi o filme – na opinião de uma amiga, o filme é mais legal).            Eu acho essa frase digna de ser levada a sério e que amizade é bom demais. Mas tem aqueles momentos que estamos com necessidade de sair, ver gente, sorrir ou até gargalhar, conhecer gente nova, dançar, beijar na boca, chegar de manhã em casa… Mas todos os nossos amigos já têm compromisso ou não querem sair. Pra começar, quando acontece isso, às vezes podemos nos sentir mal por não ter companhia: Não tenha sentimentos negativos, pense nos amigos queridos e na família que tem. Não ter companhia pra sair não significa não ter amigos verdadeiros.            Se está com vontade de sair para...

Homossexualidade

Parte 1: literária: “Bom dia amigos e amigas, obrigada por terem votado em mim como personalidade do ano. Eu gostaria de começar meu discurso aproveitando a ocasião para fazer uma declaração que ainda não fiz oficialmente, mas que todos vocês sabem. Vou falar um pouco da minha sexualidade. Porque vocês estão se levantando? Não, por favor, não saiam. É apenas um instante.  Valeu! Nem sempre soube da minha condição! As vezes me perguntam qual é minha opção sexual, mas não é bem opção porque eu nasci assim, não escolhi, não optei. Bem cedo descobri que eu era uma pessoa especial, não sabia porque, mas sabia que alguma coisa de especial eu tinha. Eu sempre fui uma criança diferente, me machucava no futebol quando jogava com meu irmão e amigos, muitas vezes me machucavam de propósito só para se divertirem comigo. Foi quando entendi que preferia brincar no parque com minha solidão, dentro de uma casinha de bonecas que as meninas me tiravam para poder brincar entre elas. Eu me convidava para me juntar a elas, mas o pedido era sempre rejeitado: “não gostamos de você”. Não era ruim essa solidão, eu costumava refletir muito nessa hora, foi meus primeiros sinais que eu escreveria quando crescesse. Lá pelos meus 12 anos, sem entender porque, comecei a me interessar por meninos, mas não contei pra ninguém. Eu tinha muita vergonha. Eu me aproximava de quem eu me interessava e eles acabavam virando meus amigos, grandes amigos. Depois descobria que eles não se interessavam por mim, sempre me considerei uma pessoa feia e desengonçada. Ficava o tempo todo com as meninas para...

A mídia e o desenvolvimento intelectual do adolescente!

          Fato sabido: a maior parte dos adolescentes logo vai virar adulto, a outra parte vai morrer (o que é uma pena, mas cada um tem sua hora). O problema é que no começo dessa nova fase, adulta, a evolução intelectual parece ter que começar do zero, e isso é um esforço muito grande.           Quero explicar melhor esse negócio que acabei de dizer. O adulto tem muitas obrigações e preocupações, muitos “novos adultos” estão estudando e trabalhando ao mesmo tempo, tendo projetos saindo do forno e as pessoas cobram muito mais que eles se desenvolvam. Há estímulos para o “aproveitar a vida” o tempo inteiro etc. Portanto, começar a se preocupar com coisas que realmente importam fica bem mais difícil nesse ponto. Devíamos começar quando ainda não temos essas obrigações ainda: na adolescência.           É aí que entra minha indignação com a sociedade e a mídia atual. Para os adolescentes que ainda estão se desenvolvendo e sem muitas obrigações e cobranças, ao invés de nossos esforços juvenis estarem focados em pensar sobre a vida, o mundo, a sociedade e outras coisas realmente importantes para a evolução do homem, parece que a mídia só sabe mostrar o que a Lady Gaga está fazendo hoje, quem está namorando quem em Hollywood ou quem está saindo do BBB. Nem adianta falar que adulto também gosta – e muito – disso, pois eu não acabo de dizer (em outras palavras, as que eu comecei o texto) que os adultos são ex-adolescentes?           Muitas vezes já escutei pessoas dizer coisas, por exemplo: o adolescente não gosta de pensar, o adolescente não sabe pensar,...

Kapital, 28/02

                Ontem eu fui a uma festa em uma das baladas mais famosas daqui de Madri, a Kapital. Realmente é de se impressionar! Quem vai, sai falando coisas do tipo “ela é fantástica, extraordinária!”, “você tem que ir”. Eu me impressionei muito mesmo foi com a quantidade de gente olhando pra cima e com uma fila de uma hora pra deixar o casaco. Saí falando “se aquilo é uma pista de dança, porque diabos ninguém está dançando?” porque eu simplesmente não gostei e provavelmente não voltarei lá.                 Falem o que quiser, não precisa concordar comigo em nada, mas o que eu sei é que eu me senti de volta a minha infância quando eu via que todo mundo se impressionava com cores, luzes, roupas brilhando. A não ser pelo tamanho e o formato do lugar, que é um teatro de sete andares (eu não fiz questão de conhecer tudo, vou falar só da pista de dança do palco), ele deixa muito a desejar. Isso não é uma “crítica” ao lugar, não estou fazendo um  “review” sobre a balada. O que fiquei pensando enquanto eu tentava dançar, porque a música às vezes parava e algo chato e não-dançante acontecia, é que de novo, como sempre acontece, por causa da beleza e fama, o lugar deixa a desejar em qualidade. O lugar é lindo, gigante, mas as músicas paravam como eu disse, e não dava pra dançar. Muita gente espremida, não dava pra conversar com os amigos. Cigarros nos queimando, machucava. Copos quebrando, cacos no pé das meninas (quase) obrigadas a usar sapato pra entrar ali. Quando percebi que não...

Sobre se apaixonar 3

Às vezes eu tenho a graça de estar apaixonada. Na verdade, “encantada” é uma definição melhor, mas logo, na maioria das vezes, esse encanto passa, porque encantos tem essa característica, de ser efêmero. Às vezes eu tenho a sorte de não “me deixar” apaixonar de verdade por alguém. Mas será que é sorte? Porque só eu não consigo me apaixonar, me deixar apaixonar, fazer alguém se apaixonar por mim ou sequer deixar que alguém se apaixone por mim? Sempre na retaguarda…   Eu fico vendo todos os meninos fofos que possivelmente seriam bons namorados e imagino se eu poderia conquistar algum deles… mas lembro que sei que eles não são fácil de se prender a um “namoro”,  ou, então, penso em todas as meninas em cima deles, o tempo todo e tiro meu time de campo.Eu gosto desse amor platônico que crio todas as vezes que eu finjo para mim mesma estar apaixonada. É claro que não estou, a última vez que amei mesmo foi meu ex namorado e amei de verdade e fui correspondida. Depois disso, eu nunca mais me apaixonei… mais que paixão, amor verdadeiro. Isso faz de mim uma pessoa pior? Às vezes eu acho que me faz ser incompleta. É quando eu invento amores, estórias, dor, sofrimento. Ele estava lá, nunca tinha derramado uma lágrima por ele, e de repente, escolho amá-lo, inventar uma história toda como se tudo o que passamos juntos fosse desenrolar em uma história de amor com um final feliz.Nada a ver! Nem vai acontecer porque o “ele” da história nem sabe que tudo o que eu acho que passamos juntos realmente aconteceu,...

Como lidar com seus pais: as experiências deles, são deles!

Experiência significa, de acordo com o Luft: 1. Ação ou efeito de experimentar (-se). 2. Prática, conhecimento; perícia. 3. Ensaio, tentativa, demonstração. 4. conhecimento transmitido através dos sentidos.         Quando somos adolescentes tomamos algumas decisões que, nos arrependendo ou não, se tivéssemos a maturidade que adiquirimos com o tempo, não iríamos tomar. Mas uma coisa que estamos sem dúvida nenhuma destinados a receber são críticas por coisas que você fez ou alguém que você foi (adolescente imaturo, ou menos maduro). E disso você não pode fugir, tem que aprender a lidar.        Adolescentes querem experimentar. Querem viver tudo o que podem, mas não conseguem porque muitas vezes há um adulto para dizer que vão se arrepender, que vão se dar mal e que um dia, vai se lembrar daquele discurso e vai sofrer por não ter feito o que te indicaram. Disso não dá pra fugir, adultos são assim. São pais (mais comumente), professores, tios, conhecidos, desconhecidos… não importa, qualquer pessoa que seja adulta. Adultos, temos que concordar, têm mais experiência por já terem vivido mais, já experimentaram coisas que nem imaginamos, viveram em outra época e já estão mais próximos do final (brincadeira, nada a ver isso),  talvez, então, devíamos dar bola para o que eles falam. Mas sabemos que eles podem ser muito insistentes e protetores. Alguns pais, por amar demais (e não de menos), acham que dizendo pros filhos o que fazer, as consequências das atitudes ou dizendo o que aconteceu com eles na época, vai fazer a gente (filhos) resolver não fazer e se sentir como se já tivesse passado por isso. Mas a gente sabe que não...
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