Veja sobre o Gabitopia De 2005, quando eu comecei a escrever, até hoje, muitas ideias foram colocadas nesse blog. O conteúdo dos posts retratam minha caminhada, a passagem da adolescência para minha fase adulta. Alguns conceito mudaram, outros amadureceram e muitos novos estão por vir. O Gabitopia é um blog de crônicas, opinião, pensamentos, reflexões, debates, etc. Qualquer texto que me dá vontade de escrever está aqui. Hoje escrevo muito mais sobre espiritualidade, meditação, estilo de vida, relacionamentos, etc. O blog Já tem mais de 270 postagens e mais de 17 mil visualizações. Seja bem vind@ ao Gabitopia!

O Museu da História Americana




         Nos Estados Unidos antes da Revolução Industrial existia uma classe de trabalhadores que atuava na rua, como ambulante. O país teve também escravos até 1865, até a Guerra Civil, entre o norte e o sul do país, o primeiro queria que liberdade para os escravos e o último não queria. O norte conseguiu seu objetivo e escravos foram libertados.

         O país de Barack Obama foi construído pelos negros enquanto os brancos só ficavam sentados contando o dinheiro, ruim pra sociedade, mas bom para economia. Assim como no Brasil, os negros depois de livres, sofreram muito preconceito, e até hoje sofrem, mas eram eles que sabiam fazer realmente acontecer, fazer o trabalho duro.

         Minha professora de inglês nos levou para o National Museum of American History (Museu Nacional da História Americana), onde eu aprendi um pouco disso que acabei de contar. Um museu de entrada franca, financiado pelo governo, com seções variadas: cultura popular, como cinema, televisão e música; uma seção destinada aos presidentes e outra para as primeiras damas; sobre tudo de tecnologia; uma bem grande sobre todas as guerras etc.





         Na parte da cultura popular havia verdadeiros tesouros da história, como o sapato de Dorothy, do musical O Mágico de Oz; a roupa do personagem Rafik, macaco padrinho do Simba, no musical O Rei Leão; desenhos originais do Looney Tunes e logo na entrada, esse Dumbo bem grande da foto ao lado.
         Tem um espaço, quase um andar inteiro, dedicado à parte científica dos Estados Unidos: biologia, tecnologia, geografia, energia atômica, química em geral… Não é algo que eu entendo muito, mas foi interessante estar lá.


         Eles levam super a sério esse lance todo de guerra, até porque os Estados Unidos estão em guerra contra o Iraque, não tem como não levar a sério. A seção das guerras é dividia por subseções – Guerra Civil, 1ª Guerra Mundial, 2ª Guerra Mundial, Guerra Fria, Guerra do Golfo etc. Tinha uns painéis expostos que encorajavam as pessoas em relação às guerras, as chamando pro exército, mas eu não vi a do Tio Sam, heheEncontrei perdido, nessa seção também, uma televisão exibindo a Disney falando sobre a economia: “com meus impostos, seus impostos, nossos impostos, as indústrias vão em frente”, eles têm partes em pé do Muro de Berlim de verdade, helicópiteros com estátuas em tamanho real de soldados e no finalzinho, a guerra do Vietnã, sendo transmitidas “ao vivo” em televisões antigas no museu.

         Como uma boa estudante de jornalismo, tudo o que tinha a ver com jornais, imprensa e jornalistas chamava minha atenção. A imprensa americana é considerada a melhor do mundo, mas sobre isso vou escrever quando eu for no Newseum, um museu dedicado a essa minha paixão! Em um momento vi crianças mal educadas, batendo nos vidros e nas paredes e gritando, fiquei pensando o que eu faria se fosse meu filho fazendo isso em um museu, quando eu ouço um grupo de crianças gritando: “Olha, é o George Washington!” e correndo até a foto do primeiro presidente do país. Fiquei impressionada, eu duvido que se os brasileiros vissem a imagem de Deodoro da Fonseca ou, que seja, Fernando Henrique Cardoso, os reconhecessem, algo que realmente parei para pensar em relação à má-educação.


         A parte que eu mais gostei foi a das guerras, tanta coisa pra dizer, tantas histórias pra contar e emoções pra sentir. Eu sei que tudo pode ser encontrado na internet, hoje em dia, mas eles têm todo um clima construído, música, luz, temperatura… Vale à pena ir até lá, ou em qualquer museu interessante. Eu não conseguiria aprender sobre toda a história dos Estados Unidos da América em um dia, em um passeio e em uma lida em cada explicação, mesmo que eu tivesse lido tudo (por estar em grupo, não pude ler muita coisa, para acompanhar o ritmo dos outros), mas é fantástico associar os conhecimentos prévios com as informações do museu e com certeza depois de ir a um museu, associamos novas descobertas que têm conexão. 

“Não importa o quão grande seja o rio, nunca se esqueça de onde começou”  provérbio Yoruba.

Quem nunca gostou de nada babaca, que atire a primeira pedra.

2016:
Estava um pouco reativa, mas a mensagem foi: pratique o não julgamento!
As críticas abaixo são válidas, mas usaria palavras menos agressivas e mais amorosas, respeitando essas pessoas que também merecem nossa compaixão.
2010:
Cara, as pessoas têm mania de criticar tudo, né?! Criticam os políticos, os jogadores de futebol e o técnico, criticam o ensino e os hospitais públicos, os particulares também. Hoje eu recebi essa imagem por MSN:
Parabéns pra quem fez isso, MUITO criativo chamar o ‘ator em alta’ de viado, realmente, ninguém nunca pensou nisso e vai ficar pra posteridade, como obra de arte, esse seu banner! Ah, e obrigada por me convencer a não ir ao cinema só porque ele é viado.
Claro que tudo isso que eu falei foi irônico. Logo me veio na cabeça algo assim:
Bom, eu não tive nenhuma intensão de ser criativa.
(eu tive que mudar uma palavra porque ela não estava adequada).
Bom, foi algo bem rápido que eu fiz, meio no improviso, só pra demonstrar minha indignação. Não, cara, eu não sou fã do Crepusculo, eu nem ao menos gosto de vampiros pelo simples fato de eu não gostar de monstro e vampiro pra mim é monstro. (Pra mim, quem gosta de ver sangue, pessoas morrendo e vivos mortos são pessoas que precisam de tratamento, traumatizadas com algo, sei lá, mas, estou aqui pra denfender um ponto)
No entanto, as pessoas vêem essas imagens (essa 1a imagem) como uma coisa “super legal  YEY”, e ficam divulgando algo tipo isso. PARA, CARA, VOCÊ TEM QUE ARRUMAR OUTRA OCUPAÇÃO!!!
10 motivos que eu acho que esses caras são babacas:
1: VAMPIROS NÃO EXISTEM!!! Desculpa se eu estraguei sua fantasia, mas VAMPIROS NÃO EXISTEM, assim como feiticeiros, ogros, super heróis, dragões e guerreiros interestrelares, então, assim como eu posso fazer meu Papai Noel ser VERDE LIMÃO – não a roupa, ELE -, as pessoas podem inventar qualquer coisa que querem para um vampiro. Só porque o SEU vampiro é cheio de sangue e nojento, não significa que um limpinho seja viado e nem venha me falar que vampiros são figuras criadas há anos por isso são clássicas e tal… Cada um tem liberdade de fazer o que quiser com as imagens. Se eu posso desenhar um PÁSSARO, uma PESSOA ou um OBJETO que EXISTE como EU quero, imagina uma coisa que NÃO EXISTE, mesmo se outras pessoas inventaram há séculos?
2: E mesmo se for gay, qual o problema? Você não tem amigos gays pra saber que eles, assim como os héteros, podem ser pessoas fantásticas? Os gays não podem ser felizes, agora? Não podem viver livres por aí? É isso que você insinuando? Que ser viado é ruim e ser machão cheio de sangue é bom? Reveja seus conceitos. Não estou falando que EU estou certa, mas talvez você precise pensar um pouco mais.
3: Meu filho, autor de piadas desse tipo: vai dizer que você nunca gostou de nada babaca quando era mais novo? Ou até hoje mesmo. Cara, se você não gostava/gosta de nada trash você não sabe o que tá perdendo. A MELHOR parte é ficar mais velho e rir disso. Aproveita a vida, meu filho, ficar pensando no que os outros vão pensar definitivamente não é a melhor maneira de viver feliz.
4: Só um conselho, cara… Porque você não simplesmente ignora? Eu não gosto do livro/filme e de outras coisas, me incomodo um pouco com a publicidade que essas coisas que EU – leia-se EU – não gosto, mas eu IGNORO e sou MUITO feliz. Muita gente vem ficar me enxendo com esses assuntos, não pense que só vocês que são bombardeados desses cocozinhos publicitários, mas eu só ignoro. IGNORA, CARA….
5: Não é por nada, esse argumento é meio fraco, mas o VIADO ali pode escolher quem ele quiser pra ficar, homem, mulher, vampiro, vampira, lobo, sua mãe, sua irmã… Mas e você? Tá com essa bola toda?
6: Gosto é que nem… cheiro. Cada um tem o seu! Não adianta, meu, NÃO ADIANTA, todo mundo gosta de alguma coisa estranha. Se você gosta de rock ‘n’ roll, se acha super legal por ser alternativo porque conhece as bandas undergrounds e ter um cabelão, saiba que tem muita gente, como eu, que acha extremamente chato esse tipo de ambiente e você não é melhor só porque você gosta de algo mais clássico, que nossos avós gostavam.
7: CADA PESSOA acha que o seu próprio GOSTO é melhor que o dos outros. Então porque perder tempo criticando? Vai perder tempo fazendo algo mais útil pelo mundo. As pessoas estão cansadas de ouvir crítica o tempo todo de quem sabe pouco.
8: Se você quer “ensinar” alguma coisa sobre arte, cultura, esses lances todos pra mulecada de hoje, entra numa faculdade disso e vai ser professor de adolescente, cara, ou então, faz um blog, meu, é de graça! Faz um blog sobre coisas legais pra esse público alvo. (http://www.gabi.blog.br) Ou então, usa argumentos bons. Vai ensinando aos poucos os jovens, apresenta e indica o que você gosta, mas pode ser que a pessoa não queira ou não goste, use argumentos mais sólidos, mostra as opções pras pessoas. É facinho falar mal e não fazer nada pra mudar.
9: É muito fácil criticar, fazer piadinha das coisas que você não gosta. Quero ver você julgar o que você gosta. Quer ver você admitir que gostava de Backstreet Boys ou Britney Spears! Ah, e eu duvido você fazer isso na frente dos seus amigos mostrando um vídeo da sua coreografia de Backstreet’s Back ou Baby One More Time…
10: O outro grupo/ a outra pessoa é sempre MENOR que você. Nunca as pessoas vão ser boas suficientes pra você, e aí você tira sarro, achando que com isso vai estar te deixando em um nível maior porque você não gosta de alguma coisa. Estamos no ano de 2010 e as pessoas ainda são burras suficientes pra não aprender uma frase que eu sei desde que eu nasci, mas não entendia muito bem, até pouco tempo atrás. GOSTO É QUE NEM CU, CADA UM TEM O SEU (desculpa pelo ‘palavrão’ :P).
Se você acha que inferiorizando os outros vão te fazer melhor está muito enganado.
Tem uma frase que eu gosto muito de Voltaire que é “Posso não concordar com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-lo“, deixa as pessoas em PAZ, cara… Do mesmo jeito que você tem direito de escolher a sua coisa idiota pra gostar, os outros também tem. Essa frase explica porque eu estou escrevendo esse texto, mesmo não sendo fã de Crepusculo e coisas como isso.
–> Pra mim, quem gosta de ver sangue, pessoas morrendo e vivos mortos são pessoas que precisam de tratamento, traumatizadas com algo… Brincadeira, mas EU não gosto e mesmoa ssim estou aqui pra denfender que você PODE gostar de QUALQUER coisa, até mesmo de ver sangue no cinema, se você quiser.
Deixa as pessoas em paz!!!
Vá cuida da sua vida!!!
Vai parar de ver os filme pra criticar depois! Vai parar de ouvir música pra criticar depois! O mundo já tem tanta coisa errada, você  não vai conseguir mudar criticando, se não tomar uma atitude!  O mundo já tem coisa errada suficiente pra você ficar criando mais uma…
Eu espero que isso que eu escrevi tenha aberto a mente de vocês… Eu não ligo pro que vocês gostam ou deixam de gostar, o importante é respeitar a opinião e gosto dos outros.
 
Um exercício de pessoas sanas e não hipócritas….
Vou começar, vocês seguem o exemplo nos comentários.
Quando eu era pequena eu escutava Backsteet Boys e dançava É o Tchan e todas aquelas músicas que vieram com eles, como Papo de Jacaré.
Hoje em dia eu gosto de iCarly, Hannah Montana; escuto às vezes bandas coloridas e Nx Zero.
Infelizmente, não tenho nenhum vídeo pra compartilhar (sorte minha haha)
Vocês acham que eu não fico envergonhada? Fico, mas não sou hipócrita. Eu dei esses exemplos porque são algumas coisas que são criticadas, mas eu gosto de coisas que não são tão criticadas, mas tem gente que acha tosco.


Consumo, Mundial de futebol e Coca Cola!

 

Todo mundo sabe que na época da Copa do Mundo é hora de fazer coleção do álbum da Copa, comprar uma televisão nova pra ver os jogos em alta definição (HD) e comprar camisetas, chinelos, bonés, calcinhas e outras coisas que as marcas lançam. Mas como tudo na moda, ela vai passar, porque afinal, quem usa uma camiseta “BRASIL RUMO AO HEXA 2006” sendo que em 2006 a gente nem chegou perto do hexacampeonato? Pois eh, depois que acaba, mesmo que a seleção conquiste o título, as coisas vão ficar lá, jogadas… Menos a televisão, claro, mas também, fala sério, é uma televisão…  

Esse ano, estou morando em Madri, Espanha e por isso vou torcer pro meu Brasil fora de casa. Ainda assim, posso perceber que a Copa do Mundo é também aqui (em 10 dias posso dizer até mesmo sobre EUA, pois estou indo pra lá dia 15) época de comprar, comprar e comprar. O nacionalismo aumenta e o consumo também. Bandeira, camiseta, álbum de figurinha, bichos de pelúcia, materiais de torcida em geral… Fato sabido, não?  

No meu primeiro semestre da faculdade de jornalismo, uma professora disse, e não só não esqueço, como vivo repetindo: o problema não é você CONSUMIR, COMPRAR, USAR, PAGAR AQUELE PREÇO por algo que é MODINHA, por algo que VAI EMBORA… O problema é você não ter a consciência que está fazendo e acha super legal que alguém disponibiliza algo que você SEMPRE* precisou, sabe? (*ironia, pra quem não entendeu pela falta de recursos). 

Ok, agora um exemplo real. Quando fui numa loja de conveniência aqui perto de casa (Open Core) e não sabia o que comer – aquela 1h30 da madrugada que você sabe que comer algo, mas não sabe o que – e eu entrei na sessão de bebidas eu vi umas latinhas promocionais da Coca Cola, uma amiga já havia comentado, mas eu nem dei bola, foi quando eu vi do Brasil, da Argentina e da Itália. Depois eu vi que se tratava das latinhas dos campeões “COLECCIONA LOS CAMPEONES, ¡HAY 7 DIFERENTES!”, Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, Uruguai, Inglaterra e França. Mas elas são tão “bonitinhas” que eu resolvi colecionar. 

As duas primeiras foram do Brasil e da Argentina, depois da Itália, um dia só tinha da Inglaterra, nunca tinha as outras três, depois fui até o mercado e achei da Alemanha, da França e hoje eu pedi pra minha amiga que mora comigo quando ela foi ao Open Core ver se tinha do Uruguai, que era a única que faltava.


E tinha! Então, hoje, eu completei a minha tão querida coleção. Só que provavelmente vou cortar a parte do mascote que tá segurando a bandeira porque é quase certeza que não poderei levar na minha bagagem por falta de espaço, então, recortando a imagem se transformará em uma fina placa de metal, da espessura de uma folha de papel, enfio em qualquer lugar da mala e vai virar imã de geladeira ou só uma lembrança da Copa do Mundo de 2010 na Espanha (na verdade eu estarei nos EUA, mas a pré-copa, eu quero dizer, toda a preparação e expectativa, inclusive a abertura, eu estava aqui.) 

Só que tem alguns detalhes aí: 


1) é muito mais barato comprar a Coca Cola em garrafa, mesmo cada latinha custando uns 0,90€, em média.
 


2) eu nem gosto tanto da Coca Cola daqui da Espanha. Algumas pessoas não reparam a diferença, eu percebi desde o dia que eu cheguei.
 


3) eu nem estou tomando muito refrigerante, quando eu tomo é guaraná, mas não tomo muito porque é 1€ cada latinha ou 2,50€ uma garrafa (caro) ou então soda ou fanta. Estou tomando mais suco ou chá, mesmo.
 


4) eu não estava tomando Coca Cola. Obs.: O meu não tomar coca cola não é como meu vegetarianismo que EU NÃO COMO CARNE NEM POR DECRETO LEI. É tipo, não quero mais beber coca, mas com pipoca e um filminho não pega nada.
 

Eu sei que se fosse um amigo ou alguém que eu conhecesse que estivesse nessa situação, com esses itens 1,2,3 e 4 e me dissesse “vou comprar Coca pra colecionar as latinhas porque elas são bonitas”, eu ia dizer: “oi?” e ia pensar várias besteiras. Dependendo do grau eu ia falar. 

Mas, antes que vocês pensem que eu vou
me criticar, eu já vou dizer. Eu não sou dessas. Haha. Eu sei que eu tô sendo influenciada a comprar Coca Cola e a estratégia de marketing funcionou muito bem comigo, só que a diferença entre eu e outra pessoa é que (talvez, muito provavelmente), essa outra pessoa NÃO TIVESSE A CONSCIÊNCIA. Não que as pessoas sejam burras e eu inteligente, não é isso. É que eu tenho consciência do que eu estou fazendo e as pessoas – Muitas… Às vezes… – acham que são super legais fazendo coisas que o grupo de marketing de tal empresa (nesse caso Coca Cola – España) bolou pra te manipular e você fazer sem prestar atenção. 
 


Só que se eu acabo de dizer que eu fui influenciada e a estratégia de marketing funcionou da mesma maneira, o que muda, pra Coca Cola, se eu sou consciente ou não do que eu faço, se no fim, o dinheiro chega pra eles de qualquer maneira. 

A diferença, caros amigos, é o conselho que eu dou:
Compre as latinhas da Coca Light porque são muito mais bonitas com o fundo é preto.
 

Brincadeira (em partes). 


Sério, agora:
 

Não dá pra fugir muito desse sistema o qual estamos inseridos, mas se você fizer as coisas com CONSCIÊNCIA você vai fazer o que VOCÊ escolher, se você não tiver consciência, você vai fazer o que os OUTROS escolherem. 

NÃO AO CONSUMISMO INCONSCIENTE! :) 

BRASIL :)

 

Essa postagem deu origem a um comentário do perfil oficial no Facebook da minha banda preferida, meus ídolos, aqueles que tem as músicas mais iluminadas e que me fazem tão bem. O comentário foi “É o papo” do Forfun… ME DIZ QUE ALGUM INTEGRANTE DA MINHA BANDA PREFERIDA LEU O QUE EU ESCREVI!

 Jan/2016:
não tomo mais coca cola rs

Uma análise sobre os homens – e suas mulheres



           Vocês já viram como, num casal, os homens são sempre “menos” que as mulheres? Menos bonitos, menos inteligentes, menos gostosos, menos engraçados, menos… menos… Já viram? Bom, eu sempre reparo nisso. Dificilmente uma mulher bonita e inteligente vai estar com um cara super bonito e inteligente. Esses caras ou são gays ou vão ficar com as mulheres MAIS bonitas e MAIS inteligentes que eles. 

           A gente SEMPRE vê uma gostosa com um barrigudo, mas nunca vê um gostoso com uma mulher mais desarrumada, um pouco acima do peso. Isso não incomoda vocês? A mim sim, muito.

           Isso porque os homens acham que SEMPRE precisam de algo melhor. Então, a mulher não é suficiente pra ele. Ela não vai ser suficiente pra ele a não ser que ela seja MUITO MELHOR que ele, daí, vai ser sufiiciente. 

           E sabe o pior? É que MESMO quando a mulher é MUITO melhor que ele, ele arruma aquela maneira de fazer a mulher pensar que não é. Eles fazem as mulheres acharem que é uma TREMENDA sorte ela ter encontrado “ele”, porque “ninguém mais” poderia amá-la. 

           Então, normalmente fica mais ou menos assim, sendo que existe outras definições entre uma e outra que eu não vou citar: 

um merda fica com uma mulher esforçada ou a gostosa se ele tiver MUITO dinheiro; 
um cara bizarro fica com uma mulher normal; 
um cara mediocre fica com uma mulher de bom coração; 
um cara patético fica com uma mulher boa de cama; 
um cara sem sal fica com uma mulher gostosa;
um cara esforçado fica com a legal e engraçada; 
um cara engraçado fica com uma mulher bonita e inteligente; 
um cara bonito fica com uma mulher bonita, gostosa e engraçada; 
um cara bonito e engraçado fica com uma mulher bonita, engraçada, cheirosa e inteligente; 
um cara bonito, engraçado, cheiroso, inteligente fica com uma mulher tudo isso e um pouco mais que ele…

           Isso muda quando a mulher é MUITO gostosa, porque ela pode ser só gostosa pro mais top querer ela… mas não vai aguentar por muito tempo…  

           E tem mais…. As “categorias” beleza e corpo, para os homens, estão sempre à frente de qualquer uma outra, enquanto pras mulheres, não…

          Esse esquema é a realidade, mas que os homens enxergam ao contrário. Eles sempre acham que a mulher é menos que ele… Vocês leram o esquema acima? Bom, é melhor ler antes, porque é a realidade… NA CABEÇA INSANA E DOENTE MASCULINA, de acordo com o que cada um é, cada um acha que tem a mulher correspondente:

um merda fica com um merda feminino (só que essas merdas são apenas aquelas assassinas ou outras criminosas, que normalmente são influenciadas por homem); 
um cara bizarro fica com uma mulher bizarra e fedida; 
um cara mediocre fica com uma mulher medíocre e burra; 
um cara patético fica com uma mulher patética e estressadinha; 
um cara sem sal fica com uma mulher sem sal e gorda;
um cara esforçado fica com a mulher esforçada, mas não suficiente; 
um cara engraçado fica com uma mulher legal, mas feia; 
um cara bonito fica com uma mulher bonita, mas tem que perder uns quilos; 
um cara bonito e engraçado fica com uma mulher bonita, engraçada, mas meio burrinha; 
um cara bonito, engraçado, cheiroso, inteligente fica com uma mulher bonita, engraçada, cheirosa e inteligente, mas independente demais (e eles colocam isso como sendo DEFEITO, claro).

          E é POR ISSO que eles vão acham SEMPRE que são MELHORES, porque eles NÃO VÊEM A REALIDADE COMO TAL.

          Os homens têm que se acostumar com a ideia real de que as mulheres podem e devem ser tão boas ou melhor que eles. Homem SE ACHA MUITO… Sempre vai pensar que são melhores, mas na verdade são uns bostas. Estamos CANSADAS de tentar fazer os homens entenderem que NÃO-SOMOS-IDIOTAS!

          Agora, dicas para as mulheres quando encontrarem com…

… os que vão  direto ao ponto: “quer transar?”

Mulher: Esses são os menos piores, pelo menos estão sendo sinceros…. Sabe o que você faz? Transe, goze e não deixa ele gozar. E ainda diz: me liga, heim… e esquece acidentalmente de anotar o seu número.

… os que não sabem ir direto ao ponto, mas acham que sabem: “é… ah… é…. bem…”

Mulher: Ria da caras deles e sai fora… ou dá um soco, mas é melhor a primeira opção.

… os que mantém a gente em banho maria: “eu quero te ver, mas não dá… se eu não quisesse, eu não te procurava.”

Mulher: CUIDADO! Esses são os PIORES. Não caia na deles… cuidado… são os mais perigosos… esses daí mentem MUITO bem… É horrível pra saber se eles estão sendo sinceros ou se estão sendo cuzões, mas pra garantir, FOGE… Se ele estiver mesmo a fim, vai correr atrás, vai se esforçar e depois você vai saber… Mas a primeira coisa a fazer é FUGIR. E se quiser dar um soco, eu não desaprovo a tentativa, nem desaconselho!

… os que mentem só pra transar: “eu não ligo pra essas coisas, o importante é que a gente se gosta, não ligo se a gente transar na primeira vez que estamos saindo, ainda assim, quero ficar com você”

Mulher: Para esses você tem que fazer QUESTÃO de se segurar, ELE ESTÁ MENTINDO, se liga, TODO HOMEM se importa com isso! Ou então, dá logo, se diverte e foda-se, mas NÃO PROCURA ELE. O homem que não se importa com isso MESMO é o que vale a pena esperar para construir algo aos poucos e com calma. Se ele não se importa DE VERDADE com sexo na primeira noite porque ele realmente gosta de você, ele não vai se importar em esperar um pouco mais.

… os que acham que enganam: “EU TE AMO…” (quando eles realmente não sentem isso e a gente sabe disso por motivos óbvios como ACABAMOS de nos conhecer ou qualquer coisa que mostre)


um minuto de silêncio para eles…


10s
20s
30s
40s
50s
60s

Mulher: Fica LOGO com o melhor amigo dele, na frente dele. Mas não faça isso se ele te ama DE VERDADE.

… os que se acham, mas são um merda: “Você não quer ficar comigo? Haha… Você não sabe o que está perdendo.” 

Mulher: Se a gente tiver que ir TÃO longe pra descobrir o que hipoteticamente estamos  perdendo… Vamos gastar toda energia e juventude nisso… Pra esses nem fala nada, eles nem merecem, só saia andando.


… os que se acham, mas valem a pena: “Você não quer ficar comigo? Haha… Não sabe o que tá perdendo.”


Mulher: fica e depois fala algo do tipo “sabe que eu não tava perdendo nada” 




… os que são tão ridiculos que tentam fazer você se sentir ridicula também: “você sabe que você nem é TUDO isso pra ficar me dispensando, né?” 

Mulher: Esses normalmente são aqueles gordinhos peludos com hiperidrose, para esses, você fala algo do tipo:  “SE LIGA, BOLA DE PELO MOLHADA, SE OLHA NO ESPELHO” e começa a rir. Eu sei que você pode se sentir mal depois por duas razões: pela maldade e pela auto-estima baixa. NÃO SE SINTA MAL, um cara que fala isso nem  vai se importar com o “xingamento”, porque ele provavelmente já foi ofendido de forma BEM pior e não deixe sua auto-estima cair, porque você tem que saber seu próprio valor, se não souber, procure terapia.


          Homens: QUALQUER – QUALQUER – QUALQUER  mulher é melhor que você, meu amigo, pelo simples fato de sermos mulher. 

          Sei lá, talvez eu pareça só “uma mulher frustrada, delisudida e infeliz” [sic]1 falando isso… Mas não é. Eu já parei de acreditar nos homens, mas mesmo assim eles continuam. Sabe o que parece? Que mesmo que eu esteja parada no centro da sala, sem fazer nada, os caras ficam andando em círculos tentando me “pegar”.
          EU não caio mais, mas mesmo assim eles acham que sim. E agora que eu estou vendo de fora, vejo o quanto isso tudo o que eu acabei de falar é verdade. O homem bonito e inteligente NUNCA olha pra uma menina menos bonita e então nunca vai descobrir o quanto inteligente, engraçada e outras mil qualidades ela pode ter, pelo simples fato de que na categoria BELEZA, ela não está à sua altura, quero dizer no caso, acima. 


          Não é por nada, mas os homens poderiam começar a pensar mais nisso, pra tentar fazer as mulheres, que eles tanto amam, ser mais felizes.


          Com menos raiva no coração agora que já disse tudo – ou quase – tudo que eu queria,

Antônia

1 Procura o significa de  “[sic]” e entenda porque eu coloquei aí como uma brincadeira, ironia.

Se eu te amo ou confudo as coisas.



MixPod.com

Divina Comédia – Scracho 
(pra tirar um pouco o peso da história)
Preciso dizer que te amo – Cazuza 
(pra colocar o devido peso que o texto merece)

             Já faz um tempo tenho tantas saudades… Nunca pensei que passaria todo esse tempo pensando em você… Penso no que fomos e no que nos tornamos. Tenho lembranças e meu maior medo é de só eu tê-las. É só quando eu sinto falta de alguém pra me abraçar, verifico ser tão difícil encontrar alguém como você. Se eu pudesse te ligar pra ouvir sua voz dizendo que em 10 minutos estaria aqui… Quando foi a última vez? Sempre finjo que não lembro, como se fosse possível esquecer.


              Lembro também da primeira – aquelas lembranças que parecem ser só minhas. Foi quando me pediu minhas anotações da aula. Fiquei com vergonha. Eu não poderia mostrar minhas coisas. Você era tão mais inteligente, eu ficaria com vergonha quando você percebesse que eu não havia anotado nada que ainda não soubesse; e depois porque a cada três páginas tinha um desenho seu. Não que eu fosse a melhor desenhista, mas a barba meio mal feita de adolescente e o seu cabelo lisinho não enganavam, nem no pior desenho. Acho que até hoje você não sabe disso. Foi por isso que eu não emprestei. Fique sem saber, mas é por isso que desde lá me acha egoísta. Sempre achou e disse isso.

              É estranho demais…  Que sentimento é esse? Pensar em você me faz entender que eu não encontrei alguém porque você é tudo o que sempre quis, tudo o que eu sempre tive, mas ao mesmo tempo, tudo o que eu nunca pude assumir. Não sei, pensar em você como o cara pra mim, me faz pensar que eu sou muito pouco pra você.

              Eu sei que já falamos disso, que eu sempre fujo dos meninos que gostam de mim ou termino um relacionamento que inevitavelmente se tornará sério pelo simples fato de eu não gostar de namorar… Lembro que você me disse que não era saudável, mas não disse isso me pedindo em namoro nem nada, só conselho de amigo. Você podia tentar, poderia se surpreender com a resposta. Mas é nessa de sermos amigos que meu coração se destroça. Se a única pessoa com quem eu quero estar de verdade e pra sempre é você, pra que dizer que estaria bem me enganar com os outros? 

              A verdade é que não me apaixonaria nunca o suficiente pra namorar outra pessoa. Poucas vezes eu sinto que nem por você é amor de verdade. As outras vezes, a maioria, tenho certeza absoluta que é. Mas de você não sinto mesmo, como posso assumir? De vez em quando até me iludo quando pede pra eu ficar mais ou me leva pra casa dirigindo com uma mão no meu joelho e diz que comigo que é bom estar… Será que você sabe que não precisa dizer essas coisas pra me ter? Por que ao mesmo tempo que diz isso e sinto sinceridade, também sinto certa frieza, como se eu fosse mais uma pra você. 

              É devastadora a sensação de estar apaixonada. Ainda mais apaixonada por você. Eu tento procurar caras legais, mas eles parecem todos iguais, todos nada a ver. Pelo menos se eu estivesse com alguém, te faria sentir ciúme? Ah, que besteira! Eu já tentei isso uma vez, não deu certo, acho. É que você não demonstra. Nem demonstra que quer e nem que não quer. Assim fica um pouco difícil saber. Que droga, me dá um sinal.

              O pior disso tudo é quando paro pra pensar que a culpa disso tudo é minha: talvez eu também não demonstre com medo de te perder, então se você pensa que não sinto nada especial por você, o que eu posso esperar em troca? Queria ser mais corajosa pra enfrentar esse sentimento, assim, de frente, porque a maioria das vezes acho que eu te amo, mas ainda não tenho certeza se não digo com medo de te perder ou por realmente achar que estou confundindo as coisas.

(u)

Publicidade e Moda VS. a gente – os que pensam!

           A cada hora somos bombardeados com muita publicidade, tudo está a venda e por isso, até mesmo as pessoas mais críticas podem pensar que estamos em um beco sem saída, mas não necessariamente. Talvez tenhamos que consumir o que nos oferecem, mas não precisamos ser manipulados como eles querem que sejamos e deixar de fazer nossas próprias escolhas, pensando bem antes de comprar do que comprar por impulso.

           As pessoas acreditam que são vítimas de um sistema e de pessoas que não param de vender, mas o errado da história não é quem vende e sim quem compra sem pensar. Não tem problema comprar, o problema é comprar incessantemente porque pensam que assim vão ser mais felizes, que vão estar na moda ou que vão ser melhores que os outros. Às vezes já até tem algo com a mesma função, mas quando lança um novo, querem por tudo. 

           Como você é? Como você reage à publicidade? É o que eles mais querem que você não faça, mas, POR VOCÊ, faça: reflita um pouco sobre isso.

           Eu ainda não entendi a questão de moda (termo geral, não só pra roupa). O que é a moda? Não é meio que cada um faz sua moda? Como eu posso usar a mesma roupa que Gisele Bündchen usa nas passarelas e que Miley Cyrus usa para passear com seu namorado, afinal de contas, não temos os mesmos corpos e nem os mesmos gostos. Ou então porque vou querer um super computador de último modelo se eu já tenho ainda o meu que funciona? 

           Vamos pensar em uma questão: Quando escolhemos pessoas como amantes e amigos sem se importar com a beleza, a moda e o que essas pessoas têm de valor material, porque ainda acreditamos que se tivermos tudo isso, vamos ser escolhidos como o melhor? Sei que há pessoas que só se importam com coisas materiais e que escolhem amigos e amantes nesse quesito, mas não escrevo pra eles, escrevo para vocês que chegaram até aqui, que pensam. Pessoas que não pensam muito não chegariam jamais nessa parte desse texto.

           Esse negócio de moda e estilo de vida que a publicidade faz é só pra ganhar cada vez mais dinheiro e também para poder manipular as pessoas que não percebem que enquanto compram sem pensar, eles estão rindo sem parar. E quem pensa que ri dos outros por não usarem roupas de marca, produtos importados e de ultima geração, nunca vai entender que a piada é ele mesmo.
           Você gostaria de continuar sendo a piada dos publicitários e comerciantes? Então, na próxima vez que você for comprar, pense. Sei que é difícil no começo, mas depois que a gente se acostuma é gratificante. Pense se o dinheiro não vai te fazer falta depois, se já não tem um produto semelhante e se é realmente necessário gastar sua recompensa de um trabalho duro nesse produto.

           Se depois de pensar nisso e em outras questões que você mesmo pode formular (porque se não eu estaria te manipulando e a coisa não funciona assim, o objetivo é pensar por nós mesmos), você realmente achar necessário comprar, compre, mas compre com a certeza de que não vai se arrepender depois (a melhor parte).
           “El mundo es un lugar peligroso para vivir; no por causa de los que mala gente, sino por aquellos que no hacen nada a respecto a esto”. 
Albert Einstein

Aproveitando a solidão!



Há momentos em que não queremos ficar em casa, fazendo nada, mas as companhias desaparecem… o que fazer?











Três versões de Dancing With Myself (Billy Idol): Blink 182, Glee (série) e Billy Idol. Aperte o play e curta!













MixPod.com

Eu gosto dessa música porque “there’s nothing to lose, and there’s nothing to prove I’ll be dancing with myself” (não há nada a perder e nada a provar, eu vou dançar comigo mesmo)



           Acho que vocês já ouviram falar da frase “a felicidade só é verdadeira, quando partilhada“, não? É de uma história onde um menino de 20 e poucos anos se isola ao norte dos EUA (tipo Alasca) para viver uma vida sem “nada”, inclusive, sem amigos, mas que no fim ele percebe o que essa frase diz. O filme e o livro chamam ‘Na natureza selvagem’ (indico, eu só vi o filme – na opinião de uma amiga, o filme é mais legal).

           Eu acho essa frase digna de ser levada a sério e que amizade é bom demais. Mas tem aqueles momentos que estamos com necessidade de sair, ver gente, sorrir ou até gargalhar, conhecer gente nova, dançar, beijar na boca, chegar de manhã em casa… Mas todos os nossos amigos já têm compromisso ou não querem sair. Pra começar, quando acontece isso, às vezes podemos nos sentir mal por não ter companhia: Não tenha sentimentos negativos, pense nos amigos queridos e na família que tem. Não ter companhia pra sair não significa não ter amigos verdadeiros.

           Se está com vontade de sair para dançar e onde você mora tiver opções, pronto, é isso que preicsa. Você pode ir em lugar habitual onde pode encontrar pessoas conhecidas ou em um lugar que você nunca iria, para poder se soltar e não ter o ‘perigo’ de ninguém te pegar ali, sozinha, se isso te faz se sentir mais segura. 


          O primeiro conselho é de segurança e para sempre que sair sozinha: tenha a idade que tiver, não fique dizendo para Deus e o mundo que está sozinha, ainda mais se você estiver paquerando. O melhor a fazer é dizer que está com uma amiga ou irmã, mas que ela está acompanhada, em outro lugar (e já volta) ou que ficou desanimada. Ah, e nem pense em sair com uma pessoa que acaba de conhecer, o melhor a fazer é marcar de sair com ele outro dia (se ele não quiser, é porque ele não está realmente interessado em você, e sim no momento, coloque na balança se você quer se arriscar por isso), vá embora da maneira que planejou. Se você quiser muito sair com o cara, mande uma mensagem pra sua melhor amiga, pra ela que ela saiba, se possível, com o número do telefone dele. Isso tudo é porque mesmo sendo independente e forte, as pessoas podem aproveitar de certas situações para te fazer mal, então, fique esperta.

           Outro conselho geral é SEMPRE levar documento, mesmo se for uma cópia. Ah! E se puder, colocar um telefone de emergência dentro bolso e/ou junto ao documento, só pra garantir.




Balada pra dançar:

Escolha aquelas baladas que você sabe que gosta de dançar, mesmo se não for a melhor balada da cidade. 
Por segurança, também, escolha um lugar confiável, para não ter problemas. Avise alguém, que você vai sair sozinha, se não quiser dizer para seus pais porque eles podem não deixar, avise sua amiga. E leve sempre celular. 
Indico não levar bolsa nem ir de sapato desconfortável porque isso pode incomodar na hora de dançar. Eu não acho legal nem quando saímos com amigos, mas sozinha é pior porque você não tem muitas opções na balada: ou você dança, ou arruma um gatinho ou encontra conhecidos ou fica entediada lá no bar parada, e essa última opção é horrível pra quem sai sozinha.
Se você for mais tímida, tente usar uma roupa menos chamativa, com cores mais neutras e um pouco menos produzida do que quando sai com suas amigas. Normalmente as pessoas já estranham pessoas dançando sozinha, se você for muito produzida, pode chamar mais atenção e isso não vai ser legal pra você.
Se você for mais extrovertida (como eu) e quer chamar a atenção, vá com uma roupa bem legal, assim as pessoas vão saber que você é menos tímida.
Não beba álcool, principalmente se for menor de idade e/ou não for acostumada a beber. A bebida pode fazer com que você perca seus reflexos e em alguns casos, perder a noção das coisas que você fizer. Por segurança, também, as pessoas podem ser muito más em alguns casos. Se gostar de beber ou  quer saber como é essa experiência, escolha outra ocasião para fazer.
Dance. Dance muito. Dance até cansar.
Não tenha vergonha de cantar as canções que você conhece – principalmente aquelas que você adora. E daí se está sozinha? Feche os olhos e finja que está no seu quarto!
Leve dinheiro para tomar (pelo menos) cinco refris/água/energético. Além de ser bom para a hidratação do corpo, quando você cansar e não tiver o que fazer, você pode ir ao bar para beber (coisas não alcoólicas) e passar o tempo enquanto descansa e toma um novo fôlego.
Não se importe com os outros. As pessoas estranham tudo o que é um pouco diferente, elas não entendem que não é nada demais sair sozinho às vezes, então algumas pessoas vão ficar olhando e te medindo. Ignore!
Beije, mas tente fazer isso mais pro fim, quando você estiver entediada, porque no começo você pode estar mais animada, menos cansada e aproveitar essa animação para dançar.
Estar sozinha tem o lado bom de que você não precisa depender de ninguém pra ir onde você quiser, aproveite para dar quantas voltas você quiser, ir ao banheiro retocar o make quando bem entender, procurar gatinhos por onde for, se enfiar na multidão sem se preocupar se você e suas amigas vão se perder e procurar espaços mais vazios para dançar. Sinta sua liberdade. 
Não arrume briga. Você não vai se dar o trabalho de sair de sua casa sozinha, enfrentar todos os obstáculos de estar sozinha num lugar que todo mundo tem seu grupinho, pra arrumar confusão, não é mesmo? Por isso também é bom não beber, para controlar seus sentimentos ruins se eles vierem. No caso se alguém vier pra cima de você, tente fugir de briga. Peça desculpas se foi sua culpa ou simplesmente se afaste se alguém estiver te incomodando. Lembre-se: quando um não quer, dois não brigam (clichê, mas é fato.)!

Shows.

           Para ser bem sincera, eu prefiro ir a shows sozinha, no caso de não existir alguém no mesmo nível de ‘fanatismo’ pelo grupo que eu. 

Planeje com antecedência como vai ser. Como vai, como volta e a que horas. Avise alguém sobre seu passeio. Leve celular, mas se o seu for um caro, tente trocar o chip com alguém que tenha um celular mais simples e anote telefones de taxis nele.
Aproveite para chegar 12 horas ou só 20 minutos antes de começar o show se for isso que deseja: a liberdade é a melhor parte de sair sozinha. Aproveite!
Escolha um lugar perfeito pra você antes do show começar: de novo  o lance   da liberdade de escolha! Você pode se enfiar onde bem entender, porque quando estamos em grupo, passar pelas pessoas para chegar na boca do palco é mais difícil. Aproveite o fato de estar sozinha para ir se encaixando nos menores espaços que tiver, até encontrar o lugar que sempre quis estar para ver o show dessa banda/pessoa.
Cuidado com seu estado físico. Beba bastante líquido e, até se a ansiedade não deixar, se alimente bem antes de sair de casa. Mesmo assim, às vezes em shows nosso corpo não aguenta a quantidade de gente, o calor ou até mesmo os sentimentos à flor da pele e nossa pressão pode cair, simplesmente o corpo amolece. Como não vai haver ninguém que te conhece para te ajudar ali e como as pessoas ainda não são adivinhas nem têm bola de cristal, o melhor a fazer é você mesma ficar bem esperta e se começar a se sentir mal, e correr pra tomar água e avisar alguém que está por perto, o mais recomendável é avisar algum segurança ou staff. Não tenha vergonha disso, por favor.
Curta e dança muito, o quanto você sentir necessidade de fazer. Encontre um grupo que esteja na mesma vibe que você, não vai ser difícil já que teoricamente todos foram assistir ao show da mesma banda.
Não se importe com os outros, eles não pagam suas contas.
Antes de começar o show, não sinta coisas ruins, principalmente quando bater o tédio. Quando estiver se sentindo sozinha, pense o quanto você queria ver seus ídolos tocando ao vivo e o quanto vai ser gostoso.
Na fila, converse com os outros fãs sobre a banda e as expectativas do show. 
Não se isole, fique sempre perto da galera e ao chegar tente avistar quem são os seguranças e staffs, para qualquer coisa já saber quem chamar.
Arrume um gatinho: a melhor coisa é encontrar um cara legal que curte a mesma banda que você.
Não leve bolsa, uma boa opção é um porta dólares para os documentos e dinheiro. Bolsa vai impedir de você pular e dançar.
Vá o mais confortável possível. Salto nem pensar.

Passear por aí sozinha

           Shopping, parque, cinema, compras… Você tá com vontade e não tem companhia, vá sozinha! Nesse quesito não há muitas dicas. Leve um mp3 ou livro, se você tiver, leve seu diário. Curta a natureza se você gostar. Olhe todas as vitrines possíveis se for esse seu interesse. Quando estamos sozinhas pensamos muito e uma boa maneira de nos conhecermos e crescermos espiritualmente. Aproveite para ir naqueles lugares que você adora, mas que ninguém tem paciência de esperar você terminar de ver o que quer: livraria, loja de roupa, museu, zoológico… use seu tempo como você desejar e faça coisas que seus amigos não gostam, mas que você sempre quis fazer. 


A liberdade existe e temos que aproveitá-la!


           No final, CONTE PARA SEUS AMIGOS seu super passeio. Diga o que aconteceu, as coisas legais e as coisas chatas, quem conheceu, o que descobriu de novo em você, conte a experiência. Dessa maneira, vai partilhar aquela felicidade você fez, no momento, ser verdadeira (e ela se torna ainda maior)! 

           Lembre-se: ter amigos e sair com eles é bom para o corpo, mente e a alma, é importante e muito divertido. Não precisamos deixar de sair com eles para sair sozinha, mas não podemos nos prender, ser dependente deles. Temos que saber que nosso melhor amigo, somos nós mesmos e que estar sozinho é bom também.

Vídeos de Felipe Neto – Não faz sentido



  

           Esse Oi!! é pro Felipe Neto, e esse Oi!! é pro pessoal que sempre tá aqui e gosta do meu blog :)

Primeiro me apresentar – pro Felipe, porque vocês já me conhecem -, pra ele não achar que eu sou uma pessoa nada a vê que só quer chamar atenção (EU! ME OLHA, ME OLHA! EU!) dele porque ele é bonitinho (??? -não tenho opinião sobre isso) e tá ficando famosinho (!!!) :


Eu tenho 22 anos, estudo jornalismo em Madrid, Espanha (só esse ano, intercâmbio), sou brasileira e paulista e (tento ser) escritora. Esse blog é direcionado a adolescentes e tento abrir um pouco a cabeça deles (mais direcionado ainda a meninas, mas…), mais ou menos como você fez nos três últimos vídeos, mas de maneira diferente, já que tento me aproximar pelo carinho e não pela zoação.


Ah, e meus textos são a maioria literário, acho, mas eu pesquiso bastante e tento conhecer melhor a cabeça dos adolescentes e estou estudando pra tentar – a maneira ainda não sei – mudar um pouco esse cenário ridículo que estão os meios de comunicação atuais.


Eu sou muito crítica também em relação a tudo isso. Eu assisti seus três últimos vídeos (coloridos, sub celebridades e colírios), e você tem a mesma linha de raciocínio que eu, mas eu sou um pouco menos dura 😛


Eu penso muito nos adolescentes e em como mudar a situação atual, acho que melhorando a capacidade intelectual do adolescente, em poucos anos os adultos serão mais inteligentes (causa x efeito), mas ainda estou refletindo qual seria o processo.


No vídeo sobre os Colírios faltou falar que agora tem uma super moda entre os meninos de 14 anos que é pra ver quem é o mais bonito do Brasil – eles são os atuais Colírios da revista Capricho -. A competição é pelo site da revista (p*** influência 1) e ela e a MTV (p*** influência 2) vão eleger os padrões “magrinhos, cabelinho, biquinho e solteiros” fazerem parte de sei lá o que da Vida de Garoto.


Acho que as meninas gostam porque os meninos estão mais vaidosos. E os meninos porque agora e até os mais feiosinhos podem se esconder atrás daqueles óculos gigantes e podem fazer photoshop na foto pra parecerem mais bonitos do que realmente são no avatar do twitter. Ah, e como eles moram em Coelho Neto – MA, ninguém vai saber a real beleza dele, se eles não quiserem.


Hum… Talvez as meninas estejam pensando que agora existem mais príncipes encantados do que antes, só porque antes o normal dos meninos era estar suados depois do futebol, já que agora eles estão intocavelmente lindos e sem espinha, com cabelo liso e sem pizza na manga da camisa.


Você fez muitas críticas e eu concordo com a maioria delas, mas uma coisa que eu penso é que o problema não é o público gostar dessas coisas, porque público gosta de tudo mesmo, o problema real é não parar pra pensar porque gostar. Eu tenho uma teoria, vamos ver se você concorda comigo: Publicidade. (Dã, você deve estar pensando) Há, claro.


As pessoas gostam do que a publicidade escolhe pra eles gostarem. Você acha que alguém vai pensar em ser fanática por três meninos – iguaizinhos os que estudaram comigo no colégio, que tem em qualquer lugar – porque eles fizeram alguma coisa? Olha, Federico apareceu porque fez uma performance toda romântica numa sala de aula, um pedido de namoro. Fofo era, ainda mais por ser vida real, mas pronto, acabou. Acabou?


Deveria ter acabado. Não tem que ter mais história. É a mesma coisa de um canal contratar aquele menino que o saiu do dentista super dopado pra apresentar programa de televisão. Mas a Capricho sempre me surpreende. Ela foi buscar lá em Balneário Camboriú e transformou um menino bonitinho normal em uma pseudo celebridade (ou sub) GOSTOSA (Te juro! Ele é considerado gostoso. Porque você acha que ele aparece sem camisa? Porque? Apelo SEXUAL!) como os outros meninos e bandas coloridas, Big Brother, Lady Gaga e outras tantas modinhas que conhecemos por aí.


No vídeo sobre os colírios – vida de garoto – você disse que eles produziram a série. O que me deixa MAIS revoltada é que não foram ELES que produziram! O que é pior. Porque se fosse um vídeo tosco de três meninos nada a ver sem nada pra fazer, tudo bem, youtube tá aí pra isso mesmo. Mas o problema é que houve um investimento tempo/dinheiro da revista Capricho – a revista adolescente de maior influência no Brasil. Sim. Eles têm contrato com a Capricho, eles ganham pra fazer isso. Empresas (como a do desodorante) pagam para sua marca estar nisso.


No começo, quando a Capricho lançou no site a Vida de Garoto eu achei a proposta interessante. Eu pensei que os meninos iam dar depoimentos sobre a vida deles para as meninas (que são o público alvo da Capricho) aprenderem a lidar melhor com eles. Então Federico, Dudu e Caíque apareceram (nem importa da onde) pra isso, teoricamente. Só que eles começaram a ser os ‘gatenhos’ da vez que você citou no vídeo – muito bem citado, inclusive – e tudo acabou. O espaço que era uma tentativa de meninas entenderem um pouco mais o universo masculino se acabou.

Eu também assisti a webserie Vida de Garoto por curiosidade quando lançou o 2º episodio, e quando eu vi, pensei a mesma coisa que você. Mas eu não sei se você reparou, mas os protagonistas NÃO são Dudu, Federico e Caíque, os protagonistas foram o iPhone, Nike, Nívea (desodorante), Íntimus (absorvente interno e lenço íntimo umidecido), um netbook (sem marca, só o ‘estilo de vida na moda – netbook’), All Star (tênis), Pão de Açucar (mercado), Mc Donald’s (…), Ekco (marca de roupa), Escuna Galápagos Turismo Náutico (serviço) em Riviera São Lourenço (mais moda, estilo de vida), a vida ideal que as pessoas tem que tentar conseguir e uma discutível a perfeição. Você não reparou nisso? Foi a primeira coisa que eu reparei! Uff.. Com tantas coisas, os meninos e as meninas pra mim, foram MEROS COADJUVANTES. Ou seja, quando a gente perguntar o que esses meninos fazem, eles não vão responder que são só gatenhos, eles podem dizer: “vendemos produtos, serviços e estilo de vida”. Talvez as pessoas não vão pensar “eu quero ISSO porque os colírios apareceram usando isso no vídeo”, mas isso FICA NO INCONSCIENTE… Sabemos muito bem como funciona o merchandise.

Eu estou fazendo um trabalho sobre isso, mais ou menos, e tenho analisado cada coisa que se vende pra adolescente que você não tem uma idéia. O mundo está como está porque os meios de comunicação em massa não têm preocupação nenhuma com o desenvolvimento intelectual dos adolescentes, mas sabem que JÁ são ótimos compradores.  Eles não têm INTERESSE em desenvolver intelectualmente os jovens para os futuros adultos serem facilmente manipulados.



A vida perfeita realmente não existe (Você já viu Teen Cribs da MTV? É uma coisa ridícula!), mas a mídia continua entrando na cabeça dessas pessoas que precisam de alguma coisa pra se apoiar pra tentar passar por essa fase tão confusa que é a adolescência. Mas, na minha opinião, depois que passam dessa fase, já é tarde demais, o adulto formado já é aquele alienado que não sabe votar, criticar e compra tudo o que os comerciais dizem pra ele comprar – e acha que tem cultura porque “conhece” a cultura da Índia, divulgada na novela.


Foi uma ótima colocação dizer que somos nós que damos um UP para essas coisas idiotas, se pararmos de procurar, eles vai parar de vincular. Mas parece que não tem uma ponta, não dá pra saber muito bem por onde começar a mudar. Concordo com – quase – tudo o que você falou e por isso divulgo aqui no meu blog os seus vídeos e por não achar suas coisas idiotas que eu tô dando um UP (eu também não clico em “clima esquenta em BBB. Assista o vídeo” e, mesmo que eu tenha querido muito ano passado, não pedi de presente de natal um Samsung Corby mesmo eu tendo sido bombardeada e quase seduzida pra isso, porque no final eu penso e NÃO PRECISO DE UM CORBY!)


Passam mil coisas na minha cabeça, mas vou tentar fazer algo pra mudar, porque aprendi desde cedo que só podemos criticar se temos alguma solução pro problema. O que você sugere? Eu que estudo jornalismo vou tentar mudar nesse quesito. Meu – tipo – sonho é juntar cabeças críticas, inteligentes, indignadas e pensantes pra tentar descobrir alguma fórmula pra ir contra essa cruel realidade que hoje existe no mundo: de pessoas burras e passivas.


Eu não tenho nada contra esses meninos e sim contra a mídia, eles só estão aproveitando uma chance de se divertir um pouco, mas uma coisa me fez pensar:



No twitter:

@felipeneto: Não suporto gente que só fica famosa(o) pq tem o pai certo, ou a mãe certa, ou o marido certo. Consiga sozinho, fedaputa! Hunf.

@eduardosurita: @felipeneto se cheguei aqui hoje, nao teve absolutamente nada a ver com o meu pai. NADA. ele ate ja falou em entrevista.

@gabi_blog_br: Ok que não teve a ve com seu pai, mas ONDE vc chegou, Dudu? @eduardosurita

Eu sei que esse post ficou um pouco diferente do normal, mas é uma visão crítica minha.


Felipe, parabéns pela iniciativa,


Gabi.


Obs.:  você podia muito bem ter dito torcer pro Corinthians, porque sem dúvida, é uma das coisas mais deliciosas que existem no mundo, você não sabe porque não deve ser, mas é. 😉


Carlos, o cubano.



Se desejar, um play pra acompanhar :)


(pra quem quiser ler a letra da música: Volverá – El Canto del Loco + Alejandro Sanz )

    O dia dele começou agitado, andava de um lado pro outro sem parar. Sono não sentia desde a madrugada. Seus movimentos que eram sempre milimetricamente controlados já não faziam mais sentido, quando parava para perceber-los tinha feito vários sem querer. Ele sempre foi agitado, mas não daquela maneira.

    Passou a manhã toda sem sossegar, ele não parava quieto, literalmente. Não falava coisa com coisa. Ao passar do dia seus amigos nem estavam o reconhecendo direito, eles sabiam que algo havia de errado, tentaram entender, mas não conseguiram, o que sobrou para fazer era tirar sarro de suas esquisitices.

    Até mal em uma prova ele foi, coisa rara pra ele. Tudo o que pegava deixava cair, esbarrava com tudo nas pessoas, portas, muros e paredes. Queimou o macarrão. Passou o dia olhando pra baixo, com a cabeça fora do lugar. Pensou que estivesse enlouquecido. “Além de tudo, enlouqueci!”.

    Depois da aula, não pôde fazer suas tarefas diárias, faltou em um monte de compromisso, tentou dormir com o sono que de repente bateu, mas foi em vão. Primeiro porque dormir o fazia sentir uma culpa ainda maior pelos compromissos perdidos. E também porque só tinha uma coisa preenchendo o pensamento dele, mas não sabia o que fazer em relação àquilo.

    Depois decidiu. “O que importa é chegar à festa, mesmo que ao chegar, não tenha mais festa”, esse era o lema dele. Sabia que teria alguns obstáculos, mas iria tentar. “… mesmo que ao chegar, não tenha mais festa”, ele repetia. As pessoas começaram a se preocupar com ele, mas não pela chance de ele ter enlouquecido, mas porque estava obvio que algum problema existia. E como de costume, não se abria com ninguém, nunca. Sempre foi daquela maneira, seus problemas resolvia sozinho. Fazia questão de ser independente em tudo, até no que não precisava. “Você nunca conheceu alguém tão independente”, dizia ele.

    Na primeira tentativa de sair, ao chegar perto do carro, encontrou com um antigo amor dele. Uma mulher por quem ele foi apaixonado por um longo período de tempo. Ela olhou pra ele, como se quisesse fugir dali. Ele olhou pra ela, sorriu e passou reto. Passou reto como nunca tinha passado reto dela antes. Com tantas idas e vindas, quando por fim o relacionamento dos dois acabou, ele nunca tinha conseguido fazer isso. Por isso até que ela o evitava. Sempre que eles se encontravam o coração dele acelerava. Mas dessa vez tinha passado reto sem se sentir culpado. “Chegar à festa…”, pensava.

    Agarrado a um saco plástico de mercado, entrou no carro. Aquele não era um dos melhores dias, mas achava que não havia problema nenhum dirigir. Não estava tão descontrolado assim. Mas era o que acreditava, mal sabia ele que não tinha condições pra tal ato de coragem. Pelo sono, pela distração, pela agitação… Ligou o carro e em um quarteirão perdeu o controle e foi parar num poste. “Aquele poste não existia ali antes”, ele pensou, “o que está acontecendo comigo?”, se perguntou. A não ser um galo na cabeça, nada mais aconteceu com ele, só o seu carro que teve que tirar umas férias.

    O pequeno incidente tomou largas horas dele, um tempo que julgava não ter. Sem carro, sem tempo e com um galo na cabeça, já não sabia mais o que fazer. “Nessa festa eu não poderei ir”, pensou. Ele sabia que tinha que tentar, que se ele não tentasse fazer o máximo, ele nunca saberia o que estaria perdendo.

    Ele tinha medo de fazer tudo para algo acontecer a vida ter preparado uma cilada para ele e se decepcionar, mas tinha medo, ao mesmo tempo, de não tentar o máximo que podia e a vida ter preparado a ele, por isso o lema que formulou pra sua vida. Se uma festa estiver marcada, temos que ir. Mesmo que tudo dê errado, temos que ir porque nunca se sabe o que vamos perder, se é bom ou ruim. Temos que fazer de tudo para chegar, mesmo que quando chegar já não tenha mais nada, mesmo que a polícia tenha acabado com a graça. Porque se não, nunca saberíamos.

    Não demorou muito para ele se interar dos horários dos ônibus noturnos. Quando não havia mais ninguém acordado em sua casa, para eles não confirmarem o que passava por sua cabeça, que ele estava louco, esperou. Não muito acostumado com esse transporte, errou duas vezes, mas percebeu logo o erro para tomar o rumo certo. Mesmo assim, fez seu tempo curto se encurtar ainda mais, mas depois que já estava no meio do caminho, tinha que continuar. Pensou muitas vezes em desistir, mas se voltasse atrás, nunca saberia.

    Quando finalmente chegou à casa, lá pelas quatro e meia da manhã, não sabia o que fazer. Ficou na dúvida se apertava a campainha, se gritava ou se ligava antes do celular dela. Não sabia. Andou mais um pouco pra lá e pra cá. Seus gestos foram ficando mais tranquilos aos poucos. Parou de frente pra porta e pendurou o pacote de presente no portão. E assim ficou, e assim foi se afastando. Abriu o bolso e acendeu um cigarro. Voltou pelo caminho que veio pra esperar o ônibus, que só chegou depois de uma hora e meia. Mesmo assim, estava feliz, calmo.

    Quando chegou em casa era um pouco mais de sete horas. Seu corpo não respondia mais por ele mesmo, assim como na ida, se perdeu pra voltar. Carlos só conseguiu deitar na cama e dormir, seu dever estava cumprido. E quando acordou lá pelas três da tarde, seu celular tinha uma mensagem de voz, aquela voz suave que tinha sonhado o sono inteiro: “Obrigada pelo presente e pela carta. Sinto muito por tudo o que você teve que passar pra chegar aqui a tempo no dia da minha viagem. Quando a gente menos perceber, já passou o tempo e eu volto. Fico feliz de saber que você vai me esperar. Vou morrer de saudade, mas volto pra você. Eu também amo você loucamente.”, e ficou feliz por ter chegado na festa, mesmo que ela já, aparentemente, tivesse acabado.

Homossexualidade

Parte 1: literária:


“Bom dia amigos e amigas, obrigada por terem votado em mim como personalidade do ano. Eu gostaria de começar meu discurso aproveitando a ocasião para fazer uma declaração que ainda não fiz oficialmente, mas que todos vocês sabem. Vou falar um pouco da minha sexualidade. Porque vocês estão se levantando? Não, por favor, não saiam. É apenas um instante.  Valeu! Nem sempre soube da minha condição! As vezes me perguntam qual é minha opção sexual, mas não é bem opção porque eu nasci assim, não escolhi, não optei. Bem cedo descobri que eu era uma pessoa especial, não sabia porque, mas sabia que alguma coisa de especial eu tinha. Eu sempre fui uma criança diferente, me machucava no futebol quando jogava com meu irmão e amigos, muitas vezes me machucavam de propósito só para se divertirem comigo. Foi quando entendi que preferia brincar no parque com minha solidão, dentro de uma casinha de bonecas que as meninas me tiravam para poder brincar entre elas. Eu me convidava para me juntar a elas, mas o pedido era sempre rejeitado: “não gostamos de você”. Não era ruim essa solidão, eu costumava refletir muito nessa hora, foi meus primeiros sinais que eu escreveria quando crescesse. Lá pelos meus 12 anos, sem entender porque, comecei a me interessar por meninos, mas não contei pra ninguém. Eu tinha muita vergonha. Eu me aproximava de quem eu me interessava e eles acabavam virando meus amigos, grandes amigos. Depois descobria que eles não se interessavam por mim, sempre me considerei uma pessoa feia e desengonçada. Ficava o tempo todo com as meninas para disfarçar qualquer sentimento por meninos, ainda tinha pouca idade para saber o que eu realmente queria. Com os mesmos doze anos dei meu primeiro beijo: um menino de 14 anos que me pediu segredo, não entendi porque, agora já entendo melhor. Só consegui dizer abertamente pra minha mãe, mas morrendo de vergonha, quando eu tinha mais de 14 anos e conheci um cara legal que achei que íamos ficar juntos. Não deu certo. Minha adolescência toda passei tranquilamente me apaixonando e desapaixonando por meninos de mais diferentes espécies. Algumas vezes eu dizia, me iludia e me rejeitavam. Desisti de tentar me declarar. Todos os meninos que eu gostava, quando eu dizia, praticamente riam de mim. Mas foi com 19 anos eu namorei um cara por um ano. Depois outro por 2 meses. Eu estou dizendo isso para passar um pouco da minha experiência, para que as pessoas não tenham preconceitos contra quem sou eu. Porque não é minha opção ser como eu sou, gostar de quem eu gosto. Algumas vezes, na adolescência ficava pensando porque só eu não encontrava alguém legal pra namorar. Será que eu era realmente diferente? Descobri que não adianta eu lutar contra isso. Mesmo que na minha cabeça vive passando a ideia que as mulheres sejam mais fáceis de lidar e que eu gostaria de ser atraída por elas para descomplicar um pouco minha vida, eu me dei conta que eu realmente gosto de homem. Da mesma maneira que você gosta de mulher e você (um outro você) gosta de homem. Eu gosto de homem, ué. Admito e hoje sou uma mulher muito feliz com isso e declaro que: amigos e amigas, eu sou heterossexual.”

Primeiro: abra um bloco de notas e faça um comentário sobre esse discurso que acabou de ler. O que você achou? O que sentiu? Escreva aí no bloco de notas.

–> copie e cole ali na parte do comentário hehe

Segundo: esse texto não tem nenhum pingo ou traço de preconceito, se você viu preconceito é porque não entendeu direito.

Parte 2: informativa:


A homossexualidade bate diariamente na minha porta seja porque amigos – homens e mulheres – vêm me falar sobre seus casos ou porque o Rick Martin saiu do armário. É por isso que eu resolvi escrever sobre esse tema.

Pensem na sensação que vocês têm quando miram um casal homossexual juntos. Pensem com sinceridade.

Em março fiz uma pesquisa sobre esse assunto, olhem o resultado:


Você tem preconceito contra homossexuais? (total de votos: 183)

Sim: 15 votos (8%)

Não: 148 (80%)

As vezes: 20 (10%)

Se todos votaram com sinceridade, eu fico muito feliz com o resultado!

Preconceito é algo normal. De acordo com estudos, tudo o que é um pouco diferente de nós, estranhamos. E como disse um professor de antropologia, todos têm um pouco de preconceito, o que não pode existir é o preconceito que prejudica o outro. Mas, até mesmo se você for uma pessoa boa pode ter preconceito contra homossexuais. Cara, até se você for homossexual, pode ter preconceito. Mero problema histórico-cultural-social.


Eu sou a favor do amor e de que cada um cuide da sua vida. É isso que eu venho propor. Uma pessoa tem direito de fazer o que quer da vida dela. O fato de ela ser gay não interfere no seu caráter, humildade e nem diminui o tamanho do amor pelo próximo. Mesmo se você for dos que tem o preconceito do tipo não-maléfico, poderia tentar mudar, para você mesmo tentar elevar seu próprio espírito.


Um amigo, o Luis Soarez – pra quem esse texto é dedicado,  inclusive – me mostrou um documentário com uma frase mais ou menos assim: “como eu sei que eu sou homossexual? Da mesma maneira que você sabe que é hétero” (o que tem a ver com o discurso do começo).


Como eu, mulher, sei que eu sou atraída por homem? Não sei, simplesmente sou. E um gay, como sabe? Da mesma maneira, não sabe. Isso explica, ainda que de maneira simples, porque homossexualidade não é opção.


Não acha normal dois homens se amarem?  O que é normal? Você é normal? Só porque as pessoas são diferentes de você, não significa que não sejam normais. Devemos parar de pensar que nós somos normais e os outros não são para quem sabe, vivermos melhor.

Todo preconceito que existe – de qualquer espécie – não é porque algo não é normal, é porque alguém (?) disse isso, alguém (?) impôs isso. E você quer ser como essas pessoas hipócritas que criticam a homossexualidade e outros costumes ou maneiras de viver, mas que também têm suas esquisitices? Quem ou o que é normal? Qualquer coisa que você estiver pensando em responder, eu discordo 😀 (que coisa estranha!)


O que a gente devia gostar de ver é o amor. Qualquer amor, porque é ele que vai mudar o mundo. Nós que somos jovens ainda temos tempo de mudar nossa cabeça em relação a isso e passar esses bons princípios para nossos filhos. Porque as antigas gerações já têm a opinião formada.


Bom, tudo o que eu disse ou disser vai ser clichê, então prefiro terminar por aqui minha reflexão, mas eu gostaria que vocês pensassem, pesquisasse e que o amor sempre prevaleça no coração de vocês. E que se você é gay: seja feliz com isso, não há nada de errado com você. (conselho para todos:) Aproveite a vida da maneira que escolher aproveitar, e seja feliz!


Todos nós somos iguais, o que nos diferencia é o tamanho de nossas almas e do amor que temos dentro do coração. Amar que é importante, quem você ama não faz diferença nenhuma.

Para terminar, aqui vai um vídeo muito legal de um trilhão que tem no youtube sobre isso:




obs.: a parte 2 desse texto era muito maior, eu tentei o máximo que conseguir ser sintética, daí deu nisso. a partir desse post, todos os que não forem “literários” eu vou treinar a objetividade, o que vocês acharam? Acham que ainda enrolei muito? Ajudem-me, também, por favore! Beijos

Gosto (gôsto) do beijo


O impressionante era como eles já se conheciam. Ela mais que ele. Eles estavam juntos fazia tempo suficiente pra isso. Talvez não muito tempo cronologicamente, mas momentos tão intensos vividos foi fazendo cada chamada perdida, tom de voz, olhar ou gesto acusar o que ele estava sentindo.  É o que eles diziam. Nesse dia estávamos todos em uma festa. Ela estava dançando e ele não. Ele puxou ela pelos braços e a beijou. Quer coisa mais normal que isso? Beijou tranquilamente passando a mão em seus cabelos ondulados e pretos. Ela sorriu e fechou os olhos de uma maneira delicada. Ela passou os braços pelo seu pescoço apaixonadamente. E ele em suas costas com alguma malícia. Foi aí que ela não sentiu o mesmo gosto. Parou de beijá-lo e no mesmo instante voltou. Continuava sentir algo diferente. O jeito era o mesmo. O que mudara foi o gosto. Abriu os olhos. Ao fazer isso viu que ele estava de olho aberto também. Ela parou. O olho dele não mirava para ela. Olhou pra trás. Viu aquela primeira troca de olhar entre nós dois.




Dois trabalhos de Estética e Imagem!

Esses dois vídeos são dois trabalhos de estética e imagem, essas aulas me encantam!
Já estou louca para o próximo trabalho (esses dois têm que ser entregues sóó daqui 2 semanas)

Lixo Efêmero from gabi pagliuca on Vimeo.

Nota: esse vídeo não tem o objetivo de ser um clipe de música com várias coisas acontecendo. Ele tem uma história com começo meio e fim, pode ser meio entediante, mas se você ver inteiro e conseguir entender vai ser quando valeu a pena usar esses 6 min 12 seg  vendo esse vídeo. Querem tentar? :)

Minha Vez from gabi pagliuca on Vimeo.

Desfrutem….

Aprendi com os homens no romance: jogar e ganhar

Por que não ligam no dia seguinte? Por que somem do mapa? Por que não me procuram mais? É o que algumas mulheres se perguntam, mas sabem que os homens nunca vão mudar. Mas vocês, homens não sabem que as mulheres são as que sempre mudam… Mudam por necessidade, por amor e por tédio. Os homens são sempre os mesmos, sempre usam os mesmos pretextos, os mesmos motivos e as mesmas desculpas. 



Com uma exceção, outro dia ouvi uma desculpa que nunca tinha escutado. Um amigo meu que é amigo de um amigo de um conhecido meu (depois mulher que é fofoqueira) me disse que o carinha que eu estava de rolo sumiu por que eu estava agindo como os homens, que tinha perdido as características femininas em um romance, não corria atrás dele, dizia que estou, mas não demonstro, interessada… Que estou agindo como ele! Como assim? E por isso não quer compromisso? Sumiu do mapa depois de conseguir o que queria porque EU estou diferente? Faça-me o favor, se não tá a fim de mim não precisa me procurar, mas não venha com xorumelas.

Se eu mudei é porque vocês, homens, já esgotaram minha paciência e de tanto me fazer de idiota, estou começando a aprender. É claro que vocês são e sempre serão os originais, não posso ser como vocês. Não sou tão insensível, não prefiro um cara-gostoso-sem-nada-na-cabeça, não faço sexo por fazer, mesmo não necessariamente querendo uma coisa séria, nunca poderia atingir o nível de falta de consideração que vocês têm. Quisera eu aprender, quem sabe não consigo?



          Estou começando a me divertir mais, como vocês. Estou controlando mais minhas emoções e as demonstrando bem menos, isso me torna um pouco mais insensível? Tento ficar com os bonitões, porque ficar com homem bonito levanta a auto-estima, e se isso faz parecer que preferimos a forma ao conteúdo, é um ponto para que você reflita. Sou fisio-quimica-biologicamente incapaz de fazer sexo com alguém que não, no mínimo, gosto como amigo. Essa é a verdade, por mais que seja sexo casual e não queira nada sério, eu dificilmente faço sexo com alguém que não me agrada conversar, trocar experiências e intimidades.



          Viu? Não estou agindo como vocês, só estou aprendendo a sofrer menos, essa é a verdade. Dói saber que estou cada vez menos em suas mãos e que vocês não mais fazem o que quiser comigo? Não estou mais insensível, só passei a chorar no quarto pra ninguém vê o quanto estou sendo idiota por chorar por vocês. 



          É uma vergonha gigantesca admitir que esteja sofrendo porque aquele cara não ligou, porque ele não quer namorar, porque ele me usou. É uma vergonha chorar, não admito mais, mas não deixo de fazer isso. Continuo a mesma sonhadora e iludida que era, mas não mostro. Posso não demonstrar, mas eu fico ao lado do telefone esperando que me ligue e enlouqueço quando a ligação não chega – ou chega em uma noite chuvosa e solitária -, e se saio com você de novo e de novo, não é pra te usar, você não é um objeto, nem estou sendo idiota e sendo feita e besta, eu simplesmente gosto de estar com você, mesmo não querendo casar com você, gosto de ter amizade colorida.



          Mas já que os homens são assim, não querem compromisso até eles realmente quererem, resolvi mudar sim. Não posso mudar as sensações, mas posso mudar como eu passo a agir. Não vou mais ficar chorando no quarto em dia de festa só porque você não me ligou pra ir comigo. Não vou deixar de ficar com o bonitão na balada só porque eu fiquei com você no final de semana passado e você me disse “oi, vamos marcar de nos ver” por MSN, assim meio que por obrigação. Não vou deixar de sair com os amigos porque você ficou de me ligar. Se você quiser, a gente pode adaptar meus planos, mas não vou esperar sentada.



          Mas como aquele cara totalmente randômico ousou dizer que não me procurou mais porque eu estava agindo diferente das outras mulheres? Se a gente fica ligando, manda SMS eles não nos procuram porque estamos grudando. Se esperamos seus telefonemas, seu SMS, somem porque vocês acham que não estamos interessadas? Então como é que é pra agir? Vocês gostam de nos ver sofrer por vocês, só pode ser.  É assim que eu ajo: espero que me procurem, digo uma vez, com sinceridade:  estou interessada. Quiser me procurar, procura. Se não quiser…



          Fica na minha cabeça martelando porque vocês podem e eu não? Porque vocês podem pegar geral e eu não? O que muda? A droga da história, a droga da sociedade, a droga da anatomia? Acho que a única diferença é a capacidade de querer bem o outro – eu quero sempre muito mais que a outra pessoa – e eu sempre sofro com isso. Ou sofria.



          Ah, meus caros amigos, mudei por necessidade (de não sofrer mais), por amor (próprio) e por tédio (de esperar sentada). Não aguento mais chorar e esperar, me iludir com palavras bonitas e hipnóticas! Vocês são grandes jogadores, os melhores. Nesse campeonato, os homens vão ser sempre os líderes, e antes, eu era sempre rebaixada, mas aprendi a jogar melhor pra estar ali, no G4, mesmo sabendo que não conseguirei jogar melhor que vocês. 

          Falando em jogo, eu acho que aprendi bem. Aprendi direitinho a teoria, a prática, o proibido e o permitido. Sei as regras de cor e salteado. Mas já que vocês aprenderam desde moleques, de experiência, esqueceram de aprender uma norma muito importante: jogar de acordo com o que está em jogo. Isso eu sei fazer, mas os homens não. Jogam sempre como se vocês fossem o Lobo-Mau e nós a Chapeuzinho, mas não sabem jogar de igual pra igual. 



          Vocês pedem para eu ter calma, para nadar no fluxo da água, para não meter os pés pelas mãos, mas vocês sempre nadam contra a corrente, já se iludem achando que quero algo sério, que estou apaixonada, quando nem sempre isso acontece. Talvez seja iludida às vezes, porque vocês usam aquele charme de amor à primeira vista. Mas ilusão não é paixão. Se vocês não iludem e vão com calma, nós também vamos. 



          Às vezes quero ir aos poucos, te conhecer melhor, sair com meus amigos e não só com você, mas vocês, homens, sempre pensam que as mulheres vão largar tudo por eles. Quanta prepotência! Eu sei jogar e queria uma partida com você, homem e mulher.  Então eu proponho pra vocês: se vocês pararem de jogar o seu próprio jogo e jogar o NOSSO (seu e meu), vai ser muito mais prazeroso, pros dois.




Antônia


Obs.: se uma mulher te agrada, mas não sabe jogar, porque você não ensina?




hehe:

O amor… from gabi pagliuca on Vimeo.

Pensavam que era hippie, que estava protestando, sei lá.

            Fui pra Valencia no feriado de San José e parei para descansar. Perto de mim, uma menina sentada em uma toalha colorida, com a estampa do Senhor do Bonfim – da Bahia, por isso me chamou atenção -, com um casaco também colorido e uma mochila rosa. Não estava fazendo nada, só sentada ali, mudando de posição, uma hora sentada, outra deitada e às vezes de pé. Uma hora ela saiu, mas depois voltou.

Um menino se aproximou dela e perguntou se estava tudo bem, ela disse que sim. Depois um grupo de adolescentes tirava fotos e quis tirar com ela, ela disse que não tinha motivo, que não havia motivo e os meninos foram embora sem a foto. Logo depois um homem se aproximou cauteloso: “posso te fazer uma pergunta?”, ela olhou pra ele sorrindo e ele continuou: “o que você quer transmitir? Paz?”, ela riu, disse: “desculpa, não entendi.”, e ele sorriu falando: “é que você ai sentada transmite muita paz, é isso que você quer transmitir?” e ela: “se eu transmito paz, melhor, mas na verdade eu só estou entediada esperando meus amigos chegarem”.

O homem ficou sem graça e foi se explicando: “é porque você sentada e deitada assim, como você está parecia que queria passar algo e, sem vergonha de transmitir o que quer, uma paz, continue assim, viu, não mude!”, e saiu. Ela não estava entendendo nada, pelo o que ela disse só estava entediada e esperando seus amigos.

Antes ela devia pensar que era mania de perseguição, porque achava que algumas pessoas a olhavam, mas depois dessas coisas acontecerem, ela teve certeza que não era só impressão, as pessoas realmente olhavam e falavam dela. Ela estava lá sentada, esperando. Uma mulher passou olhando, parou, falou algo para um homem que estava com ela, continuou a olhar. A menina olhou de volta sorrindo com uma cara de ponto de interrogação e a mulher, envergonhada, saiu andando.

Foi ai que resolveu fazer um teste: tirou o casaco colorido, guardou na mochila e dobrou a toalha que estava sentada na metade. Funcionou, ninguém passou olhando como antes. Mas logo que colocou de novo o casaco porque estava esfriando e esticou a toalha, um menino veio falar com ela:

– Oi, você tem papel?

– Tenho esse aqui (estava com um caderno no colo)

– Não, tipo seda.

– Desculpa, não entendo. (mas entendia)
– Pra fumar… Maconha.
– Não, não faço essas coisas…

– ¡Vale, vale!

– Ei, não é proibido, aqui na Espanha?

– é, mas… (com uma cara de bunda)


E saiu. Foi aí que pegou o caderno que estava e escreveu: “porque me olha? Só porque estou colorida e entediada? Porque não consegue enxergar os apagados e necessitados?”. Essa pessoa ali, sentada, era eu. Era só o que me faltava.

Soledad

Lendo um livro deitada na minha cama senti um coçar em minhas costas. Já estava me vendo mais magra nos espelhos, com calças largas e as blusas não marcavam tanto, mas quando minhas costas começaram a coçar, cocei. Senti minha pele. Deixei minha mão lá, parada, nas costas. Minha calça estava mais baixa por conta da magreza. Senti e senti pena do meu corpo. Não por nada, estava mais bonita, menos pesada, mais solta. Mas porque ele não pode ser de alguém? Ser tocado? Abraçado pelas cinturas? Porque tem que ser sozinho, não pode encaixar com ninguém? Porque tem que ser solto, sem molde, sem par, sem dono, sem sal, solto? Porque a busca por alguém é tão forte dentro da minha alma? Porque eu sempre tenho que procurar coisas que eu sei que não são importantes? Porque buscar um encaixe, um molde, uma alma gêmea musical e não só aproveitar o momento? Os momentos que eu senti minha pele, sozinha, tocada por mim mesma e senti pena de mim, queria aniquilar da minha mente. Queria sentir minha pele e ficar feliz por ser eu mesma, por me amar. Sentir minha pele das costas e sentir que não estou sozinha, que eu tenho eu, que eu tenho a mim, mas não consigo. Só consigo sentir que não tenho encaixe, não tenho conchinha, não tem ninguém respirando no meu pescoço, mas não consigo entender porque dói tanto.

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Adianta pensar que dessa vez vai ser diferente?




 Adianta pensar que dessa vez vai ser diferente? Não adianta. Não sei por que ainda tento me apaixonar, não deveria me iludir. 
Manne nie werd om ‘n sent
Burrat nuk ia vlen as një grosh
الرجل لا يساوي فلسا
Мужчыны не каштуе ні капейкі
Мъжете не струва и стотинка
Els homes no val un cèntim
男人一文不值
Muškarci ne vrijedi peni
Muži nestojí za penny
Mænd ikke værd en krone
Mannen niet waard een cent
Ilusão, é sempre ilusão.  É por isso que eu odeio me apaixonar, quando isso acontece a gente fica sonhadora, encantada, mais jovem, cuidadosa, vaidosa, forte, corajosa, sorridente, cheia de vida, otimista e esperançosa. Pra que? 
Men not worth a penny
Mehed ei ole seda väärt kross
Lalaking hindi katumbas ng halaga ng salapi
Miehet eivät arvosta penniäkään
Les hommes ne vaut pas un centime
Pra depois pensar o quanto a gente foi idiota de pensar que “um homem como aquele” ia se apaixonar por nós? Nem adianta vir dizer que eles também são inseguros. Não aguento mais ouvir as desculpas masculinas. 
Home non vale ningún centavo
Männer keinen Pfifferling wert
Οι άνδρες δεν αξίζει μια δεκάρα
Gason pa vo yon peni
גברים לא שווים פרוטה
Se não ia ligar, porque pediu o telefone, ou se não ia ligar, porque disse mil vezes que ia? Por quê? Pra que? Homens se acham muito importante. A gente perde os sonhos, os encantos, envelhecemos, paramos de cuidar de nós mesmas, nos tornamos fraca e sem coragem, chorosa, com pouca vida, pessimista e sem esperança. 
नहीं एक पैसा मूल्य पुरुष
Férfiak nem érdemes egy fillért
Men er ekki þess virði að Penny
Pria tak berharga penny
Fir nach fiú a pingin

É que toda vez pensamos “vai ser diferente… que dessa vez encontrei o cara pra mim”, pra que, me pergunto.
Gli uomini non vale un centesimo
一銭の価値もない男性
페니가 아니라 인간의 가치
Vīriešiem nav vērts penss
Vyrai neverta Penny
Мажите не вреди еден денар
Pria tak berharga penny
Irġiel mhux jiswew Penny
Men ikke verdt et øre
مردان هیچ ارزشی ندارند شاهی

É por isso que eu odeio me apaixonar. 
Mężczyźni nie są warte grosza
Barbatii nu sunt în valoare de un penny
Мужчины не стоит ни копейки

Eu parei de acreditar em homens quando eu tinha 12 anos…
Мушкарци не вреди денарМушкарци не вреди денар
Muži nestojí za penny
Men ni vredno peni
Los hombres no vale un centavo
Wanaume si thamani ya Penny
Men inte värt ett öre
só que eu voltava a acreditar em Pedros, Diegos, Rodolfos, Brunos, Matheuses, Betos, Juans e Rubens…


ผู้ชาย ไม่ คุ้ม ค่า เงิน
Beş kuruş etmez Erkekler
Чоловіки не варто ні копійки
Đàn ông không đáng một xu
Dynion na gwerth ceiniog
מען ניט ווערט אַ פּעני
eu posso dizer em todas as línguas que eu consigo, 
mas eu nunca vou aprender que homem não vale um centavo.

A mídia e o desenvolvimento intelectual do adolescente!

          Fato sabido: a maior parte dos adolescentes logo vai virar adulto, a outra parte vai morrer (o que é uma pena, mas cada um tem sua hora). O problema é que no começo dessa nova fase, adulta, a evolução intelectual parece ter que começar do zero, e isso é um esforço muito grande.

          Quero explicar melhor esse negócio que acabei de dizer. O adulto tem muitas obrigações e preocupações, muitos “novos adultos” estão estudando e trabalhando ao mesmo tempo, tendo projetos saindo do forno e as pessoas cobram muito mais que eles se desenvolvam. Há estímulos para o “aproveitar a vida” o tempo inteiro etc. Portanto, começar a se preocupar com coisas que realmente importam fica bem mais difícil nesse ponto. Devíamos começar quando ainda não temos essas obrigações ainda: na adolescência.

          É aí que entra minha indignação com a sociedade e a mídia atual. Para os adolescentes que ainda estão se desenvolvendo e sem muitas obrigações e cobranças, ao invés de nossos esforços juvenis estarem focados em pensar sobre a vida, o mundo, a sociedade e outras coisas realmente importantes para a evolução do homem, parece que a mídia só sabe mostrar o que a Lady Gaga está fazendo hoje, quem está namorando quem em Hollywood ou quem está saindo do BBB. Nem adianta falar que adulto também gosta – e muito – disso, pois eu não acabo de dizer (em outras palavras, as que eu comecei o texto) que os adultos são ex-adolescentes?

          Muitas vezes já escutei pessoas dizer coisas, por exemplo: o adolescente não gosta de pensar, o adolescente não sabe pensar, o adolescente NÃO alguma coisa. E eu, particularmente, não concordo com nada disso. O adolescente gosta de pesquisar, gosta de conversar. Quanto tempo um garoto de 15 anos não fica no MSN conversando com os amigos, esperando e respondendo scraps no Orkut, replies no Twitter e perguntas no Formspring? E as meninas dessa idade no telefone com as amigas? Adolescente aprende com mais facilidade a mexer em novas tecnologias, se interessa por livros gigantescos e terminam em duas semanas, coisa impossível pra um adulto cheio de coisas pra fazer. Uma garotinha de 13 anos sabe de cor 5GB de memória de música e não mede esforço para tentar chegar perto do Di Ferrero do NxZero e ter a maior coleção de recortes de revistas, fotos e informações sobre o Restart, Hori e Cine da história das fãs dos mesmos… Então porque o adolescente não conseguiria pensar em coisas mais úteis?  Nada contra o entretenimento, ou melhor dizendo: não que seja relevante para isso que quero dizer o que eu tenho contra o entretenimento, mas se essas pessoinhas começassem a pensar desde cedo sobre assuntos importantes, o mundo poderia estar bem melhor agora.

          É claro que se colocar um livro sobre ética e uma televisão e pedir para que escolha, ele vai escolher a televisão, mesmo que ele fale depois: “que saco, não tem nada de bom passando em nenhum canal”, ele vai preferir a telinha. Mas é porque já estamos acostumados, e não porque realmente gostamos mais. Talvez se interessassem pelo livro, mas a falta de costume vai fazer escolher não ler porque simplesmente é mais fácil não pensar. E ler exige esforço. Ler faz ficarmos mais inteligentes. Ler é doloroso, mas é uma dor magnífica. Ah, inclusive, obrigada por chegar até aqui nesse post.

          Se as energias gastas são as mesmas, então porque não tentar fazer esse grande interesse por tudo o que é efêmero e vazio se transformar em um interesse por coisas que realmente importa? Não vamos mudar os costumes do nada, mas a mídia até que poderia fazer a parte dela, não é? A mídia não foca no desenvolvimento intelectual do adolescente como deveria, parece que ela deixa isso de lado para tentar vender seus produtos e levar os adolescentes a ter necessidade de coisas materiais, e virar adultos alienados. Quanto mais coisa idiota a mídia passar para os jovens, mais adultos idiotas serão, com mais facilidade vai comprar e menos as pessoas poderão cobrar uma das outras (na verdade vai chegar um ponto que ninguém vai nem mesmo saber o que cobrar, de tão retardados que vamos ficar!).

          O adolescente não escolhe ser alienado, ele é influenciado a isso. De quem é o papel de não aliená-los? NOSSO. Da mídia, do povo, dos políticos. Esses jovens não sabem ainda o que querem e é a gente que vai mostrar as opções. Se essa merda de mídia atual só mostra coisa ruim, é coisa ruim que eles terão e buscarão no Google.

          Na minha opinião, o mundo tá como está porque os adolescentes não são bem instruídos e quando viram adultos, querem continuar com a facilidade da vida que tinham 10 anos antes, então como cobrar que as novas gerações votem nos políticos certos, descubram novos métodos de bem-estar, pratiquem mais a solidariedade ou simplesmente que leiam mais?

          Eu queria mudar. É por isso que eu resolvi ser jornalista de adolescente. Tentar mudar esse cenário nojento e sem imaginação que há na mídia de hoje. Televisão, vídeo game, internet e telefone não são necessidades prioritárias de uma pessoa, já que 1) nem todo mundo usa 2) nem sempre existiu. Se fosse vital, o que as pessoas que não usam isso iriam fazer? Desculpem a sinceridade.







Recadinho mano-a-mano:

           Para os jornalistas, homens e mulheres do marketing e da publicidade e propaganda, um recado: vender seus produtos é necessário para que você coma e viva, mas é mais importante nos lembrar que o futuro do mundo, aquele mundo que nossos filhos e netos vão viver, está nas mãos dos nossos adolescentes de hoje e amanhã. Você vai vender seu produtinho e ganhar seu dinheiro hoje, mas seu filho pode viver em um mundo alienado, violento e cheio de pessoas más fazendo cada vez mais maldade. É isso que queremos? Não podemos, ao invés de produtos, nos alimentar vendendo informações, inteligência, pensamentos, criatividade? Porque temos que vender PRODUTOS? Como eu disse: o esforço é o mesmo, NÓS que estamos acostumados com outras coisas.

Kapital, 28/02

                Ontem eu fui a uma festa em uma das baladas mais famosas daqui de Madri, a Kapital. Realmente é de se impressionar! Quem vai, sai falando coisas do tipo “ela é fantástica, extraordinária!”, “você tem que ir”. Eu me impressionei muito mesmo foi com a quantidade de gente olhando pra cima e com uma fila de uma hora pra deixar o casaco. Saí falando “se aquilo é uma pista de dança, porque diabos ninguém está dançando?” porque eu simplesmente não gostei e provavelmente não voltarei lá.
                Falem o que quiser, não precisa concordar comigo em nada, mas o que eu sei é que eu me senti de volta a minha infância quando eu via que todo mundo se impressionava com cores, luzes, roupas brilhando. A não ser pelo tamanho e o formato do lugar, que é um teatro de sete andares (eu não fiz questão de conhecer tudo, vou falar só da pista de dança do palco), ele deixa muito a desejar.
Isso não é uma “crítica” ao lugar, não estou fazendo um  “review” sobre a balada. O que fiquei pensando enquanto eu tentava dançar, porque a música às vezes parava e algo chato e não-dançante acontecia, é que de novo, como sempre acontece, por causa da beleza e fama, o lugar deixa a desejar em qualidade. O lugar é lindo, gigante, mas as músicas paravam como eu disse, e não dava pra dançar. Muita gente espremida, não dava pra conversar com os amigos. Cigarros nos queimando, machucava. Copos quebrando, cacos no pé das meninas (quase) obrigadas a usar sapato pra entrar ali.
Quando percebi que não tinha como eu lutar contra isso, eu comecei a me divertir (há, porque eu juro que me diverti, apesar de tudo!). Ali parecia mais um circo de atrações: pessoas olhando as performances de três pessoas sem sorrisos em cima do palco, com pouca roupa fazendo algo parecido com dança (mas não era uma dança com muita técnica), esporádicas performances de instrumentos musicais, cores saltitantes, neon e luz negra combinados com andaimes se movendo pelo teto. Ou seja, o objetivo (dançar, amigos, rir, paquerar) se perdeu, mas a minha noite não. Não sou de reclamar e tudo o que acontece comigo eu tiro uma grande lição, como dessa festa que me fez ficar com o pé doendo e cansada pra caramba em um domingo que eu devia descansar.
De novo, o que estragou tudo foi a culpa da aparência. Ir nessa balada foi como me apaixonar pelo menino mais bonito da classe: ele é lindo, perfeito, simpático, mas não tem conteúdo, você não aguenta ficar perto dele por muito tempo. Antes pode ser que tivesse conteúdo (estou falando da balada, mas pode ser do menino também), mas a fama, a estrutura, a beleza e o povo que frequenta fez ela servir de ponto de encontro de pessoas que 1) turistas que querem conhecer a melhor balada de Madri 2) pessoas fúteis que só vivem de aparência 3) coitados que não sabem o que estão fazendo ali.  Eu me encaixo no 1 e no 3!
Eu sinto muito ter ido lá ontem, mas era aniversário de uma amiga que mora comigo e fomos comemorar, as outras que também moram aqui foram, terça feira (2/3) será o meu aniversário então deu vontade de ir, mas eu não sei se eu esperava mais ou o que aconteceu, sei que não valeu 24€. Sei que me diverti mil vezes mais em uma festa simples, de graça, na balada aqui do lado que eu dancei até de manhã, mas que não tem esse glamour todo, do que na festa mais badalada da cidade. Mas eu gostei de me aproximar do inimigo, por ele estava ali perto, a tentação do sensorial, senti que me fortaleci quando percebi que ali era o campo minado. A aparência. A cópia da cópia, da cópia ideia… [ Platão 😉 ]

Eu fiquei pensando, enquanto tentava dançar, que a gente se deslumbra com as construções dos homens, como um teatro que virou balada, e esquece de olhar a natureza. Quando foi a última vez que a gente admirou um pôr-do-sol, um nascer do dia, um animal nascendo ou uma criança sorrindo? Quando foi que fez xixi na calça de tanto rir com os amigos? São coisas simples da vida que valem muito mais a pena (menos a parte do xixi) do que o concreto. Isso quando não vemos algo gigantesco e pensamos algo como “nossa, que animal, era tão grande aquele lugar…” e a imensidão do horizonte quando se olha pro mar? O infinito do espaço? O nosso cérebro que é a máquina mais complexa que existe? E tem gente que ainda se deslumbra com tamanho de uma construção?
Sete andares? E daí? Dá pra dançar, rir, falar com os amigos, caminhar sem bater em ninguém, respirar, não chegar pra casa fedendo? Eu não consegui, e olha que eu tentei de verdade, e muito. De novo: eu não tive vontade alguma de conhecer o resto, mas pelo o que eu entendi, os outros lugares não estavam tão animados quanto aquele que eu fiquei, e demoraria uns 40 minutos pra eu ir conhecer o resto e voltar, resolvi ficar pra dançar onde eu consegui.
Ah, como eu preciso disso pra evoluir! É tudo um crescimento, né?! Acho que devo estar falando muita besteira. O lugar deve ter certa qualidade. O guarda-volume lá é enorme, bem organizado, a fila de entrada também, tirando a grosseria dos seguranças pedindo pra andarmos quando a fila anda, sendo que eu já estava grudada no cara da frente, pelo menos ninguém fica enrolando pra andar. Os banheiros também são ótimos, não tive problemas com eles. Os efeitos de luz são demais e ainda tem um jato de ‘fumaça’ fria – e às vezes nos enganava e era confete de carnaval – , que sai do teto para a pista que refresca, dá ânimo e agita o povo que estava quase dormindo. Deve ter qualidade… mas ainda acho que falta alguma coisa. Algo essencial. A própria essência.
Acho que é esse lance de aparência que me incomoda tanto. Esse negócio de estar na Kapital, então sou… bom. Status. Eca. Poder. Que asco. Pessoas poderosas que se forçam ir de sapato social, sandália de salto pra ficar parado na pista de dança (ou mais pra uma “vitrine” numa Av. Augusta da vida). Não… Não… Não entendo. Fiquei próxima do inimigo sensível, imperceptível a olho nu, não-material e consegui enxergar coisas que ninguém enxergou. Isso me deixa brava, porque eu não podia só apreciar a grandeza e beleza desse lugar fantástico e me divertir como quem estava se divertindo, sem chegar em casa e perder tempo escrevendo um texto de 1500 palavras?
Eu não sei, mas acho que eu não SENTI o lugar bonito. Como uma pessoa, pra mim, elas não  “parecem” bonitas, elas tem que emitir vibrações belas. Kapital não me transmitiu isso. Muito sensorial, pouco divertido e para pessoas mais espirituais… nada espiritual (há baladas, pra mim, neutras espiritualmente falando). Parecia que o diabinho estava rondando, fazendo as pessoas beberem, se deslumbrarem com o material, o concreto. Essas pessoas não lutam contra, deixam se levar. Talvez seja bem mais fácil viver assim, talvez até possa ser o certo, mas eu não consigo.
Pra mim, é como sexo – o ato em si (não o antes e o depois. Só o ato): muito sensorial, algo pequeno na imensidão dos cosmos, efêmero, não sobra absolutamente nada (a não ser um filho em certos casos). O importante é o antes, o depois, os sentimentos, a conquista, o beijo de adeus, o “quando será que ele vai me ligar?”, a expectativa, o reencontro. Os sentimentos que se transformam. As ideias, a utopia… o sexo passa, o que foi sentido fica.
Porque no fim de tudo, uma hora ou outra, a luz acende, a mulher vai estar sem maquiagem, o homem vai lembrar que é homem (e não ligar, rs), a gente vai morrer… Pode ser que não seja nessa mesma noite, pode ser que não seja logo. Mas uma hora a festa acaba, a luz negra que faz brilhar o vestido curtíssimo da senhora em cima do palco vai se apagar, as pessoas vão para casa e o que sobra? Copos e garrafas quebradas e cacos de vidros estraçalhados no chão. Fotos, lembranças meio esquecidas por causa da amnésia pós balada. Cheiro de cigarro na roupa e no cabelo, bitucas no chão. Uma pessoa que você nunca voltará a ver do seu lado na cama. Vômito no lugar errado no banheiro. Ressaca. Pra que isso? Como a gente vai evoluir assim? O que a gente quer levar quando nosso espírito ir para a próxima fase? Pra onde você quer ir? Pra Kapital?

Obs.: eu adoro festas, baladas, não é questão de deixar de frequentá-las, mas sim saber porque você está indo, porque está consumindo, porque vive assim. É o que a gente mais esquece.

Tentações da vida (para analisar).

(Considerações iniciais: Ok, eu amo escrever, mas já vi que a maioria das pessoas lê de forma linear (e isso me incomoda muito) e esquece que nunca é só um texto e sim, uma mensagem misturada com estética, estilo etc. Por isso, no final do texto tem algumas questões para a compreensão dele. Não existe “certo” e “errado”, cada um interpreta como conseguir. Não espere a resposta “certa” porque não vou “resolver” essas questões para você entender o que se passa na minha cabeça quando escrevo um texto, mas as questões são para você pensar mais sobre ele. A trilha sonora não é necessária, mas é legal. Divirta-se.)


Sabe conversa de festa, de balada? O menino chega na menina, começa a conversar e papo vai papo vem, aparece até umas coisas inteligentes a serem ditas? Era mais ou menos esse os recentes assuntos de Diego e Andrea…
Andrea era a mais nova da galera, não conhecia quase ninguém, a não ser um ex namorado e ela entrou na turma por causa dele, que era dele. Diego ficava com todo mundo, mas pedia sempre segredo, então era difícil alguém saber de alguma menina que ele ficava. Se todas já não tivessem sido, pelo menos, olhadas por ele, podiam desconfiar que era “conversa pra boi dormir“, mas se elas ainda não ficaram com ele, elas tinham certeza que um dia ficariam. Ele era bonito. Ela era bonita. Ele era confiante demais e ela de menos.

Andrea já estava sem vontade de ficar em festas como aquelas. Para ela, todas as meninas se vestiam iguais pra tentar impressionar os meninos, para competir quem era a mais bonita, quem era a mais desejada, ou, em seus pensamentos, quem era a mais fútil… Já os meninos, competiam quem pegava mais, quem era o que levava a bebida mais forte, quem aguentava mais tempo sobreo, quem levava a melhor droga ou, pra ela, quem era o mais idiota.

Diego queria ficar com todo mundo, cada dia uma diferente. Só não aconteceu isso quando conheceu uma menina que o deixava confuso, quando ele, por causa dela, às vezes parava de pensar em muitas pra pensar em uma. Andrea já tinha ideia onde ela estava se metendo. Quando ele percebeu que ela estava indo embora, pegando seu casaco e saindo, Diego rapidamente deixou o copo de whisky barato com refrigerante em cima da mesa de madeira – o que faz a dona da casa, que era louca por ele, ficar muito brava e dar chilique quando viu a marca que o copo deixou – e correu pra alcança-la.

Quando saiu na porta, conseguiu disfarçar que esteve correndo pra chegar lá a tempo, respirou, pegou um cigarro, acendeu e perguntou o que ela estava fazendo lá fora, com cara de quem ia embora sem falar tchau pra ninguém.

Ela parou e virou pra ele: “festa chata” e sorriu, ele riu e respondeu “como assim? a festa mal começou, porque vai embora tão cedo?” E se aproximou dela.  Ela deu um passo para trás. Virou e continuou a andar em silêncio. “Não é possível, onde estão suas amigas?” ele perguntou acompanhando os passos lentos dela. “Nem sei, por aí, por ali, não sei bem… ninguém nem sabe que eu existo, acho. Nem sei se tenho amigos mesmo aqui… mas esquece isso, volta pra festa que eu vou rumo a minha casa”, sorriu, e disse bem baixo, só pra ela mesmo escutar “é a última festa dessa que eu venho”, acenou com os dois dedões que estavam fora do bolso do casaco.

“Você mora perto, eu vou com você, posso?”, pediu jogando no chão o cigarro terminado, “Sei lá… pode… se você quiser…” disse ela um pouco desconsertada, “qual é o problema de verdade? O que foi?”, perguntou ele, “Ah, Diego, nada… bem… sei lá, eu só não gosto de não ser notada, me sentir invisível…” deu uma pausa, ele não sabia o que falar. E ele sempre sabia. 
E ela continuou: “…mas ainda prefiro não ser notada a ser notada porque… tipo, quando uma menina é bonita ou toda gostosona,  muitas vezes ela é notada só por isso” ele riu, ela permaneceu séria com um olhar de dúvida “porque está rindo? estou falando sério” ela dise e ele só perguntou: “mas porque isso te incomoda tanto?” e ela respondeu: “porque acho ridículo… as pessoas tão querendo cada vez menos conteúdo… o importante é a aparência, é querer sempre ser especial, sempre desejado por todo mundo…”

“E você se sente desejada?”, ele perguntou depois de um espaço de silêncio. “não… mas isso não faz diferença pra mim… não faz diferença suficiente pra mudar o jeito que eu sou.”, esse papo era muito chato pra Diego, ele queria saber onde ia dar, e lançou um: “eu te acho linda,  sempre achei.”






aperta o play aqui:

Ela não sabia o que responder, então optou por ficar em silêncio. “Hum, quando alguém te elogia você fica em silêncio?” ele perguntou. “Quer que eu agradeça? Obrigada.”, respondeu. “Assim não tem graça nenhuma, tinha que ser espontâneo”. Continuaram em silêncio. Andaram mais ou pouco, já estava chegando na casa da menina. “Obrigada por vir comigo, pra ser sincera eu tenho um pouco de medo de andar por aqui sozinha”, eles sorriram um para o outro, ele encostou em seu ombro, mas não disse nada.   
“Eu sinto sua falta, Deia…” “Ai, Diego, não vai começar, né?! Já conversamos sobre isso…” ele se aproximou, ela deu um passo pra trás. “eu sei que errei, mas… mas eu sou homem, o que eu posso fazer?” ele disse se aproximando. “ser fiel, ser forte, respeitar a namorada… você faz homem ser sinônimo de fraqueza, e não é…”, e ela o afastou, ele abaixou a cabeça, ela a levantou com a mão no queixo “eu gostava de verdade de você, podíamos ter dado certo, mas eu não admito traição… posso não sentir raiva, podemos ser amigos, podemos viver em paz, mas não consigo confiar em você de novo”, ela disse enquanto pegava a chave de casa no bolso.

“É que eu gosto de você de verdade. Não consigo mais pensar ou ficar com ninguém” ele disse. “agora você sente isso? Quando ficou com a Analu, você não sentiu isso, sentiu?” falou brava “sou fraco… me perdoa?”, ele implorou se aproximando “quem sabe um dia… quem sabe eu não seria mais feliz assim também…?” Deu um beijo em sua bochecha e subiu para seu apartamento. Chorou do momento em que o deixou pra trás até conseguir dormir.

E Diego continuou lá por alguns minutos. Sentou no meio-fio. Estava frio. Ele se encolheu, lembrando da frase de Andrea acabara de dizer “você faz homem ser sinônimo de fraqueza”, perdeu a mulher que ele amava, perdeu a chance de se sentir amado de verdade por alguém que ele ama… os dois se gostavam, mas a infidelidade dele tinha colocado tudo a perder. O que ele podia fazer pra recuperar a confiança dela? “sou um idiota”, ele pensou. “Andreeeeeea” gritou olhando pra cima e se afastou, voltou pra festa e ficou com a dona da casa, a Analu, de novo.


Questões para tentar entender o texto (níveis: facílimo, fácil, médio, difícil) :


– O que significam os nomes Diego e Andrea?

– Porque o título?

– Qual a frase CHAVE desse texto? Porque e como chegou a essa conclusão?

– Que coisas interessantes podem ser ditas entre um menino e uma menina que acabam de se conhecer? Porque os dois tinham essas conversas?

– Porque diego pedia segredo qdo ficava com alguém?

– Se era segredo, como andrea soube da traição?

– Porque ele era confiante e ela não?

– Porque a festa aconteceu?

– Porque andrea foi a festa?

– Porque o texto descreve como eram as pessoas da festa, no ponto de vista de andrea?

– Quem era a menina por quem Diego tinha se apaixonado?

– O que incomodava Andrea?

– Porque eles terminaram?

– Porque andrea disse pra diego aquilo sobre as meninas e os meninos da festa?

– Porque ele deixou o copo na mesa e não levou?

– Como vc imagina a dona da casa, Analu?

– Porque ele fingiu que não estava correndo?

– Porque a festa estava chata?

– Porque diego queria que ela ficasse na festa?

– Porque ela disse que ninguém a notava?

– Porque ela não tinha amigas lá?

– Porque era indiferente pra ela ser desejada ou não?

– Porque ela disse pra ele voltar pra festa?

– Porque diego acompanhou andrea até sua casa?

– Qual era o problema de verdade?

– Porque ela disse que não gosta de não ser notada? Porque disse isso pra ELE?

– Porque diz que as pessoas se importam mais com a aparência e menos pro conteúdo?

– Porque ele não sabia o que falar, se sempre sabia?

– Porque ele elogiou ela?

– Porque ela sempre “dá um passo pra trás”?

– E porque ela ficou em silêncio?

– Porque sempre sorriam um para o outro?

– Porque ela era legal com ele, mesmo depois de tudo que ele fez (de acordo com ela)?

– Porque tiveram aquela conversa, antes do leitor saber que eles sao ex?

– Porque ela levantou a cabeça dele, com a mão em seu queixo?

– Porque ele se diz fraco?

– Porque ele disse que não conseguia ficar com ninguém ou pensar em ninguém, se depois ele fica com a Analu?

– Com o que ela poderia vir a ser feliz um dia também?

– O que passou na cabeça de Diego quando ele estava encolhido, sentado no meio fio?

– Porque e como ele gritou?

– Porque ele fica de novo com Analu?

Quando escrever é uma arte?

Estética há em tudo o que consumimos. Os objetos, comidas, eletrodomésticos e eletrônicos, brinquedos… tudo está cada vez mais atrativo, colorido, com texturas e, é claro, gostamos de comprar o que nos agrada ao olhar. (E gostamos de namorar pessoas que a mídia (ou Globo) diz serem bonitas, esquecemos de olhar a qualidade porque o “importante” é namorar alguém que seja o padrão de beleza da moda) Esquecemos, muitas vezes, que a beleza está em outros lugares também, muito mais do que em objetos e imagens que vemos, deveria haver beleza também nas formas, jeitos, poses e cenas que imaginamos quando estamos lendo um bom texto.

As artes não são consideradas artes por qualquer motivo. A música, dança, pintura, escultura, teatro e cinema são formas riquíssimas de se expressar. A diferença é que ler dá mais trabalho. Você pode ver, ouvir, apreciar essas outras artes sem ao menos parar para pensar em um prólogo ou epílogo e nem imaginar qualquer cena, porque elas estão lá. As imagens produzidas vão estar lá, de qualquer maneira, se você pensar sobre elas ou não. Mas quando você lê, você é obrigado a imaginar, se não, você para de ler, e quando para de ler, a imagem não se forma, o objetivo não se cumpre.

Pra quem tem imaginação, um texto bem escrito proporciona grandes viagens no mundo da fantasia. Ele pode gerar reflexão, curiosidades, euforia e conhecimento para quem os lê. Mas as vezes as pessoas esquecem que escrever bem também é uma arte, e como toda arte tem uma padrão, uma estética e um motivo por estar escrevendo, não é simplesmente escrever. 

Então quando escrever é uma arte e quando não é? O melhor é comparar o texto literário e o não literário. O literário é mais voltado para a estética, mesmo tendo uma mensagem pra passar. O texto não literário só está preocupado com a informação que passa, sem emoção ou estética. O texto literário tem mais detalhes abstratos, figurativo, enquanto o que não é, usa as palavras que elas realmente significam em cada idioma, no sentido denotativo.

Escrever é arte quando o autor quer passar uma emoção e não só a informação, ele faz isso com metáforas, expressões, pausas, coloca ou economiza palavras para passar o sentimento. Escrever não é arte quando o autor usa termos técnicos para passar a informação e nada mais.

Para o texto ser arte ele tem que ser subjetivo, já que uma característica importante da arte é essa, diferente da informação que é objetiva. Se o autor não se importar com a estética e a imagem, um texto não é literatura, arte. Escrever é arte quando sentimos o que Aristóteles chama de catarse, essa grande emoção através de uma representação.

Mais um romance adolescente.

Consideraçõs iniciais: 1) leia até o final, ou o final. 2) você pode dar play aqui em baixo para ouvir a música, mas saiba que a música trilha sonora que eu escolhi dessa vez é “As cores” da banda Cine (super dedicado ao meu amigo @_jotaerre), portanto, só ouça essa música se você não é da turma do “ai, eu não suporto Cine” ou se você não for do gruppie “ai, eu odeio Cine” ou ainda “Ai, Cine? Que droga de música“. Não dê play se você não gosta de Cine – você vai ouvir Cine, e isso é um fato! Mas… Você pode também escolher uma música que você goste da sua playlist e deixar rolar, mas tem que ser romântica! Ou você pode fazer que nem meu amigo @IsaqueCriscuolo e ler sem música mesmo.






                  Ela estava sentadinha no ponto de ônibus, como de costume, foi ele que chegou pra converser com ela. Primeiro sorriu, como quem não queria nada, parecia querer só ser legal, e perguntou: “porque está aí ainda?” e ela, como se quisesse disfarçar a face vermelha de vergonha: “minha carona ainda não chegou… está atrasado mais de meia hora”… Ela já tinha falado com a carona, ele deveria chegar dentro de poucos minutos.
                   “E você?”, ela perguntou “tá esperando quem?”… eles se olharam, ele se sentou ao lado dela, disse que não esperava ninguém e que ia ficar ali com ela enquanto o atrasadinho não chegasse. “porque você faz isso comigo?” ela sussurrou. “Isso o que?” ele perguntou rindo. Ele fazia questão de ficar por perto, parecia que a cozinhava em banho maria.
                  O silêncio a dominava por saber que nada do que ela falasse poderia ser levado a sério ou iria fazer alguma diferença. Ele mantinha o silêncio porque qualquer coisa que falasse poderia mexer com toda estrutura emocional dela… Ele não sabia disso conscientemente, mas sabia.
                  “Porque você me olha assim?” ele perguntou. “eu? Porque você fica me olhando assim? Eu te olho como sempre olhei…” eles sorriram um pouco. “eu só estou te olhando. Olha pra mim, nos meus olhos… você tá cada dia mais bonita e… ” ele disse, tocando seus cabelos com as mãos, mas não conseguiu terminar porque ela o interrompeu, dando um tapa na mão no cabelo dela e olhando pra baixo: “tá, tá… chega, ok? Fique sabendo que minha carona é meu namorado… e eu tô gostando de namorar outra pessoa pra variar”.  “Ah, ele não precisa saber…” ele disse entusiasmado. “Saber do que? Está louco?”, ela enfureceu. “Saber… de nós dois… eu… você…não?” ele começou a ficar em dúvida, uma dúvida estranha. “Não tem nada entre mim e você! Você tá maluco se acha que… faz, tipo, quase um ano que a gente não tem nada…” ela disse com raiva. “claro que não temos nada, estávamos tão longe… mas quando eu te ligava e você dizia aquelas coisas pra mim, e eu pra você… é claro que algo a gente tem… e agora que você voltou… podemos voltar a…  sabe… nos ver?”.
                  Ele era maluco por ela, mas ela não sabia. Ela era doida por ele, mas ele não sabia. Desconfiava, mas não sabia. “Acho que é melhor ninguém nos ver de conversinha…” ela disse. “podíamos ser amigos!” ele falou. “Não. Tipo… eu já tenho amigos”. Silêncio. E ele falou baixo: “achava que amigos era infinito, não é assim, quanto mais, melhor?”, ela virou os olhinhos e disse: “não amigos como você. Olha… não vamos ficar de papo, eu não gosto dessas coisas, eu não gostaria que o meu namorado tivesse amigos como eu, então, não quero ter amigos como você…” e abriu um grande sorriso sarcástico. “Bonitas como você? Ou fodas como eu?” ele sorriu de volta, ela ficou séria e disse “fodas como EU! Eu sou facilmente pivô de qualquer separação.” E disse  de um jeito como se ela fosse realmente confiante, e por um motivo que ela não conseguia entender, ele acreditava nessa confiança toda. “Ahhhh! Se você voltasse a me dar uma chance, eu largaria a minha namorada agora.” disse esfregando seu próprio rosto, como quando os meninos assistem a partidas de futebol e o atacante perde um gol feito.
                  Ela não sabia que ele tinha uma namorada, nunca o viu namorando e não fazia ideia que ele estava agora. “não estou interessada, ok?” disse, um pouco menos insegura. Nos pensamentos dela, ele era um idiota que não conseguia ver que ele não estava interessada, mas nos dele, havia a certeza de que ela o queria. Nessa hora, o telefone dela tocou. Era a sua carona, disse algo sobre não poder ir buscá-la, desligou brava e reclamou algo para si.
                  “O que aconteceu?” ele perguntou, “vou de ônibus. Com esse… tchau” e deu o sinal para o ônibus parar. Ele entrou também. Ela sentou no fundo. Ele sentou ao lado. Ela fez uma bola de chiclete, a estourou, bufou e disse: “Tem 24 lugares disponíveis, porque você insiste em sentar bem ao meu lado?” “você é minha amiga então é normal que duas pessoas que se conhecem…” “a gente não é amigo, cara!” ele abaixou a cabeça, rindo. “você está me provocando, eu tô ficando nervosa” e os dois ficaram em silêncio.
                  “Acho que seu nervo não é por causa de mim… digo… é por causa de mim, mas não pelo o que você diz que é…” ela o ignorou, estava olhando para a janela. “a gente podia voltar a ficar de vez em quando…” ela continuava ignorando “me disseram que você chorou por mim, outro dia.” Foi a primeira vez desde o ponto do ônibus que ela olhou nos olhos dele. “você acha que eu sou mulher de chorar por homem? Eu.. eu… nem ao menos CHORO, ainda mais por homem… E… se eu choro ou não, é problema meu, não se mete, dá licença, deixa-me passar.” disse brava, levantando-se.
                  Ela mudou de lugar, sentou mais pra frente, ele se sentou no banco atrás dela. “eu preciso te contar uma coisa…” ela olhou pra trás, impaciente… “não olha! só escuta.” ele pediu, e continuou: “Eu não conseguiria falar isso olhando pra você.” Ela voltou a olhar pra frente. Desligou o Ipod que tinha acabado de ligar, respirou e derramou algumas lágrimas, olhando pra frente, enquanto ele dizia, devagar e com a voz trêmula: “eu sei que você não acredita. Sei que é difícil acreditar… mas eu gosto de você. Não sei se é gostar, nem sei o que é gostar. Mas eu sei que eu sempre preciso de você perto de mim. Por isso fico correndo atrás. A gente fica desde a 8ª série, você me viu em várias fases minhas, e eu nunca tinha sentido nada disso por ninguém… é tipo uma amizade, mas ao mesmo tempo… não é como as minhas outras amizades…” respirou, não sabia o que dizer mais… e continuou: “Antes, quando você estava por perto, eu não sabia que eu sentia isso… Mas quando você foi embora, eu comecei a sentir sua falta… e da falta comecei a sentir saudades, muitas saudades. E dessa saudade eu conclui que era porque eu sou louco por você.”
                  O silêncio se tornava algo insuportável e ele perguntou: “Entende?” e ela só respondeu: “não.”, balançando a cabeça. “Não entende? Porquê?” “Você pega todo mundo, me diz que tá namorando e agora me diz que gosta de mim? Realmente difícil de acreditar” e respirou fundo, entregando que estava chorando, e ele não perdeu a chance de dizer: “e quem disse que não chorava?”, essa riu, limpando os olhos molhados.
                  Ela continuava a variar seu olhar pra frente e pra baixo “você não vê?”, não sorria mais… “Se eu virar pra trás agora, e dizer que sinto tudo isso por você também… a gente vai se beijar, ficar feliz por um dia ou dois e vou me iludir… porque amanhã vai esquecer que disse tudo isso. E eu sou a única que vou sair perdendo. A sua namorada vai continuar lá, que eu duvido que não a tenha traído já outras vezes… as outras meninas que ficam em cima de você… elas vão continuar lá… e eu não. Eu vou ter que pegar esse dia, guardar para sempre e enterniazá-lo, porque nunca mais vai acontecer. Não vê que é por isso que eu fujo de você, não vê que é por isso que eu não te digo a verdade?” ela disse, em um discurso rápido e frio.
                  E ele sem entender nada, disse: “Mas o que eu te digo é verdade e você tem que acreditar e… pera… você tá dizendo que gosta de mim, é isso?”, perguntou com esperança. “Não, estou dizendo que se eu dissesse…” Silêncio. “Eu não tenho namorada”, ele disse rápido e baixo. “e eu também nem tenho namorado”, ela disse sorrindo. 
                  E agora? O que aconteceria? Ela viraria para trás e sorririam um para o outro? Depois se beijariam? Depois viveriam felizes para sempre? Talvez. Ou então, ele sentaria ao lado dela, limparia suas lágrimas, um sorriria para o outro e se beijariam. É um ótimo final, eu gosto.
                  O sentimento era real, era fato. Os dois se gostavam, e muito… Talvez desde a 8ª série. Quando ele decidiu ir se sentar ao lado dela no banco do ônibus, um amigo dele apareceu, sentou ao seu lado e começou a conversar com ele. Ela olhou pra trás, já sem lágrimas. Sorriu para o menino que também era seu conhecido.
                  O amigo nem percebeu nenhum clima entre os dois. Eles se olharam pela primeira vez depois da conversa mais séria que eles tiveram em 6 anos de ‘romance’. Eles se olharam sorrindo, muito.
                  O conhecido mesmo assim não percebeu. Feliz, o apaixonado disse: “você conhece ela, né?!”, “Conheço sim! Oi, tudo bem?!” e ela sorriu pra ele, um pouco. “É! Que bom! Ela acabou… no minuto que você entrou no ônibus… de se tornar minha namorada”. O amigo deu um sorriso embaraçado e se levantou, se despediu dos dois e foi pra outra ponta. Ele, então, se levantou, sentou ao lado dela, e eles se beijaram.

Post scriptum (ou p.s.):

                  Um dia, talvez, eles terminem, não sei qual o final, mas também imagino que não tenham sido felizes para sempre. Pode ser que se casem, já estavam quase em idade de se casar. Pode ser que nem dure muito, que eles só tenham um filho fora de época e depois se separem. Não sei, não sei. Nem quero imaginar. Sei que ele foram felizes em se declarar um para o outro e tenho certeza que enquanto durou o relacionamento dos dois, eles foram felizes. E tudo porque eles se declararam, simples, talvez, assim. Acho que o importante não é o fim, como nessa história, todos já sabiam que iam ter um beijo no final, o importante e o que realmente vale a pena é o meio, são os olhares, as soluçadas, os sorrisos, cada palavra escolhida para cada momento. É assim com os textos, é assim com a vida. 

PS2: não me questione porque romances em ônibus são comuns aqui no meu blog, simplesmente acontece!

Sobre se apaixonar 3

Às vezes eu tenho a graça de estar apaixonada. Na verdade, “encantada” é uma definição melhor, mas logo, na maioria das vezes, esse encanto passa, porque encantos tem essa característica, de ser efêmero.

Às vezes eu tenho a sorte de não “me deixar” apaixonar de verdade por alguém. Mas será que é sorte? Porque só eu não consigo me apaixonar, me deixar apaixonar, fazer alguém se apaixonar por mim ou sequer deixar que alguém se apaixone por mim? Sempre na retaguarda…
 
Eu fico vendo todos os meninos fofos que possivelmente seriam bons namorados e imagino se eu poderia conquistar algum deles… mas lembro que sei que eles não são fácil de se prender a um “namoro”,  ou, então, penso em todas as meninas em cima deles, o tempo todo e tiro meu time de campo.Eu gosto desse amor platônico que crio todas as vezes que eu finjo para mim mesma estar apaixonada. É claro que não estou, a última vez que amei mesmo foi meu ex namorado e amei de verdade e fui correspondida. Depois disso, eu nunca mais me apaixonei… mais que paixão, amor verdadeiro.

Isso faz de mim uma pessoa pior? Às vezes eu acho que me faz ser incompleta. É quando eu invento amores, estórias, dor, sofrimento. Ele estava lá, nunca tinha derramado uma lágrima por ele, e de repente, escolho amá-lo, inventar uma história toda como se tudo o que passamos juntos fosse desenrolar em uma história de amor com um final feliz.Nada a ver! Nem vai acontecer porque o “ele” da história nem sabe que tudo o que eu acho que passamos juntos realmente aconteceu, e porque eu realmente não sinto isso. O que eu faço é me enganar, fingindo que eu amo alguém pra conseguir me sentir completa.

Mas quando acabam a TPM ou a baixa auto estima, eu esqueço quem são esses meninos que eu fui apaixonada, eu esqueço que eu disse “eu nunca mais vou ficar com ele porque isso vai me fazer sofrer”, e fico com ele de novo e continuo sem sofrer, olho pros meninos que eu costumava ser apaixonada e… não sinto nada.

Isso me faz ser uma pessoa melhor? Isso me faz ser uma pessoa de coração de pedra? Porque eu não posso me apaixonar? Será que eu preciso me apaixonar de verdade? Ou será que todas essas vezes que eu acho que não me apaixono de verdade, é um sentimento real e normal? O que será que isso significa? Alguém palpita?

Aquele reflexo…




A última imagem que eu tenho dele é seu reflexo na porta do meu prédio. Foi a última vez que chorei por ele, que me passou pela cabeça que podíamos dar certo e não demos por culpa… sei lá… minha, dele… nossa…
Aquele seu reflexo era o que ele realmente era, que só pude ver agora. Nunca tinha o visto daquela maneira, canalha, mentiroso… para mim, era sempre meu par perfeito, com todos os defeitos de uma pessoa normal, mas não a ponto de me fazer sofrer daquele jeito.

O caminho inteiro de lá pra casa só respirei, só pude chorar ao olhá-lo pelo reflexo, quiçá ele nem tenha percebido as lágrimas que estavam misturadas com o suor de uma janela num dia de frio, muito frio que fazia em Madri naquele começo de noite.

Naquele dia, quando descobri as mentiras e histórias mal contadas minha reação foi “sorrir” apenas com a boca, sabe, aquelas risadas sem os dentes? E virar de costas. Andar muito, muito, muito rápido sem olhar pra trás… foi isso que me salvou. Se eu tivesse olhado pra ele teria dado de cara com o meu príncipe encantado.

E foi a imagem do reflexo que ficou na minha cabeça, a imagem de quem ele realmente é. Sempre achei que íamos dar certo, sempre achei que íamos estar pra sempre na vida um do outro. Mas ainda bem que eu descobri a verdade logo no começo… Antes, quando eu olhava pra ele, era bom olhar pra pessoa que eu amava. Nunca mais quis olhar. Nem se eu quisesse, não teria força, mas tenho certeza que pra sempre vou amá-lo.



João

Aperta o play aí e começa a ler:



        Estávamos deitados numa cama de solteiro, um pouco mais apertados do que o de costume, mas minha cabeça estava no peito dele, então nem sentimos a falta de espaço. “Essa semana nos vimos mais do que a vida inteira”, ele disse. E eu dei nos ombros, como se nem tivesse percebido. Não é só porque tenho o visto muito que vai mudar realmente o que a gente é um pro outro.
           Acho que sempre pensamos as mesmas coisas, pro nosso bem ou pro nosso mal. Hoje estávamos mais quietos do que o de costume, mas a minha cabeça estava no peito dele, então nem sentíamos a falta de assunto. “Como está sua vida aqui, tá gostando?”, ele perguntou. E eu respondi com sinceridade, que estava boa, mas parecia que nada havia mudado.
           O que eu não estava entendendo era porque tantas perguntas… era ele quem sempre contava as estórias e eu só ouvia, sem dizer nada. Recordo-me até de uma vez que ele estava mexendo nos meus CDs em casa e viu um de uma banda que ele também gosta, eu já sabia, ele não tinha nem ideia. “Nem sabia que você gostava desses caras…”, eu disse só “pois, é…”, como se eu já soubesse e fosse um absurdo ele não saber. 
           Quantas vezes já escutamos ou já mencionamos essa banda? Parece que quando eu falava, ele não me escutava ou já estava pensando no próximo assunto que ele ia falar. E sempre sobre ele… ele… ele… Aquilo não podia me fazer bem. Sempre eram os filmes, programas, assuntos, posições que ele queria… Mas minha cabeça estava no peito dele, então, nem parecia sentíamos as frustrações que vinham de mim. “E de resto? Não tem mais nada pra contar? Nada pra perguntar?”, eu não tinha nada,  a única coisa que queria saber era se a gente ia continuar se vendo, mas nem disse nada.
           Um silêncio de repente, coisa que acontece sempre que ele não tinha mais nada pra dizer sobre ele mesmo. Ele veio me beijar, eu me levantei. Não queria mais ficar guardando tudo aquilo em mim, tínhamos que conversar. “Acho que é melhor esse ser o nosso último encontro”, falei. Ele demorou um pouco para entender, mas logo perguntou porque e se eu estava com outro cara. O que eu podia dizer? Mentir eu não iria, se eu quero que nosso relacionamento cresca, eu não posso começar mentindo. Pensei na resposta: “não, mas seria melhor que eu estivesse… eu nunca vi relacionamento como o nosso… nunca vai pra frente…”, e ele respondeu um “ah! é isso” maldito.
           O que ele esperava que fosse? “Eu gosto de ficar assim com você, qual o problema de não ir pra frente? A gente fica e se gosta… é legal ficar com você porque você me conhece, eu te conheço, sabe o que a gente gosta…” nessa hora eu tive que interromper. “se conhece? Como assim? Desde quando a gente se conhece?” Eu não sei porque disse aquilo, mas disse, me deu medo de colocar tudo a perder, mas acho que ele não é tão infantil pra simplesmente não dialogar… “Não? A gente já se conhece faz tanto tempo… A gente conversa tanto… Achei que a gente podia se considerar amigo, ou mais que amigo…” e como se não bastasse, deu uma pausa, beijou minha bochecha e disse: “as nossas bandas preferidas são as mesmas”, sorrindo.
           Deitou de novo olhando pro teto. Eu deitei de volta no peito dele e me pediu que não deixasse “isso” se acabar, que ele gostava de mim, assim. É sempre confortável o peito dele, deve ser assim que ele me hipnotiza.  Ele deve saber que eu sou fraca… Quando vou conseguir perguntar se é sexo ou amor? O que será que ele quer?

Sobre se apaixonar 2

1798808_709966042367554_309361250_nEu nunca entendi porque a gente se apaixona. É legal se apaixonar, mas só quando sabe que é correspondida. Fazer papel de boba, ficar envergonhada e vermelha, não saber o que falar e às vezes até mostrar que está tremendo pode ser bonitinho para o cara que também está a fim de você, ele já te acha fofinha, bonitinha e gatinha mesmo! Mas quando a gente sabe que o cara não vai achar nada “bonitinho” e sim uma pagação de mico… não é legal.

Pode até ser que não tenha saída, que a gente  não controle esses sentimentos, mas é tão inútil uma paixão não correspondida! E nem venha me dizer que a gente aprende, que o coração fica mais forte porque do que adianta isso tudo, se dá vontade de chorar, a gente perde a fome – e quando volta vem mais forte -, a gente treme e não consegue nem fazer as coisas que temos que fazer nem nos concentrar no que é necessário concentração.

Porque não podemos nos apaixonar por quem é apaixonado por nós? Porque a maioria das vezes, mesmo nos fazendo de forte, nos apaixonamos por quem não te vê mais do que como uma amiga? E porque a gente se sente feliz só de ver a pessoa ou de ver ele online no Facebook, se a gente sabe que mais do que isso não vai acontecer?

Quantas dúvidas. O que a gente pode fazer? Deixar rolar, deixar o sentimento vir. Eu sei que a gente sofre, mas o segredo, acho, é saber lidar com esse sofrimento. É triste. Dá agonia e vontade de chorar e gritar. Então chore e grite, mas não se jogue num poço sem fundo.

Lembro sempre de uma frase bem clichê que eu ouvi quando eu tinha uns 12 anos, é mais ou menos assim: “não é só porque alguém não te ama como você quer que ela não te ama como pode”. Por mais triste que seja, lembre sempre dessa frase e bola pra frente, ele não é o primeiro nem o último homem da face da Terra! :)

(isso vale pra vocês meninos também!)

Madri, 27 de janeiro de 2010.

Oi, demorou mas finalmente chegou alguma notícia minha. Deixei seu endereço pendurado na parede do meu quarto pra quando eu tivesse um tempo, lembrar de enviar essa carta. Mas realmente não foi preciso deixar esse papel para que eu lembrasse de você…

Na minha cabeça você aparece sempre, as vezes porque eu penso em você e no pouco que passamos juntos, outras vezes minha cabeça transformava qualquer outro homem em você se ele tinha o seu tamanho, sua barba por fazer e corte de cabelo igual ao seu… Olhava apaixonada pra ele, devo até ter sorrido pra um, pensando que sorria pra você. Mas quais as chances de ser realmente você, eu pensava… Nenhuma! Então minha mente frustrada voltada a ver o rapaz que era realmente e em nada parecia você a não ser o tamanho, a barba por fazer e o corte de cabelo.

Eu não sei como fui me envolver tanto com você em tão pouco tempo. Eu lutei contra qualquer coisa que eu pudesse senti por qualquer um, eu sabia que ia sofrer. Corri de homens charmosos e me escondi de alguém que disse que havia gostado de mim. Eu sabia que a separação ia ser dolorida. Apaixonada as coisas são muito mais difícieis. A separação é bem mais difícil. Ainda não entendi mesmo como é que pude me envolver tanto com você. Corri de amores possíveis que iam até ter futuro, mas hoje estou assim, desse jeito, pensando em você toda hora, no outro lado do mundo.

Não importa quantos meninos bonitos ou interessantes que apareçam no meu caminho parece que sempre estarei esperando por algo mais, coisas como as que aconteceram com a gente. Se algo parecido aparecer eu me jogo, se não, talvez não valha a pena. Sou assim, escolho em quais sentimentos me jogar, se não quero corro. Mas do que adianta correr? Conheci você e logo corrri, mas nunca imaginei que fosse sentir isso tão rápido e estando tão longe.

E é por isso que eu estou escrevendo essa carta. Não consigo pensar em como será minha volta se eu não tiver você pra abraçar e sentir o toque. Aquele toque que pouco conheci, mas a risada que adorei ouvir. O sorriso que adorei ver. E fazia toda hora você rir, e não entendi porque, mas eu entendo. Era pra guardar na minha memória enquanto eu estivesse longe, pra quando eu voltar, poder reconhecer se te ver andando na rua.  

Apaixonada por você, de Madri.

Como lidar com seus pais: as experiências deles, são deles!


Experiência significa, de acordo com o Luft: 1. Ação ou efeito de experimentar (-se). 2. Prática, conhecimento; perícia. 3. Ensaio, tentativa, demonstração. 4. conhecimento transmitido através dos sentidos


        Quando somos adolescentes tomamos algumas decisões que, nos arrependendo ou não, se tivéssemos a maturidade que adiquirimos com o tempo, não iríamos tomar. Mas uma coisa que estamos sem dúvida nenhuma destinados a receber são críticas por coisas que você fez ou alguém que você foi (adolescente imaturo, ou menos maduro). E disso você não pode fugir, tem que aprender a lidar.
        Adolescentes querem experimentar. Querem viver tudo o que podem, mas não conseguem porque muitas vezes há um adulto para dizer que vão se arrepender, que vão se dar mal e que um dia, vai se lembrar daquele discurso e vai sofrer por não ter feito o que te indicaram. Disso não dá pra fugir, adultos são assim.


São pais (mais comumente), professores, tios, conhecidos, desconhecidos… não importa, qualquer pessoa que seja adulta. Adultos, temos que concordar, têm mais experiência por já terem vivido mais, já experimentaram coisas que nem imaginamos, viveram em outra época e já estão mais próximos do final (brincadeira, nada a ver isso),  talvez, então, devíamos dar bola para o que eles falam.


Mas sabemos que eles podem ser muito insistentes e protetores. Alguns pais, por amar demais (e não de menos), acham que dizendo pros filhos o que fazer, as consequências das atitudes ou dizendo o que aconteceu com eles na época, vai fazer a gente (filhos) resolver não fazer e se sentir como se já tivesse passado por isso. Mas a gente sabe que não é assim. O ideal é equilibrar: nem ouvir demais, nem ouvir de menos.


Exemplos:

1) Mães dizem para as filhas que se apaixonar por aqueles meninos que chamamos de “galinhas” é a maior roubada, mas a menina não vai saber disso até entender que os galinhas, muitas vezes, não vão se corrigir facilmente e que uma mulher pode mudar um homem, mas é difícil. E quando a menina chega triste pra mãe, ela podia dar apoio, dar colo, mas fica falando: “tá vendo, eu avisei, porque você não me escutou?” Coitadas das meninas.


2) Pais podem dizer pros filhos que ficar muito bêbado não vale a pena porque depois dá ressaca e acabamos por não recordar de coisas que podiam ter sido inesquecíveis, como em uma viagem ou festa de formatura. Mas os filhos não querem saber de teoria. PAIS! Nós – merecidamente – queremos passar por isso para podermos dizer que realmente não quero isso pra gente.


Os adultos têm que servir mesmo como alicerce e exemplo, mas a vivência e experiência é pessoal e intransferível. O que os adultos muitas vezes não entendem é que não adianta tentar colocar na cabeça de um adolescente que ele vai se arrepender quando estiver mais velho. Depois pode ser que se arrependa, mas se ele tivesse optado por outro caminho, o que os pais indicaram, talvez não tivesse crescido, aprendido ou valido a pena. A gente tem que vivenciar pra entender.


Estamos fadados a escutar: “eu te avisei”,  “tá vendo? Tá arrependido porque não fez o que eu falei” “você tem que escutar os pais, eles sempre têm razão” “os adultos sabem das coisas, já passaram por isso”, mas não adianta, provavelmente eles se arrependeram de alguma atitude que tomaram quando mais novos e que se arrependeram. Uns podem dizer que não, mas eu, sinceramente, duvido.


“Mas, Gabi, eles estão enxendo meu saco, não me deixando fazer coisas que eu quero fazer, o que fazer com isso?” Como agir?


Primeiro de tudo, entendam porque os adultos fazem isso. Se tem alguém que te enxe o saco é porque provavelmente você é adorável e essa pessoa te quer o bem, eu sei que é clichê ouvir isso e que é discurso do próprio adulto, mas eles fazem isso porque gostam, se não se importassem com você, não falariam nada. Algumas vezes eles estão certos em pensar daquele jeito, entenda isso, mesmo que não concorde. 


Outra coisa a fazer é não ser tão prepotente e achar que você sabe de tudo, porque você não sabe. O adulto também não, mas você muito menos. Pare para escutá-los, de verdade. Eu falo ESCUTAR porque tem adolescente que já parte do princípio que o adulto vai “enxer o saco” então ouve, mas não reflete sobre o assunto. A minha dica é escutar para poder refletir e tomar a decisão certa e madura.


Não precisa deixar de fazer tudo o que eles dizem que é ruim porque aí você não vai viver a sua vida, mas saiba que quando eles dizem, por exemplo, que se você transar sem camisinha e não tomar remédio você pode ter um filho indesejado (você deve tá pensando “claro, mas que ridículo” mas tem gente que se acha sortudo demais pra acontecer com ele). Vamos ser inteligentes, né?! Não precisamos bater a cabeça na parede pra saber que vai surgir um galo dessa pancada.


Diálogo também é uma ÓTIMA dica. Diga a verdade, abra o jogo. Fale que você quer viver também, diga que experiência só se adiquire vivendo e mostre que sabe dos perigos e que vai fazer tudo para não tomar decisões erradas, mas que se acontecer sem querer, você vai aprender com os erros.  As vezes os adultos insistem dizendo que sabe que você vai se arrepender, mas aí sim que tem que dizer que cair faz parte da vida.


(Exemplo: você quer ir a uma festa de formatura que todo mundo vai, mas sua mãe não deixa porque ela fala que lá vai ter gente mais velha, bebida e drogas. Ok, ela pode estar certa, mas se o adolescente começa a gritar e brigar, a mãe não vai deixar mesmo. O que você tem que fazer é escutar o que ela tem a dizer, refletir e caso decida mesmo ir, você pode encontrar argumentos como 1) você tem amigos que vão estar lá que não usam drogas nem bebem, qual a chance de você fazer isso? 2) você sabe que não é bom, então não vai chegar perto 3) caso sinta que o clima tá ficando pesado, você pode ligar pra ela ir te buscar. Tá vendo? Ela vai saber que você sabe que ela tá certa, mas mesmo assim está optando por ir, querendo a experiência. As vezes eles dizem que não é com você o problema, a desconfiança e sim os outros, mas deixe eles saberem que você vai tomar todas as providências para não deixar ninguém te fazer mal. Eu tenho certeza que pai nenhum resiste a confiança e maturidade do filho. Confiança e maturidade é tudo na vida.)


Sempre que puder, mostre sua maturidade, mostre que respeita o discurso dos mais velhos e que você realmente se importa com o que eles pensam (mesmo que não se importe, diga que sim, eles gostam disso). Fale que você vai tentar agir corretamente sempre, que não vai errar de propósito, mas que as experiências deles são DELES, e que você quer ter as suas, mesmo que não sejam boas experiências. 

Porque eu disse tudo isso? É difícil? É! Eu aprendi isso sozinha e tive uma adolescencia maravilhosa e bem mais tranquila com essas dicas que eu fui aprendendo. Achei legal compartilhar com vocês porque se alguém tivesse me dito isso antes, talvez tivesse sido mais fácil. Mas não ache que é dica de adulto, não, eu acabei de sair da adolescência!!
Não sou expert em adultos nem psicóloga, mas se você gostou do que eu disse nesse texto e tiver mais dúvidas sobre o que eu disse ou uma específica que eu possa ajudar, me pergunte por e mail ou comentário que eu tento responder. Eu queria falar muito mais coisas e dar muitas outras dicas, mas o texto já está grande demais.


desculpa se essas dicas não funcionarem com seus pais, cada adulto é um adulto, e tenho amigos que sofrem porque os pais não são só superprotetores, mas chatonildos mesmo. acho que isso funciona com pais mais flexíveis. eu espero que ajude vocês, se não ajudar, desculpa =x 



“o panorama não agrada, mas não há porque se desesperar, pela simples noção de que é uma dádiva estar vivo de que os caminhos são lindos, e é necessário caminhar”
Panorama – Forfun

Sobre a tristeza, fraqueza e força

Eu odeio ter que ser forte o tempo todo. Sei que sentimentos ruins vêm, mas eu estou sempre querendo controla-los, como se eu fosse imune  a qualquer um que eu não queira sentir. Mas isso é impossível. Eu gosto de ser forte o tempo todo, gosto de estar sempre feliz. Tenho medo que a tristeza e dúvidas se estendam mais do que é necessário. Não gosto de chorar.Eu não gosto de me sentir mal, principalmente, se for por causa dos outros. Se isso acontece, me sinto idiota. Acho que me sentir mal por causa dos outros é fraqueza e além disso, eu me sinto invadida. A pessoa entra na minha vida, toma as decisões que ela quer tomar, sendo que eu não tenho controle nenhum no que ela decidir, e quando vejo, simplesmente fico mal. Não gosto chorar por alguém, a única pessoa que pode isso sou eu mesma, na minha cabeça.
Quando fico triste, me sinto idiota, como se eu fosse me sentir assim pelo resto da vida, como se eu estivesse retrocedendo para quando eu tinha 13 anos. Odeio me arrepender, é uma das coisas que eu odeio  admitir. E quando eu fico triste por algo que eu fiz, é claro que me arrependo.Às vezes dá impressão que se arrepender é para os fracos. Mesmo que eu possa crescer sentindo tudo isso, quem vai me convencer na hora da tristeza que ela vai passar, que é normal ou que essas coisas são boas pra gente?
“Deixa eu me sentir mal”, penso por mim mesma. Preciso de sentimentos assim pra poder seguir em frente, mas eu não consigo me convencer que isso é normal e que eu não posso estar no controle em todos os momentos.
Às vezes queria chorar mais, mas não consigo. Chorar só um pouquinho eu não queria. Lembro que quando eu era adolescente eu chorava e as angústias diminuíam, mas agora… eu não sou mais assim, não choro até perder o ar. Pensava que era necessário, mas descobri que não é.
Ser forte, eu entendi, não é controlar os sentimentos para não sentir coisas ruins e sim suportar essa dor. Deixar doer e saber que vai passar. Isso sim, é bom.
Alguém mais é assim? Gosta de controlar os sentimentos?

Igual aos demais… ?

397361_317512391612923_121185991_nAndei pensando em um assunto muito clichê e gostaria de compartilhar com vocês. Desde que eu fiz meus dreads eu tenho ouvido algumas coisas engraçadas. Só para constar, já que ninguém é obrigado a saber, os dreads são vários nós no cabelo. E outro dia uma amiga minha disse: “porque você não passa pelo menos um creminho no seu cabelo?”.
 
Ok, aquilo foi engraçado porque, mesmo que ela não saiba, eu tinha comentado como cuidava da juba: só shampoo, de preferência anti-resíduo e até sabão de coco serve!
Mas… se eu passar um “creminho” no meu cabelo… os dreads ao invés de ficar presos, eles vão se soltar. E porque eu gastei 8 horas e $$ fazendo esse “penteado”? Eu não fiquei brava nem nada, só achei hilário. Ri e ignorei, porque nem sabia o que dizer. Quer dizer, acho que disse: “não pode, Fulana, porque se não o dread sai”.
 
Nessa mesma época eu fui viajar e pedi emprestado um sabão de coco para a pessoa que me hospedou, para minhas amigas disse que era pro cabelo. Uma delas olhou pra outra e começou a rir, a outra devolveu com uma risadinha tímida. Dessa vez eu ignorei mesmo, as pessoas simplesmente não entendem o que é diferente delas.
 
Para minha sorte, nesse MESMO dia, uma das meninas apareceu depois do banho com o cabelo todo embaraçado e cheio de nó, com um pente na mão, aflita se conseguiria ou não pentear o cabelo a tempo de sairmos.
 
A outra amiga ficou “cho-ca-da”, perguntou porque ela não tinha passado condicionador e ao ouvir a resposta, que era mais ou menos “eu não uso condicionador”, abriu a boca e ficou olhando com uma cara perplexa: “eu não acredito que você não usa condicionador”. Cara, aí que eu entendi porque essa minha amiga não tinha ficado tão chocada com o fato de eu usar sabão de coco no cabelo… ela era diferente também.
 
Antes dos dreads, eu não penteava meu cabelo. Se eu não penteava ele ficava médio, se eu penteava ele ficava horrível. O que vocês acham que eu preferia? Mas as pessoas acham mesmo que todo cabelo tem que ser lavado com shampoo e condicionar, todo mundo tem que pentear e ser igual a todo mundo. Só porque alguém disse uma vez que os cabelos precisam ser sedosos, brilhosos e com movimento, todo mundo aceitou, assim?
 
A gente gasta a maior grana com essas coisas de cabelo. Meu dread também não foi de graça, mas pelo menos não to usando condicionador, o que é uma super economia. Minha pergunta é porque temos que ser iguais. Se cada um é cada um… deixa cada um fazer o que quer.
 
E quem acha que eu estou falando APENAS sobre cabelo, está totalmente enganado. Quem já se pegou fazendo coisas só porque todo mundo faz? Ouvindo músicas que todo mundo ouve, ou que o rádio impõe?
 
Ou… porque temos que dar nosso primeiro beijo ou ter nossa primeira vez só porque todos nossos amigos já fizeram isso? Acho isso ridículo, cada um sabe seu tempo e cada um sabe o que faz cada um mais feliz.
 
Muita gente sai por aí beijando todo mundo só pra provar algo pra alguém, mas esquece de valorizar o que realmente sente. Ou também ao contrário, já pararam pra pensar? Alguém que gosta muito de beijar e seria mais feliz beijando todo mundo, mas não faz por medo de ser julgado pelos outros?
 
E sei lá, tem também esse negócio de moda. Tudo bem que as vezes a gente acha mesmo algo na moda bonito, mas porque só usar quando tá na moda? Não pode usar também quando sai a moda? Não entendo, não entendo. E tem modinhas TÃO feiosas, não acham?
 
Por outro lado, a gente tem OBRIGAÇÃO de ser diferente. E com essa tentativa de ser diferente as modas nascem e as pessoas vão mudando de gostos pra ser diferentes porque hoje em dia, quanto mais diferente você for, mais legal é, mais aceito e mais igual… porque é isso que as mídias passam.
 
O que você acha das roupas que o personagem do Fiuk, Bernado, usa na Malhação? Sei lá, pra mim não é diferente, é igual. Olha os caras do Cine ou o cara do Guitar Hero! Mesmas roupas. Meeeesmo cabelo. Aquilo é ser diferente? Então me diz o que é ser igual? Acho que os diferentes agora são os playboys/patricinhas.
 
Fazer as coisas só porque os outros fazem, ter o que os outros têm. Estou cansada disso. Se meu cabelo é diferente do seu, porque eu preciso usar o mesmo produto que você? Nem adianta dizer que o seu é pra cabelos normais e o meu é pros secos, porque é tudo o mesmo objetivo: vender.
 
Nunca precisei fazer o que as pessoas “descoladas” da minha idade fazem porque eu conquisto a amizade deles de outra maneira. Sempre fiz o que achei certo, sempre gostei do que eu realmente gostei. As vezes dá vergonha, mas a maioria das vezes eu sou sincera quando falo do que eu gosto. Não me lembro de nem uma vez que eu me senti deslocada desde que comecei a lidar bem com isso. Antes, quando eu fazia o que os outros faziam, quando eu deixava de fazer ficava triste. Agora eu faço o que eu quero – e isso é perigoso, mas gostoso.
 
Por isso, meu apelo de hoje não é pra sermos diferentes e nem pra fazer o que eu estou falando só porque eu tô falando. Meu apelo de hoje é que vocês reflitam sobre o que eu disse, conheçam mais coisas do mundo (a internet tá aí), que pensem por si mesmos, que saibam porque fazem as coisas, não façam só porque é senso comum, porque tá na moda ou porque é normal pessoas fazerem isso. E o mais importante: que não tenham vergonha do que vocês gostam, porque quando pararmos de ter vergonha de nós e de nos julgar, vamos aprender a não julgar os outros e todos poderemos ser felizes com o que gostamos.
 
O problema não é ser igual aos demais, o problema é ser mais um robô.

 

Contos do mar

 

1505201_691200524244106_1118407392_nParte das horas que estamos felizes, está relacionada com aquilo que sempre sonhamos e se tornou realidade. A gente ouve música e assiste vídeos e pensa que nunca vai acontecer com a gente. É… talvez não aconteça porque “felizes para sempre” às vezes pode ser muito chato.

Na ficção, também, não sei porquê, os meninos e as meninas nunca têm muita personalidade, só fofura e beleza. Pra que queremos isso pra gente? Não sei, mas a gente quer. Um dia eu parei de querer isso, fui muito mais feliz a partir daí.

Estava pensando nisso tudo enquanto eu andava pela praia no fim do ano. Passeava sozinha ouvindo músicas quase na hora pôr-do-sol. Como toda vida real, nada parecia acontecer.
Enquanto o vento batia, eu sentia meus cabelos enrolados voando, algumas vezes eu até esquecia dos nós que tinham neles. O sol batia fraco, fazendo as marcas de espinha no meu rosto não aparecer tanto. Isso tudo me fez me sentir bonita, o que pouco acontece.

Fui pro mar molhar meus pés. Deixei meus irmãos lá na casa pra andar, pensei que podia encontrar alguém pra conversar, alguém da minha idade pra indicar músicas ou dar um beijo no pôr-do-sol, mas a realidade era boa, mas não era perfeita.

Foi aí que eu percebi que não tinha problema não acontecer. Eu estava feliz, me sentindo bem e o que tem de mal não ter uma história romântica pra contar? Eu me sentia bonita e feliz de verdade. O que mais precisava?

Então, resolvi sentar pra ouvir o mar e a música e ver o sol indo embora dormir. Pensei que tudo estava perfeito. Logo encontraria meus amigos pra beber e rir, o que mais eu precisava? Dei um sorriso pra mim mesma e fechei os olhos.

Minha vida é ótima, pensei. Foi aí que alguém sentou ao meu lado. Abri os olhos num susto. Sorri pra ele, envergonhada. Ele me deu oi, eu respondi. Ele era bonito, tinha um sorriso lindo. Ele elogiou meu sorriso, tremi, enrubreci. Perguntou meu nome, respondi.

Conversamos um pouco, ele se chamava João. Disse que me achou bonita. Talvez eu estivesse mesmo bonita, afinal, estava serena e contente. Mesmo que minha auto estima seja baixa, às vezes me acho bonita. A gente conversou por um tempo, até que eu percebi que os últimos raios de sol se escondiam.

Ele continuou me elogiando, e eu morrendo de vergonha. Ele me apresentou aos amigos dele, que estavam jogando bola ali do lado. Eu disse que já era hora de ir, mas não queria. Ele era divertido. Pediu meu telefone, eu dei. Ele disse que ia me ligar. Então me pediu um beijo, eu dei.

Ele me acompanhou até minha parte da praia, andamos de mãos dadas e tudo mais. Disse que ia me ligar mais tarde e me ligou. Saímos mais duas vezes enquanto estive de férias na praia, mas ele é do Rio e eu de São Paulo, então nunca mais nos vimos.

Levei boas recordações, me diverti e olha que eu nem sou artista de filmes de amor, mas entendi que todos, até aqueles que nem se sentem tão perfeitos, podem viver um sonho que parece que não vai virar realidade… mesmo que não seja para sempre.

UPDATE 07/01/2014:
Isso é apenas uma crônica, mas há um moral da história:
– esqueça padrões, encontre sua própria beleza;
– seja feliz do jeito que você é, aceite seus defeitos, mostre suas qualidades;
– quem está feliz consigo, está aberto para ser feliz com outro;
– meninas normais também podem ter histórias românticas para contar &
– príncipes encantados não existem, mas existem os caras perfeitos para cada uma de nós.

Compreensão

                  Compreensão. A minha palavra do ano é compreensão. Estamos vivendo em tempos em que todos são tão diferentes que as coisas, para dar certo, precisam ser diferentes. As pessoas deveriam escutar mais, tudo o que o outro tem a dizer, os interlocutores têm mania de entender o que quer e o que realmente se é proposto pelas pessoas desaparece nas interrupções que geram falta de compreensão. Nem toda hora somos felizes, mas também não somos sempre infelizes, temos que compreender os momentos bons e ruins de cada um. Com essa simples palavra, minha palavra do ano, a inveja, o orgulho e outros sentimentos ruins vão embora, porque nos tornamos mais tolerantes, muitas vezes nos colocando no lugar do outro. Com a compreensão, as pessoas ficam mais em sintonia, podemos ser felizes sem culpa e todos passam a aproveitar seu momento de “altos” na vida e aprender mais com os “baixos”. Vamos, então, ser mais compreensivos com as decisões, os sonhos, os desejos, as cautelas, ousadias e as realizações de nossos amigos, parentes, conhecidos, desconhecidos e também com o Universo (muito importante lembrar dos últimos dois).  Se não for pelos outros, faça por você: amanhã pode ser quem precisará de compreensão de alguém.

Triângulo amoroso, criado por mim

casal3“Ah, Lucas! É melhor eu ir embora… vou deixar vocês sozinhos! Vai que eu me apaixono, não vai dar certo…” eu disse. E ele sorriu, assim, como se eu não estivesse falando sério. “Você acha que é mentira?” completei. E ele só sorria. Aquilo partiu meu coração, porque não poderia ser sério? Ele era bem bonito, me interessei por ele na hora que eu o vi.

No meio de tanta gente, ele não só me chamou atenção, mas também me acelerou o coração. Fazia tanto tempo que isso não acontecia comigo. O irritante era a diferença de idade… Ele tinha 17 e eu 22. Eu que cheguei pra falar com ele, mas como eu ia imaginar que ele era tão mais novo?

A festa até que estava animada. Meus amigos eram poucos, mas conseguimos conhecer mais gente ali. Uns carinhas até chegaram em mim, eu acho, não estava prestando muito atenção. Eu queria bem o no-vi-nho, e nada tiraria ele da minha cabeça, sou assim.

Nem sei por que existe preconceito. Eu já tinha me prometido que não ia ficar mais com menino tão mais novo, mas dessa vez eu podia ter aberto uma exceção, mas meus amigos vieram com um papo de que ele era muito novo, que tinha carinha de criança… eu fiquei pressionada e lancei logo um “é pra Fernanda, é pra Fernanda! Arrumei alguém da idade dela pra ficar com ela”.

A Fê tem só 17 anos e ficou a festa toda num canto, no meio de um povo mais velho, então achei que ia ser uma boa saída para minha situação delicada, com meus amigos, e pra ela ficar um pouco mais contente, meu papel de “bom Samaritano”. Mas na verdade eu nem sei da onde eu tirei força pra fazer isso, devia ter admitido logo que meio que me apaixonei a primeira vista por ele.

“Só espero que não se beijem na minha frente”, pensei, eu já tinha sido legal demais, não precisava ainda ver a cena toda, isso já é auto destruição. Mas acho que foi a coisa certa a ser feita. Eles têm a mesma idade e até que se deram bem. Parece que gostam do mesmo estilo de música. Sei lá se isso quer dizer alguma coisa.

Depois que percebi que nada estava acontecendo, decidi investigar. Vai que rola um desinteresse dos dois, né?! Fui ao banheiro e chamei a Fê, perguntei o que ela tinha achado dele. “Bom…”, começou “…até que ele é bonitinho.”! Bonitinho?! Achei que ele é o maior gato! Bonitinho é, tipo… O tênis dele! Ele é… deixa pra lá, o que muda o que eu achei? Ela não estava certa que queria ficar com ele. Eu estava mais do que certa que eu queria.

Mas eu sou assim, queria ser diferente, mas não consigo: quando eu encano em alguém, mesmo que por um dia ou temporada, não consigo me interessar por outro. Então, depois de ver todos meus amigos ficando com alguém, decidi tirar meu time de campo de vez quando percebi que tudo parecia mais timidez e não desinteresse, das duas partes.

Andei um pouco pela casa e dei de cara com uma porta entre aberta de um quarto de menino. O computador estava ligado com a tela em espera, quando eu mexi no mouse, abriu uma playlist no iTunes, com várias músicas que eu gosto. Cliquei em uma delas e deitei no colchão sem cama que fazia o quarto style, mais style ainda.

Apertei o play.

Músicas legais. Desencanei do mundo lá fora, fechei os olhos e fiquei escutando aquele som alto. Até dei uma cochilada. Logo depois de sei lá quantas músicas que tocou, ouvi o barulho da festa e um clarão entrando no quarto, alguém abriu a porta.

Fiquei envergonhada e enquanto passava a mãos nos olhos, falei: “O dono do quarto pegou a enxerida?!” e olhando pra porta, vi que era ele lá parado. “Não tem problema, Eduarda, ainda bem que é você, eu tava mesmo te procurando” e acendeu a luz, “Gostou da playlist? Muito legal essa música né?”, sorriu.

Depois disse que tinha me visto entrar lá, mas não foi antes porque não queria deixar minha amiga falando sozinha, porque ela era muito legal mesmo. E sorriu pra mim. Eu disse que ele não devia ter mesmo deixado ela sozinha e ele respondeu: “ah, um cara veio falar com ela e eles estão conversando agora… ele é bem mais velho!” e riu.

Morri de vergonha. Eu achando que eles iam se dar bem porque eram da mesma idade. Olhei pra baixo, desviei os olhos e brinquei com o abajur, acendendo-o. E ainda parado perto da porta, ele desligou a luz e sentou ao meu lado. Ficamos meio sem graça. Quem ia falar primeiro? “Você acha melhor eu ir embora?” ele perguntou e eu neguei com a cabeça, com aquelas caras de ponto de interrogação. E ele continuou: “Vai que eu me apaixono… isso não vai dar certo…” me beijou e sorriu “você acha que é mentira?”, completou eu disse que não e me beijou de novo.

A mulherada voltou a ser idealizada.



É lindo ver que os meninos cantam músicas não simplesmente românticas, mas que idealizam nós, meninas! Nossa geração está salva, quem estava perdendo as esperanças: a nossa, como as outras gerações, os meninos continuam a nos idealizar!


Lembrando que esse post fala de algumas bandas específicas citando trechos etc, mas serve pra qualquer banda que você, menina, goste!

      Pode negar a vontade, mas eu tenho certeza que você enlouqueceria se descobrisse que músicas como “Se Você Quiser”, do Cine; “Entre Lençóis”, da banda Quarter; e, “Sinta Essa Noite”, da Mash foram feitas PARA VOCÊ. 
      Mesmo eles assumindo ter um jeito “meio livre de viver” (Entre Lençóis), admitem que quando a menina quiser, ele vai estar lá. E quem concorda que, nos dias de hoje, isso já basta pra saber que o cara tem o mínimo de consideração por nós?
      E não adianta negar que você não derreteria se ouvisse um gatinho dizer “se você quiser o meu mundo é seu” (Se Você Quiser).  Mas, não desmerecendo  as outras músicas que são demais, o que me faria sentir mais especial com certeza é se um cara composse a música que fala de uma mina perfeita chegando sem aborrecer ninguém e que todos os meninos ficam no pé, mas não ficam com ninguém, e falando “você me faz tão bem” (Sinta Essa Noite) puxasse a ponte pro refrão. Sério, o cara baba na mulher começando com a primeira frase “a cidade pára quando você vem”.
      Eu fico me perguntando como é que faz pra conseguir ser uma dessas meninas inspirações pros caras. E admito morrer de inveja quando eu me ouço descrita em uma música que foi feita pra outra pessoa. E não posso NEM ficar falando coisas do tipo “ei, escreveram essa música pra mim” mesmo eu tendo certeza de que, se me conhecessem, poderiam afirmar. Eu não acho que é impossível ser uma Garota Radical do Cine, um Sonho Azul da Quarter ou pra quem a Mash canta “nosso caso é raro de se explicar” (Sem Hora Pra Acordar). 
      Pra se dar bem, sorte é uma boa! Pode até parecer a chave para conseguir ser inspiração para os gatinhos. Mas não basta apenas sorte, porque fazer meninos se aproximarem, independentemente se for de banda ou não – pra ter músicas escritas pra você –, não é preciso sorte. Precisamos ser segura de nós mesmos. Saber que somos lindas, sensuais e provocantes. Nada de auto-estima baixa, e pra melhorar podemos nos arrumar, colocar uma roupinha bacana, ter estilo e um cabelo bonito e/ou diferente também é uma boa dica. 

      De maneira alguma, não precisamos fazer tudo para chamar atenção. Vamos olhar a Malhação ID , as meninas que dão em cima do Bernardo (Fiuk) e querem ficar com ele a todo custo, eu diria que… bem… ficam com ele, mas não vão ficar com ele no final, diferente da Cristiana (Cristiana Peres) que esculacha e briga com o Bê o tempo todo… quem duvida que eles vão ficar juntos?

       Parece que as mulheres que já foram idealizadas por muito tempo nas histórias clássicas mundiais estão voltando em forma de meninas ideais. E é claro que seria legal, vamos tentar ser o mais estilosa, bonitas e sensuais para virarmos exemplos de mulher, pelas bandas novas.
      Estilo é legal. Precisamos nos arrumar (para nós nos sentirmos bem, ok?) e é legal nos cuidar… Mas tenha personalidade. Por favor. Mesmo que tenha meninos que dizem preferir meninas gostosas sem personalidade, iguais as outras…. Não tenha dúvida, tenha personalidade. Meninas sem personalidade são efêmeras na vida de qualquer menino e com certeza vira A Ursupadora do Cine. 

Essa playlist é com as músicas que eu falo nesse texto, diferente dos outros, não serve como trilha sonora e sim como ilustração do que digo no texto.


Sei que assim não pode ficar.


faça um esforço para ler com a música, ela dá o ritmo ao texto.
dê play e quando a música começar, comece a ler =]

           Quietos e parados, Mateus e eu, em frente ao elevador do nosso andar. Eu estava com as chaves na mão e ele me olhando como se quisesse dizer algo. Parecíamos dois estranhos, esperando para nos cumprimentar. Aqueles poucos minutos me pareceram uns dez. Parecíamos dois desconhecidos. Não éramos.

           Depois daquela noite, parecia que não íamos nunca dar certo. Nenhum de nós dois tinha coragem de dizer alguma coisa primeiro, então como sempre, ele foi o mais forte e disse: “odeio gritar com você”, e eu só chorei, por ser a mais fraca.
           Eu não entendo porque tornávamos a brigar sempre que alguma coisa não saía como queríamos, e daí se as coisas não corressem como o planejado? A gente não pode ter tudo que quer, o tempo todo. “porque brigamos tanto?”, perguntei.
          Sem respostas girei minha chave para abrir a porta, sabíamos que logo minha mãe chegaria e eu o deixaria ali como se nem o conhecesse. Ou ele fazia alguma coisa rápido, ou vai saber quando íamos poder falar disso de novo, a sós.
           Se não fosse pela vontade dele repentina de me beijar, eu teria entrado em casa, ligado o chuveiro e o rádio e tudo daria certo, não iria mais chorar. Mas ele veio até mim e apertou minha bochecha como fazia quando queria me fazer rir. Mas não sei porque… não consegui rir… nem sorrir. “odeio brigar com você, me desculpa” eu disse me esquivando do seu beijo. “Se pede desculpas, porque foge do meu beijo?” ele disse sorrindo com o canto da boca.
           Eu não sabia como responder. Deixei pra lá, entrei em casa e ele logo atrás. Voltou a me beijar, como se quisesse alguma coisa. “não vamos transar”, avisei. E insistiu no silêncio, que concordava comigo. Ele sabia que era o que eu queria, por isso me provocava. Mas sabia também que não ia acontecer. Tão cedo. Até decidirmos onde isso tudo ia parar.
           Nosso romance não poderia ir tão longe ainda, do nada. Nunca entendi porque nunca foi. Não passava da linha de satisfação para nenhum de nós dois: nem de um namoro, pra mim e nem de sexo, para ele. A linha que separava os dois era o amor, acho. Já fazia mais de um ano isso.  Enquanto as outras pessoas com quem nos envolvíamos tinham os dois, namoro e sexo, com a gente não. Mesmo ambos querendo… aparentemente… os dois.
           E continuava me beijando e dizer que queria me beijar. Entramos e fechamos a porta. A maneira que Mateus me beijava não me fazia parar de chorar. Era fraca na sua frente e isso me fazia infantil. Minha moral deve baixar quando isso acontece. Nosso beijo tinha o gosto salgado da minha lágrima. Ele me levou pro sofá, como sempre, e me fez deitar no seu peito.
           Aquilo me acelerava o coração, quando eu encostava meu corpo no dele, me sentia segura. E ficamos ali, olhando para a mão do outro. Eu adorava quando me abraçava e passava a mão no meu cabelo, sem dizer nada. “odeio brigar com você”, eu disse mais uma vez. E, como se já tivesse se esquecido, sorriu e me beijou de novo. Era ele que sempre me beijava.
           Pensei em tocar no assunto. Porque não damos certo de uma vez, não é mesmo? Mas não consegui dizer nada. Sorrimos e começamos a falar sobre outro assunto. Do nada ele se levantou. Arrumou a camisa. Foi até a janela. “sua mãe tá chegando”, era hora de nos separarmos. Porque brigávamos tanto? Porque não dávamos certo? Não dava pra entender. Ele abriu a porta e saiu.
           Minha mãe entrou em casa, quase no mesmo momento. Eu estava sozinha na sala. “andou chorando, de novo?” ela perguntou. “não, mãe, deve ser uma gripe”. O Jorge, meu padastro, tinha chegado junto com ela. “Aposto que você e o Mateus brigaram de novo, brigam mais que irmãos de verdade. Ele está no quarto?” Balancei a cabeça positivamente “Vem jantar, filho”, gritou. Não sei o que vai acontecer com a gente, sei que assim não pode ficar.

Solteira, sim… Sozinha nunca?





Outro dia uma pessoa comentou que estou solteira porque eu quero. Foi aí que eu comecei a pensar. Primeiramente, pensar que não, que essa pessoa estava totalmente equivocada. Eu vivo falando de amores impossíveis, homens bonitos e um ou outro menino que poderia me fazer feliz e eu fazê-lo feliz.
Não estou apaixonada nem nada, mas se eu estivesse penso seriamente que eu não seria correspondida, pelo simples motivo de não existir ninguém apaixonado por mim, ou seja, não importa por quem eu me apaixone, ele endubitavelmente não estaria apaixonado por mim.
Depois de pensar nisso tudo, pensei que talvez eu seja muito exigente, que queira alguém que realmente me faça rir, ao mesmo tempo seja sério e responsável, que tenha planos e me ajude a avançar espiritualmente. Mas nem estou desesperada procurando, mesmo parecendo, não estou.
E será que a pessoa que me disse isso está realmente certa? Como estava certa uma outra pessoa que me disse que eu procurava nos lugares errados. Quem disse que eu preciso ter vários meninos no meu pé em uma balada para ser especial? Quem disse que preciso ser padrão de beleza para alguém gostar do meu sorriso? E quem disse que preciso gostar do que todos gostam pra me divertir?




Meu consciente sabe de tudo isso, mas meu insconciente insiste em duvidar da minha capacidade de conquista. Outro dia estava no carro com uma amiga minha, a Giu, e um menino de um carro do lado começou a conversar com a gente, eu nem dei bola, nem sabia o que era. O menino era bem bonito e ficou me paquerando. Eu pensei que ele estava me zuando, mas depois disse que amou o meu sorriso e queria me conhecer. Ele era lindo. E eu o perdi porque não confiei em mim mesma, já que praticamente o ignorei e pensei que era brincadeira. Não confio em mim mesma, mas no destino sim. Quando chegar a hora certa, vai dar certo.
De alguma maneira, tenho vontade de compartilhar a calma e tranquilidade que estou sentindo ultimamente. Se eu pudesse me expressar aqui o que eu sinto… É muito mais do que ter um namorado, entende? É compartilhar os sentimentos bons com o mundo. E não, esses sentimentos não são suficientes para curar a carência que as pessoas normais sentem – pessoas precisam namorar, ser amadas, de elogios… – mas já é suficiente para ser feliz sozinha. E esperar alguém que valha a pena.





Então sim, tenho certeza que estou bem sozinha. Mas certeza também que não é porque eu quero. Se alguém gosta de mim e quer ficar comigo, compartilhar os sentimentos bons e ruins da vida… porque eu não sei disso? É porque realmente não existe (no momento). Mas provavelmente isso não vai ser nenhum problema até o momento que eu me apaixonar e não ser correspondido, mas isso é conteúdo de outros posts já feito! E ah, lembrando que não estou caminhando sozinha!

O mundo quer um acordo pra valer!




         Os representantes de cada país estão em Copenhague, na 15ª Conferência das Partes (Conference of Parts, CoP15) tentando negociar um acordo global para o clima. Esperamos um documento com metas, medidas e ações ambientais determinadas.


       Seria muito fácil se todos decidissem diminuir as emissões de carbono, mas a coisa fica difícil quando isso afeta o bolso de todo o mundo – literalmente. Todo mundo quer ver o mundo melhor, desde que sua fartura, seu luxo, suas viagens e seu desperdício não seja prejudicado, aí eles assinam. E outra coisa: ajudar o próximo, os mais necessitados, os mais pobres? Eles devem pensar: “O que EU ganho com isso?” Um absurdo, na minha opinião.

       E para dar um empurraozinho – ou zão – na decisão desses representantes mundiais vários focos de protestos foram detectados. Na Av. Paulista, dia 11 e 12 de dezembro, eu estive lá. E não sei porque, mas estou a sensação de ter funcionado. Brincadeira, é claro que eu sei porque!

 
       Sexta foi um pouco frustrante na verdade. Quando meu irmão e eu chegamos, já havia lá a Cleo, ela estava com um cartaz e vestiu uma fantasia da mãe Natureza, muito legal! Depois meu irmão conversou com um rapaz que gostou da ideia de ficar segurando uns cartazes. Éramos quatro. Depois chegou a Bia e o Daniel. Depois minha irmã e meu cunhado chegaram. Mas nisso um já tinha ido embora, outro também e foi assim. Mas fizemos um estraguinho, com certeza. Os pedestres paravam para ler e o pessoal nos carros tentavam. O legal disso é que o pessoal parou pra pensar sobre o assunto, já foi alguma coisa.


Sábado foi perfeito. Logo que eu e meu irmão chegamos já tinha bem mais gente lá, montando as caixas pra montarmos o ‘muro de recados’. Legal. Fomos montando, primeiro não deixamos encostado e ficou caindo por causa do vento, depois encostamos na grade do Parque Trianon. E as pessoas chegavam pra deixar seu recado, mesmo. Aquele muro virou point.


Mas ainda não era suficiente, nem todo mundo olhava e percebia do que se tratava. Resolvemos desviar o caminho dos pedestres e fazê-los passar pela parte de dentro da rua, perto do muro. Deu certo! As pessoas desviavam por muito motivos: para não ficarem constrangidos, para pararmos de gritar, por curiosidade ou porque não fazia diferença mesmo.

E quer saber o que foi engraçado nisso? Quem passava por nós, falávamos: você vai cair no buraco… da camada de ozônio. E mais de uma vez eu disse: não adianta ser bonitinho, tem que ser consciente e quando eu fui ver uma caixa estava escrito exatamente isso! Uau. Fiquei feliz.


 

O muro bombou de recados, cara! Juro. Vira-e-mexe nossa equipe desviando o trânsito era desfeita para virarmos as caixas para os lados em “branco” porque muito gente – mesmo – estava assinando. Aquilo me arrepiou. Foi lindo de ver. Lindo. A maioria das caixas foram preenchidas nos quatro lados. Todos cooperando e fazendo sua parte para o mundo melhorar.
          Às 19h teve a vigília. Acendemos as velas que tínhamos, protegendo para não apagá-las com as caixas. Foi lindo. Nos juntamos e fizemos a homenagem.

          


Todos nós estávamos emocionados e satisfeitos. Valeu a pena. O evento deu super certo mesmo que umas pessoas estivessem desconfiadas, com medo e outras que – ainda não entendi porque – diziam coisas do tipo ‘quero que o mundo se exploda’ ‘vai dar errado’ ‘não adianta nada o que vocês estão falando’ ‘não tenho nada a ver com isso’ e umas que diziam: ‘não quero comprar nada’ haha…

O mundo é de todos, gente! Não é só meu, não é só seu, é de todos. E de nossos – talvez futuros – filhos. Que mundo vocês querem deixar pra eles? E qualquer manifestação, luta e ação é alguma coisa, é a nossa parte.

Obrigada a todos que ajudaram de alguma maneira. Obrigada às ONGs, aos voluntários, aos fotógrafos e mídia e às pessoas que passavam por ali e investiram um tempo para se conscientizar.

Links para saber mais sobre a CoP15

Cuidado com opiniões de pessoas e empresas, elas podem ser enganosas e não ser a SUA. Lembre-se de pegar as informações e formar seu próprio ponto de vista!

Consciência e Ações Ambientais!

            Galera! Esse clima de Natal é bom, né? Pois é… E hoje de manhã, vi várias luzinhas ligadas, e pensei: “o que a gente ganha com essas luzinhas acesas? Nada, mas mais energia é desperdiçada e tudo o que desperdiçamos hoje, vai fazer falta um dia.”
      Dizem que cada pequeno gesto já ajuda, não é? Neste Natal vamos enfeitar nossas casas com materiais dos natais passados, mesmo que estejam usados e um pouco quebrados: não vamos desperdiçar, vamos reutilizar.
       Esse assunto casa-se muito com outro que também eu vim pra falar.
      
        Neste final de semana, vamos participar de ações que vão fazer diferença nas nossas vidas.
      
Será no dia 11 de dezembro, sexta feira, às 19h lá na Paulista, no MASP. Vamos fazer uma vigília em homenagem a todas as pessoas que serão afetadas pelo aquecimento global caso um acordo concreto não seja feito em Copenhague, na Conferência das Partes (+ sobre a CoP15).

Vamos agir! Espero encontrar você lá na Paulista!
De São Paulo, Gabriela Pagliuca e qUATRO aNOS para o MUNDO.


Sophia e Pierre… Pierre?

(ligue a caixa de som, dê play e stop quando sugerido, vamos tentar algo novo. dica: se você conseguir só escutar a música sem prestar atenção nela,  melhor)




           O show ia começar logo que lotasse a balada. Para esperar, sentei no puff verde limão num canto da pista. Minha amiga estava no banheiro e para não perder o lugar, fiquei. Eu estava bem em frente ao palco e da pickup, Fred e Marcelo já a assumiam, deixando um som ambiente com o estilo da banda deles.
           Eu estava distraída, lendo meus e mails no meu smartphone, meio sem prestar atenção, mas de repente senti um vento, ouvi um murmurinho e umas risadas… era ele, tinha certeza! Pierre havia chegado! As risadas eram dos amigos que conversavam algo que eu não podia ouvir e  o murmurinho de algumas meninas que como eu, ficaram felizes ao vê-lo. O vento eu não sei, acho que foi coincidência.
           Eu o via sorrindo e me peguei sorrindo junto, sem motivo. Meu coração batia acelerado e me veio aquela vontade espontânea de ir falar com ele. Não fui. Tinha medo. Não sei do que, mas eu tinha. Eu nem percebia as coisas que aconteciam na minha frente: as meninas abraçando os meninos da banda; Tomás, o vocalista, chegando; mais murmurinhos; os staffs  arrumando o palco e muita gente entrando na minha frente…
           Quando dei por mim, eu já estava de pé tentando seguir Pierre com os olhos, não conseguia pensar em outra coisa, nem sei como meu celular foi parar no meu bolso. Eu estava hipnotizada e dificilmente essas coisas acontecem comigo, levando em conta que estou sempre com o pensamento em mil coisas ao mesmo tempo.
           Não sou tiete, nunca fui. Nem da minha banda preferida eu sou. Só gosto muito do som deles. As letras me fazem pensar e eles mandam muito bem na parte musical. Pierre é lindo, claro, mas não era por isso que me sentia totalmente anestesiada ao vê-lo e aquele calorzinho por estar perto dele. Eu não sei porque, não sei se costumo me apaixonar por garotos que eu não conheço bem. Os outros também são lindos, mas não era com eles que eu sonhava, era com Pierre… que nem sabia que eu existia.
           Minha amiga, aquela que não voltava nunca do banheiro – e certamente estava pegando alguém – me incentivava pra ir falar com eles, mas eu não conseguia. Ela me acha boba só porque eu não tenho coragem de ir lá. Ela dizia: “vai lá, só fala oi e elogia o trabalho deles”… não conseguia. Conhecer bandas, pra mim, era uma das maiores frustrações infantis existentes.
(aperte o play para que a música te acompanhe nos próximos quatro parágrafos – não precisa ver o vídeo) 

Continuando…

           Sonhava com Pierre me chamando pra dançar aquela música do Ramirez que Marcelo escolheu praquela hora. Pierre vinha, me estendia a mão e eu, fazendo doce, não aceitava de primeira. As outras meninas morrendo de inveja e eu ali, envergonhada. Depois de ele insistir mais eu aceitava. Um passo pra frente, outro pra trás… “dançar tá tão fora de moda”, eu diria. “por isso é tão romântico” ele responderia sem titubiar.


(ouça um pouco da música e pense parágrafo que acabou de ler… depois volte a prestar atenção apenas na leitura)

           A dança continuaria, mas dessa vez nossos corpos estariam mais perto. Ele se aproximaria do meu rosto e nossas bochechas se encontariam, eu diria: “eu adoro o som de vocês, me sinto tão Sophia com você dançando comigo”… ele iria sorrir, é claro. Não daria para eu dizer algo assim e a pessoa ficar sem reação. Não só sorriria como tentaria me beijar bem nessa hora. Daria bastante esperança e quando ele achasse que já tinha me ganhado, eu desviaria o rosto, abraçando-o e falando em seu ouvido “mas eu não te quero”.
           Eu continuaria dançando, já que ele insistiu tanto… ficaria ali até a música acabar. Ele tentaria me beijar outras vezes e eu não deixava – não sei porque, eu não estava controlando meus pensamentos – e eu diria “não faça isso, não se magoe” – perceba que no meu sonho, a pessoa romântica e vulnerável era ele e não eu, como é na realidade – se ele insistisse mais acho que não aguentaria vê-lo implorar, o beijaria com todo o carinho que eu tenho pra oferecer em um beijo doce e quente, mas quando ele estivesse com as mãos no meu rosto e acariciando meu cabelo, já apaixonado, me afastaria e o deixaria no meio da pista, sem ação e fala… gosto de homens que perdem a fala quando estão perto de mim.
           Foi nessa hora, no auge da minha imaginação, já no meio da pista, percebi que ele não está mais na minha frente e quando virei, me esbarrei bruscamente com ele. Ele sorriu e pediu desculpas, encostando em meu ombro e eu séria virei o corpo, já sem ar. Acho que ele devia ter feito diferente, quando me virei, deveria ter pego forte minha mão e não deixado eu sair daquele jeito. É… seria digno pegar minha mão. Mais digno se me beijasse como na minha imaginação, mesmo não tendo certeza se eu o beijaria.
(pare a música agora)

           Minha amiga voltou em seguida com o cara que ela tinha conhecido na ida ao banheiro,  eles estavam ficando. Ela me apresentou ele e disse que talvez conseguisse um amigo dele pra mim. Eu disse que não queria e apontei pro Pierre, contando o que havia acontecido – a parte real, não a do sonho -. Eles estavam subindo no palco e o show começou.
(aperte o play para que a música te acompanhe até o fim do texto – não precisa ver o vídeo)








Continuando…
           Pierre estava no canto direito com sua guitarra, seu microfone backing vocal e aquelas roupas típicas da banda. Aquele cabelo e o sorriso do tamanho do mundo. No meio da primeira música, minha amiga, abraçada com o fulano, me gritou: “ei, olha como o Pierre é parecido com o Fernando!” e eu sem entender: “com quem??” “o Fernando, aquele seu amigo do colégio, aquele que você tem um caso” eu ri e disse: “magina, só o cabelo que parece e eu não tenho um caso com ele, nunca tive” mas ela não deixou passar: “olha direito, eles são muito parecidos” é claro que resisti, mas tinha que admitir a semelhança. Não poderia dizer que o cara com quem eu tinha sonhado aquilo tudo era parecido com um menino que sempre insisti em não sentir nada por ele. “deve ser por isso, então, minha paixão repentina por Pierre. Não era bem por ele. Então… OMFG…”

Playlists por: MixPod.com. Faça a sua!!


Como se sentiu ligando e desligando a música? Comente para que eu possa ter um feedback, por favor. Obrigada.

A polêmica das pulseiras coloridas – A pulseira do sexo!

Quem já ouviu falar na pulseira que tá na moda entre os adolescentes? Essa moda começou na Inglaterra e já se espalhou pelo mundo. Elas são coloridas e já chegaram aqui no Brasil, mas não com todo o significado que tem nos outros países. Nos lugares em que a moda vem também com a preocupação dos pais, é porque cada cor corresponde a uma ação: beijo, abraço, exposição de partes do corpo e todo tipo de sexo. A menina usa, o menino tenta quebrar e se conseguir, ela tem que fazer o que a cor significa.
       Gabi Freitas, é paulista, tem 14 anos e ficou chocada ao ver que as pulseiras tinham significados vulgares, mesmo assim continua a usar porque acha que eles são apenas invenção e além disso, “eu acho que pode até ter significados, mas caso alguém quebre, a pessoa só faz o que a cor diz se quiser”, ela disse que nunca viu ninguém brincar assim e que para menina fazer o que a cor manda, se ela não quiser ,”a menina tem que ter uma cabeça muito fraca.”
       A brincadeira não vem com nenhum tipo de violência física, é um jogo que as meninas e os meninos sabem muito bem as regras. Quem faz o que a pulseira quebrada pede é porque quer e não porque é obrigada a fazer, é claro que sempre tem aquela coisa de ser rejeitada e zuada, mas cada um é dono de seu corpo e tem que saber impor limite, e esse você descobre quando começa a se sentir desconfortável quando pensa em fazer alguma coisa e se arrepende do que fez, aí é hora de parar.
 Será que uma pessoa que te manipula a fazer o que você não quer, merece sua amizade e respeito?
       Essa é uma brincadeira que me lembrou o jogo “Salada Mista”, Gabi não conhecia e achou as duas diferentes: “Salada Mista é bem mais inocente, o das pulseiras é uma coisa menos reservada.” De acordo com o que ela pesquisou sobre ao novo game, mesmo que a menina não queira brincar e o menino quebre a pulseira, ela tem que fazer o proposto pela cor. 

       Para os adolescentes que ainda querem usar as pulseirinhas porque acham bonitas e que agregam valor ao seu look, não precisa fazer parte da brincadeira se não quiser. Ninguém é obrigado a fazer o que não quer. Se a brincadeira chegar a você, não faça porque os seus amigos fazem ou porque as pessoas podem te respeitar mais se você fizer. O negócio e ter a cabeça no lugar e só fazer o que realmente quer, não ceder a pressões dos outros. Ah, e se você optar por fazer, faça com segurança e responsabilidade.


Sobre o mesmo assunto:
Novo Mundo
Magoo – alerta para os pais 

De acordo com o site Insoonia, as cores significam:
Amarela – abraço;
Laranja – dentadinha do amor;
Roxa – beijo de língua;
Rosa – mostrar o peito;
Vermelha – lap dance;
Verde – chupões no pescoço;
Azul – a menina faz sexo oral;
Rosa claro – o menino faz sexo oral;
Branca – a menina escolhe o que ela quer;
Preta – significa fazer sexo com o rapaz que arrebentar a pulseira;
Dourada – fazer todos citados acima;

Por trás das cortinas de espetáculos teatrais.


                    Quando a gente assiste a uma peça de teatro muitas vezes passa pela nossa cabeça como é o outro lado, como foi a preparação, como os atores se sentem, não é? Eu fiquei pensando nisso e conversei com alguns estudantes de teatro, em São Paulo, na véspera da estreia da primeira montagem de suas carreiras.
                    O nervosismo era nítido em todos os rostos, além de ser a estreia da peça, era a primeira vez que apresentavam um espetáculo para a maioria dali. Ouviam-se desabafos da noite sem dormir ou mal dormida por causa de pesadelos, por exemplo, mas tirando isso, os comentários eram positivos e confiantes. Eles trabalharam o semestre inteiro e conseguiram aplausos de pé – e realmente merecidos.
                    O maior desafio para a estudante Kuthy Aguiar, 35, era entrar no personagem e conseguir manter a calma na hora da apresentação. Uma opinião não muito diferente de seu colega Fernando Moraes, 15: “ter concentração suficiente, na hora que dá um nervoso, para vivenciar o personagem“, em compensação, para ele, no momento vem a emoção e tudo sai com naturalidade, sem pensar.
                    O ambiente é de amizade, e cooperação – gostaria que servisse de exemplo para o resto do mundo –  tanto que para Kuthy a parte mais fácil do processo é a convivência com as pessoas.
                    De acordo com os estudantes, não houve muito tempo de ensaio e a principal preparação foi a de cada personagem. É necessário conhecer, cada um, o passado, a idade, como pensava, como agia e a época que vivia o personagem que interpreta. Só depois que cada um se colocou no lugar do seu, os ensaios começaram pra valer.
                    Para Fernando, o que deu mais trabalho entre cenário, luz, som, figurino foi o cenário porque não era algo individual: “tem que juntar todo mundo e decidir, e não adianta colocar nada ali por colocar, tem que haver um sentido para aquilo estar ali”, ele diz.
É um trabalho duro, o medo vem com uma facilidade tremenda, mas vai embora da mesma maneira. Ao ver a euforia e o brilho nos olhos dos atores na hora de receber os aplausos se consegue apenas ter uma ideia de como estão sentindo. A alegria com que saem do palco é de uma missão cumprida – e muito bem realizada.
                    Se você quer ser ator, Fernando dá as dicas: “procure uma escola de teatro e… Foco! Se você quer ser ator você tem que focar nisso. Não se importe com o que os outros vão falar e com o que sua família vai pensar. Tem que ir atrás de seus sonhos”. 

Legalização dos imigrantes em situação irregular


         Um dos motivos de eu gostar de sair com amigos é que sempre aparece um assunto interessante. Ontem minha cunhada me convidou para fazer parte de um mutirão para ajudar os imigrantes ilegais, que vivem situações desumanas, para colocar em prática a nova lei da anistia.           De acordo com o site da Polícia Federal, a nova lei de anistia faz com que todos os estrangeiros que chegaram no Brasil até dia 1º de fevereiro desse ano com situação irregular, sejam legalizados. O prazo vai até 30 de dezembro. Ainda de acordo com o site: “Os beneficiados terão direito à liberdade de circulação em território nacional, pleno acesso ao trabalho remunerado, à educação, à saúde pública e à justiça”.


A polêmica

Algumas pessoas são contra essa legalização porque está tirando o emprego dos brasileiros; porque se nem para os brasileiros há emprego e vida digna, não vai ter para estrangeiro; isso pode fazer cada vez mais estrangeiros se mudar para cá; e outros motivos contra.

Por outro lado, há quem diz que mesmo o Brasil não sendo o país dessas pessoas, tendo ou não direito de ficar, essas pessoas são seres humanos e estão vivendo como escravos e acreditam que isso não é certo.

A questão é: é fato há imigrantes ilegais e vivendo em situações deprimentes. Quais são as opções? Tirá-los do país. Legalizá-los. Ignorar a situação.

Se a legalização vai ajuá-los a sair dessa, se vai tirar empregos dos brasileiros, se vai incentivar a vinda de mais estrangeiros para cá, isso eu não sei… talvez, não, sim… o importante é tomar uma atitude.



Argumentos contra, argumentos a favor.



Tirar as pessoas dos países é uma atitude que só se deve tomar em ÚLTIMA das hipóteses, quando não há outras. O Mundo é a casa de todos, todos somos pessoas. Não existe esse negócio de país, de estados… essas coisas foram inventadas pelo homem apenas para organização, mas já se tornou tão forte que cada país tem um ‘dono’.

Uma solução menos intolerante – inclusive isso vale como solução para brasileiros no exterior -, é dar a oportunidade dos imigrantes ilegais sairem sem maiores problemas, já que muitas pessoas querem voltar depois de sofrer com a realidade, mas não têm condições e tem também o medo de serem presos pelo(s) crime(s).

Apenas legalizar esses imigrantes, não vai fazer com que eles fiquem ricos, não vai fazer eles mudarem totalmente de vida. E se melhorar a vida deles, vai prejudicar os brasileiros que estão perdendo esses empregos. Apenas legalizar os imigrantes, pode incentivar a vinda de mais e mais imigrantes para o Brasil e pode haver uma concentração de pessoas onde não cabe mais nem mesmo brasileiros. O que deve ser feito é um programa a longo prazo para o melhoramento de cada país, para que não haja necessidade dessa migração.



Não há conclusão, vamos discutir



Depois que minha cunhada me convidou para fazer parte do mutirão, a discussão começou causou muitas polêmicas e nervos a flor da pele ontem no bar. Posso garantir a você que, mesmo informações sendo adicionadas, cada um manteve sua opinião. Não houve nenhuma conclusão e ninguém conseguiu convencer o outro (mesmo estando em um grupo onde a maioria se diz bom em persuasão, como bons estudantes de direito). E é por isso que eu quis falar sobre isso. Gostaria de saber mais opiniões. Talvez nossas opiniões não mudem por ler a do outro, mas eu acho que é ótimo sabermos mais sobre esse assunto! VAMOS POLEMIZAR!


As lembranças da casa de madeira

UntitledNick… Tá acordado? Nesse momento em que lê minha mente, se puder ler, não estou dormindo porque o cheiro do cigarro é muito forte e meu olho arde. Fiquei olhando ao redor do quarto, as coisas continuam no mesmo lugar, as mesmas bagunças e a mesma decoração. Só a TV que ficou maior…

A casa de madeira me traz boas lembranças… Costumávamos frequentar há uns 4, 5 anos. Era sempre o mesmo cheiro, a mesma atmosfera, mas agora não é mais. Agora seu quarto cheira cigarro, algumas mulheres já passaram por aqui, a sua cama virou de casal e os livros de escola foram substituídos pelos da faculdade.

Estamos mais velhos.

Quando éramos mais novos, Nick, não nos desgrudávamos, éramos muito amigos e já brigamos muito, se lembra? Por qualquer motivo, alguns bestas, outros não. O que faltava entre nós era mais tolerância, porque amor sempre teve…

Inclusive era um amor que eu nunca entendi. Amor de amigo, amor de irmão. Andávamos de mãos dadas, em baixo das cobertas nos beijávamos algumas vezes e depois era como se nada tivesse acontecido. Com você foi que eu descobri a amizade colorida, aquelas que é mais que amigo e menos que namorado.

Depois dá uma olhada embaixo da TV nova, vou deixar meu colar com um pingente pra você não se esquecer de mim. Notei que de todos os amigos de antes, eu sou a única que não tem uma foto grudada na sua parede.

Antigamente me interessava pelo seu jeito, era um misterioso fofo que se abria comigo de vez em quando, me fazia até pensar que eu era especial, que a gente tinha algo diferente do que rolava com as outras meninas, mas fui notando e parando de me iludir, percebi que você era mesmo daquele jeito com todos.

Eu me lembro que em um aniversário seu, depois de eu declarar todo o meu amor por você em uma carta, eu pensei: “que espécie de pessoa é essa que depois de tudo o que eu falei, insistiu e implorou que eu ficasse com seu melhor amigo?”, era porque essa pessoa era apenas um amigo meu… nada mais… talvez não importasse a espécie, iria sempre ser amigo.

A medida que fui te conhecendo, poucas vezes me iludi pensando haver algo exclusivo entre você e eu. Uma das vezes estava quase, foi uma promessa que salvou… Foi o dia em que você estava cuidando de mim, pois havia bebido demais de dia e ainda estava um pouco tonta.

Lembra? Nos finais de semana costumávamos virar a noite conversando sobre qualquer coisa, desde que estivessemos juntos. Nesse dia que bebi todas, passamos a noite inteira acordados trocando confissões, você disse que eu era parecida com sua ex namorada, até que consegui me iludir e nos beijamos.

Depois do beijo, você me disse que não era certo e não podíamos ficar juntos. Você me fez prometer que eu não me apaixonaria por você, e eu prometi. Foi uma promessa do fundo do coração que às vezes me arrependo de ter feito. “Eu não vou me apaixonar por você, Nick”. Nunca vou me esquecer.

Com toda certeza essa promessa viria salvar meu coração de uma grande dor, uma enorme decepção um dia, mas na hora imaginei que fosse acontecer como nos filmes de romance, onde você imploraria para que eu esquecesse a promessa. Mas vejo que foi bom tê-la feito.

Depois nos beijamos e continuamos igual muitas outras vezes, eu sempre queria, sempre pedia. O desafio era você querer, não por meu beijo não ser bom, você dizia, mas porque não e pronto, completava. Seu beijo era bom, a gente tinha um lance. Seu cabelo era macio, dava vontade de ficar a noite inteira passando a mão nele.

Quantas vezes eu não dormi aqui? Parece que meus pais confiavam em você. Eles acreditavam que não íamos fazer nada errado, e é claro que estavam enganados. Já aprontamos muito nessa casa de madeira. Lembranças que voltaram assim que pisei no primeiro degrau da escada. Lembrei da vez em que fumei meu primeiro beck, deu um barato diferente das outras vezes.

Mas hoje não consigo dormir. Quem tá comigo aqui em baixo no colchão não é você. Você nem me abraçou hoje. Nossos amigos todos reunidos aqui, Nick, estou muito feliz com isso. Seu melhor amigo está aqui comigo, dividindo a cama, como nos velhos tempos de amizade. A gente ficou de novo na hora do filme, sabia? Aposto que sim. E aposto que não se importa.

Você sabe muito bem que se quisesse, o beijo seria seu. O beijo sempre vai ser seu. O beijo com romance, digo.

Eu espero que você realmente não consiga ler pensamentos. E eu sinto muito por tudo o que sinto. Você nem sabe, mas aquela promessa já estava quebrada desde antes do dia que eu a fiz.

Quer dizer, talvez você saiba… e talvez seja por isso que está segurando minha mão assim, desse jeito que eu queria pra sempre ficar com você, apertando bem forte pra não soltar.

Como votar?


              Esse post começou como um comentário no post do blog Culturítica, do meu BFF e blogueiro do qUATROaNOS, Isaque Criscuolo, mas começou a ficar muito grande, então virou post.
Votar ou Não Votar Nulo” é um post ótimo e recomendo: É um esclarecimento para quem está na dúvida no que fazer para mudar a área política no nosso país!
Isaque disse no post: “Como escolha consciente, os votos nulos e brancos podem até ser aceitos. Desta forma, o voto nulo indica que o eleitor não aprova nenhum dos candidatos, enquanto o branco indica a aprovação por todos, indiferente de quem seja eleito.”
Se há tanta gente honesta e com vontade de mudar o país, porque continuamos votando nessas mesmas pessoas? Mesmo eu tendo influências e pensamentos um pouco de esquerda, acho que o melhor sistema político é a democracia, mas ele precisa funcionar com pessoas nos representando, para melhorarmos alguma coisa, o importante não é votar em branco ou nulo, mas sim  conhecermos em quem vamos votar. 
Sou da opinião que não é possível todos os candidatos serem maus e desonestos. O únido problema é que na mídia e na classe dominante, os candidatos mais famosos que aparecem, os que têm mais visibilidade e influência são aqueles que estão nos partidos mais tradicionais. Mas será que queremos mesmo esses canditados nos representanddo? 
Nunca vou me esquecer que uma vez uma conversa com um amigo:

amigo: – em quem você vai votar?
eu: – em Fulana.
a: – Não, Gabi… a Fulana não tem nenhuma chance de ganhar, então é melhor você votar no Sicrano para o Beltrano não ganhar, porque são os dois que estão nos primeiros lugares.
eu: – …
(votei na Fulana, mas o Sicrano que ganhou)
Temos que conhecer todos esses candidatos para podermos votar em quem realmente queremos e não para que outro não ganhe, ou para que continue a mesma coisa “melhor deixarmos como está, se mudarmos, pode piorar…” NÃO! Não podemos pensar assim! Temos que conhecer todos os canditados, TODOS, inclusive daqueles partidos considerados menores. 
Quando pensamos em mudar o mundo, a gente precisa fazer o que puder pra isso e votar é a manifestação do nosso desejo. Quando os políticos mais honestos e com boas ideias começarem a nos representar de verdade, podemos nos preocupar mais com outras questões e começar a participar de mudanças.
Eu não sou totalmente contra o voto nulo e branco, sou até a favor se for feito com responsabilidade. 

Seja qual for seu voto, vote consciente, de verdade!



Alto Astral e impressora!




Alto astral!


Já me conformei que não posso mudar o mundo inteiro e fazer dele um lugar muito melhor para todos. Mas percebi que se eu puder atingir pessoas perto de mim, já estará ótimo, será minha missão cumprida.

Se eu consigo, é porque eu uso o segredo do puro alto astral! Não é só falar e pensar, mas agir. Tenho alguns segredos como não falar mal dos outros, não olhar tudo pelo lado negativo, não ficar toda hora reclamando das coisas, tentar sempre resolver os problemas e não ficar só me lamentando.
Se as coisas saem errado, temos que nos concentrar e agir para que elas voltem para sua órbita natural. Quando sofremos, choramos e  ficamos com raiva, temos que aproveitar tudo isso pegando toda essa energia que se acumula dentro de nós e colocar num transformador, fazendo tudo o que era negativo, virar positivo. Mas esse transformardor, cada um tem o seu.
O segredo, na verdade, é tão fácil que parece pegadinha de vestibular, mas não é. Realmente parece difícil porque pensamos que só acontecem coisas ruins com a gente, não damos muito valor as coisas boas e essas coisas vêm quando decidimos, e leiam bem, DECIDIMOS parar de ver tudo pelo lado negativo
Reclamar, falar mal e criticar de todos, não adicionar nada na vida dos outros não vão nos levar a lugar nenhum. Temos que tentar viver com paz, amor e bastante alto astral. 

É assim que eu deixo o mundo mais pink, e você?




Impressoras

Tanto alto astral, vou te contar o que me deixa extremamente indignada. São as impressoras de hoje em dia. O que acontecem com elas? Elas devem ser sócias do Murphy. Eu já desisti de usar a impressora da minha casa, mando imprimir nas gráficas, mas não adianta, quando temos que imprimir na urgência, sempre dá algum problema. Eu fico pensando que nós já fomos para a lua, porque será que eu não consigo imprimir um trabalho simples frente e verso sem que ela não apite e acenda o botão “problema”. 
E aí? O que deixam vocês indignados?



@Adolescentes no Twitter


 O Twitter o pessoal já conhece, começou a bombar no Brasil no começo do ano. Mas que fama toda é essa que tem entre os jovens? Para entender melhor o que está acontecendo, conversei com seis deles que me acompanham no Twitter do meu blog pessoal.
Aparentemente, esta é uma fase de transição, os adolescentes vêm dizendo que o Twitter vai dominar as redes sociais como, por exemplo, o Orkut. Ana Caroline Alves Melo, 15 anos, acha que “com o tempo o Orkut foi perdendo a graça”, ela mantém sua conta, mas usa mais o Twitter, e ainda diz: “a maioria dos adolescentes que conheço tem”.  Mesmo gostando e usando muito a novidade, Caio Barros, 12 anos, diz que seus amigos ainda não usam “não por ser ruim, mas porque eles não querem experimentar a novidade… ou então não a entendem”.

    Juliana Almeida , 18 anos, tem quase 4.700 seguidores que não sabe direito de onde surgiu, acha que foi através de indicações. Pra ela, o Twitter e o Orkut serão usados paralelamente, porque “a forma de interagir é um pouquinho diferente, cada um tem um atrativo especial”.
Na opinião de  Thábata Carrion , 16 anos, o  facebook  também é popular, mas “quando todo mundo tiver, o povo ‘tecnologicamente elitizado’ vai migrar para outra rede de relacionamento”. Uma afirmação que combina com a de  Lucas Vinicius , 12 anos, “o pessoal procura mesmo novidade, no mundo de hoje não dá pra ficar só em uma coisa”.
Os objetivos do site são vários: fazer amizades, conhecer pessoas bacanas, ter mais contato com as celebridades (ou virar uma, talvez?), se divulgar e espalhar suas ideologias: “não muito… só quando estou inspirada. Na maioria das vezes estou pedindo followers ou contando como foi meu dia” diz Thábata. Lucas gosta de se informar: “quero saber o que está rolando. Noticias, esportes, jogos e piadas”, ele segue o pessoal para que  o sigam de volta, para aumentar os followers, e também porque gosta dos tweets dessas pessoas. Há meninas que seguem os meninos bonitos (os chamados Colírios, termo que a revista Capricho sempre usou para falar de homens bonitos) e até conseguem conversar com eles, às vezes.

 Tiego Freire , 19 anos, segue um pouco mais de 10.000 usuários e tem mais de 9.300 seguidores. A popularidade veio, talvez um pouco, porque sua foto chama atenção e por fazer correntes de “#follow”, mas o que fez aumentar muito, ele diz: “a protagonista da malhação (Bianca Bin) comentou sobre meu Twitter e também ganhei bastante followers com o post de uma foto de trabalho”, ele não costuma divulgar esses trabalhos online, porque “ainda acho perigoso expor certas informações” (#FicaADica).
Vemos vários usuários pedindo para serem “indicados” pelos seus seguidores, quando pedem isso, os que querem ajudar dizem: “siga @FulanoDeTal, ele é muito legal”, e os followers de repente aumentam. Tiego admite que “na realidade, isso faz bem pro meu ego”. Juliana segue pouca gente, relativamente ao número de followers, e revela o que faz seguir uma pessoa: “eu vejo se os tweets são interessantes, depois olho a foto porque ajuda muito em certos casos.”

         Juliana e Tiego têm muitos seguidores para uma pessoa comum, que não são consideradas “celebridades” (Ivete Sangalo tem mais de 390.800 seguidores e Danilo Gentili mais de 397.400), e existe muita gente com essa quantidade, ou mais, de seguidores. O que não significa que vai fazer a pessoa ser famosa. Juliana acha que “algumas pessoas pensam que só porque tem muitos followers são famosos, acho que pra ser famosa, a pessoa deve fazer algo cultural.” E Tiego lembra: “A Twittess (que concorreu o VMB como Twitter do Ano, categoria que Marcos Mion venceu) conseguiu fama e virou espelhos para vários jovens buscarem a sua”, mas não tem certeza sobre a efemeridade do sucesso: “isso só o tempo poderá dizer, enquanto não acaba temos que aproveitar”

Independente do motivo que os adolescentes estão usando o Twitter, ele está sendo muito usado. Na internet tem uma pesquisa feita com adolescentes norte-americanos e nela diz que adolescente não gosta do Twitter e que é coisa de adulto, mas os meus seis entrevistados concordam que essa frase está errada, eles acham que o Twitter é dominado por pessoas mais novas, pelo menos aqui no Brasil (respondam a enquete aqui do lado sobre isso). 
Não se esqueça de tomar os cuidados de sempre, de não ficar viciado e atrapalhar o rendimento escolar e o mais importante: não esqueça que os relacionamentos virtuais existem, mas não podem ser exclusivos, tenha uma vida social, amigos de verdade, pratique esportes, vá ao cinema, viva ativamente…
Entenda o que são esses dialetos de palavras juntas:

Ao colocar o # antes de uma palavra ou expressão o Twitter automaticamente transforma em Hiperlink e todos que escreveram a mesma coisa aparecem na tela de busca. É usado para pequenas campanhas que lançamos ou para reunir tudo em uma coisa só, mesmo, por exemplo:




#FicaADica: Quando derem alguma dica bacana. 

Ás vezes também numa ironia.

#FF: Follow Friday (seguidores de sexta-feira): indicações de Twitters legais para seguir

#Falei: para confissões online

#EuRi: para coisas muito engraçadas

#Medo: Quando algo interessante dá medo

#FollowTambém indicação, mas não precisa ser 
nas sextas-feiras

#TweetSuaInfancia: o pessoal comenta sobre a 
infância em menos de 140 caractres.
Existem MUITOS então não vou colocar tudo. Gostaria que vocês comentassem mais expressões, seus objetivos do twitter e qualquer coisa que quiserem! Faltou algum tipo de informação importante nesse post? #Comente também!



Gabi fala com Bernardo Falcone

Bernardo Falcone09_baixa-1Em busca de mais novidades para os leitores do meu blog, consegui conversar com o (fofíssimo) Bernardo Falcone, que representa Fred, um dos personagens principais e mais lindos de Quando Toca o Sino do Disney Channel (para quem acompanha não acha lindo a Bela e o Fred? _o/ eu acho!).

Bernardo Falcone tem 26 anos, é ator, cantor, lindo, e… com tantas qualidades, eu pensei que ele podia ter visão laser também, mas, para minha decepção, ele disse que não. “(risos) Não tenho visão laser, mas consigo me teletransportar. Tô brincando.”

Sobre o que ele faz, disse: “Eu sou muito ligado a artes, gosto de escrever, compor, mas isso eu guardo pra mim, deixo pra ler daqui a alguns anos.” Acho que os fãs iam amar ler, mas tudo bem, vamos respeitar a privacidade do nosso ídolo lindo!

Para ele, a diferença entre trabalhar no Disney Channel e em um canal aberto é o direcionamento da comunicação e o público bem definido: “A gente sabe pra quem está falando e, por isso, sabe como falar ou pelo menos, é o objetivo que buscamos. E o público do Disney Channel é um público muito fiel, exigente e antenado. Por isso temos que ficar espertos o tempo inteiro.”, quem discorda? Eu não!

Apesar de adorar crianças, dificilmente está no meio delas, além disso, quando perguntei se ele era muito reconhecido na rua, ele respondeu: “Depende. Eu sou muito diferente de como apareço na TV. Sou mais ‘largadão’, ando com a barba por fazer…”, então, pessoal, vamos prestar mais atenção nesses detalhes (brincadeirinha)!

Quando eu, Gabi, converso com as pessoas sobre sensações como as do Disney Channel, muita gente já vem com um baita preconceito, e esquecem de pensar em um lado que Bernardo comenta: “é preciso entender que o objetivo é trazer entretenimento e alegria pra quem assiste. Óbvio que no meio disso, é essencial trazer mensagens positivas, ensinamentos.”

Talvez falte no dia-a-dia do pessoal essa magia e os canais infantis trazem isso, na opinião de Bernardo: “A diversão, a música e toda a magia Disney são as principais estrelas do canal. Por isso as sensações Disney não são admiradas só pelas crianças, os pais curtem o canal, porque foram crianças que já assistiram os grandes clássicos”, Não dá pra negar que o canal está super na moda, os artistas estão saindo de lá para as rádios, outros canais, ganhando prêmios e bombando na internet.

Quando se trata dele, pessoalmente, disse que quer tocar o maior número de pessoas e “Dar vida a personagens únicos e extremamente humanos, com quem as pessoas consigam se identificar” (disse entre parênteses: “engraçado falar pessoalmente sobre o meu trabalho” é por isso que o comentário também está entre parênteses: queremos saber mesmo de você, pessoalmente!!)

Todos nós adoramos o canal e parece que os amigos de Bernardo também: “Todos ficam surpresos por eu fazer parte da família Disney. O nome, a marca Disney tem um peso em qualquer lugar do mundo. Todos adoram!”, claro, não poderia ser diferente, Bernardo está realizando um sonho (“A Disney é: Um sonho” trecho de entrevista no site do Fã Clube Oficial). E cá pra nós, mesmo que alguém não o apoiasse, esse alguém seria tão bobo que nem valeria a pena se importar com isso, né?

Sabe uma coisa que Bernardo adora? Com essa onda de novas mídias digitais, ter contato com os fãs! Ele confessa que às vezes dá um pouco de preguiça “como qualquer pessoa”, diz, mas completa, “Aí eu prefiro não entrar na internet, porque quando eu me sentir obrigado, vou começar a achar ruim. Faço porque gosto”. E tendo um pouco de paciência, como ele mesmo sempre pede, todo mundo será respondido. Ele me disse que é ele quem atualiza seu twitter e lê e responde os e mails e cartas.

Para Bernardo, os artistas tem um papel específico na sociedade “Nós somos um espelho do mundo em que vivemos. Nós como seres humanos já somos esse espelho, o ator tem esse papel de fazer as pessoas se enxergarem nele e refletirem sobre si mesmos.” Sobre sua profissão, disse: “ela transforma não só os espectadores, transforma a gente também.”.

Olha só o que ele disse que me fez mais fã dele ainda: “Eu sou um cara muito ligado aos amigos e à família. Devo à eles toda a minha fonte de inspiração e criatividade.”, eu não disse que ele era fofo? Pessoas que tem esse carinho pela família e amigos têm que ser levadas a sério, têm que ser amadas!

Fiz uma pergunta especial para os fãs curiosos sobre os projetos atuais e futuros dele: “Ainda tenho mais história dentro da Disney e algumas outras coisas engatilhadas que não posso contar ainda” Ah, mas vamos ficar ligados em você, quando puder dizer, conte-nos! Mas ainda tem mais: “Quero dar mais atenção ao meu lado musical e lançar algumas músicas na internet e presentear os fãs.” Uau! Que bacana, vou baixar todas que ele disponibilizar, vou comprar todos os CDs e vou em todos os show que ele fizer!

Bernardo Falcone está no Twitter e em Quando Toca o Sino. Ele é muito lindo mesmo e por isso já foi colírio de Capricho e tem umooonte de fotos e vídeos na rede, googuem lá: Bernardo Falcone!
Fã Clube bacana, vamos seguir no twitter: @BFalcone_lovers

Obrigada ao Bernardo que foi fofíssimo mesmo! Espero que vocês, leitores, tenham gostado! Comentem bastante que ele vai vê, heim!

Tática infalível

Sabe aquela vozinha que fica falando toda hora em nossos ouvidos? Às vezes não parece uma pessoa? Não dá vontade de conversar com ela? Pois bem, eu seria essa vozinha se eu fosse invisível! Eu não vou mentir: usaria isso como estratégia pessoal. Chegaria bem perto de cada pessoa do meu interesse e sussurraria: “sou seu inconsciente! Faça isso que é melhor pra você!” E depois assopraria em seu ouvido, repetiria a mesma frase e acompanharia a pessoa até convencê-la.

Para o menino dos meus sonhos, diria “ela é tão bonita, porque não tenta conhecê-la? Ela é muito legal e inteligente, vocês têm muito em comum… ” Para meus professores, principalmente para o de química, diria: “Ela foi uma boa aluna o ano inteiro, não precisa reprová-la só porque não sabe a tabela periódica decorada!” Para meus pais, com certeza não pensaria duas vezes “sua filha é tão boazinha, nunca fez nada errado, porque não deixá-la chegar um pouco mais tarde nos finais de semana?” Se der tempo… faço alguma coisa pela paz mundial, mas acho que isso ninguém vai poder resolver só de estar invisível.



E vocês? O que fariam se fossem invisíveis por 24h?

Escolha Saudável



A festa começou. Já havia tomado dois energéticos lá fora, a final, sabemos que dois fora da balada é o preço de um, dentro. Depois de me dar asas, é impossível ficar desanimada, mas minhas energias estavam se acabando na pista, ao dançar.

Putz, putz, putz, putz, pá, pá, pá, pá, pá… Uma e quinze da manhã, bateu a primeira sede, comanda na mão? Sim! “Uma coca, por favor? Não, melhor, pode ser um guaraná!”, geladinho e refrescante, tudo o que eu precisava para repor as energias.Tsááá. Glup, glup, glup, Aaaaah! De volta à pista.

Lá pelas três horas, o calor estava de matar, algumas pessoas já estavam bêbadas e outras desanimadas. A sede se acumula de novo – não podemos beber em balada SEMPRE que dá sede, é muito caro tudo -, o bar estava próximo. Vamos lá, uma coca? Um guaraná? SEIS reais? E a água? Aquela coisa insípita, inodora e incolor?! Ah, vai água mesmo, levando em consideração que estava com sede e refrigerante é caro.

Ao pegar na mão aquela garrafinha gelada senti algo diferente: era mais forte, mais pesada. A sensação foi ainda melhor quando abri a garrafa e não saiu gás como os refrigerantes. O primeiro gole veio sem muita vontade, mas em seguida os goles ficaram mais saborosos. “Dizem que a água é a origem da vida”, pensei.

O consumo adequado de água ajuda a controlar a temperatura do corpo, nos mantém hidratados, equilibra a quantidade de sódio no corpo, ajuda a digestão, reduz o risco de infecções, ajuda a evitar dores no corpo, etc. Além do biológico, a água tem significado espiritual, em algumas religiões ou até numa ducha ou banho de mar que podem ser suficientes para levantar nosso astral.

Ao beber aquela garrafa de água, a sensação de purificação foi tão grande que precisei apenas de três segundos para mudar de opinião sobre minhas próximas escolhas nos bares das baladas, depois de exercícios físicos, etc. Voltei para a pista, mas não estava com o mesmo pique que antes, estava mais animada, estava renovada.

Então, beba bastante água, aos poucos, ao decorrer do dia, o indicado é, no mínimo, 2 litros por dia. Se você estiver em jejum, a água vai penetrar direto para a corrente circulatória por osmose – não ocorrendo gasto energético e não fará mal ao seu corpo -, não é indicado durante as refeições porque pode dificultar a digestão, beba antes. E lembre-se, não espere ter sede para beber o líquido mágico.

Fontes: | Ecoviagem | Bbel – Uol | Guarapari Virtual |


Felicidade


Nessa semana, vi uma cena peculiar: um senhor e uma senhora de idade sentados na calçada da Av. Rebouças entre a Av. Faria Lima e o shopping Eldorado – zona oeste de São Paulo – eles eram muito simples, estavam sentados num pedaço de pano no chão, as árvores serviam de varal e estavam tão a vontade que desconfiei se aquela não era mesmo a casa deles.
O que mais me chamou atenção não foi apenas um casal de mendigos morando na rua, mas foi a felicidade que ela aparentemente estava. Algumas pessoas ao meu lado do ônibus comentaram sobre estarem bêbados. Eu não acredito, é uma hipótese, mas não é que necessariamente estavam.
O homem estava deitado de lado, apoiado em seu braço direito, e ria com a mulher que estava sentada na direção de sua barriga, apoiada nele. Eles estavam dando gargalhadas, ela apontava pra algum lugar, estavam se divertindo de alguma coisa que não cabia a nós, do ônibus, entender. Sorri. Pensei no velho clichê das coisas simples.
Eu que estava ali dentro cansada, com fome, sendo esmagada pelas outras pessoas que estavam sendo esmagadas por mim e outras também, com calor humano quase insuportável, eu não desejava mais nada além da minha casa, parei para refletir onde está a felicidade, que tanto buscamos.


Lembrei de uma propaganda clássica que ficou por muito tempo na Av. Paulista, até a lei da cidade limpa, da Trip. A pergunta era: “você é feliz?” e tinha a foto de um senhor sorrindo bem grande, sem alguns dentes. Era uma propaganda linda, sempre me fazia pensar… Isso me faz pensar até hoje, na verdade. Confesso que estou em busca de uma tranquilidade interna e imagino que todos busquem a felicidade. Ninguém quer ser infeliz, não realizar seus sonhos e chorar o tempo todo. Convido todos, inclusive a mim, à vida simples. A proposta é refletir o que faz a gente feliz e buscarmos mais a paz verdadeira do que a paz comprada em shoppings.

Algumas coisas me fazem pensar que existe algo muito melhor do que um tênis ou calça de marca, quem precisaria dessas coisas ao estar de frente ao mundo que espera para mostrar suas energias positivas? Eu imagino o sol, o vento, as cachoeiras… Todas as paisagens pelas quais já passei, pessoas felizes com quem já conversei, milagres que já presenciei. O nascimento de uma criança, o sair do sol depois de uma chuva torrencial que faz brotar um arco-íris, a volta por cima de um desesperado.
O que nos torna pessoas mais realizadas? Será que precisamos de tudo isso que nos vendem como necessário? Se nós estivéssemos na situação daquele casal, ali na calçada, poderíamos estar felizes? Não quero que vivam um dia como mendigos, estou questionando sobre extremos para conseguir uma resposta na situação que você está hoje. Para que estamos aqui? Qual nosso objetivo? O que nos faz ser melhores que os outros?

Esse é um post para se pensar. Queria dizer tantas coisas, não sei se consegui.

O que você acha? O que você pensa sobre a felicidade? Comente sobre isso enquanto escuta a playlist que compartilho com vocês. São algumas músicas que me ajudam a olhar o mundo da maneira que tento. Não é necessariamente a maneira certa, mas eu gosto desse caminho que estou seguindo. Todas as músicas são da banda Forfun, e não precisa escutar nem ler a letra. É só uma dica. Ah, e eles não me pagam pra fazer propaganda!




Zoológico de São Paulo e os animais!




Para mim, um domingo de sol se resume em praia ou tédio, mas no domingo passado, fui convidada para um passeio para o Parque Zoológico de São Paulo. Confesso que resisti um pouco por saber que encontraria os animais que tanto amo presos e infelizes, mas concordei em troca dessa matéria. Abrir os horizontes. Acordei cedinho e fui.

O parque abre às 9h, o valor é de 14 reais a inteira (estudante paga meia). Tem 900.000 m² e a maior parte é coberta pela Mata Atlântica, um lago muito grande onde ficam alguns animais aquáticos. Além dos animais e muita vegetação, o parque tem lanchonetes e espaços para pique-nique. Um ótimo passeio para famílias preocupadas com o lazer das crianças, com respirar mais ar puro e sair da rotina. Conversando com um visitante, Thiago Lima, ele disse com o que se surpreeende “a natureza, animais, verde…”


Mapa do parque
Programas de consciência ambiental estão espalhados por todos os lados, por exemplo: logo na entrada tem uma placa bem grande com a frase “se liga na cor, jogue lixo no coletor” e essas mensagens se estendem pelo resto do parque. No meio do zoológico, também, há um espaço para as crianças aprenderem um pouco mais sobre ecologia, um programa do governo de São Paulo “Criança Ecológica.
Coleta Seletiva dentro do parque, uma de várias espalhadas.
Conversei com uma senhorinha que disse ser “bicho do mato” e por isso não deixou que eu gravasse a entrevista. Era sua primeira vez no parque e o urso lhe chamou mais atenção. Thiago, que estava na fila para ver a parte dos sangues-frio, a parte que ele mais gosta, acompanhado por sua esposa, disse: “A gente vem pra aproveitar o domingo”.
Nesse dia o parque estava cheio. Havia gente de tudo quanto é jeito. Muitas pessoas gritando umas com as outras ou com os animais; outras mostrando sua compaixão por eles; outras, até, brigando com um bichinho ou outro que estava escondido. Nesses momentos, sentia como se estivesse num museu e seus objetos, essas pessoas me pareceram não entender que eles não eram coisas e sim animais, com necessidades, medos, mau-humor.
No site tem escrito o objetivo do Zoológico:
(Manter uma população de animais vivos de todas as faunas, para educação e recreação do público, bem como para pesquisas biológicas; Instalar em sua área de abrangência uma Estação Biológica, para investigações de fauna da região e pesquisas correlatas; Proporcionar facilidades para o trabalho de pesquisadores nacionais e estrangeiros no domínio da Zoologia, no seu sentido mais amplo, por meio de acordos, contratos ou bolsas de estudo.)
Print Screen do site
Em outras palavras, o objetivo é o contato da natureza com o homem e também pesquisas, investigações e estudos.

Conversei com um funcionário, Vagner Rodrigues, que é tratador. Ele tem a função de, no setor de aves, alimentar os animais e cuidar para que os animais se mantenham sempre saudáveis, além de orientar os funcionários mais novos. Ele adora cuidar de animais, é sua motivação para ir trabalhar, disse que o seu preferido é o tucano.
Vagner gostaria de ver os animais em liberdade, não poderia ser diferente como amante dos animais que é. “Eu acho que todo bicho tinha que tá solto, nenhum tinha que estar preso. Mas já que eles estão aqui, a gente procura dar uma exelente qualidade de vida pra eles.”. Thiago também concorda com Vagner, mas dá ênfase nas aves, quando perguntei o que de negativo ele pensa sobre o zôo, me disse “Só algumas aves que deveriam ter um espaço mais amplo, para eles se movimentarem melhor. Podiam mudar pelo menos para elas terem um espaço maior, uma grade mais alta.”

Uma das poucas aves soltas pelo parque, as outras estão em jaulas onde podem voar pouco.
Minhas expectativas foram alcançadas, infelizmente, porque o encontrei animais presos e aparentemente infelizes. Pessoas batendo nos vidros, gritando com os animais que não têm como se defender, não escolheram estar ali.

Um dos pouquíssimos avisos, esse estava na área dos filhotes, onde havia apenas algumas tartarugas.
“Dá dó, né?!” Ouvi uma pessoa dizendo em uma das gravações em áudio que fazia do todo. Os funcionários, se forem todos como Vagner, tratam muito bem os animais. Ele explica uma das maneiras de cuidado com os animais presos: “A gente tem um setor que se chama PECA, que é um programa de enriquecimento comportamental. Eles colocam objetos nos recintos pros animais se distrairem, ter uma atividade…”

Mesmo tendo o PECA e pessoas como o Vagner para cuidar deles, ainda estão presos. Meu irmão me chamou a atenção pros macacos no lago. Cada espécia tinha uma ilha para eles. Era uma ilhazinha, mesmo, em volta só tinha a água do lago. Dois deles estavam em sua ilha com seu brinquedão de madeira, mas nem davam atenção a ele. Cada um estava em uma ponta, bem na beirada de terra, quase caindo no lago. Às vezes parecia que iam mergulhar. Ficavam por lá durante alguns intantes e depois iam para a outra ponto, aparentemente com esperança de encontrar uma saída. Ainda por cima, havia muita gente lá, olhando pra eles. Algumas gritando com eles, como já disse. Será que essas pessoas já se colocaram no lugar deles?

Anta saindo da água.
Para as pessoas que entendem de ecologia e estão pensando que estou fazendo apologia para que soltem os animais, estão enganados. Não sou especialista (só amante), mas sei que animais que vivem em cativeiro, não sobreviveriam em seu habitat, que seria, natural. Os animais na natureza vivem em busca de comida, tentam se esquivarem de seus predadores e disputam parceiros para acasalar e por isso, todos os dias vivem intensamente. Já em cativeiro, os animais passam a não ter estímulos porque a comida está garantida e não estão próximos a inimigos mortais, com isso, perdem muito.
Em 2007, saiu na Folha Online uma matéria sobre Xiang Xiang, um urso gigante de apenas 5 anos de idade, que foi criado em cativeiro, mas voltou à natureza e não sobreviveu por não ter aprendido a lutar muito bem. Isso é mais uma prova que os animais que nascem em cativeiros não podem ser colocados de volta na natureza. E o que podemos fazer? Tentar tratar melhor esses animais, não incomodando-os em seus lares; não maltratar nenhum que esteja solto para que eles possam continuar sua vida normal em seu habitat (por que muitos animais são encontrados machucados e levados para serem curados, depois disso, nunca mais voltam), os zoológicos também podem sempre contratar pessoas como Vagner que adora animais e os tratam bem.
Acho que algumas pessoas vão concordar com a opinião de Thiago, que gosta do zôo pelo verde, pelos animais e pelo programa, “Eles têm que continuar com essa preservação do verde, porque hoje em dia tem muito desmatamento, muita coisa errada. O ser humano, ao invés de construir, tá destruindo.” O verde tende a ser preservado mesmo, pelo menos no parque. Os animais também serão preservados, enquanto viverem ali, suas espécies ainda existirão e Vagner deixa claro sua boa intenção “A gente procura fazer com que o bicho tenha o mais feliz possível em cativeiro” É… Já que não podem mais viver soltos, que bom, Vagner, que bom que pessoas como você existem!

E vocês? O que acham sobre isso? O que podemos fazer para melhorar a vida dos animais que não podem mais viver soltos na natureza?
Esse texto foi escrito dedicado a todos os animais (à natureza em geral) e seus amantes. E também à Spinoza que foi tão criticado ao dizer que Deus e Natureza são uma coisa só.


Sedução

Hoje estava eu sentada no ônibus lá pelas 16h, saindo de uma aula chata de química.. Não tinha muita gente, todos estavam sentados. Tinha acabado de brigar com o menino que eu estou ficando por telefone e estava escutando Across the Night do Silverchair, quando o menino mais gato de todos os ônibus da cidade de São Paulo naquele instante entrou no que eu estava!
Aquilo foi muito excitante e em câmera lenta… Primeiro vi a cabeça dele no penúltimo degrau e logo depois ele pisou no último, já olhando para o fundo do ônibus, na minha direção. Gelei. Ele colocou a mão no bolso e tirou a carteira preta, relou no leitor e o aparelho amarelo apitou… Até o apito foi um apito longo e baixo, então ele passou pela catraca fazendo o barulho trec, trec, trec.
Ele era realmente lindo e olha que eu já conheci meninos de alto nível de beleza. Ele era moreno, com cabelos lisos meio jogadinho na testa (não emo, mas jogadinho), alto, braços fortes suficiente pra me fazer sentir protegida sem ao menos saber seu nome. Além de lindo, se vestia bem. Ele estava com uma blusa azul marinho, com desenhos brancos e calça jeans.
Olhou nos meus olhos enquanto guardava sua carteira no bolso. Contei 3 segundos. Desviei. Contei mais 5 e olhei de novo. Ele estava ainda olhando, indo se sentar lá trás. Tremi. Sorri, ele sorriu. Só que sou atrapalhada e deixei cair as coisas no chão. E o vi sentando quase atrás de mim. Tinha que me recompor e não deixar que a primeira impressão ficasse.
Aquele dia estava um calor gostoso, mas no ônibus estava abafado. Aproveitei para jogar meu charme. Visualizei-o de longe, com o canto do olho, e sabia que eu estava a fim de brincar com ele. Bem devagar peguei meu cabelo e enrolei na minha mão, colocando no alto da cabeça, me abanei, passei a mão no meu pescoço até a nuca massageando-a com os meus dedos de unhas longas e feitas, destacando minha tatuagem no pescoço.
Deixei cair minha alcinha da blusa. Lentamente voltei meus cabelos pro lugar. Repeti o movimento do cabelo bem mais rápido, mas deixei por alguns instantes a mais o cabelo pra cima, e me abanei mais devagar. Percebi um movimento inquieto no lugar do gato. Ele tinha se debruçado na cadeira da frente dele, ainda sentado. Achei que ele viesse falar comigo, mas não por enquanto, não. Passei a língua em meus lábios, fazia biquinhos discretos. A coisa tava ficando boa, ele estava no papo, já.

Comecei a respirar forte mesmo tentando fazer isso suavemente de uma maneira que se outra pessoa me visse, pudesse pensar que eu estava respirando assim por conta do calor. Soltei meu cabelo, mas afastei todo ele pra um lado do pescoço. E eu respirava com os olhos fechados e pensando nele me pegando na cintura e me beijando. Fui pensando em coisas mais sensuais possíveis, sem pensar em pornografia. Assim prolonga o prazer, penso eu.
Continuei com o mesmo estado de sedução, mas peguei bem devagar um papel e uma caneta para anotar meu nome e telefone. Arranquei o pedaço escrito, virando o rosto na direção dele, mas sem olhar pro rosto dele, ele estava lá, se contorcendo de curiosidade, eu tinha certeza disso. Meus últimos momentos no ônibus, meu ponto estava chegando, fiquei de pé e passei a língua mais uma vez nos lábios e levantei minha alcinha da blusa.
Caminhei até o fim do ônibus, na porta de saída, enquanto caminhava na direção dele, fui subinndo meu olhar aos poucos e ao encontrar seu olhar faminto…. descobri que não era ele que estava sentado ali! Tremi. Meu rosto ficou quente e vermelho. Era outro homem com mais ou menos o mesmo estilo de roupa dele, uma blusa azul marinho e mais ou menos de seu tamanho. Foi aí que me dei conta que eu seduzi o homem errado!
O lindinho estava um pouco mais pra trás, no outro lado do ônibus. O homem que eu seduzi tinha percebido tudo e ficou louco por mim. Acenou, mandou um beijinho e deu um “oi” nojento para mim. Ele não parecia ser desses que dão em cima das pessoas, mas no pensamento dele era óbvio que eu estava a fim dele. Só que no meu pensamento ele era muito mais que um “ecat” para mim. Pelo menos não era velho… Mas o cara era horrível e tinha um cabelo breguíssimo.
O ônibus parou, antes de abrir a porta eu encarei o menino bonito. Eu estava morrendo de vergonha, mas ele estava sorrindo, balançando a cabeça negativamente tipo me zuando e disse: “que mau gosto, heim” e apontou com o nariz para o feioso que eu tinha seduzido. Desci. Morri.

Assunto: 6/9 dia do sexo

Por favor, se você for criança, não leia esse texto.





(USE CAMISINHA)

(Legendas: @verde- rubricas / @vermelho – Antônia / @vermelho entre parêntes – pensamentos de Antônia / @azul – Ivan / @azul entre parêntes – pensamentos de Ivan / Considerações iniciais: não medi as palavras nos pensamentos porque.. gente… em pensamentos não medimos nossas palavras)

Antônia e Ivan na mesa de trabalho em pleno sábado de manhã, lá pelas 10h, tendo que trabalhar até as 16h daquele dia. Os dois sem planos pro feriado de 7 de setembro. Antônia, bem bonitinha, mas nada segura de si, e seu amigo Ivan, sanguinário conquistador de mulherzinhas desavisadas e uma companhia nada agradável longe do escriório, são colegas de trabalho, nada mais. Nunca rolou nenhum clima até que…

– (O gato do Ivan e eu sozinhos em nossa mesa, é agora) Ivan! Sabe que dia é amanhã? É dia da conjunção carnal! (estou me oferecendo em termos jurídicos, como sou otária!)…

– (Conjunção carnal é sexo em linguagem jurídica? Por quê?) É mesmo, não é? (é hoje, meu querido, é hoje) [Aproximando-se de sua colega com a cadeira, falando baixo.] Antônia, eu sei que amigo é amigo, companheiro sexual é companheiro sexual, mas estou sem planos pra hoje, não quer comemorar comigo? (se ela disser não, falo que estou brincando. Não vou perder nada mesmo, ela nem é tão bonita assim)


– (nossa, achei que ele ia ser mais sutil… gostei!) Ah, poderia ser até… (hora do cu doce) [Se afastando] se você conseguir me seduzir, tô dentro.

– (não, eu que estarei dentro) Ótimo, mas você não quer esses negócios românticos, né?!


– (que otário, sexo bom é sexo casual) Não, não… Isso é para dia dos namorados, dia do sexo é dia do sexo e não vamos confundir as coisas. (odeio jantar romântico sem romance, e o Ivan é gato, mas não é muito bom de papo)


– [Chegando mais perto] (Ufa) Como é que pode uma menina tão bonita como você está sem companhia em cima da hora, assim?

– (Não estou, otário, estava me guardando pra você. Pergunta impertinente. Começou a putaria. [sorrindo] Engraçado como ele nunca tinha me olhado antes de eu falar sobre sexo) Estou estudando muito, tem muitos trabalhos na faculdade… Tô meio sem tempo pra fazer social. E ultimamente os homens andam obcecados por mulheres excêntricas! (diga que é obcecado por mim que eu faço coisas que eu nunca pensei em fazer antes)


– (ô mulherzinha que fala! Tá bom, mulher, já entendi.) Eu te acho muito sedutora (te comeria fácil), nunca te disse isso porque (tenho mulheres mais bonitas pra tentar comer) tenho medo de me rejeitar, mas como amanhã é dia do sexo (e não tenho ninguém em mente a não ser a minha ex que vai decidir hoje a noite se quer ou não fazer mais um extra conjugal), pensei que podíamos comemorar (já que parece uma eternidade que não dou uminha, mesmo essa eternidade tendo sido fim de semana passado, no milésimo remember com minha ex).


[Silêncio por um momento]


 [Sorrindo] (ah, claro, vai mentir lá na puta que pariu, seu mané. Se eu não tivesse sem sexo por… deixa os números pra lá… eu nunca ficaria com você) pois bem que eu concordo com uma comemoração nossa, mas [falando mais baixo] não podemos contar pra ninguém (eu não quero passar por otária conquistada pelo Ivan-ninfo-maníaco).


– Ah, claro, fechado. Onde você mora mesmo?

– Ali no Ibirapuera, perto do shopping, sabe?
– (Ai, caralho, olha onde eu vou me enfiar, não ando por aqueles lados! Pelo menos a garota mora bem) Ah, claro, você quer me encontrar em algum lugar ou o que?
– Não sei, onde você está pensando em ir (motel! Motel! Motel e você paga!)?
– Você sabe que eu moro com uns amigos meus, né?! Numa república?
– (Ah, eu adoro a época da faculdade!) Ah, é mesmo? Não sabia não. Onde?
– No Paraíso. Que tal me encontrar lá? Mando eles pra fora!
– (Paraíso ele vai sentir quando tiver comigo, hehe… ou não, ai…) Paraíso, é?[olhando pra ele como se falasse o que estava pensando “paraíso ele vai sentir quando estiver comigo”] (Será que o playboy não vai nem me buscar em casa?)[fazendo charme] não sei se tenho como ir… Meu carro está com meu pai enquanto arrumam o dele… (filho da mãe, eu já vou dar, nem pra me buscar?) [pensando]
– (acho que ela tá interessada, vou investir) Eu te busco então. Só que eu sou um pouco exigente e… (ela não tem cara nenhuma de fazer o que vou exigir, melhor ficar quieto antes que…)
– [interrompendo] Exigente sou eu, (quero dar pra valer a pena, tanto tempo que não dou uma boa) e sabe que já ouvi falar bastante sobre você?! (já ouvi falar que ele é conquistador, nunca ninguém me disse sobre ele na cama) Não sou de fazer fofoca, mas já fizeram propaganda sua pra mim. (acho que nem conheço ninguém que já deu pra ele, uma mentirinha não custa nada)
– (Quem falou essa mentira! Nunca fiquei com nenhuma conhecida dela… ela acha que eu já, mas é mentira!) [sorrindo nervoso] Jura? E o que falaram?
– (mais uma mentirinha ah ah ah) Que você é bom. Quero só ver. (Panaca… se não valer a pena eu me mato) [voltando ao trabalho]

(aí, agora fodeu. Se já falaram de mim é porque alguma coisa tem! Ela deve conhecer algum brother meu que eu menti falando que fiquei com alguém, preciso descobrir. O problema é que eu me garanto na conquista, mas na hora eu fico muito nervoso e acabo fudendo tudo, menos a mulher… bom, mas ela não precisa saber disso, qualquer coisa eu falo que estou envolvido emocionalmente… é melhor ser trouxa do que brocha!)

(coitado, ele acha que me engana. Ele ser pegador é fato, mas acha que me engana com essa conversa de exigente… Eu não me garanto na conquista, mas na hora é mais que garantido. Se ele for bom, vou dar tudo de mim, se não, deixo ele continuar pensando que sou uma careta! Vamos ver a noite, né?!)

De repente, toca o celular dela… É uma mensagem. “sei que está em cima da hora, e você já deve ter planos, mas vamos sair hoje a noite? Estou te devendo uma saída que prometi. Topa? Rica” Respondeu “sim, me liga mais tarde! Beijos” (se os dois me ligarem, eu escolho na hora, mas qual a chance? Aposto que vai dar em nada esse Ivan parece ser frouxa e o Rica… com o Rica nunca dá certo… quantas vezes já tentamos…)


– você me liga (doce ilusão)? [passando um papel com o telefone dela]


– claro! [sorrindo com os dentes] (se não tiver nenhuma outra gostosa na parada, gata)


Um pouco mais tarde, Ivan também recebe um SMS: “gato, sei que te recusei ontem, mas eu topo sair com você, vamos? Lívia”


(Há, duas numa noite? Vou pegar as duas! Uma hoje, outra amanhã já que segunda é feriado! Tem mais minha ex, a Amandinha-gostosa. Ah! Muleque! [se olhando na tela do computador apagada] Como você é foda.)


A noite, Rica e Antônia saíram. Ivan e Lívia também. Nossos dois personagens principais nunca mais falaram sobre esse assunto. Detalhe: Naquele dia, Antônia transou, Ivan não, que ficou no 5 contra 1.

Quanta angústia!


Eu realmente estou tentando. Tentando muito! Tentando não deixar que a tristeza e a baixa auto-estima tomem conta de mim.

Não tenho certeza se auto-estima é algo conquistável, talvez seja coisa de momento… Às vezes acordamos com o pé esquerdo e tudo está ruim: cabelo, rosto, gordurinhas localizadas…

Pra mim, sempre parece uma bola de neve: eu não me amo, não me amam, eu me amo menos, as pessoas me amam menos. Ok, vamos manter a palavra “amar”, mas com o sentido de “desejar”, porque é nesse sentido (desejar), mas quero usar essa palavra (amar).

É muito difícil me sentir bem comigo mesma, quando eu me sinto tento aproveitar, mas sempre estou procurando o motivo de, quando não estou, não estar bem comigo mesma e não gosto da ideia de que só consigo ficar bem se alguém disser isso pra mim.

No desespero corro pra algumas pessoas procurando ajuda. Tudo que escuto levo muito em consideração, mesmo tento coisa que não consigo entender (não que eu não queira)… Não entendo a minha mãe, por exemplo, que sempre me diz que talvez o que falta em mim é uma “religiosidade”. Se religiosidade é cultural e não fisiológica, como pode me fazer tão mal fisicamente?

Eu sei que a alma também precisa ser alimentada, mas eu alimento ela como eu posso, muito bem, obrigada. Se meu problema é auto-estima mesmo e se isso se resolve com um elogio alheio, vocês acham mesmo que tenho que colocar Deus nisso e dizer que isso é obra Dele?

Acho que minha angustia toda se resume a não me amar suficientemente pra viver feliz só comigo. Queria ser auto-suficiente e que ‘os outros’ fossem só um detalhe (sem desfazer de ninguém, pelo amor…).

Quando eu conseguir isso vou encontrar outra coisa que me angustie porque nunca paramos de reclamar… Isso é viver e nunca paramos de viver até que paremos definitivamente.

O quanto amo minha cachorra.

Ela chegou em casa dia 25 de setembro de 2003. Claro que eu lembro, é a mesma coisa de aniversário de nascimento. Ela foi encontrada na rua por veterinária amiga da minha família que ia ficar com ela até perceber que, até então, “Tati” não conseguiria dividir atenção com outros animais da casa (3 cachorros, 4 gatos, 3 periquitos, 2 galinhas… casa de veterinária). Cocker ciumenta e carente, encontrou o lar certo.

Não tinha animal em casa desde 1999 quando mudamos para o primeiro apartamento, no Rio, antes eu tinha um casal de rottweiler, mas me lembro de sentar na rede, em frente à piscina e a Chéri (Querida, em francês! Chique, né?! J) vinha até mim e colocava o pescoço na minha mão, daí eu ficava conversando com ela. E o Argus, um mulecão, vinha atrás me derrubando da rede. Era uma festa, lembrando que eu tinha 10, 11 anos e era menor do que sou hoje (sim, isso é possível).

Mas esse texto não é sobre eles, mesmo sendo maravilhoso lembrar deles! A veterinária apresentou a ‘Tati’ pra mim e pros meus dois irmãos, eu tinha certeza que eu ia gostar dela, mas não fazia ideia que ia me apaixonar. Chegamos na casa dela e ela veio correndo, serelepe! Pulou na minha perna, como se dissesse “boa tarde, Gabi, me dá amor?” pulou na perna dos meus irmãos com a mesma expressão. Paixão à primeira vista. E levamos pra casa.

O problema ia ser convencer meus pais. Ela entrou e a minha mãe foi conquistada de primeira. Quando meu pai chegou, ficou um pouco inseguro, mas ele também se apaixonou por por ela. Eu disse que um dos meus irmãos davam comida pra ela, o outro limpava a sujeira e a minha mãe ligava pro pet shop pra pegarem ela pro banho (cocker é fediiiida). Nem adianta perguntar o que eu ia fazer porque já estava fazendo: falando o que os outros iam fazer e claro, mudando o nome para Milly.

E eu nenhum momento nos arrependemos de tê-la como companhia. Meu irmão mais novo implica com o cheiro dos sofás, das camas, e eu acabava mimando-a e deixava ficar em cima desses lugares, mas já comprei uma caminha nova pra ela e já se acostumou, acho que até prefere.

As vezes ela irrita porque não pára, quer sair pra latir, sai assim que abrimos a porta da garagem e demora pra voltar, sobe no muro e fica seguindo a gente pela rua de trás da casa, um dia, antes de ir pra aula, me seguiu até a casa do meu vizinho, mas admito que deixei o portão aberto (como? Não faço ideia) e atrasou toda ida pra faculdade. Ela fede também e deixa pêlos loiros e caramelos no chão.

Mesmo assim, é lógico que desde o primeiro momento sou apaixonada por ela, mas tenho uns momentos de maior atenção. Penso na companhia que ela faz, no carinho que ela me dá e no despertador que ela pode ser (ser acordada domingo às 6h, com lambidas e cheiradas pode ser interessante, mas não nesse caso). Ela é companheirona, mesmo! Só falta falar, sendo que desconfio que já ouvi. Mas como amor não se explica, simplesmente não consigo explicar. É um negócio que sobe, assim, dentro do peito. Não sei o que faria sem ela, mais. Agora vou fazer carinho nela, depois volto a fazer minhas tarefas.

Roller Coaster


(No filme, não poderei olhar pras câmeras!)


Minha vida tinha que ser filmada em uma montanha russa. Por que minha vida é uma dessas bem grandonas e infinitas. Seria um filme direcionado para o público infantil, mas na hora que fôssemos assistir, perceberíamos que tem um história muito sensível e tocaria o coração de todos. Como todos os filmes infantis ele passaria uma mensagem e entreteria. A minha vida é cheia de gargalhadas e lágrimas. Talvez todas sejam, mas da mesma maneira que nem sempre me vêem chorar, não vejo o sofrimento dos outros, então não sei. Uma hora estou rindo e falando pelos cotovelos, na outra estou desabando e formando um laguinho com meu choro. Minha vida faria o maior sucesso nos cinemas porque o público gosta de filmes de comédias sensíveis.



Os últimos filmes que vi assim foi Up! Altas Aventuras (infantil, Disney) e Divã (com a Lília Cabral)

Fora-Online


Quando eu estava na sétima série, estava ficando com um menino da oitava. Antes de ficarmos juntos, nós éramos muito amigos. A gente conversava sobre tudo só que ele sempre tinha uma segunda intenção. Pegava na minha mão, tentava me beijar, mas continuávamos amigos.

Até um dia que eu cedi: fiquei com ele. Eu não gostava muito dele como namorado, mas eu sempre dei chance pra todos os pretendentes que queriam me fazer feliz, portanto não achava ruim a gente estar junto, ele era super legal!

Ficamos umas duas semanas, mas só quando nos encontrávamos na escola, não era nada sério. Um dia estávamos conversando no lendário ICQ e ele me perguntou: “Gabi, você realmente gosta de mim ou está ficando comigo por ficar?”. Tchanchanchanchaaaan!

Eu pensei “Poxa, legal, acho que ele vai me pedir em namoro”, nem pensei que essa pergunta não era de ser feita pela internet, então disse que estava envolvida, sim, com ele, pra ver se deixava mais romântico o pedido de namoro. Foi aí que ele disse: “então, eu não queria te magoar, mas eu estou a fim de outra pessoa e a gente vai ter que terminar”.

Ele me deixou com uma esperança danada. Eu tinha quase certeza que ia rolar um namorico ali. Eu já estava até emocionada, mesmo achando que ele não era meu príncipe encantado, não foi justo ter me deixado esperançosa e depois me deixar offline da vida dele, via internet!



E vocês? Qual o fora mais tosco que já levou?

Pedros

Eu não sou muito de me apaixonar, me envolver… Sou carente, mas não desesperada. Tenho alguns pretendentes, mas um tem namorada, o outro 16, um outro, ainda, não dá seta e me leva pro pagode. O único que é mais normal, é o da farmácia, mas ele já me vendeu absorvente. Esses Pedros me deixam louca. Eu tinha que ser três ou quatro Thaís pra eu poder dar conta de tantos.

O único que corre atrás de mim e quer me ver, estuda aqui na cidade, mas tem uma namorada na cidade dele, no interior. Conheço faz um tempão, já tínhamos tido um caso antes de ele aparecer com essa namorada estranha. Eu não tenho como negar que ele mexia totalmente comigo, as vezes estou pra ceder, mas me seguro! Não sou nada mais além do que um brinquedo, um passatempo pra ele. A namorada mesmo, pra casar, é aquela lá do interior. E ainda palmerense! Ah, Pedro, só vou atender mais seus telefonemas se largar aquela lá e me valorizar, se não vai continuar sendo mais um Pedro na minha vida.

O mais gracinha é o Pedro que tem 16 anos. Ele fala que 5 anos de diferença nem é tanta diferença… se você tiver 50 e eu 55 não faz diferença, mesmo! Ele não corre tanto atrás de mim, mas conseguimos nos divertir juntos. O problema é que não daria certo nunca essa diferença idade estranha. E ainda palmerense! Então, Pedro, eu vou esperar até quando você tiver mais velho (e virar corinthiano) e você ainda me quiser, a gente pode tentar. Mas por enquanto, você vai continuar sendo mais um Pedro na minha vida.

O último garoto com quem eu me envolvi emocionalmente é meu colega de trabalho. Ele é inteligente, corinthiano e charmoso. Rolou uma festa dos amigos dele e ele me convidou e foi me buscar em casa, ele dirigia mal e não dava seta quando mudava de faixa, senti aquela vergonha alheia básica. Quando chegamos na festa, não era nada mais, nada menos do que um pagodão. Todo charme acabou porque decobri que pagode era o ritmo preferido dele. Esse, sem menor sombra de dúvida vai ser pra sempre mais um Pedro na minha vida.

Hoje conheci o útimo. É o cara da farmácia que sempre esteve lá, mas só fui conhecê-lo, mesmo, hoje. Como sempre, conheci o garoto perfeito na situação mais inconveniente possível. Eu comprei um pacote de absorvente noturno e dois normais, fui passar com a vendedora, mas bem na hora eles trocaram de caixa e ele acabou me atendendo. E ele ainda me disse “se levar mais dois desses, paga só 1 real e sessenta por cada”, morrendo de vergonha recusei a promoção, e olha que era uma boa promoção. É são paulino, mas é melhor do que ser palmerense! Será que esse vai ser só mais um Pedro na minha vida?

Tantas pessoas no mundo e eu vou me envolver bem com tantos Pedros assim? Acho que não estou dando sorte com eles. Pedros não dão certos comigo, acho que nunca darão. Ou será que pode dar um dia? Eu não sei se o problema está com os Pedros ou comigo. Talvez seja comigo, ou comigo E com eles. O pior disso tudo é que quando eu converso com minhas amigas, sempre preciso ficar explicando de quem estou falando quando falo dos Pedros, até eu me confundo. Melhor esquecer deles.



“qualquer semelhança é mera canalice”

Cultura jovem brasileira


Essa semana estreiou o trailer de um filme da Disney com produção brasileira. Isso me fez pensar. Tá parecendo que vai ser a mesma história do filme americano, mas em versão verde-amarel: trocarão basketball por futebol. Será que vai ser só isso que vai mudar?

E eu tenho minhas dúvidas no objetivo de fazer uma produção brasileira. Será que vai mostrar nossa cultura? E não estou falando do nome do time chamar ‘Lobos Guará’! Eu espero que coloquem muito Brasil nessas produções, afinal, a cultura americana não é melhor que a nossa e se for pra deixar os costumes de lá, uma pergunta: Porque esse trabalho?

Os filmes e séries americanas mostram que a forma de se relacionar amorosamente é diferente da forma daqui. Em outros países as pessoas parecem só beijar quando estão emocionalmente envolvidos e parece ser um grande evento. Já aqui no Brasil está bastante banalizado, pode ser que não seja todo mundo que faça isso (o que é bom), mas por aqui parece que beijar na boca, quando você não é BV, não é lá grande coisa!

Eu sei que no Brasil existe tanto preconceito, influência de amigos e da família quanto nos outros lugares do mundo, mas me parece que nós nos preocupamos menos com o que os outros pensam, aparência e nos divertimos bem mais! Não é muito legal isso? A gente é diferente, nosso jeito de se divertir também.

Nunca vi numa novela ou seriado para crianças e adolescentes uma Festa do Farol (verde: pode chegar beijando; amarelo: vou pensar antes de aceitar; vermelho: nem precisa chegar porque não vai rolar). Vocês já? Já viram, na tv ou filme, meninos fazendo competição de quem beija mais menina numa festa? Não! Eu sei que isso soa mau, mas NÃO é! Não no ponto de vista que os brasileiros acabam se divertindo muito mais. É a forma que nos divertimos porque a gente não tem “princesa” nem “baile de primavera”!

Acho que ninguém vai convidar ninguém pra um ‘date’ só por que nas séries isso ocorre, acho que influencia de uma forma mais geral. Acho que as pessoas acabam pensando que falando em inglês ou agindo como um americano eles são mais ‘cool’. Não é mais romântico dizer “i love you” do que “eu te amo”, não é mais romântico dizer “estamos saindo” do que “estamos ficando”, isso depende da intensão que cada um tem ao dizer isso.

Eu só acho esquisito a galera ter seus valores influenciados por esses filmes e programas porque nossa cultura, seja ela louca ou não, é legal demais de qualquer jeito. Nossa cultura é uma mistura de tendências e isso que faz sermos quem nós somos. Eu tenho uma proposta: deveríamos ver como agimos quando estamos sendo nós mesmo (na escola/faculdade, em balada/barzinho, no shopping, e seja mais onde formos) e perceber que essa é a cultura dos jovens brasileiros de hoje, é o que temos e o que nos faz sermos felizes!





Posso contar como era minha época de escola, na adolescência e citar alguns motivos pra pensar que somos totalmente diferentes dos outros países?

  • Zoação com outros grupos sempre teve, mas sempre foi por motivos aleatórios e não só um motivo, mas mesmo assim, o pessoal da classe se conhece, mesmo se não se gostarem;
  • Pessoas de séries diferentes podiam ser amigos e frequentar festas, mas é claro que pirralhos sempre vão ser pirralhos e a galera do colegial era a galera do colegial;
  • A educação física não era bem vista pelos menos esportivos e era amada pelos esportistas, que juntavam nos intervalos pra jogar o esporte (normalmente futebol e vôlei);
  • O pessoal juntava um time de esporte e jogavam, até que o resto ia ver os jogos, mas era difícil uma adoração pelas escolas ou pelos times, era mais a torcida pelos amigos e uma forma de juntar os amigos e azarar;
  • Beijar na boca foi tabu até a gente dar o primeiro beijo, mas depois de certa idade, as pessoas que não beijavam eram as consideradas diferentes (não um diferente ruim, mas diferentes);
  • Pegar recuperação na escola nunca foi certo, mas era muito comum e aula a tarde só no colegial;
  • Festas são para azarar e não necessariamente precisávamos ir com um acompanhante do outro sexo. Íamos com os amigos para se divertir e se rolasse uma paquera, podia beijar lá mesmo;
  • Colégios que ficam o dia todo existe, até, mas a maioria é meio período (manhã, tarde ou noite);
  • Estudamos numa sala só o dia todo e os professores entram na classe quando é o horário dele e não cada professor tem sua sala e os alunos se deslocam pra lá;
  • Os fofos do colégio não precisavam ter nada a vê com esporte, se tinham, sorte deles;
  • Líderes de torcida e ‘baile na escola’ não são comuns em colégios brasileiros!
É claro que é com essa visão que eu formei minha opinião, então, pra complementar esse texto, eu gostaria que vocês mandassem suas experiências escolares como eu fiz aqui em cima, em tópicos.

Novidades!


E ai fãs da Nick e do Disney Channel! Quem está louco para ver novidades nos nossos canais preferidos? _o/ Todo mundo tá sabendo do filme Disney Channel que estreiou na semana passada, com a Demi Lovato e a Selena Gomez, não é?! Bom, esse filme está rolando dentro da programação, então fiquem ligados!
Amanhã, dia 31, vai estreiar a série Jonas e vai ser de arrepiar. Os Jonas estão na série sobre eles mesmos, só que sem serem eles. Até o irmãozinho mais novo deles, o Frankie, está na trama!

Dia 9 de agosto estreia um dos filmes mais fofos da Disney: Pinocchio! É um dos filmes mais lindos do mundo, é um clássico. E depois que estreiar, vai passar direto, na sessão de filmes.
Está rolando também na programação a nova temporada de Phineas e Ferb!!
No Disney XD está rolando direto as Crônicas de Narnia e o filme Piratas do Caribe – O Baú da Morte, Carros, O Bicho Vai Pegar…
Pra falar a verdade, tudo é novidade no Disney XD, já que não é um canal antigo. Ele estreio no dia 3 de julho substituindo o Jetix.
Novas séries e desenhos; séries e desenhos que já passavam, muitos filmes! E tudo com muita radicalidade e adrenalina!

Na Nick, está rolando o Spectacular na programação. Os Naked Brothers Band vão estreiar um filme com a Miranda Cosgrove (de iCarly) no dia 6 de agosto, as 20h!!

“VOTE SEEMM PARAR!”
Quem está morrendo de vontade de ir a entrega dos Meus Prêmios Nick desse ano? Nossa, eu queria MUITO! Então eu me cadastrei e respondi a pergunta que eles fizeram no site (MundoNick). E quem serão os vencedores? Comentem aqui depois de votar.

Uma crítica a quem votou nos MPN na primeira fase: eu AMO o Kaká, o Ronaldo (sou corintiana), a Marta e o Pato e amo futebol, mas o César Cielo, o nadador, que acabou de ganhar os 100 m livres com recorde mundial, não foi pra final entre os QUATRO. Ele é uma lenda viva do esporte! Eu gostaria de deixar aqui minha dica do dia para as crianças: além do futebol, procurem na internet notícias sobre mais atletas diariamente! Existe muito mais do que futebol no mundo!!!

Votem sem parar, mesmo não podendo votar no César! Quem gosta do Cesão, comente aqui!

Avisarei com antecedência pelo Twitter @DisneyNickFan sobre os filmes e as programações diárias!!! Sigam-me aqui!!!
Beijos e até o próximo boletim.


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Gabriela Pagliuca

aka/vulgo Gabitopia

Sou artista e facilito processo de autoconsciência. Alimento o Gabitopia, esse blog, há mais de 11 anos. Estudei e sigo estudando comunicação, facilitação de grupos e técnicas de cura a partir de manipulação de energia (holística).

Meu blog é onde está quase todo meu trabalho como escritora, para saber mais clique aqui. Para saber mais do meu trabalho como facilitadora de processos de autoconhecimento, acesse aqui.

Meu propósito é amar, dar amor e estar em paz. Aqui é meu lar virtual, uma ferramenta para eu cumprir meu papel!

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