Tragédia dos Comuns: uma teoria

Tragédia dos Comuns: uma teoria

Hoje vou no último show na minha cidade de uma banda que eu adoro, a Scracho, porque eles também vão romper com a formação atual da banda Por isso, resolvi fazer um Catarse que há semanas está na fila. A música se chama Tragédia dos Comuns e é uma canção bem simples de ser compreendida sem a necessidade de entender a teoria que está por trás, a tal Teoria da Tragédia dos bens Comuns. A Teoria de Garrett Hardin (1968) Atuo profissionalmente em uma ONG que lida com questões socioambientais e uma das várias teorias que usamos para compreender é a própria Tragédia dos Bens Comuns e suas possíveis soluções. Veja esse vídeo esclarecedor: Como podem ver no vídeo, a Teoria diz respeito a recursos de livre acesso, que todos podem utilizar para seu próprio benefício e todos possuem, de fato, boas razões individuais para usar, incentivos. Porém, cada um acaba explorando mais e, como nesse contexto, o prejuízo individual é menor comparando com o prejuízo coletivo, o recurso acaba se exaurindo. Como diz o rapaz no vídeo “em outras palavras, seu incentivo individual convida todos a uma ruína geral”. Ainda que uma pessoa se conscientize que não deveria usar dessa determinada maneira o bem comum e deixe de fazer, outra pessoa menos consciente fará no seu lugar e, com isso, o problema ainda existirá. Como existe benefício individual, acontece o caos. As soluções oferecidas pelo teórico que sistematizou a Tragédia dos Comuns são duas: 1) propriedade estatal: a parte boa disso é que todos ainda podem compartilhar do recurso, como parques naturais. A parte negativa é que os tomadores de decisão “não...
6 músicas filosóficas que talvez você não conheça

6 músicas filosóficas que talvez você não conheça

Mais uma vez, aqui na categoria nova “Catarses” vou falar da minha banda preferida, a Forfun. De acordo com a própria , eles vão romper com a formação atual e, por isso, não teremos coisas novas com essa conjuntura – infelizmente, pra mim, já que gosto bastante de como eles fazem música e expressam seus pensamentos e sentimentos. Há cerca de 7 anos acompanho o trabalho desses quatro rapazes do Rio de Janeiro. Já fui em pelo menos 15 shows (talvez mais, mas sério, perdi a conta!) em pelo menos 5 cidades (S. Paulo, Santos, Rio, Jundiaí e SBC). Durante esse tempo todo escuto o mesmo preconceito de muita gente: “Forfun é emo!”, “Forfun é música de mimimi”, “Forfun é História de Verão”. Não que eu realmente *me importe* com essas críticas, pois sei as razões pelas quais gosto da banda. A única coisa que eu sinto muito mesmo (por essas pessoas) é o fato de elas não conhecerem algumas músicas incríveis que poderiam ajudar na expansão da consciência. Por isso, tive a ideia de compartilhar 6 (das dezenas) músicas deles que me fizeram e ainda fazem refletir, mas que muita gente ignora porque fica presa a opiniões inflexíveis sobre tudo. Sempre recomendo, primeiro, conhecer alguma coisa com certa profundidade para, depois, emitir uma opinião. A música #6 tem uma história curiosa que resume a vergonha alheia do preconceito. A seguir, você confere minhas impressões sobre as músicas Morada, Gruvi Quântico, Cigarras, O Viajante, Eremita Moderno e Siga o Som. Para quem sentir em seu coração a vontade de escutar e se aprofundar, deixei o vídeo junto e um link da letra (que pode conter erros por...
Infinitas Possibilidades (Forfun)

Infinitas Possibilidades (Forfun)

Bem vind@ a uma categoria nova, a “Catarses”. Na Wikipédia, encontra-se uma definição suficiente: “Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama”. Portanto, nesse espaço, vou tentar (porque cada Ser é único e suas experiências também) mostrar aqui porque eu me sinto purificada com algumas obras artísticas. A maioria das vezes em que eu falar de música, provavelmente, não vou falar sobre a melodia/ritmo/instrumentos, e sim sobre a letra, pois não tenho palavras pra dizer o que sinto quando escuto elas.  E, lógico, isso será apenas MINHA interpretação, pode ser que você entenda de forma totalmente diferente. Se você já gosta da música, pode colaborar com esse post sobre ela, comentando suas percepções sobre o som e a letra. A primeira é a música Infinitas Possibilidades, da banda Forfun (minha preferida) , do álbum Polisenso, de 2008. Se ainda não conhece, você pode escutá-la aqui: Em 2009 escrevi algo sobre o Forfun. Como é um texto velho, vale apenas para ilustração. Abra a aba aqui e leia depois que acabar de ver esse post. Infinitas Possibilidades – Forfun A batida já te joga no chão, te dá uns choques em uma explosão de sons incríveis… Você sente isso também? Vamos à letra: Duas libélulas passaram voando e anunciando a melodia celeste (Melodia celeste = músicas vindas do céu. Conexão total com a espiritualidade. Entendo que aqui o artista quis mencionar mensagens vindas do além e nos ostrar que somos mais do que nossos corpos físicos) Trazendo novos conceitos a nós, os humanoides, na jornada terrestre (Entendo essas “melodias celestes” como se fossem mensagens de...
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