Veja sobre o Gabitopia De 2005, quando eu comecei a escrever, até hoje, muitas ideias foram colocadas nesse blog. O conteúdo dos posts retratam minha caminhada, a passagem da adolescência para minha fase adulta. Alguns conceito mudaram, outros amadureceram e muitos novos estão por vir. O Gabitopia é um blog de crônicas, opinião, pensamentos, reflexões, debates, etc. Qualquer texto que me dá vontade de escrever está aqui. Hoje escrevo muito mais sobre espiritualidade, meditação, estilo de vida, relacionamentos, etc. O blog Já tem mais de 270 postagens e mais de 17 mil visualizações. Seja bem vind@ ao Gabitopia!

Grande Roda de Cura entre irmãs

Esqueça as mentiras que temos que lidar
o véu da ignorância não pode nos parar
Compartilhamos feridas e plantas medicinais
Nos entendemos apenas por sinais
Sem inveja, cada uma original
Juntas somos fortes, conexão mental

Eu sou você e você sou eu
Ontem, hoje… eternamente Deus
Ou deusas!
Louvadas sejam nossas irmãs!
Hoje entendo o que é SORO-ridade
transcendemos a fraternidade

Elas andam comigo todo o tempo
Desde pequena, tínhamos nosso templo
Ao Sul, as estrelas pareciam purpurina
Sinto até hoje aquela adrenalina
Ao norte, sóbrias como poucas
Éramos todas virgens e loucas

Me pergunto se ajudei suficiente
Será que eu tinha todas elas em mente?
Será que algumas foram obrigadas?
Abusos, violências, subjugadas
Medo de estar nas estatísticas
Nos maltratam apenas por características

A mim, boicotam, não me ouvem ao cantar
e isso só aumenta meu medo de falhar

Mas canto o que tá no coração
O boicote é por uma razão
– pra eles, sou extremista,
Logo, tu, machista?

Só querem a gente quietinha
Mas já cantei EU NÃO,
Eu Sou,
Eu fui,
Eu posso
Eu sou você e você sou eu
Ainda que não me reconheça
Que talvez doida eu pareça

Somos inimigas?
Não!
nem precisamos ser amigas
Quem sabe não silenciar,
Não ter medo do que eles vão falar
Basta não incentivar a covardia
Podia ser sua mãe, sua avó ou sua tia
Quem tem culpa? ele! que devia ser fiel
Ela não, a quem também prometeu o anel.

Estética, padrão. Manipulação.
Querem incentivar a competição.
Mas não, irmãs, isso é conto do vigário
Fala sério, eles que são muito otários
Sou pequena, tenho muito a aprender
Só sei onde vão realmente me acolher

Se minha frequência é o que atrai
Me orgulho, me sinto uma samurai
Olho em minha volta,
elas estão aqui, sou grata
Devo ser muito foda
Pra merecer integrar aquela roda

Menina ou Menino?

Menina ou menino,
Quero saber!
Rosa ou azul?!
Vestido ou boné?!
Princesas ou herói?
Não. Nada disso.
Menina ou menino, quero saber!
Ana Luz ou Ângelo, quero te tratar pelo nome!
XX ou XY, são as reais diferenças.
A forma que vou te tratar,
Por nossa sociedade ser tão estranha
Vai mudar, sim.
Mas não te diminuirei se for menina,
Não te deixarei usufruir de tanto privilégio se for menino.
Se for menina, te farei livre e empoderada.
Se for menino, já terá esse tratamento na sociedade,
Então te ensinarei honrar o feminino em você.
Te ensinarei, se for menina, a exigir equidade de direitos,
Te ensinarei, se for menino, a abrir mão de regalias em prol dessa equidade.
Se for menina, não será limitada apenas a sua beleza.
Se for menino, não será diferente.
Independente do sexo,
Você será orientado pra ser sua melhor versão.
Independente do sexo,
Você será orientado a se amar.
Independente do sexo,
Te orientarei a se conhecer,
Se conectar com o divino em você.
Independente do sexo,
Te orientarei a ser uma pessoa digna,
Independente,
Coerente, autodidata, mão na massa.
Independente do sexo,
Terá liberdade pra escolher seu próprio destino.
Terá liberdade pra andar como quiser.
Terá liberdade pra se expressar da forma que preferir.
Vou te deixar ser quem veio ser.
Talvez eu falhe, como ser humano,
Posso errar com você.
Talvez eu projete algo ruim em mim, em você,
mas prometo me esforçar pra ser uma boa mãe.
Menina ou menino?
No meu ventre carrego um bebê com cromossomos XY
Bem-vindo Ângelo!!!

Hoje pela manhã

Minha única pretensão
É poder transbordar gratidão
Entender que tudo tem seu motivo
Amar sem precisar de crivo
Guardar só os melhores momentos
Aprender com os tormentos
Estar próxima ao mar,
aprender a perdoar.
Voar. Voar. Voar.
Ser a melhor que eu puder ser
Sem comparar com você.
Amar. Amar. Amar.
Alma livre, peso pena
Renovação, compaixão, mente serena.

Às que literalmente deram as costas

Cadê?

Cadê as manas pra fortalecer?
Quando pego o microfone, os manos darem as costas já to acostumada
Mas das minhas manas, não esperava essa paulada.
Sororidade é tá ali incondicionalmente
Aplaudir e gritar, vibrar alegremente
Empoderamento é dar pro outro o poder
Ninguém já é tão poderosa que só precisa aparecer
Quando viram as costas, aquela vibe muda
Vai subindo aquela angústia, quase fico muda.
Tô ligada que ninguém tem nenhuma obrigação,
mas ao menos não me venha com aquele sorrisão.

Me faz questionar se o problema sou eu que não tô pronta
Ou se elas que ainda não se deram conta
Cada mulher ali na frente valorizando a outra
CONTA.

Cadê as manas que comentaram que estaria presente?
Cadê as minas, ali na frente?
Na hora de ouvir os manos improvisarem: “do caralho”
Mas não estavam na apresentação do meu trabalho
Não tem desculpa, bater palma e olhar pra artista no fim de cada canção
É o que faz sorrir nosso coração.

Eu bem vi as manas que tão sempre ali
Pulam, cantam, fazem barulho pra eu ouvi
Bem……..
Até parece que tô valorizando mais as que não ficaram até o fim
Do que aquelas que ouviram e sorriram pra mim,
Eu valorizo! Não quero que essa imagem se concretize
Na verdade, são elas que vão fazer que a ferida cicatrize.
Agradeço a cada homem e mulher ali no galpão
Que ouviu minha alma em livre expressão.
Confio plenamente na minha arte
Dispersar o público também faz parte.
Bom pra saber quem valoriza meu trampo que tá longe de ser só um esboço.
Minha carreira, meu suor e esforço.
Ninguém é tão empoderada que vive só de espaço
Mas vou criando meu público passo a passo.
Dos macho, o boicote previsto tava
Mas confesso que das minas, não esperava
Feminismo, apoiar a mana, é questão de consciência,
No mais, vou seguir de qualquer maneira expressando minha essência.

Verbos

Lute, mas lute contra suas próprias fraquezas
Atue em comunidade, para impactá-la positivamente.
Olhe, mas enxergue além das aparências.
Trabalhe, mas tenha objetivos bem estabelecidos.
Purifique-se e entre em contato com suas próprias sombras.
Ame muito mais além do que você acha que é possível.
Gere valor para as pessoas ao seu redor.
Busque sabedoria no autoconhecimento.
Conecte-se com a natureza.
Permita-se experimentar o milagre de estar vivo.
Flua como as águas
Transforme-se como o Todo
Eternize-se como Deus!

Decidida a superar

Cancelado!
O sentimento foi boicotado!
Eu não vou esperar
Seu coração desbloquear
Se até hoje não aconteceu
De tanto que já até pareceu
Não vou mendigar mais
Tudo que eu mereço é paz
Eu não vou te esperar
De repente decidir me amar
Algo me prendia
A esperança que você se renderia
Mas estou decidida a superar
A mim mesma, me amar

Motivação

Encontrar minha essência
Trabalhar com paciência
Profundidade na missão,
Estratégias com visão
Desanimar faz parte,
Viver é uma arte
Alinhada com propósito
Em breve chega o depósito
Sempre pode melhorar
Obstáculos podem impulsionar
Foco na ação
Sem reclamação
Não é tentar, talvez
Com motivação, é a minha vez

Dúvidas

Por que não conseguimos amar mais?
Por que não conseguimos tolerar quem nos faz mal?
Por que não conseguimos aceitar com plenitude?
Por que temos tantos obstáculos pra ter paz?
Por que a paciência é tão seletiva?
Por que os sentimentos ruins nos impulsionam?
Por que as questões sociais nos afetam tanto?
Por que parece que estamos competindo pra ver quem sofre mais?
Por que estamos aqui, nesse terreno tão hostil, nós que queríamos amar mais?
As perguntas são mais importantes que as respostas.
Até quando?
Pra que?
Por que eu estou sob essa condição?
Por que? Pra que? Em que?
Liberdade!

Eu e ele

Eu e ele
quebramos minha cama
Conversamos sobre terra plana
Era amor, minha casa ele varria
Ele conseguia ter empatia
Ele peixe, eu timão
Uma hora terei que abrir mão.
Me abraçou, me marcou
Me conquistou,
Me deixou.
Não sabe me dizer não,
Mas diz sim em vão.
Ele me inspira,
É tão triste quando se retira.
Ele não está aqui,
Ele não está nem aí.
Eu o deixo ir.
Um dia vou pensar nele e só sorrir.

Eu não quero ser você

Eu sou eu
Mas você acha que eu sou você
Sou uma parte sua
Que você rejeita
Que você afasta e não respeita
Prefere não conhecer
Mas hoje vim por nós aqui interceder

Você me fez me sentir “a Mais”
Mas sempre foi o melhor dos pais
O mais grave bullying vem de casa
Agradeço e hoje já regenerei essa minha asa

Sempre soube da semelhança
Não é questão de herança
A buscar meu centro
Vi que a briga vem de dentro

Você sempre foi exemplar,
Só não precisava exagerar
me sentia diminuída,
Eu não tinha consciência.
Era sutil, não tinha violência
Me sentia sem importância
Isso me levou a militância

Aqui só tem amor
Superei tanta dor!
Mas até que ponto a conexão
Depende da outra parte ou não?
Eu não sou a única na relação
A outra parte tem que querer aproximação
Algo nos afasta, nem sei
Foi por isso que apelei…

Eu aposto que sou a sua
Maior sombra também
Talvez desde neném
O que devo ter te feito,
Pra tanta falta de respeito?
Aos 11 e aos 15 nem sabia me defender
Você gostava de que?
De me ofender?
O pior bullying foi em casa,
Sei que não sou o que me disse
Mas tu é palhaço?
queria que eu risse?
Eu era criança
Quando tirava sarro de tudo que era meu,
Nunca foi violento,
você me explica então porque doeu?

Nunca entendi porque o sistema
não gostava de mim
Mas se nem meu Velho
me valorizava tanto assim,
A errada devia ser eu.
E assim tudo isso sobreviveu!
Me fortaleci, me orientei,
Me descobri !
Eu ser foda era seu desejo!
Aproveitei todo e qualquer ensejo
E quando fui atras de quem sou,
E vi que NISSO, você errou!
Me curei,
Me emancipei!

Aceito, honro e agradeço meus pais!
Tenho Aprendido demais,

Você pra mim é maravilhoso!
Errar é humano
e continua sendo vitorioso,
Nada tira sua honra e glória.
Mas você podia rever toda essa história.

Hoje eu
Não sei exatamente
Quem eu sou,
mas sei quem não sou
E o que quero ser
Desconstruí e descobri
Muita coisa sobre nós!

Ainda há muito que curar
E agora é sua vez de desatar os nós!

Sinto que o pior dos
bullyings foi em casa
Do meu próprio provedor
Tão sutil,
Você sempre foi meu salvador

Mas se liga na visão,
Na lição,
Sem mágoa e rancor
Porque arte é só amor

Se você sou eu,
me conhecendo,
Entendi várias fita sobre você
E por isso vim aqui interceder

Te mandei uma matéria sobre assédio
Você muito inteligente e sagaz
Disse que fosse você,
Xingaria o rapaz
E que essa simples ação
levaria ao fim da minha reclamação

O fim de toda dor da minha vida
Até porque a vida é simples,
Ao seu ver.

Mas pra mim,
Não! Não, nada a ver.

Aí.. pensei aqui..
minha realidade
É da sua bem diferente
você tá disposto a me conhecer
Realmente?
Eu amo você.
Eu compreendo você.
Eu respeito você.
Te convido a repensar
E estabelecer a paz em nosso lar!

Você me fez me sentir “a Mais”
Mas sempre foi o melhor dos pais
O mais grave bullying vem de casa
Agradeço e hoje já regenerei essa minha asa

Sinto muito pai
Eu te amo pai
Pai me perdoe
Pai eu sou grata

Ego Espiritual: uma santa nervosinha?!

Nos últimos tempos, algumas pessoas questionaram se eu ser “espiritualista” e “feminista” ao mesmo tempo não seria uma contradição. Bem… Sim! Talvez, aos olhos treinados, condicionados e cheios de esteriótipos, seria uma contradição eu ser alguém que “odeia homens e acha que as mulheres devem dominar o mundo” versus uma “Santa que aceita tudo o que lhe acontece, incluindo agressões físicas e psicológicas, com extrema paciência”.

Para essas pessoas, por eu ser espiritualista, deveria ser imune de opressões e sofrimento, e apenas ficar rezando por melhorias e agradecendo meus privilégios. Enquanto uma feminista sairia às ruas pedindo morte a todos os homens. Mas não, por incrível que pareça, eu me dou o direito de ir contra os esteriótipos que querem perpetuar dessas duas características que nessa vida me faz ser o indivíduo que sou.

Sou feminista, sim. Sou espiritualista, também. Uma coisa não anula a outra, ao contrário, me fortalece e eu sou livre pra viver a vida como quero e, mesmo que questionem a legitimidade disso tudo, eu sou livre pra ser quem eu quero ser – mesmo que, para preconceituosos, eu pareça hipócrita.

Então, resumindo: não! Não é contradição ser espiritualista e feminista ao mesmo tempo. Bem, na verdade, ser feminista só significa que eu percebo (na pele) a opressão que mulheres sofrem diariamente, percebo que existem atitudes que fazem com que as mulheres sejam diminuídas perante a sociedade e entendo que isso tudo é uma construção muito sutil, embora estrutural. O feminismo me faz enxergar tudo isso com muito mais clareza e também me traz a possibilidade de trabalhar em cima disso por uma mudança, ainda que pequena.

Um exemplo óbvio de nossa sociedade machista foi o caso da mulher que foi surpreendida com uma gozada no pescoço em pleno transporte público e o juiz não ter considerado estupro, alegando que não houve violência nem constrangimento. É porra na cara de toda sociedade. Enquanto gritamos que não aceitaremos mais isso, o sistema diz que estamos exagerando, que não foi “nada demais”. É claro, porque não foi com ele.

Ser feminista não significa que eu odeie homens ou que acho que as mulheres deveriam dominar o mundo. Diminuir o feminismo a isso é um boicote óbvio do próprio machismo, só não vê quem não quer. O próprio machismo encontra motivos pra deslegitimar o movimento feminista, inventando, distorcendo e exagerando fatos. O próprio machismo deslegitima a luta das mulheres ao dizer, por exemplo, que só pode ser feminista quem estuda toda a teoria e povos antigos. Antes disso, não podemos nos dizer feministas. Antes de entender toda a teoria, todas as vertentes, todos os movimentos e também suas contradições eu não poderia me dizer feminista, eu deveria ficar quietinha estudando e ouvindo os próprios homens, que distorcem e descontextualizam tudo que vivemos.

Eu estou aqui, na Terra, fui oprimida a vida toda por homens ao meu redor, tinha feridas emocionais profundas geradas por pessoas da minha própria família, de quem deveria me proteger e me amar. Mas sempre fui incompreendida e, por isso, deslegitimada.

Mesmo com tanta dor, me pediam paciência e compaixão o tempo todo, mas bastava eu dizer algo que eles não entendiam para usarem, em minha direção, nomenclaturas com a única intenção de humilhar e desestabilizar. Argumentos tão estúpidos como “sempre foi assim e sempre vai ser” ou ainda “tem funcionado assim desde que mundo é mundo, porque você quer mudar agora?”. Tem funcionado pra quem?

Entendi que quanto mais eu encontro argumentos para sustentar o que eu digo, mais opressão sofrerei, simplesmente porque as pessoas, incluindo eu, tentem a querer manter as coisas como estão, por praticidade. Quanto mais forte a mulher feminista, mais forte o machismo em sua direção, exatamente pra desestabilizar. Além disso, homens vão querer manter os privilégios que eles mesmos alimentam boicotando o feminismo – como o direito que eles acham que têm sobre o corpo da mulher ou o direito que eles acham que tem de nos usar para servir.

Quanto ao meu espiritualismo, não anula, de forma alguma, minha percepção do mundo como é. Aliás, só torna cada vez mais legítimos meus pontos de vistas, pois me deixa muito mais conectada com o Todo e com cada vez mais empatia, pra conseguir sentir o que o outro ser humano passa, mesmo sem sentir na pele o sofrimento.

Minha espiritualidade veio de um vazio interior muito grande, em que nada fazia sentido, por que eu mesmo com tanto privilégio, não conseguia estar em paz. Eu sentia a dor de todo mundo.

Aconselhada por minha mãe, fui procurando mais sobre Deus independente de religião e percebi quantas coisas existem sobre espiritualidade e energia. Sobre a cosmo consciência. Sobre autoconsciência. Percebi que se eu quero mudar o mundo, tinha que começar por mim mesma.

Processos de autoconhecimento foram essencial pra encontrar a Deusa que habita em mim, e também o Deus. Percebi que sou um ser espiritual em uma jornada na Terra, e esse tempo aqui deveria ser aproveitado pra cumprir algumas missões, que poderia ser qualquer uma, mas entendendo sobre minha vida até aqui e família, percebi que tudo me preparou para que eu fosse feminista e ativista dos direitos humanos, em busca de uma sociedade mais justa e evoluída. Também percebo o quanto eu nasci em um ambiente propício a me tornar muito agressiva, por sempre ter me sentido desrespeitada em meu próprio lar e que isso também seria minha lição: aprender a ter mais compaixão e paciência. Mesmo diante de opressores, ser amor, compaixão. Essa foi uma das primeiras lições que o feminismo e o espiritualismo, juntos, me proporcionaram: o machismo é uma limitação do ego de quem pratica e não preciso perder minhas forças por conta dele.

Há anos estou nesse caminho e me conforta. Sempre fui feminista, mas nem sempre de forma consciente. Eu também já reproduzi muito o machismo e até mesmo a misoginia, mas tudo porque eu tinha sido condicionada a isso pela sociedade. Quanto mais consciência eu tomo de minhas atitudes opressoras, mais eu posso deixar de praticá-las. Estar no movimento feminista também me fez ter consciência dos meus próprios privilégios para que eu procure não oprimir também.

O feminismo me fez me dar conta que eu também posso ser opressora, e isso me fez desenvolver ainda mais minha capacidade de amar de forma incondicional e sentir compaixão.

Eu sempre foco no equilíbrio entre o ser espiritual que Eu Sou e a missão do meu ego. Pra me manter espiritualmente conectada eu procuro não me alimentar de energias negativas, pensar positivo mesmo em momentos ruins e também praticar o bem.

Pra entender a missão do meu ego, me pergunto sempre: por que eu nasci eu? Por que tenho esse nome? Por que vim com esses pais e irmãos? Por que com as experiências de nômade que tive? Por que tive todos os privilégios que eu tive? Por que com um pai extremamente opressor, conservador, distante, questionador e que não parece tentar me entender de verdade? Por que vim com uma mãe, por outro lado, aberta ao novo, amorosa, tolerante, compassiva, amiga e compreensiva? Por que eu testemunhei tanta opressão a vida toda? Por que eu consigo perceber que existem pessoas que sofrem mais opressão do que outras?

Hoje, colocando em perspectiva, tudo faz tanto sentido pra mim! Eu aprendi tanto, tenho aprendido tanto por conta das condições em que vim, acredito que tudo faz muito mais sentido do que eu podia imaginar.

Normalmente eu me sinto tão frágil, mas também penso que foi me dada uma responsabilidade tão grande de cuidar de mim mesma, e do mundo, que talvez eu apenas tenha sido condicionada a me sentir frágil, e isso nem deve ser uma verdade absoluta.

Esses dias eu meio que continuei uma conversa num vídeo do YouTube em que, em nenhum momento, ofendi ninguém. Nenhum momento, xinguei ninguém. Só que disse que aquilo era o próprio machismo, e isso foi super ofensivo para os caras que juram que não são machistas. Mas todos caras que comentavam estavam realmente dispostos a tentar me desestabilizar, dizendo que conversar com feministas é como jogar xadrez com pombo (bagunçam e cagam em cima), ou ainda dizerem que eu não tenho inteligência suficiente ou ainda, um homem dizer: “quanto mais explicamos que o feminismo não presta, menos elas entendem“, como se realmente precisássemos de um homem (que é contra o movimento, ainda por cima) nos explicando incansavelmente o que é feminismo e dizendo que “não é machismo, é sexismo”. Por fim, um deles me disse pra eu falar UMA coisa que faz o feminismo ser bom, e eu respondi que que uma das coisas boas do feminismo é eu ter desenvolvido compaixão por esses seres que ainda não percebem suas próprias atitudes opressoras. Nesse caso, a junção do feminismo e do espiritualismo me faz detectar atitudes opressoras sem me desgastar e a prática do diálogo me faz desenvolver argumentos sólidos que, com paciência e resiliência, me ajudam a despertar quem está preparado e tem intenção de ser alguém melhor, de oprimir menos.

O feminismo jamais será bom pra quem se beneficia com o machismo – os próprios homens machistas e mulheres que estão sendo protegidas, de certa forma, por essa estrutura. Isso não significa que o feminismo é negativo, apenas vê nessa perspectiva quem não compreende e, pelo visto, não quer entender. Às vezes homens me faltam com o respeito porque alegam que eu faltei primeiro: acusando-os de machistas. Uma distorção da realidade, porque apontei o machismo já que me senti desrespeitada. Um ciclo vicioso que, apenas quem tem mais consciência nesse tema, acaba tendo que ser a pessoa que corta esse ciclo. No fim, resolvi responder a todos que insistiam em comentar tentando me humilhar: você está certo.

Mas, olhando pela cosmo consciência, como eu poderia ter a missão de combater o machismo através da luz do feminismo, se ele não existisse? Então concluo, por ora, que me entender como um ego que foi machucado pelo machismo e que encontrou, no feminismo, a cura, me faz um espírito livre e maduro de verdade. Não importa o que os outros falam, eu não preciso ser santa nem odiadora de homens, eu preciso continuar sendo eu mesma, o mais autêntica possível.

Feminista também erra

Tudo começou porque ele disse: “acho bom você…” qualquer coisa. E eu quis apontar que discurso de um homem para uma mulher “acho bom você fazer…” era bem escroto para mim. E aí a coisa se agrava, porque “as pessoas estão tão loucas que não conseguem fazer nenhum tipo de reflexão”
.
Mas e aí, será que eu não posso tá errada e realmente ter errado com ele?
Não sou uma feminista perfeita, mas sou a melhor que posso ser.

Recebo muita crítica de macho #chateado com meus posts, mas nem percebem que estão manifestando seu machismo, porque eu estou sempre fazendo um trabalho consciente e fundamentado, e eles não ligam, só querem estar certos – quando atinge o ego deles, eles não gostam, são duros comigo.

Os machistas estão tão loucos que não conseguem fazer nenhum tipo de reflexão sobre o que uma feminista diz.
Mas…. Porque enquanto eu tô falando sobre feminismo num ponto de algo que eles se “beneficiam” gostam (liberdade sexual, por exemplo), mas quando vou falar da atitude machista ou da reprodução do machismo deles, eles não gostam?

Visto que recebo muito Feedback do público, notei um padrão. A maioria das pessoas que reclamam da forma que eu luto, são as pessoas que eu acho que deveriam avaliar o que eu digo. São pessoas inconscientemente machistas, e são elas as que têm grandes problemas com meus posts…

Já pessoas mais maduras, conscientes, empáticas… respeitosas… pessoas que se assumem ser potenciais machistas e, portanto, aceitam com coração aberto a expressão da feminista… essas pessoas costumam debater de forma coerente e chegarmos a expansão da mente.
Meus amigos e amigas de verdade, que estão preocupades com minha saúde emocional não dizem o que eu deveria fazer, mas me questionam se estou fazendo da melhor forma e me ajudam, sem stress, a melhorar meu desempenho.

Se a forma que expresso não agrada todo mundo, posso melhorar, mas a pessoa também pode aceitar como uma crítica construtiva. Se ela se incomoda, ela pode fazer o mesmo processo que eu, pra também melhorar. O problema é que o machismo é egoísmo e negar o egoísmo é uma das formas de se defender, defender seu próprio ego. Egoísmo. Pra sair do egoísmo, precisamos ouvir os outros. Das vezes que eu digo para um homem que ele está me faltando com respeito, alguns me dizem que eu também faltei com respeito. 100% das vezes pergunto onde eu errei, e 100% eu fui mal educada depois da falta de respeito e eles dizem “deixa pra lá”, “esquece”, eles não conseguem apontar meu erro pois normalmente eu sou mal educada só depois de ter falado com carinho e educação algumas vezes.
E, claro, pra tentar reverter a situação, eles me acusam de ter sido “grossa” antes. É unânime, o discurso sempre beira isso: “Quer respeito, comece respeitando, não gostei da forma que falou comigo” (só falei assim porque você deu brecha, filho)

Grosseria é dizer que ele tá errado, mesmo com muito amor.
“Querido, você faltou com respeito comigo”
“Não faltei não, sua idiota”

Sério, eu posso mandar prints pra provar, mas não vou. Isso quando não acontece sem provas materiais e o cara manipula a situação pra te fazer ter “entendido errado”, “não foi isso que eu falei ” e, claro, você está louca.

Egoísmo é defesa do ego, e se há defensa, há ataque, mas o ataque está em uma MULHER refutar uma ideia que pra ela é errada. E a defesa, do machista, é ignorante, é violenta mesmo sem tocar num fio de cabelo.

Das micro agressões as tragédias, o machismo é violento.

Se há ataque, é porque algo desparou internamente. Um gatilho emocional, é preciso trabalhar isso, é preciso curar profundamente, não apenas na superfície.

Algo internamente apitou, deve ser observado, analisado e curado.
Sem culpar a pessoa que apertou o gatilho (uma mulher apontando o machismo, por exemplo), pensar:
“Estou com raiva? Então que parte de mim concorda que sou machista, pra eu estar com tanta raiva?”
Autoconhecimento.

Quero dizer, a feminista sempre pode melhorar, isso não significa que o homem acusado de machista tá isento da sua responsabilidade e ele deve se perceber machista, sim. O mimimi feminista só existe por conta do machismo, que é o maior dos mimimis. Tirou uma feminista do sério? continua sustentando isso? é o próprio machismo! O ciclo sem fim. Você tá enlouquecendo a mulher, você tá oprimindo. Isso é tortura psicológica. Eu corto, saio fora. Bloqueio. Eu prefiro dialogar, no entanto, para que o homem compreenda meu ponto de vista. Mas tenho limites. Eu sinto muito pelas manas que não conseguem sair, pois eu mesma até pouco tempo tava presa.

Eu tô com a consciência leve.

Eu faço meu melhor, mesmo que não tenha sido suficiente para os machistas que eu andei bloqueando e tirando do meu convívio.

Durmo leve… todo dia faço meu melhor. “preciso fazer um bom trabalho”, meu foco é esse. Eu erro, sim, e sempre tô tentando melhorar. E sempre melhoro. Não tem nem comparação entre eu há 2 anos ou 15 anos e hoje – sou livre, cada vez mais.

O feminismo me empodera a cada dia, esse movimento e aprendizado me traz mais poder pessoal, e adquiro mais desafios a medida que evoluo. Passo várias fases, vocês machistas, são os “chefões” do game da minha vida, aqueles com quem acabo usando minhas habilidades e sabedoria adquirida na vida.

E os mais troxas dos machistas são os que dizem me amar, ou gostar de mim. Parece que esses me batem de propósito pra conseguir minha energia quando não quero oferecer (sim, assédio energético, violência energética) e, no momento de fraqueza, às vezes, conseguem me derrubar. Não sou de ferro. Que triste é, sim, mas tenho me abalado cada vez menos com isso.

Eu resisto pra existir.

Pra mim tem sido cada vez mais ou soma, ou some.

Machista tem medo disso. De mulher empoderada. Segura.

Afastem-se, machistas. Vão se foder para lá, pra longe.

Seremos cada vez mais lindas, gostosas, felizes, decididas, independentes… e vocês terão que lidar.
Terão que descontruir, tendo empatia e respeito, observando seu EGOISMO….

Minas e monas, ocupem seu lugar de direito… onde você quiser!

http://www.gabi.blog.br/2017/08/feminista-tambem-erra/

Reflexões matinais sobre a humanidade

Por que pessoas brancas ficam falando de racismo reverso; homofóbico fala que sofre heterofobia; e homens reclamam do feminismo? Egoismo. Só o egoísta na situação não vê.
Já errei como branca, ainda erro. Cuido muito pra não fazer papel de opressora, tenho medo de magoar e ofender, estou trabalhando em deixar fluir, sem medo, essa consciência… a questão é…. Se você nega seu egoísmo, se usa uma lógica reversa pra tirar seu cu da reta, meu amigo, se enxerga. Vai procurar se informar. Ouve essas pessoas que estão berrando para serem escutadas e você ai, querendo se defender, sempre querendo que sua fala seja a que prevalece. Discurso de ódio não é opinião, é egoísmo, silenciar a pessoa oprimida também.
Quem é você na fila do pão pra querer ser sempre mais importante e sempre o certo?
Opressão = sufocar = tirar o ar = metaforicamente ou não = violentar e em seguida silenciar com mais violência = das micro agressões à tragédia = o que sofrem grupos chamados de ‘minoria’, mas que é a maioria.   
Alguns tão acostumados a não estarem errados nunca. E eles vão sempre ter esse privilégio, achando que sempre podem silenciar e deslegitimar a causa dos outros porque… sim.
Nossa resistência é diária e existe uma coisa chamada de microagressões que sofremos todo dia. Somos fortes, aguentamos, mas queremos que pare a violência – das micro agressões à tragédia. Queremos que pare.
Alguns dizem que sempre foi assim, sempre vai ser.
Será?
Se a gente veio aqui pra falar…
Sacudir as estruturas e garantir a liberdade das gerações futuras…
Será que iremos silenciar agora?
Infelizmente esses textos não atingem as pessoas que realmente precisam absorver tudo isso. Mas podemos nos empoderar e criar fundamentos pra ir comunicando na convivência diária, em estratégias diferentes pra cada situação.
Precisamos falar com as pessoas sobre esse assunto, de preferência na hora do problema.
Quando há opressão ou reprodução do discurso não é hora de passar pano só porque é tal pessoa, e quem tá no papel de opressor não pode querer negar até o fim que tá sendo egoísta sem demonstrar o próprio egoísmo. Você nega, deslegitima, chama de louca. Mas só tá sendo mais um Agente Smith, de Matrix. Você tá sendo mais um programado, automático, que a sociedade ensinou muito bem. Ela ensina egoísmo.
Não tente anular a existência de outrem, apenas porque a sua pode ser insignificante pra você. Vá atrás de ser o melhor que pode ser, descubra sua essência, entre em contato constantemente com ela. Eu mesma creio que todes têm potencial pra amar. Abre-se para amar os outros também, amar e respeitar nos termos de cada um. O egoísmo, é óbvio, só pode ser percebido quando afeta negativamente as pessoas ou o meio ao redor, pois quando estamos em harmonia com o restante da natureza, tudo flui com leveza, há união, não egoismo.
Se você já tem essa consciência amorosa, já respeita o outro ser na lógica dele, é importante CUIDAR do que PENSA, DIZ, ESCREVE. Tudo que dizemos de forma automática é um perigo, é o que a sociedade programou a gente. Pode ofender. E muito. A sociedade brasileira hoje é fascista, fundamentalista, segue uma lógica cristã hipócrita que nos dá nojo, que nos oprime. Queremos nos livrar disso e quando reproduzimos preconceitos em nosso cotidiano, domingo de dia dos pais ou no whatsapp, estamos contribuindo para as opressões. É o racismo/machismo institucional. A opressão institucional. Ou, ainda, o racismo / machismo velado. Vá atrás de informação.  Saiba diferença de preconceito e racismo. Vá entender o que é machismo e porque todos os homens podem cometer erros machistas e porque mulheres podem reproduzir. Não cabe eu entrar em detalhes sobre esses temas, você precisa fazer um esforço também. Não dá pra pegar na mão de todos. Por mais que vocês tenham sido ensinados assim e acham que é normal uma  mulher / pesoa negra sempre te servir, não, você mesmo precisa ir atrás do que quer. Não vamos mais te servir. Lide com isso.
Exemplo… Quando um homem segue questionando o feminismo usando sua própria lógica machista originalmente questionada no diálogo, sem considerar a lógica da mulher, ele está sendo egoísta, pois não está respeitando aquela pessoa – por mais que ele tenha absoluta certeza que não desrespeitou, que teve boa intenção. Pense de novo: se ela tá reclamando, algo tem. O machismo pode ser finalizado aí, basta a pessoa no papel de “opressora” tomar consciência do outro ser humano ali.
A prova final se existiu ou não falta de respeito é a fala da pessoa desrespeitada, porém também precisamos considerar que essa pessoa oprimida não consiga falar por ter perdido sua força após muitos anos de opressão.
Se alguém chama atenção para um ato que reproduz a opressão, é recomendado não questionar se houve ou não desrespeito em sua defesa (ego) e refletir pra tomar atitudes melhores depois, mais respeitosa.
Sempre PERGUNTE se tiver dúvida.
A opressão se dá, na maior parte dos casos, inconscientemente, pessoas que nos ferem constantemente normalmente estão inconscientes de seu egoísmo. Menor parte são aqueles que fazem de propósito, esses estão no poder,  no controle social. Nós, pessoas comuns, normalmente reproduzimos sem intenção de ofender e oprimir. Assim fica mais fácil consertar, afinal, não é índole, é apenas um erro.
A geração a partir de 1970 vem com essa consciência mais amorosa, é parte do que chamamos da mudança de Era, transição planetária. Vamos aproveitar para TODOS e TODAS combatermos a opressão com amor,  com consciência. Nos defendendo sempre que necessário, lutando e resistindo, porque tudo compensa.
Mas vamos preservar o diálogo, priorizar a expansão da consciência.
Preservar nossa paz interior (sério,  eu tô ligada que é bem difícil).
Tudo que você chama de mimimi e piada para uma feminista deve ser analisado e considerado. Só é mimimi e piada porque você, mano, não entende. Se você não entende e ela sim… qual o certo? quem senta, cala a boca, escuta e melhora tem que ser você, parça.
Somos pessoas de boa, mas não temos que ser tranquilas. Se um amigo seu se sente ofendido por vc, ele te  quebra e vcs acham normal… eu sei que existem cada vez mais homens preocupados com a cultura da não-violência, mas fomos socializados assim, é uma cultura. Apenas para fins de comparação: por questão de honra, os homens brigam. Por questão de honra, a mulher NÃO VAI MAIS SE CALAR PRO MACHISMO. Por questão de ética, não iremos bater e matar, oprimir os homens,  mas vamos falar, mesmo vocês mandando a gente se calar. Vamos gritar e brigar se vocês não cederem. É guerra? Não. Mas se quem só entende essa linguagem, acaba sendo estratégico.
Temos sido silenciadas por tanto tempo, mas tanto tempo (inclusive mortas por falar), que isso segue na nossa cultura muito forte, só percebe quem se sente oprimida, quem tem os privilégios acha que a opressão já acabou.
Mas não… Somos silenciadas e as coisas que ouvimos no nosso dia a dia é, por exemplo, “ai,  não é pra dizer que o marido tá errado”. Oi? Sim, é pra dizer,  sim. Se o marido tá errado é pra dizer.
Eu ouço essa e outras pérolas muito piores (e não apenas relacionadas ao machismo), há 29 anos, e nada muda. Escuto isso na casa da minha própria família, pois nós estamos tentando manter a paz “no matter what” e, obviamente, as vezes rola umas coisas dessas escrotissimas e não podemos nem falar, afinal, “não é lugar pra ativismo na hora de lazer”.
Na verdade, família seria lugar de respeito e amor. Então seria, sim, saudável as pessoas apenas ouvirem com gratidão pela orientação do que não fazer para ser menos escroto, mas o que é de praxe: a mulher tá de mimimi, não vamos incomodar os homens.
Porque?
Bem, são homens.
Homens cis, brancos, heteros, classe média pra cima… melhorem-se!!!!! Vão atrás de informação. Vocês são os mais privilegiados então são sempre o que correm mais risco de serem idiotas, ignorantes, ofensivos e maldosos, mesmo sem saber. Eu como branca tento me informar, ouço e absorvo o que as outras pessoas têm a dizer sobre mim, sobre meus preconceitos e programações egoístas, porque sozinha eu não consigo entender, pois usamos de mecanismos de defesa do ego.
Mas o que fazer?
Você pode esperar até que você seja avisado de ter sido preconceituoso e ofensivo, alguém se ofender ao você reproduzir um discurso de opressor (que sufoca, tira o ar) ou fascista  (querendo anular o outro ser seguindo sua lógica egoísta) e lidar com a resposta atravessada da outra pessoa e também com o fato de você ter magoado a pessoa. Você pode nem perceber, pois a pessoa com quem você tá sendo ofensiva pode não estar pronta pra se manifestar, sem poder. Você e a sociedade podem ter tirado todo o poder dela. Então isso seria uma atitude passiva a ser tomada: aguardar que alguém te avise sobre seu egoísta.
Ou você pode ser ativo, percebendo sempre o que você fala, questionando-se sobre a origem da sua fala. Porque dizer, por exemplo, para uma pessoa que é sexualmente livre, que uma mulher que se preserva é “outro nível”? Basta a pessoa ter empatia e consciência do outro para perceber que isso não se faz. Isso é opressor, porque estabelece um padrão a ser seguido. É reprodução da opressão, mesmo que sem intenção de desrespeitar. O problema se agrava quando o opressor insiste que não está oprimindo, transformando a oprimida em ou vítimista mimimi, ou em uma pessoa louca, que surtou e está precisando de acompanhamento profissional. Haha, normalmente eu sou a louca. Rs nervosas***.  Então, só de você não transformar esse diálogo em uma briga por conta da chamada de atenção da pessoa oprimida, você já está ativamente participando.
Você para e pensa: se a pessoa tá reclamando, algo tem. Pergunta, se não sabe. Seja humilde, seja amoroso com a pessoa, você não sabe quantas vezes essa pessoa já ouviu aquilo, ou ouviu que outras pessoas iguais foram oprimidas pelo mesmo motivo.
 E, a todo momento, podemos ser buscadores ATIVOS. Eu vou atrás de vídeos sobre racismo, pra entender o ponto de vista do povo negro. Para homens e mulheres não feministas, indico os links no final.
A informação e o diálogo são as bases. Isso é a EDUCAÇÃO. Vamos seguir nessa cultura de informação sem discurso de ódio, que só tende a crescer.
Não somos MINORIA, somos maioria.
Uma playlist que carinhosamente nomeei de “Revolução feminista”: http://www.youtube.com/playlist?list=PLTXNRIck2L1Ah_IqbMRkc01I6iH7o5Mfj
Documentário Precisamos Falar com Homens?

A sociedade pode mudar

(Na brisa, larica,
avista uma PF
será um blefe,
minada, sou mais uma mimada!
Já tem enquadro acontecendo,
eu saio ilesa mais um vez,
no auge dos meus privilégios vou vivendo.
Refletindo…
Sempre tive tudo,
meu pai sempre proveu
sou grata ao burguês
aproveitei e agora é minha vez
vou usar tudo que absorvi
para revolucionar, usar tudo que eu aprendi.)

A juventude resiste,
resiste, existe!
Eles não querem que existamos
Veja a situação em que estamos
Alguns se submetem
Não gosto quando se metem
querem podar nossas asas
e tudo isso vem de nossas casas
A juventude resiste,
resiste e existe!
Nosso país é um caos, clientelista
Se há contraste, quem desfruta a boa vista?
Os jovens são ensinados
A serem todos gados
Mas não podem nos parar
tudo que sabemos fazer é questionar!

A juventude resiste,
resiste para existir!
porque uma coisa eu sei que todo mundo
merece ser tratado melhor que um vagabundo
luta, porque só a luta muda a vida
luto, que é verbo pra subida
da vitória, só desfruta
quem se alista na disputa

A juventude resiste,
insiste, resiste e existe!
Tá todo mundo afogado na carência,
buscamos sabedoria além da aparência
Já passou a época em que tirávamos da natureza
hoje exploramos tudo que vai à mesa
tá tudo errado, não é possível
ou sou eu que sou por demais de sensível?

A juventude resiste
até o fim, ela existe!
Os poderosos ocultam a importância
da nossa força de trabalho e constância
nos tornamos alienados
nos especializamos em cenários fechados
Nós somos força de trabalho,
a arte da guerra, somos o zap do baralho!

A juventude resiste,
por seus direitos, persiste!
Somos mais que computadores,
agentes transformadores!
Nós somos todos a riqueza
devemos valorizar a beleza
Somos seres criativos e criadores
Somos nós os melhores produtores!

A juventude resiste,
estuda e existe!
Toda cadeia produtiva,
nos molda para sermos menos criativa
cada escolha de boicote à indústria
capitalistas agem com astúcia
estamos enfeitiçados pela mercadoria
mas é o trabalho a fonte de mais valia

A juventude resiste,
resiste e, assim, existe!
Querem que falemos em crise? não!
Querem enriquecer o patrão.
Somos a resistência,
seguimos na persistência!
Temos força de trabalho,
somos a riqueza em pessoa!

Resista, juventude
Vá atrás do que gosta e estude!
Vamos democratizar o poder!
O autoconhecimento!
Edificar com amor,
esse é nosso cimento
Vamos ampliar a visão!
Supere cada dia um chefão.

Vá jovem, faça história
Viva sua glória
A mudança é gradual,
estamos indo bem em nosso ritual!
A construção social
Usa uma lógica formal
Eles nos enganam a todo momento
Dizendo que é inútil o movimento

Você jovem, tem poder
Vai, faça valer
Você tem direitos
Mostre todos os seus feitos
quem gera valor é a força qué trabalha
É no Dia a dia, a batalha
A luta vem de nos preservar, por instinto
Nós nos diferenciamos de animais, mas assim seremos extintos

A juventude resiste
e não desiste
Um precisa do outro
Precisamos discutir política
somos resistência, classe artística !
todo dia eu voltarei a falar
não podemos disso nos esquivar
por que se não os princípios burgueses
vão nos tratar como os portugueses
Questione-se sempre!

 

 

 

 

Se dói, não vai

Se dói, não transa
Não se obriga
Não se fere
Não se maltrata
não se permita sofrer!
Se dói, física ou emocionalmente,
Não se deixe levar pelo dever.
Amar é pra ser bom
Intimidade é pra ser leve.
Se você não sabe os porquês
Se questione, sempre,
não faça nada no automático.
Você não tem obrigação
De fazer nada por ninguém,
A não ser por você,
Tentar ser feliz.
Se quiser um objetivo,
Uma obrigação a seguir.
Uma missão…
Ser sua melhor versão.

Somos Maioria

Em 2017 ainda precisar dizer que machismo e outras opressões existem, é uó. 

É um ponto pacífico, embora não seja senso comum, que oprimir, desrespeitar, machucar, ofender ou atacar o outro ser humano não é benéfico pra uma sociedade.  

Tu deve tá pensando:

“Mas o que tem? Até aí, eu trato todo mundo bem…”

Ok, acredito nas suas intenções… mas será mesmo?

Hoje, a sociedade está caminhando pra uma mudança, mas ainda existem os que oprimem, desrespeitam, machucam, ofendem e atacam mulheres, negros, trans, gays… só porque o opressor se sente superior a qualquer pessoa que não “pertence” ao grupo dele. Como Hitler, sabe? Mas ele é um exemplo extremo que, inclusive, é devidamente criminalizado (acho?!). 

No entanto, muitas vezes fazemos isso SEM QUERER. Nem imaginamos, mas fazemos isso sem querer em nossas relações, tanto com pessoas próximas como com pessoas que passam rapidamente por nossas vidas. 

Reproduzimos preconceitos diariamente de forma inconsciente e achamos que tá tudo bem, mas se a gente escuta a dor da outra pessoa, percebemos que talvez também podemos machucar, sem querer.

Acredito que todos, sem exceção, devam fazer uma auto-análise sobre seus próprios preconceitos, mecanismos de defesa, gatilhos e se perguntarem como podem melhorar seus relacionamentos. 

Percebo que o ideal de sociedade é aquela que ninguém fica enchendo o saco de ninguém, tipo OPRIMINDO, o tempo todo. 

Te parece muito distante? Que tal tentar aplicar diariamente?

Sociedade, por Gabitopia:

  • Mídia
  • Igreja
  • Escola
  • Família
  • Redes Sociais
  • Etc

São fontes de experiências e informação, por essas instituições que conhecemos a vida. O que eles nos oferecerem desde criança, é como viveremos.  

Mas não podemos ignorar que a gente é manipulada pra acreditar que a verdade da sociedade é a única certa. Por exemplo, quem nunca viu um programa objetificar a mulher, sugerir que a mulher está sempre disponível, fazer piada de gay ou trans ou que novela não tem a pessoa negra relacionado à pobreza, crime, serviços domésticos…

Repara só…

 Pensa no papel da Mulher retratada na Mídia, como somos tratadas pela Igreja…. pergunta se nos sentíamos seguras ou representadas na Escola. Pensa sobre como a mulher é educada pela Família e como é desmerecida, objetificada e assediada nas Redes Sociais, etc. 

Talvez você não possa sentir na pele, mas possa fazer um esforço de assumir que talvez você não saiba e que não tem como medir, por isso não tem como desmerecer esse sofrimento ou sabedoria adquirida. 

Queremos que parem de nos oprimir. 

Oprimir, no Google, eh:

  1. sensação desagradável de falta de ar, de sufocamento, de abafamento.

SIM, É ISSO!

Não me sufoque com suas verdades, porque eu não sufoco as sua dor com as minhas, simples.

Sua dor e seu sofrimento; seu amor e sua gratidão; sua opinião… VALEM E MUITO, não serão silenciados. O que não vale e vamos sufocar SIM é discurso de ódio, preconceitos que diminuem esses grupos e que perpetuem a violência. 

E eu de verdade não quero te sufocar com uma das poucas Verdades que a maioria de nós Humanos concordamos, que é TRÉGUA. É uma proposta. Trégua de todos os lados. Que tal começar a usar argumentos não falaciosos pra expor seu lado? Que tal parar de reproduzir um discurso opressor que já conhecemos e estamos procurando desconstruir, e passa ouvir mais? Bem mais. 

Sabe, o discurso fascista já concordamos que não vale, não podemos pegar esse discurso, maquiar em opinião e achar que podemos distribuir assim, sem esperar reação. A não ser que você seja iluminado, se alguém te bate, você vai querer, no mínimo, se defender.

Ataques gratuitos não serão tolerados! 

Podemos investir em debates de ideias, desenvolvê-las, criar estratégias, ferramentas e plataformas pra criar uma nova realidade. 

Se você não tá querendo movimentar, as gatas tá. Dê passagem. 

Não fode com nossa vida, com nosso movimento. 

Machismo e outras opressões existem. 

É um ponto pacífico que isso não é benéfico pra uma sociedade e que o ideal é que ninguém fique OPRIMINDO. 

Oprimir, sufocar. 

ESTAMOS NOS SENTINDO SUFOCADOS. 

Mulheres, negros, comunidade LGBT, índios, periféricos…. grupos que se sentem sem privilégio e desmerecidos estão se juntando. Todos fazem parte. 

Minoria é a parte rica dos privilegiados. 

Nós somos a maioria. Precisamos nos manter unidos. 

Por isso nos juntamos e nos organizamos em Movimentos Sociais. Como a própria expressão diz, são “movimentos”!!! Quem gosta de ficar parado, VAI PERDER A FESTA. 

A FESTA DO AMOR

A PROBLEMATIZAÇÃO NO PARADIGMA DO AMOR

LIBERDADE

ALEGRIA

CURA

PAZ

ASCENSÃO…

ESSES MOVIMENTOS EXISTEM, sempre existiram e sempre vão existir….

Vc curtindo, ou não!

Vc apoiando, ou não!

Você colaborando, ou não!

Você tentando resistir a mudanças, ou não!

Você respeitando, ou não!

Mas saiba: faltou com respeito, vai ter falta de respeito; silenciou alguém, vão gritar mais alto; desmereceu alguém? Vai provar da própria arrogância e ignorância. 

Não é uma ameaça, é uma visão: KARMA EXISTE. 

TOME O SEU PRA VOCÊ. Assuma a responsabilidade pela suas merdas. Seja um ser humano adulto. 

Assuma suas merdas nessa vida, vai se curar! Não precisa oprimir os outros porque você se sente oprimido. 

A lei é: aqui se faz, aqui se paga – em última análise. Sempre foi naturalmente assim. 

Vamos fazer você engolir uma coisa: respeito. 

Nos nossos termos. 

RESPEITA A NOSSA LUTA 

Não diminui

Não desmerece

Não queira ofender

Não queira saber mais

Não queira dar lição 

Não seja lixo. 

Nossa luta pede respeito. Porque, se não, vai ser ataque pra sempre, ninguém vai ter paz e luz. É preciso esforço de todos os lados. 

Vocês sendo nossos pais, irmãos, amigos, maridos opressores? Foda-se. Vão juntinhos pra outro canto, os que atrasam nossas vidas, nossa sociedade! 

Sou extremista e arrogante, além de segregacionista: OPRESSORES NÃO PASSARÃO. Uma hora cansa, pedir com carinho, para que parem de nos oprimir.

Atrasos não serão admitidos em nossa nova sociedade, que naturalmente está em MOVIMENTO: ISSO NÃO DEPENDE DE NÓS. 

Nada é fixo. Nada é permanente. É tudo temporário. 

E tem gente dizendo que “sempre funcionou assim, desde os primórdios”. Funcionou pra quem?

Esse mundo tem sido uma merda completa e eu NÃO ESTOU AQUI A TOA, tenho uma missão. 

Não posso perder meu tempo valioso de gratidão resolvendo tretas porque um homem hetero branco não aceita ouvir que uma mulher negra lésbica se ofendeu com sua piada e por isso começou a agravar os deboches sobre ela – ou seja, sendo o Diabo. Não tenho tempo pra isso, pra lidar com diabo. São muitas experiências a serem vividas como Humana e não precisamos mais desse tipo de opressão. Quero viver.

Aprendemos as lições! Eles não precisam de nossa energia. 

É uma questão de maturidade. 

Crianças são crianças, adultos precisam assumir responsabilidade por tudo que tem a ver com sua vida e APRENDER. 

Tornar-se sábio. 

E outra…. 

O tempo dirá! Os ativistas estão cada vez mais conscientes sobre suas próprias atitudes erradas, o que os faz pensar e melhorar, enquanto os conservadores ainda estão achando “muito da hora” mandar uma mulher pra louça depois a chamar de louca; um negro pra senzala; um gay pro armário; etc. 

Resumidamente: na estratégia de guerra, é preciso renovar-se, aprender algo novo, sair da caixa, SE PERMITIR. 

Pode doer, nos descobrimos fracos e frágeis. Nossos pais e todo mundo, também. E tudo bem. 

Todos juntos, podemos nos curar e nos fortalecer. 

É isso, entendeu?

O bem vence, o bem renasce como uma fênix. 

Quem ficar conservando ideias que atrasam a evolução da humanidade – VAI FICA PRA TRÁS, excluído, cheio de mágoas, ressentimentos e angústias; enquanto a evolução seguirá seu fluxo, disponível a todos pela expansão da consciência (que é muito além de mente física, é a Cosmo Consciência). 

PRINTA ISSO. 

Quem continuar oprimindo, reproduzindo valores preconceituosos e conservadores vai ficar pra trás numa sociedade em que nada é fixo, nada é permanente✌

Resolva seus problemas familiares até o Natal

Precisamos nos Misturar – Uma brisa sobre conexão e família

Eu sou uma pessoa que GRITA muito POR CONEXÃO com quem eu amo, com a sociedade. Eu quero ser aceita, quero fazer parte, quero me misturar. Infelizmente, as pessoas ainda me desmerecem, diminuem e me tratam com inferioridade apenas por eu ser mulher. Sim, você pode não acreditar, mas é verdade. É como eu me sinto e ignorar isso é fazer o que fazem todos os dias comigo. Mais um. Mais uma vez.

Hoje eu sinto que já alcancei meu espaço e autoconfiança, mas me sentir assim por tanto tempo expandiu minha percepção e pude perceber algumas dinâmicas familiares e sociais que estabelecemos constante e inconscientemente.

No último sábado, desenvolvi minha teoria no meu caderninho e compartilhei com minha mãe, gravei e tô aqui compartilhando.

E a seguir, resumindo o vídeo, compartilho CINCO passos para resolver seus problemas familiares até o Natal:

– Tudo começa no querer se aproximar. Se sua consciência diz que é importante você se aproximar dessa pessoa, se aproxime.

– Tire as suas armaduras e guarde suas armas. Na hora de AMAR, não é hora de se DEFENDER. É preciso se abrir para GERAR A CONEXÃO.

– Ouça o ponto de vista da outra pessoa com atenção. Se a pessoa com quem está tentando estabelecer um laço lhe disser que se sentiu ou sente mal com você e com suas atitudes (de hoje ou de antes), você precisa ouvir seu desabafo, compreender seus sentimentos e começar a agir de uma maneira mais amorosa e respeitosa no ponto de vista da pessoa – pois do seu jeito, pelo visto não tá dando certo, ela ainda tem reclamações de você.

– Ao ouvir, fazer o movimento consciente de sentir a empatia – entrar em contato com a dor do outro ser humano, sem julgamentos e sem sofrer também, ter compaixão – manter-se em amor, em conexão, mesmo que haja sofrimento! Amar é acolher!

– Resolver as questões e celebrar o Amor, apenas em gratidão e união, no Natal <3

A família é uma MINI SOCIEDADE e precisamos curar nossas relações com nossa família, fazendo uma conexão amorosa entre todos os integrantes. Quem se sente distante, mas quer se conectar, É A HORA DE COMPARTILHAR ESSE PENSAMENTO!

Menos brigas, mais amor… Até o Natal, quem sabe conseguimos fazer bastante diferença <3

 

Recado a quem precisar se sentir oprimido por alguém da família ou a sociedade em geral:

Pessoas que (sentem que) necessitam GRITAR para serem ouvidas… Nós podemos GRITAR JUNTOS para todo mundo que necessitamos ser ouvid@s. Vamos procurar gerar o máximo de conexão que conseguirmos entre nós, sem brigas de ego, porque os opressores ainda estão em um estado muito profundo de negação e é um processo mais lento e doloroso despertar esse Amor nessas pessoas, que ainda estão nesse processo. Quanto mais forte e unidos nós estivermos (nós = quem eles querem chamar de MINORIA), quanto mais a gente gerar esse amor e gratidão pro mundo, mais quem está perto de despertar vai ver que é uma coisa bacana e vai se unir também, abaixando as armas, finalmente.

 

SEGUE O VÍDEO AÍ

Precisamos nos Misturar – Uma brisa sobre conexão e família – Fala Memo #4 – Gabitopia

 

Beijos

 

Lutar por você

Nem faz sentido
lutar por amor…
Quem ama se desarma,
se aproxima,
se mobiliza,
telefona, cria laço.
Sua distância me diz que não ama
Seu olhar diz que sim, ama
Mas que tem medo
Sinto que algo falta.
Não sei o que faço.
Queria ter força pra lutar por você,
Pra se for amor aí,
Você tenha coragem
Pra amar aqui.

Eu agradeço

Eu agradeço aos homens que respeitam as mulheres de forma integral e nos termos dela – agradeço aos que entendem que um “oi princesa” pode ser elogio para ele, mas ofensa para ela.

Agradeço aos homens que procuram compreender a lógica da mulher e os que a leva em consideração, mesmo achando que sua própria lógica é a mais coerente.

Eu agradeço aos homens que, ao se deparar com uma mulher que lhes agrada, mantém muito respeito ao aborda-la ou, agradeço ainda mais, os que nem incomodam a mulher desconhecida que está apenas de passagem no caminho.

Eu agradeço aos homens que entendem que não deve ser uma ofensa ter seu machismo apontado por uma feminista e não procura desmerecer o ponto de vista dela apenas porque coloca ele numa posição de opressor. Tudo bem ter sido criado como opressor, agradeço os que escolheram seguir o caminho da compreensão acolhimento e compaixão.

Eu agradeço aos homens que escutam o que a mulher tem a dizer sobre seus sentimentos e que não diminuem esse sentir, os que têm empatia e compaixão pra acolher essa mulher.

Eu agradeço aos homens que admitem que podem ser opressores sem querer, apenas ao reproduzir comportamentos que foram ensinados e naturalizados.

Eu agradeço a todos os homens que me veem como uma artista com grande potencial e visão, mesmo que não compreenda ou não concorde com minha opinião e mesmo que minha arte não lhe agrade.

Agradeço aos que me vem primeiramente como uma alma, um ser humano, e apenas depois consideram a possibilidade de me ter como mulher e que me respeitam muito ao tentar me conquistar.

Agradeço aos homens que ao invés de rir de uma piada machista, procura desconstruir e conscientizar os outos de que a piada só é engraçada quando todo mundo ri.

Agradeço aos homens que procuram se informar sobre o movimento feminista e os que entendem que existem várias vertentes do feminismo e que ele pode ser realmente transformador.

Agradeço aos homens que buscam compreender onde estão errando e se desconstruir seu machismo ao invés de tentar convencer as feministas que elas estão “todas erradas”.

Agradeço aos homens que sabem que a hostilidade que algumas feministas lutam é uma resposta violenta a uma sociedade que as ferem e as violentam o tempo todo e que, ao invés de focar em combater a “forma errada” de as feministas lutarem, agradeço os que acolhem essas mulheres mais violentas e procuram compreendê-las para que possam ajudar na cura delas.

Agradeço aos homens que, ao se depararem com uma manifestação feminista, não ficam apontando como elas devem lutar e tentam absorver a mensagem, independente da forma que ela é transmitida.

Eu agradeço aos que sabem que, mesmo sendo respeitoso a maior parte do tempo, sabe que pode ser opressor de forma sutil e inconsciente e, por isso, ficam atentos e reconhecem sua função de “melhorar”, mesmo se já se julgar “bom”.

Ai, manda nudes

Ai que difícil eles gostarem de uma mulher
Eles acham que deveríamos ser como eles.
Exatamente como eles.
Não aceitam o que vem da alma,
do amor, dos laços construídos.
E criticam o tempo todo.
Você já olhou pra você?
Pra suas próprias sombras,
senhor Perfeição?!

Pêlos demais, de menos; peso de mais, de menos
Cabelo muito cheio, sufoca; muito liso, sem graça
Sem bunda, reta; gostosa demais, deve ser puta.

Mulheres são assediadas, não são levadas a sério
E ao invés de proteger, cuidar, defender,
eles propagam ideais que diminuem a mulher.

Pra quê?
Pra eles poderem ter algum destaque

Imagina deixar as minas ficarem no microfone
por mais tempo que nossos manos?
Não, melhor soltar piadinhas sobre o corpo dela
Sobre a sensualidade que se nota nela…
Quem sabe ela fica constrangida e sai fora,
deixa nossa crew machista reinar na pista.
Claro que eles dizem que não,
que essa Era já passou,
mas só quem tá passando por isso, sente.

Se você é está no papel de opressor,
sua função é observar e se descontruir
Não dizer que tudo isso é viagem
Porque não é.
Aliás, dizer que é viagem, só prova toda tese.

Mas no erro, na sombra
o cara usa joguinho emocional
usa força, aumenta a voz,
dá risada, desmerece
faz manipulação, chantagem
Ai, me poupem, não sou obrigada

Ai que difícil um homem gostar da mulher
minhas amigas já me alertaram:
é um sacrifício pra eles gostarem de mulher,
bom mesmo é o amigo dele,
com quem ele deveria querer um relacionamento sério

Ai que difícil pra ele respeitar o “não” da mulher
“Mas desde quando ir atrás do que se quer é desrespeito?”
desde quando eu estou te avisando que é,
que a gente só quer esperar o ônibus,
não um convite pro cinema.
Aprender a ouvir a outra pessoa, de verdade:
isso é viver em comunidade.
Aceita que não é porque você tá a fim
que tem que chegar, ir até o fim.
Que tem que abordar.
“Mas é muito difícil pra um homem saber se pode chegar ou não”
Melhor não chegar, e se chegar,
chega com muito, mas muito respeito.

Mas cuidado,
seus conceitos de respeito se limitam a sua própria vida.
Empatia pra respeitar a outra pessoa
por completo.

Aprende que não é não, seu Ridículo…
a insistência é um saco,
cansa demais!
Imagina você e mais 11, mais 30, mais 80…
Um sem número de nãos,
e quando quero dizer sim,
digo sim a todo comportamento agressor que pode vir
porque assim ele foi ensinado
tenho fé que comigo ele vai ser tranquilo
Ele gosta de mim.

Respeita a mina nos termos dela,
não nos seus princípios machistas.

Eu sou livre
Sim, minha liberdade me traz muitos desafios
porque ser mulher e ser real,
inteira, ser entregue, corajosa
Me aproxima do ser humano macho,
que, na nossa sociedade hipócrita,
é único portador dessas características

Manda uma foto sua agora
Mas tem muita roupa…
Manda nudes
Eu quero você agora,
eu quero sentir seu corpo,
sua pele, sua respiração
você me acalma…

Amo sua voz,
Mas só quando você geme
Se começa a falar, vou te beijar
vou olhar o celular
vou brincar com o cachorro
não quero saber da sua vida,
suas questões não passam de mimimi.
Coisa de mulher.
Não me meto.

Mulher tem que ser
santa na rua,
puta na cama,
boa que nem a mãe dele
mas sem os defeitos dela
“louca… você, minha mãe e irmã:
tudo louca”

Mais incompreendida do que louca,
na moral,
porque homem não consegue gostar de uma mulher real
só gosta mesmo da imagem mental que faz da dona da buceta
perfeição na cabeça dele
Deusa, cachorra, romântica, delicada e silenciosa.
Mas depois se decepciona,
porque percebe que ela tem autonomia
e não vai agir conforme as expectativas do pau dele.

 

Como diz OSHO: a mulher não tá aqui pra ser entendida, ela tá aqui pra ser amada.

Observação pra evitar idiotas:
NÃO TODOS HAHAHAHHAHAHAHAHAHAHA

Ser Mulher

Ser mulher e querer ocupar a rua vazia de domingo, onde apenas os homens estão andando livre e sorridentemente, é um desafio. Sair de casa pode ser assustador, ainda mais sozinha, mesmo confiando na reza forte de nossas mães . Estou indo pro evento, sozinha, encontrarei meus amigos lá, esperando o ônibus me senti mais segura porque tinha um casal e um senhor, mas antes disso os homens da vendinha de flores aqui de trás já me comeram com os olhos quando eu cheguei e um deles veio lenta e assustadoramente dar “boa tarde, linda” a uma garota que passava ouvindo um som e fumando seu cigarro. A rua, por direito, é nossa. Por efetiva ocupação, ainda não. A rua é hostil, no mínimo ameaçadora. Se você é mulher, não pode sair sozinha, muito menos arrumada, bonitona, sem que a todo momento um homem diferente te seque. Porque os homens fazem isso o tempo todo. Não todos, mas muitos e o tempo todo, tornando a experiência de sair de casa em um domingo, para uma mulher, assustadora.

Pode parecer banal, mas a todo minuto precisamos ficar atentas de forma desproporcional. Sei que nunca podemos baixar a guarda, mas pra nós é fora do normal. Agora pouco, quando eu saía de casa, um homem passou de carro olhando tanto que achei que ele ia parar e oferecer carona. Não façam isso, homens. Isso dá medo. Não conheço você, não sei sua intenção. Se você é mulher e sai arrumada e confiante, pode estar fazendo um convite pra qualquer um de tocar e você nem sabe. Porque mulher ainda é pública. Ainda é posse de homem. Porque você não é livre se você for mulher, você não pode ser tão livre e querer não ser censurada, olhada, observada. É praticamente o preço de ser livre: ser assediada, abusada e tocada. Na nossa sociedade, você ainda não pode ser mulher sozinha na rua, porque corre muito mais perigo de ser ofendida de forma gratuita, ter uma homenagem no banho de um desconhecido mais tarde. Talvez você que esteja lendo isso não faça de propósito, mas é provável que, em algum nível, faça. Pode ser sutil, algumas pode nem perceber o olhar, a energia sexual desprendida, mas outras sentem. É preciso estar consciente. Não somos nós, mulheres, seguramente, que precisamos mudar nosso comportamento na rua. O que precisa mudar é a programação mental de TODA sociedade que as mulheres estão na rua para os homens. Aprenda, de uma vez por todas, as mulheres estão na rua porque elas têm direito de estarem ali – sozinhas, entre elas, cantando, de decote, de saia curta, apertada… como ela quiser.

Opressão social: você também é oprimido

Você também é oprimido, ser humano que me lê. Vamos de autoconhecimento!

Todo esse papo de feminismo é porque eu sinto, todo dia, a todo momento, uma PRESSÃO da sociedade por ser mulher. Vocês me tratam diferente por ser mulher.

Outro dia um homem me disse que ~tem medo de me tratar como uma mulher; falar de homem pra mulher~, pois acompanha meus posts feministas. O que isso significa?

Ele estava tentando ser carinhoso, eu não levei como assédio – no contexto ele parecia querer dizer algo legal. Mas ele disse isso – o que significa um medo de me tratar como um homem trata uma mulher? Como ele trata? Assediando? Toda hora querendo contato Romântico?? Eu só quero ser tratada como um Ser Humano – disse isso a ele.

Uns dias antes, um outro me disse que EU tinha que tomar cuidado pra ELE não se apaixonar. Igualmente, acredito que ele estivesse sendo carinhoso, dizendo que eu era apaixonante – mas eu disse a ele que não, que quem tinha que tomar cuidado era ele de não se apaixonar, e estabeleci um limite, pois estava falando com ele sem essa intenção. Parece que sempre estamos na pista pra ser arrematada por um macho, que sempre preciso estar fazendo minha dança sensual do acasalamento. Sempre a disposição pra ser “conquistada”. É uma sensação horrível.

Eu preciso sempre deixar claro e mesmo assim tem homem que se ilude com seus próprios desejos e fantasias e já chegam achando que estou garantida pra ele.

Eu só queria ser tratada como um ser humano na sociedade, mas eles me veem como um objetivo sexual a ser alcançado.

E isso cansa. Desgasta. Eu já não tinha dado papo de paquera com os dois caras citados, fui clara desde o início.

Acontece o tempo todo essas coisinhas. E isso é apenas no âmbito de relacionamentos, fora toda questão política, econômica, violência que nem vou entrar no mérito.

Homens tratam as mulheres de forma ofensiva (mesmo tentando ser gentis) o tempo todo e nem percebem. Meu pai mesmo, por eu ser a mais nova de 5 filhas, mesmo tendo um irmão gêmeo e um irmão mais novo, ele ainda me trata como
Pequenininha
Mais novinha
Mulherzinha

Sim, ele diz essas coisas. Que vergonha alheia! E me diminui – sem perceber.
Eu tenho a mesma idade de um dos filhos e sou mais velha que outro. E ele me diminui, sei lá porque – pra alegrar o Ego dele. E me ofende, não sei porquê. Sem perceber. Um machismo tão forte e tão nas sombras ainda (inconsciente) – que mesmo com tanta luz do feminismo, as pessoas preferem dizer que eu estou exagerando :)

Mulheres também tratam outras mulheres diminuindo-as e tentando coloca-las em um lugar de recato o tempo todo sem perceber. Certa vez uma mulher mais velha comentou comigo que as meninas estão erradas em querer ser tratadas com respeito quando usam shorts curto. Ela não percebe que a roupa é indiferente, eles são ofensivos com todas, o tempo todo. As mais ousadas estão apenas na linha de frente, falando mesmo.

Eu disse a essa mulher que eu e ela não nos ofendemos e nos impomos porque alcançamos um grau de cura emocional que não dispara gatilhos toda vez que uma pessoa nos trata mal ou um desconhecido mexe com a gente. Eu e ela somos energeticamente protegidas, temos sorte. Somos privilegiadas, disse a ela. E disse que sou feminista, que pratico empatia e a comunicação não violenta – e que estou aqui nesse Mundo pra quebrar padrões estruturais da sociedade.

E já faz tempo que tomei consciência disso tudo, dessa opressão, dos meus gatilhos. Desde então, um processo lindo de autoconhecimento e reconexão com meu Sagrado Feminino me ajuda a curar, a todo momento, feridas do machismo. Essas coisas, hoje, não me desgastam como antes – eu perdia as estribeiras. Agora não, procuro impor meu respeito sendo eu, dialogando.

Cansa, mas persevero: tenho que dizer sempre:

“Eu não admito falta de respeito, se você me desrespeitar eu vou reclamar e se você continuar excluindo meu sentir, minha fala, eu vou usar meu livre arbítrio pra sair da conversa e do relacionamento.”

“O meu sentir importa mais que sua lógica”…

Eu sempre tenho que dizer, de alguma forma, isso.

Hoje, por ter me desenvolvido, eu me sinto, ao mesmo tempo que pressionada pela sociedade, cada vez mais livre.

O que eu não consigo é ignorar quando olho ao meu redor e vejo tanta mulher oprimida pelo machismo. A maioria das vezes as pessoas envolvidas estão inconscientes. Apenas não são felizes, mas nem sabem porque… Há mulheres acomodadas na dor da opressão, por não ter fala, não ter espaço ou ainda por acharem que merecem o sofrimento. Por isso o feminismo é tão importante, aliás, mostra para a mulher que ela é importante. Que o que ela sente pode não importar para o pai, para os irmãos, para o namorado/marido, mas pra todo o resto importa, e ela pode ser livre das garras desses homens que atrapalham a vida dela.

Mas sim, não são apenas nós, mulheres que se sentem oprimidas. Homens também sentem sua opressão, em seu papel social.

Enquanto houver uma pessoa se sentindo oprimida, todos nós estaremos nessa frequência. Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar a nós mesmos, pra procurarmos ser cada dia nossa melhor versão.

Aqui estou compartilhando minhas vulnerabilidades com vocês, pra iniciar uma reflexão de autoconhecimento. Em que momentos a sociedade me pressiona pra eu ser quem eu não quero ser?

Consciência é tudo – em que a sociedade te pressiona? Liberte-se!

Conteúdo interessante sugerido:

Um Salve às Ancestrais

Sou minha mãe
Minha avó, minha tia
Sou todas as mulheres hoje
Misturadas, perco minha essência
Reconheço cada uma como uma
Reconheço cada uma como única
Me separo delas, me uno
Sou Uma.
Somos uma em gratidão.
Um Salve às minhas Ancestrais
Um Salve às Ancestrais de todas as Eras
Gratidão em mim,
Um ser sem fim.

Agora, né?!

Agora, né?!
No fim, na perda.
Agora, né?!
Podia ter feito tanto antes,
Mas resolveu, Agora,
Na perda,
No fim.
Por amor,
Na dor,
Sem rancor.
Agora.
Único momento existente,
O momento presente.
Então, me perdoe.
Me perdoe
pelo tempo que fui ausente,
Eu não sabia fazer diferente.
Se as coisas pudessem mudar
Só de um sorriso,
De dizer eu te amo…
Eu faria.
Se isso for suficiente,
Saiba que sempre
te amei.

Agora

A vida toda pensei
Minha vida vai melhorar
Quando la fora o silêncio ecoar
Que bobagem a minha
Se nem silêncio eu tinha
Em minha mente medrosa
Com uma vida nebulosa
Só parei pra entender
Toda imensidão do meu Ser
Quando em silêncio sentei
A terra acariciei
O vento senti na face
O fogo queimou as mágoas
E o amor encontrei nas águas
Se eu pudesse pedir a Deus
Uma oportunidade de dizer adeus
Gostaria que toda dor tivesse fim
Não apenas aquela que atinge a mim
Mas dos que ainda não entenderam
Dos que ao amor não se renderam
O simples sentar e deixar ir
Todo pensamento
Sentimento
Momento.
Tudo que existe é o Agora.

Morte

Morte
Óbvia, lógica.
Impermanência de tudo.
Sofrimento, fato:
Nascer,
Talvez envelhecer,
Adoecer,
Morrer.
O Ser amado que se vai.
Ser amado muda tudo.
Amar em vida,
Orar em prostação.
Agravar a dor com a projeção.
Sou eu amanhã,
o que fiz da minha vida
até aqui?
O que posso fazer hoje?
Verdade individual e contexto
em desarmonia.
Negar a verdade:
Direito! Defesa!
Permitido.
Sofrer, mas conhecer o centro,
Manter a razão.
Estar no momento presente.
Estar presente,
Vivo.
Ter fé no infinito,
No Amor.
Perceber a Compaixão.
Emanar luz.
Amar como for.
Acolher, desabar.
Meditar, descobrir-se.
Morrer em vida.
Vida eterna.

Empatia e Compaixão: um relato sobre meus processos de autoconhecimento e assumir a responsabilidade do machismo pra mim

Foto: eu no sarau da Biblioteca São Paulo apresentando meu trabalho para o pessoal <3

Homens, eu admito: estava errada o tempo todo. Eu estava ferida e sempre que reagi foi culpa da minha ferida infantil. Por sorte e privilégio, tenho feito terapia desde os 10 anos e já deu tempo de curar diversas mágoas em diversos aspectos da minha vida. Inclusive sobre o sistema / Matrix. Inclusive sobre machismo. Tenho muita coisa pra curar ainda (não gosto nem de pensar nisso, que me desespero), mas essas coisas que me incomodavam no dia a dia, que me feriam sempre – essas micro agressões, eu já estou curando. O machismo não podia tirar meu centro de paz, nada deveria ter essa força, fui atrás da cura. Pode parecer mimimi à primeira vista, se seu preconceito falar mais alto e tiver preguiça de ler. Se for isso pra você, perfeito, nem precisa seguir lendo e me deixe com meu mimimi.

No entanto, se você quer construir algo coletivo como eu, mergulhe nesse relato de coração aberto pra me ler – se não conseguir, apenas procure ver se o que está escrito tem lógica. Eu procurei ter o máximo de empatia e compaixão pra escrever, como os meninos andam me pedindo ao me expressar. Acho que posso ter isso de volta. Mas lembre-se de que, ao se colocar no meu lugar, nossas lógicas costumam ser diferentes:

Homem:
A —– B

Mulher
A ~~~~~~~~~~~~~~~~%%%% B

E isso não é ofensa pra mim, porque eu realmente penso de forma diferente de alguns homens e gostaria de ser respeitada por esse simples fato.

Obrigada, seguimos sem preconceitos, de corações e mentes abertas – lembrem-se NÃO É NADA PESSOAL COM VOCÊ, é sobre MIM, sobre meus processos.

E se mesmo assim você se ofender: veja o vídeo “incomodou, doeu, leva pra casa que é seu” da Flavia Melissa sobre autoconhecimento e sinto muito.

Vamos lá:

Descobri que a vida toda fui iludida pelos homens com quem me relacionei, pois poucos foram os que realmente admitiram que poderiam estar me oprimindo de uma forma padrão, pra mim, machista.

Todos, SEM EXCEÇÃO, criticam, mesmo de forma amorosa, o meu feminismo, a forma que eu denuncio o machismo. Algumas mulheres também, dizem pra eu abrir mão dessa pauta. Alguns dizem que não vou conseguir evoluir se permanecer nesse ciclo que eles chamam de briga, eu acho de consciência, resistência, ação e transformação.

Como se o problema fosse minha forma de me expressar e não o machismo deles. Logo eu, a feminista índigo que quer ser cristal e que nasceu pra se expressar haha. Isso eu poderia levar como tiração (e machismo): trabalho com comunicação e me falam que estou me comunicando mal – sei que não sou perfeita, mas tem funcionado muito bem a forma que venho me expressando e QUEM SÃO essas pessoas pra dizer que não? Mas não vou brigar mais.

Nesse momento, peço que reflita se não seria errado questionar a forma que uma comunicadora se expressa, enquanto o texto Feminismo para Homens do Papo de Homem, escrito por um homem, faz o maior sucesso. É disso que falo (e que pode ofender) quando repito: “quantos pintos / diplomas preciso ter pra ter ALGUM crédito ao falar de machismo, ou da luz que o ilumina, sem ser criticada infinitamente?”

Essa é uma das críticas que me pego fazendo ao machismo, algo de fora de mim. Mas o texto é sobre meus processos, certo? O que tem a ver? Além de eu também ter atitudes análogas ao machismo e ter cada vez mais consciência disso, agora eu já sei que não existem os outros (tenho um vídeo sobre) não existe FORA.

Existe dentro, existe o Eu. Existe o ego que me faz sentir dor. Ou seja, não me iludiram, fui eu que me iludi.

Fui eu que coloquei expectativa no comportamento dos homens sem conhece-los a fundo. Enquanto eu pedia fala pra apontar um ato de machismo, tudo que eu ouvia era mais machismo, e ao invés de meditar e manter a paz, eu estourava, deixava meu ego mandar em mim. Minha criança ferida chorava e gritava. Urrava.

Eu queria porque queria que eles entendessem meu sentir, minha criança queria isso. Achei que era o certo, que todos faziam de forma automática como eu. Mas eu que aprendi errado. Não me ensinaram diferente. Não foram didáticos. Talvez tentaram, mas não entendi a lógica. Não se colocaram no meu lugar pra entender minha lógica e poder me dizer, seguindo minha lógica, que os homens simplesmente são mais racionais que as mulheres e por isso eles podem, sem quer, ignorar o Sentir do Outro – por instinto e falta de consciência nesse ato.

E agora – trabalhando às vezes sozinha e às vezes com ajuda profissional – entendi muitas coisas nos últimos tempos sobre mim e como a sociedade machista me bloqueava (ou bloqueia). Disso que se trata autoconhecimento (eu tive sorte e oportunidade) e assumir responsabilidade (não é obrigação da vítima!!!).

Minha criança já não está mais ferida. Eu já tenho consciência que os homens pensam e sentem diferente de mim. Eu apenas estava iludida e agora retirei o véu dessa ilusão. Como entendi que eu me iludi?

Percebi que era tudo meu ego.
Basta observar a linguística: EU esperava algo. EU não aceito machismo. Eu. eu.

Eu esperava que, depois de tanto trabalho interno, depois de ter entendido alguns de meus gatilhos sobre machismo e também de aceitar que eu às vezes perco a linha, a calma – eu esperava que depois de tanto trabalhar meu ego, os homens poderiam pensar algo como:

“acho que a Gabi é uma mulher madura que está tentando nos mandar uma mensagem, ela está falando algo lógico, porque não tentar entende-la ao invés de crítica-la infinitamente?”

Ego. Quem sou eu pra querer algo? Ego.

Apenas expectativa criada pela minha mente, e toda expectativa pode gerar frustração.

Eu achava que eles se importavam de forma automática com nossos sentimentos, e que o que eu sentia importava tanto quanto o que eles sentiam. Não menos, nem mais. Igual. Mas sempre que eles começavam a questionar o meu sentir, eu me desiludia. Por que a minha expectativa não era atendida, mesmo se pra ele, fosse o certo.  E eu nem sabia porque eu estava frustrada.

Foram muitos casos de professores, amigos, familiares, ficantes, namorados, conhecidos, chefes, tenho muitos exemplos. Foram também mulheres: coordenadoras de escola e professoras, amigas, familiares…. mas eu sinto muito por elas, pois ao meu ver elas estavam em desequilíbrio com seu Sagrado Feminino, pois estavam obviamente ignorando algo que se chama empatia. As mulheres alinhadas com seu Sagrado relatam que empatia é um sentimento de suas naturezas. NÃO as culpo, não as rejeito, apenas as amo muito, e estarei atenta para sempre acolher uma mana que quiser acolhimento meu.

Percebi que o machismo está muito relacionado com a dificuldade que os homens têm de sentir a dor do outro ser humano, apenas por serem mais lógicos.

Na minha antiga lógica:
Empatia é capacidade de sentir na pele o que o outro ser humano está sentindo sem julgamentos e tomar suas decisões com base no bem estar de todos os seres envolvidos.

Na minha atual lógica:
Empatia é a capacidade de alguém seguir a lógica do outro, sem julgamentos e tomar suas decisões com base no bem estar de todos os seres envolvidos.

Mas às vezes a lógica do outro é o sentir. Qual o meu argumento pra dizer que um homem agiu de forma machista comigo? Meu sentir. Essa é a lógica do oprimido.

O sentir.

Por isso dizem que as mulheres é que podem apontar o machismo com mais discernimento, pois somos nós que sentimos mais. Homens também sentem, mas as mulheres sentem muito mais e os homens são, muitas vezes, beneficiados pelo machismo. Pra quem alega estar fazendo tudo certo, que está sendo apenas educado, eu não discordo. Apenas acredito que a educação machista que nós temos é prejudicial ao desenvolvimento humano, pois inibe o sentir. Dica : assista o poder da vulnerabilidade.

O problema que observo é que o sentir de todas as pessoas fora suprimido. Como sei? Bem, não sei, apenas ando notando que o sentir da mulher é sempre levado como exagero, loucura, falta de bom senso e desequilíbrio; enquanto o sentir do homem é relacionado a homossexualidade.

Isso é machismo, mas eu não posso enfiar goela abaixo de uma pessoa esse entendimento. Não se a pessoa não desejar profundamente compreender e passar por cima do orgulho pra admitir: ok, quero compreender. Em meus processos de autoconhecimento, percebi que eu preciso aceitar o fato de que algumas pessoas não vão nem fazer questão de me entender, mas outras querem e muito entender – e é pra elas que eu preciso sempre melhorar a forma de me expressar. Sempre poderei melhorar.

Não obrigo mais ninguém a nada.

Ainda sobre o sentir, eu tenho uma teoria, mas não sei pra quantos se aplica:

Acredito que os homens são seres amores e incríveis, e que se eles se abrissem pra sentir a dor da mulher, eles não aguentariam de pena, e também sofreriam muito – por serem amorosos, eles não gostam de ver a mulher triste. Pra isso, eu tenho uma sugestão que uso pra mim: quando vem a pena, ao invés de também sofrer e se deprimir por culpa, me vitimizar, eu apenas sigo forte, com COMPAIXÃO. Não adianta muito ter empatia e deixar que a dor do outro me faça mal. Pratico a compaixão e deixo que o Amor reine.

Eu não posso fazer aparecer o sentimento de compaixão nos outros, pois isso é um caminho individual. Eu mesma muitas vezes erro nisso.

Essa é a sugestão que meu processo de autoconhecimento me deixa: ter empatia e compaixão com todos os seres humanos e cada vez praticar mais.

Eu ainda quero que os homens aceitem esses meus pontos abordados, mas já não é mais a criança ferida que fala, mas a adulta consciente que tenho me tornado (ainda faaaaalta).

Eu compreendo que nem sempre dá certo. Compreendo que o ego do homem é frágil, assim como o MEU. Eu compreendo que nenhum homem precisa ser Buda, assim como eu. Eu compreendo que homens erram, assim como eu. Eu sinto empatia e amor, não sinto necessidade de brigar nem encontrar culpados. Perdoar? Eu também não sinto necessidade, porque não estou num patamar acima pra precisar perdoar alguém, eu apenas compreendo e emano amor.

Eu percebi, em meus processos internos, que eu também sou fruto de uma sociedade machista e não estou aqui pra negar isso. Eu também posso reproduzir e tentar me aproveitar do machismo pra tirar vantagem pra mim. Eu também posso reproduzir o machismo, sem querer, pra oprimir alguém. Mas percebi que independente do meu machismo, também sou Feminista.

Feminismo, na minha concepção, é a luz que ilumina o machismo. Quando a luz do feminismo tá muito forte, todas as sujeiras do machismo aparecem. Sei que pode incomodar a muitos, mas quando o machismo está escancarado, muitas pessoas se preocupam mais em diminuir a iluminação pra a sujeira não incomodar tanto, do que limpar as sujeiras e deixar tudo limpinho. Se não houvesse machismo, não existiria nada pra ser iluminado. Essa premissa é muito básica pra se falar de feminismo. Antes de regular a luz, a sociedade precisa ver a merda que está sendo iluminada. Não diminuirei minha luz pra agradar quem ofende as mulheres e nem se importa com isso. Eu me comprometo a trabalhar pra não jogar  meus lixos emocionais em ninguém, mas jamais apagar a luz do feminismo, pois sem ele ainda estaríamos privadas de se desenvolver, sem paz pra evoluir, vivendo como animais.

Prefiro focar em ajudar no empoderameto das mulheres ao meu redor e tentar conscientizar os homens que estão abertos e interessados, a me perder tentando convencer alguém que não tá afim, de algo tão óbvio pra mim

Podem falar que feminista é hostil e segregadora, mas na realidade, o abismo criado foi consequência do machismo, não do feminismo. E se isso não faz sentido pra você, tudo bem. Pra mim, faz. E muito.

Felizmente, tem funcionado meu mantra “apenas seres de luz vão me ver”, portanto me coloco em poucas situações em que sou oprimida. E tenho empatia e compaixão com as manas que ainda estão sendo oprimidas. Além disso, mesmo eu tendo a consciência de que os homens não são todos maus e que apenas atraio pessoas boas, saibam que ainda não estou 100% segura. Andando feliz na rua e educadamente responder um bom dia pra um cara, ele pode me assediar mesmo, achar que dei trela. Não existe segurança nessa Selva de Pedra que é o habitat dos humanos no Planeta Terra.

Minha utopia é andar ainda mais segura, sem medo, sem necessidade de estar acompanhada, sem hostilidade. Sei que não vou poder ver isso acontecer nessa vida, mas aguardo amorosamente, se análise que fiz de mim ajudar pelo menos UM homem refletir sobre tudo, cumpri meu papel <3

Observação importante:

Me conhecer foi um privilégio que tive e chuto que 95% (pelo menos) das mulheres não tem esse privilégio.

Autoconhecimento ainda é privilégio!!!

Eu ou ativista do autoconhecimento, sei como é difícil. Nosso ego é fogo.

Precisamos acolher TODAS as manas que estão sofrendo, sentindo a opressão – sem julgamentos. Precisamos ouvir os gritos dela, entender os motivos de ela estar sendo hostil. Depois, com calma, podemos conversar com ela, mas jamais deslegitimar a fala dela por conta da hostilidade.

E mais: mesmo quem entende tudo isso (autoconhecimento) e não sofre com o machismo, a forma que elas encontraram pra expressar suas ideias ainda é muito silenciada. Assim como a minha voz costuma ser diminuída. Não mais. Sou grata!

Ah, e esse texto vale de reflexão pra todos os tipos de opressão. Todos nós podemos ser opressores de forma inconsciente.

Masculinismo

Eu não reproduzo o machismo,
Sei tudo sobre o feminismo.
Sou homem e contra esse movimento,
Vocês nem lutam pra trabalhar com cimento.
Sou a favor dos direitos iguais,
Só não exagera, pra não muito parecer
Afinal respeito nem todas são de merecer
Não estou negando opressão em algum lugar
Mas as mais putas nem podem reclamar
A sociedade já está encaminhada pra mulher ser valorizada
Paremos de rotular tudo, quero mais rótulo em nada,
Como PhD em feminsimo,
inventei uma palavra aqui que diz tudo que precisariamos
Pra uma sociedade justa.
Masculinismo, direitos iguais sem rotulismo!

Que nojo

Cancelem o feminismo,
Venceu o pragmatismo.
Daqui pra frente nos submeteremos
Àquilo que vocês querem, daremos.

Mentira. Primeiro de Abril.

Precisamos do Feminismo ATÉ no 1º de abril. É cada assédio sem graça nenhuma que precisamos aguentar.

Faço o quê ao me deparar com uma situação dessa?

Estava indo tomar um café hoje de manhã, depois de passar a noite com minha tia que se recupera de um problema de saúde. Tanta coisa na mente, um babaca me buzina. Eu estava de costas, não olhei (não conhecia, não era pra mim). Passou por mim devagar, buzinou de novo, acenou de leve chamando minha atenção, olhou no fundos dos meus olhos e me mandou um beijo.

Que nojo. Mostrei o dedo do meio.
Hoje eu sinto mais leveza nessas situações e procuro emanar amor, mas resolvi mostrar o dedo do meio mesmo na minha paz de Jah.

Alguns vão dizer: mas é só um beijo, leve isso como elogio. Ele gostou de você.

Ou eu mesma: tenha pena de um coitado desses, infeliz que não sabe que deveria parar de incomodar as pessoas assim. Pena? Arght. Nojo.

Sinto nojo. Fui molestada, assediada.

Meu campo energético invadido e energias sujas (de um cara nojento e sujo) veio em minha direção. Me incomodou, sou um ser humano. Me irritou, deveria eu sentir PRAZER em uma situação? É isso que eles querem, né?! Que adoremos ser um pedaço de carne pra abrir o apetite sexual e deixar ereto o pau, né?!

“Hum…. delícia”.

Nojo.

Além desse desabafo, o que eu faço com um infeliz desse?

Tento encontra-lo na internet porque ele é a única pessoa do mundo a se encantar com minha beleza de esquerda e dizer a ele que estou extremamente aborrecida de ele ter me iludido – buzinado, me mandado o beijo – e ido embora? Sim, talvez ele quisesse me indicar apenas que sou linda – como se eu nem soubesse disso.
Agora eu pergunto a vocês, estou tão errada de AINDA me aborrecer com esse tipo de coisa? É um animal nojento daquele que está certo e nós, mulheres conscientes e que buscam ser livres, que estamos exagerando?

É sério que vocês ainda vão sorrir e dizer “ah, que exagero, deixa quieto isso?”

(…)

Cancelem o feminismo?
Isso daí que descrevi é eufemismo.
É o que eu tenho atraído por sorte
(Sou grata)
Ou a luta e o movimento que me fazem forte.
Mas tem mana sendo morta e estuprada
E você aí achando que é só mimimi de menina frustrada.

Goze


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Mame alegria
Chupe aventura
Toque em variadas texturas
Beije o céu
Gema no inferno
Viva, goze
Goze da vida
Viva o momento
Goze no Agora
Ria do perigo
Não conte com a sorte
Leve a vida leve
Abra a porta da sedução
Atenção aos dias do ciclo
Confie nos desejos
Controle os instintos
Observe as reações
Altere entre os braços
Cuidado com os joelhos
Não caia para o lado
Use proteção
Volte a ser Um com o Todo.

 

 

A Paz e o Caos

É a nossa escolha amar
Esse mundo, essa dimensão
Tudo é imundo, muitos sem coração
No automático é densidade
A sistemática me tira a serenidade
Quando vem o equilíbrio
A gente tem tudo o que sempre quis

Qual o propósito do equilíbrio
Qual a mensagem do delírio
No equilíbrio há liberdade
No delírio há possibilidade

Entre o mar e a areia
Ali eu vi uma sereia
Ela queria liberdade
Mas fora do mar não haveria possibilidade
Uma liberdade condicional
Como todos no mundo ocidental

Entre o mar e a areia
Ali eu vi uma sereia
Ela queria uma liberdade
Mas não teria possibilidade
Se fosse fora do mar
O que restou pra ela foi rimar

Equilíbrio entre a água e a terra
Equilíbrio entre o fogo e o ar
Tolerância com quem erra
Paciência com quem não sabe amar

 

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Choque de universos

Imaginei dois universos, com suas paredes infinitas e em eterna construção. A referência, o ponto de vista, era cada uma das consciências que habitavam o centro desses universos.

As paredes de uma das consciências eram formadas por valores sociais, aprendidos desde cedo na família, escola e igreja. Sem questionamentos e transgressão, ou o caos seria estabelecido. A consciência era guiada pelas leis, verdades absolutas inquestionáveis vindas do exterior. Homens e mulheres com papéis bem definidos como máquinas que estão aqui apenas para reprodução da espécie e salvação segundo algumas leis romanas. Embora de enorme proporção, a parede que cercava essa consciência era restringida pelo medo de se perder em seu próprio Ser, infinito e eterno. Onde mora o Caos. Mais seguro, portanto, era se limitar às regras estabelecida por outrem, sem questionar para que tudo permanecesse na aparente ordem.

E era exatamente o que a outra consciência almejava: questionar todos os valores para que todos e todas fossem verdadeiramente livres. Essa consciência não aceitava regras sociais, os padrões e valores sem fundamentos. Seu maior medo era ter que se limitar a ser quem não era, quem queriam que ela fosse. E queria que todos fossem livres para fazer suas escolhas. Para essa consciência, o caos era inevitável e ao questionar o que não vale mais, o universo ficaria maior. A expansão era o objetivo dessa consciência. Queria alcançar a plenitude sendo autêntica, sendo quem veio pra ser, sem medos e sem limites – aliás, medo e limites existiam, mas o tesão era supera-los. Não existia medo que durasse muito tempo. O medo era substituído pelo amor e certeza que tudo estava bem, que do caos surgiria a ordem.

As duas consciências se encontraram e argumentavam que estavam certas. Cada uma era um Universo e nenhuma poderia ser considerada errada. Tudo era uma questão de como cada consciência fora criada, formada. Com um pouco de empatia, as duas consciências compartilhavam seus universos. No entanto, o medo do caos era muito forte para a consciência conservadora, enquanto o medo da mesmice era fortíssima para a consciência libertária. Quando a consciência libertária aceitou que a outra vivesse em seu mundo de medo, seguiu sua vida em paz, sabendo que, assim como ela, cada um tinha o direito de viver como bem entendesse. Quando a consciência conservadora aceitou que a outra vivesse em seu mundo de infinitas possibilidades, teve medo e a atacou indiretamente: na fala, desejou que vivesse como quisesse, mas na realidade não queria que transgredisse nenhuma regra social – e faria qualquer coisa para convencer que a liberdade era perigosa. Não soube seguir em paz, pois seu padrão era o medo.

Amor de Pista

Eu posso qualquer coisa
Eu sou qualquer coisa
Eu sou ritmo e sou poesia
Sou poesia há tanto tempo
Que nem lembro
Passei por aqui
Por fora
Por aí
Por dentro
Me perdi e me encontrei
Várias vezes
num dia
E fui ritmo quando te encontrei
Quando me ensinou a dançar
E pediu pra eu olhar nos seus olhos
Eu buscava isso. E encontrei.
Por causa de medos, não dançamos!
Por conta de instintos, não dançamos!
Parei no tempo, parei no ritmo
Os medos se foram, dançamos!

Filosofia da Natureza

É preciso atenção
Carinho, empatia, união
Se fosse de fácil compreensão
Estaria lendo sobre baixaria.
Filosofia da Natureza, chame como quiser
Só não deixe de perceber, escutar.

No automático, estamos desconectados
Escuta os pedidos da Natureza.
Transcende a distração, foque.
Os mais despertos, vão pela intuição
E focam no que mais importa.
Vão por caminhos mais suaves,
Aprendem com lições afetuosas.
Pelo caminho do amor.

Mas, em geral, é muita distração
Sexo, comida, consumo, drogas
Os outros
– Ah! Como os outros nos distraem!
São necessidades,
mas perde-se o foco da consciência
Da evolução,
Distrai da autoconsciência.

Sexo e alimento
Reprodução e sobrevivência
Energias vitais,
mas instintivas se não observar.

Todas as necessidades humanas
Poderiam ser sanadas com consciência
Com políticas públicas integradas
A humanidade está
Tecnologicamente
Pronta para evoluir nesse sentido
Mas o sistema não quer
É melhor manter a maior parte
Lutando pela sobrevivência
Manter a maior parte na ilusão
De vencer na vida por ter suas
Necessidades básicas sanadas.

Lutando pra sobreviver,
Agindo como animais,
Pelo instinto.

Mas podemos curar com consciência
Com a união com a Natureza.
Ouvindo a Natureza.
Integrando-se com ela.
Deixando que sejamos abduzidos por ela.

Purifica

Purifica: entra em harmonia com tudo – de dentro e de fora. Tudo é parte da Natureza e a Natureza é a manifestação do Divino.

Purifica: transforme a realidade manifestada na pureza das crianças e dos animais. Transforma os desafios em dádivas em conexão com o Todo.

Purifica com o mar, purifica com a sagrada medicina.

Purifica os chakras, para seguir errando e purificando, num ciclo de cura e expansão da consciência.

Purifica entrando em harmonia com toda a existência.

Mau é o ego humano não treinado

Dinheiro não é mau, mau é o ego humano não treinado.
O dinheiro é amoral, o papel não pega numa arma e atira.
Quem é mau é o Humano que possui o montante,
ou de quem, por sentir falta dele, faz o mal.
No mundo da dualidade, mau não é o número na conta,
Mas quem tira do outro, quem humilha, quem oprime,
quem julga, quem mata, quem discrimina.
Quem tem inveja do que o outro não tem,
quem quer ir pelo caminho de ferir a liberdade do outro.
O sistema é formado por um coletivo de Humanos,
Ele não tem culpa de ser mau, quando houver mais humanos bons,
o sistema será bom.
O ego humano pode ser cruel, e existem muitos que ainda são
Pois estão inconscientes.

Dinheiro é apenas um fato que devemos aceitar pra poder evoluir,
não precisamos colocar a culpa nele para justificar nossos atos.
O dinheiro não vem apenas pra quem é mau,
e não transforma ninguém em ser das trevas
Essa pode ser a realidade manifestada para alguém,
mas não é a verdade absoluta.

O dinheiro pode e deve circular entre todos nós.
Se ele estiver na mão de pessoas boas, melhor ainda!
Ganha o mundo, ganha todos!
Estamos numa Nova Era, em que os egos estão se controlando.
Você percebe? Cada vez mais?
Olhe ao seu redor, se você for alguém desperto:
vai encontrar seus iguais.

Podemos, mas não precisamos ter medo do sistema,
Medo nos traz preocupações desnecessárias,
viver com medo nos faz sentir estresse o tempo todo.
Observar apenas o medo real,
e identificar qual medo é uma projeção, curar na raiz.
Se a gente tem medo, é preciso se fortalecer
Se há ameaça real iminente, que seja tomada precauções.
Não estamos mais na selva, mas atenção plena nunca é demais
E se a gente atrai o que a gente vibra,
medo atrai mais situações de medo.
E desapegar, não julgar, praticar a compaixão,
acreditar em Algo Além,
nos deixe com menos medo:
a gente se conecta com o amor.
Apenas lavemos em consideração que todo medo
pode ser apenas um bloqueio mental.

Eu sou intensa: ou eu amo, ou eu odeio.
Não existe esse lance de ignorar.
Como vou ignorar algo que eu já odiei?
Pra mim, não funciona assim.
Não consigo apenas tolerar, eu tenho que passar a amar.
E estou errada?
Se eu tenho uma programação densa no meu subconsciente,
qual o problema de eu instalar o oposto positivo dela?
E se eu quiser amar o sistema, o dinheiro?
O amor é incondicional, ou não?
O meu, acredito que é.
É só uma programação limitante,
não mudou minha essência
– me sinto ainda mais livre pra fazer o bem.

Não precisamos levar nossa vida com tanto inimigo,
temendo tudo e a todos,
nem estar em uma constante guerra interior.
Podemos aprender as lições e evoluir.
Sim, devemos ficar alerta aos predadores
– o sistema, inclusive,
se defender e atacar quando, e se, preciso.
Em alerta como um animal que somos,
mas internamente em paz como seres conscientes.
Vamos nos sentir mais leves se cada fato do passado
seja guardado numa gaveta certa.

Mas se o passado e conceitos nos despertam sentimentos densos,
ou nos colocam na posição de vítima,
vivemos sem a leveza necessária para o fluir da vida.
Pode ser o momento de rever tudo isso.
Não que sentimentos densos não sejam úteis,
eles são: para nos mostrar o que está errado.
E só, pra mim.
A palavra de ordem é resolver tudo internamente.
Não jogar pra baixo do tapete mental.
Apenas resolver tudo que nos incomoda.

E é isso.
O dinheiro não torna ninguém mau,
ele é apenas a ferramenta pra expandir o que o ser humano já é.
Conheça quem é você de verdade,
Quem sabe quem é em essência, não tem medo de se perder
Valorize-se, ame-se. Ame o outro como você ama a si.
Tenha compaixão dos processos alheios, pois você também erra.
Mesmo que, no seu julgamento, seja um erro menor.

Você também merece ter tudo que sempre quis,
inclusive se você gostaria de ter bem pouco
– pode ser um pouco mais, tudo bem!
Valorize seu trabalho, sua arte, suas habilidades
Valorize tudo que aprendeu na sua jornada.
Tire suas crenças limitantes sobre dinheiro
continue fazendo o bem, oferecendo seu amor e cobre pelo seu trabalho
– um preço justo para todos.
Não precisa excluir quem não tem, apenas não tenha medo de cobrar,
pois quem também está na mesma onda de prosperidade, vai ter dinheiro para pagar.
Não projete seus sentimentos ruins nos outros,
se alguém cobra, pague se puder, o que puder.
E se você ainda não tem, comece oferecendo.
É uma questão de energia:
Como você pretende receber,
se você não está disposto a oferecer?

 

 

 

 

Convite para a retomada de consciência

Mesmo com tanto sofrimento,
com tanta coisa ruim,
com tanta dor e omissão,
com tanto retrocesso…
mesmo assim: estamos vivos.
É isso, a realidade aqui manifestada
NÃO nos agrada.

E como pessoas adultas,
como humanidade saindo da adolescência,
está na hora de aceitar como fato
e assumir a responsabilidade por esse caos.
Retomar a consciência, pois emoções fortes nos tiram o centro.
E lutar.
Lutar como for, como a consciência mandar.

Em guerra ou em paz,
Todos têm seu papel, sua missão.
Sendo exemplo, sempre.
Com novas maneiras de pensar soluções.
Novas maneiras de construir.

Ah, a babilônia vai tentar te impedir.
Não impedir de lutar, não!
Impedir de retomar a consciência.
Vai provocar,
te deixar com raiva, com ódio – indignado.

Vai atacar.
Gás de pimenta por gritar,
Porrada por causa de uma ponta.
Quem entra no jogo e se entrega a essas emoções,
Quem age a partir dessas emoções
está fazendo a máquina girar.
Tudo bem: apenas tenha consciência disso.

É preciso os prós e os contras
Para o sistema funcionar.
Brigas ideológicas fazem parte do espetáculo.
Quem retoma a consciência compreende que há algo de errado,
que algo precisa ser feito.
Mas não entra no jogo,
segue em paz, foca na missão e tem atitudes verdadeiramente revolucionárias.

Não existe certo e errado,
retomando a consciência:
até mesmo os mais emocionados têm seu papel.

O fim de um mundo é o começo de um novo. Seguimos lutando.

Humanos, mais ou menos

Se você prega a paz,
Como pode estar tão cheio de ódio?
Se você prega o amor,
Como pode viver com tanto medo?
Use sua consciência para
transmutar:
Raiva em atitude,
culpa em mudança de comportamento,
rejeição em amor próprio…

As emoções vão vir
Não se pode evitar
Somos humanos,
Mais ou menos,

somos SUPER HUMANOS

Estamos encarnados…
Mas são só experiências…
Podemos transcender o bem e o mal
Assumir que também temos
E somos…
Tudo isso dentro de nós.
E, enfim, assumir quem realmente queremos ser.

O que sua melhor versão faria,
mesmo entre emoções que oscilam?

Os desafios vão surgir,
A sociedade vai oprimir,
Mas você é mais forte,
Você sabe como estender o amor
Você e luz e sombra
É a força crística
A consciência cósmica
Você um ser humano incrível
Não deixa as emoções
Negativas te pegar, te consumir

Em momentos de caos,
seja a paz,
independente da brisa,
independente da luta,
independente dos atos.

A revolução NÃO será pacificada,
mas será pacífica.

 

 

 

 

<3

Nave de Odessa

Todos seres de luz fazendo seu trabalho,
Juntos tornam-se um, como cartas do baralho
Escutaram o chamado e aos poucos foram recrutados
Todos na mesma estação para serem curados.
Não dá pra julgar a brisa de ninguém
Porque cada um é um universo muito além
Há anos dizia que não iria,
Que essa onda eu não aguentaria.
Mas eu já estava preparada,
Resolvi, então, encarar essa jornada.

ler mais…

Lições do professor opressor

Em aviso na parede, a casa anuncia que é contra opressão,
Me senti segura, era só avisar que expulsariam o vacilão.
Não me julgue por na hora não denunciar,
Achei que com minha arte poderia algo a mais ensinar. ler mais…

Ser sem Fim

Um brinde aos prefeitos eleitos,
muitos deles bem suspeitos…
Sem copo, meu bic acendo
Só sei que meu voto eu não vendo.

Na paz de Jah só vejo luz
Doida nada, só estou fazendo juz
A todo poder que está dentro de mim
Sim, me sinto um ser sem fim

Em profunda meditação
Só escuto a voz do coração
Sei o poder de cura que me fora dado
E preciso de cautela, cuidado!

Com cuidado me abro para qualquer obsessor
Não vou deixar ninguém aqui sentir aquela dor
Assumo a briga, a responsabilidade
Sei fazer bom uso da minha sensibilidade
Venha pra mim, que luto, sem medo
Com minha luz eu ganho sem segredo

Só vemos fim, o barco tá furado
Já tá todo mundo saturado
Nada é nosso, é tudo emprestado
Mas o mundo não precisa viver assustado

Não existe fim, nem começo
Nós somos o próprio infinito, sem preço
Abro meu campo pra energias densas
De que valem experiências pouco intensas

Como instrumento da criação,
Percebo que transmutar é minha vocação
E isso me faz feliz, me faz rir
A vida vale a pena quando não paramos de sorrir

E nada é nosso, é tudo temporário
A vida passa e nem vemos o horário
Já é tarde e mais ganhou quem viveu
Quem foi resiliente
Confiante
Humilde
Se fez de instrumento
Passou! A vida se foi como o vento.

Até gosto de desafios pelo risco
É aprendizado por isso arrisco
Zona de conforto, pra mim, é coisa pouca
Quero mesmo gritar até ficar rouca

Quero mergulhar em mim,
Porque sei que sou um ser sem fim
A viagem é longa, não pretendo esperar
Fecho nesse verso
Você é mais um ego a julgar
Ou um instrumento do Universo?

Vai passar

Já tive essa mesma vontade de desistir,
uma enorme vontade de partir,
vinha de um vazio no coração,
me diziam que era falta de oração.
No meu íntimo, porém,
eu sabia que era algo muito mais além. ler mais…

Liberdade

O que podemos ser,
Se não livres?

Já conhecemos a repressão,
E isso é tudo que não somos,
ao menos em essência. ler mais…

Agir e fluir

Posso não saber exatamente o que quero,
mas já me conheço pra saber o que não quero.
Meus desejos são passageiros.
Vou provando, experimentando…
deixando fluir e vendo mais contrastes.

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Sobre amar e temer

É sempre sobre amor ou medo.
É o medo de perder, [se.perder]
O amor permite fluir, p e r m i t e
O amor é um #quero #sóvai #vemcomigodepoisteexplico
E pode ser racional ao mesmo tempo!
Calma: vamos, mas vamos conscientes, em paz, com a leveza que a vida tem que ter.
O medo é um “não quero tanto assim”
“ainda não estou preparada pra lidar com as energias alheias”

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Poema pronto para piadas infames

Já sei que serei chamada de dramática
Mas hoje ouvi que mulher é igual a matemática:
tem muitos problemas, tem suas regras e ninguém entende
mas é claro que apenas brincar é o que se pretende

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Nota de Rodapé

Eu só quero paz
irmãos, sobrinhos e pais
Confesso que penso o tempo todo “Gabi, corra!”,
Mas família é importante, porra!

Eu só vejo um país em guerra,
Injustiça, miséria e intolerância com quem erra.
É a Cultura do circo e do pão,
tudo na Veja é manipulação.

Escolhi acreditar e pensar diferente,
Hoje já me sinto em paz genuinamente

Não me sinto uma vítima,
e minha escolha é sábia e legítima,
assumi o controle
da minha existência,
eu não tenho culpa se alguém aí
Optou pela desistência.

(melhorem, apenas)

É por essas que me cortam, não é?
Por eu dizer duras notas de rodapé.
Eu tenho que ouvir, calada, coisas absurdas
Por que só eu aqui preciso mesmo me fazer de surda?
Transcendi as notas, já não me importo em ser vermelha.
Afinal, agora ostento ser a louca doce ovelha

Pra me entender,
Não vejo em vocês paciência,
ficam só me tirando de pseudociência.
Não botam fé na filosofia que resolvi acreditar
Mas fui determinada e consegui morar em frente ao mar.
Nunca enfiei goela abaixo nada para ninguém,
Só que os mais espertos já se aproveitam de uma parte do que sei.
(gratidão por confiarem em mim!)

Desequilíbrio, depressão
pouca fé e muita reclamação.
Eu era muito assim, nervosa,
Já não sou mais alguém ansiosa.
Tudo porque escolhi ver a vida com outro olhar,
Fui atrás de quem sou, e em Santos finalmente encontre um lar.
Minha visão é mais do que ingenuidade,
É algo novo pra vocês, se chama maturidade.

Há anos escolho o autoconhecimento
Fui forçada no começo, mas ganhei discernimento
Vivência,
Experiência.

Resiliência que a terapeuta elogiou,
valores éticos que com honra ao mérito a professora me agraciou.
As pessoas param para ouvir o que tenho a dizer,
mas no fim elas mesmas decidem o que vão fazer.
Eu só compartilho o que funcionou comigo,
e eu juro: queria ter cada um, como meu amigo.

Uso dois mantras que me parecem oportunos no momento,
São evidências do meu comprometimento.
“Prefiro estar em paz, a estar certa.”
Estou sempre em alerta,
Ainda engulo sapo pelos meus familiares
Tenho vocês como meus pilares.

Preparem-se para mais notas de rodapé:
o outro mantra é:
“não posso mudar ninguém, só posso mudar a mim”
Mas eu sofro pra caralho com suas crises de rim,
Tô com você, eu te amo…
Te convido pra filosofar ou também reclamo?
Já fiz minha escolha e quero paz,
Quero saber se vocês também podem tentar um pouco mais.

Depois desse desabafo,
não serei com vocês mais pró-ativa
Já decidi que essa é a minha última tentativa.
Eu não quero mudar de ninguém,
também gostaria que não tentassem me mudar também.
Eu aceito, amo e honro todos vocês de verdade,
Mas não consigo me entregar apenas pela metade.
Peço mais tolerância,
Tive que resgatar histórias da infância.
Se pareci rude no processo de cura
É porque tive que ressignificar toda a armagura,

Gratidão pela inspiração,
me abrir assim foi minha melhor opção,
podem ter certeza que fiz de coração,
só quero que tenhamos uma verdadeira transformação.

O mundo anda mesmo chato…

Às vezes me pego pensando como o mundo anda mesmo chato. As pessoas preferem olhar o mundo como um lugar feio e cruel, cada vez pior, enquanto poderiam olhar para o mundo como um lugar de evolução e cheio de beleza, amor, solidariedade. O mundo tá essa chatice porque as pessoas não aceitam as coisas como são, querem mudanças para ontem – porém ignoram todas as que já existiram, não percebem como já evoluímos, mudamos e estamos corrigindo nossas falhas aos poucos, a medida que cada consciência desperta. O mundo tá chato porque nós pegamos essa falta de aceitação e temos atitudes não produtivas: apenas reclamamos, ao invés de impactar positivamente o máximo de pessoas possível.

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Sob minha pele

Talvez seja difícil alcançar,
Mesmo de tarde, junto ao mar
Silêncio aparente, turbilhão mental
Não é possivel ignorar a crise mundial,
Não se trata da crise do comprar,
Mas da dificuldade de genuinamente amar.

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Crenças são conceitos: quais os seus?

Às vezes comento com uma pessoa: “Fulana, você pode analisar suas crenças sobre tal assunto para tentar desbloquear sua vida” e recebo a resposta: “mas eu não tenho crenças, simplesmente minha vida é assim mesmo, bloqueada”.

Doce contradição. Como pode umas pessoa ter “nenhuma crença” e dizer em seguida “minha vida é assim mesmo, bloqueada”. Ela mesma fala da crença dela, porque – afinal de contas – nenhuma verdade é absoluta, então ela está escolhendo, de forma consciente ou não, acreditar que a vida dela não tem jeito. ler mais…

Sobre meditar

Não é a primeira vez que alguém fala comigo sobre sua ansiedade e mente inquieta perguntando se eu “já fui” assim. Não, não só já fui assim como SOU ASSIM ainda. Todo mundo que não é iluminado tem seus momentos. Por mais equilibrado que seja, quem nunca sentiu uma ansiedadezinha?!

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Resistência

Não me considero mais RESISTÊNCIA. Já me considerei resistência política, já não sou mais. Acredito que quem resiste são eles – resistem à mudança, mais direitos, mais liberdade, menos opressão. ler mais…

Deixa fluir

O universo tem uma sabedoria incrível e quando nos preocupamos demais, sofremos demais, impedimos que essa sabedoria atue em nossas vidas. Essa sabedoria nos dá a percepção da sincronicidade. ler mais…

O olhar da gratidão

O olhar da gratidão reconhece as cores, o novo, o cheiro, a expansão da consciência, os sabores, o diferente, a montanha, o nascer do sol e a impermanência de tudo, o brilho e a luz.

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Pergunte a você criança

A cura vem de abraçar a sua criança e perguntar porque você tem os problemas que tem hoje. Parece cliché, exagero, mas não é. Funciona, é só tentar.

Só que dói, é triste voltar ao passado e reviver aquele sofrimento, mas é necessário. Se não revivemos e resolvemos essas questões, elas ficam na sombra.
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Sobre amor incondiconal

Começo com minha conclusão: não é porque você não reconhece o amor incondicional que ele não exista em você ou que ele não exista por si só.

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Orgânica

Somos seres orgânicos, vivos. Somos parte da natureza, embora nossa mente minta e nos dê a ilusão de que não, não somos. Por alguma razão, temos essa consciência que nos faz viver de forma diferente do restante da natureza. Nós criamos, montamos, abstraimos, temos memórias do passado e projetamos o futuro. Temos consciência e um ego. Um ego que nos ilude, nos faz crê que somos algo diferente da natureza.

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A crise me pegou e joguei a culpa no PT

Às vezes, para expandir nossa consciência, precisamos ir à lugares sombrios, nos colocar em posições desconfortáveis. Hoje você vai saber o que aconteceu quando eu parei de brincar do jogo do contente de Pollyana e comecei a brincar de “do contra” (em relação ao que eu  acredito), colocando a responsabilidade da minha “crise pessoal” no governo, adorando permanecer na merda quentinha de uma vida mais ou menos.

Aviso: esse texto pode fazer você querer sair da cadeira de vítima, assumir responsabilidade pela felicidade e mudar sua vida!

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Geração Gratidão: filhos de 2012

Refletindo sobre minha saúde, notei que depois que eliminei o máximo de energia negativa da minha vida, passei a ser mais conscientemente grata e mudei minhas crenças, minha saúde melhorar muito. Se liga nesse processo.  ler mais…

Movimentos sociais e desenvolvimento pessoal

Meu objetivo nesse texto é instigar uma reflexão para saber o ponto que estamos de nosso desenvolvimento pessoal e quais são nossas limitações para uma verdadeira mudança social. Meu objetivo não é obrigar ninguém aqui a levantar bandeiras e ser militante de causas sociais, é apenas mais uma reflexão sobre sociedade e espiritualidade, pela expansão da consciência. Acredito que a reflexão vale a pena, embora realmente não tenha uma resposta concreta para nenhum problema.


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Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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