Polisenso

Poli: Quantidade maior ou igual a dois. Senso: Juízo claro. O que você já ouviu falar sobre Forfun? Quando falo que eu escuto Forfun as pessoas geralmente têm um preconceito. Forfun significa ainda, para muita gente, “que pena que não valeu a pena, você dizia sempre pra me por no seu lugar” e não conhecem o novo CD Polisenso, e não percebem que “o olho atento vai notar tantos detalhes pra se olhar”. Brincadeiras à parte, esses dois trechos mostram as duas fases da banda com “História de Verão” de 2005 e “Infinitas Possibilidades” de 2008. Tem gente que conhece a banda do começo e prefere daquele jeito, então não gosta porque eles mudaram muito, alguns gostavam, exclusivamente, pelas letras sobre e para adolescentes e o estilo punk-rock dos primeiros anos de banda. Mas apenas guitarra+ baixo+ bateria que fazia sucesso ficou um pouco de lado para dar também espaço aos teclados e mixagens psicodélicas. As letras sobre dor-de-cotovelo e adolescência são substituídas por músicas sobre a natureza e tentar se afastar do mundo sensível. É filosofia pura! Não sou só eu que pensa assim, não. Não sou eu quem está dizendo. Forfun mesmo fez referência a famosa frase “só sei que nada sei” na música “Sócrates e a Deusa Música”. Sócrates,acredite se quiser! Pai do amor/amizade à sabedoria. É muita maturidade. Os próprios integrantes da banda consideram as mudanças refletindo o amadurecimento. O que não nunca foi um susto para mim, foi para muitos. É por isso que Forfun está tão bom! É por isso que Polisenso é o CD que eu mais escutei disparado nos últimos seis...

É a hora de dar tchau.

Chega uma hora em nossas vidas que não adianta insistir. As pessoas, inclusive nós mesmos, mudaram. Os tempos também. Os gostos também. Ah, e o que é mais triste é que os sentimentos também. Normalmente eu desisto bem fácil e rápido, sou assim mesmo, vamos a um exemplo banal: não consigo desentupir a pia da cozinha, eu acabo deixando pra lá e outra pessoa – mais determinada ou mais especializada que eu – acaba fazendo. Mas não sei o que acontece comigo porque quando se trata de sentimentos, eu sou muito mais flexível. Gosto de insistir. Amizade principalmente. Ah, eu prezo muito amizades de longo prazo. Gosto muito de fazer novas amizades, mas estar com aquelas pessoas que cresceram com você, passaram sua infância e adolescência é muito bom. Não tenho nenhuma pertíssima de mim, hoje em dia, infelizmente. Não é porque eu não quis não. Não é porque eu sou chata, não. É porque esse tipo de coisa não é escolha nossa. Pode ser no começo, mas enquanto a vida vai passando a gente não escolhe mais, simplesmente acontece. Pessoas se afastam, juntam, pisam na bola, passam vergonha… Tentam. Eu sou dessas que tentam. Por enquanto quase todas as minhas tentativas não deram certo. Uma merda, eu sei. Também não é assim como se TODAS deram erradas. Eu tenho muitos amigos, mas os que me conhecem desde, sei lá, sexta série, sou obrigada a dizer, muito tristemente, que não me conhecem mais. Eu sou a que tento. Tento dar certo. Tenho paciência. Tento não brigar. Não fico demonstrando nem falando que eu fiquei chateada – chateada eu fico...

Resolvi ser jornalista

+ sobre jornalista Essa semana eu resolvi ser jornalista. Ok, eu sei que eu resolvi já faz um tempo, mas a minha escolha original pelo curso foi por causa da amplitude e diversidade que o curso oferece. Mas, pô, agora estou começando a me interessar, sinceramente. Tá começando a ficar chato fazer uma matéria sem apurar. Não fica bom, fica achismo e fica feio. Tá ficando legal conhecer coisas novas e entrevistar pessoas. Está ficando legal ter surtos de, não só inspirações, mas de ideias… Tá ficando interessante me sentir confiável, falta coisas indispensáveis, mas já estou correndo atrás. Não sou mais simplesmente uma blogueira que comenta coisas sobre o dia-a-dia e posta. Agora sou formadora de opinião. Sou indispensável para o universo continuar sincronizado. Sou uma fofoqueira de classe que valoriza todos os lados dos acontecimentos. Sou responsável pelo jornalismo da nova geração que nós estudantes e recém-formados temos que fazer. Um jornalismo ético e interessante ao mesmo tempo. Enfim, somos jornalistas desde já, com as notícias banais para as aulas de quintas feiras sem...

Corinthians.

Foto: Globoesporte.com É grande, é dourada e é levantada por William, o capitão do Corinthians com direito a acidentezinho básico para esquentar, literalmente, a comemoração. Além da felicidade imensa e nada efêmera, provamos com esse título que outro futebol é possível. Uma final limpa e bonita. O Santos jogou um pouco angustiado, mas jogou muito bem e bonito. O Timão não entrou na partida achando que já ganhou, não. Foi emocionante e os nossos corações não pararam um minuto de bater, arrisco-me dizer até que durante o campeonato todo, que lembrando, não perdemos jogo algum. Felipe fez sua parte no gol e até o fim. A partida foi disputadíssima, mesmo o Corinthians tendo uma vantagem por causa do jogo anterior, que ganhou de 3 a 1 em cima do Peixe. Por causa desse mesmo jogo, o placar de 1 a 1 nesse domingo deu o título para nós. Bom, na verdade não estou aqui para dar notícias, existem sites especializados nisso e vou deixar eles fazerem esse trabalho. Eu sou corinthiana, então preciso não ser jornalista por enquanto. Foi emocionante. Dava pra chorar, rir e perder a voz e gritar ainda mais alto ao mesmo tempo. Ah, eu gosto do meu time, eu sou corinthiana desde pelos seis anos de idade, que eu me lembre. Provavelmente minha irmã me incentivava, mas eu não me recordo. Sou menos corinthiana do que muita gente, mas sou muito mais corinthiana do que muito corinthiano por aí, pelo simples fato de não ser fanática e de amar esse time, respectivamente. Ano passado estávamos na segunda divisão do Campeonato Brasileiro e nós continuamos juntos…...

Íntimo

VÍDEO DO TEXTO… Eu tenho dois espelhos no meu quarto. Dois. Não uso nenhum pra valer. Escolho uma roupa, olho se combina, esqueço de olhar pro resto, olho pra roupa como se estivesse numa vitrine, em um manequim. Não uso os espelhos. Eu tenho uma frase escrita em cima deles: “não importa o que aconteça você está linda”. Sim, essa frase funciona por fora, para a beleza exterior, mas e quanto ao meu interior? Pensava que sendo bonita por dentro seria automaticamente por fora, e talvez seja isso mesmo, o problema é que eu não olho muito pra esse meu interior de verdade. Olho as coisas boas, me acho legal, sou boazinha, educada, até inteligente, eu acho. Eu me acho feliz, tenho uma boa família, saúde, não preciso me privar de estudar, nem comer nem me vestir. Mas esqueço de perceber que sempre falta alguma coisa. É essa coisinha de nada, que eu sempre deixo pra lá que me faz não me querer olhar no espelho, porque sei que não vou gostar do que veria. O que falta? O que me falta pra ser uma pessoa um pouco melhor? Descobri a verdadeira função de um espelho: fazer a gente olhar pra dentro de nossos olhos e enxergar o que tem de verdade nesse íntimo. Ontem eu olhei. Tenho muitas coisas, mas faltam outras. Chorei. E descobri que eu não só sou imperfeita, mas que às vezes sou também infeliz. P.S: esse post não é para ser levado a mal nem fiquem superpreocupados comigo, são pensamentos confusos e sentimentos...

Faz-me rir!

Minha primeira reação foi choque. A segunda foi choque. A terceira, me fez rir. Os pais gostam. Os filhos odeiam. Peraí. Pergunta aos pais: na juventude de vocês, vocês usaram drogas, bebida e fizeram sexo desfreadamente? Se sim: O que vocês podem falar para seus filhos? Usem vocês mesmo como exemplo, mostre a verdade. Se não: Porque seus filhos, necessariamente, vão pro “mal caminho”? “Logo conhece filho, conhece as drogas e conhece o álcool, conhece tudo que for que não presta…”, fala sério, pais, se vocês não confiam na educação que deram aos seus filhos, não deveriam tê-los feito. “Acho que as crianças tem que ficar em casa mesmo, tem que ter o limite.” Limite ensina-se desde pequeno, não vai querer prender o adolescente na cama, que ele não vai ficar, não. Mandando eles pra dentro de casa até as 23h não vai mudar nada, porque eles vão estar vivos nas outras horas, e se é pra fazer coisa errada, ainda mais revoltados, até em casa fazem, podem ter certeza. Os filhos são reflexos dos pais. E a sociedade? Bom, já que os pais estão inseridos na sociedade, se todos fossem bons exemplos, a sociedade seria...
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