2005. Segundo ano do colegial. 17 anos. Aula de literatura: grande professor Claudio. Em um aviso genérico, uma surpresa: haveria laboratório de redação para dois grupos de alunos: os que escreviam bem e poderiam desenvolver melhor; e os que não sabiam nada e tinham que aprender. Não era óbvio quem fazia parte de que turma. Não era obrigatório, mas talvez fosse interessante eu aceitar o convite. Fui escolhida, acho eu, por ser do grupo dos alunos que tinham que aprender. Tive uma surpresa positiva. Do meu jeito, eu sabia escrever. Foi aí que escrevi minha primeira crônica e quando surgiu a primeira categoria do meu blog. Histórias não-necessariamente-biográficas foram escritas com muito carinho e dedicação para os leitores do Gabitopia!

Leia Gênesis que você vai entender

A questão foi levantada por um contato meu do Facebook, que sempre traz questões interessantes a serem debatidas. Não coloco a postagem nem as opiniões se não teria que postar tudo, por causa do contexto. Mas foi interessante. A não ser porque fiquei pensando… E pensar é ruim (brincadeirinha!!!), por que quero respostas que nunca terei. Era um papo sobre religião, Deus e extraterrestres. E aí, se Deus e Anjos são seres extraterrestres, será possível haver outros, tipo alienígenas? Acredito que o objetivo era dar mais a opinião mesmo, nada científico. E uma das opiniões foi que Deus não ia deixar seres espalhados ou “esquecidos” pelo Universo, então pra ela não existia. Apesar do respeito que tenho pela opinião, vejo um buraco nessa explicação, “Leia Gênesis que você vai entender” por que essa resposta me parece muito artificial, mecânica. Acho que não é o que essa pessoa acredita, para dar seu ponto de vista, argumentar e por isso só tem uma resposta, que não vem do raciocínio, sensibilidade e reflexões próprias e sim de terceiros. Acreditar na Bíblia… Se você acredita, faça um esforço a mais para entender o que vou dizer agora: qual é a diferença concreta em acreditar na Bíblia ou em qualquer outro livro, de ficção (mesmo sabendo que o autor escreveu fantasias de sua mente) ou de Ciências (tão bem argumentados)? Acredito tanto em Deus que fico com pena de dizer isso, principalmente por que há chances de ser verdade, da mesma maneira que há chances de não ser. Mas o Deus que eu acredito não me julgará por desconfiar, pois ele me fez assim....

Planos…

Imagine você daqui 10 anos… Você consegue? Bom, eu nunca consegui. Na verdade, não consigo até hoje. Quando penso em 10 anos, é tanto tempo pra frente, que não é algo tangível. 34 anos, eu posso até estar casada e ter um filho, ou dois. Mesmo que hoje maridos e filhos não estejam nos meus planos para daqui 10 anos. Há 7 meses eu não imaginaria que estaria onde estou hoje, em todos os sentidos que não convém citar, mas 7 meses? Quantos 7 meses há em 10 anos?! Uns 17,142, aproximadamente. Então como posso fazer planos para 10 anos – e não ficar frustrada se o fizer?       Vou vivendo assim, dia após dia, avaliando com cuidado, mas entrando de cabeça em tudo. Aprendendo com os erros, aprendendo a ouvir os mais experientes dizerem “você pode estar indo para o caminho errado”, e pensar mais em cada movimento, mas dizer sim, sim, siiim a tudo. Planos para hoje, amanhã e talvez para o final de semana. Planos para 10 anos? Só se eu puder ir mudando toda hora, só se o único plano for o mesmo que tenho hoje… ser feliz! “…e se nada der certo a gente vira...

Violência e tráfico de drogas

“Então… A culpa é de quem? Eu canto em português errado. Acho que o imperfeito não participa do passado…” (Meninos e Meninas, Legião Urbana) “Em menos de duas horas, tudo será queimado num forno de alta temperatura”, um camboio que transporta toda droga da delegacia no Rio entra em um ferro velho no Caju.  Atrás daquelas latas-velhas, chega um calor mesclado pelo sol e o incinerador. Desfazer-se dessa droga significa mais do que simplesmente dar um fim a ela, pode significar salvar vidas, já que “a expansão do tráfico de drogas a partir da metade da década de 80 é diretamente responsável pelo crescimento de número de homicídios”, frase tirada do documentário Notícias de uma Guerra Particular. Esse cenário descrito é um dos fins para esse causador de tantas mortes. Tem traços de Counter Strike, um polêmico jogo de tiro. Essa batalha tão violenta entre traficantes e policiais no Rio de Janeiro não é muito diferente das batalhas entre terroristas e exército, inspiração para esse jogo. Só que tudo que poderia, se vivêssemos em um mundo perfeito, ser ficção, se baseia em uma grande realidade. “Não penso em fazer maldade com ninguém”, mas em Terra sem Lei, ou que as leis são as dos mais ricos, qualquer um teme ser excluído “primeiro eu fiz isso para me alimentar, comprar comida; depois para me manter, andar arrumado”, diz Adriano, traficante, 29 anos, no mesmo documentário. A culpa é de quem? A culpa é do cara humilhado e considerado marginal desde criança, quando nem ao menos tinha consciência do que é certo e errado? A culpa é de quem? Do garoto que é...

Esperança Para Meu País

Quando eu conheci a ONG Um Teto Para Meu País, não tinha nem idéia do que esperar. Uma ONG de jovens universitários, como eu, que constrói casas de emergência e denunciam a cruel realidade de pessoas que vivem abaixo do nível de pobreza, era o que eu sabia. Fui para minha primeira construção sozinha, conhecendo, de vista, meia dúzia de pessoas que interagi em outros eventos do Teto. Não importava, eu estava fazendo o que meu coração mandava. Passou a primeira, foi a melhor sensação possível. A equipe da logística, da qual eu fazia parte, ficou bem unida. Pouco conheci as famílias, mas eu sabia que meu esforço tinha valido a pena. Um mês depois rolou a segunda, foi minha primeira, de fato, construção. Foi difícil, choveu, fez frio, ajudei uma equipe que ainda estava nos pilotis e no barro as 20h do sábado. Mesmo com toda a dificuldade, CEM casas foram construídas naquela ocasião. Mais do que isso, CEM famílias não dormiriam mais no frio, na chuva, com animais perigosos e nojentos entrando em casa. Depois veio setembro I e logo chega setembro II e a cada construção fico com vontade construir de novo. Não estou copiando nem citando ninguém, é que realmente a sensação é essa, para a maioria das pessoas: o dever cumprido, a felicidade das famílias que merecem e trabalharam para conseguir essa oportunidade, vale MUITO a pena. Acho que o voluntário ganha tanto quanto a família. Ou mais… Você não consegue sair de lá e continuar pensando igual quando entrou, seja lá o que pensava antes. Você entra de um jeito, e sai de...

De, Para…

eu que desenhei no paint! Encontrei essa carta em uma garrafa PET rosa na marginal do Rio Pinheiros ontem e tive que posta-la. Nós nunca saberemos qual o final dessa história, se Lívia entregou ou não essa carta a Vitor, ou se ele recebeu. Ou ainda… se foi ele quem jogou…  “Vitor, Tô com saudade de tomar sol e ficar com aquela marquinha de biquíni que você acha linda. Tô com saudades também do meu cabelo grande que sei que você gosta. Eu gosto de ouvir Nirvana, Titãs e I Gotta a Feeling e pensar em você. Queria te encontrar muito chapado de novo em uma balada e ter certeza que você está com vontade ficar comigo, mesmo disfarçando – você pode não lembrar, mas eu sei que isso aconteceu – apesar de, claro, você ter mais opções e prioridades. Eu disse que não gostava, mas nunca pedi pra você parar de me ligar de madrugada, a verdade é que eu queria ouvir sua voz o tempo todo.  Você é a única pessoa que eu quero procurar e conversar muito sobre futebol, principalmente quando eu tô brava porque o Corinthians perdeu.  Mas ok, você deve achar que eu não sei nem o que é impedimento, o que na verdade eu sei sim e sei desde meus 11 anos de idade. Sério, tem vezes que eu sinto que nenhum corintiano me deixaria mais animada do que você depois de uma eliminação na Libertadores ou 1ª derrota no brasileiro. Como no domingo, que foi o meu 1º brasileiro dessa temporada. E olha… Eu não gosto que me zoem, mas mesmo assim eu tive uma...

Fogos de artifício

Helena abriu a porta e deixou cair seu copo d´água. Fazia uns dias que não o via. A visita não a poupou e disse: “se quebrar um copo a cada convidado que chegar, não vamos ter copos para brindar”, enquanto ela entrava na sala de mãos dadas com seu namorado, Helena continuava a olhar pra fora e encará-lo como que quem diz “vai embora daqui, Marquinhos”, mas ele não ia embora, não enquanto morasse ao lado. Helena juntou os cacos de vidro que pôde com as mãos, ainda de porta aberta, enquanto o casal comprimentava alguns amigos que estavam sentados no sofá marrom em frente à televisão, ligada na programação especial de ano-novo. Ela levantou olhando para ele, que estava falando ao telefone de porta aberta, nem a notou ali. Ela continuou encarar. Cortou a mão com um dos cacos. “Que desastre de ano novo”, pensou. Fechou a porta fazendo barulho e chamando atenção de todos. Correu para a sala e pediu que seu irmão ajudasse com o copo quebrado da porta. “Ele voltou, tá na casa dele”, ela sussurrou. “Não esquenta, ele não vai incomodar”, ele respondeu. “Talvez eu queira que ele me incomode”, pensou. Helena subiu até seu quarto para cuidar do pequeno corte. Iria ser uma boa desculpa para se isolar um pouco daquela festa estúpida de ano novo que sua mãe havia preparado para suas velhas amigas com novos namorados. Ou suas amigas velhas e namorados mais novos. “Talvez eu queira que ele me incomode.” É tudo o que ela pensava enquanto deixava a água cair sobre sua mão. Desde a véspera do Natal que...

Quando a gente se apaixona por quem não está nem aí por você

Ontem foi dia dos namorados, hoje é dia do santo casamenteiro e aqui escrevo um  fato: percebemos que estamos no fundo do poço do amor quando temos certeza que a intensidade e regularidade que a outra pessoa pensa em nós é exatamente inversamente proporcional ao mesmo que pensamos nela. Todo mundo já gostou ou vai gostar de alguém que não tá nem aí pra você. Não importa a quantidade de livros de auto ajuda você já leu ou de vezes que você já sofreu de amor, gostar de alguém que não gosta de você é dolorido até o dia que você perceber que está em outra (que provavelmente te fará mal também) e sempre é o mesmo. Não adianta ouvir conselhos, fazer promessa, chutar o balde ou enfiar o pé na jaca. Amar desse jeito é um saco e parece eterno até finalmente passar. Você pode se fazer de vítima e tudo que sair errado, coloca a culpa na fossa. Use a mesma desculpa para fazer seus amigos te jogarem confete sem sentir culpa (para quem não sabe o que é isso: ficar te elogiando exageradamente), você pode ouvir muitas músicas bregas e não ligar para o que os outros pensam sobre isso, afinal, você está na fossa. Esses são apenas alguns exemplos de como usar a dor ao seu favor, use sua imaginação. Minha função aqui é compartilhar esse sentimento, assim você vai ter certeza que não está só nessa. Milhões de pessoas como você passa por isso todos os dias. Por que você acha que tanto sertanejo, Justin Bieber e músicas antigas de Sandy e Júnior e Backsrteet Boys...

Amor proibido

Julio, Agora, toda vez que eu começo a viajar em meus pensamentos vem você. Apesar de já ter te visto em foto e meio de longe, nunca tinha reparado o quanto você é lindo e nem sabia que seus olhos são verdes. Você nem precisou dizer nada, chegou, sorriu, passou a mão no meu cabelo, sorriu mais, e… lembra? Você ia me beijar, eu que não deixei. Você perguntou “o que foi?”, mas já era tarde demais. Respondi que não era nada e quando você segurou meu rosto para me beijar, já era, eu não aguentei. Não foi por mal, você é irresistível. Só sei que percebeu que alguma coisa estava diferente depois que nos beijamos porque você se afastou em um pulo. Eu já nada poderia fazer: me apaixonei. Você deveria saber que a Luisa não ia ter coragem de cortar o cabelo assim curto, como é o meu. O erro foi seu, na verdade… Errou em não ter visto a pinta de baixo do meu olho esquerdo que, até muitas vezes para nossos pais, é a única maneira que saber quem é quem. Vocês que se entendam, tô pulando fora da responsabilidade. Agora não dá mais pra mentir ou esconder. Amo você. Beijos,...

Relâmpago (culpa dele)

        De fato, ele sempre mexeu comigo, desde que a gente se conheceu há uns seis anos. No começo eu não sabia muito bem o que era, pensei que fosse só curiosidade. Todo mundo sempre contava uma história que ele estava envolvido e todo mundo falava das coisas que ele fazia. O motivo para ele não estar mais na escola, sem que eu saiba detalhes, é expulsão. Mãe e pai separados, duas casas, praticamente duas vidas. Pelo que escutei eram três namoradas… ao mesmo tempo.  Claro que esse último fato não me animava muito em pensar nele como um potencial namorado. Mas a mulher tem aquela mania irritante de pensar “ele vai mudar”… Mas nunca vai. Por que estou dizendo isso? Ele me despertava curiosidade.         Depois de um tempo e um pouco mais maduros nos encontramos em uma balada. Eu estava com um menino e ele chegou na minha amiga, que não estava interessada. Eu que o reconheci, larguei o menino e fui falar com ele. Ele me reconheceu assim que me identifiquei “sou amiga do Carlos, do América!!! Vocês iam jogar bola lá no meu prédio…” e ficamos conversando por alguns minutos, o que chateou minha amiga e o cara que estava comigo, que foi embora.         Trocamos telefone e MSN, descobrimos que morávamos perto e estudávamos na mesma faculdade, mas em turnos diferentes… Eu não acreditava no que eu estava vendo. Ele tinha passado de um garoto fofo para um homem maravilhoso. Jamais ele olharia para mim, uma mulher tão sem sal. Ele estava tentando ser legal, reencontrar os amigos de antigamente.         Mas ele olhou....

Para relembrar os velhos tempos (sempre há uma razão)

Foto: Gabriela Pagliuca – “Bolsa de menina” Eu estava usando uma camiseta preta e um short jeans, fui até a casa dele de chinelos simplesmente por que não deveria existir formalidade entre nós. Lembro-me da primeira vez que eu o vi, estávamos no colegial, devíamos ter uns 16 anos, foi olho no olho, um sorriso e depois de uma semana já estávamos aos beijos pelos cantos. Quem atendeu a porta foi a irmã mais velha dele, muito simpática, mas um pouco desconfiada. Apesar de ter ficado com todas as meninas do colégio, ele não era considerado o bonitão da classe, ele era mais legal e charmoso do que o estereotipo de bonito. A irmã disse, virando as costas, “Por que meninas bonitas procuram meu irmão? Ele nem é inteligente. Você é da faculdade?” Ele costumava ser um mau aluno no colégio, mas passou em uma faculdade difícil. Por que meninas bonitas não podem procura-lo sem interesse? E quem eram meninas bonitas no plural? “Eu sou amiga dele da época do colégio, não da faculdade. Posso entrar?” “Pode, senta aí.” E me apontou um sofá. Até parece que eu não conhecia esse sofá, já que era nele que estávamos deitados quando demos nosso primeiro beijo. Como ela sempre foi meio estranha, não me importei com seu comentário, apenas me sentei no sofá bege e fiquei esperando que ele aparecesse. A primeira vez que nos beijamos estávamos deitados aqui mesmo, assistindo um filme qualquer que ninguém sabe até hoje qual era. “Quem?” o ouvi perguntar “uma tal de Clara, sei lá”… “não acredito!” em sua voz se ouvia um sorriso e...

Um olhar diário pela cidade de São Paulo

No meu caminho diário pra faculdade encontrei uma caçamba de entulho da prefeitura… Um pouco cheia, um pouco bagunçada… Mas tudo bem, né?! mas e aí…? Foto: Gabriela Pagliuca um dia depois, tiraram a caçamba e o entulho… quer dizer… mais ou menos… Foto: Gabriela Pagliuca E aí, pessoal? Como fica?(obs.: às 18h já tinham feito uma limpeza, mas ainda tinha algum vestígio de...

Não somos mais amigos

trilha sonora aí pra quem curte 😉 Getty Images – Hum… E quem é Henrique? – ele me perguntou, com um pouquinho de ciúme, enquanto esperávamos nosso lanche, sentados na mesa. – Ah… O Henrique? Puxa… Como você sabe dele? – Ouvi por aí… – deu nos ombros. – Ah. Bom, ele era, ou é, meu melhor amigo. – falei colocando os cabelos atrás da orelha, enquanto colocava minhas pernas de índio em cima do banco estofado – Ele é o único que me entende, algo que a maioria das vezes minhas melhores amigas não conseguem fazer. – disse sorrindo, relembrando. – Ele é gay? – perguntou curioso. – Poderia ser, mas não é. Aliás, todo mundo pergunta por que a gente não namora. Não sei, na verdade. Eu tenho medo de perdê-lo e costumava ter  certeza de que se ficássemos, o encanto ia acabar. Mas parece que já acabou… – desabafei. – Por quê? O que aconteceu? Onde está ele agora? – Não sei, ele não me atende mais, fala pouquíssimo comigo quando nos encontramos na escola e no MSN. Acho que ele ficou com ciúme de alguém, ou eu fiz algo para ele. – Ele pode ter ficado com ciúme de mim, não? Estamos tão próximos… – Não tenho tanta certeza… Mas depois que você apareceu, eu tenho tido menos tempo para os amigos, inclusive pra  ele. – eu disse um pouco confusa. – Nem adianta tentar, não vou me sentir culpado. – disse ele preparando-se para comer seu hambúrguer que acabava de chegar. – Não precisa, é uma escolha minha estar com você – estendi minha...

Moradores de rua

      Sempre achei interessante as coisas que percebo ao ver um morador de rua. Bem, na verdade, a gente nunca pode ter certeza se ele vive mesmo na rua ou não. Uma vez, há 1 ano e meio mais ou menos, fui conversar com uma senhora e ela me disse que tinha uma casinha bem simples, mas que preferia comer na rua (com a comida que as pessoas doavam) e viver com o dinheiro que ganhava na frente da igreja. Cada dia da semana ela ia em uma diferente.   Eu já vi (potencias) moradores de rua levando carrinho de super mercado com cobertor, colchão, toalhas etc, já vi morador de rua com cachorro, já vi morador de rua filosofando e já vi, até, quem morava na rua por que queria, e não por que precisava.    Mas uma coisa muito me chamou atenção, estava passando de ônibus – por isso não tive oportunidade de parar para conversar com ela – uma senhora lendo, ou talvez folheando, uma revista. Primeiro pensava que era uma revista dessas de fofoca, pela capa percebi que podia ser essas tipo de comportamento para mulheres mais velhas, mas depois deu pra ver certinho que era uma revista de noivas. Foto: Gabriela Pagliuca   Pois bem… Não sei o motivo pelo qual essa senhora (a da foto) estava lendo/vendo essa revista, mas se pode pensar em diversas razões, reais ou não. Pode ser por tédio, por curiosidade, por não ter nada para fazer… Mas o que eu quero acreditar, e vou acreditar, é que ela tem um sonho. Todos têm um sonho! Ai,...

Perder de um lado para ganhar de outro.

     Depois de muito refletir sobre as “injustiças” da vida e sobre perdas e aprendizagem, resolvi fazer esse post apenas como uma reflexão. Por que temos a impressão que sempre que vem algo bom, perdemos outra (s) coisa (s)?       Será que tudo isso faz parte da nossa evolução? Eu acredito que sim… Como pessoa, como espírito, para ter mais maturidade e poder superar os problemas com cada vez mais facilidade.       Eu sei que é difícil, mas no fim entendemos o por quê das coisas. Eu estou falando desde as pequenas perdas até as grandes, desde as de nossa escolha ou das que não temos opção.       E por que isso? Para evoluirmos, simplesmente? Crescer aprendendo que não temos tudo o que queremos, para deixarmos de ser seres humanos mimados. E quanto mais isso acontece, mais fortes ficamos.       Por isso temos que, na minha opinião, dar muito valor as coisas que temos, as nossas conquistas, e temos que tentar esquecer um pouco as coisas que abrimos mão, principalmente das que não tem mais volta. Será que esse é o caminho? Não sei, mas ninguém sabe essas coisas, temos que agir como cremos ser certo e justo.       OBS.: não estou dizendo que devemos deixar pra lá tudo que não deu certo, sou super a favor de correr atrás do que desejamos, ok? estou falando naqueles casos que não há nada para...

Os fantasmas do passado e o futuro Bicho-Papão

29 de janeiro de 2011 Ultimamente tenho pensado no meu futuro. Meu maior medo, na verdade, é que ele seja um reflexo do meu passado. Por que eu tenho medo? Bom… eu não era uma pessoa muito brilhante, talentosa, não deixava meus pais muito orgulhosos e muito menos servia de modelo para ninguém. Apesar de sempre ter sido uma “boa menina”, não era, por exemplo, uma aluna nota 10 (nem nota 7, nem nota 6), sempre começava as coisas e não continuava e me sentia mais imatura do que deveria ser. “Ótimo”, vocês devem estar pensando, “agora que você não é mais assim, não precisa temer”. Eu sei. Mas apesar de eu entender que hoje eu faço o que eu gosto com amor e dedicação, trabalho e estudo duro, amadureci bastante, tiro notas boas na faculdade e tenho alguns prêmios (ainda que não sejam tocáveis) porque eu sei que mereço, eu ainda tenho medo. O problema é o fantasma do passado me assombrando. Por isso escrevo esses quatro parágrafos. É porque eu descobri algumas coisas que não podem ficar só para mim, são totalmente compartilháveis. Descobri que não importa mais o que eu tenha sido no passado, eu evoluí. Se eu era daquele jeito, paciência, já foi, sofri, decepcionei pessoas que eu amo, mas eu tentei consertar o erro e acho que consegui, porque agora tudo é diferente. Descobri no que eu sou boa, que eu posso mudar o mundo – pelo menos na parte que me toca – e que algumas pessoas realmente acham que eu mereço uma honra ao mérito. Se você também passa pela mesma situação...

Como a mídia desvia sua atenção dos problemas importantes:

Uma tarde na frente do computador…. Você vai lá e clica ou no “beleza e motor” ou no “ator de ‘Força Tarefa’”… Ficha limpa? O que é isso? Aí, você achando que vai tá informado por entrar no terra.com.br vai lá e clica nas 100 namoradas e mulheres de personalidades…  Eleições no senado do Pará? Pará? Onde fica isso? E o que diabos é Senado? Aí você continua nos sites jornalísticos… Daí você pensa um pouco e… Olha!!! Eu quero saber o que vai acontecer mais tarde na minha novela… Depois eu volto e leio sobre a Ficha Limpa… Mais tarde…   Depois…   Depois você vai dar uma olhadinha o que tá é TT no twitter de hoje…   E a Ficha Limpa? Ah, esquece… Vai começar minha novela na televisão, por isso vou ter que desconectar!...

Saudade

Saudade… Eu quase morro de saudade todos os dias! Tenho saudades das pessoas, de todo mundo que passou pela minha vida. Até quem acha que mal é lembrado. Sempre tenho saudade, mas agora mais, porque estou longe de quase todo mundo que é importante pra mim.Mas antes eu costumava ter saudade de antigamente e ficava triste, muito triste, porque o antigamente acabou. Eu ficava com tanta saudade que meu corpo não aguentava e entornava a água da dor da alma, que é a lágrima. Eu pensava tanto no passado, que eu deixava de pensar no futuro, às vezes. Pensava tanto, lembrava… Via fotos, colecionava cartas que recebi e as que escrevi e não mandei… E as lia periodicamente. Manter o passado por perto, era questão de alimentar alma. Eu queria por que queria manter contato com as pessoas… Mas as pessoas mudam, eu mudo, todo mundo muda. A saudade era tão má que eu pegava raiva de quem marcou minha vida e mudou, inclusive tinha raiva de mim mesma, porque mudar estragava minhas saudades. Não sei se eu preferia que estragassem, de qualquer maneira, porque assim eu não teria que me preocupar em ter saudades dessas pessoas. Mas mesmo assim eu tinha. E a saudade doía, agora em dobro. Mas de repente, quando eu me dei conta, eu fui parando com isso. Primeiro me mantive longe, me afastei, disse pra minha melhor amiga: “eu também estou com saudade, mas eu não posso viver aqui com o pensamento aí o tempo todo, porque se não eu não vou viver nem aqui, nem aí”. A mudança começou, aos poucos. Mudei, finalmente....

Se eu te amo ou confudo as coisas.

MixPod.com Divina Comédia – Scracho  (pra tirar um pouco o peso da história) Preciso dizer que te amo – Cazuza  (pra colocar o devido peso que o texto merece)              Já faz um tempo tenho tantas saudades… Nunca pensei que passaria todo esse tempo pensando em você… Penso no que fomos e no que nos tornamos. Tenho lembranças e meu maior medo é de só eu tê-las. É só quando eu sinto falta de alguém pra me abraçar, verifico ser tão difícil encontrar alguém como você. Se eu pudesse te ligar pra ouvir sua voz dizendo que em 10 minutos estaria aqui… Quando foi a última vez? Sempre finjo que não lembro, como se fosse possível esquecer.               Lembro também da primeira – aquelas lembranças que parecem ser só minhas. Foi quando me pediu minhas anotações da aula. Fiquei com vergonha. Eu não poderia mostrar minhas coisas. Você era tão mais inteligente, eu ficaria com vergonha quando você percebesse que eu não havia anotado nada que ainda não soubesse; e depois porque a cada três páginas tinha um desenho seu. Não que eu fosse a melhor desenhista, mas a barba meio mal feita de adolescente e o seu cabelo lisinho não enganavam, nem no pior desenho. Acho que até hoje você não sabe disso. Foi por isso que eu não emprestei. Fique sem saber, mas é por isso que desde lá me acha egoísta. Sempre achou e disse isso.               É estranho demais…  Que sentimento é esse? Pensar em você me faz entender que eu...

Vídeos de Felipe Neto – Não faz sentido

             Esse Oi!! é pro Felipe Neto, e esse Oi!! é pro pessoal que sempre tá aqui e gosta do meu blog Primeiro me apresentar – pro Felipe, porque vocês já me conhecem -, pra ele não achar que eu sou uma pessoa nada a vê que só quer chamar atenção (EU! ME OLHA, ME OLHA! EU!) dele porque ele é bonitinho (??? -não tenho opinião sobre isso) e tá ficando famosinho (!!!) : Eu tenho 22 anos, estudo jornalismo em Madrid, Espanha (só esse ano, intercâmbio), sou brasileira e paulista e (tento ser) escritora. Esse blog é direcionado a adolescentes e tento abrir um pouco a cabeça deles (mais direcionado ainda a meninas, mas…), mais ou menos como você fez nos três últimos vídeos, mas de maneira diferente, já que tento me aproximar pelo carinho e não pela zoação. Ah, e meus textos são a maioria literário, acho, mas eu pesquiso bastante e tento conhecer melhor a cabeça dos adolescentes e estou estudando pra tentar – a maneira ainda não sei – mudar um pouco esse cenário ridículo que estão os meios de comunicação atuais. Eu sou muito crítica também em relação a tudo isso. Eu assisti seus três últimos vídeos (coloridos, sub celebridades e colírios), e você tem a mesma linha de raciocínio que eu, mas eu sou um pouco menos dura 😛 Eu penso muito nos adolescentes e em como mudar a situação atual, acho que melhorando a capacidade intelectual do adolescente, em poucos anos os adultos serão mais inteligentes (causa x efeito), mas ainda estou refletindo qual seria o processo. No...

Carlos, o cubano.

Se desejar, um play pra acompanhar (pra quem quiser ler a letra da música: Volverá – El Canto del Loco + Alejandro Sanz )     O dia dele começou agitado, andava de um lado pro outro sem parar. Sono não sentia desde a madrugada. Seus movimentos que eram sempre milimetricamente controlados já não faziam mais sentido, quando parava para perceber-los tinha feito vários sem querer. Ele sempre foi agitado, mas não daquela maneira.     Passou a manhã toda sem sossegar, ele não parava quieto, literalmente. Não falava coisa com coisa. Ao passar do dia seus amigos nem estavam o reconhecendo direito, eles sabiam que algo havia de errado, tentaram entender, mas não conseguiram, o que sobrou para fazer era tirar sarro de suas esquisitices.     Até mal em uma prova ele foi, coisa rara pra ele. Tudo o que pegava deixava cair, esbarrava com tudo nas pessoas, portas, muros e paredes. Queimou o macarrão. Passou o dia olhando pra baixo, com a cabeça fora do lugar. Pensou que estivesse enlouquecido. “Além de tudo, enlouqueci!”.     Depois da aula, não pôde fazer suas tarefas diárias, faltou em um monte de compromisso, tentou dormir com o sono que de repente bateu, mas foi em vão. Primeiro porque dormir o fazia sentir uma culpa ainda maior pelos compromissos perdidos. E também porque só tinha uma coisa preenchendo o pensamento dele, mas não sabia o que fazer em relação àquilo.     Depois decidiu. “O que importa é chegar à festa, mesmo que ao chegar, não tenha mais festa”, esse era o lema dele. Sabia que teria alguns obstáculos, mas iria tentar. “… mesmo...
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Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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