Quando a gente se apaixona por quem não está nem aí por você

Ontem foi dia dos namorados, hoje é dia do santo casamenteiro e aqui escrevo um  fato: percebemos que estamos no fundo do poço do amor quando temos certeza que a intensidade e regularidade que a outra pessoa pensa em nós é exatamente inversamente proporcional ao mesmo que pensamos nela. Todo mundo já gostou ou vai gostar de alguém que não tá nem aí pra você. Não importa a quantidade de livros de auto ajuda você já leu ou de vezes que você já sofreu de amor, gostar de alguém que não gosta de você é dolorido até o dia que você perceber que está em outra (que provavelmente te fará mal também) e sempre é o mesmo. Não adianta ouvir conselhos, fazer promessa, chutar o balde ou enfiar o pé na jaca. Amar desse jeito é um saco e parece eterno até finalmente passar. Você pode se fazer de vítima e tudo que sair errado, coloca a culpa na fossa. Use a mesma desculpa para fazer seus amigos te jogarem confete sem sentir culpa (para quem não sabe o que é isso: ficar te elogiando exageradamente), você pode ouvir muitas músicas bregas e não ligar para o que os outros pensam sobre isso, afinal, você está na fossa. Esses são apenas alguns exemplos de como usar a dor ao seu favor, use sua imaginação. Minha função aqui é compartilhar esse sentimento, assim você vai ter certeza que não está só nessa. Milhões de pessoas como você passa por isso todos os dias. Por que você acha que tanto sertanejo, Justin Bieber e músicas antigas de Sandy e Júnior e Backsrteet Boys...

Amor proibido

Julio, Agora, toda vez que eu começo a viajar em meus pensamentos vem você. Apesar de já ter te visto em foto e meio de longe, nunca tinha reparado o quanto você é lindo e nem sabia que seus olhos são verdes. Você nem precisou dizer nada, chegou, sorriu, passou a mão no meu cabelo, sorriu mais, e… lembra? Você ia me beijar, eu que não deixei. Você perguntou “o que foi?”, mas já era tarde demais. Respondi que não era nada e quando você segurou meu rosto para me beijar, já era, eu não aguentei. Não foi por mal, você é irresistível. Só sei que percebeu que alguma coisa estava diferente depois que nos beijamos porque você se afastou em um pulo. Eu já nada poderia fazer: me apaixonei. Você deveria saber que a Luisa não ia ter coragem de cortar o cabelo assim curto, como é o meu. O erro foi seu, na verdade… Errou em não ter visto a pinta de baixo do meu olho esquerdo que, até muitas vezes para nossos pais, é a única maneira que saber quem é quem. Vocês que se entendam, tô pulando fora da responsabilidade. Agora não dá mais pra mentir ou esconder. Amo você. Beijos,...

Relâmpago (culpa dele)

        De fato, ele sempre mexeu comigo, desde que a gente se conheceu há uns seis anos. No começo eu não sabia muito bem o que era, pensei que fosse só curiosidade. Todo mundo sempre contava uma história que ele estava envolvido e todo mundo falava das coisas que ele fazia. O motivo para ele não estar mais na escola, sem que eu saiba detalhes, é expulsão. Mãe e pai separados, duas casas, praticamente duas vidas. Pelo que escutei eram três namoradas… ao mesmo tempo.  Claro que esse último fato não me animava muito em pensar nele como um potencial namorado. Mas a mulher tem aquela mania irritante de pensar “ele vai mudar”… Mas nunca vai. Por que estou dizendo isso? Ele me despertava curiosidade.         Depois de um tempo e um pouco mais maduros nos encontramos em uma balada. Eu estava com um menino e ele chegou na minha amiga, que não estava interessada. Eu que o reconheci, larguei o menino e fui falar com ele. Ele me reconheceu assim que me identifiquei “sou amiga do Carlos, do América!!! Vocês iam jogar bola lá no meu prédio…” e ficamos conversando por alguns minutos, o que chateou minha amiga e o cara que estava comigo, que foi embora.         Trocamos telefone e MSN, descobrimos que morávamos perto e estudávamos na mesma faculdade, mas em turnos diferentes… Eu não acreditava no que eu estava vendo. Ele tinha passado de um garoto fofo para um homem maravilhoso. Jamais ele olharia para mim, uma mulher tão sem sal. Ele estava tentando ser legal, reencontrar os amigos de antigamente.         Mas ele olhou....

Para relembrar os velhos tempos (sempre há uma razão)

Foto: Gabriela Pagliuca – “Bolsa de menina” Eu estava usando uma camiseta preta e um short jeans, fui até a casa dele de chinelos simplesmente por que não deveria existir formalidade entre nós. Lembro-me da primeira vez que eu o vi, estávamos no colegial, devíamos ter uns 16 anos, foi olho no olho, um sorriso e depois de uma semana já estávamos aos beijos pelos cantos. Quem atendeu a porta foi a irmã mais velha dele, muito simpática, mas um pouco desconfiada. Apesar de ter ficado com todas as meninas do colégio, ele não era considerado o bonitão da classe, ele era mais legal e charmoso do que o estereotipo de bonito. A irmã disse, virando as costas, “Por que meninas bonitas procuram meu irmão? Ele nem é inteligente. Você é da faculdade?” Ele costumava ser um mau aluno no colégio, mas passou em uma faculdade difícil. Por que meninas bonitas não podem procura-lo sem interesse? E quem eram meninas bonitas no plural? “Eu sou amiga dele da época do colégio, não da faculdade. Posso entrar?” “Pode, senta aí.” E me apontou um sofá. Até parece que eu não conhecia esse sofá, já que era nele que estávamos deitados quando demos nosso primeiro beijo. Como ela sempre foi meio estranha, não me importei com seu comentário, apenas me sentei no sofá bege e fiquei esperando que ele aparecesse. A primeira vez que nos beijamos estávamos deitados aqui mesmo, assistindo um filme qualquer que ninguém sabe até hoje qual era. “Quem?” o ouvi perguntar “uma tal de Clara, sei lá”… “não acredito!” em sua voz se ouvia um sorriso e...

Um olhar diário pela cidade de São Paulo

No meu caminho diário pra faculdade encontrei uma caçamba de entulho da prefeitura… Um pouco cheia, um pouco bagunçada… Mas tudo bem, né?! mas e aí…? Foto: Gabriela Pagliuca um dia depois, tiraram a caçamba e o entulho… quer dizer… mais ou menos… Foto: Gabriela Pagliuca E aí, pessoal? Como fica?(obs.: às 18h já tinham feito uma limpeza, mas ainda tinha algum vestígio de...

Não somos mais amigos

trilha sonora aí pra quem curte 😉 Getty Images – Hum… E quem é Henrique? – ele me perguntou, com um pouquinho de ciúme, enquanto esperávamos nosso lanche, sentados na mesa. – Ah… O Henrique? Puxa… Como você sabe dele? – Ouvi por aí… – deu nos ombros. – Ah. Bom, ele era, ou é, meu melhor amigo. – falei colocando os cabelos atrás da orelha, enquanto colocava minhas pernas de índio em cima do banco estofado – Ele é o único que me entende, algo que a maioria das vezes minhas melhores amigas não conseguem fazer. – disse sorrindo, relembrando. – Ele é gay? – perguntou curioso. – Poderia ser, mas não é. Aliás, todo mundo pergunta por que a gente não namora. Não sei, na verdade. Eu tenho medo de perdê-lo e costumava ter  certeza de que se ficássemos, o encanto ia acabar. Mas parece que já acabou… – desabafei. – Por quê? O que aconteceu? Onde está ele agora? – Não sei, ele não me atende mais, fala pouquíssimo comigo quando nos encontramos na escola e no MSN. Acho que ele ficou com ciúme de alguém, ou eu fiz algo para ele. – Ele pode ter ficado com ciúme de mim, não? Estamos tão próximos… – Não tenho tanta certeza… Mas depois que você apareceu, eu tenho tido menos tempo para os amigos, inclusive pra  ele. – eu disse um pouco confusa. – Nem adianta tentar, não vou me sentir culpado. – disse ele preparando-se para comer seu hambúrguer que acabava de chegar. – Não precisa, é uma escolha minha estar com você – estendi minha...
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