Pêlos Brancos

              Nunca fui à viagem mais chata que essa. Minha mãe é a protegida do chefe e fomos todos para o sítio dele. Ela fez questão que eu fosse não sei o porquê, ela sabia que eu ia ficar entediada e poderia aprontar. Levei muitos livros, revistas, meu computador e meu Ipod pra ver se o tempo passava mais rápido.               Não tinha ninguém da minha idade, mais próximo dos dezessete só dois pirralhos, um de doze e outro de dez. Não tinha muita gente, só o pessoal do RH da empresa em que minha mãe trabalha. O dono da empresa e sua esposa. O chefe da mamãe, que é viúvo, e sua nova namorada. Mais dois casais que desconheço quem são e o que fazem lá. E o pai das crianças, um dos coroas mais novos de lá e sua noiva, uns dez ou quinze anos mais nova.               Nunca tinha me interessado por homens mais velhos, sempre namorei ou tive casos com pessoas da minha idade ou dois ou três anos mais velhas, não que eu enxergue problema nisso, de jeito nenhum, várias amigas minhas ficam com homens mais velhos – e às vezes até casados – mas comigo nunca tinha acontecido. Quando eu o vi entrando na sala, nem consegui prestar atenção no meu livro porque ele não era bonito como os caras com quem eu saio, mas ele era realmente interessante…               Eu só podia estar louca, pensei na hora. Ou será que era carência... ler mais

Orgasmo natural

              Na tarde de domingo de carnaval, minutos antes do sol se pôr, fui me refrescar do calor quase insuportável que fazia na praia deserta e abafada do litoral de São Paulo. A paisagem se limitava a uma montanha em cada lado do mar com seu horizonte profundo e o céu em três ou qutro tons de azul em dégradé.               Ao mergulhar no mar calmo quase sem ondas, meu corpo se debruçava nele de costas, boiando mesmo contra minha vontade e me acalmava como sempre fazia. Deitada sem pensar em nada, sentia as ondas me beijando e o salgado se assemelhava com o gosto de suor dos impessoais desconhecidos com quem eu faço alguma espécie de amor.               Percebi que as ondas vinham em cima do meu corpo com vontade e paixão, o sol estava se escondendo, parecia envergonhado, mas ao iluminar todas as cores, as realçavam: o verde das árvores das montanhas, os tons de azul do céu e o verde claro da água. Poucos raios restavam para ser testemunha do prazer que estava tendo naquela praia.               Entendi que o mar queria me ter. “Será que não é pecado?” Pensei. Claro que não, a natureza está lá para aproveitá-la. Sentia a água batendo diretamente em cada parte do meu corpo, como se estivesse totalmente nua. Comecei a me oferecer para que o mar me usasse como ele sempre sonhou em usar uma mulher. Estava me sentindo como num quarto de motel, mas a sensação era muito melhor.     ... ler mais

Bloqueio de linha de telefonia móvel.

Sempre achei interessante andar de ônibus por causa das estórias que circulam por lá. Normalmente, não presto muita atenção nos assuntos por ficar lendo e/ou ouvindo música, mas o último papo me deixou com tantas dúvidas, que escutei o máximo que pude e ele me levou ao início deste post. Uma moça jovem, aparentemente com 25 anos, conversava com uma colega, talvez um pouco mais velha: “fiquei sabendo do seu celular, que prejuízo, heim?!”. Num primeiro momento, achei que estava falando do aparelho, mas pelo o que consegui entender ao desenrolar da conversa foi o seguinte: a mulher perdeu seu celular e quando ligou para a central de atendimento querendo cancelar a conta, o consultor teria cobrado uma multa para que isso fosse feito. Como achou um absurdo o valor cobrado, resolveu deixar como estava e comprou outro celular e outra linha, mesmo pagando sem usar a perdida. Tive certeza que não mesmo estava usando a linha quando comentou: “sorte que eles não estão usando mais do que o plano, não tem vindo nada a mais para pagar.” Minha vontade era interferir na conversa dando-lhe informações. Fiquei insegura por ser enxerida e não o fiz. O que fazer num caso como o da moça? O melhor de tudo é manter-se informado (isso pode deixar comigo)! A tecnologia usada na maioria dos aparelhos é a GSM (Global System for Mobile Communications), mesmo no mercado desde os anos 80 em outros países, no Brasil, a operado Tim trouxe apenas em 2001, essa geração já é bem conhecida, mas as pessoas ainda têm algumas dúvidas. Na prática, é uma maneira segura de... ler mais

Esteriótipo de merda!

Foi logo no primeiro dia de aula que reparei nele e quis parecer descolada e de certa forma, desinteressada. Ele era lindo e um pouco mais novo. É claro que beleza é relativa e idade também, mesmo assim, fiquei na defensiva. Eram vibrações que vinham dele pra mim. Ficava nervosa. Suava. Era estranho e engraçado o jeito que a gente passava sem se olhar. Depois de uma semana, nosso primeiro contato foi com o olhar, coisa de 0,5 segundos. E o olhar dele nem me disse nada, foi só uma coisa ‘pára de me olhar, cara’, mesmo assim gelei e tremi. Não poderia ser real, era bonito demais pra ser tão legal. E ainda palmeirense – tinha que ser idiota. Fala sério. Eu e meus preconceitos idiotas. Só porque era um dos caras mais lindos e charmosos da classe, porque ele tinha de ser idiota? O que ele ganharia sendo um idiota, na verdade? Quem foi que disse que todos os meninos feios são legais e porque será que ninguém pensa que eles podem ser bestas quadradas? Eu estava atraída por ele, ele sendo lindo ou não, chato ou legal, burro ou inteligente. Era mais um fanático por futebol, eu pensei. E daí? Eu estava de verdade atraída por ele, independente de, até, conhecê-lo. O que fazer em relação a isso? Mensagem no Orkut? Conversas por MSN ou então falar com ele na sala de aula? Sei lá. Era estranho como eu não queria acabar com a imagem de um menino perfeito e o amor platônico, sabe? A mágica de não saber que o menino mais lindo da classe... ler mais

Como é mesmo?

Eu sempre fico me perguntando o que é gostar de uma pessoa. Não que eu nunca tenha gostado, mas quando a gente não gosta de alguém, parece não se lembrar como é. É como quando eu tenho gastrite, sei como é não ter, mas simplesmente não consigo resgatar essa sensação. Então, vêm os filmes, os seriados e as músicas de amor fofinhas e inspirantes, eu fico esperando que apareçam pessoas legais como na ficção. Se a ficção reflete a realidade, onde está o meu par romântico? Vai um exemplo tolo. Um cara que você sabe que não é dos mais bonitos de todos, mas você ainda assim se sente atraída por ele. Vocês nem se falam muito pela internet, mas quando se encontram se sentem em total sincronia. Sente ciúme em pensar nas outras meninas com quem ele fica. Isso é carência? É só mais um cara que você ficaria? Porque as pessoas simplesmente não caem no nosso colo como parece que acontece na ficção? Como é que a gente faz para a outra pessoa se apaixonar por nós? Como é conhecer alguém com potencial para ter um relacionamento sério, sem se tornarem somente amigos? Como dizer, principalmente para um cara, que você gosta dele, sem se tornar só um brinquedo e ele não usá-la? Como eu digo desde que eu comecei a sentir choquinhos ao ver meninos, é muito mais doloroso não estar apaixonada do que estar. É uma sensação de vazio e dúvida. Se você não está apaixonada, qualquer um pode ser o próximo, e se o próximo não for legal? E se nunca voltar a se... ler mais

amiga é pra isso mesmo.

                No fim de semana, saí com uma amiga para um bar dançante e ela me disse que é lésbica. Eu nunca tinha percebido, ela é muito discreta. Não soube o que dizer na hora, mas não por ter algum preconceito, por que era a mesma coisa se ela tivesse contato que tinha ficado com o cara mais nerd que estudou com a gente no colégio. Uma coisa inesperada, mas normal. Só não sabia o que dizer.                 Eu fiquei em silêncio por um momento, mas não pensava nada demais, mas ela ficava me questionando sobre meus pensamentos e se não ia mudar nada entre nós e é claro que não vai. O que eu sinto por ela é único e nós somos amigas há dez anos, ela é uma das únicas para quem eu corro quando eu preciso e vice versa.                 Ela disse que estava se sentindo mal por ter me contado, que eu não precisava saber. Eu disse que se ela não me contasse, sim, ia ser uma falta gravíssima para nossa amizade, então ela sorriu, tomando mais um drink e olhando a pista. Eu perguntei pra ela porque ela me contou aquilo bem naquele dia e ela me contou que estava namorando. Sinceramente, eu achei a coisa mais fofa que uma amiga pode ter feito comigo. Sabe, provavelmente sou a primeira das amigas a saber sobre sua homossexualidade e sobre a tal namorada.                Ela estava muito incomodada com aquilo e eu por ela... ler mais

Irmã fura-olho

(desculpa, irmã, essa história tem que ser contada pelo bem da nação) Eu era apaixonada por um vizinho quando eu tinha quinze anos, mas ele tinha treze. Eu gostava muito dele mesmo assim e eu achava que ele gostava de mim. Certo dia, ele e outro amigo foram ver televisão lá em casa. O clima estava rolando, o filme começando e deixei minha irmã com eles e fui fazer sei-lá-o-que rapidinho. Quando voltei, estranhamente, ela tinha deitado a cabeça do menino em seu colo. Logo no começo do filme, ouvi uns barulhos de baba e quando olhei pro lado minha irmã e o menino – seis anos mais novo que ela – estavam se beijando. Fala sério, era o menino que eu gostava e era minha irmã lá, ela não devia ter feito isso. Levantei muito nervosa e expulsei os dois meninos de casa, estava incrédula. Fiquei me sentindo idiota. Eu devo ter ficado sem falar com ela por uns dias, enquanto tive que usar óculos de sol pra esconder o olho furado, mas depois simplesmente passou… Se não se pode brigar nem com amigas por causa de homens, imagina com... ler mais

Um pouco de filosofia, afinal.

Há muito tempo que venho pensando em fazer alguma coisa que me fizesse bem. Pensei em como mudar o mundo, e comecei a ler um livro que chama “como mudar o mundo”, é um livro muito bom que trata de “empreendedores sociais”, são pessoas que têm uma empresa ou um negócio que, vou dizer resumidamente para deixar claro, é caridade e sem fins lucrativos. Não é negócio para mim, não para alguém como eu, com essa mentalidade como a minha. Hoje eu assisti uma minissérie baseada no livro “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder. Eu já tinha ouvido falar e pra ser sincera, já tive que ler alguns capítulos para a escola e eu não o fiz. Quando eu vi o DVD na prateleira não consegui negar a mim mesma essa experiência. Parece que o DVD estava exclamando por mim! “Ser ou não ser, eis a questão.” Sabe… “Penso, logo existo”, coisas assim. Falando assim, até parece que eu sou facilmente influenciada por tudo o que eu escuto, e eu entendo quem pensa assim: sou vegetariana, gosto dos filmes infantis que o Disney Channel lança e agora a busca pelo conhecimento de repente nascer por causa de um filme. É que tudo tem uma explicação, inclusive gostar dos filmes da Disney. Tudo é tendência, pelo menos pra mim. Minha professora preferida no colegial? Professora Gabriela, de filosofia! Vegetariana? Sempre houve uma tendência. Camp Rock e Hannah Montana? Ah, isso é outro post, vinte e quatro horas no canal 88 da Sky. Então, eu decidi que ainda quero fazer alguma coisa pra mudar o mundo, e vou fazer mesmo,... ler mais

Ceticismo?

Duas coisas: (1) crer ou não crer no destino e; não importa por qual optar, (2) saber o que fazer com ele. Às vezes fazemos coisas pensando um objetivo, mas quando menos se espera, uma nova situação nos surpreende, talvez até seja mais difícil saber se confiamos ou não apenas no destino. Acreditar no destino, por mais que pareça para muitas pessoas a forma mais fácil de viver, pelo simples motivo de “o que tem que acontecer, vai acontecer”, mas a realidade não é bem assim. Todas as coisas que conquistamos não vêm fácil e não tem que deixar nas mãos do destino, apenas. Se você quer muito encontrar um emprego legal e não procura, não estuda, não aprende e não batalha, quais as chances, mesmo se estiver em seu destino, de encontrar esse tal emprego? Uma das diretrizes que podemos seguir se não confiarmos em destino é lutar sempre pelo o que quer, o que cabe para todas nossas ações na vida, é claro, mas com uma diferença: não confiar no destino nos faz muito mais fortes e perseverantes, já que tudo está em nossas mãos. Se você trabalhou duro para conseguir um emprego bacana, enviou seu currículo para as melhores empresas de sua área e realmente não era seu destino ser isso, você realmente não vai conseguir, sinto muito. Isso sim é destino. O que eu quero dizer não é, de maneira nenhuma, que eu não acredito em destino, porque eu acredito, e isso é o pior! Eu acredito tanto que, sempre que eu perco alguma oportunidade, deixo “nas mãos do destino” até por não ter absolutamente... ler mais

Em outro país…

Conhecer os lugares mais inesperados é maravilhoso, conhecer outras culturas e parar para discutir nossa própria com desconhecidos também. Máximo é chegar num lugar onde você pode fazer o que você quiser sem medo de que as pessoas te julguem. Procurar a paz interior ficando em silêncio no seu canto e ouvir a conversa dos outros, não como fofoca, só para acrescentar seu vocabulário do portunhol e espanenglish. E não pensar no que poderíamos ter feito, o que não deu certo não deu e nada de ficar se remoendo. Legal é poder se conectar com cada lugar que você vai e poder se sentir parte de cada local que se passa, nem que for por apenas um... ler mais
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lancarassim

 

 

 

 

 

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Sou escritora, terapeuta holística, facilitadora de processos de autoconhecimento e estou colocando “Ritmo” em meus escritos (Poesias) e fazendo um RaP disso tudo, um rap no estilo “zen vergonha”, risos.

Eu amo escrever e compartilho meus processos de evolução para que as pessoas se sintam inspiradas a correrem atrás de seus próprios sonhos.  Quando eu escrevo, exponho meu ponto de vista. Minha leitora ou meu leitor não necessariamente concorda comigo e, na verdade, concordar ou não é o que menos me importa.

Quando escrevo, estou fazendo uma terapia. Estou tirando algumas conclusões de assuntos que muitas vezes são inconclusivos. Conclusões essas que posso expandir ou até mudar a partir de uma nova informação ou experiência. Quando escrevo, estou racionalizando meus processos de autoconhecimento e conhecimento do mundo.

Quando eu disponibilizo o que estou escrevendo para que as outras pessoas possam ler, minha intenção é que, se sentirem no coração, reflitam sobre e tirem suas conclusões pelas próprias experiências!

Como terapeuta e facilitadora de processos de autoconhecimento, sou praticante da técnica de cura energética ThetaHealing e criei uma Oficina de Autoconhecimento. Essa Oficina tem uma metodologia exclusiva porque é do meu coração para o coração de vocês, eu mesma desenvolvi a partir de estudos de comunicação (sou formada em Jornalismo), cura energética e reprogramação mental (ThetaHealing e outras técnicas) –  então é bem especial mesmo <3

Essa metodologia chamada Sistema de Gerenciamento de Questões Pessoais propõe um novo olhar sobre um “problema” (questão), com foco na *solução*.

Estou produzindo meu primeiro álbum de música como Gabitopia e logo tratei novidades <3

 

Paz e Luz

Nesta categoria, você encontrará textos sobre minha experiência com a espiritualidade. Como um Ser em evolução, faço aqui as reflexões sobre como me conectar com meu Eu superior e como posso ser uma pessoa melhor no meu cotidiano com minha família, amigos, desconhecidos e nas relações profissionais.

Esta categoria é muito mais genérica e estão os textos sobre comportamento, vegetarianismo e outras reflexões sobre o meu estilo de vida ideal.

Estilo de Vida

Esta categoria é muito mais genérica e estão os textos sobre comportamento, vegetarianismo e outras reflexões sobre o meu estilo de vida ideal.

A categoria mais antiga do blog! Em Crônicas você pode ler todos meus textos cheios de aventura, romance, reflexões e, claro, muito beijo na boca. Tudo escrito com muito carinho, cada crônica escrita no tom e no ritmo que achei coerente para o tema.

A categoria mais nova do site, criada em Julho de 2015.  Segundo Aristóteles, a catarse diz respeito à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama. Neste espaço exponho porque eu me sinto purificada com algumas obras artísticas, por exemplo: músicas, longas ou curtas ou artes plásticas.

Catarses

A categoria mais nova do site, criada em Julho de 2015.  Segundo Aristóteles, a catarse diz respeito à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama. Neste espaço exponho porque eu me sinto purificada com algumas obras artísticas, por exemplo: músicas, longas ou curtas ou artes plásticas.

Em Matérias, publico os textos jornalísticos que produzo de forma independente e livre. Os temas são os mais diversos, inspirados nos últimos acontecimentos ou de temas que são relevantes para mim. Alguns materiais são da época da faculdade em que guardo com muito carinho toda aprendizagem dessa importante fase da minha vida.

Essa categoria foi criada após eu conhecer o campo da manipulação de energia com o objetivo de curar minhas feridas emocionais e fisicas, sanando-as e desobstruindo meus centros de energia para que eu possa cumprir minha missão de forma mais saudável, feliz, em paz e com gratidão. Aqui compartilho o que aprendo.


Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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