Avanço é pensar. Pensar evolui. Evoluímos refletindo, tirando conclusões. Não quero tirar conclusões para você, e sim com você. Meu objetivo é abordar temas para gerar reflexão. As opiniões mudam, os saberes e sabores se desenvolvem aos poucos.

Nessa categoria, compartilho um pouco sobre meu caminho. Sempre senti que havia algo estranho no mundo. Depois que a confusão da adolescência passou, descobri que não era bem o mundo que está errado, mas simplesmente a forma de pensar da maioria das pessoas não se encaixa com o que eu busco para mim. Nem certo, nem errado. Apenas diferente.

Venho descobrindo, desde então, diversas formas de pensar, de me comportar, de levar a vida e de me conectar com o Universo. Aprendizado, espiritualidade, novas interpretações para o que eu já conhecia… Para compartilhar o que tenho entendido e também dividir algumas dúvidas com vocês foi o motivo para criar essa categoria. Convido a todos a se juntarem comigo. “A gratidão jorra pela fonte do meu coração”! Vamos avançar juntos?

O que já tenho até aqui

Quando criei a categoria Avanços Espirituais, a intenção foi fazer o que estou fazendo agora. No entanto, não tinha uma linha de raciocínio na qual seguir, não estava partindo de um ponto para outro. As coisas estavam embaralhadas na minha cabeça. Eu, apenas, documentava minhas opiniões, sobre temas que poderiam se encaixar de alguma maneira nessa categoria. Listo, aqui, alguns dos textos mais recentes e, talvez, mais interessantes que têm ligação direta com esta nova etapa da minha vida. (Alguns posts podem estar desconfigurados, porque estou configurando aos poucos, dos mais novos para os mais antigos!) O Poder da Mente Humana, de 19 de junho de 2014, é o último texto do blog que fiz antes de começar a categoria Novos Caminhos. Nesse texto, contei uma experiência que tive com “a lei da atração”, em 2012 – quando eu ainda não tinha percebido a importância de tomar cuidado com nossas intenções, pensamentos e atitudes. Absorvemos diversas informações durante nossa vida, mas somente conexões entre elas nos fazem entender alguma coisa importante. No meu caso, recentemente entendi como a lei da atração funciona e, assim como a gravidade ou a eletricidade, você pode ignorar como ela atua e deixar seus sentimentos descontrolados mandarem em você, mas ela existe e quanto mais rápido você souber controlá-la, mais rápido poderá utilizá-la ao seu favor. Vou falar sobre isso em algum post. Não é magia, não é autoajuda, não é loucura. É apenas usar as energias a nosso favor. O Povo, do dia 21 de fevereiro de 2014, é uma crítica às pessoas que não querem evoluir, ou não conseguem. Além disso, faço uma distinção entre as pessoas. Existem os...

Novos caminhos perigosos

“Vá, mas não rompe”, me disse a entidade Ogum Beira-Mar, quando fui a um centro espírita de Umbanda, no final de 2012. Conversei com ela sobre minha vontade de sair da cidade em que eu morava, São Paulo, para ir morar na praia. Ela me disse que é onde fica quando não está atendendo no centro, onde ela trabalha. Alguns dias depois, tive uma briga com alguém que amo muito e fiquei sem falar direito com ele durante uns três meses. No dia da briga, gritamos um com o outro e eu saí do local. Ao descer as escadas, senti meu coração dizer “vá, mas não rompe”. Nunca tinha entendido a expressão “ouvir a voz do seu coração”, mas, a partir dali, passei a entender. Enquanto me resolvia com essa pessoa que eu amo muito, tive a oportunidade de sair de São Paulo, vim morar em Santos. Pensei: “não tem como eu romper morando longe, uma coisa não tem a ver com a outra. Distância é nada perto do amor que sentimos”. E assim estou há pouco mais de um ano, indo visitar minha família pelo menos uma vez ao mês, mantendo contato com meus amigos e seguindo minha vida. As coisas começaram a mudar quando, nesse meio tempo, entrei em uma jornada de autoconhecimento da qual não pretendo voltar. Percebi que, talvez, Ogum Beira-Mar não estivesse falando apenas de “ir” para outra localização geográfica. Percebi que há lugares ainda mais perigosos a ir e que podemos dar margem para que os outros falem, julguem e tentem impedir. E se for alguém com importância na sua vida, ainda, poderá...

O Poder da Mente Humana

De um tempo pra cá, tenho refletido sobre a tal Lei da Atração. Conhece? Bom, existe um livro e um filme sobre o assunto, que ficaram famosos há uns anos, chamado “O Segredo”. Parece autoajuda, porque na verdade é para as pessoas se “auto ajudarem” mesmo, mas é mais do que isso. É sobre essa lei que é, inclusive, estudada pelos físicos quânticos.  O filme completo está abaixo do post. Se gostarem do tema, sugiro que procurem mais sobre ele. Tem muitas coisas sobre isso, diversos pensadores que desenvolveram, inclusive, metodologias para que se alcance o que se quer. Minha reflexão é sobre o poder da nossa mente e o que ela pode fazer por nós. Ao refletir, lembrei de uma situação em que atraí exatamente o que eu queria, sem saber que eu estava utilizando essa Lei da Atração.  Em 2012, eu tinha uma meta muito bem estabelecida. Eu sabia onde estava e onde eu queria chegar. Minha meta era tirar nota 10 no TCC. Eu fazia parte de um grupo de três meninas, eu, Dora e Paula. Nossa orientadora, a Cris, sempre muito legal, mas querendo ser realista, dizia: “Tirar 10 no TCC é praticamente impossível. Para ter nota 10, o trabalho precisa estar perfeito. Nenhum trabalho de conclusão de curso é perfeito”. Eu não desisti, não. Dizia pra ela: “Ok, professora, mas qual é o caminho para a nota 10?”. Ela dizia que estávamos no caminho certo. Era sempre a mesma coisa: quando pedíamos orientação para alcançar o 10, ela dava o mesmo alerta. Insistíamos e tínhamos a mesma resposta: vocês estão no caminho certo. No final do ano,...

O Povo

Já reparou que parece que somos todos somos um aglomerado, um povo? Pois é.

Sobrevivência terrestre

Nosso estilo de vida vigente torna os bens de consumo obsoletos e acabam sendo descartados rapidamente em locais inapropriados e sem tratamento adequado. Para a fabricação de novos produtos, mais gases tóxicos e lixo são produzidos e liberados no planeta, armazenando-se na atmosfera, superfície, plantas e águas. A poluição gerada por eles é responsável por fenômenos como o efeito estufa e o buraco na camada de ozônio, aumentando o calor da superfície, causando, por exemplo, a mudança climática, doenças e até mesmo a morte. Embora não possamos reverter as consequências de nossas atitudes até aqui, necessitamos mudar alguns de nossos hábitos para diminuir os estragos e preservar o que ainda nos resta. Se tomarmos consciência que podemos preservar a natureza com pequenas atitudes, amenizaremos os danos causados por nós, em nosso próprio planeta, otimizando nossa qualidade de vida. Proponho que coloquemos nossos pés no freio da destruição ambiental, pelo próximo, pelos nossos descendentes, pela Mãe Natureza ou mesmo por egoísmo, afinal, cada um de nós sente na pele as consequências dela. Confira minha indignação com a cidade de São Paulo, no Pinterest Selva de...

Crise existencial: desabafo

–> 3 anos passaram-se e hoje tenho certeza que encontrei meu caminho, mas isso foi o primeiro passo! É por essas e outras que nossos irmãos 1) são os melhores amigos do universo 2) te acompanham desde sempre, então sabem que você não é doida, apenas diferente. “Queridos irmãos, boa tarde. Vim falar um pouco da minha crise existencial… De novo, esse assunto chato? Pois é… Me desculpem, apesar de ter meus amigos, acredito que meus melhores amigos são vocês, aqueles pra quem posso falar o que eu quiser… Minha terapeuta da época do colégio disse que eu tenho problemas com finais de ciclos… falando nisso, já estou passando por uma psicóloga… Estou no fim de um ciclo, na verdade, deveria estar no começo de um, mas esse meu sofrimento, acredito, não me deixa andar pra frente…. Sabe, nunca minha vida foi feita de certezas. Vocês sabem que nunca me dei bem na escola… sempre de recuperação, apesar de elogiada sempre por minha boa conduta. Sempre fui encaminhada para terapia… Nunca me tive a sensação de pertencer aos lugares…  Gostava de brincar com os meninos, mas eu era menina. As meninas gostavam de fazer umas coisas que nunca gostei muito: fofocar, se maquiar, se arrumar… Na adolescência tive minha fase de patricinha, mas durou pouco porque não gostava (lembra que eu usava boné? patricinhas não usam boné!).  Eu nunca aceitei os chefes das turmas, meninos chatos que praticavam bullying com quem era diferente (ou seja: todos), não ficava quieta e acabava arrumando encrenca. Foram anos terríveis, se vocês lembram. Quando chegou a hora de eu escolher uma carreira, não...

Aceitemos, simplesmente

Ontem (08/10/2012) vi um vídeo que me deixou extramente emocionada. Pelo amor paterno incondicional. Pelo amor verdadeiro entre duas pessoas. Pelo casamento não tão comum… Por tudo. Era um vídeo sobre a viagem de um pai até o casamento de sua filha com uma pessoa do mesmo sexo. Compartilhei no Facebook dizendo que não queria criar polêmica, mas recebi um comentário que me fez pensar (e escrever). O comentário tinha a seguinte passagem: “para mim [a homossexualidade] é biologicamente não natural”. Simplesmente não acredito que esse argumento seja adequado para o nosso tempo. Com tanta tecnologia, fecundação in vitro, cirurgias e tratamentos para prolongar a vida… O que importa ser ou não ser biologicamente natural? Atualmente, mais do que nunca, nada vale se é natural ou não! A gente precisa parar de ficar tentando rotular se as coisas estão certas ou erradas. É difícil simplesmente aceitar? Tantas coisas que a gente aceita… Aceita trânsito, preço alto, trabalhar o dia todo, que tudo tem um preço, poluição, gente chata, gente feia… E por que diabos não podemos simplesmente aceitar que existem pessoas que amam pessoas do mesmo sexo? A gente não sabe o sentido da vida. O que é certo? O que é errado? O que é justiça? Todas essas perguntas não podem ser respondidas com certeza de que a resposta esteja correta. O “certo” e “errado” são acordos sociais. Nós apenas entramos em um acordo em relação a coisas mais “óbvias” (tipo ‘matar é errado’). Só estou querendo dizer que não importa se a homossexualidade é certo ou errado. Se não houvesse intolerância, amar alguém do mesmo sexo não...

ó liberdade….

“Art. 5º da Constituição Federal:  Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da liberdade , em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!” Ando sem pressa esses dias, tudo ao meu tempo e sem correria por causa de atraso. Eu me dei ao luxo de usar chinelos e ficar ouvindo reggae, o que diminui ainda mais meus movimentos e me dá mais tempo de refletir… Percebi como nós somos escravos de relações interpessoais; redes sociais; trânsito, seja ele em nossos carros ou em ônibus apertados; emprego que não gostamos, mas precisamos deles; cidades poluídas, sem nenhuma qualidade de vida; comportamentos que não gostaríamos de aceitar, mas é preciso; sentimentos e vontades reprimidos… Somos livres? Ou simplesmente acostumados? Tenho visto como as mulheres, inclusive eu, em outras circunstâncias, vivem presas: calças apertadas, blusas tão justas que nos obrigam ser mais magras, sapatos incrivelmente desconfortáveis, maquiagens, cabelo, sorriso, postura… Ahhh… Comprar, hoje, é sinônimo de lazer. Felicidade é adquirir, adquirir de novo e depois comprar o mais novo ainda. Compramos porque queremos ou apenas somos livres para escolher o que comprar? Confundimos liberdade com rebeldia, com malandragem, esquecemos que muitas vezes ficamos presos em nossas casas com medo da violência lá fora. Somos livres de verdade? Podemos pegar hoje, se quisermos, nossas bicicletas...

Paranoia Tecnológica

Semana passada entreguei um trabalho sobre obsolescência programada e, para complementar o teórico, tive que fazer uma peça audiovisual. O tema foi escolha minha, ou seja, algo que eu sabia que me interessaria. Fui pesquisando e a cada descoberta me deixava agoniada. Eu me sentia cada vez mais fraca, mais impotente. Mais sem nada a fazer. Fui escrevendo palavras que me deixavam nervosa, angustiada. Olhei ao meu redor, vi que as coisas haviam se tornado mais importante do que deveriam. E depois de 3 latas de energético 2 pacotes de pipoca,  misturando escola de Frankfurt com meu TCC, tive um insight…… ….o resultado vc confere a seguir: Sociedade de Consumo from gabi pagliuca on...

Vou largar tudo e ser FELIZ!

No dia em que eu largar tudo e for morar em São Miguel dos Milagres, minhas amigas do colégio que diziam que eu vivia em outro planeta, em um mundinho perfeito só meu, não vão estranhar e dizer “eu disse”. No dia em que eu largar tudo e for morar em Alto Paraíso de Goiás, meus colegas que me criticaram, tentando me ofender, dizendo que eu vivia em um mundo utópico, que eu mesma criei, vão ficar de queixo caído. No dia em que eu largar tudo e for morar em Belém do Pará, vai ser pra me afastar do caos, do aperto diário nos transportes públicos, do medo da violência urbana e da falta de solidariedade… No dia em que eu largar tudo e for morar em Madre de Deus, não vou estranhar se eu não me adaptar no começo, mas vou me martirizar se eu tiver vontade de voltar. A gente já está mais do que acostumado com essa loucura e eu simplesmente não consigo entender. Como podemos nos adaptar a um sistema que só nos quer mal? O que são as coisas? Ter, não ter… Trabalhar pra ter, descansar para o outro dia voltar a trabalhar. E ter, comprar, ser melhor que o outro “tendo”. Um dos motivos que eu não largo tudo e vou para Oiapoque ou pro Chuí hoje mesmo é porque ainda não consigo ser egoísta assim… É egoísmo, mesmo. Não tem outra palavra pra descrever o que seria largar tudo e tentar a simplicidade de ser feliz. Egoísmo com quem precisa de mim aqui. Mas seria também egoísmo com o sistema e...

Beijo na Boca

Ontem puxei assunto com um colega que faz trabalho voluntário comigo, não somos amigos, mas ele me desperta simpatia. Fiquei sabendo que ele estava em uma vibe muito louca. Fui falar com ele, me disse que estava na vibe de meditação, respiração e boas vibrações… Depois que voltei de Alto Paraíso ando meio querendo virar hippie, mesmo não conseguindo me desapegar de tecnologias, ainda. E comentei isso com ele, trocamos algumas ideias, poucas. Comentei da minha busca por um curso de yoga e eu disse que enquanto não encontrava, (bomba:) eu ia dar um beijo na boca dele para pegar um pouco daquela energia. Ele não disse nada, apenas me ignorou. Pensei em dizer “tô brincando”, ou algo do tipo, mas resolvi ignorar também. Resolvi deixa-lo pensar o que quisesse de mim, e refletir e escrever sobre o que eu disse. Aqui estou. Por que as pessoas relacionam beijo na boca ou qualquer tipo de carinho e manifestação de afeto como algo pesado, como se eu estivesse convidando ele para sair, pedindo pra namorar ou morar junto? E eu nem gosto dele desse jeito, eu disse aquilo porque no momento me identifiquei com a vibe… Não era um beijo social, cara, era um beijo espiritual. O que eu quero dizer com esse lance do beijo é em relação a compartilhar as vibrações. Quando duas pessoas estão se beijando, elas trocam energia. E eu gosto da ideia de trocar energia com pessoas de vibrações positivas. Mas não um beijo social, um beijo espiritual, mesmo que consumado em um ato físico de troca de saliva. Para o beijo ser bom, tem...

Leia Gênesis que você vai entender

A questão foi levantada por um contato meu do Facebook, que sempre traz questões interessantes a serem debatidas. Não coloco a postagem nem as opiniões se não teria que postar tudo, por causa do contexto. Mas foi interessante. A não ser porque fiquei pensando… E pensar é ruim (brincadeirinha!!!), por que quero respostas que nunca terei. Era um papo sobre religião, Deus e extraterrestres. E aí, se Deus e Anjos são seres extraterrestres, será possível haver outros, tipo alienígenas? Acredito que o objetivo era dar mais a opinião mesmo, nada científico. E uma das opiniões foi que Deus não ia deixar seres espalhados ou “esquecidos” pelo Universo, então pra ela não existia. Apesar do respeito que tenho pela opinião, vejo um buraco nessa explicação, “Leia Gênesis que você vai entender” por que essa resposta me parece muito artificial, mecânica. Acho que não é o que essa pessoa acredita, para dar seu ponto de vista, argumentar e por isso só tem uma resposta, que não vem do raciocínio, sensibilidade e reflexões próprias e sim de terceiros. Acreditar na Bíblia… Se você acredita, faça um esforço a mais para entender o que vou dizer agora: qual é a diferença concreta em acreditar na Bíblia ou em qualquer outro livro, de ficção (mesmo sabendo que o autor escreveu fantasias de sua mente) ou de Ciências (tão bem argumentados)? Acredito tanto em Deus que fico com pena de dizer isso, principalmente por que há chances de ser verdade, da mesma maneira que há chances de não ser. Mas o Deus que eu acredito não me julgará por desconfiar, pois ele me fez assim....

Violência e tráfico de drogas

“Então… A culpa é de quem? Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado…” (Meninos e Meninas, Legião Urbana) “Em menos de duas horas, tudo será queimado num forno de alta temperatura”, um camboio que transporta toda droga da delegacia no Rio entra em um ferro velho no Caju.  Atrás daquelas latas-velhas, chega um calor mesclado pelo sol e o incinerador. Desfazer-se dessa droga significa mais do que simplesmente dar um fim a ela, pode significar salvar vidas, já que “a expansão do tráfico de drogas a partir da metade da década de 80 é diretamente responsável pelo crescimento de número de homicídios”, frase tirada do documentário Notícias de uma Guerra Particular. Esse cenário descrito é um dos fins para esse causador de tantas mortes. Tem traços de Counter Strike, um polêmico jogo de tiro. Essa batalha tão violenta entre traficantes e policiais no Rio de Janeiro não é muito diferente das batalhas entre terroristas e exército, inspiração para esse jogo. Só que tudo que poderia, se vivêssemos em um mundo perfeito, ser ficção, se baseia em uma grande realidade. “Não penso em fazer maldade com ninguém”, mas em Terra sem Lei, ou que as leis são as dos mais ricos, qualquer um teme ser excluído “primeiro eu fiz isso para me alimentar, comprar comida; depois para me manter, andar arrumado”, diz Adriano, traficante, 29 anos, no mesmo documentário. A culpa é de quem? A culpa é do cara humilhado e considerado marginal desde criança, quando nem ao menos tinha consciência do que é certo e errado? A culpa é de quem? Do garoto que é...

Futebol: por mim e por todas as minhas companheiras

 Palmeirense: “Brother… Tô ficando com uma mina… mas ela é corinthiana!”  Já foi o tempo em que as meninas ficavam em casa reclamando dos namorados fanáticos por futebol. Será que a essa altura do campeonato ainda é feio e meio masculino uma menina apaixonada por esse esporte?  Um belo dia, meu ex casinho me disse, desdenhando: “eu não converso com menina sobre futebol”. Choque. Quando o Corinthians caiu pra 2ª divisão, meu ex namorado riu de mim. Enquanto eu chorava e ele ria, lhe dei um tapa na cara e eu disse: NUNCA MAIS FAÇA ISSO.  Que ódio tenho desses dois… Palmeirense e são paulino, respectivamente. No primeiro jogo da final do Paulista, contra o Santos, olhei nos olhos do meu irmão e do meu pai que iam comemorar um gol do Santos, salvo pelo zagueiro corinthiano, e gritei: CHUPA! Choque deles. “Que horror, tsc, tsc.”, é o que escuto até hoje por causa desse episódio inédito. Bem mais me conquista um torcedor, seja de qual time for, que respeita, conversa de igual pra igual, sabe brincar e, mais importante, não desvaloriza minha paixão só por que eu uso calcinha!  Sou apaixonada sim. Mas futebol não é a minha maior paixão: sou bem mais apaixonada por pessoas. O Corinthians não vem na frente dos meus outros amores, minha família e amigos. Mas sou louca por ti, sim. Sou mais fanática que muitas pessoas (tipo meninas) e bem menos que outros (tipo meninos). Homens, conversem com a gente! Compartilhem suas dores, raivas e alegrias com suas namoradas. Não fique em um silêncio súbito fazendo as meninas pensarem que vocês têm...

Viver com dignidade: uma reflexão histórica e cultural

Porque muitas vezes não sentimos que estamos gozando de todos os recursos para viver com dignidade, para sermos pessoas melhores? Não sou especialista em política (estou muito longe disso), mas de acordo com meus conhecimentos acadêmicos e empíricos vou lançar mais uma reflexão, dessa vez baseada nesse tema. Todos nós queremos crescer, sobreviver, evoluir, ter uma vida digna e uma expectativa dela. Mas por que muitas vezes sentimos que isso não está presente no nosso dia-a-dia? Alguns países vêm de uma formação organizada, têm histórico de luta pelo nacionalismo, guerra entre reinos rivais e alianças entre os que poderiam se ajudar. No nosso país, isso não aconteceu. O Brasil não foi descoberto como muitos dizem e muito menos planificado, ele foi explorado e covardemente dominado, formando-se, assim, de uma maneira mal organizada, com uma cultura patriarcal e cada um pensando no seu próprio interesse e não pelo bem da coletividade. E talvez o sentimento de falta de dignidade em nosso país venha desse crescimento e formação política sem planejamento. E o pior… Muitos enxergam o problema, mas não querem abrir mão do que é seu para tentar mudar em prol da sociedade. E o que podemos tentar fazer para tentarmos melhorar nossa qualidade de vida? Temos que conhecer nossos direitos de cidadão (muito mais do que apenas de consumidor), ser mais politizados (apesar de haver muito preconceito em relação a esse tema), tentar obter o máximo de conhecimento sobre o mundo e não se conformar com o que aparentemente é normal, ainda que seja ruim. Para mim, normal é a gente ter uma vida digna, poder se relacionar de...

Perder de um lado para ganhar de outro.

     Depois de muito refletir sobre as “injustiças” da vida e sobre perdas e aprendizagem, resolvi fazer esse post apenas como uma reflexão. Por que temos a impressão que sempre que vem algo bom, perdemos outra (s) coisa (s)?       Será que tudo isso faz parte da nossa evolução? Eu acredito que sim… Como pessoa, como espírito, para ter mais maturidade e poder superar os problemas com cada vez mais facilidade.       Eu sei que é difícil, mas no fim entendemos o por quê das coisas. Eu estou falando desde as pequenas perdas até as grandes, desde as de nossa escolha ou das que não temos opção.       E por que isso? Para evoluirmos, simplesmente? Crescer aprendendo que não temos tudo o que queremos, para deixarmos de ser seres humanos mimados. E quanto mais isso acontece, mais fortes ficamos.       Por isso temos que, na minha opinião, dar muito valor as coisas que temos, as nossas conquistas, e temos que tentar esquecer um pouco as coisas que abrimos mão, principalmente das que não tem mais volta. Será que esse é o caminho? Não sei, mas ninguém sabe essas coisas, temos que agir como cremos ser certo e justo.       OBS.: não estou dizendo que devemos deixar pra lá tudo que não deu certo, sou super a favor de correr atrás do que desejamos, ok? estou falando naqueles casos que não há nada para...

Os fantasmas do passado e o futuro Bicho-Papão

29 de janeiro de 2011 Ultimamente tenho pensado no meu futuro. Meu maior medo, na verdade, é que ele seja um reflexo do meu passado. Por que eu tenho medo? Bom… eu não era uma pessoa muito brilhante, talentosa, não deixava meus pais muito orgulhosos e muito menos servia de modelo para ninguém. Apesar de sempre ter sido uma “boa menina”, não era, por exemplo, uma aluna nota 10 (nem nota 7, nem nota 6), sempre começava as coisas e não continuava e me sentia mais imatura do que deveria ser. “Ótimo”, vocês devem estar pensando, “agora que você não é mais assim, não precisa temer”. Eu sei. Mas apesar de eu entender que hoje eu faço o que eu gosto com amor e dedicação, trabalho e estudo duro, amadureci bastante, tiro notas boas na faculdade e tenho alguns prêmios (ainda que não sejam tocáveis) porque eu sei que mereço, eu ainda tenho medo. O problema é o fantasma do passado me assombrando. Por isso escrevo esses quatro parágrafos. É porque eu descobri algumas coisas que não podem ficar só para mim, são totalmente compartilháveis. Descobri que não importa mais o que eu tenha sido no passado, eu evoluí. Se eu era daquele jeito, paciência, já foi, sofri, decepcionei pessoas que eu amo, mas eu tentei consertar o erro e acho que consegui, porque agora tudo é diferente. Descobri no que eu sou boa, que eu posso mudar o mundo – pelo menos na parte que me toca – e que algumas pessoas realmente acham que eu mereço uma honra ao mérito. Se você também passa pela mesma situação...

As publicidades dizem que sim.

As publicidades dizem que sim. from gabi pagliuca on Vimeo.          O objetivo desse projeto é mostrar como a publicidade nos faz acreditar em tudo que querem, mas não percebemos quanto lixo e infelicidade estamos criando pouco a pouco. Pensamos que agimos e pensamos por nossa conta, mas não. Ainda que sejamos inteligentes e com estudos, há algo no nosso subconsciente. Não nos damos conta de pequenas coisas. E assim vamos vivendo controlados por uma indústria que cria pessoas e coisas perfeitas que quase não podemos conseguir, e gera muita dor e poluição. É assim sempre: tudo é perfeito e nós somente seremos melhores se adquirirmos isso e quando podemos comprar, não está mais na moda e voltamos a ser os imperfeitos e infelizes de antes.       A música (El Pescao – El Canto del Loco, em espanhol), como quase todas, é aberta para distintas interpretacões. A minha interpretação e a que eu deixo parecer no vídeo é que temos que evoluir e que não temos que ser alguma coisa por ter coisas e temos que tentar melhorar sempre. Talvez nem todas as pessoas vejam a música dessa maneira, mas com um pouco de atenção e imaginação, entenderão quando digo que essa canção tem muito a ver com o significado desse...

Sou maduro?

Para você que acha que é grande ou que sabe que não é, mas gostaria de ser, esse texto é para você. Às vezes pensamos  que estamos completos e que somos maduros para nossa idade, mas na verdade, o que é ter 18, 19 ou 20 anos? Se cada um, com essa idade, está em uma fase diferente, como definir o que é ser um jovem adulto? Que tipo de responsabilidade nos cabe? Nascemos na era digital e tudo o que precisamos é que alguém faça algum upload das informações necessárias. Por isso nossa geração pensa que sabe demais.. Enquanto as gerações passadas têm uma boa bagagem de assuntos específicos, nós temos conhecimento superficial de uma grande quantidade assuntos. Mas e no fim, o que é maturidade? Maturidade está vinculada a conhecimento? Não, acho que não. Tem mais a ver com sabedoria, uma sabedoria interna. Por exemplo, quando a vida nos dá um dilema, a maturidade se mostra dependendo da forma que nós o encaramos, e muitas vezes de nada adianta saber tudo sobre uma banda, tecnologia, culinária ou sapatos. Outro exemplo de maturidade encontrar um meio termo para qualquer coisa, se necessário. A pessoa começa a amadurecer quando começa a ceder. E a mais óbvia, mas menos percebida é a questão dos assuntos da pessoa. Tem gente que, depois de anos continua falando sobre os mesmos assuntos chatos de sempre. Espelhar-se um pouco mais nas pessoas mais velhas pode ser muito útil, elas podem não saber para que serve o twitter, mas sabem melhor que nós como viver. E ainda que não pareça o caminho certo, essas pessoas só...

Como tomar decisões certas?

Quando comecei a “frequentar” redes sociais que davam a opção de colocar no perfil “tenho um lado espiritual independente de religiões” (Orkut) foi mais ou menos a mesma época que eu abandonei meu rótulo de católica. Não tentei outra. Não fui em busca de centros espíritas, igrejas evangélicas nem procurei o Candomblé. Simplesmente comecei a adotar o “lado espiritual independente de religião”. E esse lado me fez questionar o que é certo e o que é errado, de acordo com as leis do homem e de Deus (eu acredito em Deus, você pode acreditar no que quiser e ainda se identificar com esse post, porque eu não falo de religião como instituição). Não que religião seja ruim. Não é. E esse post não é para te convencer do contrário. Apenas não é uma escolha minha, mas respeito totalmente se é uma escolha sua. Eu gosto de me sentir livre para acreditar em tudo o que eu quiser. Não gosto da ideia de alguém me dizendo para não acreditar em algo que acredito, que faz sentido e tenha lógica pra mim, só porque alguém disse que não. Liberdade. Eu adoro liberdade. E como eu gosto de liberdade, comecei a pensar nela, de um tempo pra cá. Liberdade é fazer tudo o que queremos, sem pensar em mais nada? Será? Como tomar decisões certas? Gosto tanto de liberdade que já bati boca com um francês porque ele disse coisas super preconceituosas sobre homossexualidade e mencionou que um colega “negro, assim, como eu”, que era vegetariano e budista “onde já se viu… negro e budista?”, disse ele que era a mesma coisa de um japonês...
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Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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