Assunto: 6/9 dia do sexo

Por favor, se você for criança, não leia esse texto. (USE CAMISINHA) (Legendas: @verde- rubricas / @vermelho – Antônia / @vermelho entre parêntes – pensamentos de Antônia / @azul – Ivan / @azul entre parêntes – pensamentos de Ivan / Considerações iniciais: não medi as palavras nos pensamentos porque.. gente… em pensamentos não medimos nossas palavras) Antônia e Ivan na mesa de trabalho em pleno sábado de manhã, lá pelas 10h, tendo que trabalhar até as 16h daquele dia. Os dois sem planos pro feriado de 7 de setembro. Antônia, bem bonitinha, mas nada segura de si, e seu amigo Ivan, sanguinário conquistador de mulherzinhas desavisadas e uma companhia nada agradável longe do escriório, são colegas de trabalho, nada mais. Nunca rolou nenhum clima até que… – (O gato do Ivan e eu sozinhos em nossa mesa, é agora) Ivan! Sabe que dia é amanhã? É dia da conjunção carnal! (estou me oferecendo em termos jurídicos, como sou otária!)… – (Conjunção carnal é sexo em linguagem jurídica? Por quê?) É mesmo, não é? (é hoje, meu querido, é hoje) [Aproximando-se de sua colega com a cadeira, falando baixo.] Antônia, eu sei que amigo é amigo, companheiro sexual é companheiro sexual, mas estou sem planos pra hoje, não quer comemorar comigo? (se ela disser não, falo que estou brincando. Não vou perder nada mesmo, ela nem é tão bonita assim) – (nossa, achei que ele ia ser mais sutil… gostei!) Ah, poderia ser até… (hora do cu doce) [Se afastando] se você conseguir me seduzir, tô dentro. – (não, eu que estarei dentro) Ótimo, mas você não quer esses negócios românticos, né?! – (que otário, sexo...

Domingo.

Tô meio tonta; sentada no sofá; roupa e tênis; calça abotoada e cadarço amarrado: provavelmente nada aconteceu entre mim e outra pessoa… você! Cadê você? Tô ouvindo duas músicas ao mesmo tempo: “I will possess your heart” como meu ringtone – é você – e “you sexy thing” num filme passando na TV: meu filme preferido de todos; minha cabeça dói ao ouvir tanto barulho junto. Cadê meu celular? Você vai ficar bravo se eu não te antender. Nem me lembro de ter ligado a televisão. Deve ter sido você. Na verdade, não me lembro de nada. Nem onde está meu celular que não pára de tocar, só o ouço, mas não sei onde está! Desculpa por não atendê-lo. Eu estou confusa. Eu sei que é você ligando, só pra você que meu celular canta “i will possess your heart”. Não consigo encontrar. Deixa pra lá. Puta merda, minha cabeça dói, preciso deitar de novo, quanta claridade nos meus olhos. Sei lá porque todas as luzes estavam acesas. Talvez você tenha me levado pra casa, você tem essa mania de deixas as luzes acessas. Não me lembro de nada. Onde esteve quando eu precisei de você? Desculpa-me por beber, ou melhor, eu sei que você sempre diz que o problema não é beber. Eu sei. Mas eu não consigo controlar meus sentimentos ruins que fazem eu fazer essas coisas. Desculpa esfarrapada? Não. Minha mãe sempre me disse que a gente não tinha nada que arrumar namorados bonitos. E você é muito bonito. Bonito mesmo. Acho que é porque pessoas bonitas nos dão mais prazer, não sei quando, na cama...

Pêlos Brancos

              Nunca fui à viagem mais chata que essa. Minha mãe é a protegida do chefe e fomos todos para o sítio dele. Ela fez questão que eu fosse não sei o porquê, ela sabia que eu ia ficar entediada e poderia aprontar. Levei muitos livros, revistas, meu computador e meu Ipod pra ver se o tempo passava mais rápido.               Não tinha ninguém da minha idade, mais próximo dos dezessete só dois pirralhos, um de doze e outro de dez. Não tinha muita gente, só o pessoal do RH da empresa em que minha mãe trabalha. O dono da empresa e sua esposa. O chefe da mamãe, que é viúvo, e sua nova namorada. Mais dois casais que desconheço quem são e o que fazem lá. E o pai das crianças, um dos coroas mais novos de lá e sua noiva, uns dez ou quinze anos mais nova.               Nunca tinha me interessado por homens mais velhos, sempre namorei ou tive casos com pessoas da minha idade ou dois ou três anos mais velhas, não que eu enxergue problema nisso, de jeito nenhum, várias amigas minhas ficam com homens mais velhos – e às vezes até casados – mas comigo nunca tinha acontecido. Quando eu o vi entrando na sala, nem consegui prestar atenção no meu livro porque ele não era bonito como os caras com quem eu saio, mas ele era realmente interessante…               Eu só podia estar louca, pensei na hora. Ou será que era carência...

Orgasmo natural

              Na tarde de domingo de carnaval, minutos antes do sol se pôr, fui me refrescar do calor quase insuportável que fazia na praia deserta e abafada do litoral de São Paulo. A paisagem se limitava a uma montanha em cada lado do mar com seu horizonte profundo e o céu em três ou qutro tons de azul em dégradé.               Ao mergulhar no mar calmo quase sem ondas, meu corpo se debruçava nele de costas, boiando mesmo contra minha vontade e me acalmava como sempre fazia. Deitada sem pensar em nada, sentia as ondas me beijando e o salgado se assemelhava com o gosto de suor dos impessoais desconhecidos com quem eu faço alguma espécie de amor.               Percebi que as ondas vinham em cima do meu corpo com vontade e paixão, o sol estava se escondendo, parecia envergonhado, mas ao iluminar todas as cores, as realçavam: o verde das árvores das montanhas, os tons de azul do céu e o verde claro da água. Poucos raios restavam para ser testemunha do prazer que estava tendo naquela praia.               Entendi que o mar queria me ter. “Será que não é pecado?” Pensei. Claro que não, a natureza está lá para aproveitá-la. Sentia a água batendo diretamente em cada parte do meu corpo, como se estivesse totalmente nua. Comecei a me oferecer para que o mar me usasse como ele sempre sonhou em usar uma mulher. Estava me sentindo como num quarto de motel, mas a sensação era muito melhor.     ...

amiga é pra isso mesmo.

                No fim de semana, saí com uma amiga para um bar dançante e ela me disse que é lésbica. Eu nunca tinha percebido, ela é muito discreta. Não soube o que dizer na hora, mas não por ter algum preconceito, por que era a mesma coisa se ela tivesse contato que tinha ficado com o cara mais nerd que estudou com a gente no colégio. Uma coisa inesperada, mas normal. Só não sabia o que dizer.                 Eu fiquei em silêncio por um momento, mas não pensava nada demais, mas ela ficava me questionando sobre meus pensamentos e se não ia mudar nada entre nós e é claro que não vai. O que eu sinto por ela é único e nós somos amigas há dez anos, ela é uma das únicas para quem eu corro quando eu preciso e vice versa.                 Ela disse que estava se sentindo mal por ter me contado, que eu não precisava saber. Eu disse que se ela não me contasse, sim, ia ser uma falta gravíssima para nossa amizade, então ela sorriu, tomando mais um drink e olhando a pista. Eu perguntei pra ela porque ela me contou aquilo bem naquele dia e ela me contou que estava namorando. Sinceramente, eu achei a coisa mais fofa que uma amiga pode ter feito comigo. Sabe, provavelmente sou a primeira das amigas a saber sobre sua homossexualidade e sobre a tal namorada.                Ela estava muito incomodada com aquilo e eu por ela...

Verdade inútil.

              Tudo o que acontece comigo, nas minhas relações com o sexo oposto, é só diversão. É muito fácil não sentir nada por alguém com quem você se diverte e dorme se essa pessoa for algum amigo seu. O que, na verdade, é bem mais fácil do que fazer isso com algum desconhecido.               Aquelas amizades coloridas, eu estou querendo dizer. Sempre tive mais amizade de homens do que de mulheres. Não vou dizer que isso nunca me prejudicou, mas nada que me tenha enfraquecido ou qualquer coisa do tipo.               O meu único problema é que os meninos são sempre crianças, até mesmo se eles forem mais velhos. E atitudes de meninos são sempre incoerentes. Eu queria que todos os meninos entendessem o que acontece quando eu fico com eles e que não vai ser uma noite que vai nos ligar para o todo o sempre – isso, alguns não entendem.               Um filho talvez ligasse. Ou um amor verdadeiro também. Uma amizade forte, muito mais. Mas uma noite – ou tarde, ou manhã –… Não. Mas os meninos nunca entendem… Não que eu faça questão de manter contato e eles ao contrário, afastar. Mas eu nunca forço nada, então, não precisam fugir tanto como sempre fazem.               Quando penso nos casinhos que eu já tive e dos grandes casos de amor, consigo separá-los totalmente, não confundindo sentimento algum em nenhum momento. Nem nos momento que eu peço para me amarem, de verdade, por uma...
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