Nova fase, novas dúvidas

Nova fase, novas dúvidas

Primeiro mês da faculdade de Jornalismo. Eu tinha todas as certezas do mundo em mim. Para um exercício em classe, algo sobre “por que escolhi jornalismo”, em 3 de março de 2009, neste blog, escrevi o artigo Pensando Jornalismo: “O principal objetivo do Jornalismo é informar e essa é a forma de as pessoas saberem o que acontece no mundo. Ninguém poderia saber o que acontece em um lugar onde não está se não existisse a mídia para apurar e passar as informações mais importantes – de acordo com o que o veículo considera prioridade – para as outras pessoas. Uma boa maneira de se atualizar é lendo jornais como O Estado de São Paulo ou a Folha de São Paulo, por conter várias notícias em um lugar só. É sempre bom procurar várias fontes de informação, ao fazer isso descobrimos que se nos basearmos somente no jornalismo, por exemplo, da Rede Globo, corremos o risco de nos prender no ponto de vista do interesse deles. Não que seja exclusividade da emissora, mas ela joga com os fatos de acordo com o que quer passar para o público, principalmente em relação à política. Mesmo parecendo que fazer jornalismo é só resumir as notícias e apurar os fatos do nosso cotidiano, não é. É preciso ser muito imparcial, o que é muito difícil fazer por sermos todos humanos e querermos ter sempre opinião sobre tudo. Um fato sempre tem mais de um lado, às vezes, mais de dois, mas para fazer um bom jornalismo não devem existir interesses pessoais na notícia e que nem todos os cidadãos têm o mesmo...
ó liberdade….

ó liberdade….

“Art. 5º da Constituição Federal:  Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da liberdade , em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!” Ando sem pressa esses dias, tudo ao meu tempo e sem correria por causa de atraso. Eu me dei ao luxo de usar chinelos e ficar ouvindo reggae, o que diminui ainda mais meus movimentos e me dá mais tempo de refletir… Percebi como nós somos escravos de relações interpessoais; redes sociais; trânsito, seja ele em nossos carros ou em ônibus apertados; emprego que não gostamos, mas precisamos deles; cidades poluídas, sem nenhuma qualidade de vida; comportamentos que não gostaríamos de aceitar, mas é preciso; sentimentos e vontades reprimidos… Somos livres? Ou simplesmente acostumados? Tenho visto como as mulheres, inclusive eu, em outras circunstâncias, vivem presas: calças apertadas, blusas tão justas que nos obrigam ser mais magras, sapatos incrivelmente desconfortáveis, maquiagens, cabelo, sorriso, postura… Ahhh… Comprar, hoje, é sinônimo de lazer. Felicidade é adquirir, adquirir de novo e depois comprar o mais novo ainda. Compramos porque queremos ou apenas somos livres para escolher o que comprar? Confundimos liberdade com rebeldia, com malandragem, esquecemos que muitas vezes ficamos presos em nossas casas com medo da violência lá fora. Somos livres de verdade? Podemos pegar hoje, se quisermos, nossas bicicletas...
Muito menos por muito mais

Muito menos por muito mais

Para mim, o maior defeito do ser humano é acreditar em sua superioridade perante a toda a natureza e não considerar a existência de outros seres e planos invisíveis e como energia. Usamos e abusamos dos recursos naturais por pensar que eles estão lá para o consumo, simples assim. Simples egoísmo, loucura e burrice, na verdade. Não percebemos que estamos a dois passo do colapso. Quer ver só exemplos do dia-a-dia que nos mostra isso? Eu fico furiosa com o cheiro de poluição, cigarro e do Rio Pinheiros. Fico muito irritada com barulho de máquinas, veículos e de tanta gente em praças de alimentação. Não sou diferente, muito menos melhor que ninguém: também poluo, faço barulho, faço parte do sistema… E fazer parte disso me incomoda ainda mais. Isso sim me diferencia da maioria das pessoas, para o bem ou para o mal. Devíamos, já há milhares de anos, estar em harmonia com a Natureza. Retirar apenas o que fosse necessário para nossa sobrevivência. Mas a nossa inteligência se voltou contra nós. Inventamos formas de ficar mais confortáveis, sermos sociais, globalizados. Competir entre nós para ver quem tem mais riqueza. E já podemos sentir o começo do fim: doenças respiratórias, vírus e bactérias novas, alergias, câncer, depressão, estresse, guerras, violência. Tudo novidade, causadas por frustrações, sofrimentos, vaidade, luta pelo poder, estresse e mal uso dos nossos elementos naturais. E o pior ainda está por vir. Somos parte do ecossistema, mas agimos como se o ecossistema fosse de nossa propriedade. Eu tenho certeza que não é assim e uso a lógica como argumento. Temos noção do que significa o Planeta...

O empurrãozinho que faltava

Viver melhor e ter mais liberdade andando da bicicleta Vá de Bike! Imagine a mesma cidade de São Paulo de hoje, a megalópole que você adora por sua diversidade, demanda, serviços 24h, cheia de gente diferente, opções e… sem trânsito, com o ar menos poluído, mais tempo para o lazer! Isso mesmo! A cultura da bicicleta nos levaria a uma cidade menos caótica. Você está cansado disso tudo? Pois é, eu também! Quem se lança nessa aventura passa menos tempo dentro do carro ou transporte público, aproveita mais a hora de lazer e descanso, gera menos poluição, fica menos estressado e ainda se exercita… Tudo melhorando sua qualidade de vida. Maravilha, não? Mas as vantagens não param por aí, não. Você acha tudo isso impossível de acontecer? Que nada! Cidades como Amsterdã vive sobre duas rodas, lembra da novela?  Mas não se preocupe, por que no Brasil isso pode acontecer, e acontece! Em Sorocaba, localizada a 92 km de São Paulo, existe uma grande tendência ao uso da bicicleta. A cidade possui a segunda maior rede de ciclovias do país e a população é incentivada por parte da prefeitura a aderir. Um dos incentivos é o projeto IntegraBike, que está entrando em vigor e disponibilizará bicicletas de graça para a população, com o objetivo de conscientizar que o veículo em ascensão é viável. Mais de 60km de ciclovia está disponível para os que querem mudar seus hábitos! Claro que não é um milagre. As coisas não mudam de uma hora para outra, o automóvel continua e vai continuar soberano por bastante tempo.  Se você acha que mudar seus hábitos, diminuir o uso do automóvel pode...

Sedução da tragédia

Semana passada resolvi que eu deveria voltar ler notícias, ver telejornal… Há meses me desvio desse tipo de informação. “Que menina chata”, pensei certa vez, “não sei dos assuntos atuais para conversar com meus amigos”. Então, apesar de ter sempre opinião sobre tudo [hehe], achei que poderia ser legal entrar num site jornalístico. Acessei um portal de notícias e variedades, daqueles conhecidos, com muita coisa escrita, publicidade, cores fortes… As notícias que me chamaram atenção foram o filho do cantor Leonardo gravemente ferido e cinco jovens que haviam morrido, os dois casos por causa de acidente de carro. Li a notícia do cantor e pensei, meio triste, “espero que ele esteja bem, que ele se recupere”. Abri a notícia sobre os jovens. Chorei. Fiquei nervosa. Tremi. Pensei que podiam ser meus amigos. Fechei sem ler até o final, eles tinham morrido, não era novela ou outro tipo de ficção, para esse tipo de coisa não existe “Ctrl+Z”. Fechei o navegador depois de me arrepender de ter aberto. Isso sempre acontece comigo. Não sou a mais informada da turma, por que odeio ficar vendo notícia ruim, lendo coisas sobre famosos, assistir programas de TV e me dá agonia de ver como o jornalismo é. Agora pouco cheguei em casa e sentei na sala para carregar meu celular, na TV passava o ex-gordo zoando um gordinho [eufemismo] que havia caído de cara num carro, no quadro de cassetadas. Uma, ao meu ver, sacanagem que já dura décadas [pelo menos umas duas, né?!]. Nunca vi graça nesse quadro, acho que isso é rir da desgraça do outro e muita falta de coisa...
Novo e de novo

Novo e de novo

  Eu só te vejo de longe, de longe, de muito longe. Percebo quieta suas expressões. Se olha na minha direção, não me vê. Desvio o olhar, pra não correr o risco de cruzar com o seu. Disfarço, finjo mexer no cabelo. Meu sorriso te dou de graça, mas você não aceita, nem percebe. Fujo, fujo, me aproximo, nem percebe. Tento chamar sua atenção que estou olhando para outro lado, para outro sorriso, sem sucesso. Nem percebe, é distante. Nunca ouvi sua voz, que agonia em não saber seu tom de voz ao falar… principalmente se for comigo. Entre nossas listas de interesses, os suficientes para nos completar, justo na fronteira de compartilhar a diversão e conhecer a novidade, certeza. Mas como perseverar, convencer? Que argumentos? Já tentei de tudo. Até que comecei a sentir arrepios ao saber que algo inesperado havia acontecido. E decidi sumir, antes de aparecer, por assim dizer. Nunca vou saber se iria ou não. Desaparecer é fácil, basta que eu pare de insistir com...
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