Veja sobre o Gabitopia De 2005, quando eu comecei a escrever, até hoje, muitas ideias foram colocadas nesse blog. O conteúdo dos posts retratam minha caminhada, a passagem da adolescência para minha fase adulta. Alguns conceito mudaram, outros amadureceram e muitos novos estão por vir. O Gabitopia é um blog de crônicas, opinião, pensamentos, reflexões, debates, etc. Qualquer texto que me dá vontade de escrever está aqui. Hoje escrevo muito mais sobre espiritualidade, meditação, estilo de vida, relacionamentos, etc. O blog Já tem mais de 270 postagens e mais de 17 mil visualizações. Seja bem vind@ ao Gabitopia!

Vai passar

Já tive essa mesma vontade de desistir,
uma enorme vontade de partir,
vinha de um vazio no coração,
me diziam que era falta de oração.
No meu íntimo, porém,
eu sabia que era algo muito mais além. ler mais…

Liberdade

O que podemos ser,
Se não livres?

Já conhecemos a repressão,
E isso é tudo que não somos,
ao menos em essência. ler mais…

Agir e fluir

Posso não saber exatamente o que quero,
mas já me conheço pra saber o que não quero.
Meus desejos são passageiros.
Vou provando, experimentando…
deixando fluir e vendo mais contrastes.

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Sobre amar e temer

É sempre sobre amor ou medo.
É o medo de perder, [se.perder]
O amor permite fluir, p e r m i t e
O amor é um #quero #sóvai #vemcomigodepoisteexplico
E pode ser racional ao mesmo tempo!
Calma: vamos, mas vamos conscientes, em paz, com a leveza que a vida tem que ter.
O medo é um “não quero tanto assim”
“ainda não estou preparada pra lidar com as energias alheias”

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Poema pronto para piadas infames

Já sei que serei chamada de dramática
Mas hoje ouvi que mulher é igual a matemática:
tem muitos problemas, tem suas regras e ninguém entende
mas é claro que apenas brincar é o que se pretende

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Nota de Rodapé

Eu só quero paz
irmãos, sobrinhos e pais
Confesso que penso o tempo todo “Gabi, corra!”,
Mas família é importante, porra!

Eu só vejo um país em guerra,
Injustiça, miséria e intolerância com quem erra.
É a Cultura do circo e do pão,
tudo na Veja é manipulação.

Escolhi acreditar e pensar diferente,
Hoje já me sinto em paz genuinamente

Não me sinto uma vítima,
e minha escolha é sábia e legítima,
assumi o controle
da minha existência,
eu não tenho culpa se alguém aí
Optou pela desistência.

(melhorem, apenas)

É por essas que me cortam, não é?
Por eu dizer duras notas de rodapé.
Eu tenho que ouvir, calada, coisas absurdas
Por que só eu aqui preciso mesmo me fazer de surda?
Transcendi as notas, já não me importo em ser vermelha.
Afinal, agora ostento ser a louca doce ovelha

Pra me entender,
Não vejo em vocês paciência,
ficam só me tirando de pseudociência.
Não botam fé na filosofia que resolvi acreditar
Mas fui determinada e consegui morar em frente ao mar.
Nunca enfiei goela abaixo nada para ninguém,
Só que os mais espertos já se aproveitam de uma parte do que sei.
(gratidão por confiarem em mim!)

Desequilíbrio, depressão
pouca fé e muita reclamação.
Eu era muito assim, nervosa,
Já não sou mais alguém ansiosa.
Tudo porque escolhi ver a vida com outro olhar,
Fui atrás de quem sou, e em Santos finalmente encontre um lar.
Minha visão é mais do que ingenuidade,
É algo novo pra vocês, se chama maturidade.

Há anos escolho o autoconhecimento
Fui forçada no começo, mas ganhei discernimento
Vivência,
Experiência.

Resiliência que a terapeuta elogiou,
valores éticos que com honra ao mérito a professora me agraciou.
As pessoas param para ouvir o que tenho a dizer,
mas no fim elas mesmas decidem o que vão fazer.
Eu só compartilho o que funcionou comigo,
e eu juro: queria ter cada um, como meu amigo.

Uso dois mantras que me parecem oportunos no momento,
São evidências do meu comprometimento.
“Prefiro estar em paz, a estar certa.”
Estou sempre em alerta,
Ainda engulo sapo pelos meus familiares
Tenho vocês como meus pilares.

Preparem-se para mais notas de rodapé:
o outro mantra é:
“não posso mudar ninguém, só posso mudar a mim”
Mas eu sofro pra caralho com suas crises de rim,
Tô com você, eu te amo…
Te convido pra filosofar ou também reclamo?
Já fiz minha escolha e quero paz,
Quero saber se vocês também podem tentar um pouco mais.

Depois desse desabafo,
não serei com vocês mais pró-ativa
Já decidi que essa é a minha última tentativa.
Eu não quero mudar de ninguém,
também gostaria que não tentassem me mudar também.
Eu aceito, amo e honro todos vocês de verdade,
Mas não consigo me entregar apenas pela metade.
Peço mais tolerância,
Tive que resgatar histórias da infância.
Se pareci rude no processo de cura
É porque tive que ressignificar toda a armagura,

Gratidão pela inspiração,
me abrir assim foi minha melhor opção,
podem ter certeza que fiz de coração,
só quero que tenhamos uma verdadeira transformação.

O mundo anda mesmo chato…

Às vezes me pego pensando como o mundo anda mesmo chato. As pessoas preferem olhar o mundo como um lugar feio e cruel, cada vez pior, enquanto poderiam olhar para o mundo como um lugar de evolução e cheio de beleza, amor, solidariedade. O mundo tá essa chatice porque as pessoas não aceitam as coisas como são, querem mudanças para ontem – porém ignoram todas as que já existiram, não percebem como já evoluímos, mudamos e estamos corrigindo nossas falhas aos poucos, a medida que cada consciência desperta. O mundo tá chato porque nós pegamos essa falta de aceitação e temos atitudes não produtivas: apenas reclamamos, ao invés de impactar positivamente o máximo de pessoas possível.

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Sob minha pele

Talvez seja difícil alcançar,
Mesmo de tarde, junto ao mar
Silêncio aparente, turbilhão mental
Não é possivel ignorar a crise mundial,
Não se trata da crise do comprar,
Mas da dificuldade de genuinamente amar.

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Crenças são conceitos: quais os seus?

Às vezes comento com uma pessoa: “Fulana, você pode analisar suas crenças sobre tal assunto para tentar desbloquear sua vida” e recebo a resposta: “mas eu não tenho crenças, simplesmente minha vida é assim mesmo, bloqueada”.

Doce contradição. Como pode umas pessoa ter “nenhuma crença” e dizer em seguida “minha vida é assim mesmo, bloqueada”. Ela mesma fala da crença dela, porque – afinal de contas – nenhuma verdade é absoluta, então ela está escolhendo, de forma consciente ou não, acreditar que a vida dela não tem jeito. ler mais…

Sobre meditar

Não é a primeira vez que alguém fala comigo sobre sua ansiedade e mente inquieta perguntando se eu “já fui” assim. Não, não só já fui assim como SOU ASSIM ainda. Todo mundo que não é iluminado tem seus momentos. Por mais equilibrado que seja, quem nunca sentiu uma ansiedadezinha?!

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Resistência

Não me considero mais RESISTÊNCIA. Já me considerei resistência política, já não sou mais. Acredito que quem resiste são eles – resistem à mudança, mais direitos, mais liberdade, menos opressão. ler mais…

Deixa fluir

O universo tem uma sabedoria incrível e quando nos preocupamos demais, sofremos demais, impedimos que essa sabedoria atue em nossas vidas. Essa sabedoria nos dá a percepção da sincronicidade. ler mais…

O olhar da gratidão

O olhar da gratidão reconhece as cores, o novo, o cheiro, a expansão da consciência, os sabores, o diferente, a montanha, o nascer do sol e a impermanência de tudo, o brilho e a luz.

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Pergunte a você criança

A cura vem de abraçar a sua criança e perguntar porque você tem os problemas que tem hoje. Parece cliché, exagero, mas não é. Funciona, é só tentar.

Só que dói, é triste voltar ao passado e reviver aquele sofrimento, mas é necessário. Se não revivemos e resolvemos essas questões, elas ficam na sombra.
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Sobre amor incondiconal

Começo com minha conclusão: não é porque você não reconhece o amor incondicional que ele não exista em você ou que ele não exista por si só.

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Orgânica

Somos seres orgânicos, vivos. Somos parte da natureza, embora nossa mente minta e nos dê a ilusão de que não, não somos. Por alguma razão, temos essa consciência que nos faz viver de forma diferente do restante da natureza. Nós criamos, montamos, abstraimos, temos memórias do passado e projetamos o futuro. Temos consciência e um ego. Um ego que nos ilude, nos faz crê que somos algo diferente da natureza.

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A crise me pegou e joguei a culpa no PT

Às vezes, para expandir nossa consciência, precisamos ir à lugares sombrios, nos colocar em posições desconfortáveis. Hoje você vai saber o que aconteceu quando eu parei de brincar do jogo do contente de Pollyana e comecei a brincar de “do contra” (em relação ao que eu  acredito), colocando a responsabilidade da minha “crise pessoal” no governo, adorando permanecer na merda quentinha de uma vida mais ou menos.

Aviso: esse texto pode fazer você querer sair da cadeira de vítima, assumir responsabilidade pela felicidade e mudar sua vida!

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Geração Gratidão: filhos de 2012

Refletindo sobre minha saúde, notei que depois que eliminei o máximo de energia negativa da minha vida, passei a ser mais conscientemente grata e mudei minhas crenças, minha saúde melhorar muito. Se liga nesse processo.  ler mais…

Movimentos sociais e desenvolvimento pessoal

Meu objetivo nesse texto é instigar uma reflexão para saber o ponto que estamos de nosso desenvolvimento pessoal e quais são nossas limitações para uma verdadeira mudança social. Meu objetivo não é obrigar ninguém aqui a levantar bandeiras e ser militante de causas sociais, é apenas mais uma reflexão sobre sociedade e espiritualidade, pela expansão da consciência. Acredito que a reflexão vale a pena, embora realmente não tenha uma resposta concreta para nenhum problema.


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Oxalá – Braza

A Forfun acabou, mas três de seus integrantes formaram a banda Braza, um novo projeto que eu já estou amando. Não são letras na pegada do Polisenso, que é o trabalho deles que eu mais gosto, mas as letras estão bem maduras, cheias vida e crítica social – o que eu adoro. Tem também uma parcela de misticismo e, sim, me fez pensar e escrever sobre. Essa é uma música que me lembra a importância do autoconhecimento e fé.

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Minha História, meu Caminho

Desde que saí da escola e vim para o “mundão” tenho buscado e me preparado para cumprir minha missão de vida. Escrever e compartilhar meus processos é muito gratificante, e ter descoberto meu lado curadora, me faz cada vez mais ser feliz. Conheça minha História.

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Zona de(s)Conforto do Brasil

Estamos passando por um momento muito delicado em nosso País, desde quando os portugueses chegaram. Com as tecnologias e consciência da sociedade brasileira, no entanto, é importante estarmos atentos para fazer as coisas no paradigma do amor. E isso está longe de ser um papo apenas filosófico, pode ser bem prático.

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Uma por todas

Algumas pessoas acreditam  que feminismo é uma luta para mulher ser melhor que o homem. Outras não gostam da abordagem radicais dos movimentos. Na verdade, falta vontade de ouvir outros pontos de vista, pois o feminismo é a consciência de que mulher merece respeito e ter os mesmos direitos do homem. O meu feminismo é no paradigma do amor e nesse texto explico o que isso significa.

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Feminismo no paradigma do amor, porra

Com meu histórico de trabalhos sociais, fico bastante inquieta quando, nas comunidades espirituais, pouca gente fala sobre questões sociais, como se fossem tabu. A princípio, compreendo que a espiritualidade, por ser algo individual, tem uma abordagem para evolução pessoal. Porém, a sociedade é feita de grupos de pessoas e, por isso, proponho aqui um debate sobre questões sociais e políticas, no paradigma do amor.

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O Sagrado Feminino e o Feminismo

Podemos ser feministas e espiritualizadas, porque o Sagrado Feminino só será socialmente liberto, podendo entrar em equilíbrio com o Sagrado Masculino, quando houver respeito e consciência da importância de cada pessoa de carne e osso. Ainda hoje, as mulheres são tratadas com violência e opressão. Aqui proponho um ponto de vista sobre isso.

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A problemática da bitolação digital moderna

Saia da superfície e mergulhe em você” – um pensamento que estimula o autoconhecimento.

Ela poderia ser adaptada, para este texto, como “desligue o wifi e conecte-se com seu eu superior” ou “saia do wifi e mergulhe em você”.

Sim, vim falar da relação que eu vejo entre autoconhecimento/ espiritualidade com “bitolação digital”, termo que pensei pra quem fica o tempo todo conectadx às redes sociais a ponto de alguém do lado reclamar. ler mais…

Sobre amor e crenças

Estava meditando ao pôr-do-sol e me veio uma imensa vontade de enviar amor a todos que passassem por mim.

A primeira coisa que veio foi o pensamento de que é querer demais, pois isso daria muito trabalho. No entanto, nesse mesmo instante me veio o sentimento que o amor é infinito, com uma intensidade maior do que podemos imaginar e que nada seria mais fácil do que enviar amor a todos ali. ler mais…

Escadas da vida

Assim são as escadas da vida.
Cada indivíduo tem uma.
Os tamanhos e formatos são totalmente diferentes.
Cada escada é feita especialmente para cada um de nós. ler mais…

É verdade, viu.

É verdade, viu.
Sou louca, sou teimosa.
Deve ser uma merda estar ao meu redor.
Sou quem usa e não guarda,
Quem suja e não lava. ler mais…

Meu heterossexualismo

Esse é um texto sobre a consciência de outrofobias em geral. Não quero ser protagonista de nada que não sou, apenas quero expressar-me sobre isso. Não quero estar certa, quero expandir minha consciência e estimular que façam isso, lendo a mim ou fazendo qualquer coisa que expanda sua consciência.

Não quero estar certa, quero estar em paz.

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A mídia prega o medo: o que você tem a ver com isso

Quanto mais ligado na televisão você fica, mais informações que você não necessariamente quer, é guardado no seu inconsciente. A televisão está no paradigma do medo, e deixa você exatamente assim. É uma das formas que ela te controla.

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Confie em você, tenha fé no Universo

O Universo é mesmo incrível e conspira a nosso favor.

Hoje eu acordei com uma necessidade de entregar e confiar. Nem sempre as coisas saem como planejadas e isso pode desestabilizar-nos. Precisamos confiar. Ou precisamos ter fé. Ou os dois? ler mais…

Compreensão espiritual do caminho

Os últimos anos foram de aprendizados espirituais valiosíssimos pra mim. Compreendi, dei significado para meus sentimentos, encontrei conceitos que colocavam em palavras como eu mais ou menos me sinto em relação ao mundo.

Livros, músicas, experiências, lugares, vídeos, cursos, rituais e, principalmente, conversas com pessoas amados e meditações auxiliam meus processos e minhas descobertas. ler mais…

Foco na luz

Foco na luz: porque focar na sombra estamos fartos. Fazemos isso o tempo todo, é o mais fácil, é o da inércia! É facil porque tá na mídia! Tá na cultura do medo!

Uma das coisas mais importantes que aprendi nessa jornada de autoconhecimento é manter o foco na luz. ler mais…

Sobre “a verdade” – que não pode ser dita

A verdade

A verdade não é como um vinho que fica melhor como tempo. A verdade é como o maná: você deve reconhecê-lo onde estiver e com quem estiver.

Maná, pelo que entendi, é uma comida sagrada dada pelo próprio Deus a um povo quando estava quase morrendo no deserto (corrijam-me se eu estiver errada).

Achei lindo.
Filosófico.

Lembrei do livro TAO, do Osho, que diz que a verdade não pode ser dita, apenas experimentada. Ou seja, minhas palavras a seguir não são as verdade, apenas minha impressão dela.

Meu objetivo com esse texto é expressar a forma que eu sinto, a maneira que entendo o mundo e colocar em palavras aquilo que acabei de sentir fazendo meus rituais de conexão. O sentimento é de pura paz, fé e alegria. Durante e depois que acaba também. É nesse momento que estou agora.

Sobre a frase inicial

A verdade muda de tempos em tempos, mas é importante também lembrar que cada pessoa tem uma verdade. Várias pessoas com suas verdades individuais formam grupos por terem ideais semelhantes, mas dentro dele há subgrupos porque assim é – tem gente que cansou de ser encaixotada e rotulada, quer viver fora da caixa de estereótipos.

A medida que há uma pluralidade de ideais, também há conflito porque há desacordo. No entanto, como vivemos numa democracia e em um país livre, os dois ideais poderiam coexistir em harmonia, sem que um interfirisse no ideal do outro. Tipo estraga prazer, sabe? Pois é.

O mundo está mudando porque sempre mudou, ninguém tá inventando a roda.

O que o mundo está nos mostrando hoje com seus jovens? Precisamos aceitar a diversidade, coexistir com o diferente sem impedir o caminho daquele grupo!

Cada indivíduo ou grupo precisa passar por coisas diferentes de outro, então é normal que haja diferença de ideais, mas se todos agissem com amor, essas diferenças não seriam tão relevantes, pois amar genuinamente é ter compaixão, é desejar felicidade e paz do outro acima de tudo.

Não há como agradar a todos, por isso precisamos praticar o amor em todas as nossas relações e situações. Buscar nossa paz é essencial, cada um com seu caminho.

Minha impressão é que tudo que podemos ver na Terra e no Universo vibram na mesma frequência e, por isso, não somos tão diferentes assim. Todos os seres vivos e não vivos que interferem em nossa existência aqui e agora merecem nosso amor e nosso respeito. Todas as pessoas que passam por nossas vidas possuem uma razão de estar aqui. Nós mesmos em relação ao outro. Em geral, homem não nasce mau, ele aprende a ser mau com as circunstâncias. Os que nascem maus também possuem uma missão aqui na Terra… talvez evoluir conosco. Por isso insisto tanto em compaixão. Sendo assim, toda diferença deve ser respeitada.

Pensando sobre tudo isso me veio a lembrança de que quando eu tinha 13 ou 14 anos, eu estava num grupo da igreja chamado “perseverança”, depois da crisma. O grupo era divertido e eu gostava bastante daquelas pessoas. No entanto, o cara que ministrava as aulas (e não “facilitava”) falava coisas que não me faziam sentido e, apesar de vibrarmos todos numa frequência parecida, a da Terra, há nuances que nos diferenciam também com algum propósito, talvez pra aproximar realmente quem pode nos ajudar em nossa missão.

Então, após falar de montão, vai algumas dicas práticas sobre como procurar sua verdade:

– Siga seu coração, sempre.

– Faça o bem, sempre.

– Procure um propósito para sua vida, pois assim você se conectará com pessoas que te ajudarão na caminhada. Se não houver um propósito para te manter em movimento, a inércia se instaura.

– Nunca faça nada sem se perguntar antes as razões, apenas por estar condicionada a fazer. Consumir, brigar, cometer um ato de maldade ou prejudicar as pessoas ou a si. Esteja consciente e alerta.

– Grupo é uma delícia: se é espiritualidade que está buscando e não uma doutrina, há diversos grupos que acolhem qualquer crença e descrença, visando o amor.

– Espiritualidade é autoconhecimento: Deus (ou a energia criadora de sua preferência) está dentro de nossos corações, no meio de nó. Além disso, a língua universal, que todas as filosofias religiosas falam, é o amor e a verdade (que é como o maná).

– E o mais importante: não acredite em mim só porque estou falando. Questione-se, desconstrua, vá atrás de suas próprias experiências e siga no caminho que te fizer mais sentido. Se sua verdade for parecida com a minha, estou aqui!

 

Considerações sobre Considerações

2016 inicia com uma Catarse (purificação do espírito do espectador através da purgação de suas paixões). Dessa vez, a música Considerações, da banda Forfun (claro).

Para quem só quer escutar, é uma música simples e direta, e dá pra bem entender. No entanto, com uma análise mais aprofundada, podemos entender o que o(s) autor(es) quis(eram) dizer com cada parágrafo. Acredito que eu não estou abrangendo todo o potencial que a música tem, porque, como ser humano, tenho limitações. Por essa razão, adoraria ver as considerações sobre Considerações de vocês aí embaixo, nos comentários.

Considerações

Forfun

Espero que me entendam
Que não me ofendam e nem me prendam
Eu vim com a melhor das intenções

(Iniciar um argumento com esse tipo de pedido já mostra uma certa humildade da pessoa. Não quero entrar em polêmicas sobre a banda em si, os integrantes e suas questões, mas, de fato, esse é um pedido válido, como se dissesse: “olha, eu vou falar umas coisas, você pode não gostar ou não entender, mas conto com meu direito de me expressar”)

E sigo por trajetória
Que corre infrene rumo à glória
Mas tenho algumas considerações

(Até eu decidir fazer essa análise, eu não entendia o que ele falava em “infrene”, ouvia como “in frame”, mas foi só googar que encontrei  que “infrene” é simplesmente “desenfreado”. Perfeito. Nessa parte, eu entendo que ele esteja caminhando para o sucesso, fazendo as escolhas que mais lhe fazem bem. Mas ele tem algumas considerações:)

Não vou levantar bandeira
Que delimite qualquer fronteira
E nem concordar com tudo
O que se diz por aí

(Defender rigidamente partidos, instituições, lados… Essa é a fórmula exata para o conflito. Precisamos ser flexíveis. Podemos ter nossas bandeiras, desde que não nos deixe em uma caixa, de onde não podemos sair. Podemos ser a favor de (ou contra!) algo, mas não precisamos e não devemos, nos fechar para possibilidades. Primeiro porque estamos mudando a todo momento, depois porque a opinião fechada nos limita a ser algo específico. Muitos de nós não estão satisfeitos com rótulos e opiniões fechadas, somos livres, sem fronteiras. Além disso, dizem que a unanimidade é burra, por isso não devemos mesmo concordar com tudo sem refletir. O importante é termos nossa própria experiência e resignificar as opiniões dos outros para o que faz sentido para nós. Repetir que nem um papagaio é fácil, difícil é pensar por si – mas é muito mais gratificante.)

Pra tudo existe um oposto
Não se discutem questões de gosto
Então cuidado ao interferir

(Não existe certo. Não existe uma única forma de se fazer as coisas. Para umas pessoas, funciona de uma forma; para outras pessoas, as coisas funcionam da forma oposta. Nós temos que aceitar o gosto de cada um, respeitar o livre-arbítrio. Em relação a interferência, já existem leis e regras gerais que impedem que uma pessoa faça algo de ruim para outras pessoas, por exemplo, cometer crimes. Interferir, nesse caso, pode ser até mesmo interpretado como fazer justiça com as próprias mãos, nos casos mais drásticos. Como eu sigo uma linha espiritualista para falar sobre as coisas da vida, há um tempo já faço um trabalho de não me preocupar com a opinião dos outros, mesmo em relação a coisas que, na minha opinião, seria crucial para a evolução da humanidade. Eu me dei conta que eu não posso mudar as outras pessoas, que cada um tem sua razão para agir da forma de age e que eu não posso perder minha paz por isso. Eu tenho controle do que eu sinto, só posso mudar eu mesma. Estou falando de um jogo de futebol, de política, de religião e de polêmicas – a legalização das drogas e do aborto, por exemplo. Cada um tem sua opinião, sua bagagem e as pessoas simplesmente não vão mudar. No entanto, quando se trata de uma sacanagem, crimes e outros temas mais sérios, temos maneiras de resolver sem enfiar o dedo na cara da pessoa e perder a paz. Eventualmente, devo escrever sobre isso de forma mais aprofundada e dar exemplos do que se pode fazer. Eu, por exemplo, tinha muita raiva quando os homens mexiam comigo na rua, mas agora eu não tenho mais raiva, aprendi a ter compaixão. Não deixei de militar a favor de uma educação e informação a esses homens, mas faço isso de forma mais amorosa, agora. Tento educar os homens de como nós, mulheres, gostamos de ser tratadas. Às vezes eu ainda me pego brigando com algum homem para que eles entendam, mas agora diminuiu a frequência que isso acontece, principalmente se é um cara que está só passando por mim (é muito mais difícil conversar sobre minhas opiniões com parentes e amigos, mas enfim, faz parte…). Envio amor para eles, porque é disso que eles precisam, e eu também.)

Sabe-se lá por que tudo é assim
Mas nem poderia ser de um outro jeito
O mundo como hoje vemos
É aquele que concebemos
Então tudo nesse instante se faz perfeito

(A música já é toda perfeita, aí começa essa parte e fica mais que perfeita. Algumas pessoas que eu acompanho como autores e youtubers que falam sobre espiritualidade, paz interior e felicidade costumam dizer, e eu concordo por experiência própria, que nossa maior fonte de sofrimento é a nossa resistência ao que está acontecendo aqui e agora. Explico melhor, fazendo a interpretação da música: não sabemos exatamente o motivo das coisas que acontecem, acontecerem. Coisas ruins, porque queremos que coisas boas aconteçam mesmo sem explicação, não é?! No entanto, elas acontecem exatamente como têm que acontecer para nosso aprendizado, desenvolvimento e evolução – como indivíduo e/ou como humanidade. Quando “resistimos ao que é”, perdemos nossa paz e nosso centro quando algo inesperado e negativo acontece, estamos em sofrimento. Quando não aceitamos, de forma nenhuma, o que está acontecendo, procuramos culpados, desculpas, razões para aquilo. Indignar-se com o mundo é preciso para que algo mude, mas lutar contra o que é não faz sentido. Como dizia Madre Teresa, precisamos fazer coisas a favor de algo que acreditamos ao invés de fazer algo contra o que não gostamos. Se queremos paz, precisamos agir em paz, e não lutar contra a guerra. Minha amada Flavia Melissa fala sobre resistência nesse vídeo, recomendo demais. Enfim, voltando a música, tudo é como deveria ser e nossa maior fonte de sofrimento é simplesmente resistir ao que é. Como aceitar sem se resignar? Eu tentei explicar um pouco disso aqui. É um exercício diário e cada situação e pessoa é única, mas aprender lições com as coisas ruins já me ajuda muito nesse processo. Sobre as últimas duas linhas dessa parte, tem muito a ver com a lei da atração. Nós atraímos o que somos e, quanto mais resistimos, mais as mesmas coisas ruins crescem, explodem na nossa cara. No exemplo das cantadas na rua, depois que eu parei de me importar, elas diminuíram. Fato. Se queremos que algo mude em nossa vida, precisamos olhar pra dentro e fazer escolhas que fluem melhor com nossa vida, e não que encontramos resistência.)

 

Foi só com uma certa idade
Que compreendi que a dualidade
É a didática usada pelo céu

(Essa parte é tão profunda que eu tenho até medo de ser muito rasa ao analisar. Bem, o conceito mais importante aqui é a dualidade. A dualidade é, simplesmente, o conceito de que tudo tem dois lados. Os dois lados da mesma moeda. Bem, mal. Bonito e feio. Certo e errado. Frio e quente. Guerra e paz. Vida e morte. E por aí vai. Sem uma coisa, a outra não existe. Nós experimentamos essa vida através de contraste, só sabemos o que queremos porque sabemos o que não queremos. Só entendemos o que é doce, se experimentamos algo amargo. Só vemos uma sombra porque há luz. Nós, seres humanos, temos o hábito (ou instinto?) de colocar as situações em caixinhas: isso é positivo, isso é negativo – julgando e dando opinião sobre todas as coisas. Não sei bem explicar a razão disso, mas o fato é que nós temos um “sistema de crença” que nos foram ensinados e entra também a moral e os bons costumes.

Há algumas atitudes, como matar alguém, que julgamos sendo negativa. Há lugares que a pena de morte é aceita. Não estou só falando de matar criminosos, mas de matar uma mulher que traiu o marido. Será certo matar a moça, ou não?

Se a gente for analisar com profundidade a questão da morte, podemos encontrar diversas pessoas que não ligam de tirar a vida de outra pessoa. Por exemplo? Um psicopata. Ele não sente compaixão pela outra pessoa, nem mesmo por si. Algumas pessoas não sabem o que é compaixão. Ele tem a razão dele para isso, e, como indivíduos, não podemos julgá-lo. Claro que, para uma convivência harmônica entre os seres humanos, foi “combinado” que as pessoas que matam as outras devem ser punidas, mas isso é uma convenção em prol da convivência. Não existe, necessariamente, certo e errado.

Se falarmos de vida eterna e karma, também podemos desconsiderar o ato de matar algo tão errado. Se nosso espírito é eterno, se o Universo é tão gigante, esse jogo da vida aqui na Terra é só uma passagem. Se uma pessoa mata outra, a alma delas talvez fiquem interligadas e terão que resolver seus conflitos em outras vidas. Se a pessoa que foi assassinada não cumpriu sua missão na Terra, ela nascerá de novo.

Veja bem, não estou falando que concordo com isso, só estou mostrando outros pontos de vista.

Por isso que o aborto é uma polêmica de grandes proporções: se consideramos matar errado, será que devemos ser a favor da legalização do aborto em nosso País? O que é certo, o que é errado? Ah, um dia eu vou escrever sobre isso, aguardem!

Na minha opinião, para lidar com a dualidade de forma mais leve, precisamos desapegar de nossas crenças limitantes e que não fazem sentido para nós e só viver com o que nos faz sentido. Normalmente, ao menos a partir da minha vivência, as pessoas prezam pelo amor e paz. Mesmo assim, algumas dessas pessoas matariam um político corrupto. Isso, pra mim, não é só incoerente, mas hipocrisia. Quando prezamos pelo amor e paz, temos compaixão pelas pessoas, pelo nível de consciência de cada um. Respeitamos o direito de cada um de viver suas verdades. Quando me deparo com uma coisa que julgo ruim, faço o seguinte processo: analiso a razão de julgar ruim a situação ou atitude de alguém; se essa situação não faz sentido pra mim, como a corrupção ou a desigualdade social, penso o que faço ou o que posso fazer, diariamente, para mudar a situação. Se eu analiso que já dou meu melhor, que eu tento influenciar as pessoas positivamente e tenho atitudes coerentes com meus ideais, sigo em paz. Se eu vejo que ainda não faço nada para melhorar a situação, foco em fazer algo. Mas não algo contra nada ou alguém, simplesmente a favor do que eu acredito. Se a circunstância que eu me encontro não faz nenhum sentido para mim e eu posso sair dela, eu saio. Outra coisa importante é aprender como ter jogo de cintura e tirar lições de situações consideras por nós negativas.)
Que toda a aventura humana
Por mais sagrada, por mais profana
É frágil feito um barco de papel

(Acho que vou compensar o textão dos outros parágrafos aqui: cara, a vida é muito frágil. Todos os seres humanos vieram de um útero e todos irão morrer. Não importa o quão santo ou o quão profano a pessoa é. Por isso, devemos viver intensamente e da melhor forma que encontrarmos, prezando pelo amor e paz, acolhendo nossos lados sombrios, identificando nossos gatilhos emocionais e, simplesmente, fazer nosso melhor. As regras da sociedade podem ser questionadas, principalmente para mudar e evoluir, porém devemos também respeitar essas regras ao ponto de não interferir na vida da outra pessoa.)

 

Acho que é isso, pessoal.

Se alguém tiver alguma dúvida sobre algum conceito que falei aqui, por favor, adoraria saber. Se alguém não concordar, também quero saber, mas faça isso com amor, por gentileza.

Gratidão, sejamos felizes!

 

O Rodrigo é o Forfun mais criticado e acredito que os pensamentos dele são os mais diferentes dos outros. Ainda assim, se foi ele quem fez essa música, ele arrasou. Eu amo todas as músicas do Forfun, eles conseguem traduzir muitas ideias boas em suas canções. Além disso, acho o Rodrigo o mais gracinha de todos - mas não se discutem questão de gosto!

O Rodrigo é o Forfun mais criticado e acredito que os pensamentos dele são os mais diferentes dos outros. Até onde eu sei, é por causa dessas divergências que a banda acabou :(. Ainda assim, se foi ele quem fez essa música, ele arrasou!!! Eu amo essa e todas as músicas do Forfun, eles conseguem traduzir muitas ideias boas em suas canções. Eu só não gosto tanto de Previsão do Tempo porque eu acho muito pessimista, hehe.

Dicas de para renovar a vida em 2016

Diferente de muitas pessoas que tenho ouvido/lido, 2015 foi um ano ótimo pra mim. Tive o privilégio de ter um ano leve, cheio de aprendizados e em paz. Para quem esteve em situações e cenários diferentes do meu, minha mensagem é:

Amanhã vai ser melhor!

 

Não digo isso porque eu prevejo algo ou porque os astros e deuses apontam para isso, mas porque é a única coisa que funciona para mim: pensar positivo.

Não tenho muitas opções: ou eu penso positivo, ou negativo. Não estou falando de otimismo, pessimismo ou realista, estou falando de jogo de cintura nas situações difíceis, de resiliência (minha palavra do ano!).

Não existe receita de bolo, mas se você, diferente de mim, teve um ano péssimo, cheio de desafios sem soluções, deixo aqui minhas dicas de como eu me renovo diariamente para passar pelas provações e desafios da vida, espero que te ajude como me ajuda:

 

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O céu, a natureza, a vida… Faça uma lista de suas graças e seja mais feliz!

1. Sinta gratidão!

 

Sentir gratidão é tão simples como reclamar, basta fazer uma escolha. Não é preciso sentir gratidão pelo que está dando de errado na vida, não é essa a essência. A essência é, apesar das coisas ruins, termos a capacidade de sermos gratos e gratas pelas coisas boas.

É questão de foco, escolhemos dar valor ao que importa, ao que nos faz bem!

Qualquer coisa é razão para sentir gratidão, nem que seja a vida, um verdadeiro milagre. Sempre há pelo que agradecer, então se você não consegue encontrar nada, a sugestão é procurar ajuda para que consiga trilhar um caminho que haja motivos para agradecer.

 

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Repito sempre essas palavras quando estou em algum conflito: elas me ajudam a permanecer no olho do furacão

2. Transforme seus erros em lições!

 

Gosto de dizer que erros só são erros se não tiramos uma lição dele. Se você fez o balanço de 2015, nem que seja de forma simbólica, e notou que cometeu mais erros do que acertos, transforme cada um deles em lições. Perdoe-se, não se culpe, seja paciente com você, aceite seu processo, aceite que ainda não está pronto para tudo!

Você é um ser humano e, se estiver dando seu melhor, isso que vale. Busque dentro de si cada erro que você acha que cometeu e pense como pode ser corrigido ou amenizado, assuma as responsabilidades de suas escolhas e aprenda a lição que cada erro te ensinou.

Faça isso com o que ainda está pendente em seu coração e faça isso diariamente.

 

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“Seja a mudança que você quer ver no mundo” sugere que a mudança começa quando nos transformamos em pessoas melhores, a cada dia.

3. Perdoe os outros e tenha compaixão por quem não pensa como você!

 

Esse é um preceito fundamental na minha vida. Precisamos perdoar e ter compaixão pelas pessoas que não possuem as mesmas crenças e convicções que nós. Mesmo que, para nós, essa pessoa esteja cometendo um crime gravíssimo. Precisamos ter compaixão dessa pessoa, pois ela está fazendo o melhor que ela pode, da forma que ensinaram a ela e da forma que ela pôde absorver, a partir do nível de consciência dela. Tenha esperança que as pessoas vão mudar para melhor!

Além disso, não podemos mudar os outros, apenas nós mesmos. Se sentirmos compaixão por tudo que existe, estamos mudando nosso sentimento em relação ao mundo e, consequentemente, estamos mudando o mundo!

Precisamos acolher o diferente, dar e ser amor. Ao invés de culpar o bandido, porque não lutar por uma sociedade mais justa, em que não há necessidade de ser bandido?

Ter compaixão é saber que todo mundo tem direito de ser feliz independentemente de suas escolhas – isso é amor verdadeiro.

 

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As diferenças não importam, cada ser é único, numa jornada única e é especial exatamente por isso. Não podemos simplesmente julgar e amar ao mesmo tempo! Praticar o não julgamento ajuda muito!

4. Pare de julgar!

 

Falando em perdoar a nós mesmos e aos outros, uma dica preciosa: praticar o não julgamento, diariamente, evita que tenhamos que perdoar algo ou alguém. Sim! Quando evitamos julgamentos, muitas coisas que antes nos magoavam agora não nos magoam mais, evitando, portanto, a necessidade do perdão. Praticando o não julgamento, há menos feridas para serem curadas!

Para quem ainda não se iluminou, nosso mundo interno já é bastante complicado. Nosso mundo externo, aquele que se manifesta perante a nós, também. Se evitarmos julgar, cuidar da vida dos outros, e nos preocupar em cuidar de nossos passos, pensamentos e atitudes, a vida fica mais leve.

Para começar a praticar o não julgamento, a sugestão é se fazer perguntas como “o que ganho com esse julgamento?”, “quem sou eu para julgar essa pessoa ou situação?”, “o que posso aprender com isso?”. Sempre me pergunto isso e, se percebo que estou julgando a toa, simplesmente paro. Por outro lado, se julgo que determinada circunstância não me faz bem, faço escolhas para me afastar ou simplesmente tiro uma lição daquilo e sigo em frente. Nada é em vão, pois sempre temos alternativas, basta que façamos melhores escolhas.

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Pra mim, após muito praticar e me observar, esses preceitos ficaram simples de assimilar – e é uma prática diária, não é um fim.

Veja se com essas dicas você pode ter um amanhã e os dias consecutivos melhores, cheio de renovação.

Sejamos felizes hoje, amanhã e sempre!

Feliz ano novo pra quem é de ano novo!

 

2015-12-31 08.28.14

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Youtubers que me inspiraram em 2015

Uau, 2015 já está acabando e eu nem consegui fazer tudo que tinha em mente. No entanto, não posso reclamar, pois fiz meu melhor. Foi um ano ótimo pra mim, cheio de aprendizado e experiências inesquecíveis.

Uma das coisas mais incríveis que aconteceu foi eu ter começado a acompanhar alguns youtubers que falam a mesma língua que eu.

Eles falam muitas coisas interessantes, que validam minhas ideias e, claro, adicionam mais e mais conhecimento. Costumo dizer, pois é assim que sinto, que as coisas que eles falam ressoam com minha alma, como se eu tivesse o mesmo “grau de loucura”, como se tivéssemos na mesma vibração. Quando escuto as coisas que essas pessoas dizem, é como se a sabedoria que tenho internamente se abrisse.

Tem gente que eu escuto falar, mas não faz tanto sentido, pois ou falam de coisas óbvias demais pra mim ou muito complexas que eu ainda não entendo. Ou seja: essas pessoas que listo abaixo falam das mesmas coisas que eu me preocupo em pensar, logo me inspiram muito.

Tenho muitas outras referências, mas vou citar as quatro que me ajudaram mais este ano em relação aos meus insights (+ bônus). São elas:

  1. Flavia Melissa

Conheci ela por indicação de uma ex colega de trabalho, que achou que eu ia gostar. Ela acertou! O vídeo abaixo foi, se não me engano, o primeiro que vi dela. Depois disso, vi quase todos da lista, fica até difícil eu procurar e encontrar algum que eu não tenha visto, que não recém subidos.

Flavia é psicóloga e fala sobre desenvolvimento pessoal, meditação, espiritualidade, gratidão e outros temas relacionados. É uma fofa, cheia de amor pra dar. Todos os vídeos são bons, depende muito do tema que você precisar refletir no momento. Por exemplo, se precisar perdoar, procure “flavia melissa perdão”, é assim por diante. Ela tem muito vídeo:

 

 

2. Teal Swan, em inglês

Conheci a Teal buscando sobre sagrado feminino. Ela é uma moça super sensível que veio nesse mundo para espalhar coisa boa. Meu vídeo preferido dela é esse abaixo, que ela diz sobre amar nosso parceiro como ele é hoje, e não como esperamos que ele seja. Ela propõe que a gente pense se o tempo parar no agora, iríamos quer ficar com essa pessoa, ou queremos ficar com o que ela pode se tornar? Me ajudou muito!

 

 

3. Gisela Vallin

Outra fofa que validou muito minhas ideias. Ela quem me apresentou, por meio de um vídeo,  o thetahealing – técnica de cura quântica que eu me tornei praticante.

Ela fala muito sobre como mudar crenças negativas, como manter uma vibração energética elevada, da dicas de rituais e é fã do Osho (líder espiritual iluminado – aliás, eu tinha um livro dele sobre meditação aqui há anos e esse ano li e depois li mais dois livros dele).

Ela é astróloga, meiga, inteligente e muito carismática. Vale a pena conhecer! Esse vídeo abaixo é recente e muito bom, me ajudou muito:

 

4. Infinite Waters, em inglês 

Águas Infinitas, assim ele se denomina, pois assim ele se percebe  <3 o primeiro vídeo que vi, talvez recomendação de vídeos da Teal, era sobre nove sinais que você é uma “alma antiga”. Depois vi mais vídeos dele e me inscrevi na hora. Ele fala de como tornar sua vida mais contemplativa, menos chata, mais livre, mais saudável. Ele é vegano, da várias dicas. Ele também é, como eu, um espírito livre.

 
Não tem como dizer “essa pessoa gosto mais”, não tem! Todas elas são incríveis, almas puras, cheias de luz e que vibram na mesma frequência que eu.

De bônus, uma moça incrível que provavelmente você conhece, pois ela está mais na mídia que as outras acima:

 

Bônus: Jout Jout, prazer

Vi um vídeo dela que tava no meu feed do Facebook, sobre ela manifestar uma realidade pra ela escrevendo apenas no guardanapo e tudo se concretizou. Comecei a ver os vídeos e vi que ela é jornalista também.

A maioria dos vídeos são de assuntos aleatórios hilários e de vez em quando aparecem ela tendo uns saltos quânticos sobre manifestação, abundância e lei da atração – mas o mais legal é que ela age naturalmente, sem falar dessés termos que podem entediar quem a assiste. Ela usa uma linguagem mais natural pra falar disso, e as caras delas tendo insights são demais.

Ela também me inspirou, de uma forma diferente das pessoas acima, por isso fica como bônus:

Gratidão a essas pessoas que compartilham suas vidas com a gente no Youtube! Que vocês tenham muito sucesso na caminhada que escolheram.

 

Gratidão por me agregar tanto, me fazer sentir “pertencimento”.

 

Sejamos felizes.

 

Precisamos falar sobre licenciamento ambiental

Esse artigo foi publicado dia 27 de novembro no site e facebook do Maramar.

 

Todos nós sabemos que o descaso com territórios naturais, cheios de vida, gente e histórias, está enraizado no Brasil desde que os portugueses avistaram Monte Pascoal, no litoral sul da Bahia. É uma questão histórica de exploração. Passaram-se 515 anos e nada mudou: ouro ainda é mais importante que vidas.

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Trabalho de Crenças: por que fazer?

Outro dia, falando sobre a desconstrução de uma crença minha para uma pessoa, ela me deu o feedback me dizendo que eu elaborava demais sobre aquelas questões e, dessa forma, da próxima vez que eu passasse por aquela situação, iria já começar a me sentir mal, porque eu estaria criando crenças negativas ao pensar sobre aquilo. Para essa pessoa, eu estava “pensando negativo” por refletir e dividir com ela sobre algo que me era desconfortável. ler mais…

Auto-cura com amor

A maior parte das pessoas que vive em sofrimento, ao menos ao meu ver, não está preparada para curar as feridas profundas internas. Não julgo ninguém e até me incluo nessa, já que o processo de autocura pode doer – e muito – afinal, é nesse processo que resgatamos sofrimentos do inconsciente, para jogar luz neles e, assim, podermos ser íntegros. Tem um filme que explica bem o chamado “Efeito Sombra“. Estou falando de feridas emocionais e psicológicas, mas que podem, de alguma forma, se tornarem físicas. ler mais…

Thetahealing: cura quântica energética

Thetahealing é uma técnica de cura energética, que segue os princípios da física quântica.

Com essa técnica, pode-se alinhar os chakras, limpar o campo de energia, substituir crenças negativas por positivas, encontrar traumas e resolvê-lo.

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Ao meu sobrinho, Lucca

Eu tinha apenas nove anos quando você nasceu, em 18 novembro de 1997. Hoje você completa 18 anos. Você foi recebido, desde a barriga de sua mãe, com amor e felicidade. É uma honra enorme ter você completando nossa família. Começo agradecendo sua presença em nossas vidas: gratidão!

Lá em 97, você foi nos visitar no Rio de Janeiro com seus pais, com apenas algumas semanas de vida, talvez, não me lembro direito. Com o tempo, o amor se consagrou. Os anos foram passando e logo virei adolescente, depois uma jovem adulta e hoje, aos quase 28, uma adulta que não sabe nada sobre a vida. As poucas coisas que eu sei são sobre mim mesma e é apenas isso que posso tentar passar pra frente. Não estou pronta, já que falho todo dia e assim que eu aprendo coisas novas. E é sobre isso que eu queria te falar, Lucca.

O tempo vai passar e, esperto como é, você vai saber que idade não significa nada ao menos que suas experiências sejam intensas, que você siga seu coração, que você encontre seu propósito mais elevado e gire sua vida em torno disso. O melhor desse caminho é que ele só depende de você, do seu compromisso com sua felicidade, seu foco e seu esforço. As pessoas podem ajudar ou atrapalhar em suas metas, mas só a forma que você lida com infortúnios define sua prosperidade. Ah, e isso não é sobre ter sucesso e dinheiro.

Diferente do que transmitem pra gente desde pequenos, você não precisa ser ninguém específico, nem ser famoso, nem tão estudioso (seu pai vai me matar), nem herói, nem mocinho, nem santo. Não precisa fazer uma faculdade específica, ter uma baita formação acadêmica cheia de títulos, estudar fora por anos. Você não precisa ter a religião que te salvará, nem valores, éticas e morais iguais as nossas, não – a não ser que você queira! E isso é muito importante: faça o que quiser, desde que seja escolha sua. A busca pela felicidade está em satisfazer nossas próprias necessidades e ir atrás de nossos desejos mais profundos, alinhando-os com nosso propósito maior e seguir nosso coração.

O nosso coração deve ser nossa única bússola. Os nossos sentimentos devem ser nosso único mapa para o tesouro. Podemos e devemos ouvir a opinião dos outros, aprender com os erros de quem já esteve numa situação difícil e superou, ouvir os mais velhos, seguir certas regras e nos adaptar na sociedade em que vivemos… mas nunca devemos ignorar nossos sentimentos mais profundos. Recebemos diariamente muitas informações e devemos filtrar apenas o que é mais interessante para que nossos objetivos sejam alcançados. Filtre tudo, critique tudo, desconfie de todos (de mim, inclusive!) e tire suas próprias conclusões. É mais difícil assim porque exige esforço, mas posso te garantir que o custo benefício é muito válido. A maioria das pessoas apenas segue as regras sem questionar e você, provavelmente, vai ser tentado permanecer na inércia, cheio de medo e infelicidade. Assim é comigo.

Para o sistema, é mais adequado que todos nós sejamos robôs, que pensemos igual, que queiramos as mesmas coisas. Assim fica mais fácil vender, nos deixar com dívidas eternas e nos escravizar. Na minha pós-graduação em marketing, estudei o consumidor e percebi como eu sou um ponto fora da curva – e como me sinto bem com isso! Eu me orgulho de aprender todo dia uma nova forma de viver nessa sociedade injustiça, traiçoeira e bélica sem entrar na “deles”. Afinal, o copo está apenas meio vazio, porque o resto do copo está cheio. Falando nisso, não faz tanto tempo que eu entendi essa analogia do otimista ver o copo meio cheio e o pessimista vê meio vazio. A questão é que vivemos melhor quando sabemos lidar com a parte chata e ruim da vida.

Aprender ser mais resiliente mudou minha vida. Praticar o não julgamento e o desapego também. Assumir a responsabilidade pelas minhas escolhas, situações de vida, sentimentos e emoções me empoderou de uma forma que não posso nem explicar. Aprender a ter amor e compaixão conscientemente por toda a criação me deixou mais serena e, de quebra, ainda me mostra, todos os dias, o que eu preciso mudar em mim mesma para ser mais feliz e estar mais em paz.

Mas não se preocupe em tentar acertar de primeira, pois só fazemos escolhas certas depois de seguir caminhos errados. Só aprendemos vivendo. Se você tiver medo de ser você mesmo, se for levado apenas pelo que a televisão diz, pelo que as marcas ou igrejas pregam, pelo que a sociedade exige de uma forma geral, o caminho parecerá certo porque terá menos obstáculos. No entanto, cedo ou tarde, você terá uma enorme ânsia de se encontrar verdadeiramente e o obstáculo será ainda maior. Você conseguirá, mas vai ser mais difícil.

Você ainda é novo, mas já tem idade suficiente pra ter discernimento e fazer escolhas seguindo seu coração – sair da adolescência tem seu lado bom, já que os hormônios costumam ficar mais estáveis. Começar a vida adulta seguindo o coração não é pra qualquer um, mas foi como eu decidi seguir minha vida, um pouco inconscientemente no início, e está sendo uma experiência boa. Não por acaso estou escrevendo essa carta.

Durante os últimos 18 anos, te falaram muita coisa, ditaram as regras e te fizeram acreditar em uma das infinitas realidades que existem. Tudo bem, não é exclusividade sua, mas convido você a iniciar sua vida adulta colocando em xeque todas as crenças que puder, principalmente as que limitam você e te impedem de ser íntegro e autêntico. Pense, sempre que tiver diante de um desafio: “o que eu preciso acreditar para que eu possa superar esse desafio?”. Dessa forma, você começa a se libertar de crenças que não servem para alcançar suas metas e você começa a ter, de forma consciente, novas realidades para acreditar que te levarão rumo à vitória.

Além disso tudo, preciso dizer que a natureza, a magia, a vida, “Deus”, o amor… estão em todos os lugares e, se olhamos com atenção, podemos perceber a beleza de tudo. Ao se olhar no espelho, provavelmente vê um menino maravilhoso com lindos olhos azuis, que desde cedo sabíamos que arrasaria corações. Mas a beleza exterior é só um dos atributos de uma pessoa. Também precisamos ter todo amor, compaixão e paz dentro de nós, porque nosso mundo é um espelho e só enxergamos fora o que temos dentro. Perceber isso também me ajudou bastante a melhorar em mim o que eu não gostava nos outros.

Portanto, nesse seu aniversário de dezoito anos te desejo que conheça a você mesmo, saiba quem é você e por que está nesse mundo. Todos possuem uma razão de estar aqui. Espero que você tenha a consciência de seus privilégios e possa ser grato por isso, que aceite todas suas bênçãos com alegria, que deixe a abundância entrar em sua vida e que sempre acredite em seus sonhos!

Viva intensamente e com responsabilidade! Faça tudo que seu coração mandar e faça suas escolhas de acordo com seu propósito maior – se não tiver, procure dentro de você tendo em mente o que você já sabe que não quer. Experimente. Para ter experiência, arrisque-se. Certifique-se de todas as formas de manter-se seguro e vá em frente… Ouse. Fique sozinho, sem pessoas e tecnologias ao seu redor. Medite! Descubra como cozinhar sua comida preferida (isso é libertador!). Evite mudar seu estado de consciência, ao menos por enquanto, até você saber melhor lidar com esses estados alterados. Aprenda a ser feliz sozinho e se amar 110%. Valorize seus sentimentos, intuições, emoções e pensamentos. Leia muitos livros e consuma qualquer conteúdo na internet que somem pra você, que sirvam para você ser um Lucca melhor a cada dia. Goste e use suas características positivas, mas tenha alguma humildade, principalmente se alguém, nesse mesmo quesito, não for muito bom, pois com certeza algo ele tem a te oferecer. Aproveite todos os momentos e pessoas para tirar aprendizados. Descubra seus pontos fracos e trabalhe para melhorá-los, mas entenda que você não precisa ser perfeito porque tudo faz parte da brincadeira, do processo de viver. Ninguém nasce perfeito e dificilmente alguém morrerá perfeito. O mais importante é você tentar, todo dia, ser uma versão melhor do você de ontem.

Queria te dizer mais sobre a vida e sobre felicidade, mas só posso te dizer coisas sobre minha experiência e, infelizmente, não há fórmulas matemáticas para a felicidade.

Ignore tudo que não fizer nenhum sentido para seu coração.

Eu te amo e conte sempre comigo.

Feliz aniversário!

Seja feliz,
Tia Gabi

Perdão: exercício para perdoar e ser mais feliz

Um exercício para praticar o perdão: ame a pessoa incondicionalmente e coloque na balança se os defeitos são toleráveis ou não. Seja como for, faça tudo com amor, nunca com raiva, sede de vingança.

Esse é um exercício muito bom de se fazer para curar feridas e perdoar. Lembrando que embora seja um exercício de perdão e pareça que o outro é o mais importante, na verdade o praticante é 100% responsável pelo sucesso. A outra pessoa nem precisa mais estar viva!

Pode ser feito para perdoar um companheiro ou companheira, pais, irmãos, amigos, ou qualquer pessoas com um laço afetivo. Talvez funcione com pessoas sem laço afetivo, mas nunca tentei. Você também pode fazer para perdoar você mesm@.

Faça esse exercício para tomar consciência de suas mágoas para ter a oportunidade de encaminhá-las a gaveta certa, ou seja, fazer o que estiver no seu alcance para resolver a questão.

Perdão: um alívio para quem perdoa

Sente-se ou deite-se de olhos fechados após ler com atenção essas orientações e siga da forma que mais combinar com seu momento. Essa é apenas uma ideia, inspiração. Respire… preste atenção à respiração e tente diminuir o ritmo.

Tenha compaixão e pratique o perdão

Tenha em mente viver o agora, estar presente de corpo e alma, sempre que se pegar no passado e no futuro, volte para o presente. Mesmo que tenha que trabalhar uma dor específica fora do presente, volte assim que puder para o aqui e agora, não se perca. Procure praticar o não julgamento e o desapego, pratique o perdão, a compaixão e o amor incondicional.

Para iniciar, diga as palavras a seguir e sinta-as de verdade: “Por favor, me perdoe, gratidão, eu te amo!”

Enquanto diz essas palavras de poder, visualize quem você deseja perdoar, pode ser outra pessoa ou você. Perceba como esse ser é aqui e agora, como ele se apresenta para você, quais suas características. Procure amá-lo como ele é, sem expectativas ou projeções, apenas ame-o como ele é.

Provavelmente, nesse momento, apareçam características dessa pessoa que você não aprecia tanto. Por exemplo, a pessoa pode trabalhar demais, ou ser muito perfeccionista, ser um pouco rabugenta, ou ainda ter um vício que você não gosta.

Perdoe-se por sentir-se assim. Seja qual mágoa tiver, você não precisa se culpar, pensar coisas horríveis de você. Tudo bem sentir essas coisas.

Qualquer sentimento negativo que encontrar é um sinal de algo que pode ser trabalhado em você, para que aceita a pessoa e possa perdoa-la. Esse processo te ajudará sentir mais leveza sobre as coisas. As pessoas não são perfeitas e não precisam mudar porque você não gosta de algo nelas. Quando há amor genuíno, amamos a pessoa e ponto.

Aceitar a pessoa por inteira, com suas características boas e ruins, é um grande passo para o perdão. Pratique a compaixão, tenha em mente que todos têm seus motivos para serem como são: criação, crenças, traumas, medos, falta de confiança. Quando amamos a pessoa, não queremos que ela seja perfeita, queremos que ela seja ela. Podemos ajuda-la no processo de desenvolvimento e evolução, mas cada um tem seu tempo e devemos respeitar.

Você é importante e suas emoções contam

Lembre-se que antes de amar os outros precisamos amar a nós mesmos, então, se a característica negativa do outro te faz mal, é contraprodutiva, conflita com seus valores… Se essa pessoa te machuca, provavelmente você está se autosabotando, porque todos merecem ser felizes, estar seguros, ter saúde e viver em paz.

Coloque na balança se aquele defeito específico é tolerável ou não. Se não for, aos poucos, procure fazer escolhas que tire você dessa situação, seja numa conversa franca ou num afastamento. Se for tolerável, procure ser sincero com o outro, diga que você não gosta disso, fale das características que está disposto a tolerar ou não. Pratique o perdão, a compaixão, o não julgamento. Seja qual for a situação, saiba que você é responsável pela sua felicidade, não caia na cilada de culpar os outros. Nós não temos como controlar e mudar os outros, apenas nós mesmos. Dessa forma, colocar a responsabilidade da sua felicidade nas atitudes do outro é autosabotagem.

Feito esse trabalho de colocar na balança, volte no agora, se houver outras mágoas, insatisfações e reclamações, volte a fazer o exercício. Siga pensando e sentindo “por favor, me perdoe, gratidão, eu te amo”

Limpe todos os ruídos, coloque os sentimentos ruins nas gavetas certas, dê encaminhamentos para os sentimentos ruins. Perdoe, tenha compaixão, tome decisões.

Se, colocando na balança, você escolher ainda manter-se próximo a pessoa, aceite seus defeitos, perdoe-a, seja feliz com essa decisão. Se você resolver se afastar da pessoa, tome essa decisão bem, tranquila, feliz, sem mágoas. Perdoe-a e deseje toda felicidade para ela, deseje que ela caminhe numa estrada de luz.

Lembre-se sempre de prestar atenção no que dói, pois assim fica mais fácil trabalhar, tirando a dor da sombra, jogando luz para, finalmente, viver íntegro.

Finalize com uma meditação da forma que costuma fazer e seja feliz :)

Recomendaso: 4 propostas para uma vida mais feliz e Meu filho me ensinou a perdoar 

A Vida me Chamou – Forfun

Estou me preparando para escrever mais textos, mas enquanto isso, vou fazendo mais posts da categoria Catarses. Hoje, mais uma vez, vou falar sobre uma música do Forfun.

Essa música, A Vida Me Chamou, é do último álbum deles (Nu) e me tocou muito profundamente. Ela é relativamente simples, com duas estrofes e um refrão, mas diz muito sobre minhas ideias sobre a vida.

Vamos lá:

A Vida Me Chamou – Forfun

A Vida me chamou, eu vim
Avisa que eu só vou no fim

(Na maioria das linhas espirituais que já vi, nós estamos nessa vida por alguma razão bem específica, para cumprir uma missão. Quando escuto isso, ‘a vida me chamou’, é exatamente isso que me passa pela cabeça. Por isso, por mais óbvio que pareça a frase “avisa que eu só vou no fim”, para mim é muito mais profundo, porque eu interpreto como uma pessoa bem decidida e batalhadora a que está falando isso, que não vai desistir no meio do caminho, que vai seguir até o fim de cabeça erguida. Além disso, não é apenas seguir vivo, mas viver de verdade. Abraçar os desafios, assumir a responsabilidade pelas próprias atitudes, não se fazer de vítima e tentar ser, como diz um cara que eu adoro, a melhor versão de si mesm@. Para isso, um trabalho de autoconhecimento é extremamente essencial.)

Vamo lá, ahora estamos acá
Solto que nem flecha de índio sem cocar
(Fiz uma pequena pesquisa e a primeira coisa que me veio é uma frase de Saulo Cunha, “Um índio sem cocar, ou até mesmo sem penas, é um índio em aprendizado”. O cocar simboliza os atos de coragem do índio e, por essa razão, a frase anterior fez mais sentido. No filme Dança com Lobos, o protagonista recebe uma pena depois de um ato heróico, por exemplo. Ou seja, essa frase sugere que o caminho está sendo construído, ainda, como aprendizes. )

Seguindo nessa trilha íngreme e sem retorno
(A trilha íngreme, para mim, significa que é difícil; cansa, mas não dá pra simplesmente parar de brincar, ainda mais levando em consideração que a pessoa em questão já disse que “só vou no fim”)

Tentando entender o que se passa no entorno
(Essa frase é autoexplicativa, mas que merece atenção no seguinte aspecto: entender o que acontece ao nosso redor não é simplesmente receber informações dos outros, professores, televisão [e outras mídias] e julgar que já sabe tudo. Não! Pra mim, isso significa que precisamos ir atrás da verdade, da nossa verdade, estudar, ler, procurar entender a raiz das coisas, dos conflitos, dos problemas sociais, políticos, econômicos, religiosos. Não apenas ficar na superfície, mas estar sempre imerso nos assuntos que a pessoa escolhe tentar compreender. Não podemos saber tudo sobre tudo, mas precisamos ir fundo no que queremos formar opinião. Além disso, todas essas informações despertam uma sabedoria interior que todos possuem, mas, por conta das distrações, esquecemos de prestar atenção. Como lidamos com situações exteriores, pra mim, é como lidamos com nós mesmos.)

Correndo atrás do ganha pão diário
Da certidão de nascimento ao obituário
(A luta diária, mesmo para quem não trabalha, é constante. Estamos sempre correndo atrás de nossa sobrevivência. Vejo a vida como um joguinho de vídeo game, que o mais importante é manter-se no jogo, sobrevivendo, e quando há estabilidade, podemos começar a evoluir para outros níveis. Por essa razão, consigo entender porque nem todas as pessoas pensam e age igual, porque cada uma tem uma interpretação do que é sobrevivência. Se alguém está muito apegado ao ego, sua identidade nessa encarnação, fica mais difícil de “passar de nivel”, porque a sobrevivência, para essa pessoa, pode significar outras coisas.)

Faz de qualquer parte da Terra seu santuário
(Um santuário é um lugar sagrado, e não precisamos, necessariamente, de um lugar estabelecido por outras pessoas para isso. Nosso próprio corpo é um lugar sagrado, nossa casa e a natureza. Sempre ouvi dos meus pais, quando eu queria mudar de cidade e morar no litoral que não adiantava fugir de um lugar confuso, se internamente a confusão permanece. Eles estavam certos. No meu caso, quando morei em cidades mais tranquilas, eu tinha muito mais oportunidade de me conectar comigo mesma, enquanto morando na cidade de São Paulo eu sentia muita dificuldade. Alguns anos depois, me sinto bem preparada para, se houver necessidade, morar novamente numa cidade grande. Prefiro não, mas já aprendi fazer de qualquer parte da Terra meu santuário. Uma frase linda de um livro do Osho, fala exatamente sobre isso: “o único espaço sagrado no seu verdadeiro sentido é a privacidade de uma pessoa, sua identidade, seu ser”. Se internamente encontramos esse lugar sagrado, podemos estar no meio de um caos que estaremos em paz.)

Mais de sete bilhões nadando no mesmo aquário
(Somos todos parte de uma coisa só, estamos no mesmo barco, somos um. Nossa separação é, pra mim, ilusão. Tanta sincronicidade, tantas conexões… Não consigo pensar que somos separados. Somos indivíduos, claro, mas “da mesma fábrica” que o universo. O ar, que num aquário seria a água, nos conecta. Temos a ilusão, na minha opinião, que o ar é nada, mas o ar não é nada, é tudo.)

Por favor, desculpa, obrigado, eu te amo
Essa é a premissa básica do ser humano vivo
Senso cooperativo
Que entende que o sentido tá todo no coletivo
(Eu amo essa parte! Me faz lembrar de um processo chamado Ho’oponopono. É uma técnica relativamente simples que consiste na repetição das palavras “Sinto muito, me perdoe. Eu te amo. Gratidão;” ou algo assim. Eu prefiro o Por favor, me perdoe. Sou grata! Eu te amo! Vi esse processo no livro O Poder do Coração e eu amei. Sempre que estou ansiosa, chateada ou com algum outro sentimento ruim recito mentalmente essas palavras, tanto referente a outras pessoas como referentes a mim mesma. Acredito muito que essa tinha que ser, sim, uma premissa de todos. Praticar isso mostra humildade, gratidão, amor incondicional, compaixão… esses conceitos muito espiritualizados estão em quase todas as doutrinas, religiões e filosofias, mas esquecemos de uma coisa básica: praticar o não julgamento, porque embora a gente tenha a convicção de que esses conceitos fariam todos mais felizes, cada um deve escolher como quer levar a vida. As vezes, algumas pessoas não estão preparadas para transcender nem um pouco, e isso não as faz pior de quem está disposto a trabalhar isso, a pessoa está apenas vivendo do modo que ela escolher. O papel de quem pratica essas coisas é compartilhar o que faz pra ser mais feliz e, talvez, servir de incentivo para que outras pessoas tentem praticar também, se tocar o coração de alguém. A cooperação está em quem não quer competir, porque sabe que cada um procura fazer o seu melhor, sempre, com o que tem de bagagem. O sentido do coletivo é, pra mim, a ideia de que todos somos um, de novo, e que precisamos nos doar, servir, colaborar e aprender com os outros.)

Por isso eu sempre tô com a minha rapeize
Fazendo um som, queimando um base
(As vibrações mais elevadas estão na alegria, na gratidão, na risada sincera, na diversão – a melhor forma de fazer isso é se reunir com quem vibra na mesma frequência que nós, nossos amigos e amantes! Nem entrarei no mérito do baseado, porque cada um deve procurar sua maneira de elevar sua frequência e, fazendo tudo com consciência, pela busca e não pela fuga, todos possuem o direito de ser livres para elevar sua frequência.)

Get up, stand up y arriba
Cause you know it’s all about the vibra
Cause you know it’s all about the vibra
Don’t you know it’s all about the vibra?
(Apenas conclui o que eu disse: tudo é vibração, a frequência que estamos vibrando. Acho que cada um deve procurar o que faz feliz e seguir o coração com a intenção de elevar a frequência. Ainda eles fazem uma pergunta, então, sempre parto dessa questão quando eu vou pensão nisso: “você sabia que tudo é sobre a vibração?”. Física quântica explica para os mais céticos,  espiritualidade explica para os menos!)

A Vida me chamou e eu vim
Avisa que eu só vou no fim
( \●/ )

E vim determinado, imaculado, imantado
Pra pagar e cometer pecado
(Eu amo essa parte. Determinação para viver os desafios que vierem, incluindo assumir responsabilidade por todas as escolhas; imaculado no sentido de que todos são puros, não existe o bom e mau absolutos e, quando uma pessoa faz as coisas com consciência e sabendo que tudo são escolhas, sem se fazer de vítima, as escolhas são pro bem. Imantado é muito usado em religiões como Umbanda para indicar algo ou alguém magnetizado com energias positivas, seguro, protegido por forças astrais. E como estamos na vida pra errar e aprender, interpreto exatamente a frase de O Viajante “quero servir, quero ensinar, eu vim pra aprender”)

Ardendo e salivando, vim correndo e sangrando
Eu estou nu
E como sou macaco, às vezes meto o pé na lama
Eu vomito, eu rasgo a carne
Me exorciso, eu vivo o drama
Eu estou nu

(Acho extremamente intensa essa parte e me identifiquei porque sempre fui bem intensa. Todos os dias, sinto que aprendo muito, me jogo, passo perrengue, me arrisco, vivo meus processos, racionalizo minhas emoções e, no fim do dia, aprendo muito. Estar “nu”, é se abrir, estar vulnerável, mostrar suas fraquezas também, não apenas as forças. É ser inteiro, mergulhar em si, no autoconhecimento.)

A Vida me chamou e eu vim
Avisa que eu só vou no fim
(\●/)

Essa música é muito foda, desperta muita coisa que já existe dentro de mim e me faz perceber que não sou louca, que existem pessoas que pensam assim como eu.

Como sempre digo, essa é a minha interpretação, adoraria ler mais pontos de vistas :)

Gratidão pela leitura,

Sejamos felizes 😀

Quadro que fica no meu altar,  pra lembrar das premissas básicas do ser humano vivo :)

Quadro que fica no meu altar, pra lembrar das premissas básicas do ser humano vivo, a vida me chamou :)

Minha busca pela paz num mundo cheio de injustiça

Há algum tempo me deparei no seguinte conflito: como posso estar em paz, num mundo cheio de injustiça? Parecia que carregava em minhas costas todo peso do mundo. Percebi que estar em busca pela paz não significa aceitar situações ruins ou fingir que elas não existem, significa manter um estado de tranquilidade enquanto faço o que estiver ao meu alcance para colaborar por um mundo melhor.

No meu caminho de autoconhecimento estou adquirindo algumas convicções, como as premissas: “prefiro estar em paz a estar certa” e “não posso mudar os outros, só posso mudar a mim mesma”. Ao mesmo tempo, como poderia não lutar pelo que acredito? Minha razão diz, então, que eu tenho que fazer algo em relação à realidade do mundo, mas minha intuição me leva para esses conceitos iniciais, e eu me via numa contradição.

Se eu paro de lutar e fico em paz, caminho em direção ao conformismo? Estaria me tornando resignada?

Com ajuda do meu livro preferido, o dicionário, alguns conflitos semânticos se tornaram mais claros. Em 2013, ganhei do meu irmão o “novíssimo Aulete”. De acordo com ele, alguns dos significados de resignação são: “submissão aliada à constância e paciência face aos infortúnios; paciência no sofrimento, coragem para suportar os rigores dos infortúnios, constância em uma situação sem que se reaja contra ela, ou sem que o paciente se lamente dela”. Já o resignado é quem “se submete voluntariamente a uma força superior, que se conforma com sua sorte”.

Coragem e paciência combinam comigo, mas submissão e conformismo – nem de longe! Então, como resolver essa contradição? O que me ajudou foi a definição da palavra resiliência: “propriedade de um material retornar à forma ou posição original depois de cessar a tensão incidente sobre o mesmo; capacidade de um ecossistema retornar à condição original de equilíbrio após suportar alterações ou perturbações ambientais; habilidade que uma pessoa desenvolve para resistir, lidar e reagir de modo positivo em situações adversas”.

Como pode ver, essa palavra expressa muito melhor a coragem e paciência de lidar com infortúnios, sem cair na cilada da submissão e conformismo. No entanto, tenho que fazer uma observação sobre a palavra resistência (aproveitando que estão todas essas definições na mesma página 1193 do meu Aulete).

Resistência tem 20 definições. Para mim, os conceitos mais importantes aqui são: “embaraço, dificuldade, oposição, recusa feita aos desígnios de outrem”, “força que anula os efeitos de uma ação destrutiva” e “dificuldade de trazer elementos recalcados de volta ao nível de consciência”.

Ou seja, resistência pode ser ruim quando temos dificuldade de lidar com situações que não nos agradam, ou a insistência de reagir de forma contrária, sem jogo de cintura, com uma teimosia do ego em estar certo. Ainda que seja quase unânime o fato de matar, estuprar e roubar ser errado, ainda há gente que faz tudo isso e não temos perspectivas que vá mudar tão cedo.

No entanto, se uma definição de resiliência é a capacidade de resistir e estou defendendo que resiliência é uma coisa boa, acredito que a resistência dos resilientes diz respeito à força que anula os efeitos de uma ação destrutiva, ou seja, a capacidade que uma pessoa tem de se manter em pé, na paz, mesmo com o ambiente externo atormentado. Habilidade de dançar conforme a música, ter jogo de cintura.

Durante meus processos, descobri que não sou resignada, não aceito opressão, desigualdade, injustiça e comodismo. Como eu podia aceitar a miséria que conheci de pertinho trabalhando como voluntária na ONG Teto? Como eu poderia viver em paz sabendo que é humanamente impossível mudar a realidade em apenas uma vida?

Nessa etapa da minha jornada, tudo que encontrei foi sofrimento, sem que meu coração enxergasse esperança. Sinto que assim está a maioria das pessoas. Ao ficarmos indignados com a realidade que se apresenta, a sensação de incapacidade pode tomar conta de nós, porque realmente não há muito que possamos fazer para mudar toda a realidade. Quantas vezes já pensamos que nossa única saída é se rebelar, xingar a presidente e o governador nas redes sociais, dizer que “bandido bom é bandido morto”? Quantas vezes não deu vontade de fazer justiça com as próprias mãos? Já me rebelei, tentei fazer barulho. Nunca mudou nada na minha realidade fazer apenas isso. Tive que ir atrás de um equilíbrio.

Eu sempre fui a favor da paz e do amor, mas minha indignação e raiva comandavam minhas reações, o que era extremamente prejudicial para minha saúde física e emocional. No entanto, baseando-me nas duas premissas do início, por mais guerreira que eu fosse pelas causas nobres, ainda não tinha paz. O partido político que escolhi apoiar não é nem de longe o preferido da maioria; a pobreza não é vista mesmo que a gente esfregue na cara das pessoas; ricos querem seguir sendo ricos e mais ricos; a indústria segue vendendo produtos que as pessoas literalmente se matam e matam para ter; a mídia continua propagando a cultura do medo. Não há consenso, não há paz no exterior.

Por isso, percebi que o estado de paz e felicidade não pode depender do ambiente que me cerca, da sociedade e do sistema. Isso clareou meus pensamentos, agora eu sei o verdadeiro significado da frase de Gandhi “seja a mudança que quer ver no mundo”. A melhor coisa que fiz foi praticar conceitos para o aquietamento do ego como o não julgamento, o desapego, o perdão, entender que cada pessoa possui um nível de consciência e que todos estão tentando fazendo o melhor com o que tem naquele momento.

Ainda que uma pessoa se dedique 100% a uma causa justa, que faça diferença local, ela nunca vai mudar o mundo todo. Nem Jesus histórico conseguiu, e ainda foi assassinado por propagar o amor. É preciso ter consciência e gratidão pelas vitórias, por menor que sejam. Devemos fazer tudo o que estiver em nosso alcance, dar o nosso melhor e nos sentir satisfeitos por isso. Não podemos mudar o mundo todo, mas podemos colaborar para que ele seja um mundo melhor.

Minha busca pela paz não exclui minha participação política e social

Não vale mais a pena, pra mim, me desgastar. Isso não exclui a possibilidade de eu me dedicar algumas boas horas de meu dia para me manifestar a favor de uma causa. Isso não exclui a minha participação política e social, sempre que eu julgar necessária. E, principalmente, isso não exclui usar minha indignação e raiva em prol de uma atitude positiva. Eu só não preciso prejudicar meu estado emocional ao fazer isso. Decidi, então, ser resiliente: “propriedade de um material retornar à forma ou posição original depois de cessar a tensão incidente sobre o mesmo”. Em momentos de crise política, econômica e social faço o meu melhor, o que está ao meu alcance.

Minha conclusão é que o mundo exterior não pode comandar nosso mundo interior. Sempre haverá injustiças, simplesmente porque as pessoas são diferentes, pensam diferentes e entendem diferente o que é certo e o que é errado. Minha paz interior não pode se prejudicar por causa do mundo exterior. Para mudar o mundo, percebi, precisei mudar o meu mundo. E está sendo divertido. Eu posso até estar errada, mas é essa mudança que quero ver no mundo, então estou sendo ssa mudança.

É um processo contínuo, não estou totalmente preparada para encarar todas as situações assim, mas fico feliz de estar no caminho de ter a “habilidade que uma pessoa desenvolve para resistir, lidar e reagir de modo positivo em situações adversas”.

Esse assunto é bem complexo, talvez eu não tenha conseguido expressar toda a idéia. Adoraria iniciar um diálogo sobre isso com alguém, para que eu possa me aprofundar nesse assunto e, consequentemente, evoluir.

Sejamos felizes :)

Cósmica – Forfun

Fiquei muito feliz que o post das 6 músicas filosóficas teve uma repercussão linda no grupo Forfunáticos do Facebook. Um dos comentários foi pedindo pra analisar a música Cósmica, e outra pessoa comentou que não ia ler porque não tinha Cósmica. Então, aqui vai. Essa é uma das minhas músicas preferidas também. Amo muito, mesmo.

Essa é uma música MUITO filosófica, que daria pra falar muito mais coisa. Cada palavra escolhida está cheia de significados e dá pra conversar por horas sobre cada uma delas. Faço meu melhor abaixo, mas se eu esquecer de algo, não hesite em complementar.

Cósmica – Forfun

Cósmica
Eletromagnética

(Cósmica faz referência a tudo que tem a ver com o universo, da natureza. Eletromagnética faz referência a tudo que faz interação com campos eletros e magnéticos. As primeiras duas palavras dessa música já indicam que os caras estão falando sobre energias mais sutis, menos perceptivas a olho nu. Por estar no feminino, tenho a impressão de que eles estão falando de uma força feminina, como a Mãe Terra, ou alguma Deusa. Ou a própria Cósmica. No entanto, fica bem aberto para interpretações.)

Distribui sorrisos
Canaliza positivos ventos
Por onde passa

(Ah, essa parte é tão eu! Não que eu seja assim o tempo todo, mas é a frequência que tenho a intenção de manter. Distribuir sorrisos verdadeiros, ainda que a situação da vida não seja a melhor. Canalizar ventos positivos por onde passa é, na minha interpretação, vibrar nessa energia que a música bem explica e contagiar as pessoas ao redor com essa energia.)

Quântica, calma e dialética

(Quântica faz referência, na minha interpretação, ao campo de infinitas possibilidades, às energias sutis e às realidades paralelas que podem ser manifestadas de acordo com nossa vibração. A palavra dialética tem diversos significados, e ela é bem usada para indicar um discurso bom, de convencimento. Nesse caso, no entanto, achei mais a definição inicial da Wikipédia mesmo, que “é um método de diálogo cujo foco é a contraposição e contradição de ideias que levam a outras ideias e que tem sido um tema central na filosofia ocidental e oriental desde os tempos antigos. A tradução literal de dialética significa ‘caminho entre as ideias'”)

Ela olhou ele nos olhos
E virando o rosto ao vento que soprava

(Essa parte eu sempre imagino uma cena de um filme romântico alternativo, cheio de luz e amor.)

Em silêncio disse o que lhes era essencial

(Um olhar, um toque, uma vida de companheirismo valem muito mais que mil palavras. Em silêncio pode-se dizer muito mais do que se ficar falando o tempo todo.)

Beijando-o com a força de um amor atemporal

(Quando conhecemos o amor verdadeiro, incondicional, ele não tem data de validade. Algumas vezes encontramos pessoas que nos dão a impressão de que conhecemos há tempos. Esse é o amor atemporal, que vai com as almas)

Tântrica, natural e mágica
O sutil e o corpóreo

(Tântrica faz referência à prática hindu, que eu resumo como uma conexão intensa do corpo, mente e do espírito. É um tipo de meditação. Natural e mágica, como a vida é. O sutil, que são as coisas que não podemos perceber se não pararmos para notar, o metafísico; o corpóreo é o oposto, o físico, o que podemos ver.)

No eterno e transitório
Instante que se passava

(O AGORA é tudo que temos. Ele é eterno, porque só existe o AGORA, ontem foi agora, amanhã será agora também. É transitório porque a natureza é dinâmica e tudo que sabemos é que tudo passará.)

Em meio ao caos sublime da explosão sensorial
Surgiu a consciência de um amor impessoal

(Essa parte eu sempre imagino um orgasmo, que seria essa explosão sensorial, mas também pode ser qualquer momento em que vivemos intensamente de forma a ter êxtases. Esses momentos transcendentais, se bem aproveitados, nos ajuda a expandir a consciência e, dependendo do nível de consciência, quando o ego já está bastante dissolvido, conseguimos entender o que é esse amor impessoal: o amor por toda a criação, todo Universo. Não é amar uma pessoa específica, mas amar tudo e a todos. Não é amar por um momento, por uma condição, por um motivo. É amar intensamente, verdadeiramente. Quem conhece o amor verdadeiro, sabe que não se escolhe amar alguém, se ama e ponto. Todos os seres são dignos de amor para quem ama de verdade.)

Celebrando a vida e a infinita dança universal
Ela envolve a todos a envolvem
Encontrando a vida ao deixar fluir o curso natural

(Essa parte eu sempre imagino uma verdadeira festa cósmica, onde os espíritos humanoides e não humanoides se encontram no nascer e no morrer, na transição de todas as fases de toda criação. Imagino o universo cheio de energia da vida. Além disso, deixar fluir o curso natural é muito Taoista, filosofia milenar chinesa que me encantei ao ler o livro do Osho – Tao, super recomendado).

Acho que essa música é uma estória, não quer passar uma mensagem específica. Eles cantam sobre essa energia, sobre o universo, sobre a alegria de viver e a natureza. Para expansão da consciência, sugiro que busque entender essas palavras e expressões da música, porque se aprofundar nesses conceitos me ajudou muito no que vivo hoje.

E é isso o que eu penso sobre a música Cósmica.

Espero que a Júlia, a Mari e o Wallyson e tenham gostado, e não hesitem em abrir um diálogo sobre isso, porque é tudo tão complexo, tão lindo e tão profundo que só uma pessoa falando é muito pouco!

Gratidão! Sejamos felizes!

Atualização 12/11:

Hoje perguntaram no grupo Forfunáticos sobre a interpretação da música. Li umas respostas muito legais:

1) Sobre essa música ser sobre sexo: Pode ser uma interpretação. No caso da minha análise, eu prefiro pensar em cada parte de forma separada, para tirar o maior número de ensinamentos possível. Eu mesma falei de sexo na minha interpretação, mas sinceramente não consigo me limitar ao contato físico. Acredito que a interpretação vai muito da bagagem cultural de cada um. No meu caso, como respondi para a pessoa que comentou abaixo, “minha interpretação realmente transcende o sexo, indo para uma prática tântrica mais holística, que inclui o sexo, mas não se limita a ele”. E talvez fique mais claro sobre a forma que eu interpreto, que eu peguei desse site:

“O Tantra é um caminho que começa e termina com você, lhe dando “ferramentas” para que você atinja um novo estado de consciência. Um sentimento libertador de estar apaixonado por si mesmo, e à abertura ao amor incondicional pelos outros porque você vai entender e sentir o que é realmente a força da vida. O tantra nos liberta das ilusões, permitindo com que você saiba quem realmente é, saindo da dualidade em direção a Unidade! (…) E o sexo tântrico, onde entra nestes estudos e práticas? Eles começam da mesma maneira, pois sexo tântrico não está separado do Tantra, ele é Tantra. O que vai acontecer se você se prender somente às técnicas sexuais? Provavelmente você irá dominar muitas habilidades sexuais, e só.”

No entanto, uma moça comentou lá no grupo:

“Tem uma página que explica exatamente de acordo com as teorias hinduístas, onde todos os termos utilizados são os mesmos da música. Falam que é a dança universal, que deve ser mágica por ser um processo natural, que tem q ter olho no olho, e a explosão sensorial é quando atinge os finalmentes, e nesse momento o amor dos Deuses deve se espalhar entre as duas pessoas… “. Nathalia Felix.

Achei perfeito. Se eu encontrar algo dessas referências eu posto aqui. Por outro lado, ainda me mantenho na interpretação mais holística, que vai além do sexo, passando por ele, claro :)

2) Esse comentário eu adorei e me parece bem oportuno:

“Quando ouço a música rapidamente lembro-me da música “Cósmica” de Baby Consuelo, que fez parte do grupo Novos Baianos. Observo um forte elo existente no conteúdo delas, demonstrando foco no amor. Recentemente, fiz uma rápida leitura da obra “O Banquete” de Platão, que basicamente é uma série de discursos sobre a natureza e as qualidades do amor, encontrando também um forte vínculo entre as duas músicas e o livro. Principalmente, no discurso de um dos personagens da obra, o Médico Erixímaco que ratifica e retifica (acredito que seria o “Mutatis Mutandis”, fazendo um link com Tropicália Digital), concomitantemente, um discurso feito por Pausânias, sendo que este explicou a questão da duplicidade do amor, Urânia (Celestial) e a Pandêmia (pan = todos e demos = povos), e aquele tratou de expandi-lo ao cosmo, trazendo esta questão da universalização do amor, ou seja, o amor está em todas as coisas. A questão da filosofia comportamental tântrica também é bastante interessante, pois nos remete ao “Habeas Corpus” da prisão carnal, parodiando uma passagem de “Stoked”.” de Gabriel Mattos

 

Letra:

http://www.vagalume.com.br/baby-do-brasil/cosmica.html

 

3) Outro comentário: “No círculo mágico tudo fluiu naturalmente!! Corpo, alma, fogo e mente tudo em plena combustão. Surge a união do amor pelo amor, abdicando da matéria. Um amor que ultrapassa o tempo, e se converte em um sentimento atemporal, que une todas as coisas em um só ciclo. -Cósmica!” Deise F. Cerqueira <3

Meditação pós sessão: o que fazer após abrir os olhos

Em abril desse ano fui ao Retiro de Meditação em Nobre Silêncio no Templo Zulai. Foram 3 dias de várias sessões de meditação e palestras com as mestras monjas budistas.

A maioria das sessões eram feitas na sala de meditação, onde sentávamos em silêncio e ficávamos cerca de 20 minutos meditando. Uma sessão que gostava muito era meditação caminhando em volta da sala. Outras sessões eram feitas ao ar livre, parados ou em movimento lentos. Os trabalhos monásticos também estavam nas atividades e eram “tarefas domésticas” em grupo. Quase dispensável dizer que tudo feito em total silêncio.

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Talvez você não tenha compaixão, e sim resistência

Uma reflexão sobre o feminismo no paradigma do amor e o direito que as mulheres têm de expressarem seus medos e revoltas como sua consciência mandar.

“A tudo que resiste, persiste”

(esse texto fala sobre resistência no âmbito pessoal, não da luta do movimento)

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4 propostas para uma vida mais feliz

Estive refletindo sobre algumas propostas que eu me fiz nos últimos anos e que têm me ajudado na minha caminhada. Resolvi compartilhar quatro delas, para o caso fazer sentido para outras pessoas também:

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Tragédia dos Comuns: uma teoria

Hoje vou no último show na minha cidade de uma banda que eu adoro, a Scracho, porque eles também vão romper com a formação atual da banda :( Por isso, resolvi fazer um Catarse que há semanas está na fila.

A música se chama Tragédia dos Comuns e é uma canção bem simples de ser compreendida sem a necessidade de entender a teoria que está por trás, a tal Teoria da Tragédia dos bens Comuns.

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6 fatos que me ajudaram a desenvolver minha espiritualidade

Costumo dizer que a espiritualidade mudou minha vida. Sempre senti um vazio enorme no meu coração que não sabia explicar. Aos 18 anos, rompi definitivamente com a Igreja Católica, pois percebi que não me identificava com os dogmas e, principalmente, não concordava com a forma que igreja (pelo menos a que eu frequentava) propagava a palavra de Deus por meio do medo, e não do Amor.

Desde que me lembro, sempre tive tristezas repentinas – “crises de depressão” – por causa daquele vazio interior. Minha mãe, muito espiritualizada, sempre me pediu que eu procurasse Deus, independentemente da religião. Após algum tempo da ruptura e resistência, dei ouvidos a seus conselhos e me libertei dos preconceitos para iniciar minha busca pela espiritualidade, entendendo – finalmente – que isso não depende de religião e igreja.

A seguir, listo algumas atitudes que, no meu caso, definiram o início dessa jornada que não teve e não terá volta:

1. Desliguei a televisão e passei a vivenciar experiências fora da minha zona de conforto

A mídia funciona, em modo geral, assim: o conteúdo difunde medo e os comerciais vendem soluções para nossa infelicidade. Percebi que a realidade não está na televisão e sim nas nossas experiências de vida. Comecei a fazer trabalho voluntário e atuar profissionalmente em ONGs que lidam com problemas sociais e ambientais. Essa, pra mim, é a realidade que precisamos saber: a que podemos, com nosso trabalho, efetivar mudanças. Nenhuma grande reportagem, por melhor que seja, substitui a vivência.

Como a mídia tradicional já migrou para os meios digitais, precisamos escolher as fontes e procurar jornalismo independente e confiável. Não precisamos ignorar a realidade que não está ao nosso alcance, pois tudo serve para que possamos expandir nossa consciência, mas é necessário filtrar a fonte de conteúdo!

2. Comecei a focar em autoconhecimento

Após me “libertar” dos meios de comunicação tradicionais e viver a minha realidade fora da minha zona de conforto, passei a procurar mais em conteúdo sobre autoconhecimento que é, pra mim, a chave da felicidade e da paz interior.  Só podemos ser interior se nos conhecemos bem. Muito desconforto acontece porque não estamos seguindo nosso coração e sim outras regras – talvez sociais, familiares ou religiosas.

Meus assuntos preferidos são relacionados a temas que possuo curiosidade como formas de aceitar a realidade (cruel) que vivencio, como posso melhorar meus relacionamentos ou qualquer conteúdo que me faça me sentir bem, incluindo entretenimento.  Com esse conhecimento adquirido, eu liberto a sabedoria dentro de mim (que todos possuem) para que eu possa cumprir meu propósito mais elevado, em sintonia com o bem maior.

3. Comecei a praticar, conscientemente, a gratidão

Sempre me senti muito grata e, desde pequena, lembro de expressá-la a meus pais, meus amigos e terapeutas. Quando eu comecei a me dar conta do quão privilegiada eu sou, passei a ser conscientemente grata, todos os dias, pelo que sou, tenho e pelo meu potencial e praticamente deixei de reclamar!

Ser grato não significa felicidade constante, sem nenhuma alteração de humor ou eliminar os “altos e baixos” de nossas vidas – a gratidão é um ponto de vista. Por exemplo, ao invés de se apegar na dor do fim de um relacionamento, lembrar com gratidão dos momentos felizes que passaram juntos pode ajudar no processo de afastamento. Nenhum sentimento ruim deve ser ignorado. O sofrimento existe por uma razão e, por isso, deve ser abraçado por nós, mas não podemos nos apegar a ele. Toda situação tem um lado bom e até as mais dramáticas servem para nosso amadurecimento, evolução espiritual e expansão da consciência.

4. Assumi a responsabilidade por minhas escolhas e deixei o papel de vítima

Estamos acostumados a encontrar culpados pelos nossos erros e, principalmente, pelos erros dos outros. O conceito de culpa é péssimo, por isso prefiro usar “responsabilidade”. Tentamos sempre fugir da responsabilidade. No entanto, nossos sentimentos, relacionamentos e situações de vida dependem exclusivamente de nossas escolhas. Se não estamos felizes no trabalho, precisamos agir para mudar; se estamos em um relacionado que não é bacana, precisamos tomar a decisão de sair dele; se somos viciados em alguma substância, precisamos assumir o problema e procurar ajuda.

A melhor forma de exercitar o autoconhecimento é notando, em nosso dia a dia, o que nos faz infeliz, procurar uma alternativa e fazer escolhas com consciência, assumindo todas as responsabilidades delas. Errar é humano, mas assumir as consequências de nossas escolhas faz parte do nosso espírito e é ótimo para nossa evolução. E mais: só acerta quem tenta, quem procura alternativas e quem erra muitas vezes.

5. Comecei a praticar o não-julgamento: com os outros e comigo mesma

Passei a praticar consciente e constantemente o não-julgamento depois que assumi as responsabilidades de minhas escolhas. Passei a ter verdadeira compaixão pelas pessoas, pelos seus processos e suas dificuldades. Hoje, caso eu esteja em uma situação desconfortável, passo por um processo de autoanálise para verificar se eu posso mudar algo em mim para aceitar ou se eu preciso fazer escolhas para me afastar de tal situação. Além de compaixão, é necessário desenvolver o desapego, já que muitas vezes não mudamos por apego a escolhas feitas anteriormente.

No entanto, o melhor ensinamento que o não-julgamento me trouxe foi aceitar a mim mesma. Quando eu passei a aceitar que erro e que estou em um caminho de evolução, passei a respeitar muito mais meu tempo e me divertir no processo. Foco sempre em superar meus defeitos, mas sou muito mais feliz sem a pressão de ser perfeita. Concluí que não posso mudar as outras pessoas para que elas sejam pessoas melhores (pra mim), mas posso mudar a mim mesma com grande facilidade.

6. Passei a usar a opinião dos outros a favor da minha missão de vida

Quando estamos no caminho do autoconhecimento, as opiniões das outras pessoas passam a contar muito menos em nossas vidas. Precisamos, no entanto, respeitar as regras estabelecidas e manter um grau de “normalidade social” para que possamos cumprir nosso papel. Mesmo que lutemos contra alguma regra injustiça, precisamos cuidar de nossas falas para que não sejamos mal interpretados e para seguir com nossos planos.

Por isso, passei a usar a opinião dos outros para medir minha eficiência como pessoa social de acordo com a missão que estabeleci para minha vida, meu propósito maior. Uso a opinião alheia como um termômetro de eficiência: se estou muito polêmica, se machuco alguém com minha fala, se meu trabalho não está tendo um feedback positivo talvez eu esteja errando em meus métodos. Procuro não dar margem para que os outros me critiquem, mas quando ocorre, procuro usar as críticas como forma de aprimoramento e exercício de convívio social – praticando o não-julgamento, o amor incondicional, desapego, compaixão e buscando a felicidade baseada no bem maior.

Referências de conteúdo

Caso você não conheça, a seguir indico três canais de pessoas que me ajudam nesse meu processo (e talvez nem saibam o quanto são importantes!): Flavia MelissaGisela VallinTeal Swan (em inglês). Além deles, a banda Forfun também me emponderou. Por isso, postei ontem 6 músicas filosóficas que talvez você não conheça que podem te ajudar na expansão da consciência.

Deixe sua opinião sobre esse artigo, toda troca vem pra somar! Caso tenha surgido alguma dúvida ou tenha alguma sugestão, comente aqui ou nas redes sociais para que eu possa me inspirar e trazer mais tópicos interessantes sobre esse assunto! Gratidão pela atenção!

6 músicas filosóficas que talvez você não conheça

Mais uma vez, aqui na categoria nova “Catarses” vou falar da minha banda preferida, a Forfun. De acordo com a própria , eles vão romper com a formação atual e, por isso, não teremos coisas novas com essa conjuntura – infelizmente, pra mim, já que gosto bastante de como eles fazem música e expressam seus pensamentos e sentimentos.

Há cerca de 7 anos acompanho o trabalho desses quatro rapazes do Rio de Janeiro. Já fui em pelo menos 15 shows (talvez mais, mas sério, perdi a conta!) em pelo menos 5 cidades (S. Paulo, Santos, Rio, Jundiaí e SBC).

Durante esse tempo todo escuto o mesmo preconceito de muita gente: “Forfun é emo!”, “Forfun é música de mimimi”, “Forfun é História de Verão”.

Não que eu realmente *me importe* com essas críticas, pois sei as razões pelas quais gosto da banda. A única coisa que eu sinto muito mesmo (por essas pessoas) é o fato de elas não conhecerem algumas músicas incríveis que poderiam ajudar na expansão da consciência.

Por isso, tive a ideia de compartilhar 6 (das dezenas) músicas deles que me fizeram e ainda fazem refletir, mas que muita gente ignora porque fica presa a opiniões inflexíveis sobre tudo.

Sempre recomendo, primeiro, conhecer alguma coisa com certa profundidade para, depois, emitir uma opinião. A música #6 tem uma história curiosa que resume a vergonha alheia do preconceito.

A seguir, você confere minhas impressões sobre as músicas Morada, Gruvi Quântico, Cigarras, O Viajante, Eremita Moderno e Siga o Som. Para quem sentir em seu coração a vontade de escutar e se aprofundar, deixei o vídeo junto e um link da letra (que pode conter erros por ser adicionado por usuário). Se, ainda, quiser filosofar sobre elas comigo, estarei por aqui ou pelo Facebook!

Escolhi 6 com bastante dificuldade, apenas para ilustrar. Por acaso, escolhi todas do Polisenso, o meu álbum preferido. No entanto, todos os álbuns são filosóficos.

Vamos em frente:

1. Morada

 

Oficialmente, essa música é do Alegria Compartilhada, mas a primeira dela foi lançada em 2010, entre o lançamento do Polisenso e Alegria Compartilhada. Em meu histórico de músicas, ela está nos dois álbuns + ao vivo.

Se você já ouviu, já sabe que é filosófica. Ela é, praticamente, uma oração. No show, as pessoas costumam se sentar quando escutam as primeiras notas. É lindo! A música é deliciosa e a letra fala de alguns preceitos básicos para que possamos viver em paz, equilíbrio e felicidade. Podem ser consideradas “dicas” ou, se a pessoa já vive isso, uma expressão de um estilo de vida fantástico. As palavras-chave da música são: sentimentos bons, boas intenções, meditação (silêncio), tolerância, não-julgamento, amor, luz, não-possuir e a arte viver o Agora… Além disso, trás o conceito de fazer “parte do Todo” presente também em outras canções. Só ouvindo (ou vendo a letra) pra entender a profundidade:

2. Gruvi Quântico

Essa música incrível foi uma das que me fez prestar atenção na banda. O nome dela já te faz refletir, já que a física quântica é uma disciplina bastante curiosa e polêmica. O “Gruvi” da música é uma delícia, dá vontade de dançar. A letra fala sobre a vida e o dia a dia de quem é perceptiv@. A filosofia está aqui: perceber a vida como algo mais do que ela realmente é, mais do que o dia a dia que te engole, te deprime. A vida é LINDA! “Um mergulho no céu estrelado, banho frio mantém relaxado, olha só o relevo, que montanha linda (…) quando se manifesta a beleza dessa vida”. Entre as palavras de contemplação da vida, uma crítica à sociedade consumista e competitiva:  “embriagados no egoísmo que lhe mata a visão (…) ignorada o fato da existência de outros planos e nos afasta de avanços espirituais”. E, então, em seu refrão, a música transmuta toda carga negativa da crítica e joga pra luz, literalmente: “Luz, preencha todo o meu Ser; me mostra o que podemos ver além do que é material”. Esses trechos são apenas da primeira parte! Vale a pena conhecer, ouvir várias vezes e refletir. Veja o vídeo e leia a letra!

Ah! Uma vez me perguntaram se essa música era de Igreja! Bom… de “Igreja”, que eu saiba, ela não é não, mas espiritualizada, sim, muito, com orgulho!

 

3. Cigarras

Essa é, sem dúvidas, uma das minhas músicas preferidas e merece um Catarse SÓ DELA! Cigarras trata da expansão da consciência, percepção, unicidade (somos todos um) e de Deus. Um Deus totalmente diferente do que o senso comum criou: aquele homem velho que fica nos olhando e julgando o tempo todo, vendo se merecemos ou não ser feliz para, em seguida, nos mandar recompensas ou castigo. A música, na real, fala de Deus como sinônimo de Amor, como todo o Universo, a Criação. No meio da música eles colocaram a fala de Gandhi sobre Deus. Deus é amor, Deus está nas pequenas coisas da vida, na união, no canto da cigarra. “Nem dinheiro nem prazeres vão trazer o que você tá procurando…” Leia a letra, escute a música e tire suas próprias conclusões:

 

4. O Viajante

Essa é a história de um homem (poderia ser de uma mulher, porém quem canta é um cara, então o personagem acaba sendo um rapaz mesmo!) que viaja pelo mundo fazendo descobertas incríveis relacionadas ao autoconhecimento. A viagem, ao meu ver, pode nem ser para o mundo exterior, e sim para seu o mundo interior.

Como uma grande buscadora, acredito, sim, que a viagem física, principalmente se a pessoa está sozinha, oferece muita oportunidade de autoconhecimento (se ela se propõe a isso), mas não pode, de jeito nenhum, ser impedir que cada um encontrar seu caminho.

A lição é: VIAJE NO AUTOCONHECIMENTO! Para isso, recomendo leituras sobre o tema e meditação para viajar internamente. E eu, particularmente, não recomendo uso indiscriminado de drogas com esse objetivo (embora Forfun seja bem legalize).

“Serei sincero com o meu verdadeiro Ser… Quero servir, quero ensinar eu vim pra aprender”. Simples, mas profundo. Confira você mesm@ o resto da letra e veja o vídeo.

5. Eremita Moderno

A primeira música que eu me lembro de ter escutado a música, ficado curiosa e pensado “que po**a eles estão cantando?“.

Essa música faz uma crítica sobre nossos hábitos, culturas e questões sociais. Essa, mesmo sendo uma das minhas músicas preferidas, não tenho tanto pra escrever, porque eu teria que filosofar sobre cada frase, já que é uma reflexão bem completa.

No entanto, o refrão traz uma frase que sempre refleti muito e cheguei a algumas conclusões. A frase é:

“Ao reino da alegria eu me entrego, porque aqui jaz o cadáver do meu ego”.

Tenho lido muito o conceito sobre ego na espiritualidade (que é um pouco diferente do conceito de ego na psicologia), e essa frase me ajudou com a reflexão. Em algum momento pensei: “por que eu tenho que matar meu ego? Ele deve ser útil.” Sim! O ego é útil, caso contrário o Ser Humano não teria sobrevivido há tanto tempo na Terra. O importante, acredito, é usar o ego a nosso favor e não como se fôssemos escravo dele.

O objetivo, provavelmente, da nossa existência, é transcender o ego e só conseguiremos isso expandindo nossa consciência, sendo mais perceptivos e agindo com mais conexão com o Todo. Respeitando, oferecendo amor incondicional, superando nossos desafios com leveza e, claro, procurando cumprir nossa missão direitinho, seguindo nosso coração/intuição. Por isso, gosto dessa frase misturada outra frase, da música “Muitos Amigos“, também deles.

“Ao reino da alegria eu me entrego, porque menos ego-pensante, mais cosmo-consciente”

Com essa adaptação, fica fácil explicar: quando passamos a ser menos “ego-pensante” (identificação ao ego = apego = frustração porque não somos eternos) e passamos a ter consciência do Todo (embora seja um mistério, podemos crer no que a gente quiser), passamos a ser mais felizes, porque entendemos que deve ter algo mais além de uma vida medíocre e passamos a co-criar nossa realidade.

Leia a letra e me conte o que achou das reflexões que a música faz!

6. Siga o Som

Essa múscia está aqui por uma razão muito especial. Uma vez, após o lançamento do Polisenso, ouvi: “eu não gostei das novas músicas do Forfun, eles estão muito ‘mimimi’. Aquela música Siga o Som da Minha Voz está horrível!”, criticou meu amigo. “Não, pera, camarada”, eu disse, não é “siga o som da MINHA voz, e sim da SUA voz”, da sua própria voz – autoconhecimento, seguir seu coração para onde ele te levar, onde você será realmente feliz. Isso muda TUDO!

Essa música fala de atitudes que podemos ter para sermos pessoas melhores, transformando a luz em escuridão e, de novo, o conceito de Todos Somos Um. “Embora o seu conceito não mude, espero que você não me julgue porque eu jamais vou te julgar”

Siga o Som merece ser ouvida com ATENÇÃO e podemos refletir muito sobre ela. Esse é o problema da maioria das letras do Forfun. Se você não presta atenção no que eles estão falando, acaba não gostando, porque, simplesmente, ignora a profundidade dos argumentos. Tudo bem se você não gosta, claro, mas preconceito é #VergonhaAlheia. Pra garantir, escute a música enquanto lê a letra.

https://www.youtube.com/watch?v=n2rvLDB5fPo

O primeiro post da categoria Catarse foi a música Infinitas Possibilidades, do mesmo Polisenso. Também entraria na lista, mas já tinha escrito sobre ela.

Extra. Livro Vidas Veredas

Além de toda essas músicas lindas, Vitor, o “poeta” da banda, escreveu um livro de poesias (Vidas Veredas) lindíssimo, super recomendado. Uma dádiva! Veja aqui.

É isso!

Espero que tenha gostado das minhas indicações. Se você gostou e quiser filosofar, entre em contato comigo! Se você não gostou do post, tudo bem, aceito críticas construtivas sobre meu trabalho e minhas ideias. Se você não gosta do Forfun, tudo bem também, cada um tem uma maneira de enxergar a vida e tenho certeza que a sua maneira também é riquíssima!

Gratidão pela atenção!

Infinitas Possibilidades (Forfun)

Bem vind@ a uma categoria nova, a “Catarses”.

Na Wikipédia, encontra-se uma definição suficiente: “Segundo Aristóteles, a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional provocada por um drama”.

Portanto, nesse espaço, vou tentar (porque cada Ser é único e suas experiências também) mostrar aqui porque eu me sinto purificada com algumas obras artísticas.

A maioria das vezes em que eu falar de música, provavelmente, não vou falar sobre a melodia/ritmo/instrumentos, e sim sobre a letra, pois não tenho palavras pra dizer o que sinto quando escuto elas.  E, lógico, isso será apenas MINHA interpretação, pode ser que você entenda de forma totalmente diferente.

Se você já gosta da música, pode colaborar com esse post sobre ela, comentando suas percepções sobre o som e a letra.

A primeira é a música Infinitas Possibilidades, da banda Forfun (minha preferida) , do álbum Polisenso, de 2008.

Se ainda não conhece, você pode escutá-la aqui:

Em 2009 escrevi algo sobre o Forfun. Como é um texto velho, vale apenas para ilustração. Abra a aba aqui e leia depois que acabar de ver esse post.

Infinitas Possibilidades – Forfun

A batida já te joga no chão, te dá uns choques em uma explosão de sons incríveis… Você sente isso também? Vamos à letra:

Duas libélulas passaram voando e anunciando a melodia celeste
(Melodia celeste = músicas vindas do céu. Conexão total com a espiritualidade. Entendo que aqui o artista quis mencionar mensagens vindas do além e nos ostrar que somos mais do que nossos corpos físicos)

Trazendo novos conceitos a nós, os humanoides, na jornada terrestre
(Entendo essas “melodias celestes” como se fossem mensagens de nossos guias espirituais para que nós possamos aproveitar da melhor forma essa vida, e assim cumprir o objetivo de estarmos aqui, provavelmente para crescer, aprender, alcançarmos a iluminação e passarmos para outro plano, ainda mais próximo de Deus)

Plantou uma muda que brotou, virou bromélia e enfeitou todo jardim com a sua cor. 

Um beija-flor veio e beijou, agente polinizador: viveu, morreu e se espalhou
(Essas duas linhas são lindas, sempre me arrepio ao escutar. Minha mente me leva a um lugar lindo, na natureza, em que os ciclos de vida vêm e vão, sem que os pássaros ou as plantas se apegassem com seu corpo, mas como se eles soubessem que estão ali por uma razão, para cumprir um papel especial para a beleza e plenitude o Planeta Terra. E o melhor desse desapego é que eles aproveitam muito mais do que se estivessem preocupados com outras coisas se não vivendo no Agora. Quando morrerem, vão se espalhar e voltar a fazer parte do Todo. Isso é muito profundo, poucas pessoas conseguem ter esse desapego e eu, particularmente, não conheço e muito menos sou essa pessoa. É claro que agora que eu estou mais espiritualizada tenho menos medo de morrer, mas tenho medo do desconhecido – tenho pavor da morte! Esse apego é o nosso ego, tentando sobreviver, faz de tudo para que nossa vida seja preservada. O problema também é viver com medo e esquecer-se de aproveitar e contemplar o Agora. Ekhart Tolle fala sobre isso no livro O Poder do Agora, quando diz sobre o resto da natureza não se importar com o passado e o futuro. Animais e plantas vivem o eterno Agora e nós, Humanos, vivemos sempre no passado e no futuro, deprimidos e ansiosos.)

Infinitas possibilidades
Um olho atento vai notar tantos detalhes pra se olhar
(Quando eu comecei a entender mais de física quântica, esse lance de infinitas possibilidades ficou muito mais claro pra mim. De qualquer maneira, antes disso eu já ficava pensando que há muito mais possibilidades do que a gente pensa, as coisas podem ter mais detalhes e ser mais profundos do que parecem. Na mesma época que conheci essa música estava lendo algumas coisas mais filosóficas, e foi quando eu realmente passei a procurar alternativas pra vida – nos detalhes, no que é mais sutil. Foi quando eu comecei a reparar, de forma consciente, nos detalhes, no que está além do visível, no que está além do sensível)

Micromoléculas passaram, vibrando formam tudo o que os olhos podem ver
E tanto os monges tibetanos quanto os físicos quânticos concordam, pode crer
(Foi então que, finalmente, a física fez algum sentido pra mim. Nem sei se é isso, mas fico imaginando: partículas bem pequenas se agrupam em uma conjuntura específica que, ao vibrar, formam tudo que os olhos podem ver – toda essa complexidade que somos, seres orgânicos, somos formado disso, desse padrão: partículas que vibram e formam o que conseguimos ver. Claro que se eu estudasse física mais profundamente eu saberia explicar de forma técnica, mas não acho que é essa a questão. Além disso, como é que eu posso ir contra físicos quânticos e monges tibetanos? Foi uma ótima forma de começar a enxergar o mundo.)

Viu um riacho e mergulhou, rodou a linha do Equador, correu o mundo e se encantou
(Eu me imagino na cena vendo um riacho, mergulhando, viajando o mundo inteiro e ficando embasbacada com a natureza. Isso porque eu já faço isso com a vida, com todas as plantas e animais que eu vejo, com toda a beleza e amor que eu presencio. Fico embasbacada só de me perceber, só de estar consciente.)

Olhou pra dentro ao respirar,
(A primeira coisa que pensei foi: Meditação! Antes, nunca tinha parado pra reparar nessa frase, mas, hoje, só consigo interpretar sendo isso. Um dos mais básicos exercícios de meditação é prestar atenção a respiração e esvaziar a mente. Prestar atenção na respiração é uma forma de aquietar a mente dando uma função bem específica pra ela fazer, que é reparar na respiração. Aos poucos, você consegue não apenas meditar de olhos fechados, mas o praticante de meditação vai sendo alguém mais tranquilo, mais amoroso e aderindo a esse estilo de vida que é prestar atenção na respiração, no que está fazendo no momento, prestar atenção no agora, viver o presente instante, contemplando e respirando devagar, com pensamentos lindos e positivos. Olhar pra dentro é se conectar com uma força superior, seja ela qual for a que a pessoa acredita!)

esqueceu de si pra se encontrar
(Nesse caminho da espiritualidade, descobrimos que existe um serzinho com personalidade – o Ego; e existe um Ser Superior, um Eu Maior, que está apenas encarnado em um avatar, um player do videogame que está numa missão bem específica. O Ego, como chamamos esse serzinho, é muito útil, mas às vezes se esquece que tem uma missão a cumprir, e se envolve com sentimentos negativos. Quando ele diz aqui que o personagem da música “olhou pra dentro ao respirar, esqueceu de si pra se encontrar”, pra mim, o artista se refere a esquecer este ego e se conectar ao Eu Maior. Achei lindo demais quando ouvi em 2008 a primeira vez e sigo achando perfeito demais!)

Sem pressa pra não se atrasar

(Frase curiosa. Um pouco paradoxal. Muito profunda. Como é que você vai se atrasar sem pressa? Bom, essa é a questão. A pressa que a gente tem pra chegar logo, pra fazer logo, pra alcançar uma meta logo, pra ir pra não sei onde logo, tudo… Tudo é pressa e a gente não chega a lugar nenhum. Acredito que seja esse o xis da questão da humanidade. Tanta pressa, a gente não aproveita. Tanta pressa, a gente não contempla.)

Finalizando…

Se você viver tendo em mente de que você está aqui por um motivo, uma razão maior, você vai buscar entender melhor conceitos de que todos somos um, de que há muito mais além do que nossos corpos físicos. A música te faz imaginar, com sua letra e sons, a beleza da natureza, dos ciclos de vida, como tudo vive e está aqui por alguma razão, depois que algo morre segue tendo seu lugar na natureza. Após a morte, ao se espalharem, os corpos voltam a fazer parte do Todo. Além disso, no Universo há infinitas possibilidades e basta um olhar mais atento, mais focado, para que possamos enxergar as oportunidades de realizar nossos sonhos e planos.

O que mais você encontrou aí que pode colaborar com a interpretação dessa música?

Gratidão!

Meditação como estilo de vida: um relato pessoal

Baixe o PDF com o conteúdo desse post

Por Haydée*

Esse material foi desenvolvido após reflexão individual e com entes amados, principalmente com meu marido. É a minha colaboração com o tema “meditação”. Esse é um relato de como isso funciona pra mim, portanto pessoal, e espero que ajude quem também estiver nessa busca de felicidade e paz interior.

Considere essas palavras como sendo minha verdade, meu caminho, e que pode não ter nada a ver com o seu. Não tem problema, ninguém está errado, cada um tem seu jeito de viver. Também considere a possibilidade de eu estar errada em algum aspecto, principalmente quando se trata de opinião sobre algum tópico. Além de compartilhar, também estou disposta a ouvir outros relatos e sugestões de melhorias para minha prática.

Se algo aqui te tocar, saiba que você tem com quem contar, pois há mais gente nessa busca. Porém, saiba que cada caminho é único. Conhecer as experiências dos outros apenas ajuda, então é importante cada um buscar sua verdade.

“O Caminho não é como uma estrada; é mais como um pássaro voando no céu sem deixar rastros.”

(Tao: Sua história e seus ensinamentos – Osho)

1. Saiba o que você quer, o que te faz feliz

 

Uma dica, que sistematizando seria um primeiro passo na busca de atingir uma frequência mais elevada de vibração, é olhar para dentro de você e se perguntar o que te faz verdadeiramente feliz. Não estou falando em passar por cima de todos e tudo para conseguir o que se quer. Estou me referindo a buscar um propósito maior para sua vida com amor. Assim, você alcança seus objetivos com a colaboração das pessoas que também estão em suas buscas. Estamos aqui, nessa vida, para sermos felizes (se esse não for seu propósito, sugiro trocar de fonte de informação, porque eu vou partir desse princípio).

Pelo que percebi a partir de minha experiência e observação empírica, a maior dificuldade que as pessoas têm é de ir atrás do que as fazem felizes de verdade. Muitas vezes dependemos do outro para sermos felizes, mas é ilusão achar que pessoas, situações, coisas ou nossas crenças, que são limitadas, vão nos dar uma resposta de mãos beijadas. Esses elementos externos são facilitadores e estão à nossa disposição para consulta e troca de informações. Eles nos ajudam, mas apenas encontramos a felicidade de verdade quando olhamos para dentro.

Para começar a deixar seu coração falar com você, verifique se ler esse material te faz feliz ou está fazendo isso por qualquer outra razão. Fique atent@ às coisas que você faz no seu dia e analise, sempre, se você gostaria de estar fazendo. Isso é autoconhecimento.

Se não está feliz em um trabalho específico, o que poderia fazer para ter um trabalho melhor? Se uma atividade física não te faz bem, escolha uma que goste mais. Se um relacionamento te faz mal, afaste-se. Mudar é difícil, mas é preciso. Coloque na balança os pontos positivos e negativos de cada aspecto da sua vida e fuja dos que só tem pontos negativos, cultive os que só tem pontos positivos e pondere os que tem os dois lados, que será a maioria dos casos.

Faça escolhas conscientes, isso é expandir a consciência e ouvir sua intuição. Não podemos nos fazer de vítimas das nossas situações de vidas, precisamos encarar os problemas de frente e nos responsabilizar pelas nossas escolhas. Se você não fizer isso por você, quem vai?

“Um hábito só é um hábito quando é inconsciente, quando você está consciente dele, vira uma escolha.”

(Flavia Melissa em um de seus videos)

2. Meditação como forma de atingir o equilíbrio

Com meu trabalho de autoconhecimento, estabeleci a meta de alcançar um equilíbrio entre meu corpo, minha mente e meu espírito (também conhecido como “quero ser zen”). Acredito que todos querem esse equilíbrio, mas cada pessoa de uma forma diferente. Se essa não é sua busca, minha sugestão é que você procure o que te faz realmente feliz – sempre! Se a sua busca for manter-se em equilíbrio porque você acredita que assim será feliz, você está na mesma busca que eu e talvez o meu relato possa servir para algo. É com esse objetivo que estou compartilhando esses pensamentos.

Ao buscar esse equilíbrio, as indicações mais básicas me levavam à meditação. Já ouvi várias definições de meditação, a que eu mais tive afinidade é “esvaziar a mente”. Dizem também, no entanto, que não dá para esvaziá-la completamente. Gosto de dizer também que meditar é “acalmar a mente para ouvir o coração”. Porém, dessa forma , a intuição vai falar por meio da mente, então, na prática, não se pode “esvaziá-la” por completo. Enfim, por questões didáticas, vou me referir à meditação com o objetivo de “esvaziar a mente” e quero que entenda da forma que seu coração achar mais adequado.

Há também o “estado meditativo”, que consiste em se manter na frequência elevada da meditação durante suas atividades diárias e lidando com as pessoas. Isso é bem difícil, principalmente quando as situações de vida aparecem como uma atividade profissional, familiares, conflitos de interesse entre você e o outro, incidentes e acidentes… Enfim, não se desespere em conseguir tudo de uma vez. O equilíbrio vem com a prática.

É isso que eu procuro fazer: tenho em mente que eu gostaria de ‘esvaziá-la’ e atingir o estado meditativo.   Eu costumo ficar 30 minutos em posição ereta, ondas de paz me preenchem. Distrações, ego… Ondas de paz. No cotidiano também. Na verdade, meditar é ser um espectador dos seus pensamentos. Há pessoas que definem essas coisas muito melhor do que eu, mas é como se você fosse um observador, e apenas observasse seu pensamento, seus sentimentos e o mundo que você consegue perceber. Meditar é estar perceptivo.

Ainda não consegui fazer isso com tanta frequência como Osho ou Buda, mas eu estou muito feliz e satisfeita em conseguir o que já foi um grande passo em minha caminhada. Quando uma pessoa começa a ter melhorias em sua vida depois que pratica a meditação, todos os desafios superados e barreiras ultrapassadas são uma vitória enorme, pelo menos foi assim comigo.

“Meditação: porque nem todas as questões podem ser respondidas pelo Google”

(Imagem do The Mind Unleashed.org no Fb)

 

3. Aceitando que tudo é um processo: seu ego cria resistência

Mesmo quando você já estabelece um propósito maior para sua vida, você terá desafios e dificuldades. Ninguém nasce sabendo essas respostas. Do contrário, saberíamos lidar com as circunstâncias ruins desde cedo e seríamos guias espirituais. Se você se sente triste com sua vida atual, talvez devesse trabalhar mais o passo anterior sobre o que te faz feliz. Todos nós nascemos para aprender alguma coisa, e é a forma que lidamos com nossas situações de vida que nos torna uma pessoa feliz e em paz.

Muitas coisas me desanimavam porque eu não conseguia aprender rapidamente, eu me sentia no fracasso por causa disso. Quando eu aceitei que tudo fazia parte de um processo e o importante era estar na busca, minha vida mudou completamente. Aceitar que estou no caminho tirou o peso e a culpa de eu não poder ser feliz naquele exato momento de infelicidade – me entreguei a dor. O importante, porém, é ter em mente que a felicidade está em algum lugar dentro de cada um e tudo que se precisa fazer é, simplesmente, entrar em si para busca-la!

Isso pode ser um pouco difícil, pois temos uma coisinha chamada “ego” que compete, inveja, coloca expectativas nos outros e que acredita que culpa-los é melhor – porque o ego não quer ser ferido. Nosso maior inimigo somos nós mesmos. O ego cria desculpas para a gente não fazer coisas novas que podem ser ameaçadoras. É um recurso de defesa dele, estudado em psicologia – não tenho informações sobre isso pra falar com detalhes, caso você tenha curiosidade, pesquise.

Tenho a visão de que a meditação não é um programa de computador que você compra e instala, não é um produto disponível no mercado e isso pode assustar as pessoas que estão acostumadas com essas facilidades. Meditação, pra mim, é um caminho de autoconhecimento sem fim, e sem volta!  Além de separar um tempo específico do dia para meditar, é muito importante levar para a rotina atitudes positivas como a gratidão, aceitação, não julgamento, compaixão, ver que até nos infortúnios aparecem oportunidades de crescimento e treinar conceitos básicos como a lista dos “10 mandamentos” ou trabalhar para se livrar dos “pecados capitais”. Tudo isso sem achar que pode ser perfeito, sabendo que como parte do processo, às vezes você vai se desequilibrar, fazer algo em defesa do seu ego e que você irá falhar inúmeras vezes. A solução é não errar nas fáceis, para isso o autoconhecimento, e também tratar seus erros sempre como aprendizado e trabalhar para não repeti-los.

Pra mim, funcionou assim. Talvez isso te ajude também: aceite que tudo é um processo, seja humilde em admitir (nem que seja apenas mentalmente) que você precisa aprender mais sobre você mesm@. Busque informações de como pode se conhecer melhor.

 

4. Assumindo a condição de quem quer meditar

 

Depois de estabelecer que sua busca pela felicidade inclui a busca pelo equilíbrio e, para isso, meditar é uma opção válida, é importante assumir a condição de quem vai meditar e ter atitudes de uma pessoa que vai meditar. Isso significa desligar a televisão, o celular, pedir para que não atrapalhem e, se for preciso, se deslocar para algum lugar aonde ninguém vai te atrapalhar. É importante separar esse tempo para você. Nem que seja acordar uma hora mais cedo e ficar sozinho na sala ou quarto, sem ninguém, sem compromisso e sem nenhuma distração, quietinh@. Se você não fizer isso, você não vai conseguir meditar.

Pode ser que você ainda não esteja totalmente pronto para chegar aonde Buda chegou, mas que tal começar com uma coisa menor? Eu, por exemplo, faço diariamente um ritual matinal. Separo um tempo para mim, quando eu sei que ninguém vai me solicitar e faço algumas atividades domésticas necessárias. Em seguida faço meus exercícios de ioga (que faço há apenas um mês) e sento de olhos fechados para meditar. Dependendo do dia, é um pouco difícil, mas eu me proponho a ficar ali e penso, de forma natural e desapegada: “eu escolho ficar aqui, isso é prioridade para mim agora e estou feliz com essa escolha”. Se você não conseguir fazer isso, talvez não seja a hora de meditar. Você deve se divertir no processo!

Portanto, aja como uma pessoa que sim, quer ao menos tentar meditar! Entre em um ritmo mais adequado, prepare seu ambiente para isso. Do contrário, seu ego vai arrumar desculpas para você não fazer, ele não quer sair da zona de conforto e entrar mais fundo no desconhecido. O ego não deixa que você conheça seu verdadeiro Ser, pois tem medo de perder o controle sobre você (olha que coisa louca, não é? Você perder o controle sobre você mesm@).

Isso é conhecido também com “força de vontade” e você pode refletir, se quiser, sobre o que falta para você sair da sua zona de conforto, ou melhor, na sua “zona desconforto” – porque a maioria das vezes queremos “mais”, mas não queremos expandi-la por medo do desconhecido. Perguntar a si mesm@ o que te impede de sair da zona do conforto é uma ótima análise e pode ser que a resposta surpreenda você. Imagina encontra-la e verificar um “só isso que eu tenho que fazer pra ser mais feliz?”.

Questione-se sempre, sobre todos os seus sentimentos! Se você acredita que meditar não vai te fazer feliz, esquece! Em algum momento você pode querer voltar a meditar, mas vá procurar o que te faz feliz. Se ainda quiser meditar, assuma essa condição e siga em frente na leitura com o coração aberto.

“Oração é quando você fala com Deus; meditação é quando você escuta Deus.”

Diana Robinson

5. Problemas? Bem-vind@ ao clube!

 

Eu também ficava ansiosa quando isso acontecia: eu me preparava para o momento da meditação, mas estava com seu pensamento cheio de problemas, com a mente muito atormentada. Saiba: todos nós, praticantes ou não, temos problemas. Nunca vi ninguém que começou a meditar depois que parou de ter problemas, sempre vejo que os problemas foram embora de quem começou esta prática. A questão é: como lidar com seus problemas na hora de meditar.

Eu gosto de sistematizar as coisas para ser didática, então separei as questões em três tipos, veja se faz sentido pra você: problemas urgentes, pensamentos inúteis e pensamentos negativos. Precisamos esvaziar nossa mente disso.  Cada um deles tem uma forma de lidar.

Para começar, considere que sempre que tiver um pensamento negativo você deve substituir para um positivo. Um atalho é agradecer por algo relacionado ao mesmo assunto que a princípio era negativo. Por exemplo, você odeia seu trabalho, mas existiria a possibilidade de você estar sem emprego, o que provavelmente seria pior. Agradeça verdadeiramente por sua fonte de renda, por você ter saúde e disposição de ir trabalhar todos os dias. Agradeça a oportunidade de estarmos num mundo livre onde você pode fazer algo para mudar sua realidade. Se a situação for tão ruim e não conseguir pensar em nada positivo, tente seguir os passos a seguir:

Se você não conseguir se preparar para meditar por causa de um problema urgente, minha sugestão é: vá resolver! Ter essa liberdade é ótimo porque se você quiser realmente meditar, você vai arrumar uma forma de sanar todas as suas necessidades básicas.

No entanto, há problemas que parecem urgentes porque nos incomodam durante nosso dia a dia. O que fazer com eles? Por exemplo, a falta de emprego é um problema aparentemente urgente. Se você está desempregad@, mas faz todo dia o seu melhor para resolver isso, a hora de meditar não é o momento de se preocupar com isso. É o momento de agradecer pelo lado bom das coisas. Os pensamentos inúteis são pensamentos do passado ou futuro, nunca o Aqui e Agora – depois da meditação você pode voltar a procurar um emprego, pensamento de futuro. E também não adianta se arrepender por algo que fez no passado. No seu cotidiano, terá momentos para corrigir erros do passado e se perdoar, e também terá oportunidade para criar uma realidade nova no futuro. A meditação não é o momento para fazer isso. Viva o momento presente.

E, por último e mais difícil, na minha opinião, são os pensamentos negativos. Qual é a lição da famosa frase “a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional”? Pra mim, significa que todos nós iremos, inevitavelmente, passar por momentos de dores terríveis com perdas e decepções, mas precisamos escolher seguir em frente. O problema é, pelo que posso notar, que fomos ensinados que “seguir em frente” significa reprimir os sentimentos. Achamos que ser forte é não sofrer, não ter medo e se manter sempre alegre e feliz. Isso é muito frustrante porque temos todos os sentimentos, bons e ruins, dentro de nós. Precisamos saber disso. Somos seres feitos do vilão e do mocinho. Também é necessário dizer que nossa raiva não nos define. Nossas tristezas não são nós. Nossa alegria também não. Somos tudo isso e mais um pouco. Somos tudo! Somos um!

Nesse momento de pensamentos negativos é que entra os ensinamentos de Osho, famoso guia espiritual. Para ele, não podemos meditar sem passar por uma catarse antes. Precisamos liberar todos os nossos sentimentos antes de meditar. Ele propõe em um livro chamado Meditação: a primeira e última liberdade (informações a confirmar) alguns exercícios para que possamos nos libertar do peso desses sentimentos. Não vou dar detalhes sobre as técnicas, mas se você achou legal e que pode ser útil para você, busque sobre isso.

Se você sente uma dor imensa por um rompimento ou uma perda, sinta essa dor. Sinta de verdade e chore, grite… Libere seus sentimentos – em segurança. Você pode, inclusive, procurar uma terapia individual ou em grupo para se libertar de seus medos secretos, se for o caso. Também pode se libertar de outros sentimentos dançando, fazendo cooper, ou qualquer atividade física. Praticar esporte tem vários benefícios e um deles é que nos deixa mais feliz.

Pra mim, meditação é incrível. Ela me dá lições de mim, sobre mudanças que eu devo ter na minha vida cotidiana para resolver meus problemas – um preceito que desenvolvi depois de resistir muito a isso é que eu não posso mudar o outro, apenas eu mesma. Praticar a meditação me trás respostas de como eu posso agir para ser uma pessoa melhor para mim e para os outros.

–> Sobre sentimentos de raiva, inveja, pena, ódio que direcionamos em nosso dia a dia a outra pessoa, busque pelos temas “projeção” e “lado sombra”, é um dos meus assuntos preferidos no momento!

Não reprima seus sentimentos. Precisamos ser felizes, e não fortes o tempo todo!

Às vezes pode aparecer uma solução para um “pensamento inútil” em forma de uma ideia genial. Para aproveitar esse insight e mesmo assim não sair da intenção de meditar, você pode deixar um bloquinho para anotar algo realmente importante.

Sugiro que não faça disso um hábito e tente não se apegar a esses pensamentos. Continue tentando esvaziar a mente e ainda que tenha pensamentos legais como sua música preferida, luzes ou seres angelicais, tente desapegar de imagens. “Mente vazia”.

6. Você está quase pronto!

Saiba que meditação é mais um estilo de vida do que um hábito. Isso porque você pode ficar parado quanto tempo quiser, em posição de lótus e dizendo “Ommm”, mas só vai encontrar equilíbrio se levar conceitos positivos para sua rotina. Se queremos ser pessoas melhores, precisamos agir com compaixão. Ainda que uma pessoa nos trate mal, precisamos manter a calma. Gosto da ideia que li uma vez, não me lembro em qual livro, que meditar e se manter em estado meditativo é como estar no olho do furacão, onde tudo em volta é o caos e no interior é paz. Seja um observador!

Busque técnicas de meditação como posturas, respiração, posição das mãos, música, mantras ou silêncio, enfim. Busque por essas dicas e tente praticar as dicas que mais gostar.

Depois de fazer suas tentativas, você vai descobrir novos desafios, e minha sugestão é continuar buscando respostas para essas questões. Se você já assumiu que é uma pessoa que quer meditar, continue tentando e se divirta no processo – tudo o que importa é como você se sente, e você precisa se sentir bem!

 

7. Não desejo boa sorte, desejo que se esforce!

Meditar é assumir a postura de uma pessoa que deseja acalmar a mente e escutar o coração. Não é intelectualizando tudo que encontramos as respostas, é deixando o coração falar. Isso é uma liberdade tão verdadeiramente intensa que o ego tem medo de ser deixado de lado, então arruma desculpas para que a meditação seja adiada.

Pode ser muito difícil encarar nosso lado negativo, cheio de culpa, tristeza, medo, mas é preciso tentar libertar nosso Eu Maior para que possamos lidar com os problemas mundanos de forma consciente, aberta e perceptiva. O importante é estar na busca, viva a sua vida sempre querendo aprender mais sobre o que te faz feliz!

Alcançar a felicidade não é sorte, é esforço. Os outros estão aqui para ajudar, mas cada um precisa encontrar seu próprio caminho, com muito esforço.

Misturando duas frases da minha banda preferida: “Ao reino da alegria eu me entrego, pois aqui há menos ego-pensante, mais cosmo-consciente.”

Boas práticas!

Namastê!

Gratidão a quem leu até aqui, aos meus mestres e entes queridos que me ajudaram nessa reflexão, em especial meu marido! Se faltou algo importante ou surgiram dúvidas, aceito sugestões para desenvolver mais as ideias e aproveito a oportunidade para também me desenvolver.

*Haydée é o pseudônimo que escolhi para tratar de assuntos espirituais.

Mais “a favor”: sobre abordagens com amor e generosidade

Sou ciclista. Moro em numa cidade que tem bastante ciclovia, mas ando fora dela onde não há. A mobilidade é uma causa minha. Pense em uma bandeira que você levanta e faça a reflexão a partir dela. Veja abordagens possíveis pela causa do respeito no trânsito para com os ciclistas:

1) “Respeito ao ciclista! Todos juntos por um trânsito seguro!”

2) “Contra os desrespeito aos ciclistas! Todos juntos combatendo a violência no trânsito!”

Hoje fui almoçar em casa, de bicicleta. Pedalava numa rua sem ciclovia. Um/a motorista de carro me deu uma das maiores buzinadas que já levei, sendo que a rua era suficientemente grande para que eu, o outro ciclista que estava ali e o carro passassem tranquilamente.

Tendo praticado minha espiritualidade, estou muito mais amorosa e generosa. Tudo que eu senti hoje, quando me recuperei do susto da buzinada, foi compaixão. O que pensei quando meu coração voltou ao normal foi que deve haver alguma razão para essa pessoa ter feito isso e que com certeza ela não sabe o perigo que existe em buzinar para um/a cilista. Percebi também que, infelizmente pra mim, não são todas as pessoas que pensam como eu, que provavelmente @ motorista achou que os ciclistas estavam atrapalhando. Tive a certeza que era de amor o que ele/a precisava.

Eu sei que você deve estar pensnado: “você mandou amor, mas o que vai mudar? @ motorista vai continuar buzinando para @s ciclistas”. E se eu ficasse com raiva e irritada? Ele ia mudar? Eu apenas estragaria minha sexta-feira.

Se é de amor e respeito que precisamos, porque nossas bandeiras são, em sua maioria, baseadas em medo e intolerância? Vamos analisar as duas opções, relembrando:

1) “Respeito ao ciclista! Todos juntos por um trânsito seguro!”

2) “Contra os desrespeito aos ciclistas! Todos juntos combatendo a violência no trânsito!”

A segunda opção dá início de debates infinitos. Somos animais políticos. Queremos vencer. Queremos defender nossos pontos de vistas. Se eu falo para o individuo que buzinou pra mim que ele está cometendo uma violência contra o ciclista, ele simplesmente vai ignorar! Na visão dele, ele não está sendo violento, está apenas no direito dele de usar um item de fábrica do carro dele, e esse pensamento o fará ignorar a mensagem, julgando que ele não é o público-alvo dessa frase. E se insistirem com ele que ele está sendo violento, ele vai brigar.

A primeira frase, no entanto, é positiva e inclusiva. Abrange todas as pessoas e apoia que todas as pessoas devem colaborar por um trânsito seguro. Recebendo essa mensagem, @ motorista se incluiria pensando “também faço parte do trânsito! o que posso fazer para os ciclistas transitarem com mais segurança?” e eventualmente ele/a iria se deparar com a informação de que a rua é de todos, que foi feita para contemplar todos os seres com seu direito de ir e vir! Isso também inclui @s ciclistas, que passam a refletir o que podem fazer para colaborarem com sua própria segurança.

Além disso, se eu defendo essa causa pelo lado negativo, sem amor e tolerância, fico com as mensagens “violência e desrespeito no trânsito” no subconsciente e vejo tudo como uma ameaça. Dessa forma, acabo sendo hostil e me irrito com o motorista do carro que foi injusto, na minha opinião. Fico com medo, raiva e frustração e como, nesse exemplo,  pra mim, o problema está no outro, me dou o direito de ficar com raiva e atacá-lo***.

Solução do problema: educar com amor

Como eu poderia convencer o cara que buzinou fortemente pra mim que ele poderia ter agido de forma diferente para que eu e meu colega desconhecido não nos assustássemos? Educação para o amor, abordando com frases da primeira opção: “Respeito ao ciclista! Todos juntos por um trânsito seguro!”

Na minha opinião, portanto, todas as *causas* deveriam ter abordagens amorosas e generosas, porque não tem quem resista ao amor. Todas as pessoas, a não ser os criminosos sem coração, estão a fim de cooperar pela segurança no trânsito. Com educação, tolerância, amor, generosidade e leveza, todas as causas podem ser debatidas profundamente.

Em conflitos como “quem é o dono da rua”, as pessoas guiadas pelo amor sabem que têm que fazer seu melhor e que os outros também estão tentando dar seu melhor. As pessoas sem amor sempre acham que os outros estão atrapalhando ela, que ninguém tem esse direito – não sabem viver em conjunto. Pedindo que todos façam suas escolhas com amor e respeito, abre-se um caminho para autoconhecimento, como disse antes, “o que posso fazer para ser uma pessoa melhor?’.

Enfim… Muito além de nossas “causas”, pensar e agir sempre no amor, pra mim, é a saída para todos os nossos problemas. O amor é linguagem universal e qualquer coisa que fuja disso dá lugar ao poder, e todos parecem querer ter poder sobre tudo – até mesmo sobre a rua :(

E eu desejo, por fim, bastante amor e humildade por um trânsito seguro!

E porque a Madre Teresa na foto? Ela e outros pensadores que conhecem como as coisas funcionam me ensinaram bastante. Não sei se é exatamente essa a frase, mas finalizo com ela:

madre_teresa_de_nunca_irei_a_uma_manifestacao_contra_a_yymj36

Gratidão!

*** Sobre o direito que nos damos de ter raiva e atacar outras pessoas: Quantas vezes, no seu cotidiano, as pessoas foram injustas e você ficou com raiva e completamente irritad@? Pra você que leu até aqui, um segredo: A frustração que você sente não é com o outro, é com você mesmo. Essa raiva é apenas “projeção”. Se uma pessoa tem medo de algo, como de um acidente de bicicleta na rua por causa de um motorista desavisado, normalmente projeta esse medo no outro e isso causa os sentimentos negativos que provamos quando alguém nos incomoda. Ah, é tão mais fácil culpar o outro pelos nossos problemas! Veja esse vídeo depoisQuando culpamos o outro, paramos de olhar para nossos próprio defeitos. Esse é outro tema bacana, pesquisem sobre lado sombra e projeção!

Razões para não acreditar nos meios de comunicação em massa

(e preferir usar a internet a outros)

Este é um trabalho acadêmico de 7 de maio de 2012 para a aula de Estudos da Semiótica do meu curso de Jornalismo, 2012. Se você quer uma mensagem rápida, pule para a parte “conclusão”. Algumas atualização de hoje 07/06/2015 entrarão no texto como “2015: (…)”

 “Lembrando que tudo é uma teoria.”

Vídeo complementar:

Paranoia Tecnológica from Gabi Pagliuca on Vimeo.

Veja a crítica do professor nesse link.

 

Introdução

Uma marca de roupa quer vender sua nova coleção. Cria, então, toda publicidade para que todos desejem as roupas novas. É a nova estação, a cor da moda, a garota-propaganda é a modelo que está na mídia ou outra celebridade qualquer, etc. Passa a estação, a cor tem que mudar, a garota-propaganda não está mais na mídia, a celebridade é esquecida… muda a coleção, muda o desejo do consumidor, ou melhor, muda o que a publicidade quer que o consumidor deseje.

Uma marca de celular lança um novo produto. Cria, então, a publicidade desse modelo específico. As operadoras querem vendê-lo, dão descontos e fazem propostas mirabolantes, oferecem seus planos para o cliente conseguir desconto no aparelho da moda. As pessoas compram tanto que esgota. Logo todos têm o mesmo celular, e ele começa a ficar mais barato, mais banal, a tecnologia começa a não ser de última geração. O próximo passo é o lançamento de um novo modelo para o ciclo recomeçar.

O desejo do celular não é pela necessidade de um telefone. Se fosse por falar, para mandar mensagem, navegar na internet, usar o GPS e outros aplicativos interessantes, qualquer aparelho valia, bastaria fazer um upgrade no software quando viesse uma inovação de tecnologia, mas a indústria não funciona assim, não deixa. Ela convence os consumidores de que existe a necessidade do novo aparelho.

Com esse ciclo fomentando o desejo de comprar, as roupas e sapatos são deixados de lado, são considerados out, ou até mesmo quando uma roupa que acaba de comprar fica encostada, pois não caiu tão bem como experimentou na loja. Isso acontece porque “na verdade, o consumidor foi atraído pela relação do objeto com o todo dentro da loja: a música ambiente ‘techno’ e vibrante, a iluminação, o ambiente ‘fashion’.”[1]

A seguir, obteremos algumas explicações sobre este processo. A Escola de Frankfurt estuda a comunicação de massa e como os produtos passaram a ser considerados fetiches pela indústria, acelerando o consumo e gerando mais lixo, e como tudo isso foi um processo planejado e não aconteceu por acaso.

Escola de Frankfurt

A Escola de Frankfurt começa a estudar a comunicação e por que os meios de comunicação de massas (MCM) estavam tirando o poder das instituições antes concebidas como superiores – escola, família e igreja. Essas entidades tinham papéis fundamentais na vida das crianças, pois ensinavam os costumes, crenças e educação.

2015: Podemos visualizar também as entidades escola, família e igreja ignorando os preconceitos e pensando na essência dessas instituições: ensinar valores, artes, espiritualidade, ensinamentos técnicos e outros ensinamentos da humanidade.

Depois que os MCM, começando pelo rádio e logo o cinema, para mais tarde a televisão e hoje a internet, entraram em cena, passaram a transmitir o comportamento e os valores para as crianças, antes aprendido pelo pai, professor e padre.[2]

As crianças crescem e viram consumidores, pessoas que querem coisas, que desejam (2015: e desejo vem do ego, da necessidade de lidar com o mundo externo, de permanecer mais do “ter” do que no “ser”. O desejo não é necessariamente ruim, mas se torna maléfico quando esses desejos tomam conta de nós e benéfico quando nós tomamos conta, conscientemente, de nossos desejos, para que a gente não viva por eles.)

A escola de Frankfurt estuda a transformação de produtos em desejos e que o consumidor não compra o produto pelo seu valor de uso, mas pelo seu valor de troca. O valor de uso de um produto é tanto a utilidade dele como o prazer que ele proporciona. O valor de troca é seu valor econômico no mercado. Por exemplo, o aparelho celular. Seu valor de uso “corresponde à capacidade que propicia de nos comunicarmos a distância a partir de diversas localidades, sendo o aparelho facilmente transportado” [3], mas seu valor de troca pode ser R$ 100 ou R$ 3.000, dependendo da tecnologia e marca.

O fetiche, estudado por Marx e, portanto, pelos frankfurtianos, está vinculado diretamente com o valor de troca do produto, “correspondendo ao sentimento de fascinação experimentado pelos homens diante de um dado objeto comercial, o que os leva a idolatrá-lo”[4], neste caso, não proporcionado pelo produto em si, mas pelos comerciantes que fazem o uso de um discurso planejado e um grande marketing para convencê-los do seu valor de uso.

Os conceitos descritos sobre valor de uso, troca e fetiche, precisam ser compreendidos, pois, sem eles, “podemos interpretar erroneamente esse fenômeno como liberdade”[5], neste ponto de vista, o cliente estaria sendo manipulado a consumir e seu desejo não seria legítimo, mas induzido.

Portanto, a partir do momento que o produto torna-se um fetiche e não se compra mais pelo valor de uso, mas o valor de troca, a indústria consegue encontrar uma maneira muito mais fácil de vender seus produtos, pois passa a manipular os desejos dos consumidores e não vende mais por necessidade, mas por desejo, que não é natural 2015: natural do ser humano.

Teoria Crítica

Como demonstram diversos pesquisadores que seguem esta linha de pesquisa da Teoria Crítica, o fenômeno da sociedade de consumo baseia-se num jogo que jamais o desejo é satisfeito na plenitude.[6]

Os pensadores da Escola de Frankfurt, com ideias marxistas, foram os primeiros a estudar e refletir sobre a “dissolução das fronteiras entre informação, consumo, entretenimento e política”[7] ocasionada pela mídia e seus efeitos negativos na construção de uma sociedade crítica. A Teoria Crítica, portanto, é “pensar criticamente os meios de comunicação a partir de uma análise filosófica e econômica do capitalismo moderno associando à psicanálise profunda da cultura”[8].

A Teoria Crítica foi o primeiro estudo científico de comunicação, começando do zero, portanto seus pesquisadores tinham que consolidar a proposta a partir de conceitos de ciências sociais já estudados anteriormente, como a filosofia, economia e psicanálise.[9]

Depois da crise de 29, o comunismo pareceu que ia dominar os países como forma de salvar a economia, mas ocorreu o oposto, pois a população votou e escolheu os ditadores nos principais países europeus. A Teoria Crítica acreditava que a propaganda nazifascista teve muita influência para que isso pudesse acontecer, “o papel da propaganda política cientificamente organizada como fator decisivo como mobilizador das massas”[10].

A partir de então, a escola começou a estudar mais sobre Freud e elementos como o sado-masoquismo, presente no psiquismo humano, e foi explorado nas propagandas nazi-fascistas. “A propaganda nazista pregava ‘uma vida mais excitante’ ao mesmo tempo em que propunha ‘lei e ordem’, o que ressoava profundamente com o desejo e o medo daquelas pessoas. Isso revelava a genialidade de Hitler em lidar com a psicologia de massa e suas contradições”[11].

Indústria Cultural

A escola de Frankfurt desenvolveu a ideia de Indústria Cultural sendo a transformação de conteúdos artísticos ou culturais em mercadoria. Não se deve confundir esse conceito com cultura de massa, pois esta é a ideia de peças culturais feitas para o povo, assim como a cultura erudita é para elite.

No texto “Dialética do Iluminismo”[12], Adorno e Horkheimer escreveram que o controle social derivaria deste sistema político e econômico chamado “indústria cultural”, produtor de cultura transformada em mercadoria.[13]

A indústria cultural é definida por esta transformação de bens culturais em bens materiais, vendendo, por exemplo, uma música ou um filme da mesma maneira que se vendem sapatos ou bolsas. E, para Adorno, as pessoas que consomem seriam vítimas com gostos padronizados e induzidos a consumir esse tipo de produto.

Desta maneira, a indústria tira e coloca quem bem desejar para fazer sucesso. Não por acaso, as ‘divas pop’ têm vida curta e são esquecidas depois de certo tempo ou começam a aparecer totalmente diferentes do que eram, exemplos como Britney Spears, Lindsay Lohan e Christina Aguilera, que não estão mais na mídia como antes, depois de uma ter crises de loucuras, outra ir para a cadeia diversas vezes e a terceira aparecer mais acima do peso do que antes – e estar feliz com isso. Todas elas não estão mais lindas ou maquiadas suficiente para serem divas.

Obsolescência programada

Obsolescência programada é a diminuição da vida útil e do valor de um bem, devido não a desgaste causado pelo uso, mas ao progresso técnico ou ao surgimento de produtos novos.[14]

O documentário europeu Comprar, Tirar, Comprar[15], descreve que na crise de 29, completando o pensamento de Ferreira (2004), os Estados Unidos tiveram uma grande taxa de desemprego, “as filas não eram mais para comprar, mas para pedir trabalho e comida”[16]. De Nova Iorque surgiu, então, pela primeira vez por escrito, o termo obsolescência programada, como uma maneira de reativar a economia, Bernard London, um intelectual da época, sugeriu que ela fosse obrigatória, que todos os produtos tivessem uma data de validade e que os consumidores devolvessem o antigo e comprassem um novo, mas isso nunca foi colocado em prática desta maneira, a indústria aderiu à ideia com outras estratégias.

Depois de 20 anos, na década de 50, a obsolescência programada fazia parte do cotidiano, não por obrigar as pessoas a comprarem coisas novas e descartarem as antigas, mas seduzindo o consumidor para que o fizesse. Brooks Stevens, um designer americano que criou desde eletrodoméstico até carros de luxo, sempre se baseando na obsolescência programada, a define da seguinte maneira: “o desejo do consumidor de possuir algo um pouco mais novo, um pouco melhor, um pouco antes do necessário”[17].

Além da estratégia para vender mais, outro fator fez o consumo aumentar, pois “quando a produção em massa baixaram os preços e os produtos se tornaram mais acessíveis, as pessoas começaram a comprar por diversão e não mais por necessidade”[18]

No mesmo documentário, o filho de Stevens é entrevistado e diz que seu pai nunca desenhou nada que fosse quebrar de propósito e diz que “a obsolescência programada depende absolutamente do consumidor, ninguém o força a ir numa loja e comprar um produto, eles vão pelo seu livre arbítrio, é uma escolha deles”[19]. No entanto, o documentário A História das Coisas[20] argumenta de maneira diferente. Ele explica que existem dois tipos de obsolescência, a planejada que é a fabricação de um produto feito para durar pouco, mas que dure tempo suficiente para o usuário ter segurança nele e comprar novamente. A outra é a percebida, causada pela publicidade, que convence o usuário a trocar de produto mesmo o que ele tenha esteja em bom estado, por exemplo, vestuários ou aparelhos eletrônicos, que são deixados de lado só porque estão fora de moda.

Ou seja, de acordo com A História das Coisas, nos dois casos o consumidor é induzido a comprar novos produtos. Ou porque, no primeiro caso, o produto não tem mais utilidade, ou porque, no segundo, a publicidade o convence que precisa de outro mais novo, mesmo se ainda puder usar o antigo.

No site Administradores.com existe uma definição a mais, a obsolescência funcional que ocorre quando há no mercado um produto de tecnologia mais moderna, quando adquirir um produto novo é mais viável economicamente do que consertar o antigo ou quando nem ao menos existem novas peças a serem trocadas. A História das Coisas mostra o exemplo de um computador que, quando é fabricado um mais moderno, as peças que mudam são pequenas, mas não podem ser adaptadas na antiga máquina, pois são fabricadas para serem incompatíveis.

Para onde vai?

O documentário A História das Coisas mostra a estatística que 99% que um americano consome são descartados, ou seja, apenas 1% dos produtos adquiridos é realmente necessário e acompanha o consumidor por um tempo razoável.

Segundo o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o país emergente que tem mais lixo eletrônico por habitante, apesar de contestações dos órgãos público brasileiros, alegando que os dados são inconsistentes.[21]

Doar ou vender o equipamento antigo é uma solução viável, mas a maior parte das vezes o produto vai para o lixo, criando uma montanha de resíduos. “De acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), o volume anual de eletrônicos descartados no planeta aumenta 40 000 toneladas todos os anos”[22].

Essa situação gera grande impacto ambiental, pois esses materiais contém metais pesados como chumbo, níquel e cádmio. Mas o compromisso deve ser de todos. Apenas 10% da produção está apta para reciclagem. Portanto, as indústrias deveriam começar a desenvolver produtos que possam ser recicláveis. Na mesma proporção, os consumidores devem começar a criar o hábito de descartar de maneira adequada o produto que não quer mais.

De acordo com um estudo divulgado pela Universidade das Nações Unidas, para a montagem de um desktop de 17 polegadas são usados cerca de 1.800 quilos de componentes. Somente de combustíveis fósseis são gastos 240 quilos, 22 quilos de produtos químicos e 1.500 quilos de água.[23]

Imaginamos, portanto, o quão maligno esses materiais são para o meio ambiente. Segundo o documentário A História das Coisas[24] se o mundo inteiro utilizasse recursos naturais como os Estados Unidos usam, seriam necessários vários planetas. Se com as novas tecnologias vem o inexorável dever de acompanhar o progresso, devemos fazê-lo com consciência, e tentar amenizar os impactos no Planeta Terra, por que só temos um.

Conclusão

A Escola de Frankfurt explica que a idolatração de mercadorias não são apenas consequências de desejos naturais do ser humano, mas uma maneira que as indústrias encontraram de fomentar a economia, usando do fetichismo que estudou Marx, mas que desde as sociedades antigas já existia, por exemplo, ao transformar um tronco de árvore em uma figura divina.

No começo do século XX, os produtos eram fabricados para durarem muito mais do que duram hoje, mas isso não seria vantajoso para um sistema capitalista, pois se o consumidor comprar apenas uma vez para durar para sempre, o consumo vai diminuir.

Embora isso pareça uma conspiração e que seja, para muitos, difícil de acreditar ou entender, pode se tornar fácil entendendo como a economia funciona e como os produtos que poderiam durar, tendem a dar problemas um pouco depois que acaba a garantia. Isso não é coincidência, pois os produtos poderiam dar problema antes, mas neste caso a garantia cobreira se fosse um problema fabricação. Mas normalmente um produto que é muito usado costuma perder sua utilidade depois de um ou dois anos.

Tudo isso foi um processo pensado e muito bem estudado, não existe por acaso. Os consumidores hoje são muitas vezes manipulados pelas publicidades que vendem ideias: estilos de vida, dinheiro, sucesso, beleza, família perfeita, felicidade; e não o produto em si.

2015: Para refletir – observando essas “realidades perfeitas” que fariam muitas pessoas serem felizes e estarem em paz por completo, me é claro que não são produtos que transformam nossa vida e que tudo isso começa com uma mudança interna. E para você? O que é realmente importante?

O consumidor, que muitas vezes não percebe que está sendo manipulado, acredita na sua liberdade de escolha, o que está correto até certo ponto. O documentário A História das Coisas ressalta que um americano está exposto a 3.000 anúncios de todas as formas e que “vemos mais anúncios em um ano do que pessoas há 50 anos viam durante toda a vida”[25], ou seja 3 mil anúncios dizendo que tudo está errado em nós, mas que isso pode mudar se fizermos compras.

2015: Ainda refletindo: E se você se preocupasse menos com a aparência e se aceitasse exatamente como você é, com qualidades e defeitos, tentando sempre melhorar em um aspecto? Será que você precisaria de tantos artifícios externos para simplesmente ser feliz e estar em paz?

Até mesmo um artista se torna obsoleto programadamente, pois cada artista tem seus minutos (dias, semanas, meses ou até alguns anos) de fama e são esquecidos como os exemplos já citados como as divas do pop e do cinema, tudo isso por causa da Indústria Cultural, que faz e desfaz divas e “novos Beatles”, que eles mesmos criam, como bem entender.

Todos os produtos que se tornam obsoletos, aparelhos celulares, máquinas digitais, televisores, roupas, sapatos, CDs, aparelhos de DVDs, etc, podem acabar indo para o lixo e poluindo o planeta Terra.

Para diminuir a poluição devemos respeitar o meio ambiente, reciclar, sermos mais conscientes na hora de adquirir novos produtos e, principalmente, tomar cuidado para não se deixar levar pela publicidade e marketing, pois são eles que nos fazem comprar, mesmo nós acreditando que não, que somos livres para fazermos escolhas, eles estão dizendo que nossa roupa não combina, já passou da moda, nossos eletrônicos são velhos, nossos corpos estão feios – e nós muitas vezes acreditamos nisso. A publicidade vende felicidade, mas seus produtos são programados para nunca nos satisfazer por completo. E ainda por cima, é um grande inimigo de um mundo sustentável.

2015: Essas são algumas razões pelas quais eu deixei de dar importância e acreditar nos meios de comunicação em massa. Troquei jornais, revistas, televisão e rádio pela internet. Na internet, eu checo se a informação tem mais de uma fonte e se elas são confiáveis, também sei onde estão as publicidades e editoriais com interesse, além, o mais importante, de eu mesma escolher o conteúdo e fontes que eu quero.

Não sou a dona da verdade, mas sei como as coisas funcionam para mim e para algumas pessoas que concordam comigo. Depois que passei a rejeitar esses meios de comunicação, comecei a descobrir algumas coisas muito importantes no ponto de vida de percepção. Acho que vale a pena refletir sobre tudo isso e começar a acompanhar os programas feitos para a massa com mais discernimento, crítica e desconfiança. Como disse Einstein, depois que uma mente se abre para uma nova ideia, ela jamais volta a ser do tamanho que era. Isso significa aumentar sua percepção, eu recomendo!

Referências

– Documentário A História das Coisas (The Story of Stuff),  Louis Fox, 2007. Hospedado em:  http://www.storyofstuff.org/movies-all/story-of-stuff/

– Documentário Comprar, Jogar Fora, Comprar (Comprar, Tirar, Comprar), Cosima Dannoritzer, 2010. Hospedado em: http://www.rtve.es/alacarta/videos/el-documental/documental-comprar-tirar-comprar/1382261/

–  Artigo “Escola de Frankfurt”, Ferreira, Wilson R. V., 2004

– Portal Secretaria de Educação do Paraná, consultado entre 4 e 5 de maio de 2012.

http://www.grugratulinofreitas.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/21/970/26/arquivos/File/materialdidatico/formacaodocentes/fundsoced/testo4.pdf

– Portal Laboratório de Prática de Ensino em Filosofia, consultado entre 4 e 5 de maio de 2012. http://www.laefi.defil.ufu.br/Arquivos/amercantilizacaodacultura.pdf

– UOL Educação, consultado entre 4 e 5 de maio de 2012. http://educacao.uol.com.br/filosofia/escola-de-frankfurt.jhtm

– Portal Libertas, consultado entre 4 e 5 de maio de 2012.

http://www.libertas.com.br/site/index.php?central=conteudo&id=2417

– Portal Administradores.com, consultado entre 4 e 5 de maio de 2012. http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/obsolescencia-entenda-o-que-e-e-como-funciona-o-motor-do-consumismo/43124/ (adaptado).

– Portal Jornal do Brasil, consultado entre 4 e 5 de maio de 2012. http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2012/04/29/descarte-correto-de-lixo-eletronico-ainda-e-problema-para-o-‘brasil

– Portal Info Abril, consultado entre 4 e 5 de maio de 2012.

http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/a-rota-do-lixo-28052010-13.shl

– UOL Tecnologia, consultado entre 4 e 5 de maio de 2012.

http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/02/26/ult4213u358.jhtm

[1] FERREIRA, Wilson, A Escola de Frankfurt, 2004

[2]http://www.grugratulinofreitas.seed.pr.gov.br/redeescola/escolas/21/970/26/arquivos/File/materialdidatico/formacaodocentes/fundsoced/testo4.pdf

[3]http://www.laefi.defil.ufu.br/Arquivos/amercantilizacaodacultura.pdf

[4] Idem 3

[5] Idem 3

[6] FERREIRA, Wilson, A Escola de Frankfurt, 2004

[7]http://educacao.uol.com.br/filosofia/escola-de-frankfurt.jhtm

[8] Idem 6

[9] Idem 6

[10] FERREIRA, Wilson, A Escola de Frankfurt, 2004

[11] http://www.libertas.com.br/site/index.php?central=conteudo&id=2417

[12]http://techne-episteme.blogspot.com.br/2006/10/dialtica-da-dialtica-do-iluminismo.html

[13]http://educacao.uol.com.br/filosofia/escola-de-frankfurt.jhtm

[14]http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/obsolescencia-entenda-o-que-e-e-como-funciona-o-motor-do-consumismo/43124/ (adaptado)

[15] Documentário Comprar Tirar Comprar, 2010, Cosima Dannoritzer

[16] Idem 15

[17] Idem 15

[18] Idem 15

[19] Idem 15

[20] Documentário A História das Coisas, 2007, Louis Fox

[21] http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2012/04/29/descarte-correto-de-lixo-eletronico-ainda-e-problema-para-o-brasil/

[22]http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/a-rota-do-lixo-28052010-13.shl

[23]http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2008/02/26/ult4213u358.jhtm

[24] Documentário A História das Coisas, 2007, Louis Fox

[25] Documentário A História das Coisas, 2007, Louis Fox

Meu filho me ensinou a perdoar

liberdade

Peço licença para contar uma história triste. Essa não é uma história real, mas sabemos que há milhões de casos como esse no mundo. O objetivo dessa estória é mostrar como utilizar o poder do perdão e da gratidão para viver melhor e trilhar o caminho do desenvolvimento espiritual.  

Já havia ouvido falar em mães que perdoaram as pessoas que tiraram as vidas de seus filhos, de propósito ou sem querer. Isso me deixava curiosa, pois embora espiritualizada, não sabia o meu estágio, meu nível de não apego aos sentimentos mundanos e às injustiças cometidas comigo diretamente. Acho que essa minha dúvida me deixou exposta a essa situação, para me testar.

Meu filho, Davi, de 13 anos, era muito mais avançado do que eu no quesito espiritualidade. Nascera assim, iluminado. Não se magoava com nada e não se sentia depressivo; para ele tudo tinha um lado bom, sabia perdoar e era grato como ninguém. Foi uma criança prodígio em vários aspectos, inteligente e tranquilo. Como adolescente, eu diria que vivia o presente, o agora. Sua missão sempre foi fazer eu e o pai dele felizes, agradecidos e nos lembrar de sempre seguir o caminho do desenvolvimento espiritual. Mesmo depois de sua morte.

Foi em um sábado à tarde que meu coração se sentiu apertadinho. O dia estava ensolarado, mas era como se estivesse nublado para mim. Algo iria acontecer. Meu sexto sentido materno me dizia para proteger meu filho. Eu ligava em seu celular, não atendia. Ele tinha saído de manhã para ir à praia jogar futebol e andar de bicicleta com seus amigos. Já havia passado a hora do almoço, e eu estava preocupada como nunca ficara antes. Chorei. Ligava em seu celular e nada.

Fomos procurá-lo, ligamos para seus amigos. Descobrimos que ele havia sido atropelado por um motorista bêbado enquanto atravessava a rua, na faixa, com o sinal vermelho para o carro e aberto para o pedestre. O carro não parou quando devia e atingiu meu filho. Davi não morreu na hora. Ficou em coma por três longas semanas.

Todos os dias, durante esse tempo, eu acordava no hospital e via meu filho me pedindo algo. Era sua alma falando comigo. Eu sabia que era uma escolha dela – da alma – estar ali ainda e que ele não estava mais em condições de permanecer aqui como ser humano. Sua alma estava pronta para deixar seu corpo, esperando apenas eu me libertar do medo e deixar a vida seguir seu fluxo.

A cada dia eu acordava diferente, mais preparada, mais forte, embora sentisse que a hora dele se aproximava. Era uma evolução intensiva, pois a cada momento estava mais próxima de atingir o perdão e de poder aprender uma grande lição dessa vida.

O bêbado que atingiu meu filho chorou como um bebê quando falou comigo pela primeira vez. Naquele momento, eu sentia raiva dele. Chorávamos os dois, ele pedindo perdão e eu desesperada. Para mim e quase todos ao meu redor, ele era culpado dessa situação, da minha dor. Uma atitude errada dele, proporcionou o inferno na minha vida, ao menos naquele instante.

Meu filho não voltaria, eu sabia disso. E, embora eu tivesse demonstrado a ele em vida, todos os dias, meu amor incondicional, feito meu melhor sempre como mãe e amiga, eu não tive tempo de me despedir. Os avôs e avós, não o perdoaram até hoje. Seus tios e primos não conseguem entender e sentem saudades de Davi.

Meu marido foi quem perdoou o motorista primeiro. Acho que veio dele as características avançadas de nosso filho. Ele dizia que não poderíamos carregar aquele fardo para sempre, que deveríamos perdoar e rezar para que a alma Davi estivesse bem, em paz, assim como ele era em vida. Meu marido já o considerava morto, pois as chances não existiam. Eu, ao mesmo tempo em que os médicos diziam isso, tinha esperança, pois ele estava vivo, respirando.

Comecei a sentir, aos poucos, o corpo de Davi sofrendo. Precisava libertá-lo. Do mesmo jeito que eu dei à luz a Davi, eu também o deixei sem amarras para que sua alma seguisse seu caminho. Eu sinto que fui, sim, de certa forma, responsável pelo começo e fim de sua vida – de uma forma positiva, pois ele se foi em paz, cumprindo sua missão de nos fazer felizes em vida e de nos deixar em paz no momento de sua perda.

Tudo aconteceu rápido. Em dois dias vi a necessidade de conseguir perdoar aquele rapaz e libertar meu filho. Comecei a buscar todas as respostas para meus sentimentos ruins. A raiva que eu tinha pelo motorista bêbado, a justiça que eu queria, a dor que eu sentia em todos os momentos dos meus dias… Nada disso traria de volta meu filho iluminado, meu bebê tão amado.

Primeiro de tudo, resolvi me perdoar por estar em um processo. Não me sentiria culpada por estar com raiva ou não perdoar, mas eu sabia que esse tipo de sentimento não era o que eu queria. No auge da minha dor, fui grata por todos os momentos que passamos juntos, desde o descobrimento da gravidez inesperada aos 17 anos, o aprendizado de como e o quê era ser mãe. Foram treze anos de felicidade plena, e eu era muito grata mesmo por tudo. Foi de repente que começou a chover aprendizados sobre o perdão e a gratidão.

Quanto mais eu lia e ouvia pessoas me aconselhando, mais eu era agradecida por tudo, e mais forte me tornava. Olhava meu anjo quase morrendo e sabia que eu tinha que perdoar aquele rapaz que cometeu um erro. Era algo que eu tinha que fazer por mim e por meu filho. Desconhecidos me falavam sobre perdão e meu marido reafirmava que já havia perdoado.

Em meio de tanta dor, encontrei o perdão ao ouvir meu coração. Ele dizia que tudo era uma forma de me tornar mais forte, de chegar mais próximo de minha alma. Eu ouvia meu coração dizer que o Universo é muito mais que isso tudo, ainda que nossa vida pareça limitada, nos encontraríamos de novo em outras existências, em outras dimensões.

Em poucos dias, os médicos me avisaram que não demoraria sua passagem. Foi nesse momento que perdi as esperanças de que as coisas pudessem ser diferentes, aceitei o passado, vi um futuro iluminado e perdoei o motorista que o atingiu. Em dois dias, meu filho desencarnou depois que me despedi dele. Sinto desde então sua alma nos protegendo, nos guiando e nos fortalecendo em todos os momentos.

Perdi a companhia de meu filho, mas jamais nos separaremos. Não porque é um apego meu, mas porque sinto que somos espíritos ligados, assim como meu marido e eu, eles dois e nós e nossa bebê Cristina que nasceu três anos depois que Davi morreu. Meu filho ficou em coma durante três semanas, o tempo necessário para que eu aprendesse a perdoar e que ele pudesse ir sem deixar nenhuma pendência nesse plano espiritual.

De fato, hoje, eu não vejo mais o rapaz que dirigia bêbado como alguém que me fez mal, ou a meu filho. Percebo-o hoje como alguém que e ajudou a chegar mais perto de meu coração, com amor. Amor pelas pessoas, pelo meu filho, pela minha família. Não ignoro o que aconteceu, Davi faz falta, choro de saudades. Mas o perdão não é ignorar tudo isso, é saber que o que aconteceu está no passado e devemos olhar para o futuro com outra percepção das coisas.

O homem que atingiu meu filho não teve má intenção. Foi algo que ele não imaginava que pudesse acontecer. Ele também aprendeu muito. A justiça terrena acabou sendo feita e sei que não deve ser fácil para ele carregar a morte de alguém e a dor de uma família ao perder um ente querido por sua irresponsabilidade.

Por tudo isso, por mim, por minha família e principalmente por Davi que eu o perdoo de verdade, com todo meu coração.

Aprendi que não estamos sozinhos. Os momentos de dor são chances de recomeçar, de aprender algo novo e superar limitações.

Sou grata por tudo isso.

É perdoando que nos livramos do fardo que carregamosIsabel Allende

“O perdão também exige uma mudança fundamental na forma de ver a pessoa a quem você poderá perdoar. Em vez de vê-la como alguém que o vitimou, veja-a como alguém que poderá ajudá-lo a chegar mais perto do seu coração”. Baptist de Pape

Essa história foi inspirada no relato de Isabel Allende, narrada no capítulo 15. Perdão, do livro O Poder do Coração, de Baptist de Pape. Este é um livro essencial às pessoas que procuram a evolução espiritual, recomendo. Além dessa leitura, recomendo “O Poder do Agora”, de Eckhart Tolle; e o documentário (ou livro) O Segredo e o livro A Magia, os dois de Rhonda Byrne, sobre a lei da atração.

Ela

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Havia se passado dois anos desde que sua alma gêmea desencarnara em um trágico acidente entre seu carro e um caminhão.

A saudade era o que doía, a vontade de tê-lo por perto, de que ele pudesse ver seu filho crescer, de poder dividir suas vitórias e alguns fracassos temporários com ele. Não podia mais. Mas sabia que era questão de tempo até se reencontrarem em outro plano, ou em outra vida.

Ela seguia sua vida aqui na Terra, mas não era tão alegre como antes. Não tinha o mesmo brilho no olhar. Às vezes passava horas chorando. Não era totalmente infeliz, mas sentia saudade. Lutava por sua felicidade. Tentava trabalhar, cuidar da criança de apenas 3 anos. Seguia firme, embora aquele caminhão tivesse levado uma parte de sua paz.

Resolveu, porém, numa tarde em seu escritório, aceitar o convite de uma amiga para seu aniversário. Seria uma festa em uma casa noturna, lugar que ela não ia desde que se tornara mãe. Pouco antes, ainda grávida, foi comemorar os trinta e dois anos do marido.

Ligou para sua mãe, pediu que ficasse com seu filho naquela noite. A mãe se animou, nem acreditava no que acabara de ouvir. Aceitou na mesma hora, pediu apenas que esperasse por confirmação.

Naquela noite foi quando se conheceram. O novo ele era divorciado. Ela sabia que podia que namorar e que estar com alguém não seria pecado, não haveria traição. Ele queria que ela fosse feliz. Ela queria ser feliz. O novo ele era interessante e logo teve vontade de conhecê-lo melhor, apenas aquela vozinha dizia que não deveria fazer isso. Besteira, ela sabia que era o certo a fazer.

Naquela noite, o novo ele conquistou sua simpatia e curiosidade. Passaram a maior parte do tempo conversando, rindo, contando suas histórias. Ela não tirara a aliança do falecido marido, então teve que dizer logo de cara que era viúva, pois ela queria que o novo ele soubesse da informação. Não entraram em detalhes. A noite foi agradável.

Nunca iria amar alguém como o amou, ela pensava. Nunca. Eles eram almas gêmeas, ela sabia disso. Ele também. Ele a amava profundamente. O amor deles era lindo, sereno, sincero. Não tinha cobrança, não tinha dúvida nem ciúme. Tinha brigas e muitas. Nunca amaria alguém como amava ele.

Mas o novo ele estava se aproximando. Depois da festa, a levou pra casa e trocaram telefones. Tinham muita coisa em comum.

Dias depois, mais um encontro tiveram e começaram um romance. Foi difícil para ela começar a se entregar. Não conseguia deixar de pensar nele e o novo ele estava tentando ser compreensivo – sinal de que o novo ele valeria a pena.

O filho deles gostou do novo ele. Passavam muito tempo juntos. Começaram a namorar. Assumiram nas redes sociais. As pessoas ficaram felizes por ela. E ela estava feliz. E o novo ele era realmente legal. Mas sabia que ela não o amava como amou o antigo ele. Mas ele não se importava, compreendia.

A mãe do antigo ele se surpreendeu positivamente quando ela entrou em contato para contar a novidade. Convidou ela para que o conhecesse, saíram todos para o teatro: ela, ele, o filho, a mãe e o pai do antigo ele, avós da criança. Ficaram felizes ao vê-la feliz. Mas sabia que o antigo ele não saía de seu coração e isso os deixava ainda mais feliz. A lembrança do filho único iria durar pra sempre. O neto não esqueceria do pai, ainda que não pudesse se lembrar.

Passaram muito tempo juntos, se descobriram muito afinados. Foram morar juntos e tiveram uma filha. Os quatro viveram muito bem, entre brigas e algum ciúme, existia amor, de ambas as partes. Mais dele. Menos intenso dela. O antigo ele nunca fora esquecido. Alma gêmea, eles eram. É o amor que transcende a matéria, o plano terrestre. Mas ela encontrou a paz novamente com o novo ele. E foi assim o antigo ele poderia, então, seguir em paz, esperando o próximo encontro entre as almas gêmeas.

“Foi ele que te colocou na minha vida, posso de novo ser feliz”, dizia ela em vida, “obrigada, meu companheiro terrestre”, disse para ele antes de desencarnar, já velha. E se encontraram, as almas gêmeas.

 

Gratidão

(atualização 17 de julho de 2015: ôba! mais uma etapa superada! pouco tempo depois de escrever esse texto, larguei os remédios!)

1462810_666767120020780_341551041_oEm 15 de novembro de 2013 tatuei a palavra “gracias” no meu pulso esquerdo, bem no meu campo de visão. Como sou canhota, utilizo muito meu braço esquerdo e quase o tempo todo estou olhando para ele.

 Há muitos anos, eu queria tatuar a palavra “grazie”, obrigada em italiano, em homenagem aos Pagliucas. Sempre senti vontade de agradecer ao Universo por ser uma moça verdadeiramente abençoada, não só por ter crescido com privilégios graças ao esforço e garra fora do comum dos meus pais, mas por ter nascido em uma família unida, superando as dificuldades e tristezas com muito amor, por ter amigos, por ter saúde, por ter escolhido aprender ao invés de ficar estagnada, enfim… por muitos motivos.

Decidi mudar o idioma depois de morar na Espanha, em 2010. Nunca fui pra Itália e não falo italiano. ‘Gracias’ me parece mais significativo. E eu acabei fazendo uma homenagem ao meu tempo de Madri, às minhas amigas amadas e às experiências incríveis que tive lá. Gracias, España! Te echo de menos!

A tatuagem não está nesse local a toa. Não é algo que quero mostrar para os outros, que apenas ilustra parte da minha personalidade. Quis fazê-la ali para me lembrar, constantemente, como tenho que agradecer.

Minha mãe sempre me perguntava, nas minhas crises de depressão: “o que te falta?” E eu respondia: “Nada! É só um vazio que sinto e me vem essa tristeza homérica”. Mesmo assim, sempre fui grata, nunca deixei de demonstrar isso para quem eu amo.

Mas agradecer e se revoltar pelo “vazio'” não bastava, sentia que era errado. Procurei ajuda. Há mais um de ano, tomo dois remédios diários para combater esse vazio. Depois deles, não tive mais crises, apenas sensações – motivo para meu médico não me dar ‘alta’ – e sigo tomando-os para controlar minha bipolaridade.

 E agradeço muito pela medicina me ajudar. Sem ela, não conseguiria estar em “equilíbrio químico” dentro de mim para conseguir atingir meu equilíbrio psicológico e espiritual. Coisas que só quem toma remédio e sente a diferença pode entender. Os demais, com todo respeito, não precisam perder tempo criticando aqueles que se medicam em busca de equilíbrio. Estamos melhores assim, cada um – e seu médico – sabe o que é melhor pra si.

Essa questão de equilíbrio tem tudo a ver com agradecimento. Não basta agradecer quem oferece ajuda, não basta reconhecer o gesto alheio. Precisamos encontrar a gratidão em cada momento da vida. Ser gratos pelo que nós mesmos fazemos por nós. Reconheça também a beleza no sol, na lua, na criança, no alimento, na planta, na saúde, na música… Seja grato por estar vivo: é um milagre!

Quando somos verdadeiramente gratos pelo que temos e somos, acabamos sendo automaticamente gratos aos que nos proporcionam ajuda – meu ponto é que não basta dizer “obrigada”. E a gratidão é uma das únicas formas de se conseguir ser realmente feliz. Ser grato é enxergar a vida mais bela, saber que iremos enfrentar dificuldades, mas é somente delas que vêm as conquistas. Quem disse que ia ser fácil? Sou grata por ser difícil. E por tantas outras coisas.

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Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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