Leia Gênesis que você vai entender

A questão foi levantada por um contato meu do Facebook, que sempre traz questões interessantes a serem debatidas. Não coloco a postagem nem as opiniões se não teria que postar tudo, por causa do contexto. Mas foi interessante. A não ser porque fiquei pensando… E pensar é ruim (brincadeirinha!!!), por que quero respostas que nunca terei. Era um papo sobre religião, Deus e extraterrestres. E aí, se Deus e Anjos são seres extraterrestres, será possível haver outros, tipo alienígenas? Acredito que o objetivo era dar mais a opinião mesmo, nada científico. E uma das opiniões foi que Deus não ia deixar seres espalhados ou “esquecidos” pelo Universo, então pra ela não existia. Apesar do respeito que tenho pela opinião, vejo um buraco nessa explicação, “Leia Gênesis que você vai entender” por que essa resposta me parece muito artificial, mecânica. Acho que não é o que essa pessoa acredita, para dar seu ponto de vista, argumentar e por isso só tem uma resposta, que não vem do raciocínio, sensibilidade e reflexões próprias e sim de terceiros. Acreditar na Bíblia… Se você acredita, faça um esforço a mais para entender o que vou dizer agora: qual é a diferença concreta em acreditar na Bíblia ou em qualquer outro livro, de ficção (mesmo sabendo que o autor escreveu fantasias de sua mente) ou de Ciências (tão bem argumentados)? Acredito tanto em Deus que fico com pena de dizer isso, principalmente por que há chances de ser verdade, da mesma maneira que há chances de não ser. Mas o Deus que eu acredito não me julgará por desconfiar, pois ele me fez assim....
Planos…

Planos…

Imagine você daqui 10 anos… Você consegue? Bom, eu nunca consegui. Na verdade, não consigo até hoje. Quando penso em 10 anos, é tanto tempo pra frente, que não é algo tangível. 34 anos, eu posso até estar casada e ter um filho, ou dois. Mesmo que hoje maridos e filhos não estejam nos meus planos para daqui 10 anos. Há 7 meses eu não imaginaria que estaria onde estou hoje, em todos os sentidos que não convém citar, mas 7 meses? Quantos 7 meses há em 10 anos?! Uns 17,142, aproximadamente. Então como posso fazer planos para 10 anos – e não ficar frustrada se o fizer?       Vou vivendo assim, dia após dia, avaliando com cuidado, mas entrando de cabeça em tudo. Aprendendo com os erros, aprendendo a ouvir os mais experientes dizerem “você pode estar indo para o caminho errado”, e pensar mais em cada movimento, mas dizer sim, sim, siiim a tudo. Planos para hoje, amanhã e talvez para o final de semana. Planos para 10 anos? Só se eu puder ir mudando toda hora, só se o único plano for o mesmo que tenho hoje… ser feliz! “…e se nada der certo a gente vira...

Violência e tráfico de drogas

“Então… A culpa é de quem? Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado…” (Meninos e Meninas, Legião Urbana) “Em menos de duas horas, tudo será queimado num forno de alta temperatura”, um camboio que transporta toda droga da delegacia no Rio entra em um ferro velho no Caju.  Atrás daquelas latas-velhas, chega um calor mesclado pelo sol e o incinerador. Desfazer-se dessa droga significa mais do que simplesmente dar um fim a ela, pode significar salvar vidas, já que “a expansão do tráfico de drogas a partir da metade da década de 80 é diretamente responsável pelo crescimento de número de homicídios”, frase tirada do documentário Notícias de uma Guerra Particular. Esse cenário descrito é um dos fins para esse causador de tantas mortes. Tem traços de Counter Strike, um polêmico jogo de tiro. Essa batalha tão violenta entre traficantes e policiais no Rio de Janeiro não é muito diferente das batalhas entre terroristas e exército, inspiração para esse jogo. Só que tudo que poderia, se vivêssemos em um mundo perfeito, ser ficção, se baseia em uma grande realidade. “Não penso em fazer maldade com ninguém”, mas em Terra sem Lei, ou que as leis são as dos mais ricos, qualquer um teme ser excluído “primeiro eu fiz isso para me alimentar, comprar comida; depois para me manter, andar arrumado”, diz Adriano, traficante, 29 anos, no mesmo documentário. A culpa é de quem? A culpa é do cara humilhado e considerado marginal desde criança, quando nem ao menos tinha consciência do que é certo e errado? A culpa é de quem? Do garoto que é...

Esperança Para Meu País

Quando eu conheci a ONG Um Teto Para Meu País, não tinha nem idéia do que esperar. Uma ONG de jovens universitários, como eu, que constrói casas de emergência e denunciam a cruel realidade de pessoas que vivem abaixo do nível de pobreza, era o que eu sabia. Fui para minha primeira construção sozinha, conhecendo, de vista, meia dúzia de pessoas que interagi em outros eventos do Teto. Não importava, eu estava fazendo o que meu coração mandava. Passou a primeira, foi a melhor sensação possível. A equipe da logística, da qual eu fazia parte, ficou bem unida. Pouco conheci as famílias, mas eu sabia que meu esforço tinha valido a pena. Um mês depois rolou a segunda, foi minha primeira, de fato, construção. Foi difícil, choveu, fez frio, ajudei uma equipe que ainda estava nos pilotis e no barro as 20h do sábado. Mesmo com toda a dificuldade, CEM casas foram construídas naquela ocasião. Mais do que isso, CEM famílias não dormiriam mais no frio, na chuva, com animais perigosos e nojentos entrando em casa. Depois veio setembro I e logo chega setembro II e a cada construção fico com vontade construir de novo. Não estou copiando nem citando ninguém, é que realmente a sensação é essa, para a maioria das pessoas: o dever cumprido, a felicidade das famílias que merecem e trabalharam para conseguir essa oportunidade, vale MUITO a pena. Acho que o voluntário ganha tanto quanto a família. Ou mais… Você não consegue sair de lá e continuar pensando igual quando entrou, seja lá o que pensava antes. Você entra de um jeito, e sai de...

De, Para…

eu que desenhei no paint! Encontrei essa carta em uma garrafa PET rosa na marginal do Rio Pinheiros ontem e tive que posta-la. Nós nunca saberemos qual o final dessa história, se Lívia entregou ou não essa carta a Vitor, ou se ele recebeu. Ou ainda… se foi ele quem jogou…  “Vitor, Tô com saudade de tomar sol e ficar com aquela marquinha de biquíni que você acha linda. Tô com saudades também do meu cabelo grande que sei que você gosta. Eu gosto de ouvir Nirvana, Titãs e I Gotta a Feeling e pensar em você. Queria te encontrar muito chapado de novo em uma balada e ter certeza que você está com vontade ficar comigo, mesmo disfarçando – você pode não lembrar, mas eu sei que isso aconteceu – apesar de, claro, você ter mais opções e prioridades. Eu disse que não gostava, mas nunca pedi pra você parar de me ligar de madrugada, a verdade é que eu queria ouvir sua voz o tempo todo.  Você é a única pessoa que eu quero procurar e conversar muito sobre futebol, principalmente quando eu tô brava porque o Corinthians perdeu.  Mas ok, você deve achar que eu não sei nem o que é impedimento, o que na verdade eu sei sim e sei desde meus 11 anos de idade. Sério, tem vezes que eu sinto que nenhum corintiano me deixaria mais animada do que você depois de uma eliminação na Libertadores ou 1ª derrota no brasileiro. Como no domingo, que foi o meu 1º brasileiro dessa temporada. E olha… Eu não gosto que me zoem, mas mesmo assim eu tive uma...

Fogos de artifício

Helena abriu a porta e deixou cair seu copo d´água. Fazia uns dias que não o via. A visita não a poupou e disse: “se quebrar um copo a cada convidado que chegar, não vamos ter copos para brindar”, enquanto ela entrava na sala de mãos dadas com seu namorado, Helena continuava a olhar pra fora e encará-lo como que quem diz “vai embora daqui, Marquinhos”, mas ele não ia embora, não enquanto morasse ao lado. Helena juntou os cacos de vidro que pôde com as mãos, ainda de porta aberta, enquanto o casal comprimentava alguns amigos que estavam sentados no sofá marrom em frente à televisão, ligada na programação especial de ano-novo. Ela levantou olhando para ele, que estava falando ao telefone de porta aberta, nem a notou ali. Ela continuou encarar. Cortou a mão com um dos cacos. “Que desastre de ano novo”, pensou. Fechou a porta fazendo barulho e chamando atenção de todos. Correu para a sala e pediu que seu irmão ajudasse com o copo quebrado da porta. “Ele voltou, tá na casa dele”, ela sussurrou. “Não esquenta, ele não vai incomodar”, ele respondeu. “Talvez eu queira que ele me incomode”, pensou. Helena subiu até seu quarto para cuidar do pequeno corte. Iria ser uma boa desculpa para se isolar um pouco daquela festa estúpida de ano novo que sua mãe havia preparado para suas velhas amigas com novos namorados. Ou suas amigas velhas e namorados mais novos. “Talvez eu queira que ele me incomode.” É tudo o que ela pensava enquanto deixava a água cair sobre sua mão. Desde a véspera do Natal que...
Página 11 de 33« Primeira...910111213...2030...Última »