2005. Segundo ano do colegial. 17 anos. Aula de literatura: grande professor Claudio. Em um aviso genérico, uma surpresa: haveria laboratório de redação para dois grupos de alunos: os que escreviam bem e poderiam desenvolver melhor; e os que não sabiam nada e tinham que aprender. Não era óbvio quem fazia parte de que turma. Não era obrigatório, mas talvez fosse interessante eu aceitar o convite. Fui escolhida, acho eu, por ser do grupo dos alunos que tinham que aprender. Tive uma surpresa positiva. Do meu jeito, eu sabia escrever. Foi aí que escrevi minha primeira crônica e quando surgiu a primeira categoria do meu blog. Histórias não-necessariamente-biográficas foram escritas com muito carinho e dedicação para os leitores do Gabitopia!

Dúvidas

Por que não conseguimos amar mais? Por que não conseguimos tolerar quem nos faz mal? Por que não conseguimos aceitar com plenitude? Por que temos tantos obstáculos pra ter paz? Por que a paciência é tão seletiva? Por que os sentimentos ruins nos impulsionam? Por que as questões sociais nos afetam tanto? Por que parece que estamos competindo pra ver quem sofre mais? Por que estamos aqui, nesse terreno tão hostil, nós que queríamos amar mais? As perguntas são mais importantes que as respostas. Até quando? Pra que? Por que eu estou sob essa condição? Por que? Pra que? Em que?...

Eu e ele

Eu e ele quebramos minha cama Conversamos sobre terra plana Era amor, minha casa ele varria Ele conseguia ter empatia Ele peixe, eu timão Uma hora terei que abrir mão. Me abraçou, me marcou Me conquistou, Me deixou. Não sabe me dizer não, Mas diz sim em vão. Ele me inspira, É tão triste quando se retira. Ele não está aqui, Ele não está nem aí. Eu o deixo ir. Um dia vou pensar nele e só...

Eu não quero ser você

Eu sou eu Mas você acha que eu sou você Sou uma parte sua Que você rejeita Que você afasta e não respeita Prefere não conhecer Mas hoje vim por nós aqui interceder Você me fez me sentir “a Mais” Mas sempre foi o melhor dos pais O mais grave bullying vem de casa Agradeço e hoje já regenerei essa minha asa Sempre soube da semelhança Não é questão de herança A buscar meu centro Vi que a briga vem de dentro Você sempre foi exemplar, Só não precisava exagerar me sentia diminuída, Eu não tinha consciência. Era sutil, não tinha violência Me sentia sem importância Isso me levou a militância Aqui só tem amor Superei tanta dor! Mas até que ponto a conexão Depende da outra parte ou não? Eu não sou a única na relação A outra parte tem que querer aproximação Algo nos afasta, nem sei Foi por isso que apelei… Eu aposto que sou a sua Maior sombra também Talvez desde neném O que devo ter te feito, Pra tanta falta de respeito? Aos 11 e aos 15 nem sabia me defender Você gostava de que? De me ofender? O pior bullying foi em casa, Sei que não sou o que me disse Mas tu é palhaço? queria que eu risse? Eu era criança Quando tirava sarro de tudo que era meu, Nunca foi violento, você me explica então porque doeu? Nunca entendi porque o sistema não gostava de mim Mas se nem meu Velho me valorizava tanto assim, A errada devia ser eu. E assim tudo isso sobreviveu! Me fortaleci, me orientei, Me descobri...

A sociedade pode mudar

(Na brisa, larica, avista uma PF será um blefe, minada, sou mais uma mimada! Já tem enquadro acontecendo, eu saio ilesa mais um vez, no auge dos meus privilégios vou vivendo. Refletindo… Sempre tive tudo, meu pai sempre proveu sou grata ao burguês aproveitei e agora é minha vez vou usar tudo que absorvi para revolucionar, usar tudo que eu aprendi.) A juventude resiste, resiste, existe! Eles não querem que existamos Veja a situação em que estamos Alguns se submetem Não gosto quando se metem querem podar nossas asas e tudo isso vem de nossas casas A juventude resiste, resiste e existe! Nosso país é um caos, clientelista Se há contraste, quem desfruta a boa vista? Os jovens são ensinados A serem todos gados Mas não podem nos parar tudo que sabemos fazer é questionar! A juventude resiste, resiste para existir! porque uma coisa eu sei que todo mundo merece ser tratado melhor que um vagabundo luta, porque só a luta muda a vida luto, que é verbo pra subida da vitória, só desfruta quem se alista na disputa A juventude resiste, insiste, resiste e existe! Tá todo mundo afogado na carência, buscamos sabedoria além da aparência Já passou a época em que tirávamos da natureza hoje exploramos tudo que vai à mesa tá tudo errado, não é possível ou sou eu que sou por demais de sensível? A juventude resiste até o fim, ela existe! Os poderosos ocultam a importância da nossa força de trabalho e constância nos tornamos alienados nos especializamos em cenários fechados Nós somos força de trabalho, a arte da guerra, somos o zap do baralho!...

Se dói, não vai

Se dói, não transa Não se obriga Não se fere Não se maltrata não se permita sofrer! Se dói, física ou emocionalmente, Não se deixe levar pelo dever. Amar é pra ser bom Intimidade é pra ser leve. Se você não sabe os porquês Se questione, sempre, não faça nada no automático. Você não tem obrigação De fazer nada por ninguém, A não ser por você, Tentar ser feliz. Se quiser um objetivo, Uma obrigação a seguir. Uma missão… Ser sua melhor...

Lutar por você

Nem faz sentido lutar por amor… Quem ama se desarma, se aproxima, se mobiliza, telefona, cria laço. Sua distância me diz que não ama Seu olhar diz que sim, ama Mas que tem medo Sinto que algo falta. Não sei o que faço. Queria ter força pra lutar por você, Pra se for amor aí, Você tenha coragem Pra amar...

Eu agradeço

Eu agradeço aos homens que respeitam as mulheres de forma integral e nos termos dela – agradeço aos que entendem que um “oi princesa” pode ser elogio para ele, mas ofensa para ela. Agradeço aos homens que procuram compreender a lógica da mulher e os que a leva em consideração, mesmo achando que sua própria lógica é a mais coerente. Eu agradeço aos homens que, ao se deparar com uma mulher que lhes agrada, mantém muito respeito ao aborda-la ou, agradeço ainda mais, os que nem incomodam a mulher desconhecida que está apenas de passagem no caminho. Eu agradeço aos homens que entendem que não deve ser uma ofensa ter seu machismo apontado por uma feminista e não procura desmerecer o ponto de vista dela apenas porque coloca ele numa posição de opressor. Tudo bem ter sido criado como opressor, agradeço os que escolheram seguir o caminho da compreensão acolhimento e compaixão. Eu agradeço aos homens que escutam o que a mulher tem a dizer sobre seus sentimentos e que não diminuem esse sentir, os que têm empatia e compaixão pra acolher essa mulher. Eu agradeço aos homens que admitem que podem ser opressores sem querer, apenas ao reproduzir comportamentos que foram ensinados e naturalizados. Eu agradeço a todos os homens que me veem como uma artista com grande potencial e visão, mesmo que não compreenda ou não concorde com minha opinião e mesmo que minha arte não lhe agrade. Agradeço aos que me vem primeiramente como uma alma, um ser humano, e apenas depois consideram a possibilidade de me ter como mulher e que me respeitam muito ao...

Ai, manda nudes

Ai que difícil eles gostarem de uma mulher Eles acham que deveríamos ser como eles. Exatamente como eles. Não aceitam o que vem da alma, do amor, dos laços construídos. E criticam o tempo todo. Você já olhou pra você? Pra suas próprias sombras, senhor Perfeição?! Pêlos demais, de menos; peso de mais, de menos Cabelo muito cheio, sufoca; muito liso, sem graça Sem bunda, reta; gostosa demais, deve ser puta. Mulheres são assediadas, não são levadas a sério E ao invés de proteger, cuidar, defender, eles propagam ideais que diminuem a mulher. Pra quê? Pra eles poderem ter algum destaque Imagina deixar as minas ficarem no microfone por mais tempo que nossos manos? Não, melhor soltar piadinhas sobre o corpo dela Sobre a sensualidade que se nota nela… Quem sabe ela fica constrangida e sai fora, deixa nossa crew machista reinar na pista. Claro que eles dizem que não, que essa Era já passou, mas só quem tá passando por isso, sente. Se você é está no papel de opressor, sua função é observar e se descontruir Não dizer que tudo isso é viagem Porque não é. Aliás, dizer que é viagem, só prova toda tese. Mas no erro, na sombra o cara usa joguinho emocional usa força, aumenta a voz, dá risada, desmerece faz manipulação, chantagem Ai, me poupem, não sou obrigada Ai que difícil um homem gostar da mulher minhas amigas já me alertaram: é um sacrifício pra eles gostarem de mulher, bom mesmo é o amigo dele, com quem ele deveria querer um relacionamento sério Ai que difícil pra ele respeitar o “não” da mulher...

Ser Mulher

Ser mulher e querer ocupar a rua vazia de domingo, onde apenas os homens estão andando livre e sorridentemente, é um desafio. Sair de casa pode ser assustador, ainda mais sozinha, mesmo confiando na reza forte de nossas mães . Estou indo pro evento, sozinha, encontrarei meus amigos lá, esperando o ônibus me senti mais segura porque tinha um casal e um senhor, mas antes disso os homens da vendinha de flores aqui de trás já me comeram com os olhos quando eu cheguei e um deles veio lenta e assustadoramente dar “boa tarde, linda” a uma garota que passava ouvindo um som e fumando seu cigarro. A rua, por direito, é nossa. Por efetiva ocupação, ainda não. A rua é hostil, no mínimo ameaçadora. Se você é mulher, não pode sair sozinha, muito menos arrumada, bonitona, sem que a todo momento um homem diferente te seque. Porque os homens fazem isso o tempo todo. Não todos, mas muitos e o tempo todo, tornando a experiência de sair de casa em um domingo, para uma mulher, assustadora. Pode parecer banal, mas a todo minuto precisamos ficar atentas de forma desproporcional. Sei que nunca podemos baixar a guarda, mas pra nós é fora do normal. Agora pouco, quando eu saía de casa, um homem passou de carro olhando tanto que achei que ele ia parar e oferecer carona. Não façam isso, homens. Isso dá medo. Não conheço você, não sei sua intenção. Se você é mulher e sai arrumada e confiante, pode estar fazendo um convite pra qualquer um de tocar e você nem sabe. Porque mulher ainda é pública....

Opressão social: você também é oprimido

Você também é oprimido, ser humano que me lê. Vamos de autoconhecimento! Todo esse papo de feminismo é porque eu sinto, todo dia, a todo momento, uma PRESSÃO da sociedade por ser mulher. Vocês me tratam diferente por ser mulher. Outro dia um homem me disse que ~tem medo de me tratar como uma mulher; falar de homem pra mulher~, pois acompanha meus posts feministas. O que isso significa? Ele estava tentando ser carinhoso, eu não levei como assédio – no contexto ele parecia querer dizer algo legal. Mas ele disse isso – o que significa um medo de me tratar como um homem trata uma mulher? Como ele trata? Assediando? Toda hora querendo contato Romântico?? Eu só quero ser tratada como um Ser Humano – disse isso a ele. Uns dias antes, um outro me disse que EU tinha que tomar cuidado pra ELE não se apaixonar. Igualmente, acredito que ele estivesse sendo carinhoso, dizendo que eu era apaixonante – mas eu disse a ele que não, que quem tinha que tomar cuidado era ele de não se apaixonar, e estabeleci um limite, pois estava falando com ele sem essa intenção. Parece que sempre estamos na pista pra ser arrematada por um macho, que sempre preciso estar fazendo minha dança sensual do acasalamento. Sempre a disposição pra ser “conquistada”. É uma sensação horrível. Eu preciso sempre deixar claro e mesmo assim tem homem que se ilude com seus próprios desejos e fantasias e já chegam achando que estou garantida pra ele. Eu só queria ser tratada como um ser humano na sociedade, mas eles me veem como um...

Agora, né?!

Agora, né?! No fim, na perda. Agora, né?! Podia ter feito tanto antes, Mas resolveu, Agora, Na perda, No fim. Por amor, Na dor, Sem rancor. Agora. Único momento existente, O momento presente. Então, me perdoe. Me perdoe pelo tempo que fui ausente, Eu não sabia fazer diferente. Se as coisas pudessem mudar Só de um sorriso, De dizer eu te amo… Eu faria. Se isso for suficiente, Saiba que sempre te...

Agora

A vida toda pensei Minha vida vai melhorar Quando la fora o silêncio ecoar Que bobagem a minha Se nem silêncio eu tinha Em minha mente medrosa Com uma vida nebulosa Só parei pra entender Toda imensidão do meu Ser Quando em silêncio sentei A terra acariciei O vento senti na face O fogo queimou as mágoas E o amor encontrei nas águas Se eu pudesse pedir a Deus Uma oportunidade de dizer adeus Gostaria que toda dor tivesse fim Não apenas aquela que atinge a mim Mas dos que ainda não entenderam Dos que ao amor não se renderam O simples sentar e deixar ir Todo pensamento Sentimento Momento. Tudo que existe é o...

Morte

Morte Óbvia, lógica. Impermanência de tudo. Sofrimento, fato: Nascer, Talvez envelhecer, Adoecer, Morrer. O Ser amado que se vai. Ser amado muda tudo. Amar em vida, Orar em prostação. Agravar a dor com a projeção. Sou eu amanhã, o que fiz da minha vida até aqui? O que posso fazer hoje? Verdade individual e contexto em desarmonia. Negar a verdade: Direito! Defesa! Permitido. Sofrer, mas conhecer o centro, Manter a razão. Estar no momento presente. Estar presente, Vivo. Ter fé no infinito, No Amor. Perceber a Compaixão. Emanar luz. Amar como for. Acolher, desabar. Meditar, descobrir-se. Morrer em vida. Vida...

Masculinismo

Eu não reproduzo o machismo, Sei tudo sobre o feminismo. Sou homem e contra esse movimento, Vocês nem lutam pra trabalhar com cimento. Sou a favor dos direitos iguais, Só não exagera, pra não muito parecer Afinal respeito nem todas são de merecer Não estou negando opressão em algum lugar Mas as mais putas nem podem reclamar A sociedade já está encaminhada pra mulher ser valorizada Paremos de rotular tudo, quero mais rótulo em nada, Como PhD em feminsimo, inventei uma palavra aqui que diz tudo que precisariamos Pra uma sociedade justa. Masculinismo, direitos iguais sem...

Que nojo

Cancelem o feminismo, Venceu o pragmatismo. Daqui pra frente nos submeteremos Àquilo que vocês querem, daremos. Mentira. Primeiro de Abril. Precisamos do Feminismo ATÉ no 1º de abril. É cada assédio sem graça nenhuma que precisamos aguentar. Faço o quê ao me deparar com uma situação dessa? Estava indo tomar um café hoje de manhã, depois de passar a noite com minha tia que se recupera de um problema de saúde. Tanta coisa na mente, um babaca me buzina. Eu estava de costas, não olhei (não conhecia, não era pra mim). Passou por mim devagar, buzinou de novo, acenou de leve chamando minha atenção, olhou no fundos dos meus olhos e me mandou um beijo. Que nojo. Mostrei o dedo do meio. Hoje eu sinto mais leveza nessas situações e procuro emanar amor, mas resolvi mostrar o dedo do meio mesmo na minha paz de Jah. Alguns vão dizer: mas é só um beijo, leve isso como elogio. Ele gostou de você. Ou eu mesma: tenha pena de um coitado desses, infeliz que não sabe que deveria parar de incomodar as pessoas assim. Pena? Arght. Nojo. Sinto nojo. Fui molestada, assediada. Meu campo energético invadido e energias sujas (de um cara nojento e sujo) veio em minha direção. Me incomodou, sou um ser humano. Me irritou, deveria eu sentir PRAZER em uma situação? É isso que eles querem, né?! Que adoremos ser um pedaço de carne pra abrir o apetite sexual e deixar ereto o pau, né?! “Hum…. delícia”. Nojo. Além desse desabafo, o que eu faço com um infeliz desse? Tento encontra-lo na internet porque ele é a...

A Paz e o Caos

É a nossa escolha amar Esse mundo, essa dimensão Tudo é imundo, muitos sem coração No automático é densidade A sistemática me tira a serenidade Quando vem o equilíbrio A gente tem tudo o que sempre quis Qual o propósito do equilíbrio Qual a mensagem do delírio No equilíbrio há liberdade No delírio há possibilidade Entre o mar e a areia Ali eu vi uma sereia Ela queria liberdade Mas fora do mar não haveria possibilidade Uma liberdade condicional Como todos no mundo ocidental Entre o mar e a areia Ali eu vi uma sereia Ela queria uma liberdade Mas não teria possibilidade Se fosse fora do mar O que restou pra ela foi rimar Equilíbrio entre a água e a terra Equilíbrio entre o fogo e o ar Tolerância com quem erra Paciência com quem não sabe amar...

Choque de universos

Imaginei dois universos, com suas paredes infinitas e em eterna construção. A referência, o ponto de vista, era cada uma das consciências que habitavam o centro desses universos. As paredes de uma das consciências eram formadas por valores sociais, aprendidos desde cedo na família, escola e igreja. Sem questionamentos e transgressão, ou o caos seria estabelecido. A consciência era guiada pelas leis, verdades absolutas inquestionáveis vindas do exterior. Homens e mulheres com papéis bem definidos como máquinas que estão aqui apenas para reprodução da espécie e salvação segundo algumas leis romanas. Embora de enorme proporção, a parede que cercava essa consciência era restringida pelo medo de se perder em seu próprio Ser, infinito e eterno. Onde mora o Caos. Mais seguro, portanto, era se limitar às regras estabelecida por outrem, sem questionar para que tudo permanecesse na aparente ordem. E era exatamente o que a outra consciência almejava: questionar todos os valores para que todos e todas fossem verdadeiramente livres. Essa consciência não aceitava regras sociais, os padrões e valores sem fundamentos. Seu maior medo era ter que se limitar a ser quem não era, quem queriam que ela fosse. E queria que todos fossem livres para fazer suas escolhas. Para essa consciência, o caos era inevitável e ao questionar o que não vale mais, o universo ficaria maior. A expansão era o objetivo dessa consciência. Queria alcançar a plenitude sendo autêntica, sendo quem veio pra ser, sem medos e sem limites – aliás, medo e limites existiam, mas o tesão era supera-los. Não existia medo que durasse muito tempo. O medo era substituído pelo amor e certeza que...

Amor de Pista

Eu posso qualquer coisa Eu sou qualquer coisa Eu sou ritmo e sou poesia Sou poesia há tanto tempo Que nem lembro Passei por aqui Por fora Por aí Por dentro Me perdi e me encontrei Várias vezes num dia E fui ritmo quando te encontrei Quando me ensinou a dançar E pediu pra eu olhar nos seus olhos Eu buscava isso. E encontrei. Por causa de medos, não dançamos! Por conta de instintos, não dançamos! Parei no tempo, parei no ritmo Os medos se foram,...

Lições do professor opressor

Em aviso na parede, a casa anuncia que é contra opressão, Me senti segura, era só avisar que expulsariam o vacilão. Não me julgue por na hora não denunciar, Achei que com minha arte poderia algo a mais ensinar. No clima da noite, a atração física facilmente transparece, Mas sem empatia, o lado sombrio rapidamente aparece. Ele chegou em mim com um papo interessante, Mas logo a conversa ficou bem maçante. Como um ser de luz ele se apresentou, Tinha algo a ensinar, mas logo me indignou: Ignorava minhas ideias e, mesmo pedindo a fala, me cortava, Só queria vomitar sua sabedoria e não me observava. Pedi para me olhar com mais atenção por um instante, Disse que já tinha feito isso e que me achava deslumbrante. Mas percebi pra onde aquilo tudo iria Quando disse que gostou da minha calça, sendo era uma saia que eu vestia (???!!!!!) Que saco, que fora, tava dando minha hora! Ele não verificava meu nível de conhecimento no assunto, Pois já partia do princípio que era melhor que todo mundo. Foi ficando mais chato porque repetia as mesmas lições, Sendo que era fácil alcançar, tínhamos semelhantes visões. Eu entenderia seja lá o que ele falasse, Eu até esperava que ele se aprofundasse. Mas não, repetia sem perceber que aquilo eu já sabia Acho que foi aí o começo da grande ironia. Um ser de luz que não vê sua própria arrogância Apenas porque parece que já superou alguns medos e sua ganância. E, sabemos, suas trevas admite qualquer buscador Mesmo sendo resiliente e resistente a qualquer tipo de dor Tudo bem, por...

Liberdade

O que podemos ser, Se não livres? Já conhecemos a repressão, E isso é tudo que não somos, ao menos em essência. Experimentamos na Terra de tudo, inclusive a limitação. Mas não viemos só pra sermos presos. Viemos pra transcender! Nascemos livres, Mas aceitamos as amarras Hereditárias Sociais Religiosas Amedrontadas Somos parte da natureza E ela é livre Mas como desfrutar desse DIREITO? Não é andando “Na linha” Como quer a sociedade Não é aceitando qualquer regra Qualquer autoridade Qualquer história Regras sociais sem sentido Sempre buscando reprimir Dizer não Oferecendo muleta emocional Oferecendo dependência sentimental. O que devemos ser Se não livres? Não sei de onde viemos De onde as grades surgiram Mas talvez seja a hora de rompê-las A ruptura do paradigma do não Do “não dá”. Podemos tudo, Tudo mesmo. A única exceção à regra É quando se fere o outro. Somos livres. Mas, no mundo material, Há limitações Podemos escolher as nossas O que deve nos prender, apenas, Quiça é a missão que temos nessa Terra. Busque sua missão E desfrute-a com...
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Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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