Precisamos falar sobre licenciamento ambiental

Precisamos falar sobre licenciamento ambiental

Esse artigo foi publicado dia 27 de novembro no site e facebook do Maramar.   Todos nós sabemos que o descaso com territórios naturais, cheios de vida, gente e histórias, está enraizado no Brasil desde que os portugueses avistaram Monte Pascoal, no litoral sul da Bahia. É uma questão histórica de exploração. Passaram-se 515 anos e nada mudou: ouro ainda é mais importante que vidas. Precisamos falar sobre a aprovação do Projeto de Lei 654/2015, de Romero Jucá (PMDB-RR), que flexibiliza o processo de licenciamento ambiental, e como isso afeta a realidade de todos nós. Há três semanas, aconteceu o maior desastre ambiental da história recente do País, o rompimento das barragens de rejeitos de mineração da empresa Samarco em Mariana, Minas Gerais. Agora, querem diminuir os prazos e as exigências para acelerar o processo de licenciamento ambiental de grandes empreendimentos. Acelerar e desqualificar um processo que já é insuficiente e falho, que não consegue evitar desastres como o causado pela Samarco/Vale. O Instituto Maramar, por meio da Iniciativa para a Governança Ambiental (Programa Ingá), monitora territórios costeiros e acompanha processos de licenciamento ambiental de diversos empreendimentos na região. Atuamos dentro dos processos fazendo sugestões de complementações de estudos e fazendo outras manifestações, colaborando tecnicamente com os órgãos licenciadores e oferecendo insumos para o Estado exigir mais dos solicitantes. Mesmo com tantas vitórias em nosso portfólio, a maioria das vezes o processo burocrático nos engole. Vemos todos os dias nossos companheiros de batalha, moradores e trabalhadores de comunidades tradicionais da região, sendo prejudicados por um ou mais empreendimentos que não consideram a presença daquele povo ou do ambiente natural para darem...

Jantar com a família diminui o risco de envolvimento com drogas entre os jovens.

         Um estudo mostra que os adolescentes que jantam com mais frequência com os pais têm menos risco de fumar maconha, tabaco e consumir álcool. O estudo foi realizado pelo Centro Nacional de Dependência e Abuso de Substâncias da Universidade de Columbia (CASA) e aqui tem um artigo em inglês Family Dinners Reduce Teen Drug Use que vocês podem também dar uma olhada para saber mais.         De acordo com essa reportagem sobre a pesquisa, mais uma vez se provou que manter o diálogo com nossos pais é a melhor maneira de eles nos ajudarem a mostrar o caminho certo. As vezes pode ser um pouco entediante e queremos fazer nosso próprio horário e planos, mas a verdade é que eles, geralmente, são bons orientadores pelo simples fato de quererem nosso bem.          “A mensagem para os pais não pode ser mais clara, com o aumento de americanos de 12 anos ou mais usando drogas, é mais importante que nunca sentar para jantar e conversar com seus filhos sobre suas vidas, seus amigos, escola. Apenas conversar”, diz a diretora de marketing da insituição que foi feita a pesquisa, Kathleen Ferrigno… Meu objetivo aqui é aconselhar que você contribua para que esses jantares aconteçam, não custa nada tentar e pode ser muito...

A imprensa espanhola baseada na entrevista com Josu Mezo

     Conversei com o espanhol Josu Mezo, editor do blog Mala Prensa (em espanhol) e descobri coisas interessantes sobre a imprensa espanhola. Se nós tentarmos, conseguiremos melhorar a imprensa no nosso país. Leia e aproveite as dicas do professor. Quem é Josu Mezo? Ele é licenciado em direito, mestre em ciências sociais, doutor em ciências políticas e professor na Universidad de Castilla-La Mancha, em Toledo, Espanha. Em 2004, criou sua página web para o público que se interessasse por atualidades, notícias, informações, meios de comunicação. De lá pra cá, foi percebendo que quem lê e participa mais ativamente são jornalistas ou pessoas relacionadas profissionalmente aos meios de comunicação. Sobre o blog O blog comenta e denuncia erros que o editor e seus colaboradores encontram ao ler um jornal ou ao assistir um noticiário. A ideia surgiu, de acordo com a descrição da página, por uma obsessão pessoal, que compartilhava com seus amigos, sobre a baixa qualidade da imprensa. Mas não aquela qualidade inferior relacionada à manipulação proposital motivados pela política. Mas sim aqueles erros que os jornalistas não percebem por ignorância, a falta de tempo ou recursos, pela maneira do sistema de produção ou como estão organizados seus meios. Seu blog é composto por detalhes. Pequenos erros da imprensa que dão menos credibilidade ao que deveria ser um serviço público. Manipulação proposital e erros que não deveriam existir Ele me disse que a manipulação proposital é um tema muito discutido e, ele espera, que a maioria das pessoas tem consciência dela. Esse tipo de erro é realmente muito grave e existe muito. Mas há também outros erros importantes, como os que ele aponta...

Hipocrisia, homobofia e (falta de) bom senso no julgamento.

Jovem de 18 anos é preso por beijar garoto de 13 em cinema de shopping   De acordo com lei, o simples fato de um maior de idade beijar um menor de 14 anos está cometendo um crime, o de estupro. Ainda que o menor tenha consentido porque ele não pode responder pelos seus atos. Agora o estudante é criminoso por beijar um menor de idade… Ou será que todo escândalo gira em torno do fato de se tratar de dois homens?   Quando Ana Borges* (22) tinha 13 anos, era uma criança, em contrapartida, suas amigas eram todas ‘mocinhas’. Ana não ficava com meninos mais velhos, suas amigas sim. Ela se considerou “criançona” até seus 18 anos. Segundo ela, depois que entrou na faculdade que começou a amadurecer. Mas suas amigas que eram desenvolvidas não viam problema em sair com caras mais velhos, incluindo maiores de idade. Como a menina amadurece mais rápido que o menino, elas não queriam ficar com meninos mais novos, por serem infantis. Ainda assim, a idade é a mesma “13 e 18”.   O estudante de 18 anos foi preso e, de acordo com essa matéria, acusado de estupro, pode pegar 14 anos de prisão. O rapaz agora é um criminoso. Estuprou o menino quando o beijou no cinema do shopping. Não foi no carro em um terreno baldio e a força, foi em lugar público e com o consentimento do menor. De acordo com a discussão que eu vi no Orkut, o maior foi acusado de estar cometendo ato libertinoso com um menor de 14 anos, que não responde pelos seus atos. E as meninas de essa...

O Museu da História Americana

         Nos Estados Unidos antes da Revolução Industrial existia uma classe de trabalhadores que atuava na rua, como ambulante. O país teve também escravos até 1865, até a Guerra Civil, entre o norte e o sul do país, o primeiro queria que liberdade para os escravos e o último não queria. O norte conseguiu seu objetivo e escravos foram libertados.          O país de Barack Obama foi construído pelos negros enquanto os brancos só ficavam sentados contando o dinheiro, ruim pra sociedade, mas bom para economia. Assim como no Brasil, os negros depois de livres, sofreram muito preconceito, e até hoje sofrem, mas eram eles que sabiam fazer realmente acontecer, fazer o trabalho duro.          Minha professora de inglês nos levou para o National Museum of American History (Museu Nacional da História Americana), onde eu aprendi um pouco disso que acabei de contar. Um museu de entrada franca, financiado pelo governo, com seções variadas: cultura popular, como cinema, televisão e música; uma seção destinada aos presidentes e outra para as primeiras damas; sobre tudo de tecnologia; uma bem grande sobre todas as guerras etc.          Na parte da cultura popular havia verdadeiros tesouros da história, como o sapato de Dorothy, do musical O Mágico de Oz; a roupa do personagem Rafik, macaco padrinho do Simba, no musical O Rei Leão; desenhos originais do Looney Tunes e logo na entrada, esse Dumbo bem grande da foto ao lado.         Tem um espaço, quase um andar inteiro, dedicado à parte científica dos Estados Unidos: biologia, tecnologia, geografia, energia atômica, química em geral…...
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