2005. Segundo ano do colegial. 17 anos. Aula de literatura: grande professor Claudio. Em um aviso genérico, uma surpresa: haveria laboratório de redação para dois grupos de alunos: os que escreviam bem e poderiam desenvolver melhor; e os que não sabiam nada e tinham que aprender. Não era óbvio quem fazia parte de que turma. Não era obrigatório, mas talvez fosse interessante eu aceitar o convite. Fui escolhida, acho eu, por ser do grupo dos alunos que tinham que aprender. Tive uma surpresa positiva. Do meu jeito, eu sabia escrever. Foi aí que escrevi minha primeira crônica e quando surgiu a primeira categoria do meu blog. Histórias não-necessariamente-biográficas foram escritas com muito carinho e dedicação para os leitores do Gabitopia!

Agir e fluir

Posso não saber exatamente o que quero, mas já me conheço pra saber o que não quero. Meus desejos são passageiros. Vou provando, experimentando… deixando fluir e vendo mais contrastes. A vida não é tão intensa a toa, me mostra caminhos: tomar atitudes para mudar ou relaxar e deixar fluir Posso fazer da minha vida uma dança cósmica cheia de significados Um sinal. Mas um sinal, pra quê? Não sei o que quero! Posso, com cada sincronicidade me espantar me embasbacar Ou posso ignorar completamente. Só me preocupar. Mas entre o preto e o branco há muitos tons de cinza – diversos caminhos do meio. Buscando o meu, a cada momento. Talvez eu não precise ficar tão alerta como pensava. Isso angustia. Basta atentar-me, fazer as perguntas certas, na hora certa. Ouvir a resposta pelo coração, não pela mente. Que mente. Quando eu precisar, eu já sei: o Universo age, manda sinais, avisos, contatos para que eu siga meu caminho. Como eu me sinto é meu termômetro Eu observo: como me sinto hoje me mostra que devo tomar atitudes para mudar ou relaxar e deixar...

Sobre amar e temer

É sempre sobre amor ou medo. É o medo de perder, [se.perder] O amor permite fluir, p e r m i t e O amor é um #quero #sóvai #vemcomigodepoisteexplico E pode ser racional ao mesmo tempo! Calma: vamos, mas vamos conscientes, em paz, com a leveza que a vida tem que ter. O medo é um “não quero tanto assim” “ainda não estou preparada pra lidar com as energias alheias” é um não. é um “definitivamente você não devia fazer isso”, um “discordo!”. Quando consciente, há respeito pelo outro, mas continua irredutível. O medo domina as atitudes, somos controlados pelo medo, quem em sã consciência quer ser controlado? #desligaatv #autoestudo #autoconhecimento #liberdade Mas aí vem o amor em forma de desejo, o desejo reprimido é despertado e quem está disposto a amar se entrega. Diz sim, quebra paradigmas, deixa fluir, vai em busca de sua missão. A melhor coisa é saber o que quer, ser um ser numa missão, que não perde tempo. Com consciência. Quem se permite amar se entrega, faz as tentativas, faz sua parte compreende se recebe nãos – no tempo de Deus, não no meu! Se fode, aprende com os erros, vive a dor Ama demais pra se deixar permanecer por muito tempo ao chão. Levanta e segue em frente. Experimenta o novo sem medo de julgamentos sem apego a conceitos e histórias tem empatia, conhece outros pontos de vistas e se desconstrói Vive o agora, se constrói de novo, pra voltar o ciclo sem fim. Esse é o amor, é a natureza, é o fluir. Respeitando tudo e a todos. Deixando o mínimo...

Sob minha pele

Talvez seja difícil alcançar, Mesmo de tarde, junto ao mar Silêncio aparente, turbilhão mental Não é possivel ignorar a crise mundial, Não se trata da crise do comprar, Mas da dificuldade de genuinamente amar. Procure compreender a cosmo-consciência, Não existe apenas a tal da “coincidência”. Nem todos sentem a mesma revolta, Mas já encontrei o caminho de volta. Já compreendi o bem e o mal, Só que tudo que eu passei foi normal. Sem partido, tentando entender a vida Desapego porque estou sempre de partida. Superei alguns limites e fronteiras, Hoje me sinto forte e inteira. Só estando sob minha pele pra entender O que pra mim significa transcender. Só estando sob minha pele pra sentir como eu, Mas reconheço em você outr face de Deus. Conheco a empatia, Te apresento agora o Gabitopia. Essa letra foi escrita durante um treinamento que participei no dia de hoje, e dedico a quem quer Flor&Ser pra seus...

Deixa fluir

O universo tem uma sabedoria incrível e quando nos preocupamos demais, sofremos demais, impedimos que essa sabedoria atue em nossas vidas. Essa sabedoria nos dá a percepção da sincronicidade. A sincronicidade mais óbvia para se pensar é a nossa própria vida. Já imaginou quantas coisas tiveram de acontecer para que estivéssemos aqui hoje? O sol, a chuva, nossos ancestrais, nossa sociedade, nossa tecnologia; vitaminas e minerais, as proteínas e os açúcares, além das bactérias, formando nosso corpo. E todo o resto que quiser imaginar. A vida é uma série de sincronicidades. Esse movimento milagroso faz com que tudo o que aconteça em nossas vidas hoje, aqui e agora seja perfeito. Estamos aqui, de alguma forma, para evoluirmos, expandir a consciência. O Universo, por si só, já nos manda os desafios necessários, não precisamos nos apegar a nada, a nenhum outro problema. Não há pelo que se preocupar. Nem precisamos chamar isso de problema. É só uma questão, uma lição. Tendo isso em mente, podemos lidar com nossas questões do agora, planejar com otimismo para sair da zona de conforto e arriscar a mudança positiva, o crescimento, praticar a co-criação deliberada para manifestar a melhor versão de nós mesmos. Gratidão. Foco no agora. Gratidão. Você só consegue ser grato no agora. E o ciclo segue. Você vai resolver seus problemas mais importantes, vitais. Vai entender como é fácil viver o agora. E aí você vai sentar ao meu lado para contemplar a grande e linda dança...

O olhar da gratidão

O olhar da gratidão reconhece as cores, o novo, o cheiro, a expansão da consciência, os sabores, o diferente, a montanha, o nascer do sol e a impermanência de tudo, o brilho e a luz. O olhar da gratidão reconhece. Ele se alegra, é agregador. Diz sim, sabe que pode. Vê uma lição e uma oportunidade em cada situação. É o olhar da sabedoria, da contemplação, dos filtros positivos, da calma. Da resignação, às vezes, da resiliência constantemente. Da escolha certa e das atitudes mais adequadas, sempre – do aprendizado e do acerto. Do suficiente. Do perdão. Do amor. Do que é. ☆☆☆☆☆☆☆☆ Pratique a gratidão constantemente! Faça o desafio dos ♡ 28 dias de Gratidão ♡...

Escadas da vida

Assim são as escadas da vida. Cada indivíduo tem uma. Os tamanhos e formatos são totalmente diferentes. Cada escada é feita especialmente para cada um de nós. Todas levam ao mesmo objetivo: a união do um com Toda Criação, um estado de energia pura, a energia do Amor. Mas as escadas que nos levam pra lá são diferentes. Cada indivíduo tem a sua única. Tem, inclusive, a quem esse papo todo nem faça sentido. Até por isso que não é muito saudável comparar as nossas escadas com as dos outros. Isso nos mostra que não há razão para julgar as escolhas dos outros, ainda que elas sejam, obviamente para nós, erradas. Outra coisa, não devemos nos apegar aos nossos métodos, porque tem método que serve pra eu subir minha escada, mas não serve pra você. Cada um está fazendo, ou deveria estar fazendo, seu melhor na subida de sua escada. Alguns cansam mais, outros menos. Alguns erram mais em uma coisa, outros em outras. Podemos e devemos ajudar nosso semelhante, mas apenas se ele quiser, não porque a gente quer ajudar. Ninguém cura ninguém, apenas dá apoio ou é um canal. Nas escadas da vida, vale o aviso do avião antes do vôo: “Certifique-se de colocar primeiro sua máscara de ar, para depois ajudar a colocar a máscara das pessoas ao seu redor.” Além disso, nas escadas da vida, quem faz suas próprias escolhas de forma consciente é o mais sábio. O sábio, por sua vez, Não se gaba porque suas escolhas tornam sua subida mais suave. Sabe, porém,  que ajudando na subida do outro, Fica mais motivado pra fazer...

É verdade, viu.

É verdade, viu. Sou louca, sou teimosa. Deve ser uma merda estar ao meu redor. Sou quem usa e não guarda, Quem suja e não lava. Sou criança, Não quero perder um minuto arrumando meu cabelo. Nem minha saia. Mas também é verdade Que eu tenho esse direito. Sou de ninguém, Posso bagunçar meu pedaço de mundo. Sou maior de idade, Posso fazer arte de lixo. Sou dona de mim, Dos meus ciclos, Das minhas contas. E você tem direito de seguir dizendo que é Loucura Sei que isso é só seu medo de minha Liberdade Somos...

Ao meu sobrinho, Lucca

Eu tinha apenas nove anos quando você nasceu, em 18 novembro de 1997. Hoje você completa 18 anos. Você foi recebido, desde a barriga de sua mãe, com amor e felicidade. É uma honra enorme ter você completando nossa família. Começo agradecendo sua presença em nossas vidas: gratidão! Lá em 97, você foi nos visitar no Rio de Janeiro com seus pais, com apenas algumas semanas de vida, talvez, não me lembro direito. Com o tempo, o amor se consagrou. Os anos foram passando e logo virei adolescente, depois uma jovem adulta e hoje, aos quase 28, uma adulta que não sabe nada sobre a vida. As poucas coisas que eu sei são sobre mim mesma e é apenas isso que posso tentar passar pra frente. Não estou pronta, já que falho todo dia e assim que eu aprendo coisas novas. E é sobre isso que eu queria te falar, Lucca. O tempo vai passar e, esperto como é, você vai saber que idade não significa nada ao menos que suas experiências sejam intensas, que você siga seu coração, que você encontre seu propósito mais elevado e gire sua vida em torno disso. O melhor desse caminho é que ele só depende de você, do seu compromisso com sua felicidade, seu foco e seu esforço. As pessoas podem ajudar ou atrapalhar em suas metas, mas só a forma que você lida com infortúnios define sua prosperidade. Ah, e isso não é sobre ter sucesso e dinheiro. Diferente do que transmitem pra gente desde pequenos, você não precisa ser ninguém específico, nem ser famoso, nem tão estudioso (seu pai vai...

Ela

Havia se passado dois anos desde que sua alma gêmea desencarnara em um trágico acidente entre seu carro e um caminhão. A saudade era o que doía, a vontade de tê-lo por perto, de que ele pudesse ver seu filho crescer, de poder dividir suas vitórias e alguns fracassos temporários com ele. Não podia mais. Mas sabia que era questão de tempo até se reencontrarem em outro plano, ou em outra vida. Ela seguia sua vida aqui na Terra, mas não era tão alegre como antes. Não tinha o mesmo brilho no olhar. Às vezes passava horas chorando. Não era totalmente infeliz, mas sentia saudade. Lutava por sua felicidade. Tentava trabalhar, cuidar da criança de apenas 3 anos. Seguia firme, embora aquele caminhão tivesse levado uma parte de sua paz. Resolveu, porém, numa tarde em seu escritório, aceitar o convite de uma amiga para seu aniversário. Seria uma festa em uma casa noturna, lugar que ela não ia desde que se tornara mãe. Pouco antes, ainda grávida, foi comemorar os trinta e dois anos do marido. Ligou para sua mãe, pediu que ficasse com seu filho naquela noite. A mãe se animou, nem acreditava no que acabara de ouvir. Aceitou na mesma hora, pediu apenas que esperasse por confirmação. Naquela noite foi quando se conheceram. O novo ele era divorciado. Ela sabia que podia que namorar e que estar com alguém não seria pecado, não haveria traição. Ele queria que ela fosse feliz. Ela queria ser feliz. O novo ele era interessante e logo teve vontade de conhecê-lo melhor, apenas aquela vozinha dizia que não deveria fazer isso. Besteira,...

Sublime

Cheguei no prédio onde minha mãe mora há mais de 20 anos e senti um frio na barriga. Será que as lembranças ainda estariam vivas? Resisti por muitos meses visitar mamãe por causa dele. Mas a história teria que ser superada. Aliás, já tinha sido: eu tinha tido outros namorados, vivido outras histórias, sofrido outras decepções. Ao sair do elevador, vi a porta do apartamento dele aberta. Eu já estava com a chave da porta na mão. Antes que eu pudesse encostar na maçaneta, percebi o elevador de serviço abrir. Escutei a voz dele dizer: “vou colocar essa mala pra segurar o elevador”. Olhei pra trás. Ele olhou pra mim. Parou sem dizer nada. Eu não conseguia abrir a porta: tremia e fiquei gelada. Respirei fundo. A voz feminina já conhecia dizia: “que foi, filho? Me ajuda aqui, está pesado”. Esses poucos segundos se tornaram eternos. Estávamos nos encarando sem dizer nada e sem demonstrar nenhuma reação. Nem surpresa, nem alegria, nem medo, nem tristeza. A mãe dele saiu do elevador. Deixou uma caixa no chão. Olhou pra mim e abriu um sorriso. “Olha quem finalmente veio visitar a mamãe! Dudinha, querida, quanto tempo!” e veio em minha direção. Aquela mistura de alegria e tristeza ao encontrar dona Amália e seu filho Antonio era a única coisa que tentei evitar durante todo esse tempo. Sorri. Ela se aproximou e me deu um abraço. Afastou seu rosto do meu, me olhando nos olhos, tocando em meu rosto. Ela me beijou a bochecha e disse: “como você está linda! Sua pele, seu cabelo!”. Eu abri a porta de casa e deixei...

Razão ou emoção?

  Sabe aquele lugar comum: “pimenta nos olhos dos outros é refresco”? É clichê, mas não é mentira. Veja o que acontece entre minha melhor amiga e eu, por exemplo. Somos muito companheiras, ela sabe tudo de mim e eu dela (viver perigosamente!). Trocamos conselhos e experiências. Somos tão próximas que às vezes penso que ela sente as mesmas coisas que eu. Mas não tem jeito, quando é ela quem está sofrendo de amor, talvez eu dê conselhos que ela já havia me dado quando era eu a com coração partido. A decepção amorosa de sua melhor amiga pode não fazer sentido pra você, que está fora. Você pode tentar consolá-la dizendo que o cara não a merece ou que eles já não estavam indo bem mesmo. Pô! E daí? Ela está sofrendo. Claro que isso não significa que você não se importe com ela ou que seus problemas sejam maiores. Não é isso! A questão é que a emoção cega, faz mesmo tudo parecer um monstro de sete cabeças. A mesma coisa com a felicidade dos primeiros momentos de um relacionamento. Você acha que é um pouco perigoso sua amiga se iludir, pede pra ela tomar cuidado. Mas foi ela quem te disse isso há alguns meses, quando você conheceu seu ex, lembra? E você não acatou o conselho, do contrário, não teria sofrido com o rompimento. Quando o negócio é com você, a história muda completamente e o conselho que você deu pra ela, não vai fazer sentido na sua própria cabeça… E ainda vai argumentar que a situação é diferente, o que pode até ser, mas todo...

Madri 1 / 2010

 Elas se conheceram por email. O único ponto óbvio em comum era que buscavam uma casa tranquila, para dividir com mais 3 meninas, no máximo. Talvez por vontade própria ou influência dos pais. Elas estavam para morar na Espanha, cursar um semestre da faculdade de Madri. Quatro meninas de 18, 20, 22 e 23 anos. A mais velha era casada e de Natal (RN). A outra tinha o cabelo todo de dread e era vegetariana. A segunda mais nova era do interior de São Paulo, mas já havia tido outra experiência no exterior. A mais nova, além de ser a mais nova, era a única loira. Uma fazia educação física, outra turismo, outra jornalismo e outra publicidade. Uma não parava de falar, as outras procuravam vácuos que pudessem se expressar. Uma segunda não passava um dia sem fazer as outras rirem das palhaçadas. A outra só escutava e observava, sempre com coisas inteligentes a comentar. A quarta não desgrudava da internet ou do telefone com os pais ou o namorado. Logo no início de começarem a se corresponderem por email, descobriram características comuns e diferenças. A priori, nada tinha para dar errado, tampouco tinha nada para dar tão certo. As três paulistas combinaram de se conhecer. A potiguar chegou chegando na primeira tarde – mas as outras a fizeram esperar algumas longas horas trancadas fora de casa porque foram explorar o bairro e foram ao mercado. Nem assim ela perdeu a graça. Fez um jantar especial, com comida vegetariana para a mais doidinha (que ainda reclamou e disse que não ia comer porque tinha caldo de galinha – e...

Viver

  Mais que sofrer, é preciso viver a dor. Sofrer é ter certeza que estamos vivos. E nessa hora, todos os clichês são válidos. “O que não nos mata, nos fortalece” ou “valorizamos mais a felicidade quando sabemos o que é a tristeza” e por aí vai. Quem dera, não é mesmo, viver apenas os momentos bons. Pular os ruins. Enjoaríamos, será? Não ficaríamos mais frágeis? Não aprenderíamos menos? Então, vivenciando tudo isso com a maior intensidade possível, consigo começar a entender o que é amadurecer. Não é deixar de sofrer; não é, tampouco, estar infeliz por estar sofrendo. É aproveitar o momento de sofrimento e da angústia, mas mantendo-se equilibrado. Saber aproveitar uma oportunidade, uma volta no bairro, uma ida a um evento especial. Não é entrar em depressão, pensar que o mundo acabou. Sofremos porque perdemos. Perdas existem porque fazemos escolhas. Maturidade é aprender a fazer boas escolhas. Fazemos boas escolhas para o nosso...

Procura-se novo e grande amor

Quero alguém que eu possa ligar para compartilhar quando coisas boas acontecem, para me apoiar com as coisas ruins, e vice-versa – quero ser a primeira pessoa que ele pensaria em compartilhar. Quero um companheiro, e não vou deixar de buscar, mesmo que passe a vida inteira buscando. Não vou deixar de me entregar pensando que posso me machucar. Vou amar intensamente, desde o primeiro dia, esperando que o outro também sinta o mesmo. Vou sofrer, sim, muitas outras vezes, mas não vou deixar de procurar meu grande amor. Eu já pensei que tinha encontrado minha cara metade algumas vezes. Sofri, fui usada, até humilhada. Quem me amou, estava longe o bastante para me esquecer. Quem amei, me feri o bastante para esquecer. E talvez eu passe por isso, ainda, muitas vezes. Todas as feridas se fecharam, e estou disposta a ter tantas outras, desde que encontre, em cada um que eu amar, meu grande amor. Tudo bem se for ilusão, se não for intenso por parte dele. Vou sempre dizer “pensei que fosse você, meu grande amor”, e vai passar. Vou seguir minha busca. Não vou ser dependente, ele não tem que se preocupar, não sou assim. Não quero encontrar alguém que me complete. Já dizia Clarice, não? Alguém que me transborde. Quero que formemos uma superpessoa, que nos respeitemos e nos amemos até ficarmos velhinhos. Não vou deixar de buscar o amor perfeito, mesmo que eu o busque pelo resto da vida e encontre mais de um,...

Nova fase, novas dúvidas

Primeiro mês da faculdade de Jornalismo. Eu tinha todas as certezas do mundo em mim. Para um exercício em classe, algo sobre “por que escolhi jornalismo”, em 3 de março de 2009, neste blog, escrevi o artigo Pensando Jornalismo: “O principal objetivo do Jornalismo é informar e essa é a forma de as pessoas saberem o que acontece no mundo. Ninguém poderia saber o que acontece em um lugar onde não está se não existisse a mídia para apurar e passar as informações mais importantes – de acordo com o que o veículo considera prioridade – para as outras pessoas. Uma boa maneira de se atualizar é lendo jornais como O Estado de São Paulo ou a Folha de São Paulo, por conter várias notícias em um lugar só. É sempre bom procurar várias fontes de informação, ao fazer isso descobrimos que se nos basearmos somente no jornalismo, por exemplo, da Rede Globo, corremos o risco de nos prender no ponto de vista do interesse deles. Não que seja exclusividade da emissora, mas ela joga com os fatos de acordo com o que quer passar para o público, principalmente em relação à política. Mesmo parecendo que fazer jornalismo é só resumir as notícias e apurar os fatos do nosso cotidiano, não é. É preciso ser muito imparcial, o que é muito difícil fazer por sermos todos humanos e querermos ter sempre opinião sobre tudo. Um fato sempre tem mais de um lado, às vezes, mais de dois, mas para fazer um bom jornalismo não devem existir interesses pessoais na notícia e que nem todos os cidadãos têm o mesmo...

ó liberdade….

“Art. 5º da Constituição Federal:  Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade” “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante, E o sol da liberdade , em raios fúlgidos, Brilhou no céu da pátria nesse instante. Se o penhor dessa igualdade Conseguimos conquistar com braço forte, Em teu seio, ó liberdade, Desafia o nosso peito a própria morte!” Ando sem pressa esses dias, tudo ao meu tempo e sem correria por causa de atraso. Eu me dei ao luxo de usar chinelos e ficar ouvindo reggae, o que diminui ainda mais meus movimentos e me dá mais tempo de refletir… Percebi como nós somos escravos de relações interpessoais; redes sociais; trânsito, seja ele em nossos carros ou em ônibus apertados; emprego que não gostamos, mas precisamos deles; cidades poluídas, sem nenhuma qualidade de vida; comportamentos que não gostaríamos de aceitar, mas é preciso; sentimentos e vontades reprimidos… Somos livres? Ou simplesmente acostumados? Tenho visto como as mulheres, inclusive eu, em outras circunstâncias, vivem presas: calças apertadas, blusas tão justas que nos obrigam ser mais magras, sapatos incrivelmente desconfortáveis, maquiagens, cabelo, sorriso, postura… Ahhh… Comprar, hoje, é sinônimo de lazer. Felicidade é adquirir, adquirir de novo e depois comprar o mais novo ainda. Compramos porque queremos ou apenas somos livres para escolher o que comprar? Confundimos liberdade com rebeldia, com malandragem, esquecemos que muitas vezes ficamos presos em nossas casas com medo da violência lá fora. Somos livres de verdade? Podemos pegar hoje, se quisermos, nossas bicicletas...

Muito menos por muito mais

Para mim, o maior defeito do ser humano é acreditar em sua superioridade perante a toda a natureza e não considerar a existência de outros seres e planos invisíveis e como energia. Usamos e abusamos dos recursos naturais por pensar que eles estão lá para o consumo, simples assim. Simples egoísmo, loucura e burrice, na verdade. Não percebemos que estamos a dois passo do colapso. Quer ver só exemplos do dia-a-dia que nos mostra isso? Eu fico furiosa com o cheiro de poluição, cigarro e do Rio Pinheiros. Fico muito irritada com barulho de máquinas, veículos e de tanta gente em praças de alimentação. Não sou diferente, muito menos melhor que ninguém: também poluo, faço barulho, faço parte do sistema… E fazer parte disso me incomoda ainda mais. Isso sim me diferencia da maioria das pessoas, para o bem ou para o mal. Devíamos, já há milhares de anos, estar em harmonia com a Natureza. Retirar apenas o que fosse necessário para nossa sobrevivência. Mas a nossa inteligência se voltou contra nós. Inventamos formas de ficar mais confortáveis, sermos sociais, globalizados. Competir entre nós para ver quem tem mais riqueza. E já podemos sentir o começo do fim: doenças respiratórias, vírus e bactérias novas, alergias, câncer, depressão, estresse, guerras, violência. Tudo novidade, causadas por frustrações, sofrimentos, vaidade, luta pelo poder, estresse e mal uso dos nossos elementos naturais. E o pior ainda está por vir. Somos parte do ecossistema, mas agimos como se o ecossistema fosse de nossa propriedade. Eu tenho certeza que não é assim e uso a lógica como argumento. Temos noção do que significa o Planeta...

O empurrãozinho que faltava

Viver melhor e ter mais liberdade andando da bicicleta Vá de Bike! Imagine a mesma cidade de São Paulo de hoje, a megalópole que você adora por sua diversidade, demanda, serviços 24h, cheia de gente diferente, opções e… sem trânsito, com o ar menos poluído, mais tempo para o lazer! Isso mesmo! A cultura da bicicleta nos levaria a uma cidade menos caótica. Você está cansado disso tudo? Pois é, eu também! Quem se lança nessa aventura passa menos tempo dentro do carro ou transporte público, aproveita mais a hora de lazer e descanso, gera menos poluição, fica menos estressado e ainda se exercita… Tudo melhorando sua qualidade de vida. Maravilha, não? Mas as vantagens não param por aí, não. Você acha tudo isso impossível de acontecer? Que nada! Cidades como Amsterdã vive sobre duas rodas, lembra da novela?  Mas não se preocupe, por que no Brasil isso pode acontecer, e acontece! Em Sorocaba, localizada a 92 km de São Paulo, existe uma grande tendência ao uso da bicicleta. A cidade possui a segunda maior rede de ciclovias do país e a população é incentivada por parte da prefeitura a aderir. Um dos incentivos é o projeto IntegraBike, que está entrando em vigor e disponibilizará bicicletas de graça para a população, com o objetivo de conscientizar que o veículo em ascensão é viável. Mais de 60km de ciclovia está disponível para os que querem mudar seus hábitos! Claro que não é um milagre. As coisas não mudam de uma hora para outra, o automóvel continua e vai continuar soberano por bastante tempo.  Se você acha que mudar seus hábitos, diminuir o uso do automóvel pode...

Sedução da tragédia

Semana passada resolvi que eu deveria voltar ler notícias, ver telejornal… Há meses me desvio desse tipo de informação. “Que menina chata”, pensei certa vez, “não sei dos assuntos atuais para conversar com meus amigos”. Então, apesar de ter sempre opinião sobre tudo [hehe], achei que poderia ser legal entrar num site jornalístico. Acessei um portal de notícias e variedades, daqueles conhecidos, com muita coisa escrita, publicidade, cores fortes… As notícias que me chamaram atenção foram o filho do cantor Leonardo gravemente ferido e cinco jovens que haviam morrido, os dois casos por causa de acidente de carro. Li a notícia do cantor e pensei, meio triste, “espero que ele esteja bem, que ele se recupere”. Abri a notícia sobre os jovens. Chorei. Fiquei nervosa. Tremi. Pensei que podiam ser meus amigos. Fechei sem ler até o final, eles tinham morrido, não era novela ou outro tipo de ficção, para esse tipo de coisa não existe “Ctrl+Z”. Fechei o navegador depois de me arrepender de ter aberto. Isso sempre acontece comigo. Não sou a mais informada da turma, por que odeio ficar vendo notícia ruim, lendo coisas sobre famosos, assistir programas de TV e me dá agonia de ver como o jornalismo é. Agora pouco cheguei em casa e sentei na sala para carregar meu celular, na TV passava o ex-gordo zoando um gordinho [eufemismo] que havia caído de cara num carro, no quadro de cassetadas. Uma, ao meu ver, sacanagem que já dura décadas [pelo menos umas duas, né?!]. Nunca vi graça nesse quadro, acho que isso é rir da desgraça do outro e muita falta de coisa...

Novo e de novo

  Eu só te vejo de longe, de longe, de muito longe. Percebo quieta suas expressões. Se olha na minha direção, não me vê. Desvio o olhar, pra não correr o risco de cruzar com o seu. Disfarço, finjo mexer no cabelo. Meu sorriso te dou de graça, mas você não aceita, nem percebe. Fujo, fujo, me aproximo, nem percebe. Tento chamar sua atenção que estou olhando para outro lado, para outro sorriso, sem sucesso. Nem percebe, é distante. Nunca ouvi sua voz, que agonia em não saber seu tom de voz ao falar… principalmente se for comigo. Entre nossas listas de interesses, os suficientes para nos completar, justo na fronteira de compartilhar a diversão e conhecer a novidade, certeza. Mas como perseverar, convencer? Que argumentos? Já tentei de tudo. Até que comecei a sentir arrepios ao saber que algo inesperado havia acontecido. E decidi sumir, antes de aparecer, por assim dizer. Nunca vou saber se iria ou não. Desaparecer é fácil, basta que eu pare de insistir com...
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Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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