Viver

Viver

  Mais que sofrer, é preciso viver a dor. Sofrer é ter certeza que estamos vivos. E nessa hora, todos os clichês são válidos. “O que não nos mata, nos fortalece” ou “valorizamos mais a felicidade quando sabemos o que é a tristeza” e por aí vai. Quem dera, não é mesmo, viver apenas os momentos bons. Pular os ruins. Enjoaríamos, será? Não ficaríamos mais frágeis? Não aprenderíamos menos? Então, vivenciando tudo isso com a maior intensidade possível, consigo começar a entender o que é amadurecer. Não é deixar de sofrer; não é, tampouco, estar infeliz por estar sofrendo. É aproveitar o momento de sofrimento e da angústia, mas mantendo-se equilibrado. Saber aproveitar uma oportunidade, uma volta no bairro, uma ida a um evento especial. Não é entrar em depressão, pensar que o mundo acabou. Sofremos porque perdemos. Perdas existem porque fazemos escolhas. Maturidade é aprender a fazer boas escolhas. Fazemos boas escolhas para o nosso...
Sustentabilidade é moda e é falsa

Sustentabilidade é moda e é falsa

Será que empresas como a M. Officer podem mesmo ter a imagem lavada aos olhos de defensores do meio ambiente e animais? Ontem passei pela loja M. Officer e a olhei com cara de nojo, como sempre faço. A loja vende algumas roupas feitas de pele. O dono, Carlos Miele, não demonstra nenhuma compaixão pelos animais. Ele deu uma entrevista, em 2011, dizendo que os animais de cativeiro são criados para isso e que devem ser consumido por completo, até o osso. Disse ser contra uso de animais selvagens para esse fim e que “se não podemos usar peles de animais de cativeiro, temos de discutir se podemos continuar comendo peixes e carnes”. (peixe é carne, mas ok, ele deve comer só as escamas ou as espinhas, sei lá.) Percebo que a única motivação dele é a lei. Não é questão de poder ou não, senhor Miele. Podemos usar pele e comer carne, mas será que devemos? Pior ainda é trecho do comunicado oficial sobre esse assunto, pois senti que eles fizeram o público de idiota. “Somos absolutamente contra qualquer tipo de maus-tratos aos animais e apoiamos incondicionalmente qualquer solução inteligente, mudanças, leis e órgãos oficiais de controle para as questões que afligem o meio-ambiente e a vida no planeta”. Eles apoiam incondicionalmente mudanças porque sabem que uma mudança mais radical está longe de acontecer. Isso foi ano passado (2010), mas, para mim, nunca vai passar. Foi então que ontem, quando passava pela loja, uma mocinha saiu de lá com uma sacola bege com um grande símbolo de reciclável ao lado: “nossa! que loja sustentável, heim, usando sacolas recicladas!”....
Fim do Intervalo

Fim do Intervalo

Agora, por favor, de volta ao futebol. Engraçado que quando eu decidi me afastar um pouco do futebol, dar um tempo, as pessoas começaram a pensar que eu era fanática. Bom, nunca fui. Só que eu sentia incompatibilidade entre meu sentimento perante ao futebol e o que eu tenho buscado na vida. Depois de 6 meses e 2 campeonatos afastada, aprendi a lição! Do mesmo jeito que eu decidi dar um tempo, volto com toda vontade ao mundo futebolístico, afinal, EU ADORO FUTEBOL! Adoro ir ao estádio, gritar, torcer. Não preciso mais passar vontade! Foi interessante essa minha experiência, valeu a pena, não me arrependo de não ter assistido os jogos. Fiquei ansiosa nos jogos decisivos, igual. Chateada quando não rolou o Paulista, igual. Feliz no jogo contra o Palmeiras, igual. Agora me sinto mais madura em relação a esse tema, mais consciente, mais preparada pra encarar, sem gastrite nervosa, talvez não deixando em paz apenas minhas cutículas! Estou conseguindo até rir das piadas e brincar com os outros times também. Isso não é um conselho para os loucos por futebol, não. Para mim, funcionou assim. Vi que preciso estar de fora para refletir sobre algumas situações específicas da minha vida. Estou compartilhando minha experiência porque comigo foi o futebol, mas pode ser relações, opiniões, escolhas… Elas não precisam mudar, acredito que apenas serem mais...
Educadores Sem Fronteiras

Educadores Sem Fronteiras

Estou fazendo um trabalho sobre o Instituto Educadores Sem Fronteiras, uma escola de ensino complementar para jovens que vivem em vunerabilidade socioeducacional, que não dá diploma e o principal requisito é querer estar ali. Os professores, chamados de Educadores, amam ensinar e aprender também, têm uma disciplina e um plano de aula principal, mas navegam por inúmeros temas até entrar no assunto planejado. Os alunos, chamados de Educandos, têm prazer em conhecer e a presença beira no 100%. Só pode faltar por um motivo muito justo, pois existem muitos jovens interessados. Para vocês entenderem um pouco mais sobre como os alunos se sentem lá, segue um manifesto escrito por eles mesmos. Manifesto dos Educandos Sem Fronteiras 1. Não queremos entrar no labirinto sem paredes, caótico e sem governo onde nos encarceram por seis horas de gritarias; 2. Abrimos mão da nossa condição de robozinhos insubordinados para romper os horizontes da matemática e do português a favor da nossa revolução sem armas; 3. Chega da obrigação das horas trabalhadas e das horas estudadas que nos causam o sentimento de insatisfação e de dor no momento de aprender; 4. Não queremos mais a tecnologia e os livros duelando conosco em salas sem uso, cheias de fantasmas do desejo de conhecer que já não nos motiva; 5. Aqui encontramos a liberdade de exercer nosso direito de dizer: “Sim! Desejo aprender!” ou “Não! Ainda não estou pronto”; 6. Na convivência diária, brilham as estrelas nossas porque já não há distâncias entre educando e educadores. Somos uma comum-unidade dentro de uma sala repleta de possibilidades; 7. O mundo é nossa sala de aula! Não...

Sedução da tragédia

Semana passada resolvi que eu deveria voltar ler notícias, ver telejornal… Há meses me desvio desse tipo de informação. “Que menina chata”, pensei certa vez, “não sei dos assuntos atuais para conversar com meus amigos”. Então, apesar de ter sempre opinião sobre tudo [hehe], achei que poderia ser legal entrar num site jornalístico. Acessei um portal de notícias e variedades, daqueles conhecidos, com muita coisa escrita, publicidade, cores fortes… As notícias que me chamaram atenção foram o filho do cantor Leonardo gravemente ferido e cinco jovens que haviam morrido, os dois casos por causa de acidente de carro. Li a notícia do cantor e pensei, meio triste, “espero que ele esteja bem, que ele se recupere”. Abri a notícia sobre os jovens. Chorei. Fiquei nervosa. Tremi. Pensei que podiam ser meus amigos. Fechei sem ler até o final, eles tinham morrido, não era novela ou outro tipo de ficção, para esse tipo de coisa não existe “Ctrl+Z”. Fechei o navegador depois de me arrepender de ter aberto. Isso sempre acontece comigo. Não sou a mais informada da turma, por que odeio ficar vendo notícia ruim, lendo coisas sobre famosos, assistir programas de TV e me dá agonia de ver como o jornalismo é. Agora pouco cheguei em casa e sentei na sala para carregar meu celular, na TV passava o ex-gordo zoando um gordinho [eufemismo] que havia caído de cara num carro, no quadro de cassetadas. Uma, ao meu ver, sacanagem que já dura décadas [pelo menos umas duas, né?!]. Nunca vi graça nesse quadro, acho que isso é rir da desgraça do outro e muita falta de coisa...

Leia Gênesis que você vai entender

A questão foi levantada por um contato meu do Facebook, que sempre traz questões interessantes a serem debatidas. Não coloco a postagem nem as opiniões se não teria que postar tudo, por causa do contexto. Mas foi interessante. A não ser porque fiquei pensando… E pensar é ruim (brincadeirinha!!!), por que quero respostas que nunca terei. Era um papo sobre religião, Deus e extraterrestres. E aí, se Deus e Anjos são seres extraterrestres, será possível haver outros, tipo alienígenas? Acredito que o objetivo era dar mais a opinião mesmo, nada científico. E uma das opiniões foi que Deus não ia deixar seres espalhados ou “esquecidos” pelo Universo, então pra ela não existia. Apesar do respeito que tenho pela opinião, vejo um buraco nessa explicação, “Leia Gênesis que você vai entender” por que essa resposta me parece muito artificial, mecânica. Acho que não é o que essa pessoa acredita, para dar seu ponto de vista, argumentar e por isso só tem uma resposta, que não vem do raciocínio, sensibilidade e reflexões próprias e sim de terceiros. Acreditar na Bíblia… Se você acredita, faça um esforço a mais para entender o que vou dizer agora: qual é a diferença concreta em acreditar na Bíblia ou em qualquer outro livro, de ficção (mesmo sabendo que o autor escreveu fantasias de sua mente) ou de Ciências (tão bem argumentados)? Acredito tanto em Deus que fico com pena de dizer isso, principalmente por que há chances de ser verdade, da mesma maneira que há chances de não ser. Mas o Deus que eu acredito não me julgará por desconfiar, pois ele me fez assim....
Página 4 de 18« Primeira...23456...10...Última »