Oliver

(antes de ler esse post, leia o primeiro post da série) Era uma viagem longa de dezesseis horas de ida e outras de volta. Fui sozinha com minha melhor amiga e ficamos na casa de uns parentes dela numa cidade longe do centro. Ficaríamos uma semana, chegamos numa quarta na hora do almoço e iríamos embora noutra quinta à tarde. Tínhamos uns catorze anos e estávamos no auge do nosso espírito de aventura! No primeiro dia que chegamos, ficamos um pouco na rua ouvindo música e conversando. Estavam lá, na rua, dois meninos simpáticos que puxaram assunto com a gente. Chamaram-nos para ir a um bar e rejeitamos o convite. Conversamos muito e quando começou a ficar tarde resolvemos entrar para jantar e dormir. Tínhamos resolvido ir ao centro na manhã seguinte. No começo da noite seguinte eles apareceram de novo na rua e fomos andar com eles pelo bairro. Oliver estava encantado por mim, nas palavras dele, por eu ser diferente e descolada. Espantei-me pelo fato de ele ser assim também. Bem bonito, uma conversa bacana, gostava de algumas bandas que eu e minha amiga também. Ele se aproximou mais de mim e ficamos. Todos os dias sucederam assim: eu e minha amiga íamos para o centro de manhã, ficávamos lá o dia inteiro e quando voltávamos, não íamos para a casa direto, tinha uma praça onde passávamos o fim das tardes e à noite ficávamos na rua, em frente a casa. Depois de três dias, ficar com ele não estava mais sendo tão legal. Fui descobrindo que ele nem era tão compatível comigo e ele começou a... ler mais

Jamil

(antes de ler esse post, leia o primeiro post da série) Jamil era bonito, bem bonito. Mais alto que eu uns vinte e cinco centímetros. Arrumava-se tanto para ir à escola que faltava só passar batom. Egocêntrico, carente e narcisista, perfeito para ser personagem principal de uma paixão platônica e relâmpago. Tudo aconteceu tão rápido que eu nem sei por onde começar. Na verdade, o mais importante é que ele tinha namorada e que cada dia ficava mais lindo. Ele era meu colega de escola da sexta série, amigo dos meus amigos. A gente foi se descobrindo totalmente diferentes à medida que conversávamos. Para ser bem sincera, ele era até um pouco irritante. Mas a nossa relação foi fluindo e uma amizade sobressaltou. Papo vai, papo vem… Comecei a ficar cada dia mais interessada nele, mais precisamente na boca dele, a dele na minha e a minha na dele. Não que eu pensasse que ele quisesse, muito pelo ao contrário, a namorada dele era totalmente diferente de mim – inclusive, era uma chata – totalmente linda. Não iria trocar uma dessas por mim. Não à toa, a troco de nada, se não estivesse realmente apaixonado. Parecia que eu não fazia o estilo dele levando em consideração o fato de ele namorar alguém totalmente diferente de mim. É claro que no meu íntimo eu desconfiava que ele sentia atração por mim, culpa de seu joelho apontado toda hora para mim e o jeito que ele me olhava totalmente pedindo carinho. O problema é que eu não fazia o estilo dele e ele também não fazia o meu. Ele era mais... ler mais

Júlio

(antes de ler esse post, leia o primeiro post da série) Eu tinha acabado de fazer 13 anos e nunca tinha beijado ninguém e todas as minhas amigas da escola já. Não que fosse um problema pra mim, eu me preocupava tanto com meus estudos e não tirar nenhuma nota vermelha – para fazer jus a mensalidade altíssima que meus pais pagavam – que esqueci que estava crescendo. Fui perceber o quanto era inexperiente quando conheci Júlio, ele era mais velho e conhecia minhas amigas de classe. Nossas classes eram uma de frente para a outra e foi assim que nos conhecemos e me apaixonei. Ao dar o sinal das trocas de professores, eu pedi para uma amiga apresentá-lo para mim, sempre o achei bonitinho. Ela gritou “Júlio… Vem cá!”, arregalando os olhos três vezes para e apontou com o nariz na minha direção e eu morri de vergonha. Ele se aproximou e pegou na minha mão, passava tanta gente entre nós, dos nossos lados que nossas mãos se soltaram sem querer, o que não foi um empecilho para que, antes disso, ele me conquistasse beijando minha mão e falando que adorou me conhecer. Meus olhos brilharam e eu não ouvi mais nada, nem mesmo as minhas amigas falando comigo, flutuei até minha mesa e só voltei em mim quando eu vi as minhas cinco amigas em volta de mim. Foi uma sensação diferente de todas as outras que eu já tinha sentido. Beijando minha mão fez parecer um conto de fadas no qual eu era a princesa e ele o príncipe encantado. Ele era um pouco mais alto... ler mais

Verdade inútil.

              Tudo o que acontece comigo, nas minhas relações com o sexo oposto, é só diversão. É muito fácil não sentir nada por alguém com quem você se diverte e dorme se essa pessoa for algum amigo seu. O que, na verdade, é bem mais fácil do que fazer isso com algum desconhecido.               Aquelas amizades coloridas, eu estou querendo dizer. Sempre tive mais amizade de homens do que de mulheres. Não vou dizer que isso nunca me prejudicou, mas nada que me tenha enfraquecido ou qualquer coisa do tipo.               O meu único problema é que os meninos são sempre crianças, até mesmo se eles forem mais velhos. E atitudes de meninos são sempre incoerentes. Eu queria que todos os meninos entendessem o que acontece quando eu fico com eles e que não vai ser uma noite que vai nos ligar para o todo o sempre – isso, alguns não entendem.               Um filho talvez ligasse. Ou um amor verdadeiro também. Uma amizade forte, muito mais. Mas uma noite – ou tarde, ou manhã –… Não. Mas os meninos nunca entendem… Não que eu faça questão de manter contato e eles ao contrário, afastar. Mas eu nunca forço nada, então, não precisam fugir tanto como sempre fazem.               Quando penso nos casinhos que eu já tive e dos grandes casos de amor, consigo separá-los totalmente, não confundindo sentimento algum em nenhum momento. Nem nos momento que eu peço para me amarem, de verdade, por uma... ler mais

Lourdinha

Lourdinha costumava se apaixonar por caras que não queriam nada com nada na vida e que só se importavam com a pessoa que seu espelho refletia, foram os caras mais idiotas por quem ela já tinha se apaixonado e, sem dúvida, a fase mais idiota dela. Quando se é adolescente, as pessoas deveriam se apaixonar por caras mais velhos, do último ano, de preferência os repetentes, ou então pelos amigos dos irmãos ou ainda pelos meninos de bandas do colégio. Mas Lourdinha… Ela não conseguia… Ela se apaixonava pelos caras da classe dela, as pessoas – todas – a crucificavam por causa disso, mas ela ainda não conseguia controlar seus sentimentos, mesmo sabendo que talvez pudesse… Um dia. Lourdinha era uma menina bonita. Não a mais bonita da classe, aliás, estava longe disso. Sempre foi meio desengonçada e nem um pouco vaidosa. Ser vaidosa para ela era passar um delineador ao redor dos olhos… E só. Mas ela era realmente bonita. Principalmente para quem a conhecia. Seu problema foi terminar quando conheceu Lucas, seu primeiro namorado. Finalmente achara alguém que risse de suas piadas e que a fazia dormir, por que além de tudo ela tinha insônia. Lucas era bem legal, mas o namoro não chegou a durar um ano e de desfez. Ela ficou triste, mas logo se recuperou. Lourdinha se curou do problema de se apaixonar por caras como os que se apaixonava no colégio porque Lucas era um desses e ela viu que esses não faziam seu tipo. Como lhe falavam no colégio, ela foi descobrir só passando por essa experiência ela mesma – melhor assim.... ler mais

Confusão

Noites são feitas para dormir, eu concordo, mas não quando encontramos algo realmente interessante para fazer como escrever, ler ou ficar na internet. Domingos são chatos e principalmente os que sucedem de sábados e sextas sem nada para fazer. Mas domingos são legais para ficar na internet para procurar um namorado, conversar com os amigos, tão entediados quanto você. E fuçar no Orkut dos outros – eu não tenho detector de visitas, nananana -. Eu, particularmente, uso a internet para montar o cara prefeito: lindo, fofo, gosto musical como o meu, inteligente, de preferência parte de uma banda, ou que cante bem – para cantar para mim –, que goste de balada mas não seja viciado, que tenha dinheiro para gastar na hora de lazer e que estude. Ah! E que goste de gordinhas… Fofinhas… Eu conheço vários homens assim! Juntando vários homens eles se tornam no perfeito. É… Esse é meu problema. Eu não gosto de um tipo especifico de homem, como, os LOIROS. Os loiros me atraem, mas não só os loiros, morenos e ruivos me atraem também. Ou os bonitões. Eu adoro os bonitões, que me atraem totalmente, mas não só os bonitões. Eu sou difícil e fácil ao mesmo tempo. Tanta controvérsia porque quando um gatinho legal dá bola para mim, eu já o transformo no cara perfeito, não necessariamente me apaixono (não me apaixono desde meu último namorado), mas transformo todos pequenos casos nos caras perfeitos. Entendem? Quem me entende? Ah, nem eu me... ler mais

O dia em que perdi.

Já fazia um bom tempo que estávamos saindo. Não era nada comparado aos meus contos de fadas, nada em especial nem para mim e nem para ele. Pelo menos era o que eu pensava que era. Todas as vezes que nos encontrávamos era assim: beijávamos-nos, nos tocávamos e íamos embora, nos despedíamos na frente da minha escola quando ele, ilegalmente, pegava o carro de sua mãe para me levar a tempo antes da última aula acabar, para voltar para casa com meu irmão mais velho “onde esteve no intervalo?” perguntava quando não me via nos corredores “na sala, estudando” mentia. Nunca passava disso, ele sabia que eu nunca tinha feito nada além do que fazíamos como outras pessoas. Ele sabia que não ia ser o primeiro, ele não era o cara certo para isso. Só que estávamos juntos há muito tempo, já sabíamos tanto da vida do outro que nem precisávamos ficar conversando por que não tinha nada do que falar. Então, um dia estava muito carente e a primeira coisa que me passou pela cabeça foi ligar para ele. E eu não sabia por que. Eu tava brigada com meus pais e perguntei se podia ir a casa dele, ele estudava a noite, então mataria mais uma aula. Ele até disse que sim, mas num tom nenhum pouco animador. Eu não sei por que querer ele e não, por exemplo, minhas amigas. Eu realmente não sabia da onde essa vontade vinha, fui a casa dele e, naquele dia chegamos até o fim e não foi ele que ficou insistindo. Ele me levou para a escola na hora do... ler mais

Ah, não

Por que as coisas têm que ser do jeito que são? Complicadas, eu quero dizer. Por que não é assim, eu escolho com quem quero ficar e a pessoa fala “É claro! Vamos nos beijar.” É claro que não pode ser assim, imagina a confusão que iria ser, sabe, eu quero te beijar, você quer beijar a Carol, a Carol quer beijar o Renato, que quer beijar a Ana, que só quer beijar o Felipe e ele quer beijar a Angelina Jolie, todos iam ter que beijar duas pessoas, menos eu e a Jolie, por que ela não ia TER que beijar outro por que ela tem o Brad e por que ela é a Jolie. E eu por que ninguém quer me beijar na lista. E é pior quando a pessoa tá carente, por que a pessoa carente quer beijar qualquer um, e as pessoas são más com as pessoas carentes. Mas pensando naquele projeto de todo mundo ficar com quem quiser, a Jolie fica com o Brad, mas ele ia ter que querer ficar com outra pessoa, sabe para a história ficar legal, e quem sobrou “heterossexualmente” falando?... ler mais

Ligação

Ele me ligou, e disse calmamente “oi, tudo bem? Você me ligou?” e eu respondi “hum, liguei sim” – comecei a acelerar o ritmo da fala – “sabe, aconteceram algumas coisas que acho que estão impedindo de ser feliz. Algumas coisas que hoje me fazem fracassar por não ter dado no certo no passado. Eu sei que é egoísmo, aliás, sou muito egoísta, por que eu realmente nem quero que você pense de mim algo diferente do que você já pensa, eu não quero me desculpar por que eu não tenho culpa de nada! Estou ligando para todas as pessoas para quem posso ter feito algum mal… E quero dizer para essas pessoas que isso esta me atrapalhando. Então, preciso me libertar disso falando nisso. Entendeu?” Respirei. Ele respondeu: “Nada.”, atordoado. “Nem eu. Só queria ouvir sua... ler mais
É o que eu quero

É o que eu quero

Ai, ai, ai, estou tão saudosa ultimamente. Sabe do que eu sinto falta? Do frisson que sentia há alguns anos. No colégio, por exemplo, eu me apaixonava muito fácil! Era como se eu nunca estivesse livre desse tipo de calafrios e sentimentos fofos. Eu devo admitir, eu realmente sofria com todas as rejeições que eu sofria, mas não era tão ruim assim. Estou com vontade de me apaixonar, o que não acontece de verdade desde meu ultimo namorado. Estou confusa, não consigo entender o que acontece com meus sentimentos, mas uma coisa eu sei: pior do que sofrer de amor e/ou dor de cotovelo, é sentir esse vazio que eu estou sentindo. Deus, por favor, me traga um cara legal para eu me... ler mais
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Confira meu Single A Resistência das Minas

 

Sou escritora, terapeuta holística, facilitadora de processos de autoconhecimento e estou colocando “Ritmo” em meus escritos (Poesias) e fazendo um RaP disso tudo, um rap no estilo “zen vergonha”, risos.

Eu amo escrever e compartilho meus processos de evolução para que as pessoas se sintam inspiradas a correrem atrás de seus próprios sonhos.  Quando eu escrevo, exponho meu ponto de vista. Minha leitora ou meu leitor não necessariamente concorda comigo e, na verdade, concordar ou não é o que menos me importa.

Quando escrevo, estou fazendo uma terapia. Estou tirando algumas conclusões de assuntos que muitas vezes são inconclusivos. Conclusões essas que posso expandir ou até mudar a partir de uma nova informação ou experiência. Quando escrevo, estou racionalizando meus processos de autoconhecimento e conhecimento do mundo.

Quando eu disponibilizo o que estou escrevendo para que as outras pessoas possam ler, minha intenção é que, se sentirem no coração, reflitam sobre e tirem suas conclusões pelas próprias experiências!

Como terapeuta e facilitadora de processos de autoconhecimento, sou praticante da técnica de cura energética ThetaHealing e criei uma Oficina de Autoconhecimento. Essa Oficina tem uma metodologia exclusiva porque é do meu coração para o coração de vocês, eu mesma desenvolvi a partir de estudos de comunicação (sou formada em Jornalismo), cura energética e reprogramação mental (ThetaHealing e outras técnicas) –  então é bem especial mesmo <3

Essa metodologia chamada Sistema de Gerenciamento de Questões Pessoais propõe um novo olhar sobre um “problema” (questão), com foco na *solução*.

Estou produzindo meu primeiro álbum de música como Gabitopia e logo tratei novidades <3

 

Paz e Luz

Nesta categoria, você encontrará textos sobre minha experiência com a espiritualidade. Como um Ser em evolução, faço aqui as reflexões sobre como me conectar com meu Eu superior e como posso ser uma pessoa melhor no meu cotidiano com minha família, amigos, desconhecidos e nas relações profissionais.

Esta categoria é muito mais genérica e estão os textos sobre comportamento, vegetarianismo e outras reflexões sobre o meu estilo de vida ideal.
Estilo de Vida

Esta categoria é muito mais genérica e estão os textos sobre comportamento, vegetarianismo e outras reflexões sobre o meu estilo de vida ideal.

A categoria mais antiga do blog! Em Crônicas você pode ler todos meus textos cheios de aventura, romance, reflexões e, claro, muito beijo na boca. Tudo escrito com muito carinho, cada crônica escrita no tom e no ritmo que achei coerente para o tema.

A categoria mais nova do site, criada em Julho de 2015.  Segundo Aristóteles, a catarse diz respeito à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama. Neste espaço exponho porque eu me sinto purificada com algumas obras artísticas, por exemplo: músicas, longas ou curtas ou artes plásticas.
Catarses

A categoria mais nova do site, criada em Julho de 2015.  Segundo Aristóteles, a catarse diz respeito à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama. Neste espaço exponho porque eu me sinto purificada com algumas obras artísticas, por exemplo: músicas, longas ou curtas ou artes plásticas.

Em Matérias, publico os textos jornalísticos que produzo de forma independente e livre. Os temas são os mais diversos, inspirados nos últimos acontecimentos ou de temas que são relevantes para mim. Alguns materiais são da época da faculdade em que guardo com muito carinho toda aprendizagem dessa importante fase da minha vida.

Essa categoria foi criada após eu conhecer o campo da manipulação de energia com o objetivo de curar minhas feridas emocionais e fisicas, sanando-as e desobstruindo meus centros de energia para que eu possa cumprir minha missão de forma mais saudável, feliz, em paz e com gratidão. Aqui compartilho o que aprendo.

Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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