Meditação pós sessão: o que fazer após abrir os olhos

Meditação pós sessão: o que fazer após abrir os olhos

Em abril desse ano fui ao Retiro de Meditação em Nobre Silêncio no Templo Zulai. Foram 3 dias de várias sessões de meditação e palestras com as mestras monjas budistas. A maioria das sessões eram feitas na sala de meditação, onde sentávamos em silêncio e ficávamos cerca de 20 minutos meditando. Uma sessão que gostava muito era meditação caminhando em volta da sala. Outras sessões eram feitas ao ar livre, parados ou em movimento lentos. Os trabalhos monásticos também estavam nas atividades e eram “tarefas domésticas” em grupo. Quase dispensável dizer que tudo feito em total silêncio. Todas as atividades tinham a intenção de serem feitas em meditação, com consciência total no aqui e agora. Esse é, pra mim, o grande segredo: fazer tudo de forma consciente, alerta, presente. Não deixar que os pensamentos nos dominem, e sim utilizá-los como ferramentas para resolução de questões da vida. Tudo que vou relatar é parte da minha experiência, do meu ideal de prática e não uma verdade absoluta. Quando estamos sozinhos é mais fácil manter esse estado, então eu procuro passar algum tempo sozinha praticando isso. Espero que minha experiência possa inspirar alguém: 1. Respiração Certa vez vi um vídeo que falava sobre o fato de que se controlarmos a respiração, controlamos nossas emoções. Naquele mesmo dia, tive um pequeno ataque ao perceber que meu chuveiro estava pegando fogo durante meu banho. Mesmo depois que percebi que o fogo começou e parou ali mesmo, só fui me tranquilizar quando eu falei: “hoje ouvi se eu respirar devagar meu desespero acaba”. Dito e feito! Respirei uma… Duas… Três… O fogo tinha ido embora e meu...
Mais “a favor”: sobre abordagens com amor e generosidade

Mais “a favor”: sobre abordagens com amor e generosidade

Sou ciclista. Moro em numa cidade que tem bastante ciclovia, mas ando fora dela onde não há. A mobilidade é uma causa minha. Pense em uma bandeira que você levanta e faça a reflexão a partir dela. Veja abordagens possíveis pela causa do respeito no trânsito para com os ciclistas: 1) “Respeito ao ciclista! Todos juntos por um trânsito seguro!” 2) “Contra os desrespeito aos ciclistas! Todos juntos combatendo a violência no trânsito!” Hoje fui almoçar em casa, de bicicleta. Pedalava numa rua sem ciclovia. Um/a motorista de carro me deu uma das maiores buzinadas que já levei, sendo que a rua era suficientemente grande para que eu, o outro ciclista que estava ali e o carro passassem tranquilamente. Tendo praticado minha espiritualidade, estou muito mais amorosa e generosa. Tudo que eu senti hoje, quando me recuperei do susto da buzinada, foi compaixão. O que pensei quando meu coração voltou ao normal foi que deve haver alguma razão para essa pessoa ter feito isso e que com certeza ela não sabe o perigo que existe em buzinar para um/a cilista. Percebi também que, infelizmente pra mim, não são todas as pessoas que pensam como eu, que provavelmente @ motorista achou que os ciclistas estavam atrapalhando. Tive a certeza que era de amor o que ele/a precisava. Eu sei que você deve estar pensnado: “você mandou amor, mas o que vai mudar? @ motorista vai continuar buzinando para @s ciclistas”. E se eu ficasse com raiva e irritada? Ele ia mudar? Eu apenas estragaria minha sexta-feira. Se é de amor e respeito que precisamos, porque nossas bandeiras são, em sua maioria, baseadas em...
Casada

Casada

Nunca havia pensado como seria estar casada. Dividir a rotina, o tempo livre, os problemas, as alegrias, o teto, a vida, tudo. Antes de casar, pensava em morar com amigos, namorar bastante tempo, de repente. Viajar e morar em vários lugares. Mas os planos não saem como esperamos, as ondas nos trazem surpresas ao longo do caminho. Mas tudo bem! No meu caso, eu poderia dizer que foram as ondas de protestos de junho de 2013 que o trouxeram pra mim. Há exatos 9 meses, fiz a escolha mais certa que poderia ter feito na vida: dividir diária e constantemente a vida com meu marido. Muitos podem pensar que foi precipitado, que a gente foi rápido demais. Mas quando a decisão é a certa, não tem motivos para adiar. Eu – com minhas carências psicológicas, mimos, manias, infantilidade, instabilidade, sonhos e preocupações desnecessárias – fui aceita (isso mesmo: aceita!) por alguém extraordinário que também aceitei. Por alguém que descubro a cada momento. A vida prepara cada coisa. Nunca havia pensado como seria estar casada. Mas acho que assim é melhor, não crio expectativa e, então, aproveito tudo de bom que há por vir, e lido sem frustrações com o que acontece de ruim. Obrigada, meu amor, por esses nove meses juntos (de novo)! Te reencontrar nessa vida é a única coisa que não poderia jamais me escapar; o resto, a gente...
26 completos

26 completos

Percebi que estou para fazer 26 anos. De brincadeira, ia dizer: “para onde foram meus 26 anos? O tempo passa tão rápido”. Tenho um sobrinho 10 anos menos que eu. Comecei a reparar na minha idade, portanto, quando percebi como ele está enorme. Um verdadeiro homem. Então, comecei a prestar atenção em como está minha vida hoje. Quase todos meus irmãos, estão casados – ou, pelo menos, com relacionamentos duradouros. Embora meu casamento tenha sido informal e, de certa forma, considerado um pouco rápido demais, estou vivendo com meu marido e nosso gato, em uma cidade que eu escolhi, longe da minha família. Meu irmão mais novo já está formado há mais de dois anos. Eu me formei há um pouco mais de um ano e logo já estarei pós-graduada. Não imaginava isso há 6 anos. Eu era uma jovem, inconsequente, pensando na faculdade que cursaria, com pouca experiência. Como a vida mudou! Como minha família, meus amigos e eu estamos diferentes e, ao mesmo tempo, estamos tão os mesmos. Tanta coisa aconteceu. Minha vida não foi em vão. Diferentemente de algumas pessoas que veem a vida passar por elas, estou curtindo cada segundo dela. Para onde foram meus 26 anos, então? Eles foram passadas em uma infância muito curtida, que durou até meus 14 anos, mais ou menos, quando eu ainda brincava de boneca (!!!). Eles se passaram pela minha rápida adolescência ingênua e pura, e depois por uma adolescência um pouco mais maliciosa, ainda inexperiente. Ah, e como é bom ser adulta. Poder fazer escolhas, ter liberdade, juntar dinheiro e viajar sem dar satisfação. Como é bom...
Beijinhos aos meus fãs – sou linda

Beijinhos aos meus fãs – sou linda

Vocês já ouviram falar de uma campanha chamada “chega de fiu-fiu”? É uma campanha de conscientização sobre as cantadas que nós, mulheres, ouvimos O TEMPO TODO na rua. Pode ser um fiu-fiu, um “ô lá em casa”, um “noooossa”, um “que gostosa” ou apenas um olhar fixo em nossos peitos, bundas e coxas. Super apoio essa ideia, e luto para que os homens sejam mais conscientes sobre esse problema que atinge muitas mulheres – das mais lindas e saradas até as menos vaidosas. De acordo com meu marido, que não é perfeito, mas é um homem extremamente educado, consciente, respeitoso e do bem, esse tipo de comportamento é de homem idiota e não são todos os homens que são assim. Saber disso me aliviou bastante. No entanto, percebi que os homens não entendem como nós nos sentimos quando somos consideradas pedaços de carne, como se nosso corpo fosse de propriedade pública e que simplesmente seríamos menos revoltadas se os homens guardassem a opinião sobre nós, para eles (ou só comentasse com os amigos, como nós, garotas, fazemos!) e só paquerar e abordar mulheres que estão querendo paquerar em situações adequadas para isso – bares, baladas, etc -, sempre com respeito. Foi então que, semana passada, fui correr de top e shorts e – depois que eu reclamei dessa questão – meu marido me disse que não posso ficar indignada quando os homens idiotas agem assim e que eu não tenho controle sobre o que eles pensam e fazem. Meu pai já tinha opinado que não devíamos ficar bravas, e sim, agir como “obrigada, mas não sou mulher pra você”. É...
Livros que li em 2013

Livros que li em 2013

Em 2013 eu li, pelo menos, dez livros. Talvez eu tenha esquecido de um ou outro, mas aí vai a minha seleção, super eclética. A Profecia Celestina, de James Redfield: depois de 3 anos na fila por indicação de um conhecido e começando 3 ou 4 vezes, em espanhol e em PDF, finalmente comecei e terminei. Este livro mudou minha vida, abriu minha cabeça em diversas áreas. Se você gosta de esoterismo e busca sua evolução espiritual, é muito indicado. Putzgrila! Viagens e amores livros nos anos 80, de Lucio Martins Rodrigues: um livro inspirador sobre uma jovem adulta que faz diversas viagens, em diversos contextos. Seus amores e aventuras que aconteceram de verdade são descritos de uma forma leve e que prende muito o leitor. Fiquei com vontade de sair viajando por esse mundão! My Life in Pink and Green, de Lisa Greenwald: esse livro, até onde sei sem tradução em português, foi escolhido por mim em 2010 para treinar meu inglês. Também deixei ele no armário e esse ano resolvi recuperar. Consegui ler inteiro (o primeiro em inglês que li completo), reforçando, pra mim mesma, minha fluência no idioma. O livro é uma história de uma pré adolescente que tenta salvar o negócio de sua família, uma farmácia/conveniência. A saída que ela encontra é transformar o ambiente em um lugar mais “verde”. É um livro do estilo O Diário da Princesa (Meg Cabot), facinho de ler, história pra adolescente, mas valeu a pena, pois também gosto de escrever esse tipo de história. A Revolução dos Bichos, de George Orwell: mesmo autor de 1984, um dos meus livros preferidos. Essa clássica história conta...
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