Avanço é pensar. Pensar evolui. Evoluímos refletindo, tirando conclusões. Não quero tirar conclusões para você, e sim com você. Meu objetivo é abordar temas para gerar reflexão. As opiniões mudam, os saberes e sabores se desenvolvem aos poucos.

Nessa categoria, compartilho um pouco sobre meu caminho. Sempre senti que havia algo estranho no mundo. Depois que a confusão da adolescência passou, descobri que não era bem o mundo que está errado, mas simplesmente a forma de pensar da maioria das pessoas não se encaixa com o que eu busco para mim. Nem certo, nem errado. Apenas diferente.

Venho descobrindo, desde então, diversas formas de pensar, de me comportar, de levar a vida e de me conectar com o Universo. Aprendizado, espiritualidade, novas interpretações para o que eu já conhecia… Para compartilhar o que tenho entendido e também dividir algumas dúvidas com vocês foi o motivo para criar essa categoria. Convido a todos a se juntarem comigo. “A gratidão jorra pela fonte do meu coração”! Vamos avançar juntos?

Meu heterossexualismo

Esse é um texto sobre a consciência de outrofobias em geral. Não quero ser protagonista de nada que não sou, apenas quero expressar-me sobre isso. Não quero estar certa, quero expandir minha consciência e estimular que façam isso, lendo a mim ou fazendo qualquer coisa que expanda sua consciência. Não quero estar certa, quero estar em paz. “Duas são as situações e atitudes geradoras de empatia. A primeira atitude é da pessoa que se coloca no lugar da outra. A segunda atitude empática é a da pessoa que estimula a outra a se colocar em seu lugar. No primeiro caso predomina a capacidade de entender e no segundo a capacidade de se fazer entender.” Sílvia Barros Estou disposta a rever meus conceitos sobre tudo que eu disser, pois sou uma eterna aprendiz e SOU em formação. Partindo de premissas como compaixão, não julgamento e desapego de conceitos quadrados, todo argumento é valioso pra mim. Todo mundo pode ganhar com o diálogo sobre o tópico, mas a autora é quem mais ganha simplesmente escrevendo e compartilhando. Assumindo meus privilegios   Vivo de boa com meu heterossexualismo sendo uma mulher cis; casei com um homem e talvez tenhamos uma família no modelo tradicional, embora eu queira dar um liquidificador de brinquedo pra um potencial filho homem, pois cozinhar me libertou e pode libertá-lo também. Sou branca bronzeada de sol. Ou seja, branca que todos admiram a cor quando fica morena. Aliás, isso é um baita privilégio, me orgulho de minha cor, além dos meus cachos. Cresci sem me faltar nada, graças a Deus! Aliás, isso tudo me deu a oportunidade de, depois que me...

A mídia prega o medo: o que você tem a ver com isso

Quanto mais ligado na televisão você fica, mais informações que você não necessariamente quer, é guardado no seu inconsciente. A televisão está no paradigma do medo, e deixa você exatamente assim. É uma das formas que ela te controla. Há uns anos, ainda na faculdade de jornalismo parei de ver televisão, ler noticias, histórias ruins e coisas trágicas em geral. Já escrevi sobre isso aqui e aqui recentemente, mas no Gabitopia tem várias críticas à mídia. Hoje vou abordar de outra maneira. Essa novela “Além do tempo” me chamou atenção. Duas ou três pessoas me falaram dela, sobre reencarnação e resolução de karma. No Natal, vi duas cenas. Lembrei na hora do porque deixei de ver televisão: jogo de ego, muito poder e controle… pouco amor. Mas… Hoje estava na minha timeline a seguinte imagem sobre o fim da novela. Uma pena ela me parecer (não sei o contexto) que está ‘inventando’ isso, mas agradeço que essa novela da Globo também esteja tentando fazer sua parte com a disseminação do paradigma do amor. Gosto, acho que se alguém pensar mais sobre essa realidade depois de assistir, já tá ótimo. Não critico os artistas da Globo, honro-os. Minha irmã, aliás, foi artista da Globo em outra novela linda, A Viagem. Sempre com mensagens bonitas, pra cima. Nos fins de ano, sempre me sinto como uma novela no fim, onde tudo da certo. Viva! Tenho visto vídeos de Regina Case no Esquenta falando de feminismo, negritude e justiça social. Gosto, acho que tem que ser feito. Só que pra mim, televisão não dá mais. Já me hipnotizou, anos atrás, mas não mais....

Confie em você, tenha fé no Universo

O Universo é mesmo incrível e conspira a nosso favor. Hoje eu acordei com uma necessidade de entregar e confiar. Nem sempre as coisas saem como planejadas e isso pode desestabilizar-nos. Precisamos confiar. Ou precisamos ter fé. Ou os dois? Vi rapidamente na internet a diferença e bateu com o que me faz sentido: fé é incontestável, confiança depende de um cenário construído, variáveis que devem ser levadas em conta. Quando fazemos nosso melhor, precisamos confiar que colheremos os frutos. Quando há dúvidas quanto ao processo, tendemos a não confiar. E tudo bem. Dizemos que moldados nossas vidas a partir de nosso sistema de crenças, ou seja, se acreditamos que podemos, podemos. Se achamos que não podemos, não podemos. Ao racionalizar uma situação, no entanto, percebi que estava sem confiança, porque as variáveis não eram favoráveis. Em seguida, resolvi que deveria entregar e ter fé, aquela fé que tudo vai dar certo. Aquela fé que algumas pessoas taxam de “positivismo”, “pollyana”… a fé de que as coisas vão dar certo, de que nascemos pra ser felizes. Essa minha fé eu uso quando eu não tenho saída, quando todas as probabilidades apontam pro fracasso. Eu não posso me deixar me abater, eu procuro essa fé. Pode ser até uma forma de “cegar”, mas cada um escolhe a forma que quer ver o mundo: sofrendo a cada obstáculo ou entregando com fé. Fé não está ligada à religião, não. Nem precisa estar ligada à espiritualidade, pois uma pessoa pode confiar tanto em si, por exemplo, que simplesmente sabe que nasceu pra ser feliz e faz isso a vida toda. Eu não...

Compreensão espiritual do caminho

Os últimos anos foram de aprendizados espirituais valiosíssimos pra mim. Compreendi, dei significado para meus sentimentos, encontrei conceitos que colocavam em palavras como eu mais ou menos me sinto em relação ao mundo. Livros, músicas, experiências, lugares, vídeos, cursos, rituais e, principalmente, conversas com pessoas amados e meditações auxiliam meus processos e minhas descobertas. Foi um desses vídeos que inspirou esse texto que você está lendo. Pra mim fez muito sentido. Nele, o personagem coloca em perspectiva a criação do universo e nosso papel como humanos. Vejo isso como um *ideal* e me considero oficialmente nesse caminho. Faz muito sentido pra mim, minha busca é exatamente essa. Como ainda não me iluminei, no entanto, não passo 100% do tempo nesse estado, mas busco meditar e fazer minhas práticas para que, nas circunstâncias da minha vida,  eu consiga alcançar esse ideal. Quero compartilhar uma parte desse vídeo em texto e fazer minha observações. Queria ter ele inteiro traduzido, mas dá um trabalho enorme, então não tem condições. Se alguém conseguir, seria um favor para os brasileiros e outros que falam português. Traduzi de uma forma meio livre a parte que mais me fez pensar: ‘se eu conseguir viver buscando isso, viverei minha missão‘. Vídeo a partir de 6min 48s: Video: “Essa essa é a nossa casa e é nossa responsabilidade – por nós e todo o Planeta – consertar os erros que cometemos”. Gabi: Nossos ancestrais cometeram erros, mas nós podemos parar de reclamar, de culpá-los, e passar nos responsabilizar por tudo o que está acontecendo hoje, fazendo algo pra melhorar. O personagem do vídeo diz ainda que as coisas ruins que estão...

Foco na luz

Foco na luz: porque focar na sombra estamos fartos. Fazemos isso o tempo todo, é o mais fácil, é o da inércia! É facil porque tá na mídia! Tá na cultura do medo! Uma das coisas mais importantes que aprendi nessa jornada de autoconhecimento é manter o foco na luz. Posso parecer “hipnotizada” em direção a ela, talvez eu esteja. Afinal, me faz bem e o que eu pareço pra outras pessoas não é muito problema meu, desde que eu seja autêntica e eu faça o bem. Como sempre digo, o importante é fazer as coisas de forma consciente. E como diz Osho, não importa o que é feito, mas como é feito. Hoje estava lendo sobre gatilhos emocionais e me dei conta de como precisamos curar o planeta, e isso faremos a partir de nossas próprias curas. Há 3 anos li o livro A Profecia Celestina e comecei a imaginar minha vida naquela vibração elevada e em paz. Afinal, era tudo o que eu “sempre quis”. Minha vida ideal, rs… Desse tempo pra cá, percebi que o nosso lado sombra tem que ser trabalhado, integrado e celebrado, sim. Alguém que vive plenamente, no entanto, analisa de forma autêntica a situação, demora o tempo que precisar em seu processo e se conecta com sua essência para curar as feridas e acolher a sombra, aprendendo a dançar com elas. E a cura vem. E cura o outro por tabela. E cura o mundo também. Para mim, os Seres Vivos estão para o Planeta Terra assim como as Células de Nosso Corpo estão para o Nosso Corpo. É parte de uma...

Sobre “a verdade” – que não pode ser dita

A verdade A verdade não é como um vinho que fica melhor como tempo. A verdade é como o maná: você deve reconhecê-lo onde estiver e com quem estiver. Maná, pelo que entendi, é uma comida sagrada dada pelo próprio Deus a um povo quando estava quase morrendo no deserto (corrijam-me se eu estiver errada). Achei lindo. Filosófico. Lembrei do livro TAO, do Osho, que diz que a verdade não pode ser dita, apenas experimentada. Ou seja, minhas palavras a seguir não são as verdade, apenas minha impressão dela. Meu objetivo com esse texto é expressar a forma que eu sinto, a maneira que entendo o mundo e colocar em palavras aquilo que acabei de sentir fazendo meus rituais de conexão. O sentimento é de pura paz, fé e alegria. Durante e depois que acaba também. É nesse momento que estou agora. Sobre a frase inicial A verdade muda de tempos em tempos, mas é importante também lembrar que cada pessoa tem uma verdade. Várias pessoas com suas verdades individuais formam grupos por terem ideais semelhantes, mas dentro dele há subgrupos porque assim é – tem gente que cansou de ser encaixotada e rotulada, quer viver fora da caixa de estereótipos. A medida que há uma pluralidade de ideais, também há conflito porque há desacordo. No entanto, como vivemos numa democracia e em um país livre, os dois ideais poderiam coexistir em harmonia, sem que um interfirisse no ideal do outro. Tipo estraga prazer, sabe? Pois é. O mundo está mudando porque sempre mudou, ninguém tá inventando a roda. O que o mundo está nos mostrando hoje com seus jovens?...

Dicas de para renovar a vida em 2016

Diferente de muitas pessoas que tenho ouvido/lido, 2015 foi um ano ótimo pra mim. Tive o privilégio de ter um ano leve, cheio de aprendizados e em paz. Para quem esteve em situações e cenários diferentes do meu, minha mensagem é: Amanhã vai ser melhor!   Não digo isso porque eu prevejo algo ou porque os astros e deuses apontam para isso, mas porque é a única coisa que funciona para mim: pensar positivo. Não tenho muitas opções: ou eu penso positivo, ou negativo. Não estou falando de otimismo, pessimismo ou realista, estou falando de jogo de cintura nas situações difíceis, de resiliência (minha palavra do ano!). Não existe receita de bolo, mas se você, diferente de mim, teve um ano péssimo, cheio de desafios sem soluções, deixo aqui minhas dicas de como eu me renovo diariamente para passar pelas provações e desafios da vida, espero que te ajude como me ajuda:   1. Sinta gratidão!   Sentir gratidão é tão simples como reclamar, basta fazer uma escolha. Não é preciso sentir gratidão pelo que está dando de errado na vida, não é essa a essência. A essência é, apesar das coisas ruins, termos a capacidade de sermos gratos e gratas pelas coisas boas. É questão de foco, escolhemos dar valor ao que importa, ao que nos faz bem! Qualquer coisa é razão para sentir gratidão, nem que seja a vida, um verdadeiro milagre. Sempre há pelo que agradecer, então se você não consegue encontrar nada, a sugestão é procurar ajuda para que consiga trilhar um caminho que haja motivos para agradecer.   2. Transforme seus erros em lições!  ...

Trabalho de Crenças: por que fazer?

Outro dia, falando sobre a desconstrução de uma crença minha para uma pessoa, ela me deu o feedback me dizendo que eu elaborava demais sobre aquelas questões e, dessa forma, da próxima vez que eu passasse por aquela situação, iria já começar a me sentir mal, porque eu estaria criando crenças negativas ao pensar sobre aquilo. Para essa pessoa, eu estava “pensando negativo” por refletir e dividir com ela sobre algo que me era desconfortável. Expliquei para essa pessoa eu elaboro bastante, sim, mas não uso meu precioso tempo pensando nas coisas para criar crenças negativas. Isso seria um tanto quanto improdutivo. Na verdade, jogar luz nas minhas crenças negativas é fazer um trabalho de crença. Esse trabalho serve, ao menos na minha vida e de algumas pessoas que eu conheço, para ter mais consciência das crenças negativas que nos limitam e substituí-las por crenças produtivas e construtivas. O que é esse trabalho? Esse é um trabalho de autoconhecimento. Ninguém pode fazer esse trabalho no seu lugar. Todas as curas que são decorrentes desse trabalho são vividas exclusivamente pelas pessoas curadas. Claro que todo o Mundo é beneficiado pela cura de uma irmã ou irmão, mas isso depende da iniciativa de cada indivíduo. Por essa razão, a técnica ou não técnica utilizada para fazer esse trabalho é totalmente indiferente, tanto faz qual é a técnica, o importante é sempre estar descobrindo nossos próprios limites e supera-los de acordo com nosso caminho. Por onde começar? O mais importante é saber que nossas escolhas moldam nossa realidade e elas podem ser feitas estando nós conscientes ou inconscientes delas. De acordo com essa linha de pensamento, a...

Auto-cura com amor

A maior parte das pessoas que vive em sofrimento, ao menos ao meu ver, não está preparada para curar as feridas profundas internas. Não julgo ninguém e até me incluo nessa, já que o processo de autocura pode doer – e muito – afinal, é nesse processo que resgatamos sofrimentos do inconsciente, para jogar luz neles e, assim, podermos ser íntegros. Tem um filme que explica bem o chamado “Efeito Sombra“. Estou falando de feridas emocionais e psicológicas, mas que podem, de alguma forma, se tornarem físicas. Estou convicta que essa sensação de que só se aprende na dor nada mas é do que apenas uma crença. Frequentemente me pego dizendo “a vida não é fácil mesmo”, “a gente só aprende na dor mesmo” e outras coisas do tipo. São crenças que eu sei que carreguei até aqui, mas elas não têm mais propósito pra mim. Eu resolvi me desapegar delas, porque afirmar que os processos curativos são, necessariamente, dolorosos, me limita. Nas entrelinhas da crença que me curar sempre será doloroso, percebo que também há a crença de que eu não consigo manter minha vibração elevada o tempo todo. Sei do potecial que todos têm de aprender com a vibração do amor. Auto-cura com amor, e não com dor Como mudar essa crença, então? Como eu posso deixar a crença de que meu processo de cura deve ser dolorido e passar a ter convicção de que podemos nos curar com amor? E é nesse desafio que me deparei. Como faz pra marcar a ferro e fogo algum obstáculo superado? Como meu corpo sentirá que foi curado, sem fortes emoções? Foram esses questionamentos que fizeram com que eu, rapidamente, me desse conta de que não é o sofrimento em si que me...

Perdão: exercício para perdoar e ser mais feliz

Um exercício para praticar o perdão: ame a pessoa incondicionalmente e coloque na balança se os defeitos são toleráveis ou não. Seja como for, faça tudo com amor, nunca com raiva, sede de vingança. Esse é um exercício muito bom de se fazer para curar feridas e perdoar. Lembrando que embora seja um exercício de perdão e pareça que o outro é o mais importante, na verdade o praticante é 100% responsável pelo sucesso. A outra pessoa nem precisa mais estar viva! Pode ser feito para perdoar um companheiro ou companheira, pais, irmãos, amigos, ou qualquer pessoas com um laço afetivo. Talvez funcione com pessoas sem laço afetivo, mas nunca tentei. Você também pode fazer para perdoar você mesm@. Faça esse exercício para tomar consciência de suas mágoas para ter a oportunidade de encaminhá-las a gaveta certa, ou seja, fazer o que estiver no seu alcance para resolver a questão. Perdão: um alívio para quem perdoa Sente-se ou deite-se de olhos fechados após ler com atenção essas orientações e siga da forma que mais combinar com seu momento. Essa é apenas uma ideia, inspiração. Respire… preste atenção à respiração e tente diminuir o ritmo. Tenha compaixão e pratique o perdão Tenha em mente viver o agora, estar presente de corpo e alma, sempre que se pegar no passado e no futuro, volte para o presente. Mesmo que tenha que trabalhar uma dor específica fora do presente, volte assim que puder para o aqui e agora, não se perca. Procure praticar o não julgamento e o desapego, pratique o perdão, a compaixão e o amor incondicional. Para iniciar, diga as...

Minha busca pela paz num mundo cheio de injustiça

Há algum tempo me deparei no seguinte conflito: como posso estar em paz, num mundo cheio de injustiça? Parecia que carregava em minhas costas todo peso do mundo. Percebi que estar em busca pela paz não significa aceitar situações ruins ou fingir que elas não existem, significa manter um estado de tranquilidade enquanto faço o que estiver ao meu alcance para colaborar por um mundo melhor. No meu caminho de autoconhecimento estou adquirindo algumas convicções, como as premissas: “prefiro estar em paz a estar certa” e “não posso mudar os outros, só posso mudar a mim mesma”. Ao mesmo tempo, como poderia não lutar pelo que acredito? Minha razão diz, então, que eu tenho que fazer algo em relação à realidade do mundo, mas minha intuição me leva para esses conceitos iniciais, e eu me via numa contradição. Se eu paro de lutar e fico em paz, caminho em direção ao conformismo? Estaria me tornando resignada? Com ajuda do meu livro preferido, o dicionário, alguns conflitos semânticos se tornaram mais claros. Em 2013, ganhei do meu irmão o “novíssimo Aulete”. De acordo com ele, alguns dos significados de resignação são: “submissão aliada à constância e paciência face aos infortúnios; paciência no sofrimento, coragem para suportar os rigores dos infortúnios, constância em uma situação sem que se reaja contra ela, ou sem que o paciente se lamente dela”. Já o resignado é quem “se submete voluntariamente a uma força superior, que se conforma com sua sorte”. Coragem e paciência combinam comigo, mas submissão e conformismo – nem de longe! Então, como resolver essa contradição? O que me ajudou foi a...

Talvez você não tenha compaixão, e sim resistência

Uma reflexão sobre o feminismo no paradigma do amor e o direito que as mulheres têm de expressarem seus medos e revoltas como sua consciência mandar. “A tudo que resiste, persiste” (esse texto fala sobre resistência no âmbito pessoal, não da luta do movimento) Um dos argumentos mais furados de pessoas que discordam do feminismo é que o paradigma do movimento é a revolta, ódio e resistência no lugar da busca de mudança pelo amor. Se o argumento é o amor, não deveria haver compaixão pelas mulheres, ao invés de culpar a vítima? Sou feminista e trabalho meu lado espiritual, tentando me manter conectada com meu verdadeiro Ser, em paz. Aos poucos, percebi que não lidava bem com “cantadas” (que são, na verdade, assédios) e minha energia caía muito quando eu ficava revoltada com esse assunto. Trabalho isso, portanto, há algum tempo e cerca de um ano finalmente consegui encontrar um pouquinho de conforto para lidar com essas situações no meu dia a dia. Aqui vou compartilhar meu caminho escolhido e meu argumento a favor das mulheres. Minha ideia foi trabalhar a compaixão e o perdão no momento em que sou assediada na rua, pois parti da premissa que “sentir raiva é como tomar veneno e querer que o outro morra”. Decidi, dessa forma, não deixar que medo e a raiva me possuam. Entendo que me conectar com o meu verdadeiro Ser é não ter resistência ao que é, deixar fluir. Resistência é sinônimo de sofrimento e ter raiva, xingar e querer tirar satisfação de um cara que me mandou um beijo é resistir. De fato, eu sofria muito; tinha...

4 propostas para uma vida mais feliz

Estive refletindo sobre algumas propostas que eu me fiz nos últimos anos e que têm me ajudado na minha caminhada. Resolvi compartilhar quatro delas, para o caso fazer sentido para outras pessoas também: 1. Praticar o não julgamento O julgamento pode até ser uma ferramenta útil para fazermos escolhas mais adequadas em nossa vida cotidiana. Escolhas essas que vão mais de acordo com nosso propósito e para que utilizemos todo nosso potencial. Minha impressão é, no entanto, que ficamos viciados em julgar e nossa mente coloca rótulos o tempo todo, em tudo e em todos. No lugar do ciclo sem fim de julgamento, a proposta é ter discernimento para que as nossas próprias escolhas sejam feitas com sabedoria. Julgamento excessivo colabora com nossa infelicidade porque resistimos ao que simplesmente é. A medida em que pensamos que se não está dentro dos nossos planos está errado, traçamos uma estratégia para mudar e nunca nos contentamos com o que temos no presente momento. Parar de julgar o tempo todo nos mostra que as coisas acontecem exatamente como devem acontecer e que as pessoas são exatamente como elas devem ser. Parando de julgar conseguimos tirar aprendizado de todas as situações. Ter discernimento auxilia no momento em que precisamos fazer escolhas porque passamos a ser mais conscientes de nossas opções e quais as consequências de cada uma delas. Além de parar de julgar outras pessoas e situações, precisamos, definitivamente, parar de julgar nós mesmos porque esse julgamento sempre vem com comparações injustas e com a sensação de que não somos suficientes. Desde a roupa da colega que você acha de horrível e de mau gosto, até situações em que não vemos nenhum...

6 fatos que me ajudaram a desenvolver minha espiritualidade

Costumo dizer que a espiritualidade mudou minha vida. Sempre senti um vazio enorme no meu coração que não sabia explicar. Aos 18 anos, rompi definitivamente com a Igreja Católica, pois percebi que não me identificava com os dogmas e, principalmente, não concordava com a forma que igreja (pelo menos a que eu frequentava) propagava a palavra de Deus por meio do medo, e não do Amor. Desde que me lembro, sempre tive tristezas repentinas – “crises de depressão” – por causa daquele vazio interior. Minha mãe, muito espiritualizada, sempre me pediu que eu procurasse Deus, independentemente da religião. Após algum tempo da ruptura e resistência, dei ouvidos a seus conselhos e me libertei dos preconceitos para iniciar minha busca pela espiritualidade, entendendo – finalmente – que isso não depende de religião e igreja. A seguir, listo algumas atitudes que, no meu caso, definiram o início dessa jornada que não teve e não terá volta: 1. Desliguei a televisão e passei a vivenciar experiências fora da minha zona de conforto A mídia funciona, em modo geral, assim: o conteúdo difunde medo e os comerciais vendem soluções para nossa infelicidade. Percebi que a realidade não está na televisão e sim nas nossas experiências de vida. Comecei a fazer trabalho voluntário e atuar profissionalmente em ONGs que lidam com problemas sociais e ambientais. Essa, pra mim, é a realidade que precisamos saber: a que podemos, com nosso trabalho, efetivar mudanças. Nenhuma grande reportagem, por melhor que seja, substitui a vivência. Como a mídia tradicional já migrou para os meios digitais, precisamos escolher as fontes e procurar jornalismo independente e confiável. Não precisamos...

Meditação como estilo de vida: um relato pessoal

Baixe o PDF com o conteúdo desse post Por Haydée* Esse material foi desenvolvido após reflexão individual e com entes amados, principalmente com meu marido. É a minha colaboração com o tema “meditação”. Esse é um relato de como isso funciona pra mim, portanto pessoal, e espero que ajude quem também estiver nessa busca de felicidade e paz interior. Considere essas palavras como sendo minha verdade, meu caminho, e que pode não ter nada a ver com o seu. Não tem problema, ninguém está errado, cada um tem seu jeito de viver. Também considere a possibilidade de eu estar errada em algum aspecto, principalmente quando se trata de opinião sobre algum tópico. Além de compartilhar, também estou disposta a ouvir outros relatos e sugestões de melhorias para minha prática. Se algo aqui te tocar, saiba que você tem com quem contar, pois há mais gente nessa busca. Porém, saiba que cada caminho é único. Conhecer as experiências dos outros apenas ajuda, então é importante cada um buscar sua verdade. “O Caminho não é como uma estrada; é mais como um pássaro voando no céu sem deixar rastros.” (Tao: Sua história e seus ensinamentos – Osho) 1. Saiba o que você quer, o que te faz feliz   Uma dica, que sistematizando seria um primeiro passo na busca de atingir uma frequência mais elevada de vibração, é olhar para dentro de você e se perguntar o que te faz verdadeiramente feliz. Não estou falando em passar por cima de todos e tudo para conseguir o que se quer. Estou me referindo a buscar um propósito maior para sua vida com amor....

Mais “a favor”: sobre abordagens com amor e generosidade

Sou ciclista. Moro em numa cidade que tem bastante ciclovia, mas ando fora dela onde não há. A mobilidade é uma causa minha. Pense em uma bandeira que você levanta e faça a reflexão a partir dela. Veja abordagens possíveis pela causa do respeito no trânsito para com os ciclistas: 1) “Respeito ao ciclista! Todos juntos por um trânsito seguro!” 2) “Contra os desrespeito aos ciclistas! Todos juntos combatendo a violência no trânsito!” Hoje fui almoçar em casa, de bicicleta. Pedalava numa rua sem ciclovia. Um/a motorista de carro me deu uma das maiores buzinadas que já levei, sendo que a rua era suficientemente grande para que eu, o outro ciclista que estava ali e o carro passassem tranquilamente. Tendo praticado minha espiritualidade, estou muito mais amorosa e generosa. Tudo que eu senti hoje, quando me recuperei do susto da buzinada, foi compaixão. O que pensei quando meu coração voltou ao normal foi que deve haver alguma razão para essa pessoa ter feito isso e que com certeza ela não sabe o perigo que existe em buzinar para um/a cilista. Percebi também que, infelizmente pra mim, não são todas as pessoas que pensam como eu, que provavelmente @ motorista achou que os ciclistas estavam atrapalhando. Tive a certeza que era de amor o que ele/a precisava. Eu sei que você deve estar pensnado: “você mandou amor, mas o que vai mudar? @ motorista vai continuar buzinando para @s ciclistas”. E se eu ficasse com raiva e irritada? Ele ia mudar? Eu apenas estragaria minha sexta-feira. Se é de amor e respeito que precisamos, porque nossas bandeiras são, em sua maioria, baseadas em...

Razões para não acreditar nos meios de comunicação em massa

(e preferir usar a internet a outros) Este é um trabalho acadêmico de 7 de maio de 2012 para a aula de Estudos da Semiótica do meu curso de Jornalismo, 2012. Se você quer uma mensagem rápida, pule para a parte “conclusão”. Algumas atualização de hoje 07/06/2015 entrarão no texto como “2015: (…)”  “Lembrando que tudo é uma teoria.” Vídeo complementar: Paranoia Tecnológica from Gabi Pagliuca on Vimeo. Veja a crítica do professor nesse link.   Introdução Uma marca de roupa quer vender sua nova coleção. Cria, então, toda publicidade para que todos desejem as roupas novas. É a nova estação, a cor da moda, a garota-propaganda é a modelo que está na mídia ou outra celebridade qualquer, etc. Passa a estação, a cor tem que mudar, a garota-propaganda não está mais na mídia, a celebridade é esquecida… muda a coleção, muda o desejo do consumidor, ou melhor, muda o que a publicidade quer que o consumidor deseje. Uma marca de celular lança um novo produto. Cria, então, a publicidade desse modelo específico. As operadoras querem vendê-lo, dão descontos e fazem propostas mirabolantes, oferecem seus planos para o cliente conseguir desconto no aparelho da moda. As pessoas compram tanto que esgota. Logo todos têm o mesmo celular, e ele começa a ficar mais barato, mais banal, a tecnologia começa a não ser de última geração. O próximo passo é o lançamento de um novo modelo para o ciclo recomeçar. O desejo do celular não é pela necessidade de um telefone. Se fosse por falar, para mandar mensagem, navegar na internet, usar o GPS e outros aplicativos interessantes, qualquer aparelho valia,...

Meu filho me ensinou a perdoar

Peço licença para contar uma história triste. Essa não é uma história real, mas sabemos que há milhões de casos como esse no mundo. O objetivo dessa estória é mostrar como utilizar o poder do perdão e da gratidão para viver melhor e trilhar o caminho do desenvolvimento espiritual.   Já havia ouvido falar em mães que perdoaram as pessoas que tiraram as vidas de seus filhos, de propósito ou sem querer. Isso me deixava curiosa, pois embora espiritualizada, não sabia o meu estágio, meu nível de não apego aos sentimentos mundanos e às injustiças cometidas comigo diretamente. Acho que essa minha dúvida me deixou exposta a essa situação, para me testar. Meu filho, Davi, de 13 anos, era muito mais avançado do que eu no quesito espiritualidade. Nascera assim, iluminado. Não se magoava com nada e não se sentia depressivo; para ele tudo tinha um lado bom, sabia perdoar e era grato como ninguém. Foi uma criança prodígio em vários aspectos, inteligente e tranquilo. Como adolescente, eu diria que vivia o presente, o agora. Sua missão sempre foi fazer eu e o pai dele felizes, agradecidos e nos lembrar de sempre seguir o caminho do desenvolvimento espiritual. Mesmo depois de sua morte. Foi em um sábado à tarde que meu coração se sentiu apertadinho. O dia estava ensolarado, mas era como se estivesse nublado para mim. Algo iria acontecer. Meu sexto sentido materno me dizia para proteger meu filho. Eu ligava em seu celular, não atendia. Ele tinha saído de manhã para ir à praia jogar futebol e andar de bicicleta com seus amigos. Já havia passado a...

Gratidão

(atualização 17 de julho de 2015: ôba! mais uma etapa superada! pouco tempo depois de escrever esse texto, larguei os remédios!) Em 15 de novembro de 2013 tatuei a palavra “gracias” no meu pulso esquerdo, bem no meu campo de visão. Como sou canhota, utilizo muito meu braço esquerdo e quase o tempo todo estou olhando para ele.  Há muitos anos, eu queria tatuar a palavra “grazie”, obrigada em italiano, em homenagem aos Pagliucas. Sempre senti vontade de agradecer ao Universo por ser uma moça verdadeiramente abençoada, não só por ter crescido com privilégios graças ao esforço e garra fora do comum dos meus pais, mas por ter nascido em uma família unida, superando as dificuldades e tristezas com muito amor, por ter amigos, por ter saúde, por ter escolhido aprender ao invés de ficar estagnada, enfim… por muitos motivos. Decidi mudar o idioma depois de morar na Espanha, em 2010. Nunca fui pra Itália e não falo italiano. ‘Gracias’ me parece mais significativo. E eu acabei fazendo uma homenagem ao meu tempo de Madri, às minhas amigas amadas e às experiências incríveis que tive lá. Gracias, España! Te echo de menos! A tatuagem não está nesse local a toa. Não é algo que quero mostrar para os outros, que apenas ilustra parte da minha personalidade. Quis fazê-la ali para me lembrar, constantemente, como tenho que agradecer. Minha mãe sempre me perguntava, nas minhas crises de depressão: “o que te falta?” E eu respondia: “Nada! É só um vazio que sinto e me vem essa tristeza homérica”. Mesmo assim, sempre fui grata, nunca deixei de demonstrar isso para quem eu amo....
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Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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