Kapital, 28/02

                Ontem eu fui a uma festa em uma das baladas mais famosas daqui de Madri, a Kapital. Realmente é de se impressionar! Quem vai, sai falando coisas do tipo “ela é fantástica, extraordinária!”, “você tem que ir”. Eu me impressionei muito mesmo foi com a quantidade de gente olhando pra cima e com uma fila de uma hora pra deixar o casaco. Saí falando “se aquilo é uma pista de dança, porque diabos ninguém está dançando?” porque eu simplesmente não gostei e provavelmente não voltarei lá.                 Falem o que quiser, não precisa concordar comigo em nada, mas o que eu sei é que eu me senti de volta a minha infância quando eu via que todo mundo se impressionava com cores, luzes, roupas brilhando. A não ser pelo tamanho e o formato do lugar, que é um teatro de sete andares (eu não fiz questão de conhecer tudo, vou falar só da pista de dança do palco), ele deixa muito a desejar. Isso não é uma “crítica” ao lugar, não estou fazendo um  “review” sobre a balada. O que fiquei pensando enquanto eu tentava dançar, porque a música às vezes parava e algo chato e não-dançante acontecia, é que de novo, como sempre acontece, por causa da beleza e fama, o lugar deixa a desejar em qualidade. O lugar é lindo, gigante, mas as músicas paravam como eu disse, e não dava pra dançar. Muita gente espremida, não dava pra conversar com os amigos. Cigarros nos queimando, machucava. Copos quebrando, cacos no pé das meninas (quase) obrigadas a usar sapato pra entrar ali. Quando percebi que não...

Sobre se apaixonar 3

Às vezes eu tenho a graça de estar apaixonada. Na verdade, “encantada” é uma definição melhor, mas logo, na maioria das vezes, esse encanto passa, porque encantos tem essa característica, de ser efêmero. Às vezes eu tenho a sorte de não “me deixar” apaixonar de verdade por alguém. Mas será que é sorte? Porque só eu não consigo me apaixonar, me deixar apaixonar, fazer alguém se apaixonar por mim ou sequer deixar que alguém se apaixone por mim? Sempre na retaguarda…   Eu fico vendo todos os meninos fofos que possivelmente seriam bons namorados e imagino se eu poderia conquistar algum deles… mas lembro que sei que eles não são fácil de se prender a um “namoro”,  ou, então, penso em todas as meninas em cima deles, o tempo todo e tiro meu time de campo.Eu gosto desse amor platônico que crio todas as vezes que eu finjo para mim mesma estar apaixonada. É claro que não estou, a última vez que amei mesmo foi meu ex namorado e amei de verdade e fui correspondida. Depois disso, eu nunca mais me apaixonei… mais que paixão, amor verdadeiro. Isso faz de mim uma pessoa pior? Às vezes eu acho que me faz ser incompleta. É quando eu invento amores, estórias, dor, sofrimento. Ele estava lá, nunca tinha derramado uma lágrima por ele, e de repente, escolho amá-lo, inventar uma história toda como se tudo o que passamos juntos fosse desenrolar em uma história de amor com um final feliz.Nada a ver! Nem vai acontecer porque o “ele” da história nem sabe que tudo o que eu acho que passamos juntos realmente aconteceu,...

Como lidar com seus pais: as experiências deles, são deles!

Experiência significa, de acordo com o Luft: 1. Ação ou efeito de experimentar (-se). 2. Prática, conhecimento; perícia. 3. Ensaio, tentativa, demonstração. 4. conhecimento transmitido através dos sentidos.         Quando somos adolescentes tomamos algumas decisões que, nos arrependendo ou não, se tivéssemos a maturidade que adiquirimos com o tempo, não iríamos tomar. Mas uma coisa que estamos sem dúvida nenhuma destinados a receber são críticas por coisas que você fez ou alguém que você foi (adolescente imaturo, ou menos maduro). E disso você não pode fugir, tem que aprender a lidar.        Adolescentes querem experimentar. Querem viver tudo o que podem, mas não conseguem porque muitas vezes há um adulto para dizer que vão se arrepender, que vão se dar mal e que um dia, vai se lembrar daquele discurso e vai sofrer por não ter feito o que te indicaram. Disso não dá pra fugir, adultos são assim. São pais (mais comumente), professores, tios, conhecidos, desconhecidos… não importa, qualquer pessoa que seja adulta. Adultos, temos que concordar, têm mais experiência por já terem vivido mais, já experimentaram coisas que nem imaginamos, viveram em outra época e já estão mais próximos do final (brincadeira, nada a ver isso),  talvez, então, devíamos dar bola para o que eles falam. Mas sabemos que eles podem ser muito insistentes e protetores. Alguns pais, por amar demais (e não de menos), acham que dizendo pros filhos o que fazer, as consequências das atitudes ou dizendo o que aconteceu com eles na época, vai fazer a gente (filhos) resolver não fazer e se sentir como se já tivesse passado por isso. Mas a gente sabe que não...
Sobre a tristeza, fraqueza e força

Sobre a tristeza, fraqueza e força

Eu odeio ter que ser forte o tempo todo. Sei que sentimentos ruins vêm, mas eu estou sempre querendo controla-los, como se eu fosse imune  a qualquer um que eu não queira sentir. Mas isso é impossível. Eu gosto de ser forte o tempo todo, gosto de estar sempre feliz. Tenho medo que a tristeza e dúvidas se estendam mais do que é necessário. Não gosto de chorar.Eu não gosto de me sentir mal, principalmente, se for por causa dos outros. Se isso acontece, me sinto idiota. Acho que me sentir mal por causa dos outros é fraqueza e além disso, eu me sinto invadida. A pessoa entra na minha vida, toma as decisões que ela quer tomar, sendo que eu não tenho controle nenhum no que ela decidir, e quando vejo, simplesmente fico mal. Não gosto chorar por alguém, a única pessoa que pode isso sou eu mesma, na minha cabeça. Quando fico triste, me sinto idiota, como se eu fosse me sentir assim pelo resto da vida, como se eu estivesse retrocedendo para quando eu tinha 13 anos. Odeio me arrepender, é uma das coisas que eu odeio  admitir. E quando eu fico triste por algo que eu fiz, é claro que me arrependo.Às vezes dá impressão que se arrepender é para os fracos. Mesmo que eu possa crescer sentindo tudo isso, quem vai me convencer na hora da tristeza que ela vai passar, que é normal ou que essas coisas são boas pra gente? “Deixa eu me sentir mal”, penso por mim mesma. Preciso de sentimentos assim pra poder seguir em frente, mas eu não consigo me...
Igual aos demais… ?

Igual aos demais… ?

Andei pensando em um assunto muito clichê e gostaria de compartilhar com vocês. Desde que eu fiz meus dreads eu tenho ouvido algumas coisas engraçadas. Só para constar, já que ninguém é obrigado a saber, os dreads são vários nós no cabelo. E outro dia uma amiga minha disse: “porque você não passa pelo menos um creminho no seu cabelo?”.   Ok, aquilo foi engraçado porque, mesmo que ela não saiba, eu tinha comentado como cuidava da juba: só shampoo, de preferência anti-resíduo e até sabão de coco serve! Mas… se eu passar um “creminho” no meu cabelo… os dreads ao invés de ficar presos, eles vão se soltar. E porque eu gastei 8 horas e $$ fazendo esse “penteado”? Eu não fiquei brava nem nada, só achei hilário. Ri e ignorei, porque nem sabia o que dizer. Quer dizer, acho que disse: “não pode, Fulana, porque se não o dread sai”.   Nessa mesma época eu fui viajar e pedi emprestado um sabão de coco para a pessoa que me hospedou, para minhas amigas disse que era pro cabelo. Uma delas olhou pra outra e começou a rir, a outra devolveu com uma risadinha tímida. Dessa vez eu ignorei mesmo, as pessoas simplesmente não entendem o que é diferente delas.   Para minha sorte, nesse MESMO dia, uma das meninas apareceu depois do banho com o cabelo todo embaraçado e cheio de nó, com um pente na mão, aflita se conseguiria ou não pentear o cabelo a tempo de sairmos.   A outra amiga ficou “cho-ca-da”, perguntou porque ela não tinha passado condicionador e ao ouvir a resposta, que era...

Solteira, sim… Sozinha nunca?

Outro dia uma pessoa comentou que estou solteira porque eu quero. Foi aí que eu comecei a pensar. Primeiramente, pensar que não, que essa pessoa estava totalmente equivocada. Eu vivo falando de amores impossíveis, homens bonitos e um ou outro menino que poderia me fazer feliz e eu fazê-lo feliz. Não estou apaixonada nem nada, mas se eu estivesse penso seriamente que eu não seria correspondida, pelo simples motivo de não existir ninguém apaixonado por mim, ou seja, não importa por quem eu me apaixone, ele endubitavelmente não estaria apaixonado por mim. Depois de pensar nisso tudo, pensei que talvez eu seja muito exigente, que queira alguém que realmente me faça rir, ao mesmo tempo seja sério e responsável, que tenha planos e me ajude a avançar espiritualmente. Mas nem estou desesperada procurando, mesmo parecendo, não estou. E será que a pessoa que me disse isso está realmente certa? Como estava certa uma outra pessoa que me disse que eu procurava nos lugares errados. Quem disse que eu preciso ter vários meninos no meu pé em uma balada para ser especial? Quem disse que preciso ser padrão de beleza para alguém gostar do meu sorriso? E quem disse que preciso gostar do que todos gostam pra me divertir? Meu consciente sabe de tudo isso, mas meu insconciente insiste em duvidar da minha capacidade de conquista. Outro dia estava no carro com uma amiga minha, a Giu, e um menino de um carro do lado começou a conversar com a gente, eu nem dei bola, nem sabia o que era. O menino era bem bonito e ficou me paquerando. Eu pensei...
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