A categoria mais nova do site, criada em Julho de 2015.  Segundo Aristóteles, a catarse diz respeito à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama. Neste espaço exponho porque eu me sinto purificada com algumas obras artísticas, por exemplo: músicas, longas ou curtas ou artes plásticas.

Oxalá – Braza

A Forfun acabou, mas três de seus integrantes formaram a banda Braza, um novo projeto que eu já estou amando. Não são letras na pegada do Polisenso, que é o trabalho deles que eu mais gosto, mas as letras estão bem maduras, cheias vida e crítica social – o que eu adoro. Tem também uma parcela de misticismo e, sim, me fez pensar e escrever sobre. Essa é uma música que me lembra a importância do autoconhecimento e fé. A música é complexa, então aviso de textão! Oxalá – Braza   Subi a escadaria para me benzer E pedi ajuda para Oxalá Consultei os astros para entender Lua cheia, eu me batizei no mar (Pra mim, um ritual. Não necessariamente um ritual que sempre acontece, mas também não necessariamente pontual. Achei lindo esse refrão. Muito místico, espiritual. Quando não temos mais respostas para nossas perguntas mundanas, não deveria ser vergonha nenhuma recorrer a fé. Até porque, é melhor ser feliz tendo fé, acreditando em algo que a sociedade pode julgar “bobo”, do que ser infeliz, permanecer perdido e com graves crises existenciais. De acordo com o livro Para conhecer a Umbanda, de Ademir Barbosa Jr., que li ano passado, Oxalá é o Orixá maior, responsável pela criação do mundo e do homem, e é pai de todos os outros Orixás – que é divindade que habita a cabeça, na tradução que aponta o autor. Oxalá velho é sincretizado com Deus cristão e Oxalá novo com Jesus Cristo. Oxalá, ainda segundo o livro, representa sabedoria, serenidade, pureza do branco e o respeito. Seja qual for a crença, peça que será atendido.)...

Confie em você, tenha fé no Universo

O Universo é mesmo incrível e conspira a nosso favor. Hoje eu acordei com uma necessidade de entregar e confiar. Nem sempre as coisas saem como planejadas e isso pode desestabilizar-nos. Precisamos confiar. Ou precisamos ter fé. Ou os dois? Vi rapidamente na internet a diferença e bateu com o que me faz sentido: fé é incontestável, confiança depende de um cenário construído, variáveis que devem ser levadas em conta. Quando fazemos nosso melhor, precisamos confiar que colheremos os frutos. Quando há dúvidas quanto ao processo, tendemos a não confiar. E tudo bem. Dizemos que moldados nossas vidas a partir de nosso sistema de crenças, ou seja, se acreditamos que podemos, podemos. Se achamos que não podemos, não podemos. Ao racionalizar uma situação, no entanto, percebi que estava sem confiança, porque as variáveis não eram favoráveis. Em seguida, resolvi que deveria entregar e ter fé, aquela fé que tudo vai dar certo. Aquela fé que algumas pessoas taxam de “positivismo”, “pollyana”… a fé de que as coisas vão dar certo, de que nascemos pra ser felizes. Essa minha fé eu uso quando eu não tenho saída, quando todas as probabilidades apontam pro fracasso. Eu não posso me deixar me abater, eu procuro essa fé. Pode ser até uma forma de “cegar”, mas cada um escolhe a forma que quer ver o mundo: sofrendo a cada obstáculo ou entregando com fé. Fé não está ligada à religião, não. Nem precisa estar ligada à espiritualidade, pois uma pessoa pode confiar tanto em si, por exemplo, que simplesmente sabe que nasceu pra ser feliz e faz isso a vida toda. Eu não...

Compreensão espiritual do caminho

Os últimos anos foram de aprendizados espirituais valiosíssimos pra mim. Compreendi, dei significado para meus sentimentos, encontrei conceitos que colocavam em palavras como eu mais ou menos me sinto em relação ao mundo. Livros, músicas, experiências, lugares, vídeos, cursos, rituais e, principalmente, conversas com pessoas amados e meditações auxiliam meus processos e minhas descobertas. Foi um desses vídeos que inspirou esse texto que você está lendo. Pra mim fez muito sentido. Nele, o personagem coloca em perspectiva a criação do universo e nosso papel como humanos. Vejo isso como um *ideal* e me considero oficialmente nesse caminho. Faz muito sentido pra mim, minha busca é exatamente essa. Como ainda não me iluminei, no entanto, não passo 100% do tempo nesse estado, mas busco meditar e fazer minhas práticas para que, nas circunstâncias da minha vida,  eu consiga alcançar esse ideal. Quero compartilhar uma parte desse vídeo em texto e fazer minha observações. Queria ter ele inteiro traduzido, mas dá um trabalho enorme, então não tem condições. Se alguém conseguir, seria um favor para os brasileiros e outros que falam português. Traduzi de uma forma meio livre a parte que mais me fez pensar: ‘se eu conseguir viver buscando isso, viverei minha missão‘. Vídeo a partir de 6min 48s: Video: “Essa essa é a nossa casa e é nossa responsabilidade – por nós e todo o Planeta – consertar os erros que cometemos”. Gabi: Nossos ancestrais cometeram erros, mas nós podemos parar de reclamar, de culpá-los, e passar nos responsabilizar por tudo o que está acontecendo hoje, fazendo algo pra melhorar. O personagem do vídeo diz ainda que as coisas ruins que estão...

Considerações sobre Considerações

2016 inicia com uma Catarse (purificação do espírito do espectador através da purgação de suas paixões). Dessa vez, a música Considerações, da banda Forfun (claro). Para quem só quer escutar, é uma música simples e direta, e dá pra bem entender. No entanto, com uma análise mais aprofundada, podemos entender o que o(s) autor(es) quis(eram) dizer com cada parágrafo. Acredito que eu não estou abrangendo todo o potencial que a música tem, porque, como ser humano, tenho limitações. Por essa razão, adoraria ver as considerações sobre Considerações de vocês aí embaixo, nos comentários. Considerações Forfun Espero que me entendam Que não me ofendam e nem me prendam Eu vim com a melhor das intenções (Iniciar um argumento com esse tipo de pedido já mostra uma certa humildade da pessoa. Não quero entrar em polêmicas sobre a banda em si, os integrantes e suas questões, mas, de fato, esse é um pedido válido, como se dissesse: “olha, eu vou falar umas coisas, você pode não gostar ou não entender, mas conto com meu direito de me expressar”) E sigo por trajetória Que corre infrene rumo à glória Mas tenho algumas considerações (Até eu decidir fazer essa análise, eu não entendia o que ele falava em “infrene”, ouvia como “in frame”, mas foi só googar que encontrei  que “infrene” é simplesmente “desenfreado”. Perfeito. Nessa parte, eu entendo que ele esteja caminhando para o sucesso, fazendo as escolhas que mais lhe fazem bem. Mas ele tem algumas considerações:) Não vou levantar bandeira Que delimite qualquer fronteira E nem concordar com tudo O que se diz por aí (Defender rigidamente partidos, instituições, lados… Essa...

A Vida me Chamou – Forfun

Estou me preparando para escrever mais textos, mas enquanto isso, vou fazendo mais posts da categoria Catarses. Hoje, mais uma vez, vou falar sobre uma música do Forfun. Essa música, A Vida Me Chamou, é do último álbum deles (Nu) e me tocou muito profundamente. Ela é relativamente simples, com duas estrofes e um refrão, mas diz muito sobre minhas ideias sobre a vida. Vamos lá: A Vida Me Chamou – Forfun A Vida me chamou, eu vim Avisa que eu só vou no fim (Na maioria das linhas espirituais que já vi, nós estamos nessa vida por alguma razão bem específica, para cumprir uma missão. Quando escuto isso, ‘a vida me chamou’, é exatamente isso que me passa pela cabeça. Por isso, por mais óbvio que pareça a frase “avisa que eu só vou no fim”, para mim é muito mais profundo, porque eu interpreto como uma pessoa bem decidida e batalhadora a que está falando isso, que não vai desistir no meio do caminho, que vai seguir até o fim de cabeça erguida. Além disso, não é apenas seguir vivo, mas viver de verdade. Abraçar os desafios, assumir a responsabilidade pelas próprias atitudes, não se fazer de vítima e tentar ser, como diz um cara que eu adoro, a melhor versão de si mesm@. Para isso, um trabalho de autoconhecimento é extremamente essencial.) Vamo lá, ahora estamos acá Solto que nem flecha de índio sem cocar (Fiz uma pequena pesquisa e a primeira coisa que me veio é uma frase de Saulo Cunha, “Um índio sem cocar, ou até mesmo sem penas, é um índio em aprendizado”. O...

Cósmica – Forfun

Fiquei muito feliz que o post das 6 músicas filosóficas teve uma repercussão linda no grupo Forfunáticos do Facebook. Um dos comentários foi pedindo pra analisar a música Cósmica, e outra pessoa comentou que não ia ler porque não tinha Cósmica. Então, aqui vai. Essa é uma das minhas músicas preferidas também. Amo muito, mesmo. Essa é uma música MUITO filosófica, que daria pra falar muito mais coisa. Cada palavra escolhida está cheia de significados e dá pra conversar por horas sobre cada uma delas. Faço meu melhor abaixo, mas se eu esquecer de algo, não hesite em complementar. Cósmica – Forfun Cósmica Eletromagnética (Cósmica faz referência a tudo que tem a ver com o universo, da natureza. Eletromagnética faz referência a tudo que faz interação com campos eletros e magnéticos. As primeiras duas palavras dessa música já indicam que os caras estão falando sobre energias mais sutis, menos perceptivas a olho nu. Por estar no feminino, tenho a impressão de que eles estão falando de uma força feminina, como a Mãe Terra, ou alguma Deusa. Ou a própria Cósmica. No entanto, fica bem aberto para interpretações.) Distribui sorrisos Canaliza positivos ventos Por onde passa (Ah, essa parte é tão eu! Não que eu seja assim o tempo todo, mas é a frequência que tenho a intenção de manter. Distribuir sorrisos verdadeiros, ainda que a situação da vida não seja a melhor. Canalizar ventos positivos por onde passa é, na minha interpretação, vibrar nessa energia que a música bem explica e contagiar as pessoas ao redor com essa energia.) Quântica, calma e dialética (Quântica faz referência, na minha interpretação, ao...

Tragédia dos Comuns: uma teoria

Hoje vou no último show na minha cidade de uma banda que eu adoro, a Scracho, porque eles também vão romper com a formação atual da banda Por isso, resolvi fazer um Catarse que há semanas está na fila. A música se chama Tragédia dos Comuns e é uma canção bem simples de ser compreendida sem a necessidade de entender a teoria que está por trás, a tal Teoria da Tragédia dos bens Comuns. A Teoria de Garrett Hardin (1968) Atuo profissionalmente em uma ONG que lida com questões socioambientais e uma das várias teorias que usamos para compreender é a própria Tragédia dos Bens Comuns e suas possíveis soluções. Veja esse vídeo esclarecedor: Como podem ver no vídeo, a Teoria diz respeito a recursos de livre acesso, que todos podem utilizar para seu próprio benefício e todos possuem, de fato, boas razões individuais para usar, incentivos. Porém, cada um acaba explorando mais e, como nesse contexto, o prejuízo individual é menor comparando com o prejuízo coletivo, o recurso acaba se exaurindo. Como diz o rapaz no vídeo “em outras palavras, seu incentivo individual convida todos a uma ruína geral”. Ainda que uma pessoa se conscientize que não deveria usar dessa determinada maneira o bem comum e deixe de fazer, outra pessoa menos consciente fará no seu lugar e, com isso, o problema ainda existirá. Como existe benefício individual, acontece o caos. As soluções oferecidas pelo teórico que sistematizou a Tragédia dos Comuns são duas: 1) propriedade estatal: a parte boa disso é que todos ainda podem compartilhar do recurso, como parques naturais. A parte negativa é que os tomadores de decisão “não...

6 músicas filosóficas que talvez você não conheça

Mais uma vez, aqui na categoria nova “Catarses” vou falar da minha banda preferida, a Forfun. De acordo com a própria , eles vão romper com a formação atual e, por isso, não teremos coisas novas com essa conjuntura – infelizmente, pra mim, já que gosto bastante de como eles fazem música e expressam seus pensamentos e sentimentos. Há cerca de 7 anos acompanho o trabalho desses quatro rapazes do Rio de Janeiro. Já fui em pelo menos 15 shows (talvez mais, mas sério, perdi a conta!) em pelo menos 5 cidades (S. Paulo, Santos, Rio, Jundiaí e SBC). Durante esse tempo todo escuto o mesmo preconceito de muita gente: “Forfun é emo!”, “Forfun é música de mimimi”, “Forfun é História de Verão”. Não que eu realmente *me importe* com essas críticas, pois sei as razões pelas quais gosto da banda. A única coisa que eu sinto muito mesmo (por essas pessoas) é o fato de elas não conhecerem algumas músicas incríveis que poderiam ajudar na expansão da consciência. Por isso, tive a ideia de compartilhar 6 (das dezenas) músicas deles que me fizeram e ainda fazem refletir, mas que muita gente ignora porque fica presa a opiniões inflexíveis sobre tudo. Sempre recomendo, primeiro, conhecer alguma coisa com certa profundidade para, depois, emitir uma opinião. A música #6 tem uma história curiosa que resume a vergonha alheia do preconceito. A seguir, você confere minhas impressões sobre as músicas Morada, Gruvi Quântico, Cigarras, O Viajante, Eremita Moderno e Siga o Som. Para quem sentir em seu coração a vontade de escutar e se aprofundar, deixei o vídeo junto e um link da letra (que pode conter erros por...

Infinitas Possibilidades (Forfun)

Bem vind@ a uma categoria nova, a “Catarses”. Na Wikipédia, encontra-se uma definição suficiente: “Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama”. Portanto, nesse espaço, vou tentar (porque cada Ser é único e suas experiências também) mostrar aqui porque eu me sinto purificada com algumas obras artísticas. A maioria das vezes em que eu falar de música, provavelmente, não vou falar sobre a melodia/ritmo/instrumentos, e sim sobre a letra, pois não tenho palavras pra dizer o que sinto quando escuto elas.  E, lógico, isso será apenas MINHA interpretação, pode ser que você entenda de forma totalmente diferente. Se você já gosta da música, pode colaborar com esse post sobre ela, comentando suas percepções sobre o som e a letra. A primeira é a música Infinitas Possibilidades, da banda Forfun (minha preferida) , do álbum Polisenso, de 2008. Se ainda não conhece, você pode escutá-la aqui: Em 2009 escrevi algo sobre o Forfun. Como é um texto velho, vale apenas para ilustração. Abra a aba aqui e leia depois que acabar de ver esse post. Infinitas Possibilidades – Forfun A batida já te joga no chão, te dá uns choques em uma explosão de sons incríveis… Você sente isso também? Vamos à letra: Duas libélulas passaram voando e anunciando a melodia celeste (Melodia celeste = músicas vindas do céu. Conexão total com a espiritualidade. Entendo que aqui o artista quis mencionar mensagens vindas do além e nos ostrar que somos mais do que nossos corpos físicos) Trazendo novos conceitos a nós, os humanoides, na jornada terrestre (Entendo essas “melodias celestes” como se fossem mensagens de...
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Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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